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Corrija Os Desejos Ao Invés De Usá-los

Dr. Michael LaitmanEm nosso mundo, nós existimos no nível animal. Assim, nós podemos extrair da natureza apenas o necessário para o sustento do corpo. No entanto, nós esgotamos seus recursos para as necessidades do nível falante.

Ao contrário do nível animal, o “humano” em mim exige mais: quer dinheiro, honra e conhecimento. Estes desejos não podem ser satisfeitos violentando-se a natureza

Eu posso pegar alguns quilos um metal chamado “ouro” e, assim, satisfazer minha vaidade e desejo de poder. Como o metal se relaciona com a falta de poder? Por que usamos os recursos de um nível para as necessidades de outro? Isso está totalmente errado.

O desejos relacionados com a comida, sexo e família devem ser satisfeitos de acordo com os instintos naturais, que não destroem a natureza, já que você está atuando no nível animal. Se os coelhos na floresta não têm comida suficiente, eles diminuem em quantidade . Assim, a pessoa vive em equilíbrio com a natureza e está diretamente em conexão com ela. Em vez disso, nós nos colocamos artificialmente acima da natureza, explorando seus níveis, a fim de empregar o nível falante.

A verdadeira correção do nível falante deve ser diferente. Nós empregamos a natureza para as necessidades, enquanto todos os outros esforços são dirigidos para a conexão com as pessoas. Portanto, nós temos que corrigir o nosso anseio por dinheiro, honra e conhecimento. Caso contrário, nós destruímos os níveis animal e vegetal, que é exatamente o que estamos presenciando hoje.

Na nossa relação com a natureza, se não empregássemos os nossos desejos por riqueza, honra e conhecimento, haveria  menos de nós na Terra, provavelmente um bilhão. Nossa vida seria mais simples, e não estaríamos explorando nossos desejos, mas sim corrigindo-os. Isso resultaria que viveríamos em equilíbrio com a natureza, nos níveis inanimado, vegetal, e animal, bem como no falante.

Além disso, esse nível nos dotaria com a sensação da essência interna da natureza, a força superior oculta nela. Por ter corrigido os desejos por riqueza, honra e conhecimento, chegaríamos à entrar na natureza e veríamos a profundidade do seu ser, a eternidade e a perfeição.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/1, “Paz no Mundo”

O Lugar Onde Somos Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é essa queda que deve completar o meu desejo, de modo que ela possa curá-lo e levá-lo a algum lugar?

Resposta: Seu desejo é apenas o seu desejo, quando, na verdade, ele deve estar unido com outros desejos. É aí que reside todo o problema: nós não estamos suficientemente unidos. Forças individuais existem em abundância, enquanto que a força coletiva da união não.

Todo mundo lê todos os livros, conhece todas as idéias extravagantes, compreende as fontes, trabalha no grupo, dissemina a Cabalá, e participa das Convenções. Mas a questão é: Será que nós estamos construindo o lugar onde temos que revelar o nosso nível superior? Este lugar é o nosso desejo integral. A integração dos desejos é o lugar onde se encontra o mundo futuro. Será que temos um lugar assim? Será que nos sentimos ligados internamente, de modo que na nossa união revelamos o Criador?

Isso é exatamente o que nos falta; é onde não estamos realizando um esforço suficiente. Precisamos de um campo intenso, da intensidade entre nós, do anseio pela interconexão estreita. Somente nele, neste campo, revelaremos o Criador.

Todo mundo contém enormes poderes; todo mundo está cheio de idéias inteligentes e esforça-se o mais sério possível, mas a união ainda é algo que nos falta. Não temos feito o trabalho suficiente para criar o lugar que nós precisamos.

Todas as almas se elevam à Malchut do mundo de Atzilut, e a Luz desce até ela a partir do Alto. É Malchut em especial quem recebe a nossa oração (MAN), a soma (Σ) dos nossos desejos destinados exclusivamente à união. E é isso que nós precisamos. Clamores individuais não se elevam à Malchut de Atzilut e permanecem apelos inúteis. Ela espera uma carência comum, já que a espiritualidade é revelada no vínculo entre as pessoas.

Assim, diz-se que o número mínimo é de dois indivíduos. Mesmo dois (você e eu), e a nossa conexão, é suficiente. Se nós criarmos essa conexão motivados pelo desejo de encontrar o Criador, ela se tornará o lugar de Sua revelação.

