Textos com a Tag 'Doação'

Você Está Pronto Para Doar?

Dr. Michael LaitmanCom o passar do tempo no caminho espiritual, nós revelamos o amor. A expressão do amor é a doação.

Se eu descobro o amor em relação a mim, eu sinto ódio em relação ao outro. Eu estou procurando uma oportunidade de agradar a mim mesmo de todas as formas, não importa à custa de quem. Eu levo em conta os outros apenas quando necessário. Assim, nós inicialmente nos amamos e odiamos os outros.

Então, eu começo a trabalhar no grupo de estudo, me envolvo na disseminação, e, assim, atraio a Luz que reforma. Só ela muda e melhora a mim. Continuamente, eu mudo até que, de repente, começo a sentir respeito pela qualidade de doação.

Então, eu tenho que relacionar esta qualidade ao grupo de amigos, pois ela é realizada entre eles. Esta já é a próxima etapa: aqui, eu preciso trabalhar contra o meu egoísmo. Agora, não basta apenas ser inspirado pela Luz superior. Sim, eu gostaria de doar, e isso é maravilhoso, isso adiciona combustível e me eleva, mas se você realmente quer isso, tente mostrar isso no grupo, em seus relacionamentos com os amigos.
“Sim, eu estou pronto! Eu já tenho uma boa atitude em relação a eles!”.

“Sério? Vamos ver. Em primeiro lugar, quantas vezes você os esquece?”.

De fato, na vida cotidiana, se eu amo alguém, eu penso nele o tempo todo. Uma mãe não esquece seu bebê: ele está constantemente em seus pensamentos, seus sentimentos. Aqui está uma análise para você: quantas vezes por dia você se preocupa com o grupo de amigos e sua união?

Quantas vezes você quer se sentir em conexão com eles a fim de revelar a Luz que reforma e desejar amar? Lembre-se, você precisa juntar todas as peças: o desejo de amar e o grupo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

A Ponta Do Fio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas estão me falando sobre a qualidade de doação, mas eu não a sinto. Eu nem sequer tenho a ponta do fio…

Resposta: Quando você experimenta a necessidade de doar, você conesegue entender o que é a doação. Tente doar a seus amigos e você verá que você não quer isso. A partir disso você vai entender como seria se você possuísse a qualidade de doação. Então, você vai começar a adivinhar o que lhe falta.

O raciocínio é o seguinte: eu quero alcançar a união com meus amigos. Eles estão unidos entre si, enquanto eu estou separado deles. Honestamente, eu não quero essa união, sou incapaz de fazer isso e continuo me esquecendo disso. O brilho do meu desejo se apaga. Eu só posso revivê-lo quando estou com meus amigos, quando eu me conecto a eles, mesmo por causa da vergonha.

Eu me aproximo deles, trabalho no grupo e começo a entender o quanto preciso de amor. Os esboços de meus esforços gradualmente retratam uma imagem da doação. Eu penso sobre seus benefícios e dessa forma eu formo um vaso, um desejo. Talvez ele ainda seja irreal e somente preliminar. No entanto, com cada esforço eu atraio a Luz superior, que é construída de acordo com meus desejos. Ela vem da perfeição, da Eternidade, até a própria quebra, a esse mundo. Talvez como uma criança eu jogue um jogo de adivinhação, mas a Luz está fazendo o seu trabalho. Isso torna possível para mim me mover em direção à doação.

Adeus Ao Egito

Dr. Michael LaitmanNós temos que passar por uma grande quantidade de problemas para, no final, alcançarmos “o Rei do Egito morreu”. Depois, começam “muitos dias”, onde temos que realizar muitos atos para revelar a correta exigência dentro de nós. Se nós simplesmente “gritamos pela falta de vontade de trabalhar”, isso não é chamado “suspiro pelo trabalho”.

Se nós não recebemos prazer pelo trabalho, nós devemos gradualmente discernir: o que significa “O Rei do Egito morreu?”. Por que estamos trabalhando e para quem? Nós discernimos isso gradualmente, até percebermos que existe outro rei e que devemos sair do Egito a fim de sermos trabalhadores do Criador, isto é, trabalhar para doar.

No entanto, como posso fazer isso, se aqui no Egito tudo é tão simples? Sou construído de tal maneira que sinto prazer no momento em que realizo determinado ato ou faço um esforço de pensamento. Embora inicialmente eu achava que desejava doar, foi com a intenção “para receber”. Eu doo, mas é assim que eu recebo prazer, quando me identifico com meu desejo egoísta.

