Textos com a Tag 'CABALÁ'

A Base Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é oposta à opinião do leigo, porque a espiritualidade é oposta à materialidade. A espiritualidade concentra-se exclusivamente na doação, enquanto que a materialidade refere-se à recepção, de acordo com suas correspondentes intenções. Apesar de julgar a partir das ações da pessoa, isso nem sempre é claro.

Na espiritualidade, é fundamental nunca dividir a criação em diferentes forças, opostas e contraditórias, mas sim atribuir tudo a uma única força: “Não há outro além Dele”. Essa é a base da Cabalá.

Portanto, nós devemos atribuir a uma única força o que nos parece bem e mal, em todos os graus. A pessoa deve se ver segurando duas rédeas: a força do bem e a força do mal. O Criador segura essas duas rédeas do Alto: o bem e o mal, e através delas conversa com o homem, a fim de ensiná-lo.

É preciso entender que a atitude do Criador chega até a pessoa dessas duas formas, isto é, que a mesma força superior está agindo, seja com a sua frente ou com a parte de trás: o Criador ou Faraó. Então, a pessoa cresce com a ajuda das duas forças, e é grata tanto pelo mal quanto pelo bem. Afinal, ambos vêm para aproximá-la da adesão com a força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/11, Escritos do Rabash

A Ciência Exterior É Limitada

Dr. Michael LaitmanA ciência está se desenvolvendo e gradualmente se aproximando da Cabalá. Vamos esperar que, devido à crise que a ciência está atravessando atualmente, sejamos finalmente capazes de explicar a razão para isto e onde se encontra o limite da ciência exterior.

Nós temos que compreender que a ciência é baseada no que nós descobrimos em nosso desejo de receber prazer. Se este desejo egoísta se desenvolve de certa maneira, a ciência que descobrimos neste desejo se desenvolve da mesma forma.

Portanto, nós ainda temos que descobrir novas e avançadas formas de ciência. Nós iremos encontrar uma multiplicidade de fatos novos, mas não saberemos o que fazer com eles. Vamos descobrir uma infinidade de pequenos detalhes que só nos confundem.

Nossa capacidade de entender as conseqüências do conhecimento científico e classificá-los será extremamente pequena e vai cair drasticamente. Embora tenhamos novas descobertas, elas não serão boas para nós. Encontraremos fatos novos, mas não saberemos o que fazer com eles.

Isto é o que está acontecendo agora na educação e em outras áreas que se relacionam com as pessoas. Talvez a Cabalá consiga se aproximar das ciências externa e pelo menos explicar o motivo pelo qual isso está acontecendo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

A Ciência Para Além Dos Limites

Dr. Michael LaitmanA filosofia recusa-se a confiar somente em experimentos científicos, e às vezes tira conclusões apenas com base na imaginação humana. Mesmo uma teoria totalmente abstrata, quando se considera que suas conclusões intelectuais estão acima dos fatos reais, é também considerada filosofia.

Enquanto você trabalhar como uma máquina, como um cientista, com base em factos rigorosos, você não vai cometer erros. No entanto, assim que você se separa deles e começa a “filosofar”, suas conclusões não valem nada. Isso é o que afirma a Cabalá.

Por um lado, a Cabalá parece diminuir a pessoa, transformando-o em uma “máquina” que opera de acordo com um sistema simples. Mas, por outro lado, ela está pronto para presenteá-la com novas possibilidades, novos instrumentos de percepção. No entanto, ela adverte que não devemos subir acima da nossa racionalidade, porque vamos cometer erros. Ela nos oferece novas ferramentas de investigação, a fim de revelarmos o mundo ainda mais.

A mente humana alcança “os céus”, mas a pessoa não pode subir acima deste limite; este é o seu limite. As ciências externas vão até este limite, mas não vão além porque vão começar a filosofar. Em vez disso, a pessoa tem a possibilidade de continuar a prosseguir seu experimento científico com a ajuda da Cabalá.

A razão para a eterna luta entre a Cabalá e a filosofia é porque a filosofia se intromete na área onde age a Cabalá. As ciências externas não vão lá. Elas trabalham estritamente dentro do seu campo: a investigação nos instrumentos egoístas do conhecimento.