Esse é o problema. Se você não está trabalhando na união, suas reivindicações não são aceitas. Você tem que responder duas coisas:

  1. Você estudou a Torá? Em outras palavras, você se esforçou em amar os outros como ama a si mesmo, por meio da Luz superior, considerada como a “Torá”? Será que você anseia em estabelecer uma conexão com os outros e aprender a amar? É isso que se considera “estudar a Torá”.
  2. Você esperava a redenção? Em outras palavras, apesar de todos seus esforços, você não conseguiu nenhum resultado. Mas, apesar de tudo, você se antecipou a ele? Você elevou MAN para a correção? Afinal, a redenção vem do Criador em um instante.

Estas duas condições são obrigatórias que alcancemos. Não há outra solução. Não se trata de exigências pessoais de alguém, mas de leis. Na realidade, existem apenas duas forças: a qualidade de doação e a de recepção. A conexão entre elas dispõe todo o sistema de causa e efeito da criação para nós.

Eu não posso reclamar da lei, da natureza, da qual sou parte integrante. Assim, a sabedoria Cabalística nos explica como empregar estas forças da natureza de forma correta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, Baal HaSulam, Carta 10

A Profundidade Do Ponto

Dr. Michael LaitmanO Criador criou o desejo de receber na forma de um ponto e quer levar esse desejo à auto realização através de sucessivas ações. Só é possível conhecer algo como resultado do conhecimento do seu oposto.

Consequentemente, o desejo de receber precisa conhecer a si mesmo e ao Criador, um a partir do outro. Em outras palavras, ele precisa conhecer a natureza original e fundamental do desejo de doar, bem como a natureza da criatura, o desejo de receber, que foi criado intencionalmente como oposto à doação. 

Originalmente, a criatura é desprovida de qualquer entendimento e realização de qualquer das naturezas. Ela representa um ponto que é apenas levemente diferente do Criador, e é por isso que se chama “existência a partir da ausência”, enquanto que o Criador é a “existência a partir da existência”. Isso é tudo que existe para a criatura. Ela pode alcançar o restante a partir desde esse ponto: em comparação com o Criador. Enquanto ela se desenvolve em relação ao Criador, a Luz superior, a qualidade de doação, a criatura finalmente se vê o máximo possível oposta a Ele.

Seu crescimento é um conhecimento, entendimento e realização mais profundos. O ponto permanece o mesmo. Ele não muda de forma alguma, além do fato de ganhar uma compreensão cada vez mais profunda de quão oposto é em relação à Luz. Ao alcançar essa profundidade, ele se torna um “monstro” terrível, uma inclinação ao mal, alcançando a grandeza da Luz em sua oposição a ela.

O ponto alcança tudo isso em profundidade, revelando um abismo insondável entre si e o Criador. É impossível preencher esse abismo. Em essência, o ponto percebe o quanto está separado da Luz.

Isso significa que ele está crescendo em sua percepção, entendimento e realização. Ele está crescendo negativamente, revelando sua própria oposição à doação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/11, Os Princípios da Educação Global

Quem Decide: O Desejo Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanSó depois de termos aplicado todos os esforços para unir-nos é que podemos acelerar o nosso desenvolvimento e retornar à sensação autêntica e corrigida da realidade, a fim de acordar deste sonho, desta ocultação, em que existimos. Nós podemos ir pelo caminho do sofrimento, mas isso não é desenvolvimento! Nós não alcançamos um desejo autônomo de voltar à Luz, para o estado de adesão com Ele, em que já existimos no mundo do Infinito.

Nós devemos retornar ao mundo do Infinito e nos fundir com o Criador como um todo, mas fazê-lo por nossa própria vontade e por nós mesmos. Isso não deve ser como era antes, quando, sem ter a intenção, estávamos sob o domínio da Luz que sustentava a nossa conexão com a sua força, apesar da total oposição dos nossos desejos. A Luz simplesmente prencheu-nos sem o nosso consentimento: é assim que nós existíamos na equivalência com ela, sendo apoiado por sua força.

Mas agora temos que alcançar isso por nossa própria autoridade. Primeiro, deve haver o desejo e, depois, seu contato com a Luz. No estado inicial (1), a Luz precede o Kli (vaso). No estado final (3), quando retornarmos à mesma alma unificada, o desejo precede a Luz.

