Textos com a Tag 'Desejo'

Através do Prisma de Dois Desejos

É preciso mudar para atingir o Criador, uma vez que O alcançamos em novos vasos de percepção, de novos desejos. Obviamente, os desejos em si não são novos, mas eles se conectam dentro de nós de uma maneira nova.

Temos o desejo de receber prazer e o desejo de doar. A fim de revelar o Criador, nós devemos criar uma conexão entre esses desejos dentro de nós mesmos que nos permitem reconhecê-Lo. O Criador tem 125 formas consecutivas de revelação, quando Ele se revela a nós cada vez mais perto, mais nítido e mais nítido. São os 125 níveis, ao longo da qual subimos e nos tornamos capazes de ver e senti-Lo mais e mais.

Como é que vamos encontrar o Criador? Assim que criar uma conexão entre o nosso desejo de receber prazer e do desejo de doar, onde a vontade de doar reinaria sobre a vontade de receber os graus espirituais em primeiro lugar, dando-lhe uma forma semelhante ao Criador, nós imediatamente vemos o Criador através desses desejos e sua unidade. [Leia mais →]

A Era da Mudança

Dr. Michael LaitmanO processo de desenvolvimento do desejo egoísta, onde o desejo de doar operado de forma muito gradual, levou o homem a um estado totalmente quebrado. A natureza inanimada, vegetal e animal, assim como a sociedade humana, toda a realidade é agora uma visão deplorável.

Estamos em um estado muito perigoso, em contradição com a realidade inteira. Por um lado, a realidade parece ser uma coisa enorme, global, interconectada e inteira; mas por outro lado, a sociedade humana na Terra parece ter se transformado em uma placa cancerígena, um molde prejudicial, que consome e destrói a natureza, cobrindo toda a Terra com os seus resíduos e dejetos.

Estamos descobrindo que somos totalmente opostos à natureza; então teremos que perceber, no futuro próximo, que não há outra solução a não ser atingir o equilíbrio com ela. E isto pode ser realizado porque as duas forças opostas, de recepção e doação, já foram reveladas em nós, e estão prontas para nós começarmos a usá-las de forma equilibrada. Só então começaremos a crescer juntos como humanidade ,do nível inanimado para o vegetal do nosso desenvolvimento.

Até agora, estas duas forças opostas estavam se desenvolvendo sem nosso consentimento. Finalmente, elas nos trouxeram ao primeiro livre arbítrio, e agora começamos a nos desenvolver por conta própria, evocando a força de doação para ele, a fim de determinar o nosso desenvolvimento acima da força da recepção enraizada em nós.

Antes, a força de doação estava oculta interiormente, e ia aumentando gradualmente, como uma massa crescente, ou, pelo contrário, era atraída de longe: “Venha por aqui, há algo aqui, há prazeres esperando por você aqui”. Agora, nós escolheremos o desejo de doar por nós mesmos, como a força que deveríamos estar seguindo no nosso desenvolvimento. A doação não estará ajudando o desejo de receber, mas o desejo de receber seguirá o desejo de doar.

Temos que continuar a tomar essa decisão cada vez mais acima do nosso desejo egoísta, que não pára de aumentar. Enquanto subimos, ambas as forças, de doação e de recepção, continuarão crescendo e surgindo igualmente em nós, para nos dar a oportunidade de termos o livre arbítrio. Nós nos sentiremos como se existíssemos no meio delas. Na Cabalá, este lugar é chamado de “Klipat Noga“, e este é o caminho que vamos avançaremos.

Em cada ponto do meu caminho, minha escolha consiste em revelar a igualdade entre estas duas forças em mim e preferir o desejo de doar ao desejo de receber. A doação deve determinar minha direção para que o desejo de receber se desenvolva especificamente desta forma. Ao fazer isso, o desejo de receber assume a forma do desejo de doar, a forma do Criador. E quando o desejo de receber é semelhante (“Dome“, em hebraico) ao Criador, então ele é conhecido como “homem” (“Adam“).

E vamos usar essas duas forças da mesma forma. O desejo de recepção será cada vez maior, e o desejo de doar vai crescer da mesma maneira, a fim de dar-lhe uma nova forma. No final, vamos voltar ao mesmo lugar de onde começamos nossa descida, o mundo do Infinito, onde ambos os desejos coexistem perfeitamente incorporados. Nós também alcançamos a sua adesão absoluta através da nossa escolha, como agimos de baixo para cima, até que todo o desejo de receber adquira a forma completa do desejo de doar. Esse será o fim da correção, a conclusão do nosso desenvolvimento.

Nós vivemos em um momento especial, uma nova era. O que há de novo é que agora, através da nossa escolha, o desejo de doar deve reinar acima do desejo de receber prazer. Isso é chamado de “desenvolver a fé acima da razão”.

