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Não Há Lugar Para Agressão

Dr. Michael LaitmanPergunta: No processo de comunicação, as pessoas muitas vezes se tornam inconscientemente agressivas. Nós devemos de alguma forma deixar a pessoa saber que ela é agressiva num determinado momento, mesmo que inconscientemente, sem percebê-lo, ou isso deve ser deixado como material de trabalho integral e esclarecimento?

Resposta: Eu acho que tudo isso vai começar a se endireitar no grupo, mesmo quando ele começa a estudar os materiais introdutórios.

Mas há pessoas que não respondem a isso, que não ouvem. Elas precisam ser colocadas em grupos separados. Isso é uma questão diferente.

Normalmente, a agressão geral desaparece rapidamente em face da grande meta que você definiu diante das pessoas, quando elas se aproximam de algum novo, a fim de descobrir um mundo perfeito e a harmonia. Quando você explica a estrutura do universo para elas, a percepção da realidade, aqui elas começam a “tropeçar”, ou seja, não há espaço para qualquer agressão pessoal mesquinha.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 11, 16/12/11

Tornar Um Desconhecido Seu Próprio

Dr. Michael LaitmanSe falarmos da nova geração, a nova era em que vivemos, chegaremos a conclusões até mais importantes. Todos nós que vivemos neste planeta estamos intimamente interligados e dependentes uns dos outros, que o ambiente à nossa volta está se tornando um para todos nós, e que nós exercemos uma influência sobre o clima e a ecologia. O que acontece num lugar causa terremoto ou um tsunami em outro; uma guerra num país afeta imediatamente os outros.

Vemos que não basta se afiliar a determinada sociedade ou grupo, mas tem que organizar uma educação comum, global e integral.

Uma vez que estamos ligados, a nossa educação e o ambiente que criamos (o fator determinante para o nosso desenvolvimento) precisam transmitir os mesmos valores para nós, de modo que entendamos uns aos outros, mantendo ainda a nossa individualidade e liberdade. Afinal, se somos tão dependentes uns dos outros, precisamos entender e sentir o outro, para nos aproximarmos.

O problema todo é que nós não nos entendemos, como acontece numa família onde cada um se queixa de que é mal interpretado. As pessoas são incompatíveis umas com as outras porque têm diferentes valores, gostos e atitudes para com a vida…

Por um lado, a fim de compreender um ente querido ou mesmo um estranho, exige-se educação. Por outro lado, esse estranho deve se tornar menos estranho, visto que a cultura, educação, economia e todas as estruturas existentes hoje são tão próximas e interdependentes.

É necessário desenvolver um sistema de educação global, internacional e multicultural, e esta grande organização mundial deve assegurar que cada pessoa no mundo tenha algo em comum com os outros em sua educação, cultura e atitude em relação à vida. Então, a pessoa saberá aceitar o outro, e no final, as pessoas vão crescer mais em suas opiniões e gostos, pois serão capazes de tornar sua vida mais segura e chegar a um acordo entre si.

Além disso, essa não será apenas uma compreensão mútua entre dois estranhos, mas terá um impacto sobre os acordos internacionais, decisões políticas cruciais, economia, defesa — em tudo. Nós precisamos nos aproximar mais uns dos outros, e isso depende da capacidade de criarmos um sistema único de educação para todos.

Colocando de forma diferente, nós precisamos entender esse ambiente como um fator que precisa se tornar a solução para todos os nossos problemas. Isso está inserido na natureza! Assim, em vez de colocar pessoas na cadeia e isolar aquelas que cometem atos mal-intencionados, é preciso forçosamente, por ordem judicial, colocá-las num ambiente especial que irá educá-las e transformá-las em membros produtivos da sociedade. Assim, nós veremos a influência do ambiente sobre essa pessoa e, com a condição de que ela tenha sido reformada, nós alibertaremos e a transferiremos para a sociedade normal.

