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Quando Tudo Não Está Certo

laitman_202_0A sabedoria da Cabalá conduz uma pesquisa muito mais precisa e objetiva do que qualquer outra ciência. No decorrer deste estudo, nós aprendemos que há apenas uma força, um fator, que atua na realidade. Portanto, nós a caracterizamos com a frase “Não há outro além Dele”.

Este não é um nome ou uma definição, é apenas a maneira que queremos enfatizar a singularidade desse fenômeno. Estudando a nós mesmos e toda a realidade em todos os graus e níveis, nós podemos ver que somente a Luz Superior opera e organiza tudo.

E seu corolário, a partir de certo ponto, dividiu-se em dois. A Luz Superior afeta alguma coisa e nós determinamos se a matéria é contrária à Luz de acordo com suas propriedades ou corresponde a ela. Esta é a característica principal da matéria: a capacidade de permanecer num estado de oposição ou equivalência.

Por conseguinte, os nossos experimentos podem mostrar resultados contrários. Se a matéria dos nossos desejos é oposta à Luz, nós a sentimos como escuridão. Se nós nos preparamos para o encontro com a Luz e correspondemos a ela, pelo menos parcialmente, nós sentimos isso como uma bênção.

Não há nada na Luz, seja bom ou ruim, apenas a propriedade que se manifesta em doação, amor, satisfação, avanço e desenvolvimento. E tudo depende do vaso, do ser criado.

Nisso, a preparação do vaso para receber a luz é realizada pela mesma Luz. Na verdade, ela é primordial; ela marcou o início da criação, todo o processo. Ela fez com que toda a matéria se desenvolvesse. Mas a matéria em si é desprovida de qualquer capacidade de realizar qualquer coisa.

Considere de onde as partículas atômicas (prótons, elétrons, nêutrons, etc.) extraem força para se mover sem parar e tão rapidamente? Elas não param, não diminuem a velocidade, há bilhões de anos. Como pode ser isso?

A Luz as supre com energia. Ela é primordial e age. Caso contrário, cada partícula acabaria parando, o que de acordo com os físicos é equivalente ao seu desaparecimento. Toda a matéria existe devido ao poder da Luz, a força de doação. Esta força dá energia à matéria morta através do seu desejo, de modo que ao receber, ela começasse a se mover.

Por que a matéria tem que se desenvolver nos graus da natureza inanimada, vegetal, animal e humana? Para se tornar como a Luz no fim do desenvolvimento. Em direção a esse objetivo, a Luz empurra todas as partículas e seus compostos, sejam eles átomos, moléculas, incluindo os organismos biológicos ou formas espirituais, inerentes à matéria, que já é capaz de realizar a doação, semelhante à Luz, até que finalmente os dois se tornam iguais.

A Luz faz tudo isso. Não existe qualquer outra força agindo no processo. Nós dizemos sobre tudo isso: “Não há outro além Dele”.

No entanto, essa força superior quer dar algo maior ao ser criado, matéria morta originalmente como pó, como é dito: “Pois do pó és, e ao pó retornarás”. A Luz quer dar vitalidade a esse pó, não nos graus em que ele inevitavelmente se desenvolve, transformado na natureza vegetal, animal e humana. Não, o ser criado se destina a se desenvolver numa direção particular acima de sua natureza e adquirir uma natureza superior.

Isto se torna possível devido à quebra dos vasos, pois a Luz “corrompeu” o desejo que ela criou, cortou-o em várias partes, penetrou a matéria à força e deixou nela um desejo egoísta de receber para satisfação própria, a inclinação de desfrutá-la, de desejá-la e fazer só isso.

Como resultado, o desejo se tornou completo oposto ao Criador. Agora, não é apenas o ser criado, um produto, porque tem seu próprio impulso para resistir ao Criador, para estar em antagonismo com Ele. A força dominante, o poder exigente, foi revelado no desejo.

