Textos com a Tag 'Desejo'

Desejo Por Relaxamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós encontramos um fenômeno no qual as pessoas participam sistematicamente do programa de educação integral e, felizmente, vêm para os workshops, mas em seu tempo livre, elas se desligam até o próximo workshop. Elas passam o seu tempo na frente de uma televisão ou da Internet, e assim por diante. Que fenômeno é esse? Como podemos trabalhar com isso?

Resposta: Nós podemos entender essas pessoas. A questão é que a pessoa não sente a necessidade em cada momento de olhar para a sua vida através do sentimento de integralidade com toda a natureza. Afinal, ela não está conectada à natureza. Ela está no sofá e vê televisão. É simplesmente o estado animal.

De maneira nenhuma eu quero humilhar as pessoas; eu estou simplesmente falando sobre o que é natural para os nossos corpos. A pessoa quer relaxar: sentar-se no sofá, beber cerveja. O corpo puxa a pessoa para isso.

Se durante este tempo ela estava em alguma sociedade, várias associações com o que ela sente agora, ou sentiu durante o workshop, surgem lá. Mas como esse é o seu estado individual, e agora ela se desconecta do mundo (observa imagens na tela), então ela simplesmente descansa de tudo, desconecta-se, entra no estado animal. Isso vai passar lentamente.

Eu espero que em algum momento os workshops sejam exibidos na televisão. Eles vão ser mais interessantes, atraentes e afiados, semelhante a todos os tipos de séries de televisão. Talvez eles sejam organizados e estruturados de modo que os telespectadores possam participar ativamente deles: cantar junto com os participantes do workshop, atuar com eles em todos os tipos de cenas teatrais, e assim por diante.

Tudo isso pode se tornar um tipo especial de arte, onde há uma direção clara: criar uma sociedade harmoniosa de todas estas situações. E tudo isso vai acontecer na frente dos espectadores e levá-los para dentro, dentro da atividade mútua. Nós estamos apenas começando esse trabalho, e eu espero que, se não formos nós, aqueles que virão depois de nós, irão enriquecê-lo com manifestações de inter-relações que sejam cada vez mais integrais.

Da Palestra sobre Educação Integral 02/04/ 13

Na Linha De Frente Do Palco Da História

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não há desejo pela espiritualidade, como podemos despertá-lo?

Resposta: Nós estamos entre dois estados: ou queremos despertar para o avanço espiritual ou o avanço nos desperta. Ao longo da história, desde o Big Bang que iniciou o universo até hoje, nós temos nos desenvolvido pela força da natureza que nos empurrou para frente através dos sofrimentos. Isto é chamado de evolução. Toda vez, sem termos escolha, nós deixávamos o estado atual e avançávamos para o próximo estado que parecia melhor. Nós nos desenvolvíamos no estado melhor, até que começávamos a sentir que ele não era mais tão bom e nos mudávamos para o próximo estado que parecia ainda melhor.

A menos que sintamos que o nosso estado atual é insuportável, não vamos abandoná-lo, já que o nosso ego aspira ao descanso. Por que eu deveria mudar alguma coisa se me sinto bem? Se o meu braço se sente confortável agora eu não vou movê-lo, mas se sinto que outra posição é melhor e aqui não é tão confortável, isso me foça a mover.

Isso significa que eu nunca mudo pela minha própria vontade, e sempre há forças que me influenciam e agem sobre mim. Quais são essas forças? O braço, como parte do corpo animal, sente-se mal aqui e se sentiria melhor se se movesse um pouco e por isso se move.

É a mesma coisa com tudo na vida. Isso não é diferente da maneira como o vento sopra: há uma pressão num lugar e uma deficiência em outro lugar, um vácuo, e assim as massas de ar se deslocam de um lugar para outro. Deve haver sempre duas forças: uma que empurra e outra que puxa.

Sempre foi assim na evolução da sociedade humana, que passou por muitas transformações de um estado para o outro: a força negativa empurrou-a por trás e a força positiva puxou-a pela frente, na esperança de algo bom.

Agora nós estamos num estado muito especial. Como ele é diferente de todos os outros estados?

Costumava haver um primeiro estado (1) e um segundo estado (2). No segundo estado eu descobri um positivo (+) e no primeiro estado um negativo (-). No primeiro estado a força de rejeição agiu sobre mim e no segundo estado a força de atração. Eu fui de um estado para o outro através dessas duas forças. É a evolução natural, sem livre arbítrio.

O estado em que estou agora é diferente, já que eu tenho livre arbítrio. No estado atual, eu descobri um grande negativo (-), mas não descobri a força negativa, ela dificilmente me empurra para frente. Então, surge uma grande questão (?): Qual é o estado de livre arbítrio? Como posso ser guiado aqui, como posso saber que caminho seguir, o que fazer e o que será de mim? Somente com a ajuda da sabedoria da Cabalá.

