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Procurando O Verdadeiro Sabor Da Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a evidência de que estamos fazendo um esforço verdadeiro no trabalho?

Resposta: A pessoa faz um esforço verdadeiro quando trabalha em conjunto com os outros o máximo possível, a fim de compreender com o coração. Todo o entendimento vem ao coração quando a Luz de Hochma, chamada entendimento, é revelada no coração, em Bina, o vaso de doação, como está escrito: “É o coração que entende”.

No início do seu trabalho espiritual com a finalidade de corrigir a si e tornar-se um detector da revelação do Criador (a Luz de Hochma), a pessoa precisa atingir uma convicção interior de que todas essas noções: a luz de Hochma e seu vaso, a Luz de Hassadim, recepção e doação, devem se manifestar nela, em seu desejo, suas sensações.

Ela precisa tentar se livrar das diferentes opiniões, sentimentos e impressões que são agora percebidos mais próximos ao seu corpo, a fim de preencher este espaço com impressões espirituais. Ela precisa se esfoçar em sentir o verdadeiro sabor de todas essas noções: Hochma, Hassadim, recepção, doação, conexão, proximidade e distância.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/06/12, Shamati # 145

Fique Firme Diante Da Grandeza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu recebo para doar, a abundância flui através de mim. Eu posso desfrutá-la?

Resposta: Você não desfruta a abundância que passa por você. É um tipo completamente diferente de abundância, não como a satisfação egoísta. Você, como um convidado, quer provar um delicioso bolo para fazer um favor ao anfitrião que o preparou. Aparentemente o bolo deveria ter o mesmo sabor, mas não tem.

Pergunta: Mas, quando eu amo alguém de todo o coração, esquecendo-me de mim mesmo, esse sentimento, no entanto, surge em mim. O amor é direcionado para o outro, mas sou eu que o sente.

Resposta: Sim, o sentimento surge dentro de você; no entanto, ele consiste de vários parâmetros. Afinal, você recebe o prazer de querer dar à pessoa amada.

Imagine isso. Há o desejo de receber do Criador e o desejo de receber da criação, que é o que você é. Você deve senti-Lo recebendo o desejo, sentir como Ele quer doar a você,  assimilar esse desejo de receber dentro de si mesmo e agradá-Lo.

E o principal, você está experimentando prazer na “cabeça”, ou seja, no desejo que você recebeu Dele. Assim, verifica-se que lá, dentro do desejo Dele, você faz o cálculo: “Como posso satisfazê-Lo?” – pelo menos na medida do quanto você vai envolver a sua recepção do desejo. Em outras palavras, em seu desejo você sente o quanto está satisfazendo-O, e esta já é a vestimenta da Luz de Hassadim.

Como resultado, nós estamos falando sobre o prazer de um tipo muito diferente.

Pergunta: Então, como é que a separação emerge se tudo está dentro de mim?

Resposta: A intenção estabelece a diferença entre um e outro. Quando o desejo de doar ao Criador reina em sua “cabeça”, os prazeres também se tornam diferentes.

Pergunta: Nós podemos comparar isto com o amor para com o nosso próprio filho? Eu lhe dou um bolo sem sequer ter provado?

Resposta: Não, o prazer passa por você, mas agora tudo é definido pelo desejo Dele, não o seu.

Pergunta: Como eu posso fazer essa diferenciação interna entre eu e Ele?

Resposta: Na primeira etapa, nós subimos acima do nosso próprio desejo e só na segunda fase somos capazes de perceber algo estranho, tornando-o nosso.

Para agradar o Anfitrião, eu devo sentir Seus prazeres, sentir o quanto Ele gosta de doar para mim e que prazer eu devo receber Dele. Eu devo sentir que este prazer veio Dele e é dotado de amor, e não razão.

