Textos com a Tag 'Egoísmo'

O Enigma Da Corporação E Da Nação

Laitman_408Nas Notícias (de OpEdNews.com): “A economia dos EUA está a todo vapor, mas a maioria dos americanos não está sentindo isso. Por outro lado, a maioria das economias Europeias ainda esté em mau estado, mas a maioria dos Europeus está relativamente bem. O que está por trás disso? Dois grandes fatos”…

“Os legisladores americanos respondem às demandas de indivíduos ricos (tipicamente executivos e magnatas de Wall Street) e de grandes corporações — aqueles com maior poder de lobby e bolsos mais fundos para bancar campanhas”.

“O segundo fato é que a maioria das grandes corporações Americanas não tem nenhuma aliança particular para a América. Não querem que os americanos tenham melhores salários. Sua única lealdade e responsabilidade é a de seus acionistas — que muitas vezes exigem salários mais baixos para abastecer lucros maiores e preços das ações mais elevados”…

“Por outro lado, as grandes corporações com sede em outras nações ricas são mais responsáveis pelo bem-estar das pessoas que vivem nessas nações”…

“Os governos de outros países ricos muitas vezes elaboram leis através de acordos tripartidários envolvendo grandes corporações e trabalho organizado. Mais este processo vincula suas corporações às suas nações”.

“Enquanto isso, empresas americanas distribuem uma parcela menor dos seus lucros para os seus trabalhadores do que as corporações europeias ou sediadas no Canadá”….

“A classe média dos EUA já não é a mais rica do mundo. Depois de considerar os impostos e pagamentos de transferência, os rendimentos da classe média no Canadá e grande parte da Europa Ocidental são maiores do que nos E.U.A. Os pobres na Europa Ocidental ganham mais do que os americanos pobres.

“Finalmente, quando em mesas de negociação globais – como o processo secreto de elaboração do acordo de comércio “Parceria Trans Pacífica”– empresas americanas não representam os interesses dos americanos. Elas representam os interesses de seus executivos e acionistas, que não apenas são mais ricos do que a maioria dos Americanos, mas também residem no mundo inteiro.

Meu Comentário: Como resultado, nosso egoísmo vai dividir o mundo em vários milhões muito ricos e o resto em bilhões extremamente pobres, e depois prosseguirá para destruir as bocas indesejadas…

A Magia Do Egoísmo E Da Doação

Dr. Michael LaitmanCéu e Inferno

Pergunta: Você está dizendo que a bruxaria é um fenômeno psicológico. Como ela reflete sobre aqueles que sequer suspeitam que são os alvos?

Resposta: Esta é a maneira pela qual os nossos desejos são direcionados aos outros. Todos os nossos desejos compreendem um conjunto de forças que afetam todos ao nosso redor. Nossa atitude para com o mundo em geral e o ambiente em que vivemos é a contribuição de nossas energias pessoais para o sistema global.

Pergunta: Portanto, a feitiçaria é o desejo de uma pessoa orientado para o benefício ou prejuízo de outra pessoa?

Resposta: Os desejos são importantes, mas por que você os chama de bruxaria? Cada um de nós age dentro de uma rede geral de forças que existe entre nós. É um sistema extremamente complicado. Nós somos a fonte de um complexo de forças más, não corrigidas, chamado de ego. Nós temos que corrigir essas forças e fazer sua transição de maldade para a bondade, ou em outras palavras, sermos bom para os nossos vizinhos.

Isso significa que a partir do desejo de receber, que toma o máximo possível dos outros, nós temos que acabar doando a todos. Assim, o princípio fundamental, a regra universal da sabedoria da Cabalá, afirma: “Amarás o próximo como a ti mesmo”. Este princípio preenche a rede geral de energia positiva. Tudo que nós geramos deve trazer benevolência aos outros. É assim que uma rede positiva é criada.

Quando construímos uma rede desse tipo, nós entramos no mundo composto por benevolência completa, ou seja, entramos no Jardim do Éden. Assim, o céu é um estado em que todo mundo só pensa no bem-estar do outro.

Ao mesmo tempo, o inferno é o ódio mútuo, um estado em que todos nós sofremos.

Como Se Defender Contra O Negativismo?

Pergunta: Se alguém nos influencia perversamente através da rede geral, nós podemos nos defender de alguma forma?

