Textos com a Tag 'Egoísmo'

Reabastecendo O Tesouro Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO grupo de Abraão saiu da Babilônia e se tornou uma nação. Ele chegou ao seu fim particular de correção no nível do Primeiro Templo, a Luz de Mochin de Haya. Logo depois, ocorreu uma descida. Em outras palavras, seguiu-se uma cadeia de exílios.

Durante o exílio babilônico, o povo de Israel ainda permaneceu num nível espiritual que era superior que o da época do êxodo do Egito. Somente depois que o Segundo Templo foi destruído, ele caiu completamente. Primeiro os vasos de doação (a parte espiritual da nação) foram destruídos, e depois os vasos de recepção entram em colapso, resultando no desejo tornando-se subordinado à intenção egoísta. Na primeira fase, o desejo altruísta só mudou seu vetor, mas não quebrou completamente. Na segunda etapa, os vasos de recepção quebrados foram incluídos no desejo que pertencia às nações do mundo, aplicando plenamente a pressão do exílio sobre Israel, que agora está chegando ao fim. Em comparação com a situação atual, todos os exílios anteriores foram apenas “ziguezagues temporários para baixo” e apenas na última etapa o povo de Israel foi misturado com outras nações e se juntou a elas na sua verdadeira oposição ao Criador.

Assim, se todos os outros exílios fossem medidos nas fases anteriores, o último mergulhou Israel até o fundo, privando-o de toda Luz espiritual. Na Babilônia, eles ainda eram uma nação, apesar de estarem bastante desconectados. Quando Hamã lhes deu o ímpeto de se unir, Mordecai só precisava da Luz de Hassadim para unir as pessoas. Mas hoje, isso não seria suficiente, uma vez que a quebra penetrou muito mais profundo e requer agora uma correção mais forte. Na época de Mordecai, os judeus foram separados de seus Kelim de doação, mas eles não se odiavam, e era muito fácil se reconectar.

No Shamati, artigo 144, Baal HaSulam escreve: Hamã disse que em sua opinião, nós teremos sucesso em destruir os judeus…, o que significa que ele pode separá-los ainda mais e levá-los a um desejo egoísta ainda maior que levaria seus vasos de doação a quebrar e forçá-los a se odiar ainda mais, tornando-os subordinados aos vasos de recpção. … porque eles estão separados uns dos outros; portanto, a nossa força contra eles certamente prevalecerá, uma vez que provoca a separação entre o homem e Deus. E o Criador não irá ajudá-los de qualquer maneira, uma vez que estão separados de Deus. A lei estabelece que: A Luz não pode afetar os desejos que estão no estado de separação.

É por isso que Mordecai veio para corrigir essa falha, como se diz: “os judeus se reuniram”, etc., “para se reunir e defender suas vidas”. Isso significa que eles se salvaram se unindo. Só existe a força de unidade e o poder de separação. O último é Hamã, o Faraó, etc., e o primeiro é o justo em cada geração.

Assim, “exílio” e “resgate” são medidos pelo nível de unidade ou de separação. A pessoa não deve imaginar períodos de tempo, distâncias, ou nações… A única coisa que importa é a unidade: quando o país estava mais unido, era o nível do Primeiro Templo; quando a unidade enfraqueceu, era o Segundo Templo, e quando a unidade é ainda menor, é o exílio. Mais uma vez, os estados dependem do grau de nossa conexão.

As forças do mal destinadas à desintegração provocam um desejo egoísta no povo de Israel. Por trás dessas forças há o Criador, porque não há outro além Dele. Ele instiga esses estados para fazer as pessoas compreender o peso do fardo que estão carregando e fazê-las passar por várias dificuldades, a fim de forçá-las a acordar e se elevar à unidade, como resultado do seu desamparo e fraqueza.

Assim, o verdadeiro exílio acontece quando todos os vasos de doação trabalham para o Faraó. Eles constroem as prósperas cidades de Píton e Ramsés; eles aspiram à doação, mas os resultados de seu trabalho são aplicados aos desejos egoístas. É a doação em prol da recepção, que enche o “tesouro” do egoísmo.