Então, a Luz Superior, o Criador, começa a “brincar” com o desejo que é oposto a ela. Um determinado sistema de relações é formado e se desenvolve entre eles; eles se influenciam mutuamente.

O ser criado começa a entender que está num mundo complexo. Primeira ele se comporta em nosso mundo como o “animal superior”, cria a ciência, a cultura, a educação, e formas de sociedade humana se desenvolvem… até que uma crise ocorra. Então, o desejo percebe que algo está errado aqui.

Hoje, a humanidade entrou exatamente nesta época; ainda não é a verdadeira crise do paradigma básico, mas o seu limite. A partir desta época, a moral deve ser feita: nós estamos no sistema, numa rede de forças.

Todos interagem harmoniosamente, criando uma única rede, focada na matéria, ou seja, na natureza vegetal, animal e humana, a fim de levá-la à autorrealização. Em outras palavras, para que ela comece a perceber o que ela é.

Isso se torna imediatamente claro: é possível compreender apenas se o ser criado aprende quem o controla, quem está do outro lado. De fato, é possível investigar e compreender qualquer coisa apenas a partir do oposto, como o preto sobre um fundo branco.

Portanto, nós percebemos que “não há outro além Dele” a partir do estado oposto, quando temos a certeza de que não há ninguém além de nós mesmos. Aos nossos olhos, nós mesmos somos a força ativa na realidade, e ninguém mais.

Com esta confiança, nós vamos em frente de forma ousada e decidida, até que sob uma chuva de golpes “em nossos próprios corpos”, nós aprendemos que algo está errado. Algo não vai bem na medida em que a crise global vem, e não há nenhum sucesso em nada. Nada ajuda, nem a razão ou os sentidos, nem a ciência ou a cultura.

Acontece que somos estúpidos, ingênuos, e não podemos sequer estabelecer nossa vida ou as relações cotidianas normais. Mesmo os animais de alguma forma se tornam confortáveis. E nós, ao contrário, destruímos as vidas daqueles que estão próximos e distantes, usando toda a nossa força e conhecimento.

Essa é a nossa natureza e não podemos ir contra ela. Nossa natureza má é mais forte do que a nossa mente. Não intelecto não ajuda a lidar com ela. Nós gostaríamos de estabelecer relações saudáveis; nós produzimos tanto que poderíamos criar um paraíso na terra para todos, mas não somos capazes disso. Em vez disso, temos apenas dificuldades e problemas, ameaças e medo do amanhã.

Assim, a minha natureza reina sobre mim e eu não posso fazer nada sobre isso.

Como resultado, as pessoas se tornam conscientes de toda a baixeza de sua própria natureza. E isso, de fato, é o melhor ponto de partida. Baal HaSulam o indica na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, explicando que perguntas nós fazemos no final do nosso desenvolvimento: “Qual é o sentido da nossa vida, os anos que nos custam tão caro?” “Por que estou aqui?” – e em seus pensamentos apenas esta pergunta persistente permanece.

Em última instância, explica Baal HaSulam, esta pergunta deve nos levar à realização da necessidade da revelação do Criador. Se uma pessoa está pensando para que ela vive, qual o significado da sua vida, ela finalmente chega à conclusão: “Há algo acima de mim. O fato é que não posso organizar a minha vida. Até a minha natureza está além de mim”.

A solução é formulada da seguinte forma: “Venha e veja que o Criador é bom”. Em outras palavras, a partir de uma necessidade real nós realmente podemos chegar à revelação do Criador, e então veremos que Ele age em tudo. Nós veremos que toda a distância percorrida foi necessária apenas para obter golpes e finalmente compreender que a nossa única saída é revelar a força que age no ser criado e o faz se mover.

Da Convenção de Los Angeles “Dia Dois” 31/10/14, Lição 3

Contos: As Escolas De Cabalá

Dr. Michael LaitmanDesde o momento em que uma pequena parte dos babilônios se juntou a Abraão e começou a trabalhar junto em unidade mútua, o ponto de partida do povo judeu começou.