Por meio deste amor, Ele me transmite o sentimento de vergonha, que agora me ajuda a lidar com a situação e a compreender isto a fim de construir uma relação diferente. Eu aproveito Seus prazeres, eu os recebo para Ele, mas eu não faço o cálculo pelo “bolo”, mas especificamente para esta doação. O “bolo” é o nível mais baixo, Nefesh de Nefesh, e o prazer, que eu dou para Ele, é todo o NRNHY.

Aqui é onde a pessoa deve tomar cuidado para não considerar a si mesma: “Visto que estou dando prazer ao próprio Criador! Basta olhar como Ele gosta de mim!”. É aqui que se encontra o cálculo principal, e não no “bolo” em si, que lhe foi dado simplesmente como um meio, que lhe permite construir a conexão com todos os mundos. O cálculo na cabeça do Patzuf é voltado para as relações com o Criador.

É por isso que você precisa saber quem é o Criador, como Ele age e como agradá-Lo, já que Seus vasos, desejos, são infinitos. Então, como proteger a si mesmo em tal situação? Comparado a isto, os prazeres diretos não são mais do que uma centelha que criou o desejo, enquanto todo o resto é condicionado pela grandeza do Doador.

Da 4a parte da  Lição Diária de Cabalá 27/06/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

Escravidão É A Falta Da Qualidade De Doação

Dr. Michael LaitmanQuando o homem é sucessivamente rejeitado da união e anseia por ela novamente, ele está passando por uma cadeia de situações chamada de “exílio”. Ele começa a sentir cada vez mais que este é o exílio. Exílio de quê?

Aqui há toda uma série de esclarecimentos: o exílio do bom estado, o exílio da compreensão e exílio do que pode satisfazer o meu ego. Mas eu começo a receber tudo, apesar disso tudo. Para mim não importa o que eu deveria sentir. Mesmo se eu não sentir nada, o principal é que eu vou subir acima deste estado, de modo que o exílio para mim vai ser a falta da qualidade de doação em mim.

Quando eu me anulo, eu paro de sentir o meu estado. Se eu anulo o meu “eu” (a minha personalidade), eu não existo, só o Criador existe. É como se eu desaparecesse Nele, eu não me sinto. A única coisa que eu quero é entrar na qualidade de doação, esse amor que preenche tudo em volta de mim. Se eu fizer um esforço, eu começo a sentir que realmente trabalho com ela em harmonia. Este movimento já é consciente e é expresso como o exílio correto.

Eu começo a mudar meus valores. Se antes eu sentia satisfação, compreensão, um sentimento bom, e todas as coisas pessoais eram sublimes, eu já não o sinto agora.

Agora, a coisa mais importante e principal para mim é o anseio pela qualidade de doação. Melhor ainda se eu me esforço por ela acima de situações imperfeitas, porque isso me dá plena confiança de que não é o meu ego que me empurra para frente.

Ele me enfraquece, eu me sinto mal, me sinto fora do lugar, mas, apesar de estas situações, eu sou atraído à qualidade de doação, ao Criador, a este campo que preenche tudo que está ao redor. Anulando-me, eu me torno transparente em relação a este campo e a Luz superior passa por mim.

De repente, é revelado que o Criador me acompanha, como se dizendo a Moisés (ao meu ponto no coração), “Venha ao Faraó”. Isto é, eu começo a ver que quando Ele desperta o ego em mim, Ele ao mesmo tempo me ajuda a estar conectado a Ele. Por quê? Porque quando Ele desperta o meu ego, Ele desperta grande sofrimento. Agora, se eu posso ser atraído à qualidade de doação, isso não ocorre pela satisfação, porque vai contra o meu ego: assim, ele me ajuda a fazer a minha primeira restrição (Tzimtzum) e assim eu avanço todo o tempo aumentando meus esforços na direção da qualidade de doação, a despeito do que sinto.

A questão principal aqui é a anulação de nós mesmos e estarmos atraídos à qualidade de doação. Neste caso, eu já estou construindo acima do vaso (o desejo) uma tela e a Luz Refletida. Este é o primeiro estágio espiritual.