Mesmo aqueles que discordam não conseguem se livrar da escravidão, já que os lucros egoístas os mantêm em sua casca egoísta e os faz doar em prol da satisfação de seus vasos de recepção. Nossos desejos continuam crescendo, mas permanecem permanentemente vazios. Giramos nossas rodas até que começamos a gritar para o Criador; em outras palavras, até que a crise global nos atinja. É exatamente isso o que está acontecendo agora. Esperemos que sejamos capazes de despertar os “egípcios” e seduzi-los a agir.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/12, “Exílio e Redenção”

Você Tirou Um Bilhete Premiado De Milhares

Dr. Michael LaitmanSe o caminho espiritual fosse sentido como agradável ​​e benéfico para a nossa natureza, o nosso egoísmo, quem o rejeitaria? O mundo inteiro correria até nos para estudar e se sentar à mesa. Todo mundo viria se sentisse alegria e doçura nisso.

Ninguém recusaria uma oportunidade tentadora para revelar o futuro diante de si e obter todo o conhecimento. Nosso ego teria nos empurrado para frente, nos puxado, sem nos dar um momento de descanso. Inveja, luxúria e ambição estariam queimando na pessoa, prometendo-lhe todos os tipos de realização neste mundo e o mundo superior, o Jardim do Éden. Tudo isto a teria inspirado e atraído mais e mais.

Claro, isso não é assim, e é difícil para nós compreender e impossível concordar que toda a realidade, exceto nós mesmos, é o oposto do que vemos. Ela está cheia de alegria e prazer, a revelação da força superior. Tudo isso é revelado na medida em que a pessoa adquire a qualidade de doação.

É impossível alcançar a realização espiritual, o grau do Criador, de qualquer outra forma. Assim, a verdadeira condução está escondida por trás de sua forma oposta, e nós não somos capazes de apreciá-la, para compreender e experimentar o que significa a intenção de doar. Não temos as ferramentas para desfrutar a doação.

Por favor, doe a alguém! No entanto, você não vai sentir qualquer prazer nisso, porque seus desejos são opostos. E só aquele na qual a centelha foi acesa na escuridão do egoísmo, forçando-o a procurar a doação, e que se preocupa com a centelha, tentando aumentá-la por meio dos estudos e do ambiente, avança. Na verdade, há poucos escolhidos, de todas as milhares de pessoas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Os Maiores Egoístas

Dr. Michael LaitmanComo regra geral, somente pessoas com um alto nível de egoísmo estudam Cabalá. Além dela, nada as preenche. Ciências, tecnologias, artes, relações familiares, empregos, passatempos de qualquer tipo, muito dinheiro, nada lhes traz satisfação. Elas são dilaceradas por uma pergunta: Qual é o sentido da vida?

Elas não acreditam na religião, uma vez que já ultrapassaram essa fase e perderam a capacidade de seguir cegamente as tendências. Elas não veem qualquer valor neste mundo, uma vez que consideram tudo à sua volta como uma existência “animal” regular e nada mais do que isso.

Naturalmente, elas não têm o desejo de abraçar todo mundo, dançar ou fazer quaisquer coisas infantis como “sentar em círculo, beber e comer juntos, cantar músicas”. Elas consideram isso esquisito e estranho, e estão certas.

Seu egoísmo é acima da média. Assim, elas se esforçam para revelar o superior; no entanto, elas são forçadas a se comportar de forma “imatura” e infantil. Infelizmente, nada pode ser feito sobre isso.

Elas se juntam a um grupo que já está no processo de avanço e que mais ou menos revelou e compreendeu a metodologia do crescimento. Elas entram num grupo que sente e reconhece (pelo menos estuda) a necessidade de se unir para descobrir as propriedades do mundo superior através da conexão entre amigos. Isto porque as qualidades do reino superior só podem ser reveladas na unidade.

Da Convençõa na Georgia 06/11/12, Lição 4

O Egoísmo Em Apoio Ao Amor Ao Próximo

Dr. Michael LaitmanOpinião (Barry Schwartz, O Paradoxo da Escolha): “Quão profunda é essa preocupação para o status? Alguns anos atrás, realizou-se um estudo onde os participantes eram presenteados com algumas circunstâncias pessoais hipotéticas e era pedido que declarassem suas preferências. Por exemplo, as pessoas eram convidadas a escolher entre ganhar US$ 50.000 por ano com outras ganhando U$ 25.000, e ganhar US$ 100.000 por ano com outras ganhando US $ 200.000. Elas eram convidadas a escolher entre 12 anos de estudo (ensino médio) quando outras têm 8 e 16 anos de escolaridade (faculdade), quando os outros têm 20. Elas eram convidadas a escolher entre um QI de 110, quando o QI dos outros é 90, e um QI de 130, quando o QI dos outros é 150. Na maioria dos casos, mais da metade dos entrevistados escolheu as opções que lhes deram melhor posição relativa. É melhor ser um peixe grande, ganhando US $50.000, em um pequeno lago, do que um pequeno peixe, ganhando US  100.000 em um grande lago”.