Embora ainda não fosse um povo formado, o grupo de discípulos de Abraão, que eram cabalistas, recebeu dele o método de unidade com o propósito de revelar o Criador e começou a avançar.

Do ponto de vista Cabalístico, avançar não diz respeito à história de sua mudança da Babilônia para a terra de Canaã, a descida para o Egito e retorno à terra de Israel, mas ao crescimento de seu egoísmo e sua ascensão constante acima dele. De fato, a ideologia com a qual eles concordaram na antiga Babilônia continuou a agir neles.

No processo do crescimento do egoísmo, o povo gradualmente começou a mudar e se tornou mais sofisticado, tanto egoisticamente como altruisticamente. Sua unidade passou por várias metamorfoses e assumiu diferentes formas.

Portanto, a escola de Abraão se transforma na escola de Isaac, depois na escola de Jacó, depois José, e, finalmente, na escola de Moisés. Todos eles representam uma variedade de movimentos das pessoas a uma revelação cada vez maior de ego e a subida acima dele.

A escola de Isaac representa o desejo do povo de romper com seu egoísmo e subir firmemente acima dele. Este é o sacrifício de Isaac, quando a pessoa está pronta para abater seu egoísmo. De fato, num primeiro momento, ela acha que esta é a única forma de manter o seu avanço.

Depois é formada a escola de Jacó, que acredita que não se deve matar o egoísmo, mas equilibrá-lo com a propriedade da misericórdia, representada por Jacó. Afinal, quando a misericórdia começa a usar corretamente a propriedade de Isaac (a brutalidade do julgamento), então ela se transforma na propriedade de Israel, que significa direto ao Criador.

Este é um avanço sério, onde tanto as forças egoístas e altruístas estão se unindo, com o egoísmo remanescente na parte inferior e o altruísmo subindo sobre ele. Assim, subindo e descendo de forma síncrona, eles se movem juntos. Esta é a forma como as pessoas crescem, compondo as duas partes da natureza dentro de si, e na simbiose correta entre si, elas revelam o Criador.

O movimento espiritual de Israel gradualmente leva as pessoas ao Egito. O desenvolvimento no Egito significa que o egoísmo das pessoas aumentou ainda mais, até o nível do Faraó, e elas foram obrigadas a subir sobre ele.

O Faraó representa o egoísmo, sobre o qual a pessoa não pode simplesmente subir e usar. É necessário ser puxado rapidamente para fora dele, corrigi-lo em pequenas porções, transformando-o em altruísmo.

O povo de Israel, estando no cativeiro egípcio, ou seja, num estado extremamente egoísta, descobriu que não poderia seguir a ideologia de Abraão. Um novo líder, cujo nome era Moisés, surgiu entre eles. Ele foi capaz de organizá-los para que eles entendessem que o progresso deve se basear no desprendimento do egoísmo. Isso significava que eles tiveram que escapar do cativeiro egípcio, o cativeiro do egoísmo, e, lentamente, começar a corrigir suas partes.

Enquanto estavam no Egito, sob a pressão de um ego enorme, o povo estava no mesmo confronto como na antiga Babilônia. Moisés compreendeu que era necessário fazer mais um esforço, sair do Egito e ir para a terra de Canaã, como quando o grupo de Abraão veio da Babilônia.

A terra de Canaã simboliza o estado espiritual que dá às pessoas a oportunidade de se unir internamente, subir acima do egoísmo e afastar-se dele, ou seja, deixar o Egito, ir para o deserto do Sinai e dirigir-se à terra de Israel.

Esta é a essência da escola de Moisés, o seguidor direto de Abraão. Na história do desenvolvimento espiritual, não há nenhuma personalidade mais brilhante do que Moisés. Afinal, o grupo de Abraão veio da Babilônia depois de subir sobre o egoísmo manifestado e isso era o suficiente, mas agora seus seguidores, ao escapar do Egito, não só deve subir acima de um enorme ego, mas também corrigi-lo gradualmente.