Caso contrário, é impossível entender o que devemos fazer, uma vez que em todos os estados anteriores, nós passamos de um nível evolutivo humano para o outro, mas agora temos que passar de um nível humano para um nível espiritual, divino. Portanto, não podemos compreender como avançar e estamos realmente no escuro. Este é todo o problema.

Assim, por um lado, é o livre arbítrio, uma vez que não é o corpo do animal que dita para onde eu deveria me mover. Eu me sinto impotente e a escolha é realmente “acima da razão”.

Portanto, não há nada que possamos fazer sem a disseminação da sabedoria da Cabalá. Aqui, a nação de Israel tem que cumprir sua missão e é por isso que nós estamos num estado tão especial e perigoso. Agora nós chegamos à linha de frente do palco da história e embora fôssemos sempre “vigiados de perto”, agora é mais do que nunca.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/13, “Introdução ao  O Livro do Zohar

A Guerra Com Amaleque

Dr. Michael LaitmanEntão veio Amaleque, e pelejou com Israel em Refidim. Então, Moisés disse a Josué: “Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu vou ficar no topo da colina com a vara de Deus na minha mão” (A Torá, Êxodo, “Beshalach“, 17:08-17:09).

Amaleque é o nosso desejo mais íntimo e egoísta e o inimigo ideológico no caminho para a espiritualidade. A guerra que a Torá fala é a guerra interna, que tem o objetivo de unir mais fortemente, para descobrir dentro de nós desejos mais egoístas, incluindo Amaleque, para subir acima deles e vencer. A fim de competir contra ele, nós precisamos dos “anciãos”, ou seja, os atributos mais corrigidos numa pessoa. Aqui estão descritos muitos atributos e através de sua ajuda, nós vamos para a batalha contra o egoísmo. Ele realmente nos aparece como o inimigo, à medida que o vemos como um adicional “contra nós”, tanto interna como externamente.

Até que a pessoa se desprenda do seu ego interior, ela não sente essa resistência, essa hostilidade, esse ódio em relação à sua natureza. Ela não sente que esta natureza também vem do Criador, que o Criador revela propositadamente esses atributos dentro dela (afinal, “não há outro além Dele”), a fim de ajudá-la a pedir repetidamente que a força superior a corrija, para transcender e ajudá-la a utilizar corretamente todos os seus desejos egoístas anteriores, em doação e amor.

Isto é porque a pessoa não tem nenhum atributo de “doação”. O atributo de doação é o Criador, e a pessoa só tem o atributo de “recepção”. Assim, “receber em prol da doação” (o uso do ego para doar), é uma guerra muito difícil com Amaleque.

Se todas as outras guerras anteriores pela correção fossem criadas a fim de superar o nosso ego para fugir do Egito, para escapar de diferentes tipos de problemas, para subir acima deles, então agora, não há necessidade de subir, mas lutar com o ego face a face.

Nós não estamos lutando com o Faraó, mas simplesmente fugindo dele, pois é impossível fazer qualquer coisa com ele. Amaleque é o mesmo Faraó, apenas numa outra forma, mais interior, da qual é impossível escapar. Nós devemos encará-lo dessa forma, ou seja, a fim de incliná-lo para o nosso benefício e vencer, de modo que nos comprometemos a trabalhar para o benefício da doação.

A principal coisa é que é impossível vencer Amaleque. Portanto, é dito que a guerra com Amaleque continua até o último momento da correção, e ninguém é capaz de vencê-lo sozinho. O Criador deixa Amaleque de “sobremesa”, para a última descoberta, quando o homem finalmente o vence com a ajuda da força superior. Então, todo o egoísmo de uma pessoa muda para “em prol da doação”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Descobrir O Nosso Desejo De Estar Separados

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Fruto dos Sábios sobre a Torá”, “Não é Hora de Recolher o Rebanho”: Quando as 70 almas de Jacó se espalharam em 600.000 almas, as coisas voltaram a ser como eram antes, que o rebanho deve ser recolhido, e a pedra deve ser rolada do poço, e quando faltar força de uma parte, esta provoca a exaustão da medida total. E este é o segredo, que o individual e o geral são iguais e tudo o que foi incluído no geral e tornou-se uma exceção não vem para nos ensinar sobre a exceção, mas sim sobre o geral …e é isso que a fábula no Zohar quer dizer quando fala sobre duas pessoas que estavam num barco e uma estava fazendo um buraco debaixo dela e seu amigo repreendeu dizendo, “Por que você está fazendo um buraco”, e o tolo respondeu-lhe: “O que lhe importa, eu estou fazendo um buraco debaixo de mim”, já que, na verdade, o individual arruína a beleza do todo.