Resposta: Sim. Para isso, nós temos que envolver forças positivas.

Pergunta: A quem devemos orientá-las?

Resposta: A todos. Mesmo que eu não tenha ideia de quem exatamente me envia uma influência negativa, isso não importa. Minha atitude positiva e gentil para com os outros se transforma num escudo por meio do qual a negatividade não pode penetrar.

O mecanismo é muito simples. Eu só posso ser ferido se estou em meus desejos egoístas e se me importo apenas comigo. Se eu doo, contribuo, dou, compartilho e amo os outros, ninguém pode me machucar. Eu sou invencível porque existo dentro dos outros.

É uma armadura psicológica muito forte. Graças a ela, não importa o quanto os outros queiram me machucar, não vão ter êxito.

Além disso, ao agir dessa forma, eu neutralizo todos os meus agressores, uma vez que existimos num sistema unificado, comum. Isso explica por que, ao contribuir com nossa atitude sincera com outros seres humanos e o desejo de levar bondade a todos, nós acentuamos a energia positiva na rede geral. O positivismo é capaz de destruir todo o negativismo dirigido contra nós. Assim, não só ninguém será capaz de nos machucar, mas ninguém sequer fazer uma tentativa de fazê-lo.

Esta é a forma como o sistema funciona. A Torá, particularmente a sabedoria da Cabalá, explica estas questões para nós em detalhes. Nós vemos isso quando alguém é uma fonte de bondade para com os outros, as forças do mal não são capazes de feri-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 18/01/15

Uma Jaula Para O Egoísmo

laitman_749_01Pergunta: A reputação de Israel hoje na arena internacional, suavemente falando, é lamentável e continua a se deteriorar. Por que isso está acontecendo? Afinal, a contribuição histórica do nosso povo é enorme.

Nós demos à humanidade o Antigo Testamento, os fundamentos da lei, da ética, da moral, e muito mais. Na verdade, nós estamos falando de um enorme impacto no mundo.

Nos dias de hoje, parece que tudo finalmente acabou e foi cortado de nós. Nós deveríamos talvez voltar a despertar o seu potencial? É hora de olhar para trás e dar uma olhada na nossa própria história?

De onde nós viemos? Que propriedades ancestrais definem nosso papel entre as nações? Nós experimentamos um boom e depois entramos num longo exílio, mas ficamos com uma “bagagem” especial e começamos a afetar o mundo. Que “carga” é essa que permanece conosco em todos os lugares?

Resposta: Em primeiro lugar, o período em que nós éramos um país e um povo é radicalmente diferente dos eventos subsequentes. Nós mesmos causamos a destruição do Templo e, portanto, fomos para o exílio.

Por gerações, desde a época da entrada na terra de Israel, desde a época de Josué e antes, o colapso de nosso povo em diferentes graus estava na revelação do Criador, a Força Superior. Os Cabalistas estavam sempre entre nós, as pessoas os conheciam, falavam com eles, e eles influenciavam as pessoas em sua volta.

A era dos profetas, reis, e assim por diante, foi substituída, mas houve um declínio gradual após os picos espirituais do Primeiro Templo. Às vezes havia explosões de ascensões “residuais”, mas a tendência geral nos levou para baixo.

No âmbito deste processo, o exílio babilônico, após a queda do Primeiro Templo, no sentido espiritual, estava acima da época do Segundo Templo. Era uma compreensão e sensação superior do sentido da vida, para a revelação da Força Superior, que nos acompanha, cuida e desenvolve, para nos tornarmos “uma Luz para as nações”.

A reversão durou muito tempo, mas antes do colapso do Segundo Templo, dos marcos importantes, o povo conhecia e entendia que estava “sob os cuidados do” poder superior.

Só no último exílio é que começamos a nos fechar, a ser removidos disso, mas não imediatamente. Por mais cem anos, o povo tem sido desfavorecido com essa perda. A memória do passado ainda vive em nós, como evidenciado pelo Livro das Lamentações.

Além disso, o povo sabia de antemão que não havia alternativa, que teria que ir para um exílio. No entanto, eles ainda tinham que lutar contra isso, tentando levar o desenvolvimento ao longo do bom caminho, o caminho da aceleração.