No entanto, quando o Rei do Egito morre, é uma grande ajuda do Alto, que nos permite nos separar dele. Na verdade, ele agora está morto; estou livre dele. Eu não queria isso, mas ele me deixou. Meu ego foi separado dele.

Eu não sei o que fazer; eu não tenho mais ninguém para quem trabalhar. Eu choro e fico parado. Eu sempre gostei muito dele, e agora eu fiquei sem nenhum prazer na vida. Como vou encontrar prazer? Em que desejo, pensamento ou intenção vou ser capaz de sentir? Eu começo a procurar.

Eu costumava trabalhar doando para receber, mas agora vou ter que procurar outra coisa e, inevitavelmente, através de golpes, eu irei alcançar a doação a fim de doar. Eu penso comigo mesmo: se eu não tenho os vasos nos quais possa encontrar prazer, eu posso ser capaz de obter prazer de outra pessoa.

Eu olho para alguém: ele sente prazer, enquanto eu não tenho vitalidade. É por isso que eu o invejo e quero me juntar a ele, para desfrutar o seu prazer. Talvez dessa maneira, pelo menos eu irei receber alguma satisfação. É assim que começamos a ver o que está a nossa volta. Eu não consigo mais desfrutar sozinho quando trabalho dentro do meu “Egito”, como antes.

No entanto, se eu doar para o ambiente e causar-lhe prazer, eu vou ser capaz de me juntar a eles e desfrutar junto com eles; mesmo se eu me juntar com a intenção de receber algo dessa maneira, isso ainda é chamado de doar ao ambiente. Isso já é chamado de Lo Lishma (não em Seu nome). Eu doo a eles e quero que eles tenham a bondade, já que eu vou me identificar com eles e me juntar a eles, para que eu possa encontrar a bondade dentro deles. Esse já é um estado avançado.

Existem diferentes estágios de aproximar-se da saída do Egito. Alguns já perceberam que agem para tirar proveito do egoísmo e, mais tarde, alcançar Lishma, e há outros que não percebem que, entretanto só agem em busca de prazer. No entanto, não importa o quê, estamos avançando.

Eu já tenho a direção: eu entendo que eu devo me juntar com o grupo que está saindo do Egito. Na verdade, eu não recebo prazer da vida simples. No entanto, se eu me juntar a eles, então lá, dentro deles, em nossa união, eu vou encontrar o prazer e revelar minha vida espiritual única. Isso já é um passo para a salvação: há um propósito em me separar do egoísmo. Afinal, o Egito já está morto e isso é suficiente. Se a pessoa sente que deve doar ao grupo e revelar a força coletiva nele chamada Criador, se ela quer ser incluída nela de modo que também receba alguma coisa, isso já é chamado de Lo Lishma (um desejo egoísta pela espiritualidade).

Existem várias formas e níveis em cada um, em momentos diferentes, mas isso já dá a direção até que concluamos a luta, os dez golpes, que ajudam a pessoa a se separar do Egito para sempre e sentir a vida no Egito como escuridão.

O último golpe é a morte dos primogênitos, que nos mostra que nada vai se originar dessa situação para nós, nada vai “nascer” dela. Então, já está totalmente claro para a pessoa que este estado não pode produzir qualquer resultado. Quando cada primogênito no Egito morre, ela concorda em fugir.

Todos os estados de que fala a Torá acontecem em nosso desejo de receber. Golpe após golpe: ou o Faraó triunfa, ou o Criador triunfa e “Moises” vê como tudo isso acontece dentro dele e quais são os valores que ele dá ao desejo de receber e ao desejo de doar. Isso permanece assim até que ele vê a escuridão nessa situação, e fica sem outra escolha a não ser escapar através da escuridão para o desejo de doar, somente para ver algum sinal de Luz à frente. É assim que ele escapa do Egito. Isso é o que deve acontecer na pessoa que está preparada para se juntar à sociedade, mesmo que ela chegue a fim de encontrar meios de subsistência nesta sociedade e satisfação egoísta: isso já é chamado de Lo Lishma.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 05/02/12, Shamati #159

Ajuda Física A Partir Da Escuridão

Dr. Michael LaitmanNós não entendemos o que significa desfrutar a doação. O objetivo da criação é dar prazer às criaturas. E elas realmente desfrutarão: a única questão é como?

Nós não entendemos que o desejo que sentimos hoje é estranho e distante de nós. Desfrutar a doação não é o prazer daquilo que o outro desfruta. Isso seria apenas um acordo que é benéfico para nós dois.