Meu comentário: Isto é, a pessoa está disposta a abrir mão do dinheiro, educação e intelecto apenas para que os outros tenham menos! Essa é a nossa natureza: nós percebemos e aprecimos tudo relativo ao ambiente. Portanto, quanto melhor o ambiente que escolhemos, melhores opções invejamos, maiores realizações podemos alcançar. É inútil ir contra a natureza. Você só precisa aprender a usar tudo o que ela  investiu em nós.

Como é possível com estas qualidades egoístas conseguir interação integral, participação fraterna, amor ao próximo, o que se exige de nós agora numa nova etapa do desenvolvimento humano?

É por isso que a Cabalá nos ensina a nos organizar em pequenos grupos e a criar comunidades integrais, como a conexão de grupos de células nos órgãos do corpo, e, em seguida, a conexão dos grupos no sistema, assim como num corpo vivo, até que todos se conectam num único organismo: Adão.

O que nos impede de conetar?

Pergunta: Se nós estamos prontos para encontros várias vezes por semana para ler e discutir coisas, o que nos impede de conetar com os amigos?

Resposta: O vosso egoísmo. Ele vai crescer a cada dia, e vai encontrar falhas cada vez maiores nos seus amigos para que diariamente os veja com maior aversão.

Pergunta: Será que eu não sei qual é a razão para isto?

Resposta: Podem haver imensas razões. Você não acredita em mim? Daqui a um ano nós perguntar-vos-emos e vocês nos dirão como estão a fazer.

Há alturas em que as pessoas são simplesmente indiferentes. Você vem, estuda, parece ser necessário, útil, e depois de se habituar a isso você simplesmente para de perceber os demónios por um tempo.

Então, conforme você trabalha com eles, você sente criticismos em relação a eles; você encontra pontos maus em toda a gente, até que atinge a verdadeira repulsa e alienação.

Mas o verdadeiro ódio aparece quando as pessoas estão a trabalhar seriamente na conexão. Então o verdadeiro ego aparece e é fortemente revelado. É aqui que o trabalho real começa a sério.

Da Convenção da Geórgia 06.11.2012, 2ª Lição

O Novo Mundo Além Dos Interesses Egoístas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso tentar sentir os outros, se só sinto a mim mesmo?

Resposta: Se a pessoa descobre que só sente a si mesma, esta já é uma grande conquista. Agora ela só tem que compreender que com este sentimento de si mesma ela sempre permanecerá neste mundo. Essa percepção é chamada “este mundo”.

Se a pessoa entende isso, já é a realização. Quando nós descobrimos que só sentimos a nós mesmos e é através disso que percebemos o resto do que está dentro de nós, isso é chamado de sensação deste mundo. Este já não é um estado simples.

Agora eu preciso ouvir o que está escrito nos livros da Cabalá, que afirmam que o mundo espiritual é encontrado além desta sensação, fora de mim mesmo, nos outros, e pensar em como sentir os outros em vez de mim mesmo.

Tudo o que é sentido por mim agora existe apenas dentro de mim e não na realidade. Externamente há apenas imagens, representações que são retratadas em mim. E a pergunta que está diante de mim agora é “Como eu posso sair de mim mesmo?”.

Por isso me foram dados os amigos, o grupo, para que através de atividades mútuas, nós estimulemos a Luz que nos ajudará a sair de nós mesmos em direção a eles. Isso é chamado de transição para fora de nossos “interesses egoístas”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Shamati #47

O Ponto Onde Os Corações Se Conectam

É preciso um tempo muito longo até que contra todos os desejos e as rejeições o indivíduo possa se convencer a si próprio de que é essencial estabelecer uma relação com os amigos. É preciso muito tempo até que este clarifique tudo isto e se convença a si próprio, depois de muitas subidas e descidas.