Depois de eu dirigir a mim mesmo, eu chego a um nível tal que subo acima do “Faraó”. Este estado é chamado “Fuga do Egito”. Eu me elevei acima do meu ego; certamente, eu não fujo dele para qualquer lugar, pois ele existe em mim, mas sob a “tela”, e eu acima dele. Este é o significado do “Êxodo do Egito”, quando eu, no meu sentimento, não estou na escravidão do meu ego.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 01/04/12

A Vida De Doação: Fácil E Bonita

Dr. Michael LaitmanHoje, gradualmente, uma conexão mais profunda e rigorosa entre os países, nações e pessoas está sendo revelada. Mesmo individualmente, estamos conectados por meio de cadeias com vários links. No entanto, existe certo problema: Não somos ainda capazes de perceber adequadamente esta conexão.

A crise moderna está se expandindo e abrange o mundo. Ela não vai acabar, embora muitos estejam prometendo que logo as coisas começarão a melhorar.

Os problemas não terminarão até que alcancemos o equilíbrio. Afinal, a causa da crise é o desequilíbrio, em outras palavras, a falta de conexão entre nós.

Aqui é onde nós descobrimos a lei da garantia mútua. A Torá nos explica que no final a pessoa vai amar ao próximo como a si mesma.

“Amor” é a união sistemática adequada quando cada pessoa trabalha para o benefício de todos, e há uma harmonia absoluta entre nós. No fim, quando chegarmos à correção final, todos nós passaremos novamente a ser partes de uma única alma, como órgãos do corpo que funcionam de maneira totalmente diferente, mas existem em harmonia unificada, e é por isso que o corpo vive.

Cada órgão executa seu trabalho, sua própria função, mas no âmbito de um programa comum, que abrange e obriga todos a trabalhar juntos. Por outro lado, quando existe um desequilíbrio entre as partes do corpo, as doenças aparecem.

Nós devemos tratar a nossa correção de acordo com o mesmo princípio. Hoje, eu existo em egoísmo absoluto, total. Eu quero que tudo “gire” sob meu comando, realize meus desejos, e pense como eu. Todos nós começamos a nossa jornada neste estado.

Na primeira etapa do trabalho em mim mesmo, eu devo chegar ao grau de Hafetz Hessed. Eu não fico no caminho dos outros. Como uma engrenagem, eu corro livremente no meu eixo, de acordo com os desejos dos meus vizinhos (próximos). Façam o que quiser comigo. Estou pronto para “girar” a seu pedido, como se eu não tivesse desejos próprios, como se não fosse eu, mas uma força de apoio destinada a vocês.

Nós estamos falando de um grau muito elevado. Afinal, eu devo trabalhar com o meu egoísmo para que ele não fique no meu caminho quando eu servir aos outros.

Para fazer isso, eu preciso conhecer os desejos dos outros e nunca ficar no caminho de sua realização, sendo absolutamente neutro. Nós estamos nos falando de uma enorme correção, durante a qual eu levanto telas dos níveis zero, primeiro e segundo sobre o meu desejo.

Então, eu me elevo ao próximo nível. Eu dirijo meus desejos, habilidades, qualidades e todo o potencial da minha força e energia, tudo, para o benefício dos meus vizinhos (próximos). Agora, o meu egoísmo não apenas está neutralizado, eu não estou apenas correndo livremente no eixo, mas eu estou conectado ao meu próprio motor que funciona em seu benefício. Este é o grau do amor. Eu dou tudo para o bem dele.

Este caminho se estende desde o nosso mundo até o mundo do Infinito (∞) através de 125 graus. Parte deles eu percebo no grau de Hafetz Hessed, sendo neutro, e a outra parte eu percebo ativamente colocando meus esforços para beneficiar meus vizinhos.

Durante a primeira fase, eu corrijo 248 desejos e durante a segunda fase, eu corrijo 365. No geral, a correção de 613 desejos é chamada de observar os mandamentos. Desta forma, o desejo comum é dividido de acordo com a minha estrutura interior.