Em geral, nós temos sempre dois caminhos diante de nós: “em seu tempo” e “acelerado”. No caminho “em seu tempo” nós vamos sob a influência estrita das forças da natureza, de acordo com os termos previstos no programa geral.

O caminho “acelerado” é onde podemos acelerar o tempo e suavizar os estágios através do desenvolvimento mais rápido do que a natureza nos obriga. Nós somos atraídos ao estado futuro, mobilizando forças no nosso ambiente. Isso depende de nossa unidade, do quanto estamos ansiosos em voltar à unidade apesar do egoísmo que nos afasta.

A fim de “ficarmos à frente do tempo”, pedidos, orações e invocações são necessários para alavancar a Força Superior para obter ajuda. Então nós nos desenvolvemos num bom caminho quando unidos.

Assim, por um lado, é preciso reconhecer que a nossa queda aconteceria, e que isso é dirigido de Cima, e, por outro lado, nós temos que admitir que ela é causada de Cima, que nós embaixo não podemos mover o nosso desenvolvimento para um caminho diferente, que é mais favorável aos nossos olhos e aos olhos da Força Superior.

Afinal de contas, existem leis segundo as quais em cada ponto do eixo histórico nós devemos passar por um determinado estado, experimentar certa revelação do egoísmo da natureza humana. Essa revelação pode tomar uma forma positiva ou negativa.

Ao “acelerar” no caminho certo, eu manifesto meu egoísmo, uma vez que isso é necessário para a correção do egoísmo. Neste caso, eu não tenho medo, porque sei de antemão que vai ser desagradável, e armazeno a força adequada, certos detalhes de percepção e a conexão com os amigos, de modo que juntos nós controlamos a revelação deste “monstro”. Nós não temos medo dele, na medida em que forças conjuntas podem mantê-lo sob controle, de modo que ele não vai nos atacar.

Pergunta: É dito que o Templo foi destruído por causa do ódio infundado. Isso significa que não fomos capazes de lidar com o egoísmo?

Resposta: Sim, o egoísmo se libertou e nos espalhou longe uns dos outros. Esta alienação é chamada de ódio. O ódio é realmente sem causa, e eu descubro vitalidade nisso para eu mesmo. Eu me sinto bem e agradável odiando a todos. Esse ódio se manifesta de forma diferente em nossos relacionamentos, tomando tais formas que não têm justificativa nem motivo. O egoísmo se alastra em todo mundo, causando a rivalidade.

Hoje nós vemos como a hostilidade abrange o mundo inteiro. Brigas e conflitos se multiplicam, e como todas as crianças desobedientes, nós afundamos na lama do conflito ao não encontrarmos mais nada para fazer enquanto caminhamos à beira de uma grande guerra.

Portanto, o povo de Israel perdeu a capacidade de frear seu egoísmo e de ficar acima dele. “Ama o próximo como a ti mesmo, a grande regra da Torá!” Rabi Akiva gritou: “Vamos voltar a amar! Caso contrário, como resultado de nosso ódio, vamos acabar com o colapso do Templo, o colapso do povo, e o colapso do país, o fim de tudo”. Mas ele não foi ouvido.

De KabTV “Uma Nova Vida “25/12/14

Limite Ilimitado do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanA natureza inanimada, vegetal e animal age como planejado. Não há livre arbítrio. Plantas e animais são limitados em sua capacidade de destruir o mundo e não têm demandas excessivas.

Eles não precisam de dez equipamentos; não precisam de instalações de armazenamento de comida, e não precisam exercer o poder sobre a floresta ou a selva. Cada animal tem seus limites naturais, seu próprio território e sua própria família.

Mas, de repente, algum “rabinho” sai do nível animal para o nível humano. Uma pessoa é diferente dos outros níveis devido a uma força negativa de desenvolvimento pronta para destruir tudo, de modo que somente esta força possa se sentir bem.

Não há nenhuma força boa numa pessoa, e não há qualquer impulso para a unidade, tudo está concentrado no ganho pessoal, no sucesso pessoal à custa dos outros, mesmo que isso lhes custe a vida.

Na natureza, as espécies se devoram apenas por comida, para sustentar a vida. Uma pessoa requer alimento espiritual; ela é inquieta, enquanto outras têm algo de bom. A pessoa quer ser a única que está bem.