De KabTV “Contos” 22/10/14

De Um Pequeno Riacho Ao Grande Mar Da Totalidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a atitude da Sabedoria da Cabalá para o desenvolvimento moderno do mundo? Para onde o mundo avança? Será que vai haver um fim para a situação que chamamos de “crise”?

Resposta: A tradução da palavra “crise” do grego significa “um novo nascimento”, ao invés da destruição do velho. Basicamente, a destruição do velho significa que o novo já existe. Ele surgiu, mas nós ainda temos que descobri-lo.

Como podemos passar por este estado do nascimento de um novo mundo com conforto, rapidez e agradavelmente?

Nós sempre temos nos desenvolvido com a ajuda do ego que tem consistentemente nos empurrado através de todas as estruturas sociais, até que agora já atingimos um estado em que perdemos totalmente o desejo de evoluir. A exploração do espaço, o desenvolvimento da natureza, e uma ampla gama de estudos científicos têm gradualmente diminuído.

Pela primeira vez na história da humanidade, nós sentimos que o nosso ego nos faliu por completo.

O mundo está afundando no niilismo, na falta de atividade, numa falta de vontade de criar qualquer coisa. Nós vemos que, mesmo com as melhores intenções, tudo o que fazemos, em última análise age contra nós. O mundo à nossa volta não nos faz felizes e não nos proporciona situações agradáveis. Não quereremos trazer filhos ao mundo ou estabelecer famílias, nem vemos nada de bom no futuro. E tudo isso é porque o nosso ego se esgotou, e não temos mais nenhuma motivação para avançar.

E agora?

A sabedoria da Cabalá revela toda a imagem da realidade para nós. Ela diz que, neste momento, nós estamos numa encruzilhada na história em que temos que mudar a nossa natureza egoísta de recepção para doação. Isso significa mudar a nossa natureza numa que é altruísta. Nós temos vindo a perceber o eterno princípio bíblico, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Assim, através de um novo pacto entre nós, nós começamos a experimentar uma nova imagem da realidade. Nós começamos a atrair as forças positivas da natureza porque nós mesmos criamos uma sociedade positiva de nós mesmos.

A sabedoria da Cabalá explica como fazer isso. Por isso, a nossa tarefa é estudar esta ciência.

Ao longo dos milhares de anos da sua existência, a sabedoria da Cabalá tem sido a herança de apenas um pequeno grupo de pessoas, os Cabalistas, que a desenvolveram de geração em geração. Por muitos anos, esta ciência oculta fluiu dentro da humanidade como um pequeno riacho, embora muitos cientistas e filósofos: Newton, Leibnitz, Pico della Mirandola, e outros, a investigaram.

Platão e Aristóteles tomaram a base do seu conhecimento da sabedoria da Cabalá. O filósofo alemão do século XVI, Johannes Reuchlin, escreveu uma grande obra, De Arte Cabalistica (Sobre a Arte da Cabalá). Isso ignifica que a sabedoria da Cabalá tem sido conhecida por cientistas, mas ela ainda não vai além de seu círculo.

No nosso tempo, ela foi revelada a todos, porque ela deve nos explicar como vamos atingir a conexão mútua entre nós.

A sabedoria da Cabalá diz que o nosso mundo está integralmente conectado como um sistema analógico, onde todas as partes estão conectadas umas às outras. Do nosso trabalho diário, nós descobrimos que este mundo é um sistema fechado absoluto. Os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza estão conectados um ao outro e encontram-se juntos como um único complexo.

Se isso for realmente assim, nós precisamos alcançar a completa harmonia na conexão entre nós, a fim de alcançar um estado bom e belo.