E todos os sofrimentos e aflições que nos empurram para a frente não resultam em avanço real; nós não corrigimos nada assim. Afinal, nós não fizemos nada por nós mesmos. Somente se tentamos agir por nós mesmos, ou seja, trabalhamos na nossa unificação, que alcançamos em oposição ao nosso desejo egoísta, contra a nossa resistência, somente então os nossos esforços são considerados como nossa contribuição para a correção.

Portanto, a Luz nunca vai admitir e permitir-nos progredir sem a nossa participação livre e o desejo de retornar ao estado de unidade. Nós devemos decidir que estamos retornando para a doação: conforme nos unimos contra a força da quebra, que habita entre nós.

A pessoa deve entender que dentro de seus esforços para se unir com os outros, ela encontrará tudo: a força da separação, a quebra, e o ódio, bem como a força para superar esta divisão: a força do amor e da conexão. Somente essas ações vão para sua conta e a aproximam da correção final. Elas são a única indicação de seu progresso.

Em qualquer situação nós precisamos tentar nos ver como um homem com um coração, que representa a nossa alma coletiva.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

Um Esquilo Na Gaiola Ou Um Ser Humano?

Dr. Michael LaitmanNós consideramos apenas a quantidade de desejos e prazeres, sem examinar a sua qualidade. Em uma perseguição incessante por prazer, o homem inevitavelmente começa a enfrentar a questão: “Por que eu preciso disso? Qual é o sentido da vida?”.

No passado, ninguém pensava nisso, com exceção de alguns filósofos, mas hoje muitas pessoas estão perguntando: “Por que estou aqui? Para que serve este mundo? O que há nisso?”.

Esta é uma questão qualitativamente diferente, uma questão essencial. Hoje, uma eterna busca do prazer faz o homem refletir sobre isto em um nível superior: ele quer saber qual é o significado da vida.

Deixando de manter os prazeres e lutando para encontrar novos, eu corro por aí como um esquilo na gaiola. O prazeres podem nunca acabar, mas eu, no entanto, elevo-me do nível animal para o nível humano e me pergunto: “para quê?” .

Nós mesmos não percebemos estas transformações qualitativas no desejo. Isto pareceria: como eu posso me sentir infeliz se cada dia me dá mais oportunidades de desfrutar? No entanto, certa tendência está oculta interiormente, e é por isso que a nova era é chamada de era da depressão.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/11 sobre Os Princípios da Educação Global

620 Pontes De Mim A Você

Dr. Michael LaitmanA total liberdade de escolha que cada um de nós tem, com cada um sendo um pedaço do “Lego” multidimensional da criação, encontra-se em revelar a nossa conexão total com todos os outros na medida em que podemos tolerar isso. Cada pessoa se conecta com todos os outros com sua parte superior (Galgalta Eynaim) e sua parte inferior (AHP), e apenas um ponto permanece de si mesma em que deseja realizar a sua lealdade para com aqueles que estão acima ou abaixo dela.

Nós temos que passar por essa realização do nosso estado de forma gradual, através dos graus do desejo que desperta em nós, até experimentarmos toda a sua espessura (Aviut), em todas as suas formas. Assim, nós estamos continuamente revelando a possibilidade de uma nova e mais multifacetada conexão com as partes superiores e inferiores.

O espaço vazio que continuamente se torna revelado a nós na conexão com o superior ou com o inferior é o desejo que temos de corrigir. O desejo é sempre composto de 620 peças, e, portanto, sua correção é chamada de “cumprimento dos 620 mandamentos”, com a ajuda da Luz que corrige, que é chamada Torá.

È por isso que está escrito que a cada dia a pessoa deve cumprir “620 mandamentos” em virtude de se estudar a “Torá”. Isso significa que ela estuda como usar esses 620 desejos em prol da doação, a fim de unir-se inteiramente com todas as partes da criação, que são maiores ou menores em relação a ela.

É assim que nós alcançamos nosso estado – nós estamos nele desde o início, mas o revelamos por nós mesmos gradualmente. Nós recebemos a força para fazer isso do ambiente, ou seja, das “peças de Lego” com as quais estamos conectados – a partir das partes superiores de nossa alma, cujos AHPs  conectam-se com nossos Galgalta Eynaims, ou a partir das partes inferiores, com cujos Galgalta Eynaims nós conectamos através do nosso AHP.