…E este é o significado de uma oração para o público, que o indivíduo não deve ser uma exceção e pedir para si, mesmo que seja para dar alegria ao seu Criador, exceto pelo geral como um todo… uma vez que aquele que é uma exceção e que pede para si, não constrói, mas sim traz destruição sobre si mesmo, uma vez que não pode ser uma exceção sem a vestimenta do orgulho, e ai daquele que traz destruição para sua alma… e cada um deve estar incluído com toda sua força no Israel geral, em cada apelo ao Criador, na oração e no trabalho… pois esta é a natureza da Luz do geral que reside no indivíduo que anula sua individualidade, para que ele não sinta a si mesmo”.

Nós devemos sempre lembrar que todos os nossos pensamentos vêm como “ajuda contrária”, e é graças a eles que podemos ficar mais fortes e nos desenvolver. Nós temos que superar qualquer interrupção e conectar tanto quanto pudermos ao sentimento da família geral, “como um homem em um coração”.

Nós não devemos deixar estes pensamentos, a sensação de que somos todos parte de uma só família. O sentimento geral de “uma família” é o sentimento do Criador que reside entre nós, em nós, se anseiarmos constantemente pelo sentimento de conexão entre nós, apesar de todas as interrupções.

Este é o nosso trabalho. Nós temos que nos lembrar disso e é melhor ainda tentar fazê-lo com nossos pensamentos: manter este pensamento e tentar influenciar a todos os amigos e todo o mundo com nossos pensamentos e transmitir a ênfase nas ações internas. Este é nosso objetivo no momento; nós temos que alcançar a adesão e ter sucesso.

Este é o significado de “Israel, a Torá e o Criador são um”: todos aqueles que anseiam pela revelação do Criador (Yashar – El) na conexão entre eles, seguindo todos os conselhos dos Cabalistas para alcançar a conexão onde o Criador será revelado.

Portanto, mesmo a mais pura oração com a melhor intenção não ajuda se não for uma oração pelo coletivo, pelo geral como um todo, mas é sim uma oração de uma pessoa que se separa dos outros. Não só é inútil, como é prejudicial! Nós devemos considerar a separação e a divisão, especialmente se forem intencionais, como condutas inaceitáveis. É o obstáculo mais sério e devemos tentar extirpá-lo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 17/03/13

Por Que Os Dinossauros Desapareceram?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 18: E não devemos refletir sobre o estado de outros seres no mundo, mas do homem, pois o homem é o centro da Criação, como será escrito abaixo (item 39). E todas as outras criaturas não têm qualquer valor próprio, exceto conforme ajudam o homem atingir sua perfeição. Assim, elas sobem e descem com ele sem qualquer consideração de si mesmas.

Todas as criaturas nos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal não têm valor próprio, não podem se corrigir, e assim sobem e descem junto com o homem. Isso significa que o homem descobre que o universo inteiro, incluindo toda a flora e fauna do planeta, está nele sem qualquer expectativa para si, assim como o corpo material contém todas as fases anteriores da natureza.

Portanto, na medida em que eu corrijo o meu desejo no nível falante, todos os desejos dos níveis inanimado, vegetal e animal estão incluídos nesta correção. Eu realmente sinto que eles estão incluídos em mim, independentemente de sua existência externa. Afinal, eu passei por esses desejos e eles também foram corrigidos e alguns deles desapareceram.

Os dinossauros desapareceram há milhões de anos e foram extintos, e hoje diferentes espécies de plantas e animais também estão desaparecendo, mas os cientistas estão descobrindo novas espécies que não conheciam antes. Isso tudo é uma projeção do que está acontecendo com os nossos desejos. Por isso, não devemos entrar em pânico que a raça humana possa também se tornar extinta. Vários desejos em nós simplesmente foram corrigidos e extintos, terminaram o ciclo do seu papel e desapareceram. Não há mais necessidade  deles, e assim eles “retornam ao pó”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, “Introdução ao Livro de Zohar

Processando O Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu começo a dar alegria ao Criador conscientemente?

Resposta: Na fase de maturidade espiritual (13 anos), quando eu já tenho vasos de recepção que estão prontos para a correção, onde posso receber a Luz com a intenção de a fim de doar. Na medida em que eu recebo, eu realmente dou alegria ao Criador.

Até lá há apenas a preparação, o estado de “pequenez” (Katnut), onde ainda não somos obrigados a fazer coisas “maduras” e somos tratados com generosidade. Nós exigimos de uma criança porque queremos educá-la e não porque ela deve. Ela não tem que preencher todos os requisitos.

Pergunta: Quantos anos são necessários para atingir a maturidade?