Todos os dias nós estamos acompanhados de mais pessoas, cujas misturas anteriores de desejos já foram concluídas. Aos poucos, eles chegam ao seu primeiro livre arbítrio: ir do grau inanimado para o vegetal, para emergir como um ser desenvolvido espiritualmente a partir de um ser inanimado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/02/11, Escritos do Rabash

Um Com O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais os desejos que devemos receber do mundo? O que significa “absorver os desejos dos outros”?

Resposta: É o mesmo que conectar-se ao grupo. Eu tenho uma centelha de amor pelo próximo, chamada “ponto no coração”. Mas ela é apenas uma centelha, que não irá irromper sozinha. Eu tenho que conectá-la às centelhas de meus amigos. Se nossas centelhas se unirem, isso nos suprirá com uma força maior pela correção. Então, nós receberemos a Luz.

O mesmo se aplica ao nosso trabalho com o mundo: a pessoa não tem vontade de corrigir sua alma, a menos que ela se una com “as nações do mundo”. Isso ocorre porque uma parte de sua alma (GE) existe nela e em seus amigos, enquanto que a outra parte (AHP) existe nas “nações do mundo”. A nossa tarefa é unir essas partes a fim de criarmos o Kli (vaso) completo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, Escritos do Rabash

Seus Desejos Pessoais Não O Levarão Longe

Dr. Michael LaitmanPergunta: A disseminação da Cabalá pode servir como trampolim para o trabalho em prol da doação, como faz o desejo?

Resposta: A disseminação é uma prioridade. Afinal, ao disseminar a sabedoria da Cabalá eu dou explicações ao mundo inteiro, para que as pessoas possam despertar. Como resultado , eu vou receber os desejos delas destinados à correção

Os desejos que despertam em nós do movimento mundial do “Bnei Baruch”, naqueles que aspiram ao Criador (Israel), não são suficientes. Nós precisamos guardar os desejos do mundo inteiro; para isso, devemos disseminar a sabedoria da Cabalá. Essa disseminação é considerada como o “Chifre do Messias”.

Graças a esses desejos, seremos capazes de entregar corretamente o método de transformação, tornando-o mais leve e simples a todos. A forma como o apresentamos depende de quem está sentado diante de nós e para quem damos as explicações. De acordo com isso, nós podemos falar de forma mais livre, aberta e simples, porque nós absorvemos os desejos dos outros.

É por isso que precisamos dos desejos daquela parte da humanidade que não pode se corrigir. Então, a força será dada pelo Alto para a parte que é capaz de corrigir-se, de modo que a segunda parte possa ser corrigida através da primeira.

E se há uma parte que deseja o Criador (Israel), capaz de estabelecer uma conexão com Ele, a parte que não tem conexão direta com o Criador deve ser anexada a ela. Assim, ambas (“Israel” e “as nações do mundo”) receberão poderes e se corrigirão.

No entanto, se Israel não estiver mutuamente conectado, não irá receber a força do Alto, já que sozinho o indivíduo não necessita de correção. Ele foi quebrado apenas para transformar os povos do mundo. E as nações do mundo, ou aqueles que não podem despertar sozinhos, não irão receber a força, já que não têm ninguém para recebê-la. Então, as nações do mundo vão dirigir seu ódio e má influência para Israel, a fim de despertá-lo para o cumprimento da sua missão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, Escritos do Rabash

O Ensinamento Do Exílio

Dr. Michael LaitmanUma pessoa existe neste mundo e desenvolve dentro de si o desejo de receber prazer. Para direcionar esse desejo para um desenvolvimento que corresponda ao seu nível, a pessoa recebe educação.

Por milhares de anos o povo de Israel se desenvolveu no exílio. Conforme o crescente desejo egoísta, ensinaram-lhes a Torá como o “ensinamento do exílio”. Eles foram ensinados a viver em seu próprio interesse e mesmo contra o interesse de outros.

Eu quero ser melhor e mais esperto que os outros; eu preciso ter mais respeito dos outros; eu me comparo em relação aos outros. Esta é a educação correta na fase em que cresce o nosso desejo egoísta e ela só compreende a linguagem da recepção, a conquista de tudo ditada pelo seu desenvolvimento interior, o despertar das Reshimot (genes informacionais). Esta é a educação do povo durante o período do exílio.

Então, o ponto no coração desperta na pessoa e ela muda para uma educação diferente: através do grupo ou do seu próximo.

A diferença é crucial. No passado, a pessoa estava à procura de um lucro maior no desejo de receber. A Torá do período de exílio foi planejada para acelerar o desenvolvimento do egoísmo, para dar-lhe um impulso. A Torá foi usada como religião, isto é, como o “veneno mortal”, a fim de se compreender e perceber o mais rápido possível o princípio do “Eu criei a inclinação ao mal”.

No final, depois de termos compreendido e esgotado nosso desejo egoísta, nós começamos  a nos questionar sobre o propósito da vida. Com esta pergunta fundamental, com o ponto no coração, nós chegamos ao grupo.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 7/2/11, Escritos do Rabash

Reunião Em Malchut

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se Malchut é o desejo de receber prazer, como ela reúne todas as almas sob suas asas?