Tudo isso para alcançar a completa e absoluta garantia mútua, um estado onde eu vou interagir com todos em harmonia, assim como qualquer outra pessoa.

Portanto, é claro o tipo de correção a que a humanidade deve chegar: todos vão perceber e incluir neles toda a realidade, a ponto da plena identificação com ela. É por isso que a Cabalá está sendo revelada agora, porque se nós não soubermos como realizar isso, nosso caminho vai ser muito difícil e doloroso; na verdade, será realmente o “caminho do sofrimento”.

No entanto, se tentarmos agir no grupo, o nosso caminho não será fácil, mas vai ser bom. Nós ficamos juntos, sentimos um ao outro, evocamos a Luz, e ela age em nós, nos influencia e nos desperta. Ao sentirmos mutuamente um ao outro, permitimos que a Luz faça seu trabalho.

Esta é a essência do método. Você não sabe nem entende nada, você não é capaz de nada, mas você quer “engolir” todo o prazer, e você só precisa aprender a evocar a Luz. Se você aprender, você vai alcançar o sucesso de forma tão fácil e maravilhosa, juntamente com todos, em alegria.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/05/12, Lição 3

Os Construtores De Uma Nova Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é revelado entre nós, e não em cada pessoa individualmente, como cada pessoa sente este campo de uma única força?

Resposta: A espiritualidade é doação. A doação é algo que se revela fora de cada pessoa e não dentro. Dentro de nós, nós só podemos sentir o que sentimos agora: a imagem que chamamos “este mundo”.

Portanto, se eu quiser revelar algo sobre a minha existência corpórea, algo fora do que acontece no meu corpo animal, eu preciso construir um corpo novo, diferente. Esse corpo é chamado de unificação entre as pessoas. Como elas também são criadas a partir de corpos animais, nós construímos um novo corpo entre nós, que surge entre nós e sente a nossa realidade fora do corpo.

Essa realidade se chama mundo espiritual ou realidade superior, uma vez que contém todas as forças e qualidades, o programa da criação e seu objetivo. Tudo fica ali, entre nós. Esse campo, a força superior, nos controla. É chamado de Luz, Criador, Elokim, e muitos outros nomes.

Assim, nós não temos escolha, exceto construir a união entre nós. Ao nos esforçarmos por esta união, mesmo egoisticamente, despertamos certa influência dela sobre nós e começamos a senti-la no grau chamado de Lo Lishma. Então, ela nos afeta cada vez mais, e começamos a senti-la no primeiro grau espiritual, e, depois, com intensidade cada vez maior. O poder da nossa unificação determina o poder da Luz que Reforma, a sensação de doação que está sendo revelada. No entanto, tudo isso é revelado entre nós.

Esse é o nosso trabalho. Nós só precisamos tentar imaginar constantemente este estado de uma maneira mais autêntica e real, e juntar a isso tudo o que sabemos da psicologia, ciência, e das relações entre nós. Então, vocês verão como isso é verdade. De repente, tudo se unirá.

Da Lição em Nova Jersey 10/05/12, Shamati

A Luz Que Ilumina Por Trás Da Cortina

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a Luz precisa de mim? Eu sou realmente tão importante?

Resposta: Nós não temos a deficiência, o desejo, para descobrir todo o mundo espiritual superior. A Luz não precisa de você; é você que precisa da Luz, de modo que ela irá construir a deficiência correta dentro de você. Quando você realmente desejar doar, você vai descobrir isso.

Agora, nós estamos num mar de Luz, mas não sentimos nada porque não temos a deficiência. No entanto, se eu evocasse sobre mim a influência da Luz, ela iria construir essa deficiência dentro de mim. Então, eu finalmente sentiria o que me falta.

Um exemplo simples: digamos que eu não quero nada na vida. Eu sou indiferente. No entanto, um amigo vem e me convida para fazer uma viagem.