Aos poucos, aprendendo com todos os estados e ações que ele tem passado, verificando-se, este começa a entender o que é bom e o que é mau para ele. Primeiro, ele pensava que era bom quando tinha sentimentos novos, entendia e sentia mais, pensando que era respeitado e poderoso. Agora ele começa gradualmente a entender que todas essas sensações agradáveis não indicam de fato o seu progresso espiritual. Pelo contrário, eles indicam que uma pessoa está se afogando mais e mais profundamente em seu ego, no seu desejo de receber, na questão da criação.

Primeiro, o indivíduo pensa que o seu avanço depende de estudar a teoria, em conhecer o material. Ele atravessa os livros desejando compreendê-los, acreditando que através deles ele será capaz de se aproximar do objetivo. Então ele corre para disseminar esse conhecimento, com a esperança de receber uma recompensa pelos seus esforços. Ele tenta romper através de diferentes direções, girando em torno de um ponto central: o amor pelo outro.

Ele alcança-o somente quando ele não tem outra escolha, e está em total desespero de nada alcançar por si mesmo. Como resultado de todas essas ações a Luz ilumina-o, e ele começa a entender e a sentir que a entrada para o mundo espiritual abre-se apenas quando o seu coração se conecta com o coração do amigo.

Através deste ponto de conexão, onde os corações entram em contato, eu saio do meu coração e penetro no coração do amigo, de modo que no coração do amigo eu vou descobrir o meu mundo espiritual. Isto é o que cada um de nós faz em relação aos amigos.

É preciso um longo período de tempo para fazer isso, uma vez que tem de ser no coração e não na mente. A mente se torna apenas uma ferramenta externa. Assim, uma pessoa avança na direção certa e descobre o estado mais distante e odioso de todos os estados neste mundo.

Anteriormente, ele não podia sequer imaginar que este é o objetivo da vida. Mas isso é ao que ele tem de chegar, que o objetivo de sua vida será a conexão dos corações de todas as pessoas no mundo em um só coração.

Temos que ter paciência com nós mesmos e com os amigos que passam por diferentes estados externos. Todos precisam do seu próprio tempo e forma de desenvolvimento até que ele finalmente descobre que não há outro trabalho senão o amor de amigos.

Quanto mais tempo tu levares neste processo, mais sucesso terás. As pessoas que pensam que eles podem iniciar este trabalho imediatamente normalmente esgotam-se rapidamente. Esse reconhecimento requer um período de adaptação, um tempo para que todos os outros tipos de trabalho “secarem”, para que a partir de toda a sua experiência e todos os seus esforços uma pessoa se sinta desesperada. Então, com a ajuda da Luz que Reforma ele vai entender e sentir que nada irá ajudá-lo salvo a conexão. Isto é quando o seu trabalho começa no lugar certo.

Uma vez que estamos conectados em uma rede geral com todas as pessoas do mundo, passamos esse sentimento e essa compreensão para todos. Assim, o mundo começa a falar sobre a necessidade de conexões mais fortes entre as pessoas, que poderão salvar a humanidade. Quanto mais trabalharmos em nós mesmos e maiores esforços fizermos, mais Luz atrairemos sobre nós próprios, de acordo com a lei de equivalência de forma que também se derrama nos vasos externos, em toda a humanidade e por isso esta ideia atinge todos.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 11/10/12, Escritos do Rabash

Doar Deverá Tornar-se Moda

É claro que nós fomos criados para só sermos capazes de nos preocuparmos com o nosso próprio bem e não temos nenhuma motivação para agir de forma altruísta. Em todos os próximos 125 níveis cada vez mais descobrimos esta verdade que está à espreita no nosso ego, que totalmente nos controla.

A única maneira de romper com isso é com a ajuda da Luz que Reforma, que nos eleva da intenção egoísta para a intenção de doação. Continuamos com o mesmo desejo de desfrutar, mas muda a sua intenção

Isto só é possível sob a influência da Luz. Quando a Luz brilha sobre o desejo, agarra-se à intenção de doar. No momento em que a Luz pára de influenciar o desejo de desfrutar, ele retorna imediatamente para a intenção de agir para seu próprio bem. Tudo depende apenas da intensidade da Luz, que influencia o desejo.

Acontece que toda a nossa vida depende de quanto a Luz que Reforma nos influencia. É por isso que nós temos que chamar a sua maior influência sobre nós. A fim de fazer isso, precisamos de uma deficiência, um desejo. Onde podemos encontrá-lo?