Esse mesmo princípio funciona em relação às crianças e escolas. Nós precisamos verificar e identificar diferentes tipos de pessoas e decidir o que é mais adequado para cada camada, para cada faixa etária. Com base nisso, bem como considerando a personalidade e peculiaridades de uma pessoa e utilizando influência abrangente da sociedade circundante sobre a pessoa, podemos lhe dar a possibilidade de se expressar da melhor forma possível.

Isto é, nós temos uma ferramenta abrangente e diversificada que inclui uma infinidade de diferentes círculos e grupos, e precisamos tentar guiar a pessoa para a influência de uma dada sociedade, até que ela adquira uma forma correta e harmoniosa.

Isso é semelhante a um fruto em amadurecimento que exige calor e frio, noite e dia, umidade e aridez, luz, e certa combinação de minerais. Aqui também, para que a pessoa amadureça e se transforme numa “fruta” madura, que tenha um gosto doce para todos, a sociedade não deve pressioná-la numa única direção, mas exercer todas as formas possíveis de influência.

É por isso que o ambiente é um fator único, através do qual podemos corrigir todo o mal que existe numa pessoa e na humanidade, causado por nosso egoísmo. Nós só precisamos pegar esta ferramenta com nossas próprias mãos, organizar vários tipos de ambientes que correspondam à cultura, educação e hábitos de uma determinada nação, às peculiaridades das diferentes civilizações, e desta forma encontrar uma abordagem para cada parte da sociedade humana, em qualquer país, para cada indiviuo.

Do KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 3, 29/11/12

Obras-Primas Mundias Já Não Nos Agradam?

Dr. Michael LaitmanComentário: Você constantemente fala sobre a educação integral. Mas nem todo mundo vai gastar todo o seu tempo no trabalho espiritual, porque as pessoas têm outros desejos corporais: dança, música, trabalho criativo, etc.

Resposta: Eu não acho que as pessoas terão muitos desejos secundários diferentes. O desenvolvimento da comunidade integral será tão salutar que vai consumir todos os outros hábitos, interesses, hobbies e as pessoas encontrarão tudo aquilo que pode satisfazê-las, incluindo uma nova cultura, música e literatura, tudo, em sua conexão, atividades e comunicação integrais.

A satisfação que a pessoa receberá através da conexão integral com os outros é a maior satisfação, a satisfação da Luz. Ela não terá as outras exigências. Claro que isso incluirá música, literatura e arte, mas será completamente diferente. Elas refletirão o novo mundo da pessoa, uma nova visão e novos movimentos.

Comentário: As pessoas são contra a previsão do desaparecimento dos valores culturais contemporâneos: música, arte…

Resposta: Eu não negligencio os valores culturais, nem diminuo seu valor ou incentivo a sua destruição! Literatura, música e arte são importantes na minha visão e na percepção do mundo, pois são fonte de emoções positivas para mim. Mas a questão é que à medida que avançamos, a cultura, construída sobre a percepção egoísta do mundo, gradualmente desaparecerá. O significado, sentimentos, satisfação, qualidades e valores inculcados em nossas atuais obras de arte serão gradualmente perdidos. Eles não têm nenhum significado para nós.

Em outras palavras, eu verei a melhor música, o melhor livro e as mais belas obras de arte como algo muito pequeno que não corresponde às minhas novas exigências, porque é criado por uma pessoa pequena que só tem a capacidade de desenhar imagens bonitas, usar palavras agradáveis ou expressar emoções através da música. Mas tudo isso ocorre num nível egoísta tão pequeno que só satisfaz a minha pequena alma fisiológica, para que quando eu desenvolva novos instrumentos de recepção e realização, eu simplesmente pare de sentir qualquer grandeza nisso.

