Textos com a Tag 'CABALÁ'

Por Que Existem Tantas Ciências No Mundo

Dr. Michael LaitmanNa sua investigação, a ciência se baseia em nossos sentidos corporais. No entanto, se nós mudarmos nossas propriedades internas e sairmos dos nossos cinco sentidos comuns, seremos capazes de ver um mundo diferente, de investigá-lo, e descobrir  uma nova ciência.

Portanto, a sabedoria da Cabalá é um complemento para todas as ciências do mundo, porque inclui precisamente o que nós iremos ver se mudarmos nossas propriedades.

A Cabalá traz toda a criação a uma forma única. Como ciência, ela se baseia em um princípio simples: o desejo (a matéria) e a Luz (a forma revestida na matéria).

Se você estudá-los irá entender toda a natureza e as manifestações, tanto no particular como no geral, tanto em nosso mundo como em todos os níveis dos mundos superiores. Um princípio único atua em todos os lugares. A Cabalá é uma ciência universal. Se você a segue, você sempre pode determinar onde você existe e que manifestações e   efeitos você observa.

Com sua ajuda, você pode pesquisar os macro e o microcosmo, onde você tem apenas um princípio: as dez Sefirot. Você pode mergular nelas ao nível dos detalhes mais sutis, ou você pode estudá-las de forma geral. As mesmas leis agirão em toda parte!

Em nosso mundo todas as ciências diferem drasticamente entre si: biologia, botânica, astronomia, etc. É difícil traçarmos um paralelo entre elas. No entanto, se tomarmos uma base simples, o vaso e a Luz, apenas uma lei permanece. A diferença está apenas na espessura do desejo (o nível de Aviut).

Os mesmos eventos sempre acontecem nele, mas eles diferem de acordo com a espessura/grossura da matéria, e como resultado, eles demonstram o mesmo fenômeno em ciências paralelas, como a física, química, biologia, zoologia, etc.

As ciências relacionam a matéria em diferentes níveis (2, 3, 4), biologia, zoologia, geografia, etc. As  mesmas formas aparecem na natureza inanimada, nos animais e nas plantas. O processo é o mesmo em qualquer lugar e a Luz está impressa na matéria da mesma maneira. No entanto, nós percebemos a mesma forma de maneira diferente, porque a matéria é diferente.

Portanto, a Cabalá é a ciência mais universal. Nós devemos destruir os estereótipos da ignorância, que afirmam que a Cabalá não é uma ciência, mas sim misticismo e meditação cheios de  segredos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá, “A Sabedoria de Israel em Comparação com a Ciência”

Cabalá: A Revelação Da Realidade Inteira Dentro De Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Certa influência desce até nós a partir da raiz superior (o pensamento da criação), de Cima para baixo através de todos os mundos e, finalmente, chega ao ponto final, este mundo. Ela inclui as partes  exterior e interior: os cinco mundos superiores e os seres criados.

O universo inteiro é formado por mundos e almas que existem dentro dos mundos. A sabedoria da Cabalá examina tudo, exceto a raiz verdadeira: como ela se dissemina de Cima para baixo e depois retorna, de baixo para cima. Tudo isso acontece em relação à realização da pessoa.

Há alguém chamado de “homem” dentro deste sistema (até agora, não sabemos quem ele é). Tudo o que está sendo revelado em relação a ele é chamado de sabedoria da Cabalá.

Neste momento, eu existo na realidade deste mundo, e percebo tudo através dos cinco sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato. Eles me ajudam a revelar e perceber o que acontece fora de mim, mas eu não sei o que está realmente acontecendo lá.

Os físicos dizem que estamos sendo influenciados pelas ondas e que não existe nada além de ondas. Os químicos dizem que estas são reações entre certas substâncias, moléculas. No entanto, o que importa é que eu percebo certas influências e reajo a elas. Esta é a minha percepção interior, e os outros podem reagir de uma maneira diferente.