Ela é consumida pela inveja, luxúria, vaidade, ódio, desejo de poder, o poder da força individualista negativa. É negativa porque conduz ao confronto mútuo, não por uma questão de subsistência, como ocorre com os animais.

Essa força não conhece limites. Todo mundo gostaria de deixar certo número de pessoas e transformá-las em robôs, totalmente sob seu controle. “Caso contrário, por que elas existem, se não para mim? Deixe-as obedecer e servir-me totalmente, deixe-as viver apenas para louvar e exaltar-me”.

Acontece, que no nível mais elevado da natureza uma criatura especial passa a existir, uma pessoa deste mundo, com uma força negativa crescendo internamente.

Nos níveis mais inferiores, a força positiva age automaticamente junto com a negativo. As próprias restrições vitais são positivas. Por outro lado, de geração em geração, as pessoas ganham maior potencial destrutivo.

A negatividade de uma pessoa é um tipo diferente de qualidade: a pessoa quer governar sobre as outras, deseja a excelência e a grandeza para si mesma nos séculos vindouros. “Napoleão ainda é lembrado, e eu quero ultrapassá-lo, de modo que serei lembrado por milhares de anos”.

Não há limites para o nosso egoísmo. O egoísmo está pronto para acabar com todos, pronto para destruir todo o planeta e a si mesmo junto com ele. Tal é a força negativa de uma desconexão.

Por outro lado, o desenvolvimento do universo, da terra, e da natureza nela, indica que nos falta a força positiva de conexão, doação aos outros e equilíbrio. Mas não apenas em um nível de troca material.

Primeiro nós temos que corrigir a nossa atitude, a nossa abordagem, nosso coração que está completamente envenenado pelo egoísmo. É necessário adicionar uma boa parte, corrigir nosso modo de pensar, nossos critérios, a forma como olhamos para as coisas, tudo o que sentimos, tudo o que nos leva a responder.

Meu desejo, minha mente e meus sentidos precisam de correção, adição, satisfação e equilíbrio. Este maluco “leme esquerdo” da separação negativa, eu quero equilibrar com o “leme direito” da unidade positiva. Nós não podemos permitir que o desequilíbrio ocorra em um modo ou de outro; o equilíbrio é o que é necessário aqui. Afinal de contas, o saldo de duas forças nos dá o desenvolvimento da vida.

Pergunta: O que vai acontecer com o meu desejo de ser o dono do mundo?

Resposta: Você vai sentir que o mundo inteiro é seu. Todo o sistema será sentido, compreendido e destina-se para o seu trabalho. E agora, você forma o mundo inteiro, de fato, todos os mundos, universos paralelos, e mais.

Pergunta: Será que isso significa que a força positiva não me limita?

Resposta: Pelo contrário, é a força da verdadeira dimensão em largura, sem receber nada em troca. Eu saio de mim mesmo, de minhas limitações, e assim vejo os fenômenos naturais que não foram anteriormente reconhecidos.

Afinal de contas, eu sentia tudo em meu egoísmo, e ao sair com a ajuda da segunda força, eu vejo o que realmente ocorre na natureza, além da percepção dos cinco sentidos, além do alcance limitado dos instrumentos de medição. Eu sinto a natureza como ela é.

Ao contrário dos animais, essa força positiva não nos limita. Em vez disso, nós somos limitados pela força negativa que faz com que cada um de nós se beneficie de todos ao seu redor. Eu sou sempre limitado em relação à visão do mundo, não compreendo nada do lado de fora, e considero tudo pelo prisma do ganho pessoal.

É possível, em tais condições, apreciar a beleza, ver algo de bom, perceber alguma coisa? Não. Há um desejo constante em direção à recepção que me atormenta, um desejo infeliz. Eu só não sei como olhar objetivamente para o mundo.

No entanto, de acordo com o programa da natureza, nós temos que começar a encontrar a força boa e positiva para o equilíbrio global. E se estamos atrás, nós imergimos de forma constante e metódica em problemas, pois nossas vidas se tornam mais desequilibrado.

Pergunta: Como se parece o equilíbrio necessário das duas forças numa condição ideal?

Resposta: Eu uso a força de recepção num estado de equilíbrio, tomando tudo o que os outros me dão. Por outro lado, eu dou às pessoas tudo o que é exigido de mim.