Para isso há uma inclusão mútua. Afinal, nenhum de nós tem um grande desejo de alcançar a doação: nós não entendemos e não vemos qualquer benefício na mesma. Então eu tenho que incorporar no grupo, no ambiente certo, o que me impressiona e me diz sobre a grandeza da doação.

Não importa se os outros não sabem o que estão falando, eu estou impressionado com eles, uma vez que é assim que eu sou construído. Se eu me colocar sob a influência do ambiente que pede doação, mesmo artificialmente, como um jogo, que me impressiona, eu começo a querer doar! Afinal, é o ambiente que inseriu a ideia de que é um atributo grande e valioso para mim.

É como a moda que é anunciada em todos os canais com muita publicidade, colorida com atores famosos que participam da campanha, que me dizem o quão importante é ter esses produtos. Eventualmente eu quero comprar o que eles querem vender, apesar de nenhum dos atores sequer pensarem em comprar esses produtos para si, e os que contrataram os seus serviços simplesmente querem fazer lucro. Todos trabalham apenas para me confundir e, eventualmente, têm sucesso: eu vou sair e comprar o que eles anunciam.

Nós precisamos da mesma coisa, mas devemos organizar este jogo por nós mesmos. Temos de aumentar a importância da doação e nos convencer de que é bom doar! Todos devem vender esta mercadoria a outros.

Estamos primeiramente incluídos nos desejos dos outros e todos adquirem um desejo de alcançar a doação. Segundo, nós trabalhamos juntos para construir o nosso meio ambiente para que ele forneça a cada um a grandeza da doação.

No final, eu recebo um desejo interno de doar tal como o meio ambiente, o grupo que insere a importância desse atributo em mim. É por isso que eu quero! Todo mundo age como se ascendesse e estivesse em doação e é atraído para isso. Estou impressionado com isso e quero atingir a mesma coisa.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 10/10/12, Escritos do Rabash

Crescendo No Grupo

Nossa principal força é o ego. Com exceção do ego existe apenas um pequeno ponto no coração de todos e temos que conectar estes pontos. Se nós os conectarmos em um grande ponto, vamos sentir interiormente o mundo espiritual. Então, tudo vai estar junto: eu, o grupo, e a força superior.

Por outro lado, o ego quer empurrar todos os nossos pontos para longe uns dos outros. É realmente esperado que este nos empurre na direção oposta da conexão, e é por isso que é chamada de “ajuda contra”.

Como devemos construir um ambiente que nos ajude a complementar os pontos no coração e as nossas forças egoístas, para que juntos nós possamos nos conectar em um grande ponto maravilhoso? Apesar das interrupções do ego, pela sua utilização, nós queremos conectar os nossos pontos no coração em um ponto. Como podemos usar o poder do ego para atingir este objetivo?

A questão é que eu não sei o caminho para o mundo espiritual. Para mim, é um ponto de interrogação escondido de mim. Como posso revelá-lo? Como posso me concentrar corretamente? Com a ajuda do grupo, eu uso o meu ego no sentido oposto; este torna-se um “companheiro” (Ezer Ke Negdo) e ajuda-me a concentrar-me com precisão na espiritualidade, no Criador. Isto só é possível no grupo quando trabalho com o ponto no coração, a fim de transformar o ego na direcção oposta, (a linha tracejada verde no desenho). Então, em vez de me puxar para baixo, o ego vai me dirigir corretamente, para que eu possa entrar no mundo espiritual.

Assim, existe apenas um ego e um ponto no coração de uma pessoa, e com a ajuda do grupo, nós alteramos o ego e encontramos o caminho para, a cada tempo, avançar no sentido oposto.

Na verdade, não é apenas sobre o desejo egoísta de receber coisas diferentes em nosso mundo. É um ego especial destinado somente contra a conexão, contra o ponto coletivo no qual eu descubro o mundo espiritual. É por isso que eu ignoro todos os desejos e os pensamentos que não estão relacionados com a conexão. Em vez disso eu trabalho no grupo tentando me conectar com outros e eu descubro como eu sou oposto: eu não quero nada do tipo, eu odeio os amigos e não posso sequer pensar em me conectar com eles. É esta repulsa que é o verdadeiro ego oposto à conexão. Tudo o resto não importa.