Como uma harmonia como essa pode ser alcançada? Para isso nós devemos desenvolver uma boa conexão. De acordo com a sabedoria da Cabalá, no momento em que começarmos com os circuitos corretos de interação, vamos sentir imediatamente como atraímos uma energia positiva mais elevada para nós mesmos. Este não será o poder egoísta negativo que existe em nosso mundo e no qual tudo é baseado na oposição e golpes, mas o seu oposto. Esta é uma energia positiva que preenche, supre, fortalece e nos conecta uns aos outros e cria um único todo.

Esta harmonia geral será como o poder unificado da natureza, o grande sistema global, esta esfera na qual nós existimos.

A crise geral, que é de fato um produto da desarmonia entre a natureza e a humanidade, desaparecerá. Vamos sentir o universo totalmente diferente, como eterno e todo. Vamos merecer essa existência eterna e completa, e o nosso mundo, com o seu ego, vai começar a desaparecer gradualmente de nossos sentidos.

Eu espero que a geração atual entenda que oportunidades estão em nossas mãos, e como podemos realmente superar a crise de uma forma boa e bonita. Se formos capazes de fazer isso, vamos chegar a um estado superior, melhor, que é destinado à humanidade.

De uma entrevista com a agência de televisão, NTV 20/06/14

Evolução Do Método Desde Adão Até Os Nossos Dias

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá trabalha apenas no reino das leis físicas. Não há nenhuma complexidade, misticismo ou religião nela. Nós estudamos a lei mais essencial da criação, que é a descoberta da força superior, a energia mais elevada. É mais elevada porque, de acordo com a sua categoria, inclui dentro dela todo o resto das forças.

Assim como todas as ciências estão empenhadas em descobrir as características da natureza, a sabedoria da Cabalá também está envolvida na descoberta, mas apenas de sua característica essencial, que é essa força universal.

Nós estudamos de que maneira ela é revelada em nosso mundo e como os Cabalistas conseguiram descobri-la através de seu desejo de compreender que o mundo é fragmentado e deve estar conectado em completa harmonia. Através de seu anseio pela harmonia do mundo, eles começaram a entender que o poder de unificação está faltando em nosso mundo.

A primeira pessoa que descobriu esta força 5774 anos atrás, foi Adão, que entendeu que o mundo existe graças a uma força única e singular que une todos os componentes da criação.

O próximo grande Cabalista foi Abraão. Ele não descobriu apenas A Força Superior e sua revelação, como Adão e dez gerações de estudantes que vieram depois dele, mas o movimento, a evolução da natureza. Abraão compreendeu a razão para a evolução que necessariamente levou Adão a descobrir a força superior, a revelação da força dentro dele de se transformar para se tornar como ela, ou seja, para subir ao mais alto nível de realização e desenvolvimento.

Todos os níveis, inanimado, vegetal, animal, e especialmente humano, que existe dentro das três categorias anteriores, são direcionados para isso, a fim de levar a humanidade à necessidade de se unir sob a influência de duas forças opostas.

Uma delas é a força egoísta, negativa, que afasta as pessoas umas das outras. A segunda é a força positiva, altruísta, que pode ser revelada para ajudar a unir todos.

Quando estas duas forças são gradualmente reveladas cada vez mais, a pessoa começa a trabalhar. Ela as encerra em si mesma, muda, e compreende a sua reciprocidade. Ao estar entre elas, ele as manipula como duas rédeas ao construir a si mesmo, e, assim, sobe cada vez mais até a realização completa das duas forças dentro dele.

Este é todo o desenvolvimento do homem, a sua evolução. Isso é especificamente o que Abraão descobriu, e por isso seu método é evolutivo. Ele foi descoberto durante a crise que a humanidade experimentou na antiga Babilônia.

As próximas gerações de Cabalistas descobriram mais profundamente a espiritualidade. Primeiro de tudo, a Shevirah (quebra) de um desejo humano num número imenso de desejos particulares que existem em cada um de nós, e como conectá-los, foi descoberta.