No entanto, hoje, estamos alcançando um estado especial em que a ciência está chegando ao “céu “, seu  limite. A Cabalá quer continuar as experiencias científicas com o homem para além deste limite, usando o mesmo princípio estrito, mas baseando-se em fatos óbvios, sobre “o que os olhos podem ver”.

É por isso que ela precisa expulsar filosofia dessa área e mostrar que não há lugar para ela lá. Afinal, a filosofia vai lá com fantasias e a Cabalá vem com instrumentos reais de pesquisa (qualidade da doação).

Embora seja verdade que, para investigar esta área da realidade,  a pessoa precisa ter novos órgãos de percepção e uma nova abordagem baseada na força de doação, em vez da recepção. É por isso que a Cabalá é chamada de ciência superior. Mas ela não deixa de ser uma ciência!

 Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/10, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Livrando-Se Das Ilusões

Dr. Michael LaitmanA Filosofia e a maioria das pessoas em geral acreditam que o mundo material nasceu do espiritual. Na verdade, a Cabalá afirma o mesmo: Após a quebra dos mundos e da alma coletiva, os desejos perderam suas telas, tornaram-se egoístas, e desceram cada vez mais, até que caíram “neste mundo”. Isto definiu a nossa existência neste mundo e todos os nossos sentidos, os órgãos de percepção.

Consequentemente, nós “chegamos” aqui a partir do mundo espiritual e de nenhum outro lugar. De uma forma ou de outra, a corporalidade é conseqüência da espiritualidade. A única questão é se o mundo corpóreo separou-se completamente do mundo espiritual, ou se ele ainda tem alguma conexão indireta com ele?

Nem a filosofia nem as ciências naturais deste mundo estão aptas a analisar a força da doação, estando apenas dentro do desejo egoísta. Por esta razão, elas não têm contato com o mundo espiritual e só podem imaginá-lo.

Existem experimentos “científicos” sobre o que se considera ser a “alma”, ou uma suposta conexão a ela que possa ser compreendida, os quais se baseiam em definições incorretas do mundo espiritual. Também existem argumentos filosóficos de pessoas que carecem de instrumentos de investigação e uma conexão real com o mundo espiritual, isto é, uma abordagem científica, e eles simplesmente supõem coisas.

As pessoas podem imaginar qualquer coisa. Não há limites para a imaginação humana. Por exemplo, havia observações sobre as mudanças de peso do corpo humano antes e depois da morte. Supostamente, a diferença determinava o peso da alma. É assim que eles pesavam a alma. Eles também registravam impulsos elétricos no cérebro no momento da morte, e consideravam que esta era a manifestação da alma deixando o corpo.

E sobre as diferentes alucinações no cérebro no momento da morte clínica, cuja natureza é semelhante aos sonhos? Estas foram consideradas como sendo sensações do mundo espiritual, onde a pessoa “sobe” e depois “volta”  para nós quando recupera a consciência.

Todas estas mentiras são causadas pela ausência de uma definição correta do mundo espiritual. É por isso que as pessoas ficam confusas e pensam que podem tocar o mundo espiritual e examiná-lo.

No entanto, o mundo espiritual é uma realidade que está acima do nosso desejo egoísta, acima da nossa matéria. É aqui que surge o problema da percepção da realidade, porque as pessoas estão confusas sobre o que é a matéria. Uma famosa definição estabelece que a matéria é uma realidade objetiva que nos é dada por nossas sensações. O que eu percebo? É o meu desejo.

Isto é confuso para as pessoas. Elas pensam que a matéria são corpos sólidos, líquidos, os quatro elementos: fogo, água, ar e terra, ou os níveis inanimado, vegetal, animal e o humano da natureza. No entanto, os Cabalistas dizem que a matéria é o desejo, e nós examinamos o desejo que é, de fato, nosso!

Isto é totalmente confuso para nós. Eu vejo um tubo de metal na minha frente que sou completamente incapaz de mover, e estou sendo informado de que ele é meu, e existe dentro de mim. Aqui, as pessoas ficam totalmente desnorteadas, e fica muito difícil falar com elas desse ponto.