Assim, toda a abundância que existe na realidade passa por mim, e eu me sinto realmente realizado e perfeito. Eu alcanço e sinto tudo o que existe em todos os mundos, nos universos paralelos e assim por diante.

Tudo o que passa por mim vai para os outros, e, assim, eu vivo uma vida eterna na fase de um Homem (Adão). Agora eu existo juntamente com todos os outros nestes sistemas. Deixe meu corpo morrer, mas eu não morro, minha mente está viva e ainda vê a vida através de um sistema comum. É assim que a vida eterna é alcançada.

Pergunta: Pode cada um obter uma consciência eterna?

Resposta: Qualquer um que queira. No final, todos nós vamos conseguir isso, mas de maneiras diferentes: alguns intelectualmente e com conhecimento de causa e alguns “sob coação”.

Em conclusão, o homem hoje é o pior de todos os animais. Não é à toa que ele foi criado por último. É preciso se satisfazer e recompensar. É assim que uma pessoa alcança o estágio da “coroa da criação”.

De KabTV “Uma Nova Vida Nova” 02/03/14

De Uma Conexão Egoísta Para Uma Conexão De Doação

laitman_527_03Baal HaSulam, Shamati #19: Ele disse que nós temos que saber que há a questão da importância no trabalho, quando há um contato entre o indivíduo e o Criador.

Isso significa que a pessoa sente que precisa do Criador, já que no estado de trabalho ela vê que não há ninguém no mundo que pode salvá-la do estado em que se encontra, exceto o Criador.

Este sentimento é graças à Luz. A pessoa sente que o objetivo principal na vida neste mundo é alcançar o contato com o Criador. Então, uma iluminação adicional a ajuda a entender que só o Criador pode ajudá-la. Então uma iluminação adicional a revela que ela depende do ambiente e que ele é a condição essencial pela qual ela pode chamar o Criador para ajudá-la. Assim, ela gradualmente avança graças a certa iluminação num novo nível que a influencia e conduz.

Nós saímos do estado de exílio e nele também passamos por várias fases. Primeiro, a pessoa não sente qualquer conexão com a força superior de forma alguma. Ela não tem contato com Ele, nem mesmo sob a forma da religião comum.

Depois as pessoas começam a acreditar em religiões e diferentes crenças, milagres e misticismo. A pessoa deve passar por todas essas fases. Cada vez há uma iluminação especial do Alto que nos concede certa conexão com a força superior. Isto continua até que a humanidade atinge um estágio onde perde qualquer fé na força superior e acredita só na ciência e em fatos reais.

Depois nós começamos a procurar uma conexão com a força superior como pessoas racionais e estudamos o Criador como uma força. Esta força nos governa e nós concordamos em agir mutuamente em resposta a ela. Nós só temos que esclarecer a relação que pode nos conectar.

No final, a pessoa alcança a sabedoria da Cabalá e começa a trabalhar. Isto a eleva a um nível totalmente diferente de conexão com a força superior. Não é mais graças a sua fé ou diferentes rituais, mas graças à mudança de seu desejo interno.

Então ela está em adesão com o Criador, ou seja, que todo o seu pensamento é sobre o Criador, ou seja, que Ele vai ajudá-la. Caso contrário, a pessoa vê que está perdida.

Esta é a mesma atitude quando as pessoas eram muito religiosas e acreditavam no Criador há muito tempo. A pessoa também sentia que era totalmente dependente do Criador, da vontade de Deus. Se o Criador fosse misericordioso, a pessoa viveria, mas se o Criador não a ajudasse, sua vida acabaria.

Agora nós temos que alcançar a mesma atitude, que se o Criador nos ajudar, nós viveremos, e se o Criador não nos ajuda, significa morte. Nós só damos um significado diferente para os conceitos de vida e a morte: vida significa adesão com o Criador, doação mútua, enquanto que morte significa permanecer no amor-próprio.

Nós vemos como toda a humanidade passa por estas fases, a partir da abordagem egoísta, da dependência gananciosa na força superior, a uma dependência altruísta de amor ao próximo, do anseio a se assemelhar ao Criador.

O Criador diz sobre isso, “Meus filhos me derrotaram.” Ou seja, eu lhe dei o desejo de receber, e você Me pede para lhe dar o desejo de doar em vez disso.