Todos nós somos pessoas e agimos da mesma maneira. Por esta razão, nós como que percebemos as mesmas coisas. Um outro ser pode sentir uma realidade diferente. Cada ser percebe o mundo de acordo com suas qualidades, caráter, e genes informacionais. Pessoas, animais, insetos, plantas, e até mesmo rochas  percebem a si e seu ambiente de diferentes maneiras.

No entanto, a Cabalá só fala da forma como os seres humanos percebem o mundo. Embora existam diferenças mesmo aqui, nós ainda temos certa percepção comum. Nós ainda nos entendemos. Nossas impressões coincidem de tal forma nos níveis inanimado, vegetal, e animal, que estamos totalmente em sintonia com eles.

As dificuldades na percepção só começam no nível em que a psicologia humana, as características individuais, as percepções e as sensações começam. Se examinarmos apenas a influência sobre os cinco sentidos, os quais ainda não foram deformados pelos fatores psicológicos da percepção, então tudo o que percebemos neles é referido como a percepção deste mundo, até aqui sem os nervos e os pensamentos sobrepostos nela.

Quando nós atingimos a totalidade dos cinco mundos espirituais dessa maneira, isso é chamado de sabedoria da Cabalá: toda descida de Cima para baixo, do começo ao fim, e a volta do fim ao começo, todos os objetivos e sistemas, causas e conseqüências, tudo até o último detalhe. Assim, a Cabalá explica quem é o homem, sua finalidade, as razões para a necessidade de descer de Cima para baixo, e o que nos aguarda no final da subida.

Esta sabedoria incorpora tudo. Ela incorpora a física, a química e a vida de uma pessoa neste mundo. Tudo está lá dentro. A Cabalá é a revelação de toda a realidade dentro da pessoa que a alcança.

A pessoa ascende através dos mundos espirituaia e alcança a realidade em uma de suas partes: no primeiro, segundo, terceiro grau, e assim por diante. Quando ela sobe ao grau seguinte, torna-se claro que todos os graus anteriores estão incluídos neste grau.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/2011, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Karl Marx E A Cabalá

Dr. Michael LaitmanKarl Marx percebeu muito bem todas as conclusões Cabalísticas e manifestou-as bem abertamente, mas, ao mesmo tempo, de modo confuso para as pessoas pequenas, como Lênin e seus companheiros. O Baal HaSulam escreve sobre isso.

As obras originais de Karl Marx indicam claramente que ele supunha que quando as pessoas começarem a trabalhar com seu egoísmo, elas vão perceber que isso é impossível. Tecnicamente, isso é o que as pessoas na Rússia sentiram quando começaram a construir o socialismo depois da Revolução. Mas elas seguiram um caminho que Karl Marx definitivamente nunca pensou que fosse acontecer: o caminho da força.

Quando você está definindo uma condição de “amor ao próximo”, você não pode impor essa condição: a lei através da força. Esta foi uma invenção russa. Isso nunca pode existir!

Mas os Bolcheviques transformaram tudo dessa maneira, e no final criaram o terror e mataram quarenta milhões de pessoas. Ainda assim, isto não levou a nada. Você não pode alterar artificialmente a natureza humana, de acordo com o seu próprio caminho, especialmente por meio da força. É impossível. Ao se referir à natureza, será que você pode realmente fazer alguma coisa contra ela?

Esta ideologia do chamado “amor ao próximo” foi sempre imposta através da força até os anos finais do regime soviético, até que as pessoas tinham ficado completamente decepcionadas com tudo. Parecia bonito por fora, mas entendíamos que não era nada, a não ser o terror por dentro.

Karl Marx assumia que as pessoas perceberiam a necessidade de se juntarem e entenderiam que não há lugar para a exploração, que o capitalismo é corrupto, que a socialização dos meios e resultados da produção é necessária. Nós vamos chegar a isso de qualquer maneira. A crise mundial está levando a isso. Nós não podemos evitar isso.

Karl Marx escreveu todas essas condições Cabalísticas como leis econômicas: todas as pessoas devem ser compensadas pelo seu trabalho apenas com o que elas precisam para existir em nosso mundo. Isto se refere a qualquer coisa que seja necessária para cada pessoa existir normalmente: um apartamento, um emprego, uma família, férias, aposentadoria, saúde, educação infantil, tudo o que alguém precisa no nível do nosso mundo, na nossa sociedade humana normal. Cada pessoa deve ter isso.