Em outras palavras, é necessário superar muitos obstáculos, até atingirmos um ponto de vista e a definição de todos os fenômenos que nos permitam ver a realidade juntamente com os cientistas e os filósofos. Até agora, todos estão no seu próprio nicho, o que leva a uma enorme confusão.

O principal problema está nas diferentes definições de “espiritualidade” e “corporalidade”. Mais frequentemente, as pessoas assumem que a cultura e as diferentes atividades humanas estão incluídas na vida espiritual. Nesse sentido, dançar é algo espiritual.

Estas definições incorretas realmente confundem as pessoas e evitam conversas sérias. Por esta razão, antes de tudo, o mundo precisa dar definições corretas da espiritualidade e corporalidade, vida e morte, e a realidade superior.

Desta forma, nós vamos resolver todos os problemas. As definições corretas precisam estar bem enraizadas em sua mente, e você deve ver a realidade apenas através delas. Então, você certamente não vai errar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá, 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Todas As Ciências Examinam O Criador

Dr. Michael LaitmanHá uma conexão histórica entre a Cabalá e a filosofia. A filosofia parece ser o alicerce de todas as ciências. Há milhares de anos atrás, não havia ciências separadas, como matemática, física, química, biologia, geografia e astronomia. Um cientista fazia tudo e era até médico, ao mesmo tempo.

Este conhecimento geral era chamado de filosofia, que se traduz como “amor à sabedoria”, conhecimento. Johann Reuchlin, famoso filósofo do século XVI, escreveu: “Meu professor Pitágoras, o pai da filosofia, tirou seus ensinamentos dos Cabalistas… ele foi o primeiro que traduziu a palavra Cabalá, desconhecida de seus contemporâneos, para a palavra Grega filosofia”.

A conexão entre a Cabalá e a filosofia, e todas as ciências em geral, é muito profunda. Realmente, a ciência já faz parte da revelação do Criador, de Suas ações, que não se revelam apenas através das sensações do corpo, mas através do mecanismo em nós que se chama  “homem” e que já pertence ao nível humano, embora ainda seja uma pessoa deste mundo.

Antes de sua conexão com a Cabalá, a ciência antiga desenvolvia-se no nível animal. Foi só depois que a Cabalá se revelou ao primeiro homem (Adam HaRishon) e desenvolveu-se por vinte gerações (de Abraão em diante), visto que ela revelou as ações do Criador, que a ciência moderna deste mundo pode surgir sobre esta base.

Nós não vemos uma conexão entre uma e outra. Afinal, a ciência normal é construída com base na mente humana e nas sensações, o desejo egoísta de receber prazer, onde revelamos o mundo, e ela parece estar desconectada da Cabalá e do mundo espiritual. No entanto, na realidade, isso não é assim, porque ela examina as mesmas ações do Criador, que só se revelam em uma matéria diferente, egoísta.

Estas são as ações do Criador que apontam para a conexão entre as partes da realidade. Por esta razão, mesmo as ciências naturais regulares são uma espécie de revelação do Criador, só que em nosso nível terrestre.

Isto ocorre porque não existe nada no Universo exceto o Criador, e tudo o que revelamos são Suas ações. Só nós podemos revelá-Lo em nosso desejo egoísta, e isso é chamado de ciências naturais. Nós também podemos revelá-Lo no desejo de doar, e isso é chamado de Cabalá.

No entanto, isso é a revelação do Criador em ambos os casos. O Criador é um, e Ele não se divide em dois. Somos nós, os investigadores, que O dividimos desta forma, dependendo dos desejos onde O percebemos.

Do lado do Criador não há separação; todas as divisões acontecem em relação a nós. É assim que nós recebemos o eterno problema de como uma coisa se conecta a outra e como elas influenciam-se mutuamente.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria Cabalística e a Filosofia”

Para Cada Um De Acordo Com Sua Capacidade

Dr. Michael LaitmanToda pessoa tem que estudar Cabalá de acordo com sua capacidade.

Nós temos que nos sentar à mesa de estudo de novo (após o colapso deste projeto na Rússia), a fim de reexaminar a idéia socialista (“cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade”) à luz dos fatos e contradições que se manifestam em nossos tempos.

