Textos com a Tag 'Doação'

Experimentando Diferentes Vestimentas De Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na ciência normal eu estudo sua terminologia e fórmulas, e aos poucos começo a entender as leis pelas quais a realidade funciona. Mas por que é que eu não entendo nada quando estudo a ciência Cabalística?

Resposta: Em primeiro lugar, você pode estudar e, de alguma forma, discutir o que está escrito, imaginar as leis da Cabalá, apesar dela não falar sobre o nosso mundo e você realmente não percebê-las. Mas você não precisa de nada mais do que isso. Se você aspira a essa forma de doação, isto é suficiente para que você comece a se transformar.

A ciência da Cabalá é utilizada de forma completamente diferente do que as ciências do nosso mundo. Quando você estuda um triângulo na geometria, você não se torna um triângulo! Mas na Cabalá, quando você estuda o Partzuf ZON, você se transformar no Partzuf ZON. Você aspira a ela, e com isso você atrai a Luz que o transforma. Esta é toda a diferença! Você assume a mesma forma que você leu.

Você se desenvolve e avança ao longo da linha que conecta você com a sua raiz da alma no mundo do Infinito, e todas as suas futuras formas e estados já estão corrigidos. Você atrai a Luz sobre si a partir desses estados futuros, e a Luz influencia você, fazendo-o avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/02/11, Escritos do Rabash

O Fruto da Árvore do Conhecimento

Rabash, Dargot HaSulam (Degraus Da Escada),”A Questão de Tu Bishvat”: O Criador deseja a uma pessoa que observa um mandamento, que é uma fruta, que a árvore e a fruta tenham o mesmo gosto, em outras palavras, que sua intenção seja também”Lishma”, em prol da doação.

Temos que passar por várias etapas no nosso trabalho. Primeiro de tudo, precisamos descer ao nível descrito como “Eu criei a inclinação para o mal.” Aqui, a pessoa torna-se familiarizada com a sua natureza, e vê o quão ruim e oposto ela é à bondade.

Bondade é Luz, a propriedade de doação. Onde posso ver a propriedade de doação, de modo a medir-me, em comparação a ela e determinar o mal onde eu existo? Onde está o mal e o Criador, que criou a inclinação para o mal? Devo alcançar o Criador, que criou a inclinação para o mal em mim, e oposto a ela, eu devo ter a Torá como tempero. [Leia mais →]

Como Pedir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu sei que o meu pedido ao Criador vem do lugar certo? Será que eu estou realmente lá, onde é permitido pedir?

Resposta: O meu pedido é válido se eu sentir que ele é contra o meu desejo, se posso elevar-me acima dele e pedir do fundo do meu coração, e se posso apreciar a ação, que é contra o meu desejo inicial.

O acoplamento por golpe (Zivug de Hakaa) ocorre no estado em que eu, internamente, sinto que quero agradar a mim mesmo, mas acima dele sinto que a minha ação se opõe a esse desejo. Eu desfruto da minha capacidade de resistir a ele. Então, esse prazer não é para mim, como se eu me recusasse a roubar. O que importa aqui é até que ponto eu me associo com os amigos e, através deles, em conjunto, com o Criador.

Se eu estou disposto a realizar tal ação interna, então eu estou perto do ato de doação, e é isso que me traz satisfação, a qual, certamente, não é dirigida a mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

A Alma É O Que Eu Doei

Dr. Michael LaitmanAo sair das minhas sensações e tentar entrar nas de outra pessoa, eu não interfiro em suas qualidades egoístas, mas entro em contato com o que ela ainda não é: com sua alma, com o seu potencial espiritual. Eu não satisfaço a sua parte egoísta, corporal, mas em vez disso, eu crio nela a minha imagem espiritual (Partzuf) nela.

Na verdade, a minha alma é tudo que eu posso preencher nos outros. A alma não reside na pessoa. “A alma” é o desejo, e o desejo não é matéria, não pode ser pesado em balanças. Ela é um campo de ação, uma força, a força do desejo que eu direciono aos outros, enquanto conecta-se e permanece neles como um registro, como uma informação que eu coloquei dentro deles, desejando satisfazê-los.

Meu desejo é espalhado entre todas as almas, os desejos individuais e comuns das pessoas. No início, eu não estou ciente disso, e só mais tarde, quando eu ascender aos níveis espirituais mais elevados, posso começar a reparti-lo ativamente. Assim, tal anseio para fora cria a alma humana.