Mas tudo além das necessidades torna-se propriedade pública. E ela só deve ser usada em benefício da sociedade, e apenas na medida necessária para essa sociedade. Só então estaremos em equilíbrio com a natureza.

Lição 3 da Convenção de Berlim 28/01/2011

O Que A Cabalá Dá A Uma Pessoa?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o foco da Cabalá e o que ela pode dar a uma pessoa?

Resposta: Quando a infância termina, os olhos da pessoa aos poucos começam a se abrir e ela se vê em um mundo particular. É possível viver nele sem pensar muito; simplesmente viver “como todo mundo”, observando os outros. Mas, possivelmente, a pessoa queira entender um pouco mais da vida. Tudo depende da necessidade interna da pessoa, que a empurra.

A pessoa quer descobrir a realidade ao seu redor: seu quarto durante a sua infância, depois o seu quintal, cidade, país, mundo, todo o planeta; então, ela vai para o espaço sideral. Mas no final, ela começa a compreender que todas essas tentativas não lhe trazem satisfação.

Hoje, a humanidade perdeu até o interesse pela exploração do espaço. A única coisa que resta dela é o uso mercantil para o funcionamento de celulares via satélites ou para espionagem. Não estamos mais inspirados por viagem espacial para galáxias distantes. O desejo interno do homem mudou e não aspira ao longínquo, às distâncias cósmicas, mas, ao contrário, aspira para dentro.

Então a pergunta é: De onde é que isto vem e para quê? Pela primeira vez na história humana, não estamos simplesmente tentando fazer “mais”, mas primeiro queremos entender: Por que deveríamos fazê-lo? Esta é uma questão sobre a nossa raiz: de onde é que vem tudo? E para onde é que está me levando?

Ano após ano, torna-se mais difícil para as pessoas vender algo novo, e isso porque elas já estão saciadas com tudo. Isso não significa que elas não tenham desejos, mas que você simplesmente não pode dar-lhes o que elas querem! É por isso que elas ficam insatisfeitas, desiludidas, e começam a usar drogas para esquecer tudo isso.

Elas precisam de uma resposta sobre o sentido da vida, e não simplesmente como organizar uma existência bem alimentada e confortável para si mesmas, que seja agradável ao corpo animal.

Isso pode ser visto até mesmo na moda, pelo quanto mais simples e livre ela se tornou. Isso indica que o homem está se tornando livre de valores materiais, à medida que ele não vê mais sentido e satisfação neles. Ele simplesmente quer se sentir confortável e não sente a falta de algo material, sem focar ou cuidar excessivamente isso.

Isso faz toda a diferença. Eu preciso de um carro, uma casa, e mil coisas diferentes para viver confortavelmente. Mas eles não são interessantes para mim por si mesmos. Eu simplesmente quero proporcionar conforto para mim mesmo, mas eu realmente não preciso de nada. Eles tornam minha vida mais fácil, e isso é ótimo, mas tudo isso não é um fim em si. Quero descobrir algo mais, algo maior.

É aí que surge uma pergunta interna sobre a essência ou significado da vida. A pessoa já não pode encontrar ajuda no desenvolvimento da tecnologia, ciência, filosofia ou psicologia; nada será capaz de responder a esta pergunta. E isso ocorre porque é uma questão sobre a sua raiz: de onde é que eu venho? Será que eu tenho um propósito maior, além desta vida animal?

Eu já esgotei esta vida, mas o que mais eu posso receber? Mais um brinquedo super na moda ou uma TV? Você pode inventar qualquer entretenimento possível, mas tudo isso vem de um nível do qual eu não tenho mais interesse. E eu não sou o culpado! Dentro de mim há questões despertando que pertencem a outro nível.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

A Geração Determina Tudo

Dr. Michael LaitmanNão depende do Cabalista o momento em que a sabedoria da Cabalá deve ser disseminada. Ele recebe um sinal do Alto como uma revelação: a rejeição do mundo em certo grau e um esforço para realizar sua missão.