E se eu desfruto o fato de que ele se sente bem, mesmo que eu me sinta mal, mas supero a mim mesmo, do mesmo modo que os pais sacrificam tudo por seus filhos, isto também não é doação. Dificilmente conseguimos imaginar os desejos que surgem no mundo espiritual. É possível apenas dar alguns exemplos aproximados, como ramos físicos em relação às raízes.

Portanto, nós devemos tentar imaginar, tanto quanto possível, o quão especial é este conceito, separado do conceitual habitual, e exigir uma revolução psicológica. O mundo inteiro torna-se invertido em nossa consciência, e nós descobrimos algo inteiramente novo.

Isso requer esforço interno e desapego do antigo ambiente, a vontade de: fugir do estado atual, saltar no Mar Vermelho (Yam Sof – o Mar do Fim), perder a cabeça, abandonar tudo o que se tem, e ficar totalmente nu e indefeso, aceitando tudo não importa o que seja só se vier do Alto.

Nós precisamos nos preparar desta forma para a convenção em Arava, e se formos capazes de nos manter neste estado, conseguiremos um grande avanço – nesta escuridão, para as águas do Mar Vermelho, e superaremos tudo, não importa o que for revelado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/12, Escritos do Rabash

Será Que Ele Realmente Me Abandonou?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa para prosseguir pelo caminho da doação?

Resposta: Se o objetivo da criação é dar prazer às criaturas, e o Criador é a força positiva que faz o bem, e somente essa é a essência de Seu tratamento conosco, então por que precisamos orar para Ele fazer o bem a nós?

Todo mundo clama ao Criador, “Faça alguma coisa boa por nós!”. Mas isso é ridículo! Por que pedir para alguém realizar um ato de bondade para comigo? Ele já está fazendo o bem, Ele não pode fazer mais nada. Afinal, está escrito que o Criador é benevolente para os bons e os maus. Ele nunca muda sua atitude, como está escrito: “Eu não mudei meu HaVaYaH” e “a Luz existe em repouso absoluto”.

Isso vai nos mostrar que não vale a pena pedir a Ele pelo bem. No entanto, todas as orações, todos os pedidos e os salmos são compostos pelos Cabalistas, as pessoas que existem na realização espiritual. Então, por que eles oram, “Ajude-me, salve-me, faça por mim?”.

Essas são solicitações para formar o desejo de “Ajuda-me a corrigir minha percepção!”. Isso é chamado de “a obra do Criador”, enquanto que para o Criador doar a nós não é trabalho, é prazer.

Meu trabalho é pedir o desejo ou vaso correto, e sua obra é criar esse vaso. Em outras palavras, solicita-se a prontidão em aceitar a satisfação devido a qual nós alcançamos a adesão ao invés de um pedido por uma mudança agradável.

A palavra “oração” é traduzida como “autojulgamento”; é o pedido da criatura para ser transformada. Quando eu pergunto: “Por que me desamparaste?”, será que Ele realmente me abandonou? Ou será que eu digo isso apenas em relação à minha própria percepção, dentro da qual eu sinto que Ele me deixou e eu percebo isso por mim mesmo? Basicamente, eu peço para ele corrigir a minha sensação de modo que eu sinta que Ele não me abandonou ou se distanciou de mim.

A oração é um pedido para a correção de nossos desejos, e tudo isso é chamado de trabalho para o Criador, em vez de satisfação pessoal.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/12, Escritos de Rabash

Mudar Para Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos apresentando uma nova ideologia para a humanidade: a transição da separação e competição para a união e preocupação mútua, a fim de suprir as necessidades vitais e sociais de cada pessoa. Isto significa que precisamos oferecer às pessoas um novo paradigma das relações sociais. O que vai atraí-las para isso? O que vai acontecer com a enorme massa de pessoas que ficarão sem emprego ou trabalharão apenas em meio expediente?

Resposta: Elas aprenderão a participar de diferentes atividades voltadas à aquisição gradual do desejo do nível humano e sua satisfação.

Pergunta: Mas elas não querem isso ….

Resposta: Eles querem viver e desfrutar, além de prover suas necessidades básicas. Cada pessoa tem um grande vaso de desejo. Sua parte inferior pertence às necessidades básicas – vamos chamá-las como um todo de “alimento”. Este é o nível animal, os desejos que têm a ver com comida, sexo e família.