O grupo tem aqui um papel fundamental: aumenta a importância da unidade aos meus olhos e constantemente estimula e obriga-me a mantê-la. Apenas o ambiente (Sviva) leva-me para o desconhecido, servindo como um modelo que me ajuda a subjugar-me e e a manter-me conectado internamente. O ambiente realmente me leva à conexão.

Assim, nós realmente ascendemos ao primeiro nível (passo 1) acima da Machsom (barreira) quando viramos o nosso ego inteiro, toda a rejeição, resistência à conexão e unidade, para a direção oposta – para a força da conexão e unidade. Este é o significado de “ajuda contra”.

Em seguida, passamos para o segundo nível. Aqui, o ego é revelado novamente, mas desta vez maior do que antes, uma vez que já pertence ao próximo nível (passo 2). Aqui eu tenho a opção da unidade com a ajuda do grupo, onde o ego começa a mostrar-se novamente. Se não me sinto atraído para a unidade, eu não o descubro.

É por isso que estranhos não entendem de que ego nós estamos a falar. O ponto é que não é apenas sobre as relações humanas, não se trata de boas ações e intrigas. As pessoas acreditam que tratar os outros mal é o egoísmo e outros que tratam bem é o altruísmo. Nós julgamos apenas pelo ponto de unidade. Portanto, depois de eu descobrir o primeiro nível, eu quero continuar e me conectar ao grupo. Eu descobri o ego no segundo nível (Ego2), e trabalho contra este e subo para o segundo nível. No conjunto existem 125 destes níveis no caminho.

No final, eu chego à unidade perfeita, com toda a humanidade, estamos todos juntos em um ponto chamado de “gota da unidade”.

Que tipo de ambiente deveria ser de modo a permitir-me descobrir o ego correto, para separá-lo do ego animal deste mundo, e transformá-lo em uma força motriz? Como deve o ambiente influenciar-me para que eu possa atingir a meta?

Além disso, como devemos usar nossas convenções, quando nos influenciamos mutuamente, de modo que esta conexão poderosa permita que cada um de nós descubra o ponto de unidade: “Onde ele está? O que devo fazer para alcançá-lo? Como faço para entrar no mundo superior? Como posso descobrir isso? ”

Como devemos nos preocupar com todos os outros, a fim de lhes permitir chegar a este ponto interno (o centro do grupo), o nosso “útero” (Rechem)? Afinal, entramos no grupo como se entra no ventre de uma mãe, e desenvolvemo-nos como um embrião. Como podemos preparar esse “envoltório” para cada um de nós, no qual cada um vai desenvolver-se como se a partir de uma gota de sêmen?

Da Convenção na Itália Primeiro dia, 28/09/12, Workshop 1

O Colete Salva Vidas Para Aqueles Se Afogando No Mar Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente, eu tenho perdido todo o interesse e desejo pela espiritualidade. Eu me afastei do grupo, mas o grupo não se esqueceu de mim e continuou a cuidar de mim com amor constante. É por isso que, apesar de tudo, eu decidi vir para a Convenção em Roma, e fiz um enorme esforço para fazê-lo. E agora aqui, eu sinto vergonha diante dos meus amigos, que mais uma vez me levaram em seus braços, e eu tenho experimentado o amor de meus amigos com uma nova força ao longo destes dois dias. Mas o que eu preciso fazer para me certificar de que não me distanciei novamente após o Congresso? Eu tenho muito medo disso.

Resposta: Eu sinto muito por tudo o que você experimentou. Mas não há outro caminho, exceto aceitar que tudo vem de uma fonte, e nós precisamos ser gratos pelas coisas boas e ruins. Eu sou muito grato por seus amigos que trabalharam tão duro e foram capazes de trazê-lo de volta. Eu espero que, de hoje em diante, todos vocês vejam somente bondade e misericórdia, amor e carinho, que esperam por você.

Mas, ainda assim, não importa o que aconteça, você precisa se agarrar ao grupo com toda a sua força, porque ele é o colete salva-vidas atirado ao mar para aqueles que estão se afogando. Não temos mais nada para agarrar.

E, acredite, vocês ainda vão ver todo o país se agarrando ao seu grupo como se fosse um colete salva-vidas. Assim, tornem-se mais fortes, ajudem uns aos outros, e continuem. Desejo-lhes sucesso!

Da 5ª refeição na Convenção Italiana 30/09/12