A pessoa se preocupa sobre ser independente, porque caso contrário não pode trazer contentamento ao Criador. Quem mais pode trazer contentamento ao Criador? Só a pessoa que pode permanecer independente e separada do Criador pelo seu ego. Ela mantém seu desejo de desfrutar e apenas o restringe, não permitindo a adesão dele com o Criador egoisticamente.

Ela adere ao Criador com o desejo de doar que ela desenvolve acima da restrição. Assim, ela continua a ser independente e, ao mesmo tempo, chega à adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/14, Shamati #19

O Egoísmo Que Foi Intencionalmente Forçado Em Nós

laitman_236_01Tudo depende da Luz que enche o vaso. O nível de confiança ou o nível de vida e vitalidade que ele sente é determinado por este enchimento.

Baal HaSulam, Shamati # 72, “A Confiança é a Vestimenta para a Luz”: Isto é porque a Luz da vida, que é uma força do Alto, brilha sobre ela e ela pode trabalhar com poderes sobre-humanos já que a Luz Superior não se limita como as forças corpóreas.

Se ela não brilhasse em mim, eu não teria nenhuma chance de sentir até mesmo os mínimos sinais de vida espiritual dentro de mim. Isto significa que, sem a Luz Superior que me preenche, eu não posso atingir ou ser recompensado com a vida espiritual.

No entanto, eu não tenho quaisquer poderes corpóreos próprios também. Mas, na medida em que o desejo de receber em mim exige um enchimento, fazendo-me sentir que me falta alguma coisa, ele me empurra e me obriga a atingir o preenchimento desejado. Assim, eu recebo os poderes para alcançar esta vida corpórea.

É o mesmo quando o desejo de doar brilha em mim e desperta em mim o desejo de alcançar a vida espiritual. Isso significa que nós precisamos entender e tentar sentir que realizamos e preenchemos tanto a vida corporal, a fim de receber, e a vida espiritual, a fim de doar, pela Luz que age em nós e brilha no desejo de receber: ou a favor do desejo de receber ou contra ele.

O ego não aparece em nós naturalmente, e também é intencionalmente dirigido de Cima, e nós temos que vê-lo como uma ação especial por parte do Criador. Isto significa que a pessoa deve ver a si mesma de forma neutra, não pertencendo ao desejo de receber ou ao desejo de doar.

O fato de que estamos num desejo de receber agora é intencionalmente dirigido de Cima, mas isso não significa que seja natural. O Criador nos gere agora pela força egoísta a fim de receber de propósito, para que desejássemos pedir e exigir a força oposta deste estado, a força de doação. Nós precisamos disso para equilibrar estas duas forças dentro de nós e, portanto, adquirir o nosso livre arbítrio. Quanto mais eu tento pensar que a força de receber, o ego, não é apenas uma força natural e nem o meu atributo natural, mas que foi intencionalmente forçada em mim de Cima, mais fácil será para eu pedir o poder de doação que irá equilibrar a força de receber.

Da Lição Diária de Cabalá 07/11/14, Shamati # 72

Egoísmo: A Opera Do Meio Centavo

Dr. Michael LaitmanRabash, Dargot HaSulam, artigo 798, “O Valor do Menor”: Quando o homem recebe algo que lhe é dado, o Criador se torna seu devedor.

Exemplo: um pai dá a seu filho pequeno um centavo por dia. E então o amor pelo filho desperta no pai, e ele lhe dá cinco centavos.

Na medida em que o filho vê que hoje ele recebeu um presente maior do pai, ele se inspira em agradecer seu pai por isso. Mas depois, quando o pai lhe dá um centavo, como de costume, o filho fica cheio de raiva contra o pai por causa da perda que ele sofreu.

Acontece que em vez de aproximar o filho do pai, a adição que ele recebeu ontem apenas o afastou. Isto é porque agora o pai é seu devedor, e o filho quer que o pai continue a adicionar a cada dia. E se o pai não fizer isso, todos os seus presentes não valem nada.

O homem morre quando recebe, sem ter atingido nem metade do que ele deseja.

Não é fácil combinar corretamente o desejo de prazer e a intenção de doar. A partir deste exemplo, vemos que não entendemos o Criador. O egoísmo não tolera adições de uma só vez. O filho percebe qualquer adição como a nova norma, e fica irritado quando não continua a recebê-la.