O corpo morre, pois é um mero organismo animal que não tem substância. O que importa é o quanto de mim eu consegui transferir para os outros com meus desejos. Não são as ações que são necessárias aqui, nem dinheiro ou força, mas apenas desejos. Afinal, o desejo é a maior força do mundo. É a única coisa que faz uma pessoa interagir com outra.

Assim, o papel do amigo no grupo é definido por aquilo que cada um vai depositar nos outros. Queira eu goste ou não, o que os outros plantam em mim começa a me influenciar. A crise global revela a nossa interconexão egoísta; da mesma forma, estamos interligados em nossas almas.

Falando de uma forma geral, a alma é algo coletivo. Há uma só alma, um ser humano, um Adão. E nós, suas partículas, ainda não compreendemos que estamos completamente ligados uns aos outros, como partes do seu organismo espiritual, o sistema espiritual.

Portanto, o impacto de cada um nos demais é direto, natural e evidente, de um ponto a outro. Se entendermos isso, ganharemos uma grande oportunidade de influenciar seletivamente as pessoas: atrair, empurrar, elevar e ajudar a todos. Se empregássemos este princípio, daríamos definitivamente um enorme salto para frente.

Se cada membro do grupo, seja homem ou mulher, perceber isso, então, com seus anseios interiores, eles podem elevar-nos agora. Isso depende apenas de nossos desejos internos, ou seja, da intenção. A intenção é um desejo não realizado que ainda está para se tornar verdadeiro. É a força mais poderosa do universo.

Nós vemos isso no exemplo do nosso mundo: quanto maior a força física, menos tangível ela é. Quem consegue sentir a força da interação atômica? E, no entanto, ela pode produzir a explosão de um enorme poder com dois quilos de matéria. Ondas e emanações intangíveis desempenham um papel muito importante em nossa vida. E a força do pensamento, a força do desejo são as maiores de todas.

Portanto, a chave no nosso caminho são as nossas intenções: o quão corretamente podemos formá-las e conectá-las mutuamente. Isto significa que cada um de nós se esforça para viver no outro, sair de si mesmo, seu corpo, e começar a sentir a alma.

É uma sensação incrível quando a pessoa não está presa ao seu corpo material. Tendo saído dele, ela começa a tratá-lo como um “consorte animal”: um cavalo, um burro, uma vaca, um cachorro, e assim por diante. Ela cuida de seu corpo, mas absolutamente não se associa com a vida dentro desses “mamíferos”. Ela já  sente que a vida se passa fora deles, no enorme campo de força da mente suprema.

Lição 4 da Convenção de Berlim 29/01/2011.

A Internet Precisa De Um Novo Rumo

Pergunta: Espaço virtual (a rede de Internet) é feita de desejos das pessoas que ali estão. Existe uma analogia entre a Internet e o mundo espiritual?

Resposta: Até agora, não podemos analisar análogias espirituais da Internet, pois esta rede é desprovida de qualquer ordem, mesmo uma egoísta. É governada por “anarquia egoísta”, onde todo mundo está fazendo o que bem entende.

Por um lado, é bom, pois ajuda o sistema a se organizar tão rapidamente como pode. Mas por outro lado, neste período de transição, não há ordem alguma. No entanto, devemos temer a possibilidade de qualquer restrição sobre ela. A Internet deve evoluir absolutamente livre nessa confusão até que se endireite. [Leia mais →]

Um Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na sua opinião, o que é liberdade? Você é livre?

Resposta: Na minha opinião, a liberdade é semelhança absoluta com o Criador, quando eu não tenho outros desejos além dos Dele. Isto ocorre porque o Criador é a lei absoluta da natureza. Não é algo proviente do céu, mas uma enorme lei da natureza que envolve e controla tudo, todas as partes, inclusive eu.

E eu existo em uma prisão absoluta. Imagine-se completamente amarrado. Seu sistema nervoso não é capaz de suportar isto, você perde o juízo – isto é horrível! Isto é o que acontece quando você esta em oposição ao Criador. Mas quando está junto com Ele, você alcança equivalência com Ele, com Seu conhecimento, equilíbrio; subitamente, você sente que todas estas cadeias, estas limitações, desaparecem.

Como uma engrenagem, você esta trancado por todos os lados com as demais engrenagens. Você não é capaz de se mover para nenhum lado; é incapaz de fazer algo! Subitamente, você sente que especificamente o seu entendimento do Criador, sua concordância com Ele, lhe traz um equilíbrio, um estado de alegria, quando você simplesmente não precisa de mais nada. Que alivio!