Eu vejo as coisas como elas são: eu fui ao Louvre, eu olhei para as pinturas, e não fui capaz de “me encontrar” nisso. Mas, há algum tempo, elas me encantaram tanto que eu queria voltar sempre para estas salas. Você gradualmente começa a sentir que todas estas coisas estão num nível que não lhe satisfaz de forma alguma, não encantam você, e você não vê valor nelas.

A pessoa começa a exigir uma satisfação maior. Essa perspectiva existe e certamente acontecerá. Basicamente, este é um vetor de crescimento.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 12/02/12

A Vida Num Estado Elevado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando as pessoas passam várias horas por dia num grupo de educação integral, há lugar para música e canções? Eu sei que há muita música, alegria e estados sublimes em seu centro.

Resposta: Nós estamos constantemente tentando estar num estado elevado, não o jogando, mas realmente examinando-o em nós mesmos. Primeiro de tudo, isso nos ajuda a sentir o quão real isso está conectado com a natureza e que este é o objetivo do nosso desenvolvimento, o objetivo da natureza.

Quando feito de maneira diferente, quando criamos isso artificialmente, então isso não carrega nenhum valor! Pelo contrário, só traz prejuízo!

Uma união boa e adequada, quando ninguém é suprimido e todos tentam trabalhar pela comunidade, produz uma grande quantidade de energia positiva, e a pessoa não quer sair deste estado.

De repente, ela descobre que este estado não é chato, não é difícil, e é possível estar sempre nele. Ela dorme e acorda com ele. Ela começa a sentir que este estado contém todas as oportunidades de auto-realização dela com a sociedade e com este novo nível que ela está atingindo.

Ela começa a ver que, em comparação ao estado anterior, este é muito mais amplo e elevado; ele simplesmente revela diante dela toda a possibilidade de harmonia. É como quando um músico ouve algo fora de sintonia em relação a uma composição bem executada de Beethoven ou Mozart.

Esta é a maneira como a pessoa percebe a diferença entre sua vida privada anterior e a harmonia que ela revela. Ela não pode ir lá. No começo, isso geralmente a deixa cansada, porque ela ainda precisa fazer um esforço emocional interno, mas depois de algum tempo ela não pode mais ficar sem ele.

Então, isso se torna sua vida, uma necessidade. Ela revela que toda a natureza também existe nessa harmonia e nada mais existe!

Ela começa a entender que o nível anterior de sua existência consistia apenas em cuidar de seu corpo físico. Em outras palavras, este era um nível animal de existência. Ela concorda e entende isso. E o nível “humano” é a imagem coletiva que estamos construindo aqui.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 9, 15/12/11

A Finalidade Da Educação É Encontrar Uma Vocação Na Vida

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Budget.ru): “Nós não permitimos que as crianças na escola sejam livres e felizes. Sem isso, a educação é sem sentido.

“Nós continuamos pensando que a principal tarefa da escola é encher o máximo possível a pessoa com conhecimento, ao invés de desenvolver as habilidades naturais. Mas as escolas devem olhar para as qualidades naturais e desenvolvê-las, e o mais importante, ensinar a pessoa como estudar. Hoje, as escolas forçam principalmente os estudantes a memorizar.

“O propósito da educação é ajudar a encontrar uma vocação, o próprio caminho da pessoa na vida. Caso contrário, ao invés de desenvolver aquilo que a criança tem interesse e o que ela precisa, ela tem que aprender um monte de informações inúteis de cor, que ela talvez nunca use. Se nós não mudarmos as escolas, não seremos capazes de construir um mundo feliz”.

Meu comentário: O problema é mais profundo: não se trata de uma vocação, de se tornar um especialista em alguma coisa, mas da compreensão do propósito da vida, que precisa ser alcançado como um resultado: a revelação da próxima dimensão, o mundo superior, de onde viemos e para onde vamos depois desta vida. Por mais estranho que possa parecer, esta é a realidade que Cabalá quer nos revelar.

Uma Educação Amorosa

Dr. Michael LaitmanPergunta: A criação da base teórica do nosso curso inclui muitos aspectos diferentes: a criação e composição de programas. As mulheres podem participar deste trabalho?