Nós não compreendemos que, quando o Criador subtrai, Ele nos dá mais, não menos! Não é pelo desejo de receber prazer, mas para que possamos adquirir a intenção de doar. No entanto, o egoísmo vê a perda: um centavo em vez dos cinco que tinha ontem.

O filho não entende que ele mesmo deve concluir os quatro centavos restantes com a sua fé, intenção e consciência da grandeza do Doador. Então, em vez de uma perda, ele irá adquirir um ganho maravilhoso: equivalência com o Criador.

O desejo básico inicial foi criado pelo Criador na forma de um ponto preto no meio da Luz Superior. E ele vai continuar a ser um ponto negro. Nós realizamos todo o resto, incluindo o mais alto grau do Infinito, por nós mesmos, através do uso de apenas um método: elevar o Doador em seus olhos.

O ponto em meu coração não vai crescer por conta própria. Ele só vai crescer quando estiver conectado a um amigo, somente através da doação, com a qual eu vou conseguir permear o meu ponto. Ele não tem mais nada para crescer.

A Luz Superior continua nos influenciando mais fortemente, mas nós ainda não entendemos que o desenvolvimento não se limita à realização do desejo. Nós nos desenvolvemos numa Luz crescente à medida que atravessamos as etapas de HaVaYaH.

Nesta jornada, os estágios gradualmente substituem um ao outro. No entanto, nós continuamos à espera de novas porções de Luz sem entender que o momento de substituir a recepção pela doação chegou. E embora a Luz aumente, nós a percebemos como algo negativo, como escuridão.

Na realidade a Luz é boa, mas para recebê-la como boa, nós precisamos nos tornar um vaso como ela. No final, ela nos pressiona, até que pelo menos de alguma forma nós concordemos com a ordem do dia e damos mais um passo no sentido da doação.

É por isso que, em vez de trabalhar diretamente com o desejo, nós precisamos trabalhar na mudança de atitude para com o doador. O desenvolvimento não é um processo quantitativo, mas qualitativo. Nós vamos avançar rapidamente se lembrarmos disso.

Da Lição 03/12/10, Escritos do Rabash

 

A Crise Da Percepção Egoísta

Dr. Michael LaitmanO mundo entrou numa crise muito antes de 2008, quando ela se tornou óbvia para todos. Porém, antes disso, ninguém queria falar sobre isso. Não é apenas que o mercado de ações caiu ou algum banco faliu, mas que a crise global abrangeu todo o mundo. O mundo começou a ver que está inteiramente ligado num único sistema, mas este sistema não é bom.

Nós queremos trabalhar juntos. A Europa está unida por desespero, porque somos completamente interdependentes. No entanto, as leis que nos conectam são leis egoístas, e assim, em vez de usar o outro corretamente, prejudicamos e estragamos o outro.

Isso não era assim antes. Comércio internacional, relações internacionais, universidades, fábricas, empresas e nações desenvolvidas, tudo funcionava bem de acordo com o princípio da troca mutuamente benéfica: “Você – Eu, Eu – Você”, e era possível se desenvolver.

Mas o problema é que há dependências específicas no mundo que se transformaram num sistema fechado, uma rede integral. Já não são mais as antigas relações econômicas, políticas e culturais entre algumas nações, mas novas relações únicas entre nós são necessárias.

No entanto, nós não entendemos essas relações únicas porque somos egoístas por natureza. Mesmo que todos nós estejamos ligados uns aos outros integralmente ao redor do globo, nós continuamos a trabalhar uns com os outros de acordo com um padrão capitalista regular e egoísta, ao qual estamos habituados, e assim esses elos não funcionam.

Esta é a crise. A contradição entre as novas relações que devemos estabelecer entre nós no mundo, conectados em novas formas, e nossa incapacidade de chegar a isso é devido a uma falta de conhecimento.

As pessoas pensam que podem continuar a existir como antes. Mas, o mundo, a sociedade humana, toda a natureza inanimada, vegetal e animal, incluindo a humanidade, já se tornaram um sistema no qual devemos transformar nossa atitude. Isso é especificamente exigido de nós seres humanos, não da natureza inanimada, vegetal e animal.

Portanto, se estamos pensando em ir mais fundo na razão da crise, torna-se claro que a razão é a nossa percepção. Tudo o que se passa é que não temos conhecimento do tipo de rede de conexões mútuas que, de repente, nos encontramos e como todos nós juntos devemos nos comportar de acordo com as condições desta rede.