Acima disso estão os supostos “extras”: desejos de riqueza, honra e conhecimento, que dizem respeito ao nível humano. E aqui me dizem, “Você precisa preencher toda essa parte com doação ao próximo. Tudo que você queria antes, agora precisa ser direcionado para beneficiar os outros. Só assim você será capaz de receber satisfação nesta parte do vaso.

Hoje, as pessoas vivem para satisfazer suas próprias necessidades. Nossas necessidades básicas serão satisfeitas mas, em todos os aspectos, a pessoa experimentará o vazio: “Meu corpo está satisfeito, mas e agora?”. A pessoa não recebe nada a mais por causa da crise. Isso vale até mesmo para aqueles no topo, já que eles também vivem dos lucros, que desaparecerão à medida que a bolha econômica se esvaziar.

Então, do que eu posso receber prazer como ser humano? Eu comi e agora? É aí que ocorrerá uma substituição da satisfação. Enquanto antigamente cada um queria se destacar, mostrar o quão bom, forte e rico ele era, para que os outros tivessem inveja dele, agora esse já não será o caso. O globo terrestre não se destina a suprir eternamente estes nossos jogos. A partir de agora, a satisfação do nível humano será alcançada mediante a preocupação com a humanidade. Já não podemos cavar longe um do outro; agora, ao contrário, é preciso satisfazer uns aos outros.

Esta é a única solução e ela nos é oferecida pela ciência da Cabalá. Você pode satisfazer a todos, inclusive você mesmo, em prol da doação; e, em prol da recepção, você não será capaz de satisfazer-se nem mesmo um pouquinho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/12, “A Liberdade”

100% De Doação Hoje!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o “bom sinal” que devemos alcançar nos estudos, e como podemos verificá-lo?

Resposta: O “bom sinal” nos estudos é a obtenção da doação, “Lishma“. Obviamente, nós temos que cuidar dele para que não percamos tempo em vão. Ninguém tem uma garantia prévia de que alcançará o sucesso.Mas você diz: “Não, eu quero uma recompensa: deixe-me vê-la e senti-la!”. No entanto, isso poderia arruinar todos os seus esforços na disseminação. Agora você está revelando o nome do Criador para o mundo e quer que todos alcancem a redenção plena, o fim da correção, conforme o planejado. E você não recebe qualquer benefício para si mesmo – e isso é maravilhoso!

Talvez você deva apenas concordar com isso com todo o seu coração e alma e não queira mais nada! Então, você só pode começar a receber…

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/01/12, Talmud Eser Sefirot

Esperar Não Vai Ajudar

Dr. Michael LaitmanSomente a força que eu desenvolvo diante de mim para me atrair à doação é um sinal de avanço espiritual. Às vezes, nós não entendemos o que está acontecendo. Por que não há nenhum avanço se tanto esforço foi aplicado? Nós estamos neste caminho há muitos anos, mas ainda não conseguimos terminar o período de preparação. O que mais é exigido de nós?

E nós não entendemos que temos esperado todo esse tempo por algum tipo de força, que venha e nos empurre, em vez de usarmos nossas próprias ações para criar a força que nos atrai para a frente em vez de nos empurrar por trás. Nós aproveitamos esta motivação do ambiente para avançar devido à grandeza da meta, da doação.

Este é todo o nosso trabalho, a liberdade de escolha, anulando a nós mesmos e elevando o ambiente. Tudo ocorre para sermos inspirados pela meta e elevá-la. Não basta eu me juntar a isso. Eu preciso de uma força muito poderosa de atração que possa sobrepujar o meu ego e me fazer girar em torno deste objetivo dias e noite, de modo a perder o sono por isso.

Se eu conseguir criar uma força tão grande e atraente, eu vou seguir em frente.

Este é o nível humano, ao contrário de todas as etapas anteriores. Este não é um desenvolvimento natural que vem da natureza e acontece por si só. Os sofrimentos não vão ajudar aqui; eles não vão me impulsionar para a frente. Apenas meus próprios esforços e a concentração de forças, utilizando todos os conselhos dos Cabalistas e todos os meios que irão me influenciar e inspirar a grandeza da meta, me ajudarão a seguir em frente para que eu corra em direção a ela.

E a meta é a doação, em direção à qual eu vou sem qualquer outros cálculos, metas ou recompensas, nada, exceto a doação pura.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, Shamati

Os Nomes Sagrados Da Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: A que se referem os nomes do Criador e como podem ser atingidos?