Estes sinais são totalmente claros, e ele os entende, pois vive na realização espiritual. Devido ao fato de que ele está conectado com a força superior no sistema espiritual, ele vê como ela organiza essas condições para ele.

Ele também não escolhe o método. Não existem outros métodos; há apenas um. No entanto, em cada geração, surge uma nova necessidade, e, portanto, o Cabalista é capaz de explicar mais do que era exigido anteriormente.

Os Cabalistas das gerações passadas conheciam todo o método. Você realmente acha que Moisés ou Rashbi não estavam familiarizados com ele? No entanto, eles não podiam expressá-lo abertamente, e é por isso que eles escreveram em uma linguagem codificada.

Na nossa geração, como o Baal HaSulam nos informa, o Cabalista não apenas tem a oportunidade, mas a obrigação de revelá-la. Surgiu a geração que exige evolução espiritual. Por isso, os Cabalistas revelam-na.

O tipo e o grau da revelação são determinados pela geração, e não pelo Cabalista, porque a necessidade da geração é o que importa. Por exemplo, se não houvesse alunos na minha frente durante a aula e se eu não absorvesse seus desejos, eu não teria nada a dizer. Mesmo que eu tivesse a realização, ela não seria revelada ou renovada.

Portanto, individualmente com a câmera, eu posso expressar algumas coisas mundanas, mas não posso revelar nada de novo, como fazemos durante nossas aulas diárias. Isso acontece porque um novo desejo desperta no mundo a cada dia, e através dos meus alunos que estão espalhados ao redor do mundo eu sinto a necessidade comum.

Isso inclui todas as perguntas e desejos, como a falta de perfeição, esforçar-se para revelar as telas, a qualidade de doação e a interconexão. As sensações de milhares de meus estudantes que estão presentes na lição ficam concentradas dentro de mim, e eu as coleto como uma mãe que sente a necessidade de alimentar seu filho. Então, à medida que nossos estudos continuam, eu vejo algo novo nos textos e na minha percepção, que não existia antes.

Isto ocorre todos os dias, mesmo que ninguém perceba isto. Os sábios dizem que há uma razão: “dos meus alunos eu aprendi mais do que tudo”. Por quê? Porque eu recebo o desejo dos alunos, o que me permite aprofundar na matéria da criação.

Do Cabalá para Principiantes, “Quem é Cabalista” 13/12/10

Um Laboratório Experimental Dentro De Você

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é tudo. Não há nada além de suas fronteiras. Ela inclui o homem e todo o seu mundo, não importa onde ele esteja. Tudo isto existe somente na percepção do homem, enquanto que o nosso estudo de plantas e animais através da zoologia, biologia e botânica é apenas um estudo de como o homem os percebe. Na verdade, todos são forças expressas desta forma em relação a mim.

Eu até estudo o Criador a partir do modo como Ele se revela em relação a mim. Através de toda a realidade eu O revelo como a raiz. A realização desta raiz é o objetivo de toda a investigação. O universo inteiro desenvolveu-se exatamente para que o homem revelasse a Raiz. Toda a realidade é o meio para estabelecer uma conexão entre o homem e a Raiz, o Criador.

O Criador não é um símbolo religioso, mas a raiz de tudo, Aquele que controla tudo, a causa primária e fonte de tudo o que existe, assim como o objetivo. Está escrito: “Eu sou o primeiro e Eu sou o último”.

A raiz significa que tudo começa a partir Dele e Ele determina como cada evento irá ocorrer. E tudo acabará por terminar com Ele também. Está escrito sobre Ele, “O Uno, Único e Singular” e “Não há outro além Dele”, que é Bom e faz o Bem.

Mas é impossível investigar a realidade com a ajuda da ciência da Cabalá sem antes mudar a si mesmo. Apenas um Cabalista pode ser um pesquisador nesta ciência, porque ele a revela a si. É impossível investigá-la como um observador externo, como fazem as outras ciências.