Resposta: As mulheres não podem participar na integração, quer de forma prática ou teórica, mas apenas auxiliar nisso. Algumas mulheres têm um sentimento interno especial, mas eu encontrei apenas algumas delas. Entre a enorme quantidade de mulheres que eu sinto e observo, essas mulheres devem ser uma em mil, não mais do que isso.

Comentário: Tudo bem, mas em casa…

Resposta: Em casa, a mulher não tem o direito de chamar a atenção do marido em lugar algum. Ela não tem! Isto o reprime. Ela tem que agir de forma, como uma mãe com seu filho. Quando ela desempenha esse papel, como uma mãe com seu filho, ela consegue tudo. Mas pressionar só vai levar à luta e o divórcio. Isto não é carinho.

O marido tem que ser cultivado. Ela quer isso. E o cultivo só pode ser feito com amor.

Comentário: Hoje, cerca de 80% das mulheres censuram constantemente seus maridos, chamando a atenção que eles fazem as coisas de forma incorreta, gastam sua energia em coisas erradas, e assim por diante.

Resposta: É por isso que hoje 60 a 70% dos jovens não querem se casar. Isso é certo! Por que eu preciso de uma família como esta? E isso também leva ao divórcio ou as pessoas param completamente de pensar em se casar e até mesmo co-habituar sem obrigações.

Nós as educamos de forma errada.

Pergunta: O que é a educação (formação) em relação à comunicação entre um homem e uma mulher?

Resposta: Eles não devem falar entre si sobre o quão ruim seja um deles. Qualquer coisa, menos isso. Eu nunca falo com minha esposa sobre isso. Nós paramos de fazer isso, mesmo antes de nos casarmos, durante os primeiros meses de namoro.

Às vezes acontece que você aponta algo em seu parceiro, porque vê que ele se machuca com isso. Então você insinua  gentilmente que ele está prejudicando sua saúde. Mas nunca faça isso na frente. O que isso lhe dará? As coisas acontecem, mas isso deve ser uma exceção, não a regra.

Então, o que as pessoas deveriam falam? Apenas sobre coisas agradáveis. O homem precisa voltar para casa como para sua mãe, que vai cuidar dele e mantê-lo aquecido. Ele tem que sentir que sua casa é sua fortaleza, não sua prisão. Como ele nunca voltaria para casa? Hoje vivemos como pensamos.

Pergunta: Então, do que trata a educação?

Resposta: Se você mostrar ao seu parceiro que você o ama, e que, indiretamente, ele verá que certas ações suas são indesejáveis ​​e prejudiciais, ele não fará essas coisas. Se você indiretamente mostrar a ele que espera algo dele, ele sentirá o que pode fazer por você. Mas isso só pode ser feito com bondade.

A educação só é feita com carinho. Uma criança pequena só cresce quando você lhe doa, lhe satisfaz e cuida. A mesma regra se aplica se você deseja alterar ou formar uma pessoa.

Pergunta: Então, onde está o lugar para o “chicote”, a segunda opção, que deve estar presente?

Resposta: Isso não deve existir entre um homem e uma mulher. Nunca.

Nós temos que interagir um com o outro apenas provocando sentimentos positivos em nosso parceiro e mostrando muito pouco aborrecimento, apenas na medida da capacidade da pessoa de mudar constantemente. Se o seu parceiro percebe que de sua perspectiva a ação é correta, mas que da sua não é, e você mostra, exibe isso, fazendo uma grande ofensa, mesmo se não for em relação a ele, isso não vai ajudá-lo a corrigir suas ações. A pessoa deve ser inteligente a este respeito.