Resposta: Não há tempo na espiritualidade. “13 anos” é um nível e nós realmente ansiamos por ele, realmente queremos entrar no estado de Ibur (gestação), entrar no sistema superior e senti-lo como um útero, um ambiente amigável, um ambiente em que os meus amigos pensam apenas em como ajudar a mim e o professor nos orienta à meta. Eu realizo a adesão com eles e por meio deles, como através do cordão umbilical, sou “alimentado” pelas Luzes que me influenciam. Este ambiente é um útero para mim, algo redondo, inteiro, uma esfera redonda em que estou dentro. Eu também sou como uma esfera e não me limito a nada, mas constantemente me restrinjo a fim de me aderir, nada mais do que isso.

Eu valorizo ​​a totalidade do ambiente externo, os amigos e os professores, e eles refletem e projetam os atributos certos em mim. Então meu “pedaço de carne”, o meu desejo, começa a tomar a forma de Adam, um ser humano. O ambiente imprime sua forma em mim, não o ambiente que eu vejo hoje, mas um ambiente diferente, que eu valorizo ​​cada vez mais.

Assim eu me desenvolvo como um embrião, constantemente me aderindo ao ambiente, embora eu esteja constantemente enviando diferentes interrupções e reclamações sobre todo o grupo ou cada um dos amigos. Eu aceito tudo na “fé acima da razão” e continuo trabalhando não em relação ao Criador, mas sim com relação ao ambiente, os amigos, entre os quais já identifico a essência interior.

Então, depois que eu os sinto, eu quero receber a sua marca, sua impressão. Eu espero por sua doação, porque descubro totalidade neles. Eu quero que eles se “imprimam” em mim com força. Eu estou pronto para isso e me esforço para que isso aconteça. Eu realmente correspondo a eles e peço que eles não abandonem, que eles trabalhem comigo e se imprimam em mim.

Tudo depende da Ibur (gestação); é a fase mais perigosa do nosso desenvolvimento. Se for bem sucedida, o resto é muito mais fácil. Toda vez eu recebo uma força mais defensiva, uma força mais forte de superação interior que me permite superar todas as coisas negativas que vejo no grupo. É porque eu olho para o desejo de doar aos amigos através do meu ego e descubro coisas terríveis.

Mas eu continuo a subir na fé acima da razão e digo-lhes para continuar trabalhando em mim, para me processar, para continuar imprimindo-me com a sua marca. Eu quero! Eu abaixo minha cabeça diante deles e estou pronto com antecedência para aceitar tudo o que vem deles.

Se a pessoa realmente quer isso, ela recebe uma marca completa e está pronta para nascer.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo, eu ainda não chego à equivalência de forma com o ambiente.

Resposta: É verdade, mas nada mais é necessário nesta fase. É como se eu estivesse diante de um quebra-cabeça em que uma peça está faltando: a minha parte. E eu enfio meu pedaço de argila na abertura, de modo a que a sua forma corresponda aos contornos das outras partes.

Como você faz isso? Eu peço aos amigos para me empurrar de todos os lados, para me apertar, me amassar, e me empurro para o grupo até tomar a forma correta. Esta forma é “eu” certo, junto todos os Sefirot e Partzufim, com todos os componentes certos.

O Criador é revelado neste quebra-cabeça quando ele está inteiro. Nós projetamos o desejo correto, construímos Malchut corrigida, e nela descobrimos o Criador de acordo com o princípio do “venha e veja”, Bo-re (Criador, em hebraico). Não há outro caminho; nós só podemos fazer isso junto, só se reunirmos pelo menos uma peça do quebra-cabeça humano. Quanto maior for esta peça, maior será a revelação.

Pergunta: Que importância tem em eu entrar neste quebra-cabeça conscientemente?

Resposta: Você deve concordar que o grupo imprima a si mesmo, sua forma externa, em você. A fim de fazer isso você tem que concordar com os amigos em cada questão relacionada com a espiritualidade, valorizá-los como os maiores em nossa geração, pedir-lhes para influenciá-lo, e abaixar a cabeça diante deles, já que o Criador vive neles.

Pergunta: Mas se eu vejo algo que é totalmente oposto…

Resposta: Este é exatamente o nosso trabalho. O desejo egoísta permanece (em preto), mas do lado de fora ele assume uma forma, a forma de doação (em vermelho). Esta é a nossa educação espiritual, que é uma educação “formativa”. A matéria simples que é o desejo de receber não é suficiente. Tudo depende da forma; quando dois tipos diferentes de matéria tomam formas diferentes, nós recebemos uma educação que significa que começamos a compreender a realidade.

Pergunta: Por que é tão difícil para nós sermos incorporados no ambiente espiritual?

Resposta: Porque aqui a inclinação do mal é cada vez mais revelada a mim. Cada vez novos “espinhos” são revelados e cada vez eu tenho que tomar uma nova forma, ceder, anular a mim mesmo, e olhar para todos esses problemas na “fé acima da razão”.