Este já é o estado de “Hassadim (Misericórdia)”, o estado da fé. Você não precisa de mais nada, exceto ser equivalente a Ele em qualidades. E não importa o que aconteça, é Ele que influencia você, com o único propósito de dar a você a oportunidade de descobrir uma possibilidade ainda maior de ser equivalente a Ele.

Uma vez que as diferentes influências Dele atingem você, e você descobre sua equivalência em relação a todas elas, nada pode afetar você agora e fazer você falhar em ser equivalente a Ele: você alcançou o estado de doação absoluta, Bina. Agora você se sente completamente livre.

O que significa “ser completamente livre”? Você esta sob o controle total do Criador, exatamente como antes,  mas você concorda completamente com Ele por sua própria vontade, e não contra ela, porque percebe que todas as coisas devem ser desta maneira e não de outra. Você se descobre em completa harmonia, em união com Ele. Este é o estado de Bina, quando não está faltando nada!

O próximo trabalho inicia depois disso. Nós chamamos isso de recepção em prol da doação.

Da Lição 1 de Moscou 14/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”

Faça-nos Desejar!

A quem o Criador, a Força Superior, a propriedade onipotente de doação, a Natureza, ajuda? Ela ajuda aqueles que desejam ser como ela. Ela vem para as pessoas que “confiam em sua misericórdia”, isto é, antecipam receber a correção e obtém a propriedade que governa a Natureza, a propriedade de doação. A propriedade chamada “a graça superior” vem especificamente para aqueles que alcançaram tal desejo.

Essencialmente, tudo é dado de acordo com o desejo da pessoa. Eu tenho que trabalhar em mim  para tê-lo mudado e melhorado até que eu realmente deseje doar. Então, eu irei adquirir a propriedade de doação. Assim, nós devemos constantemente pensar somente sobre o desejo.
Verdade seja dita, eu não posso realmente começar a desejar o novo desejo de doar. Se eu quisesse eu já o teria. Afinal, além do desejo, não há nada mais, assim, querer doar é ser aquele que doa. Na medida em que doa, a pessoa imediatamente recebe o que ela deseja para o grau correspondente.

Porém, nós passamos do desejo de receber para o de doar ao desejar doar não seriamente, mas somente de brincadeira. Assim, nosso trabalho sempre descende a uma prece para nos fazer desejar doar. Então, nós recebemos o desejo de doar seguido de uma oportunidade de atualizar essa propriedade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala, 26/1/2011, “Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “O que é isso””

A Doação Nunca É Excessiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível diferenciar um desejo verdadeiro de um desejo excessivo? Como posso saber que não estou pedindo por coisas excessivas?

Resposta: A doação nunca é excessiva. Ela é ilimitada, porque não havia nenhuma restrição na Luz de Hassadim. Peça o quanto quiser; não se limite. A maioria dos pedidos exorbitantes são gentis. Não há cálculo com a Luz de Hassadim.

O cálculo só começa quando você muda da Luz de Hassadim para a Luz de Hochma, da recepção.
Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/01/11, Escritos do Rabash

Receber Para Doar

Dr. Michael LaitmanDeve haver sempre uma meta diante de nós: alcançar a adesão, a equivalência com o Criador. A adesão é a correspondência completa das qualidades, quando a força de doação age dentro de nós.

Nossa matéria, o desejo de prazer, não muda, enquanto que o método para empregá-la muda: o desejo de prazer deve ser usado para doar. E para conseguir isso, precisamos sentir os desejos dos outros. Só então descobrimos que ao receber estamos aptos a doar.

Uma ação espiritual parece muito estranha e não se parece com as ações materiais. Somente se revelamos entre nós uma conexão mútua, profunda e poderosa, descobrindo a adesão, a camaradagem, a garantia mútua, o amor e a reciprocidade, podemos interagir como engrenagens de um sistema unificado: ao receber o que o outro quer me dar, eu dou a ele.

Acontece que os seres criados apenas recebem, mas primeiro eles devem revelar que residem na doação mútua e expressá-la exatamente desta maneira. Como é que vamos conseguir isso?

O Criador, a força integral de doação, está presente entre e dentro de todos. Portanto, se nós nos anulamos juntos, começamos a desejar doar; então, ao receber um do outro, seremos realmente capazes de doar. Neste caso, ninguém recebe dos outros, mas todos recebem do Criador. No entanto, há uma condição para isso: quando nós recebemos Dele, temos que ser um.