Eu concordo com relutância, e no caminho, passamos por um restaurante. Eu sinto o odor e fico um pouco com fome. Nós entramos no restaurante, e, à medida que nós comemos, como normalmente acontece, o apetite vem com a refeição. Então, eu realmente tenho um apetite de verdade.

Portanto, nós devemos abrir a cortina de forma gradual. Primeiro, nós só “cheiramos” a Luz evocando-a de longe. Depois, nós a provamos. Assim, o vaso é criado dentro de nós.

Eu digo a uma criança, “Prove isso, você vai gostar”. A criança afirma: “Não, eu não quero! Eu não vou prová-lo!”. Eu respondo: “Faça por mim”.

É assim que a Luz cria o vaso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/12, Escritos do Rabash

Quando Todas As Dúvidas Se Dissiparão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso verificar se as minhas ações são, na verdade, a fim de doar, e não uma ilusão?

Resposta: Se elas realmente fossem ações de doação, você não teria dúvidas, porque o Criador seria revelado nelas, participaria delas, na mesma medida que você pretende doar-Lhe.

O objetivo de uma ação de doação é doar ao Criador. É impossível fazer isso sem o destinatário final. Se tal ação ocorre, você vai descobrir até que ponto você realmente doa ao Criador, ou seja, você irá descobri-Lo.

No início, a revelação será em ocultação, doar a fim de doar. É difícil para nós entendermos o que é isso porque a intenção de doar a fim de doar é Bina, uma ação que está separada de nosso desejo de receber. Nós podemos de alguma forma imaginar a intenção de receber a fim de doar como algo oposto a nós. Mas se é só apenas doar, é impossível compreender como você pode viver sem qualquer conexão com o seu desejo, como se estivesse pairando no ar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

O Privilégio De Ser Feliz Doando


De uma lição do Rabash: Nós estudamos que devemos estar em equivalência de forma. O que é a equivalência de forma? Assim como o Criador doa, nós devemos doar. Esta é a equivalência de forma. Quando nós temos que doar, nós não temos amor próprio, nós choramos. Dói ter que fazer isso. O Criador doa, e a questão é: será que Ele tem prazer nisso ou não há prazer para quem doa? Portanto, não há equivalência de forma! Portanto, deve haver prazer quando doamos, caso contrário, não há equivalência de forma. Você pode doar sem dor; doar, eu não preciso da sua dor, apenas doar.

Desfrutar da doação, quem dá isso a você? Ele quer trabalhar, o corpo não quer! Não é que eu precise sofrer, não há escolha, o corpo não quer trabalhar. Por que eu deveria sofrer, eu não quero sofrer. Eu preciso do esforço! Esta não é uma condição! A pessoa que não sente o esforço, isso é sinal de que sua intenção é para receber, não para doar. O corpo não concorda em doar.

Você nunca deve ansiar por coisas ruins. Se for necessário sentir as diferentes mudanças, elas virão por si mesmas. A pessoa não deve pensar numa descida, mas sempre ansiar por uma subida, tanto em seus sentimentos quanto em seus pensamentos: a bondade, adesão, conexão e integridade. Mas, ao mesmo tempo, ela deve avaliar a si mesma criticamente, entendendo que se não há nada dentro dela que tenha como objetivo a doação, isso é sinal de que há uma questão egoísta aqui. Se a pessoa consegue avançar alegremente e sem esforço, é sinal claro de que ela faz isso egoisticamente, a fim de receber. Só quando ele receber acima da força de doação, ela será capaz de doar e ao mesmo tempo ser feliz.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/04/12

O Que Nós Podemos Dar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós temos a intenção de receber só para nosso próprio benefício e desejamos sair dessa intenção e doar, o que podemos dar? Nós não temos nada para dar, porque só queremos receber…

Resposta: Nós podemos dar o nosso desejo de doar ao grupo. Isso é o suficiente. A satisfação vem do Criador, e o desejo de doar vem de nós. Eu não tenho nada para dar, nada para doar. Eu darei a você o que Ele me der para dar a você. Desta forma, nós examinamos a conexão entre os Partzufim: a parte superior, aquela que recebe primeiro, dá para a parte de baixo o que recebeu do seu superior.