Por exemplo, eu já estudei metalurgia, onde costumávamos recolher amostras de metal. Nós esquentávamos uma amostra, a resfriávamos, testávamos sob pressão, e verificávamos a influência de diferentes adições e ligas. No entanto, eu permaneci a mesma pessoa que investiga o metal. Eu podia jogar fora a amostra de metal e pegar outra no dia seguinte.

No entanto, na Cabalá você tem que estar dentro da amostra de teste! Você tem que assumir suas qualidades. Você não apenas aprende a entendê-las um pouco e a senti-las de fora, do jeito que costumamos experimentar as coisas que nós investigamos. Na Cabalá você tem que estar dentro da própria matéria, assumir a mesma forma, e de acordo com essa correspondência você será capaz de compreendê-la.

Somente depois que você constrói dentro de si o modelo dela, é que você será capaz de verificar e investigá-la. Você investiga a si mesmo! O Criador (Boreh) significa “Venha e Veja” (Bo – Reh). Eu não vejo nada do lado de fora. O Criador está dentro de mim. Conforme o grau de nossa equivalência, o qual eu conquistei, eu digo: “Este é o Criador! Este é o meu Deus”.

Cada pessoa tem que vir a conhecê-Lo: “Do menor deles até o maior”. Mas para isso é preciso estar disposto a mudar sua natureza e substituí-la pela natureza do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Mitos E Realidade

Pergunta: Desafortunadamente, eu fui criado para acreditar que o Criador é um homem velho sentado em algum lugar no céu. Agora que eu estudo Cabalá, eu entendo que essa é uma falsa percepção. Como eu posso me livrar desses estereótipos da infância?

Resposta: Isso não está relacionado à infância de alguém. A humanidade desenvolveu tais mitos muito tempo atrás. É natural para nós imaginar a existência de algo desse tipo. Histórias têm sido contadas de geração em geração sobre a força existente que as pessoas associam com imagens que tem braços e pernas, tudo de acordo com o entendimento das pessoas.

O Criador não tem imagem nem forma. O Criador é a Natureza, e uma vez que ambas as palavras têm o mesmo valor numérico, elas representam o mesmo objeto. O Criador é a lei geral da Natureza, e a Natureza é a força. Nós também somos forças, mesmo que nos pareça que imagens, matéria, e natureza existem nos níveis inanimado, vegetativo e animado. Tal como vemos várias imagens na tela da televisão, nós vemos tudo nesse mundo exatamente do mesmo jeito. Nós o imaginamos em nossas cabeças.
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Como Reconhecer Um Verdadeiro Cabalista

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: Do mesmo modo que o rei Salomão não conseguiu impedir Asmodeus de se sentar no seu trono, fingindo ser ele até que chegasse a Jerusalém, os sábios da Cabalá observam a teologia filosófica e se queixam que eles roubaram a casca superior de sua sabedoria, que Platão e seus predecessores gregos haviam adquirido enquanto estudavam com os discípulos dos profetas em Israel. Eles roubaram os elementos básicos da sabedoria de Israel, e usaram uma capa que não era deles. Até os dias atuais, a teologia filosófica está sentada no trono da Cabalá, sendo herdeira abaixo de sua mestra.

Os filósofos gregos estudaram com os profetas, visto que a Cabalá era aberta a todos desde os tempos de Abraão. No entanto, eles não podiam subir até a altura da realização espiritual porque isto exigia um enorme esforço. É por isso que os filósofos tomaram apenas a parte externa da sabedoria, isto é, o objetivo deles não era corrigir a natureza humana, mas apenas adquirir conhecimento.

O primeiro sinal pelo qual você pode distinguir um Cabalista é ver de quem ele é aluno. É impossível receber a realização espiritual sem ser um aluno dedicado e próximo de um verdadeiro Cabalista. Embora ser estudante de um Cabalista genuíno não garanta o sucesso espiritual, ao menos é a primeira condição necessária para alcançá-la.