Só ontem tudo foi bom, mas hoje não é mais, e eu tenho que trabalhar em mim mesmo novamente, a fim de ver nos obstáculos as formas corretas que pertencem ao corpo do embrião. No dia seguinte, as dificuldades aumentam e exigem que eu mude minha atitude. Assim, eu sempre supero as interrupções na “fé acima da razão” e me corrijo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Deslizar Sobre As Ondas Do Desejo

Dr. Michael LaitmanOlhando para a criação como um todo, em cada objeto e parte dela, nós podemos reconhecer uma medida do desejo: desejo de preservar a si mesmo, suas propriedades, seu estado. Isso vale para qualquer parte da natureza inanimada, animal, vegetal e humana. Cada uma se caracteriza por determinado grau de desejo, já que o desejo foi a única coisa criada. De nossa parte, nós só adicionamos a ele quando temos a chance de trabalhar acima dele.

Nos níveis inanimado, vegetal e animal, nós vivemos dentro do desejo e não entendemos como isso pode ser mudado em altura, tamanho e aplicação. Por outro lado, o nível humano numa pessoa adquire a capacidade de compreender isso, começar a querer mudar, e aplicar o desejo de uma forma diferente, e esta capacidade de modificar a aplicação e realização do desejo não nos deixa descansar.

Nós vemos como as pessoas vivem hoje: a sociedade dita o tamanho e a natureza do seu desejo. Como soldados, elas lutam para executar as ordens que recebem. Afinal de contas, elas recebem uma impressão que é para seu próprio bem. No entanto, aqueles que recebem uma necessidade adicional para agir acima da sua natureza, acima do seu desejo, que é, de fato, toda a matéria da natureza, são privados de descanso. Eles querem aprender, desejam saber como a matéria, a natureza, pode ser empregada, como se redirecionar e “implantar”, de modo a conseguir algo acima da natureza. Esta é uma abordagem totalmente diferente: não estar dentro da natureza, mas espcialmente acima dela.

Isto é o que a ciência da Cabalá ensina: a usar o desejo sem viver nele, mas acima dele, a fim de continuar buscando a realidade superior. “Superior” significa acima do desejo, acima da matéria da criação. Nós temos que aprender como governar o desejo, para permanecer acima dele sem descer até o fundo, mas, sim, ir com as ondas e usando o sopro do vento, o “espírito” soprando sobre o mar. Nós precisamos viver com algo que está acima dessas “profundezas”, soprar o ar, inflar as velas com o vento e usar a água apenas para deslizar sobre a sua superfície.

Isso é o que nós gradualmente aprendemos neste estudo. Nós aprendemos a usar a nossa natureza, a matéria do desejo, para controlá-lo de fora de nós mesmos, para restringir e transformá-lo na direção desejada, para verificar e modificá-lo, não como a nossa natureza dita, mas como nós escolhemos. Esta capacidade nós podemos obter com a ajuda da ciência da Cabalá, estudando os sistemas que temos que conhecer e, como um todo, o sistema dos mundos, os 125 degraus de mudanças, de calibração do desejo. Nós descobrimos como usá-lo a cada passo do caminho, a fim de conseguir algo acima dele.

Além disso, acima dele, nós alcançamos o grau da força superior que criou este desejo onde toda a humanidade vive. Nós usamos a matéria do desejo apenas para “subir” acima dele e formar para nós um espírito, equivalente à força superior. Este é o equivalente espiritual chamado de “Humano” (Adão).

Assim, nós temos que usar a própria matéria e a força que a criou; nós construímos a nós mesmos a partir de ambas. Esta é a forma como uma pessoa se torna independente da matéria (desejo) e da força (Criador) que criou este desejo, e fica em pé sozinha. Agora, ela é composta de matéria e espírito, mas na forma que encontrou por si mesma e escolheu livremente.

Isto é o que a nossa meta significa, e nós não descansaremos até alcançá-la. É assim que somos feitos. Alguns irão escolher este caminho por necessidade, como simples operários. No entanto, eles terão que entender sua tarefa, embora não em graus elevados, não no nível da raiz causal da criação. Eles vão nos seguir, enquanto que nós não descansaremos até alcançar a equivalência que devemos criar por conta própria, a imagem do Homem, livre tanto da criação como do Criador. Do Criador, nós só aprendemos a construir a nós mesmos à Sua semelhança, mas o Criador não nos obriga a isso. Pelo contrário, é a evolução independente que nos permite perceber que Sua forma é a mais correta, a melhor, mais desejável e profunda.

No entanto, nós não aceitamos a importância dessa forma automaticamente, mas sim, trabalhamos por meio da “fé acima da razão”, nos desconectamos das condições de nossa matéria e da força superior, e nesta desconexão de tudo, atingimos o valor da propriedade de doação, que é o maior que existe.

Essas coisas vão se desdobrar em nós mais tarde, mas por agora elas já devem estar nos dando um pouco de importância e compreensão do trabalho que nos obriga a subir constantemente acima do mundano. Nós buscamos prazer, além de conhecimento, hábitos e todos os tipos de valores que foram plantados em nós. Nós nos esforçamos para subir tão alto quanto possível e desfrutar de mudanças, mesmo que isso não seja muito agradável para a nossa matéria.