Nós ainda não sentimos isso, não vemos o desejo interior de cada um, de que forma é possível usá-lo, em que tipo de combinação, nem como ver esse padrão dentro do qual estamos conectados ao completar um ao outro. Cada um de nós é versátil, e em cada aspecto de nossa natureza multifacetada e suas características, seus gostos, deve-se conviver com os outros de forma muito precisa.

Acontece que um sistema n-dimensional foi criado onde cada um preenche a todos de forma absoluta e ninguém pode estar fora deste sistema. Só então, quando todos os fragmentos egoístas separados começam a ansiar pelo outro e a se conectar, eles vão começar a procurar por si mesmos dentro deste sistema.

Ao se mover em direção um do outro, com dificuldade, eles se encontram, usando a força superior geral. Nós nos voltamos a ela para que ela execute estes movimentos em nós. Nós queremos nos aproximar, mas não sabemos como. Sob a influência da força superior, nós começamos a perceber e entender isso. E o que é exigido de nós, em suma, é um desejo de que podemos criar juntos um no outro ao mostrar um exemplo do quanto queremos essa proximidade e unidade.

À exceção de um desejo e anseio de unificação, nós não precisamos de nada. A força superior executa a segunda metade do trabalho, razão pela qual isso é chamado de meio-shekel. Isso significa que eu tenho que dar a primeira metade, e o Criador dá a segunda metade. Do meu lado, só anseio e desejo são necessários, e que esse desejo vai ser certo num determinado grau. E será certo se eu mantiver as regras de comunicação no grupo. Então nós vamos atrair a força de unificação e ela vai terminar o trabalho, nos infectar e ser descoberta dentro de nós.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

A Sabedoria Da Cabalá É Uma Investigação Científica Numa Base Experimental

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam fala sobre a sabedoria da Cabalá como sendo “uma pesquisa científica numa base experimental” (no artigo, “A Paz”), por isso é correto, é realmente assim. A sabedoria da Cabalá tem a mesma abordagem que toda ciência neste mundo. O que difere é o objeto que eu investigo e as ferramentas que uso. Mas as regras e os princípios gerais são idênticos, sendo o principal deles: “Um juiz só tem o que seus olhos veem” (Baba Batra 131a).

Alguém poderia vir e me convencer de que vermelho é preto. Mas eu vejo que isso é vermelho, e por isso eu escrevo em minha pesquisa que é vermelho. Isso significa que eu acredito só no que eu vejo. Um pesquisador diz uma coisa, um segundo diz outra coisa, e, por fim, isso é compilado em algum tipo de conhecimento que todos aceitam. Em princípio, todas as ciências se baseiam em dados estatísticos. Esta abordagem demonstra as conclusões numa base experimental, tornando possível reunir todos os dados e chegar a algum tipo de regra geral.

Porém, na sabedoria da Cabalá, não há métodos estatísticos onde um cientista faça muitas experiências e, por fim, decida que este parece ser o resultado. Se algum dos dados é descoberto por um Cabalista, isso já é um fato absoluto, de acordo com seus Kelim e seu nível.

Isto é assim, mesmo que o próximo nível e os próximos Kelim revelem isso como tendo sido um erro e a verdade seja revelada. Então, no próximo Kli e nível isso será revelado como um erro, e no próximo como verdade. Isso é sempre o que acontece durante a transição de um nível para outro.

Portanto, não há verdade absoluta, a não ser o que você está investigando atualmente. Você investiga o Criador como um absoluto, até que Ele é revelado.

Pergunta: Você diz que a sabedoria da Cabalá é baseada na experiência pessoal. Então, o que a “fé nos sábios” significa em sua realização?

Resposta: Isto é o que é aceito em qualquer ciência regular. Se você é aluno de um grande cientista, eles o respeitam também. Você já pertence à sua escola. Isso significa que está claro quem você é, ou seja, quem o formatou, quem o transformou num cientista. Isso é chamado de professor.