Resposta: Malchut é o desejo de desfrutar. Ela costumava incluir todo desejo de receber criado pelo Criador. Depois, ela foi quebrada para dar a este desejo a capacidade de conhecer a si e o Criador, e, baseado nesse conhecimento, realizar ações autônomas. Em outras palavras, ela se quebrou em várias partes que sentem ódio e desconexão.

Malchut é o ponto onde todas as partes costumavam viver. Agora, por seu próprio livre-arbítrio e esforço, estas partes fragmentadas estão gradualmente voltando à união na mesma Malchut, em sua raiz.

Isso pode ser descrito em outras palavras: a criatura, em sua experiência e percepção, é dividida em várias partes que parecem estranhas entre si. Essas partes devem manter-se unidas até sentirem-se conectadas. Um exemplo de tal união é o superior, Zeir Anpin, que se manifesta de acordo com o esforço delas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 6/01/11, Escritos do Rabash

Fraqueza Não é Um Vício

Pergunta: Às vezes, durante a aula, fazemos perguntas que demonstram a nossa fraqueza que não estamos avançando e conseguindo o esperado. Vejo que você não rejeita tais questões, mas sim continua tentando respondê-las uma e outra vez.

Resposta: Vemos que quanto mais avança uma pessoa, mais ela se sente inútil, impotente, pequena e sem poder. Não se sinta envergonhado, porque nós não nos medimos com galos na gaiola, mas em relação ao Criador.

Se estou em um galinheiro, então eu definitivamente me sinto como um herói. Mas, se o Criador se revela a mim, é natural que eu me submeta. Não há vergonha nisso. Nem posso julgar essas coisas e ignorar uma pessoa, se ela me diz que ela é fraca. Eu estou bem familiarizado com esses estados. Fraqueza não é um problema neste momento. Ao contrário, fraqueza é a realização de si mesmo em sua forma autêntica sobre o fundo da Luz Superior. [Leia mais →]

Diga-me Quem És, E Eu Te Direi Como Teu Mundo Se Parece

Tudo acontece dentro da pessoa. No caminho espiritual, ela começa a compreender que não existem forças fora dela. As forças da  natureza, a força do grupo, tudo está dentro dela, e ela trata tudo como relevante para ela. Nesse caso, o grupo entra, as forças dos amigos aparecem dentro, e a pessoa vê mais claramente que tudo depende do grau de suas qualidades.

Por exemplo: o capítulo da Tora dessa semana (“Mishpatim”) nos fala sobre preceitos judiciários. Ela proíbe se casar sob certas circunstâncias, se deitar com bestas, roubar, julgar injustamente, etc.. Tudo isso se refere a “processos” internos. Uma pessoa precisa construir relações corretas com sua “besta”, “ladrão” e “a mulher de outro”. Tudo é interno. [Leia mais →]

Faça-nos Desejar!

A quem o Criador, a Força Superior, a propriedade onipotente de doação, a Natureza, ajuda? Ela ajuda aqueles que desejam ser como ela. Ela vem para as pessoas que “confiam em sua misericórdia”, isto é, antecipam receber a correção e obtém a propriedade que governa a Natureza, a propriedade de doação. A propriedade chamada “a graça superior” vem especificamente para aqueles que alcançaram tal desejo.

Essencialmente, tudo é dado de acordo com o desejo da pessoa. Eu tenho que trabalhar em mim  para tê-lo mudado e melhorado até que eu realmente deseje doar. Então, eu irei adquirir a propriedade de doação. Assim, nós devemos constantemente pensar somente sobre o desejo.
Verdade seja dita, eu não posso realmente começar a desejar o novo desejo de doar. Se eu quisesse eu já o teria. Afinal, além do desejo, não há nada mais, assim, querer doar é ser aquele que doa. Na medida em que doa, a pessoa imediatamente recebe o que ela deseja para o grau correspondente.

Porém, nós passamos do desejo de receber para o de doar ao desejar doar não seriamente, mas somente de brincadeira. Assim, nosso trabalho sempre descende a uma prece para nos fazer desejar doar. Então, nós recebemos o desejo de doar seguido de uma oportunidade de atualizar essa propriedade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala, 26/1/2011, “Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “O que é isso””

O Pensamento Criador

O ser criado é desejo. O Criador ou Luz criou o desejo, o Kli (recipiente), que se iguala a Ele. Na medida do Seu desejo de satisfazer, completar, evoca a sensação de bondade, ternura e completo bem. Ele criou a necessidade dirigida para Ele, uma necessidade por Suas propriedades que Ele quer que seja manifestada em Sua Criação.

Mas, para se assegurar que esse desejo não se torne automático, que ele funcione, e esforce-se como a Luz, e sinta sua existência, a mente se desenvolve perto dele. A mente é uma consequência, e por isso é a característica humana principal: “O que você deseja?” Isso não se refere a um desejo natural; isso é o que eu antevejo como um bom estado em minha mente. [Leia mais →]