Nós simplesmente precisamos nos ​​acostumar a isso. A espiritualidade, ou a nova forma, por meio de pequenas ações, frequentemente nos puxa cada vez mais alto, mais e mais. E a espiritualidade deve ser algo que nós desejamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati # 213

O Desejo, Queima!

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati , 241 “Invocai-o Enquanto Ele Está Perto”: Assim, quando o Criador deseja tirá-lo da floresta densa, Ele lhe mostra uma Luz remota, e a pessoa reúne os restos resquícios de sua força para caminhar na via que a Luz lhe mostra, de forma a atingi-lo.

Mas se a pessoa não atribui a Luz ao Criador, e não diz que o Criador a está chamando, então a Luz é perdida, e ela permanece na floresta.

Cada momento de nossas vidas acontece sob a influência da Luz, a propriedade de doação, o Criador. E se a pessoa tenta revelar esta influência de Cima, para conectar o seu caminho com o Criador, embora ainda não veja, não sinta essa conexão, então ela atribui todos os momentos de sua vida à Causa Primeira, à força superior.

O Criador lhe dá oportunidade de aplicar os esforços, em escuridão e Luz, em várias condições. Devido a isso, a pessoa cria e calibra o seu sentido de perceber o Criador, e a cada passo, a cada evento e estado, em cada situação, ela vê a força do Criador mais claramente como a causa do que acontece, até que ela O revela numa base constante.

Inicialmente, a pessoa tinha apenas uma pequena sensação desde dentro, de alguma fonte oculta. Essa fonte se manifesta em todos os tipos de circunstâncias e, gradualmente, a pessoa se torna consciente de que isso é o Criador demonstrando as formas de relações para com ela. A pessoa aprende a conectar tudo a uma Causa, além da qual não há nada. Subindo acima dos acontecimentos de sua vida, ela compreende: eles são todos concebidos para ela revelar o Criador o tempo todo. É por isso que ela precisa passar por estados diametralmente opostos.

Agora a pessoa vê que tudo é para o melhor, e constrói uma base dentro de si: “Não há outro além Dele, o Bom que faz o bem”. Aconteça o que acontecer, a pessoa compreende que o Criador a desperta, forma, em cada segundo de sua vida. Tudo está direcionado para a conexão com o Criador, que classifica e corrige todas as propriedades de uma pessoa, de modo que em cada uma delas, a pessoa sinta só Ele, como o Bom que faz o bem.

Assim nós avançamos, chamando-O enquanto Ele está perto. Ao se esforçar, a pessoa reconhece que os momentos atuais vieram do Criador; ela precisa entender que os esforços também foram convocados de Cima. O Criador quer que a pessoa O revele. Mesmo um pequeno contato também significa proximidade, e agora é necessário reforçar a conexão que surgiu.

Mas é impossível fortalecer as relações na própria pessoa. Afinal, cada um de nós tem apenas um pontinho minúsculo, que representa o início da alma, um desejo altruísta. Esta é apenas uma centelha da Luz Refletida: a intenção de doar que tínhamos antes da quebra. Portanto, se estou perto dessa centelha, se ela brilha e tenta subir acima de todos os desejos, para que juntos com eles possa estabelecer a conexão com o Criador, então eu devo me unir com outras centelhas, como se fosse antes da quebra, quando todas estavam fundidas na chama geral, na grande Luz.

Nós precisamos desta Luz Refletida com tal poder que, juntos, vamos prevalecer acima do desejo comum do primeiro grau espiritual. Unindo nossas centelhas no fogo geral da Luz Refletida, nós nos esforçamos para estar em doação, na unidade acima do egoísmo e, assim, criamos o primeiro vaso espiritual para doação, e nele, de acordo com a lei de equivalência de forma, revelamos o Criador.

Nós temos esta oportunidade, especialmente depois de tanto esforço investido. Nós temos que agradecer aos amigos que vieram de longe, pelos seus esforços, porque eles vêm à custa de muito trabalho e dinheiro. Tudo isso é adicionado à tela, à Luz Refletida, à superação, que temos que realizar pelo bem da unidade.

Agora nós criamos condições especiais para constantemente nos esforçar em estabelecer contato, não deixando que saiamos da intenção geral, a ideia comum. Devemos viver nela – este é o exercício que permite a entrada para o mundo espiritual. Nós estamos juntos e cada um sente internamente que inclui os outros em si mesmo e que, com eles, é como uma força, uma sensação, na adesão.

Assim, vamos chegar ao nível espiritual, e seremos capazes de voltar à vida normal, e isso não irá nos distrair, mas apenas acrescentar novas camadas de desejos, “material” para queimar, para a Luz Refletida crescer.