E nós não deveríamos ter medo de fazer um avanço conceitual, pois preservar a vida está acima de tudo. (Não deveríamos ter medo de revelar que a fonte da correção do homem e da sociedade é a Luz Superior. Diante da ameaça de destruição e de ter sofrido certo processo de desenvolvimento, as pessoas serão capazes de apreender isto)
– Baal HaSulam, Jornal “A Nação”

A Cabalá E As Sete Ciências Externas

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá fala sobre o mundo espiritual e as forças que operam na natureza. Estas forças influenciam a matéria do nosso mundo, criando várias imagens, o que resulta em um universo inteiro com tudo preenchendo-o:  objetos inanimados, vegetação, animais e pessoas. Mas nós vemos tudo isso na tela, na parte reversa do nosso cérebro, e é por isso que nos parece estar na nossa frente. É assim que nós imaginamos a realidade.

É por isso que a ciência da Cabalá está separada deste quadro totalmente falso, mesmo que ele nos ajude a atingir a profundidade da criação, suas intenções e o caráter do Criador. No entanto, em essência, a ciência da Cabalá nos ensina como ir desta imagem externa ao estado interior, verdadeiro, onde apenas duas forças permanecem: a força do Criador e a força da criação.

Claro que cada uma delas se divide em muito mais partes, forças e ações específicas. Mas, em essência, estamos falando apenas de forças: o desejo de receber, o desejo de ter prazer, e o que acontece entre eles. Isto compõe toda a ciência.

Se a ciência fala sobre a interação destas duas forças fundamentais, então nós temos a ciência da Cabalá. E se ela fala sobre vários resultados delas nos diferentes níveis da matéria – inanimada, vegetal, animal e humana, então temos as ciências deste mundo.

É obvio que essas ciências são verdadeiras, porque elas nos dão conhecimento sobre o comportamento exterior, através do qual é expressa a ação dessas duas forças internas. Mas essas ciências são muito limitadas e nós só podemos confiar nelas dentro das fronteiras do nosso limitado mundo.

Acontece que a ciência da Cabalá, que explica as duas forças fundamentais que operam na natureza, é a base para todas as outras ciências. E isso não inclui apenas as ciências naturais que estudam a natureza e o mundo exterior, tais como física, química, biologia e zoologia, mas também aquelas que pertencentes diretamente ao homem, tais como música, dança e arte.

Tudo isso também faz parte das “sete ciências extenas fundamentais ” porque nos dá conhecimentos sobre as habilidades do homem de perceber e sentir seu mundo.

 Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/2/11, “Introdução ao livro Panim Meirot uMasbirot “

Uma Motivação Para Nascer Mais Depressa

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Baal HaSulam escreve que antes de começar a estudar Cabalá, é necessário entender o que ela é. Como pode a sua linguagem ser percebida por toda a gente se é tão complicada?

Resposta: Entender o que é a sabedoria da Cabalá significa adquirir a tela, de forma a erguer-se acima do seu egoísmo e ver as acções espirituais. Então, você será capaz de entender um professor Cabalista e aprender dele o que fazer a seguir. Você compreenderá e será capaz de verificar tudo o que ele lhe disser na prática, mesmo aqui e agora, tal como é feito pelos estudantes normais neste mundo.

Mas até você nascer na espiritualidade, como posso eu explicar-lhe o que quer que seja? É como se eu falasse deste mundo a uma criança ainda não nascida que está ainda na barriga da mãe. Assim falam os Cabalistas para nós de outro mundo. Nós residimos neste mundo, dentro desta esfera, como numa bolha, enquanto nos é dito o que ocorre fora dele.

Assim, os textos Cabalísticos trabalham por nós apenas como “um remédio milagroso” (Segula). Os artigos são escritos para os principiantes, mas O Estudo das Dez Sefirot está escrito para aqueles que nasceram na espiritualidade, que são já “bebés espirituais” que podem ouvir acerca do mundo superior. Graças a isso, eles avançarão, começarão a explorar o novo mundo em que nasceram.

Para aqueles que estão ainda dentro da barriga da mãe, isso é apenas um estímulo, uma motivação para nascer assim que possível.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/2/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Os ABC’s Da Sabedoria

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por milhares de anos, o método da Cabalá tem sido esboçado por pessoas especiais, os Cabalistas. Hoje, disseminamo-lo por entre as massas. Não estamos assim a perder a profundidade desta sabedoria?