O segundo sinal de um Cabalista é que a sua metodologia deva estar voltada apenas para corrigir o egoismo do homem. Isto é precisamente o que distingue a Cabalá dos antigos filósofos gregos (religiões, crenças, metodologias espirituais, e assim por diante). Eles roubaram a casca externa da Cabalá (discursos sobre os mundos superiores, o mundo vindouro, recompensa e castigo, e assim por diante) e começaram a usar e desenvolvâ-la egoisticamente, a fim de manipular, e não corrigir a natureza humana.

Estes são os dois principais sinais que diferenciam um Cabalista de um não-Cabalista. Além disso, não apenas a filosofia, mas todas as metodologias em geral, inclusive aquelas científicas, empregadas pelo homem na esperança de corrigir o mundo e alcançar uma vida melhor, corrigida, e mais ou menos suportável, demonstram a sua falsidade no final.

Isto pode não se manifestar nas conclusões científicas em si, mas na afirmação de que, desta forma, é possível corrigir o mundo e trazer felicidade para a humanidade. Até que isto seja claro como o dia, as pessoas normais, nas quais o anseio especial pela espiritualidade (o ponto no coração) ainda não despertou, não tratam seriamente a Cabalá.

Assim, somente a pessoa que estudou com um Cabalista reconhecido pode ser um Cabalista. Um verdadeiro Cabalista também oferece um método de correção do egoísmo, não todos os tipos de “milagres” ou ações físicas, com a ajuda das quais a pessoa supostamente recebe recompensa ou punição do Alto.

Em outras palavras, isto não é nem religião nem um sistema de crença, nem  filosofia nem  teologia, e nem mesmo as ciências naturais do nosso mundo, mas um método para corrigir o nosso egoísmo, com o objetivo de alcançar a união e o amor. Este método só pode ser revelado às massas depois que a humanidade convencer-se de que todos os outros métodos não podem conduzi-la à salvação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/1/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 19

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

Qual é a essência deste desenvolvimento, que é alcançado através da Torá (a correção pelo caminho da Luz, como é dito: “Eu criei a inclinação ao mal, e dei a Torá para a sua correção, de modo que sua Luz nos levará de volta ao bem”) e Mitzvot (o egoísmo do homem consiste de 613 desejos egoístas, que devem ser corrigidos pelo oposto, chamado de cumprir os 613 mandamentos)?

Tenha em mente que é o reconhecimento do mal dentro de nós. Esse engajamento nas Mitzvot pode, de forma lenta e gradual, aperfeiçoar aqueles que se aprofundam nelas. E a escala na qual medimos o grau de refinamento é a medida do reconhecimento do mal dentro de nós.
– Baal HaSulam, “A Essência da Religião e Seu Propósito”

Através dos prazeres sutis nós sentimos que quando trabalhamos com sinceridade para Ele, para agradá-lo, desenvolve-se dentro de nós um reconhecimento relativo à baixeza dessas centelhas de amor-próprio – que são obstáculos no nosso caminho para receber o sabor sutil da doação ao Criador.
– Baal HaSulam, “A Essência da Religião e Seu Propósito”

Um Mecanismo Para Atrair O Criador

Existe um triângulo e nós-todos os sete bilhões de nós – estamos no fundo dele. Quanto mais perto nós chegamos uns dos outros, mais revelamos o Criador. Tudo depende se nós combinamos com Ele ou não.

Nós O podemos repelir ao repelir todos os demais. Na medida em que eu rejeito outras pessoas, eu rejeito o Criador e então o experimento como mal e como sofrimento. Na medida em que eu desejo estar mais perto dos outros para que todos nós nos unamos, eu começo a sentir o bem que vem d’Ele.

Eu não posso influenciar o Criador diretamente. Ele está oculto de mim e eu não posso alcançá-lo, me agarrar a Ele, trazê-lo para mim, ou forçá-Lo. A única coisa que eu posso é executar ações em meu âmbito abaixo. Se nós agimos juntos aqui, abaixo, então nós O influenciamos na mesma medida. Essa é toda a sabedoria da Cabalá: trabalhar com cada um, nos acercarmos juntos, e na medida do nosso sucesso, nós trazemos o Criador para perto de nós mesmos. [Leia mais →]