Aqui, a Cabalá vem para o resgate. Ela explica que o mundo de hoje deve agir da mesma forma como nos comportamos num grupo de amigos, cada um ajudando o amigo, sendo integrado nos desejos do outro e vendo tudo como um homem com um coração. Essas leis devem prevalecer gradualmente no mundo.

Se o mundo quer isso ou não, ele já está começando a se comportar de acordo com essas conexões, e se não saírmos para a humanidade, ensinarmos e explicarmos a eles o que está acontecendo hoje, então não estamos aplicamos a sabedoria da Cabalá. Nós não estamos realizando nossa missão para a qual temos recebido este conhecimento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/06/14, “Preparação para a Convenção na América”

Pessoas Invisíveis Que Removeram Suas Roupas Egoístas

Dr. Michael LaitmanNós saímos para o público com nossas ideias sobre do que depende o bom futuro da nação. O bom futuro da nação depende apenas da conexão entre as pessoas e nós temos que explicar isso para alcançar a conexão certa: por que deveria ser desta maneira específica e como ela pode ser cumprida e realizada.

Então, nós temos que realmente cumprir essa conexão por meio de diferentes exercícios e continuar avançando em direção à conexão e unidade corretas. Eles devem sentir que estão realmente adquirindo uma intensidade única na vida, o verdadeiro apoio, e uma sensação de segurança, então nós começamos a curar muitos problemas. Eles vão descobrir que toda a situação é corrigida e vale a pena.

Pergunta: Será que o formato da lição diária e o trabalho com as fontes mudarão quando muitas pessoas novas se juntarem a nós?

Resposta: As fontes Cabalísticas serão reveladas naturalmente. Se começamos a doar uns aos outros, nós descobrimos as conexões entre nós de que a sabedoria da Cabalá ensina: Reshimot (reminiscências), deficiências sobem de baixo para cima e as forças descem de cima para baixo, e a conexão entre nós é revelada cada vez mais. Isto é o que a Cabalá nos diz.

Nesse meio tempo, nós estudamos sobre fenômenos que não são cumpridos de forma prática entre nós. Nós ainda não descobrimos que somos todos Malchut e que a conexão chamada Zeir Anpin está dentro de nós, e que há ainda mais conexões internas e forças que ainda estão escondidas de nós.

Mas tudo isso é apenas em nós. Não há outro lugar ou estado; tudo está na conexão entre nós. Quando começarmos a revelar isso, vamos revelá-lo aqui, assim como o fato de que não existem fantasmas, mas diferentes forças como Rabi Shimon, Rabi Yossi, Rabi Aba, Baal HaSulam e Rabash.

Há forças que são representadas em nossa Masach (tela) interior, e existem forças que não são representadas desta forma. Elas foram purificadas e podem ser vistas apenas em vasos de doação de acordo com nossa equivalência de forma.

Existem forças que assumem uma forma egoísta a fim de receber e, portanto, nós a identificamos, e há desejos a fim de receber que desaparecem, o que significa que foram purificados e não os identificamos, uma vez que são vasos mais puros.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Quem Dirige O Fantoche?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando uma pessoa descobre que é completamente dominada pelo seu desejo de receber, e que é apenas um fantoche que não tem liberdade de escolha, o que ela deve fazer com isso?

Resposta: É revelado a você que seus pés e mãos estão atados e que você não tem liberdade de escolha em nada. Você não pode sequer olhar ao redor.

Você não tem liberdade de movimento: nem em pensamento, nem em desejo. Todas as suas células, todos os seus sistemas, todo o seu cérebro e o coração estão sob o controle de uma força estrangeira. Apenas um pensamento no qual você entende sua servidão vem a você em particular, para que você possa escapar para a liberdade, se você quiser.

Para isso, você precisa aceitar esse controle de forma voluntária. Esta é a diferença entre o Faraó e o Criador. O Criador organiza o aprendizado para você, para que você veja que todos os desejos enviados a você são ruins até que concorde com eles. Mas no momento em que você concorda com eles, eles se tornam bons. Dessa forma você sai da servidão para a liberdade.

Tudo depende de como você aceita a governança superior: como o controle do Faraó ou o controle do Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá18/04/14, Escritos do Rabash