Nós só precisamos construir a intenção entre nós: para eu desejar doar em vez de me preocupar com o que posso dar.

Da Lição 1, Convenção de Arava 23/02/12

Você Verá O Seu Mundo Em Seu Tempo De Vida

Dr. Michael LaitmanA Criatura é a força do nosso desejo comum de desfrutar, oposta à força de doação. Estas são duas forças opostas, como o “positivo” e o “negativo”, os pólos norte e sul de um ímã. O universo inteiro é o resultado da interação dessas duas forças.

Se estas duas forças se encontram e se unem para realizar o trabalho, para receber a energia, isso resulta na forma dos níveis inanimado, vegetal e animal em nossa percepção, a medida que elas criam a realidade chamada de nosso mundo.

Mas se, como resultado do nosso desenvolvimento, nós começarmos a sentir a necessidade de utilizar essas forças não com a força de recepção governando a força de doação, mas sim com a força de doação prevalecendo sobre a recepção, porque as possibilidades neste caso são ilimitadas, então o nosso desenvolvimento nos elevará ao nível da força de doação e nós começaremos a sentir o sistema superior, o mundo superior.

Mas, em vez de isso, nós ainda vemos a imagem deste mundo, sentindo o poder da força de egoísta e, em vez de forças, nós imaginamos o mundo material. O desejo egoísta nos pinta as imagens da natureza  inanimada, vegetal e animal, que chamamos de mundo. De tudo isto, é difícil para nós imaginar a realidade espiritual.

Aquele que experimentou esta revelação explica que não é necessário esperar que o desenvolvimento natural ocorra, o que será atingido por todos no final: todas as partes do desejo de desfrutar. Mas nós podemos acelerar o nosso desenvolvimento para atingir o estado desejado em questão de dias, meses ou anos. Como se diz: “Você verá o seu mundo em seu tempo de vida”.

Tudo depende de como nós tentamos alcançar a união: não para alcançar a união a fim de reunir uma maior força coletiva, mas para alcançar a força que está acima de nós.

Isto é, nós nos unimos não para somar as forças de todos os participantes, como numa equipe esportiva ou unidade militar. Em nosso contexto, nós queremos revelar uma nova qualidade, que nenhum de nós tem e que se chama a qualidade de doação.

Se revelarmos esta qualidade entre nós, não dentro de cada um, mas em nosso anseio em relação aos outros, que é chamado de Luz Refletida (Hassadim), então nela descobrimos a força dirigida a nós, que é chamada de Criador. Dentro da Luz de Hassadim é revelada a Luz de Hochma; na força de doação, vinda de nós, nós descobrimos a força de doação superior.

Assim, tudo depende de quanto cada um de nós se esforça para sair e subir ao nível de doar aos outros. Você não deve se iludir que somos capazes de sair de nós mesmos, de unir com os outros a fim de doar, e revelar a força superior em nossa aspiração para sair de nós mesmos. Isso é impossível, porque nós não temos essa qualidade em nós, e nenhum dos meus esforços pode extrair de mim o que eu não tenho. Eu não tenho a doação!

E o que está dentro de mim? É a qualidade diretamente oposta, uma consequência da quebra, que foi criada em minha raiz antes da minha criação para esta finalidade. Tudo isso era para revelar este contraste em mim, para eu exigir a verdadeira qualidade de doação. Eu devo exigí-la da força superior, porque só Ela é capaz de transformar minha força egoísta, meu ego, em doação e amor,

Assim, o ódio se transformará em amor. Porém, o mais importante é que no decorrer deste trabalho, eu estabeleço conexão com força de correação – com o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/12, “Arvut (Garantia Mútua)”