Mas nós vemos que não educamos as pessoas em nosso mundo. Quando uma pessoa se forma na escola, ela sabe um pouco de física, um pouco de matemática, e pronto. Ela entra na vida sem nenhum conhecimento sobre a interação humana ou educação infantil, sem conhecimento como um tudo. O único assunto que foi introduzido nas escolas é a sexologia, que só é necessário para complementar corretamente todo o resto. É por isso que nossa educação, se é que podemos chamar assim, é muito feia.

Educação (formação) integral supõe que, numa família, as pessoas se doam, uma vez que a família só pode ser construída em concessões mútuas. Meu professor costumava dizer que o amor é algo que se desenvolve a partir de concessões mútuas, quando você “se mover de lado” e deixa a outra pessoa entrar em você, e ela faz o mesmo para deixá-lo entrar nela. Assim, verifica-se que cada parceiro entra no outro, e esse segmento mútuo é chamado de família, e a sensação de seu parceiro dentro de você se chama amor.

Da “Discussão sobre Educação Integral” #10, 16/12/11

O Incentivo Que Dá Energia

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós discutimos o quanto é importante introduzir sinais integrais de distinção e premiação.

Resposta: Nós devemos levar em consideração o incentivo, mas não o incentivo corpóreo. O incentivo deve ser vários sinais de distinção, encorajamentos, certificados, diplomas ou qualquer coisa que dê às pessoas o desejo de continuar a subir e atingir a meta.

Isso também marca certo grau que a pessoa concluiu. É realmente muito difícil definir a si mesmo em relação aos outros num movimento integral, porque a pessoa está constantemente fazendo um trabalho interno para se corrigir e se incluir num único organismo.

É muito bom quando a sociedade incentiva você. Quando o estímulo vem do cônjuge ou dos filhos, a pessoa sente uma enorme força por ser respeitada e valorizada por seus parentes.

Pergunta: O que você quer dizer quando diz incentivo “não-corpóreo”?

Resposta: Refiro-me a recompensas não-corporais, sem o dinheiro, mas sinais de distinção. Não pode haver outro tipo de incentivo aqui. Por exemplo, um instrutor que conclui bem um curso receberá um crachá e certo nível, talvez até dragonas ou algo similar.

Pergunta: Você disse dragonas e eu pensei no exército. As pessoas investem tanto esforço por faixas que não fazem sentido. Nós podemos introduzir o mesmo?

Resposta: Sim, quaisquer incentivos. O objetivo é o que importa. Quando uma pessoa se esforça por um objetivo, mesmo que seja por listras, ela não se preocupa com as listras uma vez que atinge o objetivo, porque o objetivo é o que importa para ela. No entanto, agora, nós precisamos incentivar as pessoas como criancinhas, porque precisamos delas para atingir a meta.

Pergunta: Pode ser também um livro de honra como sob o domínio soviético?

Resposta: Claro. A propósito, o sistema soviético tinha uma disposição muito correta, apenas uma realização incorreta. É por isso que tudo falhou. Se tudo tivesse sido baseado na educação, na educação real e verdadeira, em vez da repressão, quando as pessoas eram forçadas a se unir, empurradas para Kolkhozes e lugares como este, então eles poderiam ter tido sucesso até mesmo naquela época. Agora, é uma necessidade; naquela época, era apenas uma oportunidade.

Pergunta: Então, tudo aquilo tinha um propósito?

Resposta: Com certeza. As pessoas tinham um objetivo. Em primeiro lugar, houve certa igualdade. Havia uma cultura comum. Havia alguns falsos ideais, mas ainda assim ideais. As pessoas eram educadas de uma forma completamente diferente. Apesar de toda a deformidade e feiúra do jeito do modo como as coisas foram impostas às pessoas, a teoria real era integral e correta.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 9, 115/12/11

Para Pensar, Não Para Saber!

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Rádio Holandesa Mundial): “Estudantes ocidentais estão até três anos atrás daqueles em Xangai, China, e o sucesso da educação asiática não é apenas o produto de insistentes pais “tigres”, disse um relatório australiano divulgado na sexta-feira [17 fevereiro].