Resposta: As Luzes, que entram nos desejos e os preenchem, evocam a sensação no desejo do tipo de realização que elas são – o nível de equivalência do desejo em relação à Luz, o Criador. Elas são referidas como os nomes sagrados do Criador.

Parte do desejo de receber prazer torna-se “sagrado”, o que significa que ele é capaz de trabalhar em prol da doação, e é por isso que ele se torna preenchido com a Luz de Hassadim ou mesmo a Luz de Hochma. Estes desejos tornam-se semelhantes ao Criador.

O próprio Criador não tem um nome. O Criador é um HaVaYaH completo e perfeito preenchido com a Luz do Infinito. Mas não há nomes no mundo do Infinito porque os nomes representam certa limitação: “bondoso”, “misericordioso”, etc. É por isso que o Criador não tem um nome.

Todos os Seus nomes sagrados são diferentes formas nas quais nós O percebemos de acordo com o grau de nossa correção. É semelhante a suas características individuais, com as quais que eu percebo você: você usa óculos, você se veste bem, você é um pai, um engenheiro…

Em outras palavras, eu lhe dou diferentes nomes ou definições, mas eu não lhe conheço na realidade. Eu só reconheço certa particularidade em você o tempo todo, em relação a certa qualidade específica. É assim que a realização do Criador acontece – por meio de Seus “nomes sagrados”, as diferentes formas de doação, que nos aproximam Dele.

Mas quando nós corrigimos todos os nossos “620” desejos e os transformamos em desejos de doar, eles se tornam 620 nomes sagrados, e nós finalmente O alcançamos através de sua coletividade. E quando nós combinamos todos estes nomes em um nome, como está escrito: “E virá o dia em que Ele e Seu nome serão Um” – nós realmente alcançaremos o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabalá 24/11/11, Escritos do Rabash, “O Que Significa que o Mundo Foi Criado para a Torá”

Entrar No Sistema De Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual será o sistema de doação entre nós que veremos quando ele se revelar para nós?

Resposta: Nós devemos ver esse sistema entre nós agora, depois da convenção. Cada pessoa deve ver os pontos no coração e entender que, embora ela esteja distante dos outros, a rede que conecta nossos corações existe.

Há uma rede mais interna, formada por todos os nossos amigos (e dentro dela, o sistema superior de todos os Cabalistas do passado). Em torno dela, há uma rede mais externa: toda a humanidade. Os sistemas estão interligados, e esta conexão não muda, é constante. Apenas a nossa atitude correta foi quebrada.

Como dizemos em nosso mundo, os relacionamentos foram quebrados, ou seja, que eles eram bons e tornaram-se maus. As relações existem, mas estão quebradas.

Nós temos que descobrir o sistema no qual estamos todos conectados. É impossível destruir essas conexões ou mudá-las. Somente as relações dentro das conexões podem ser alteradas. Agora, cabe a nós como descobriremos a vida dentro deste sistema.

Isso se relaciona ao mundo inteiro. Para nós, é uma ação interior, nossa disseminação interna. Em relação ao mundo, é a disseminação externa. Assim, esses dois sistemas começam a interagir.

A pessoa deve sentir internamente que é assim. Então, ela começará, gradualmente, a ver que o nosso mundo é imaginário. Quanto mais a pessoa se vê como parte desse sistema e sente que depende dele, mais ela verá que tudo em sua vida, mesmo em sua vida externa e corpórea, no trabalho por exemplo, depende da intensidade de seu esforço neste sistema.

Então, todas as ações corporais, as formas corporais, e todo o mundo que você vê ao seu redor gradualmente se transformarão em algum tipo de forma externa inflada, como um fantoche que se move porque a mão do criador de fantoche está brincando com ele como se ele fosse vivo.

Em vez de ver apenas pessoas, você verá a sua conexão com o regime geral. Você entenderá o que as motiva, que sinais recebem do sistema, e suas reações com eles. Você verá que em cada um, é a sua conexão com o resto do sistema que age, e nada mais que isso. Você perceberá que o corpo que veste essa conexão é como um halo, uma nuvem, que não tem essência independente.

Enquanto não vemos este sistema, nos é mostrado todos esses corpos e este mundo para nos monstrar que algo existe e para nos dar o livre arbítrio para penetrá-lo, para começarmos a viver no mundo real. É nisso que temos que entrar agora.

A convenção nos deu o ponto de conexão com este sistema, e nós temos que segurá-lo para que possamos começar a ver o sistema a partir dele. Esta é a nossa obrigação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/11, Escritos do Rabash