O Criador sempre nos dá a oportunidade de encontrar as forças para avançar nesta unidade “multidimensional”. É sempre possível encontrar um espaço vazio onde a Torá será revelada, a Luz e os 620 desejos que podemos corrigir, e através deles conectar-nos uns com os outros. É assim que todo este sistema é organizado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11, Escritos do Rabash

Deposite Seu Desejo E Você Vai Receber A Luz

Dr. Michael LaitmanAs 613 Mitzvot (mandamentos) e a construção do Tabernáculo significam a correção dos 613 desejos no homem. Para construir a conexão corrigida e reformada com os outros, temos que nos conectar com eles através de 613 canais, semelhante às veias que conectam todos os órgãos do nosso corpo.

Nós precisamos corrigir esses desejos, mudando sua intenção egoísta de usar os outros para auto-satisfação,  para o desejo de doar. Assim, vamos atingir um estado onde ficaremos interconectados por uma conexão global e integral, como existe na natureza e como o nosso mundo atual exige que façamos.

Imagine que de cada pessoa, 613 desejos estendam-se como tentáculos, esticando-se rumo a todos os outros. Todos os desejos se entrelaçam e criam uma rede de ligação entre nós. Além disso, cada desejo contém cinco níveis de aspereza (Aviut): 0, 1, 2, 3 e 4. Tudo isso se entrelaça e se enrola em uma  grande e espessa camada permeada por uma enorme quantidade de diferentes tipos de ligações.

 Este desejo coletivo composto por todos os nossos desejos é considerado Shechina (Divindade), o Tabernáculo (“Mishkan” ou morada), o Templo, o receptáculo, o nosso vaso integral de doação, Knesset Israel (Assembléia de desejos pelo Criador).

As pessoas que se esforçam para ir “direto ao Criador” (Yashar El) e desejam revelá-Lo trazem todos os seus desejos juntos (Knesset ou assembléia) e constroem o desejo coletivo, onde o Criador é revelado. Este é o trabalho para construir o Templo, a “casa” do vaso que você construiu a partir de seus desejos, de modo que a Divindade se revele nela, isto é, a qualidade espiritual de amor e doação, ou o Criador.

Além disso, você recebe o que inicialmente tinha sido preparado para você e todos nós: a Luz que preenche este desejo coletivo. Assim, isso é considerado como o depósito, uma garantia (Pkudin, depósitos, da palavra Pikadon, recomendações, mandamentos, Mitzvot). Você sacrifica (Makriv) seu desejo anulando o seu egoísmo e, assim, fica mais perto (Mekarev) da revelação do Criador.

Da Lição Semanal do Capítulo da Torá 3/3/11

Exemplos Do Superior

Dr. Michael LaitmanO Criador se revela através de várias formas de doação, mas Ele se revela em nós, no desejo de receber. De outra maneira não sentiríamos essas formas. Elas vêm do alto, mas nós precisamos aceitá-las e nos tornar semelhantes a elas desde abaixo, desde a nossa extremidade.

Isso faz uma grande diferença. Nós temos um exemplo similar em nosso mundo, quando entendemos, vemos, sentimos, e saboreamos algo, mas depois temos que reproduzir essas formas por nós mesmos. Existe um grande trabalho contido nisso. No mundo espiritual Ima rebaixa sua parte mais inferiordentro de Zeir Anpin e dá a ele um exemplo com sua Luz Refletida (Ohr Hozer). Quando o superior atua dessa forma, o inferior não pode falhar, porque vê um exemplo já pronto.

Da mesma forma, nós testamos as crianças com exemplos seguros que não lhes deixa cometer erros. Mas, quando a criança quer reproduzir o que nós mostramos a ela, isso já é um problema. Ela erra e vê que precisa primeiro adquirir força e conhecimento.

Processos análogos acontecem no mundo espiritual. Mesmo que o Criador nos dê exemplos e mesmo que todos os níveis venham do Alto, eles vêm em forma oposta. Faltam-lhes nossos esforços de conectá-los ao desejo e ao entendimento, isto é, esforços no coração e na mente.

Somente ao adicionar nossos esforços no desejo e na mente é que realizamos os exemplos dados pelo superior, transformando-os assim de escuridão em Luz. Afinal, no princípio eles estão imersos na escuridão para nós, porque sentimos que somos incapazes de fazer isso. O Rabash escreve sobre isso no artigo “A Inclusão da Qualidade da Misericórdia Dentro do Julgamento”.

O Criador é chamado de “sábio” porque Ele tem a Luz de Hochma e todas as forças necessárias. A pessoa que toma um exemplo do Criador é chamada de “aluno do sábio”, porque copia as formas de doação do Criador.