Afinal, como a pessoa não pode revelar o Criador com a sua centelha, em nossa unidade podemos revelar a força relativamente pequena de doação. Em comparação com o estado atual, esta será uma grande Luz, a revelação do Criador, algo enorme. Vamos ver e sentir como todas as partes da realidade são interligadas, como a força superior afeta a todos na rede unificada: acima do tempo, em todas as épocas, em todas as almas individuais. Daí, saindo com essa força, vamos começar a entrar em contato com os acontecimentos atuais do mundo, a caminho de casa, em casa, no trabalho…

Assim, nós precisamos reforçar a força de doação, apesar de todos os “distúrbios”, que na realidade são acréscimos do “material” que nos permite manter o fogo. Conforme o desejo de receber for crescendo, ele irá adicionar “lenha” nesta chama, multiplicando a Luz revelada na unidade entre nós, que se torna mais forte na conexão com o mundo.

Portanto, aqui nós devemos ver o início do grande caminho. Afinal, o nosso objetivo final não é só nos unir e revelar o Criador. Há três estágios; o inferior deve ver o superior e estar ciente do superior acima dele. Mais tarde, vamos conectar a força dos distúrbios de todo o mundo a nós e queimá-los no nosso “forno”. Esta força vai se tornar “combustível” para nós e nos ajudará a revelar o Criador entre nós cada vez mais.

Portanto, vocês não devem ser desculpar pelo que acontece após a Convenção, “Eu tenho que começar tudo desde o começo? Onde posso voltar?”. Não, depois dos nossos esforços, quando voltarmos para o mundo, vai ser diferente. Nós teremos forças para conectar o mundo a nós mesmos, fazê-lo nos seguir, e ele vai nos fornecer o “combustível” que acende o desejo de doar que reina entre nós.

E tudo começa com um pequeno ponto, quando a pessoa tenta revelar o Criador, que está atrás de seu desejo pelos amigos e exorta-a a se unir com eles.

Da Convenção de Arava 17/01/13, Lição 1

Que Pedido O Criador Espera De Nós?

Dr. Michael LaitmanRabash. “Shlavei HaSulam“, artigo 13, “Maoz Tzur Yeshuati” (A Fortaleza da Minha Redenção): Mas o principal é que a pessoa deve primeiro ter o desejo de sacrificar o seu desejo de receber. E já que o desejo de receber é a essência da criatura, esta o adora e é muito difícil para ela entender que ele deve ser anulado, pois, caso contrário, é impossível atingir qualquer coisa espiritual. Na corporeidade, nós vemos que a pessoa tem um desejo e uma deficiência, no que para ela diz respeito ser proveniente da interioridade do seu corpo. Há um desejo que a pessoa adquire de sua exterioridade, o que significa de sua parte. Isto significa que, se não houvesse pessoas de fora que gerassem esse desejo nela, a pessoa nunca iria sentir que não tem nada. Somente as pessoas de fora geram essa deficiência nela.

Pergunta: Na verdade, a fim de sentir o desejo dos amigos eu tenho que pedir ajuda ao Criador. Por que não posso adotar o desejo deles sozinho?

Resposta: Cada ação é feita pela Luz. Nós vivemos num mundo com leis precisas e a energia nelas evoca diferentes fenômenos. Esta energia está na matéria. Por que os elétrons, prótons, nêutrons e outras partículas se movem? De onde eles tiram o poder para fazer isso? Afinal, tudo na natureza aspira a estar num estado de repouso absoluto, equilíbrio, igualdade, harmonia e reciprocidade. Então por que a estrutura da matéria está em movimento perpétuo?

É porque existe energia que empurra a matéria à meta, desde o menor detalhe, sobre o qual não sabemos nada, até os mundos completos. Ao mesmo tempo, algumas das ações são absolutas e aplicadas permanentemente, como o movimento de um trem na via, como os processos fisiológicos ou astronômicos que não necessitam nossa aprovação.

Mas há também um nível diferente em que as ações devem ser conscientes. Aqui a criatura deve compreender, reconhecer e conhecer o Criador que sustenta a força, a energia que move o mundo todo. Acima da natureza inanimada, vegetal e animal no nível humano, existe uma partícula de desejo, um ponto no coração, na qual a criatura deve pedir para usar a energia da Luz. Sem esse pedido a Luz não vai aparecer e não vai agir.

Há momentos em que a energia da Luz age sem o nosso reconhecimento, quando ninguém está ciente da existência do Criador. Bilhões de anos de história se passaram nestas fases “inexplicáveis”. Mas depois surge um momento em que a criatura tem que se desenvolver até atingir o estado em que pode conhecer o Criador.