Resposta: Sem dúvida estamos. Mas temos de fazê-lo de qualquer forma. Nós somos aqueles através dos quais ela flui para os outros.

Os seus pais, por exemplo (com o devido respeito), foram pessoas comuns, não foram santos sagrados. Eles trouxeram-no a este mundo e deram-lhe uma educação em seu nível. Nós fazemos o mesmo.

Obviamente, ao disseminar a Cabalá por entre as massas, nós “corrompemo-la”. É o que chamamos baixar os npiveis espirituais que descendem do mundo Infinito. Ainda assim, não temos escolha. Consegue uma criança receber toda uma ciência de uma só vez? Não, nós temos de dar-lhe uma versão simplificada, bem ajustada ao seu nível. Independentemente do que tenha de lhe explicar, mostrar, ou alimentar, tudo tem de encaixar no seu estado actual.

O modelo para isso é o texto O Zohar para Todos. Nós pegamos o comentário do Baal HaSulam sobre O Livro do Zohar e removemos dele todos os materiais suplementares que não estavam relacionados com a ideia principal. Verdade seja dita, eles também são necessários. O Baal HaSulam não fez nada ao acaso. Ainda assim, na fase actual, isso nos impede e, mais do que isso, impede a nossa vasta audiência de se aproximar do Zohar.

Quando abri o primeiro livro na minha vida, vi as palavras escritas em letras grandes, “MÃE, CASA, SOL”. Assim, devemos fornecer às pessoas informação que lhes seja fácil digerir. Mais tarde, à medida que aprendem, elas subirão a níveis mais elevados.

A escada espiritual realmente “corrompe” a Luz superior, que fica fortemente reduzida à medida que desce aos níveis inferiores. É esta a sua natureza, visto que, de outra forma, os inferiores não seriam capazes de absorver uma gota que fosse de Luz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/2/2011, Escrituras do Rabash

A Cabalá Como Uma Ciência Aplicada

Dr. Michael LaitmanComo qualquer outra ciência, a Cabalá se baseia unicamente em experimentos. Olhe para um pequeno ser humano, como ele cresce: era assim que evoluíamos no passado.

Ao longo dos milênios, nós continuamente resumimos todas as nossas observações e, gradualmente, as transformamos em ciência. No entanto, todas elas se baseiam unicamente em experimentos, e nada mais. Estes experimentos constituem o alicerce de todas as ciências.

Se algo não é testado experimentalmente, não é uma ciência. Ele pode ser um produto da sua imaginação, e outra pessoa pode vir com algo parecido. Apenas dados estritamente recorrentes, resultados de experimentos, podem ser transformados em ciência.

Suponha que hoje eu estou no meu laboratório e estudo certa propriedade ou fenômeno. Consequentemente, eu escrevo um artigo para uma revista científica sobre o comportamento do fenômeno em questão. Posteriormente, os resultados apresentados no artigo são testados em outros laboratórios e lugares, e os cientistas escrevem seus comentários. A ciência é feita de todos estes elementos.

Isto é como foi ao longo de milênios. Mas hoje, nós não desenvolvemos a ciência da Cabalá, mas sim a aplicamos.

Desde hoje, a sabedoria da Cabalá já está explicada e demonstrada no papel. Não temos nada a acrescentar, exceto pelos materiais que escrevemos para ajudar a nos e a pessoas como nós. Ou seja, suponha que há certas propriedades físicas superiores, e isso é escrito para estudantes, crianças em idade escolar, leigos, ou para várias aplicações práticas. O mesmo se aplica à Cabalá.

Hoje nós lemos o Livro do Zohar, as obras do ARI, que estão expostas e comentadas para nós nos livros do Baal HaSulam. Essencialmente, nós não temos nada a acrescentar. Há também artigos e cartas, isto é, outros materiais que recebemos do Baal HaSulam. De forma prática, é isso.

Além disso, nós só podemos escrever sobre o que observamos e vemos em nós mesmos, de modo a ajudar outras pessoas que avançam conosco ou nos seguirão. Ou seja, nós não desenvolvemos a ciência, mas a adaptamos para aqueles que chegarem até ela.

Da Lição 3 Convenção de Berlim 28/1/11