Porém, temos que entender que isso não é somente copiar uma ação. Primeiro de tudo, temos que concordar em tomar essas formas, porque isso é algo que não queremos de jeito algum. Se concordarmos, isto é, se nos restringirmos de alguma forma e criarmos um lugar dentro de nós onde elas possam se manifestar, estaremos prontos para perceber essas formas em nosso desejo de receber, e, então, entenderemos como elas são construídas e vamos reproduzi-las. Isso significa estudar a despeito do nosso desejo, junto com o desejo e a mente, até que vejamos como podemos expressar e realizar os exemplos do Criador na prática, por nós mesmos. 

Uma longa cadeia de ações reside entre a nossa disposição de receber um exemplo e trazê-lo â vida. E tudo isso é chamado de “Trabalho do Criador”, porque nós usamos o exemplo que recebemos e o realizamos nós mesmos por meio da força e da sabedoria que também vêm do alto.

Através de todo esse processo nós só precisamos ter o desejo de avançar – o desejo nós recebemos do ambiente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 2/3/11, Escritos do Rabash

Acreditar Nos Sábios

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como combino e organizo adequadamente os três tipos de desejo que experimento aqui na aula: 1) o desejo artificial causado pela necessidade de pedir a correcção do ambiente, 2) o desejo artificial de me colocar num campo que me influencie, e 3) o meu desejo real de me livrar dos pequenos problemas corpóreos que me parecem grandes?

Resposta: Precisamos acreditar nos sábios que dizem que quando uma pessoa trabalha sistematicamente e com a determinação, os seus esforços acumulam uma grande riqueza. Não há outra escolha: apenas continue a esforçar-se.

Os resultados que virão em consequência irão explicar e mostrar-lhe tudo. Não há resposta para si no caminho, quando você não sente, percebe, ou é incapaz de conectar algo. Você só precisa de continuar.

Agora mesmo, você é incapaz de conectar a sua relação com o mundo e o grupo, com o seu sucesso e com tudo o que acontece, e você não liga o Criador e a Cabalá com o seu desejo de se livrar dos problemas e do sofrimento. Para além disso, os Cabalistas não andam por aí a prometer que a Cabalá irá ajudar a libertá-lo dos problemas e do sofrimento.

Na realidade, não temos nada para dizer a uma pessoa que estuda Cabalá. Podemos apenas levá-la à compreensão da importância do objectivo com a ajuda do grupo. Ela irá apenas ver o objectivo quando a Luz vier e a corrigir.

Isto porque a pessoa não consegue ver nada satisfatório ou bom para o seu egoísmo no mundo espiritual com olhos egoístas. Você pode continuar a dizer-se a si mesmo que isto irá ajudá-lo a tornar-se livre de todos os seus problemas e que você irá adquirir o mundo, mas esta não é a forma de avançar.

Conecte-se tanto quanto possa ao ambiente a cada momento da sua vida, para que ele o influencie tanto quanto possível e você terá de conectar-se a ele ainda mais. Você receberá força através disso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/3/11, “Introdução ao Livro do Zohar”

Quando O Indesejável Se Torna Desejável

Dr. Michael LaitmanO objetivo da criação do homem é fazê-lo transformar-se de oposto a semelhante ao Criador, isto é, fazê-lo adquirir a qualidade de agir unicamente para o bem dos outros, em vez de agir apenas em benefício próprio. Esta transformação da natureza pode ser feita através do estudo do Livro do Zohar, porque conforme a necessidade da pessoa, a força que corrige a natureza do homem é revelada durante a leitura.

Mesmo que a pessoa não tenha a menor vontade de mudar e pense apenas no seu próprio bem, mesmo assim, estando sob a influência do ambiente, ela gradualmente concorda que a capacidade de doar é a coisa mais importante em sua vida. Assim, ela estuda com o grupo para que ele possa melhorar a sua aspiração em ser corrigida.

Se os amigos se apresentam como um todo, o estudo evoca o impacto da força oculta, que se manifesta como amor mútuo e doação. Apesar do fato de que ninguém leva a sério a sua transformação, finalmente, sob a influência do ambiente e da força oculta no estudo coletivo do Zohar, todos experimentam mudanças autênticas – todos adquirem a natureza do Criador e sentem o mundo superior.

Da 2a parte Lição Diária de cabalá 24/02/11, “Introdução do Livro do Zohar”