“O estudo realizado por um grupo de pesquisadores independentes do Instituto Grattan disse que a Ásia Oriental era o centro do alto desempenho em escolas com quatro dos mais importantes sistemas do mundo na região – Hong Kong, Coréia do Sul, Xangai e Cingapura. …

“O estudo disse que, enquanto muitos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) haviam aumentado substancialmente o financiamento para as escolas nos últimos anos, muitas vezes isso havia produzido resultados decepcionantes e o sucesso nem sempre era o resultado de se gastar mais dinheiro. …

“O relatório disse que os melhores sistemas focaram num foco implacável e prático de aprendizagem e formação de professores, orientação e desenvolvimento profissional, ao invés de maiores gastos”.

Meu comentário: A educação é inseparável da formação, e se não houver educação, a formação não pode ser boa. Educação significa aprender as habilidades para pensar, e não saber.

Boas Vindas A Um Grupo Para Iniciantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há grupos fechados e abertos. Um grupo fechado é onde novos membros não são permitidos, e, naturalmente, o grupo é contra a saída de pessoas. E as pessoas são absolutamente livres para entrar e sair de grupos abertos. Quais são os elementos de um programa de aprendizagem integral: é um programa fechado, aberto ou misto?

Resposta: A nossa prática em relação a isso é muito interessante. Nossos grupos são constantes. Mas quando eles caminham lado a lado, eles podem se misturar e não há absolutamente nenhuma diferença sentida entre eles. Quando temos eventos comuns, nossos grupos, conectados entre si, falam a mesma coisa, pensam de forma idêntica e não há absolutamente nenhuma diferença entre eles, todos se entendem.

Cada grupo avança de forma independente, sem se misturar com outros grupos, mas se une com outros de tempos em tempos durante nossas convenções e outros grandes eventos. Basicamente, pessoas novas (principiantes) não são permitidas no grupo. Isso introduz um desequilíbrio muito forte. Um grupo precisa avançar por conta própria, tudo precisa estar em harmonia nele, e quando novas pessoas entram, elas precisam ser formadas num novo grupo.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 9, 15/12/11

Você E Eu Somos Do Mesmo Sangue

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós discutimos que quando formamos grupos de educação integral, precisamos prestar atenção em testes e conversas preliminares, para classificar pessoas com qualidades semelhantes (tais como sexo, idade) a determinados grupos. Que outras qualidades nós estamos falando?

Resposta: Eu não acho que educação, mentalidade, idade ou intrução importem muito. O interessante é que tudo se torna eliminado nos grupos de educação integral. Por esta razão, quando falamos em unir todas as nossas qualidades numa qualidade comum de doação, amor, garantia mútua, e assim por diante, todo mundo se sente contrário ao assunto. Portanto, não importa se alguém é mais ou menos educado ou tem certa mentalidade. Estas são apenas expressões externas que não são observadas aqui.

Eu só posso dizer uma coisa: quando nós estudamos juntos com grupos de todo o mundo, conectando e explorando o método comum por muitos anos, observamos o tipo de união, onde não há diferença entre as pessoas que fisicamente estão na mesma sala de aula, num grupo comigo, ou pessoas a quem eu só vejo uma vez por ano.

À propósito, todo ano eu visito os nossos principais grupos na Rússia, América do Norte, América do Sul e Europa. Eu não vejo diferença entre eles, porque nós estudamos um único método, e todos os grupos se desenvolvem paralelamente um ao outro. Quando nós temos convenções com a participação de nossos amigos de todos os continentes, de cinco a oito mil pessoas se reúnem num só lugar e não percebemos as diferenças entre nós.

Claro, a barreira da língua ainda incomoda, uma vez que ainda estamos na Babilônia que ainda não foi corrigida, mas estamos quase lá. Quando nos tornarmos corrigidos, um estado de homogeneidade absoluta e real surgirá.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 9, 15/12/11