Aqui há um problema, à medida que a criatura sente que está presa em algo no caminho e a vida não flui. Agora ela tem que ativar a força da Luz sozinha, para entender a cada vez, para conhecê-la, e para chegar perto dela. A partir de agora o trabalho é feito em conjunto, como “parceiros”. O Criador está pronto para fazer tudo – como pais cuidando de um bebê – se Lhe for pedido corretamente e for vantajoso para eles. Eles têm tudo o que você precisa; você só precisa fazer o pedido correto, e a mamãe e o papai respondem imediatamente, qualquer que seja o motivo.

Nós sabemos de antemão o que o Criador tem que fazer, nós queremos isso; nós aceitamos isso, e pedimos que Ele realize esta ação. Então, Ele responde sem demora, uma vez que está pronto a nos ajudar com antecedência, como um pai pronto para ajudar o seu filho amado. Isto significa que o nosso trabalho é chegar a uma oração: “Faça tal e tal”.

Portanto, qual é o pedido certo? Qual é o pedido que podemos esperar de uma criança? Nós queremos que ela peça para crescer um pouco, para ficar um pouco mais sábia, para ficar mais forte, para ter um pouco mais de sucesso, para se aproximar do estado de uma “pessoa completa”. Isso é também o que o Criador espera de nós: somente este pedido. Nós temos que entender o que significa crescer, ser gentil, inteligente e saudável, e pedir isso. Este pedido é muito mais egoísta do que o nosso ego neste mundo, mas como nós trabalhamos apesar do nosso ego animal, é chamado de doação.

O que é doação? Para quem e o que você doa? Você simplesmente pede para ser como Ele…

Portanto, por que nós temos que fazer isso contra o ego que constantemente “nos impede”? Porque, caso contrário, não chegaríamos aos esclarecimentos: “O que significa ser como Ele; ser grande em doação”? Se tudo corresse bem, nós permaneceríamos no nível da natureza inanimada. Nós estamos constantemente “parados” e temos que resistir a isso, procurar soluções, descobrir e comparar diferentes atributos; isso nos torna mais sábios e nos ajuda a desenvolver.

Isto significa que a inclinação ao mal foi criada especialmente para nos desenvolver. Afinal, eu posso ser um pequeno besouro, um rato, um gato, um cachorro, um escravo, um servo, um nobre, um ministro, e até mesmo o rei no palácio do Rei. Agora também eu estou no palácio do Rei, mas como faço para vê-lo? Como eu vejo a mim mesmo? Um pequeno besouro que vive sob as escadas.

Assim, somente graças à resistência do desejo de receber nós podemos adquirir mais níveis de compreensão. Portanto, o ego é chamado de “ajuda contrária”. Sem a sua resistência não seríamos capazes de adquirir nada. Isto significa que precisamos reconhecer a ajuda e o que está do outro lado, e depois vamos alcançar o que desejamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/13, Escritos do Rabash

Os Desejos Não Conhecem Barreiras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos nos preparar para a Convenção de Arava nos dias que nos restam?

Resposta: Primeiro, o desejo não é corpóreo. Assim, você não precisa de um cabo para conectar-se com os amigos, a fim de trocar impressões ou construir uma rede de tubos através dos quais os nossos desejos podem fluir de um para outro. A conexão mútua já existe na realidade, e embora os homens não a sintam ainda, eles estão todos cheios do desejo feminino e sentem os resultados da Convenção das mulheres, que ocorreu ontem.

Os desejos não conhecem barreiras, e assim todos os nossos sucessos são transmitidos ao vaso coletivo sem qualquer atraso. Afinal de contas, nós somos todos um único desejo, uma só alma. Se nos unirmos, se atingirmos certa igualdade, esta se espalha não só entre nós, mas em todos os lugares. Não é por acaso que o Rabash se mantinha a par das notícias. Nós vamos ver como os acontecimentos espirituais são refletidos em nosso mundo; através de nossa aspiração ao alto, nós ativamos a espiritualidade e de lá ativamos a corporalidade, e como resultado novas condições são formadas neste mundo.

Hoje, antes da Convenção em Arava, nós temos que sentir como se estivéssemos nos aproximando do Monte Sinai. Durante estes três dias a pessoa se limpa e deve se desconectar, tanto quanto possível, de todas as perturbações diárias. Então, é claro, novas perturbações surgirão em seu caminho, mas elas já estarão de acordo com a conexão para a qual ela se prepara.

Aqui nós devemos nos limitar e desenhar uma linha, um uma verdadeira separação entre as preocupações deste mundo e as preocupações com a Convenção. Nós temos que estar limpos de todas as considerações corporais com o mundo, o que pode ser muito simples se formos para lá e desligarmos nossos celulares. Mas pode ser mais complicado com o grupo. No final, você deve ficar apenas com as considerações espirituais com os amigos, e nós já começamos a nos preparar para isso, ou mais precisamente, não a preparação, mas a realização.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/01/13, Escritos do Rabash