Tal pode ser comparado a uma mãe que tem muitos filhos e quer dar amor a todos eles. Quando eles estão dispostos a manter a garantia mútua e unidade, a fim de amá-la de volta, quando estão prontos a receber o amor dela somente juntos, porque estão ligados uns com os outros, então eles a encantam, e ela fica feliz em dar amor a eles, enquanto eles estão felizes em receber os seus dons. Esse receber é considerado doação absoluta.

Obviamente, os seres criados não podem fazer nada além de se preparar, e deles não é esperado nada mais. Eles só precisam preparar o formato no qual irão receber a abundância do Criador. Eles não praticam a doação como tal, mas doam na intenção. Dispostos a receber de tal maneira, eles alegram o Doador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/11, Escritos do Rabash

Jogando Para A Nova Verdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o ambiente não me convencer de que a doação é boa e agradável, eu nunca vou alcançá-la. No entanto, por outro lado, se eu não buscar a doação, o ambiente não vai desejá-la. Como é que nós vamos romper com este círculo vicioso?

Resposta: Nós devemos concordar em jogar um jogo um com o outro. O Rabash escreveu sobre isso em seus artigos sobre o grupo e o seu propósito. Ninguém chegou aqui com um desejo pronto para se unir com os outros, mas nós decidimos que queremos agir dessa forma.

Você está se queixando de que é impossível avançar sem desejo, mas se você o tivesse, você iria avançar egoisticamente, neste mundo material. No entanto, como você avança transcendendo esse desejo egoísta? Você precisa superá-lo, e é por isso que fazemos um pacto em nosso ambiente, de que valorizamos mais a doação do que a recepção.

Nós entendemos como isso funciona na teoria, mas não sentimos isso na realidade. Por isso, precisamos jogar o jogo da doação, descrito como: “Eu trabalhei e encontrei”. Nós fingimos que o objetivo é extremamente importante para nós, embora, na verdade, não vejamos nenhuma importância nele. Nós não estamos nos enganando. Nós admitimos isto, mas dizemos que isto não nos incomoda.

Neste mundo, eu estou imerso no meu egoísmo, mas, para elevar-me ao próximo nível, para ascender ao mundo superior, eu jogo este jogo com os amigos, como se fosse de vital importância que chegássemos a este mundo futuro, o grau de Binah  (amor e doação). Se todos os que estão diante de mim fingir que isso é importante, eu vou aceitar isto como sendo a verdade. Caso contrário, permaneceremos para sempre no nosso ego. Se eu não me obrigar a aceitar valores que são mais elevados do que os que eu tenho hoje, e não aceitá-los acima da razão, eu nunca vou alcançá-los.

Se o ambiente  constantemente joga assim comigo, este jogo finalmente se tornará minha segunda natureza. No entanto, você não quer jogar. Em vez disso, você deseja permanecer “honesto”, sem corromper o seu coração? Uma vez que não há mais nada no coração, exceto o egoísmo, você vai ficar parado!

Sim, eu admito que há apenas egoísmo em meu coração, mas eu finjo, a fim de estar acima dele. Eu não posso manda que o meu coração sinta de forma diferente, mas eu desejo receber um coração novo, um coração diferente. Agora, eu atuo como se não tivesse esse coração egoísta, como se tivesse saído dele e começado a tratar tudo apenas com doação.

Eu ascendo acima de tudo que tenho dentro. Há certo ser selvagem vivendo dentro de mim, com quem eu não quero mais manter relações. Deixe-o sofrer lá dentro de mim, mas eu, pessoalmente, estou mudando para outro sistema, outro corpo. O ambiente vai me afetar, assim como a Luz superior. No entanto, tenho que pressionar a mim mesmo, para que eu consiga chegar até ele! Eu não quero ouvir nenhum argumento; eu não deixo essas pessoas sequer chegarem perto de mim.

Nós devemos concordar que todos nós estamos, de certa forma, jogando, trabalhando  um para o outro. Se eu não cumprir meu dever, eu enfraqueço a todos, e o dano que retorna para mim aumenta muitas vezes. Portanto, eu não devo ter medo de satisfazer as condições dagarantia mútua; caso contrário, eu vou sofrer muito. A Arvut (garantia mútua) é uma arma terrível, uma espada de dois gumes.

Da Lição Diária de Cabalá 10/12/10, Baal HaSulam, Carta No.13