E na sabedoria da Cabalá isso é ainda mais importante, pois o aluno recebe toda a Luz, todo o poder de cima para baixo através do professor, e é sempre assim que isso continua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Cabalá Para Todos

Somente através do amor nós podemos ter sucesso, ou como O Livro do Zohar diz: “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan), uma vez que “ama o próximo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, como o rabino Akiva afirma. Esta é a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. O resultado de conexões apropriadas e unidade entre nós próprios será a revelação da força positiva, e o desaparecimento completo de todos os problemas.

Em seu ensaio, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, o Cabalista, Rav Yehuda Ashlag escreve: “Está escrito no Zohar: ‘Com esta composição [O Livro do Zohar], os filhos de Israel serão redimidos do exílio’. Além disso, em muitos outros lugares, [está escrito que] só através da expansão da sabedoria da Cabalá nas massas obteremos completa redenção”.

A nossa organização estabeleceu para si própria a meta de seguir os passos dos grandes Cabalistas e divulgar o método de conexão com o mundo inteiro. Nós temos filiais em 64 países, e mais de dois milhões de estudantes em todo o mundo. Estes estudantes têm apenas uma esperança: alcançar a unidade da maneira certa.

O texto completo do folheto está aqui.

No The New York Times: “Quem É Você, Povo De Israel?”

Meu artigo, “Quem É Você, People of Israel?“, publicado no The New York Times, sábado, 20 de setembro de 2014.

Quem É Você, Povo De Israel?

Por Michael Laitman

Por vezes, os judeus são perseguidos e aterrorizados. Sendo judeu, eu muitas vezes reflito sobre o propósito desta agonia implacável. Alguns acreditam que as atrocidades da Segunda Guerra Mundial são inimagináveis ​​hoje. No entanto, nós vemos quão fácil e abruptamente o estado de espírito anterior ao Holocausto é emerge novamente, e gritos de “Hitler estava certo” são ouvidos com muita frequência e muito abertamente.

Mas há esperança. Nós podemos inverter esta tendência, e tudo o que se exige é que tomemos consciência do quadro maior.

Onde Estamos e De Onde Viemos

A humanidade está numa encruzilhada. A globalização nos tornou interdependentes, enquanto as pessoas ficam cada vez mais odiosas e alienadas. Esta situação insustentável, altamente inflamável, requer a tomada de uma decisão sobre a futura direção da humanidade. No entanto, para entender como nós, o povo judeu, estamos envolvidos neste cenário, é preciso voltar para onde tudo começou.

O povo de Israel surgiu cerca de 4000 anos atrás na antiga Babilônia. A Babilônia era uma civilização próspera cujo povo se sentia conectado e unido. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiam conectados, também ficavam mais alienados um do outro. Preso entre uma rocha e um lugar duro, o povo da Babilônia começou a procurar uma solução para a sua situação.

Duas Soluções para a Crise

A busca por uma solução levou à formação de dois pontos de vista conflitantes. A primeira, sugerida por Nimrod, rei de Babilônia, era natural e instintiva: a dispersão. O rei argumentava que quando as pessoas estão longe umas das outras, elas não brigam.

A segunda solução foi sugerida por Abraão, um renomado sábio babilônico. Ele argumentava que, de acordo com a lei da Natureza, a sociedade humana está destinada a se tornar unida, e, portanto, ele se esforçou em unir os babilônios acima dos seus crescentes egos.

Sucintamente, o método de Abraão era uma maneira de conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre seus camponeses, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e… Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishneh Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber quem estava certo.

A Base do Povo de Israel

Nimrod forçou Abraão e seus discípulos a sair de Babilônia, e eles se mudaram para o que mais tarde ficou conhecido como “a terra de Israel”. Eles trabalharam na unidade e coesão de acordo com o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”, conectados acima de seus egos e, assim, descobriram “a força da unidade”, o poder oculto da Natureza.

Cada substância é composta por duas forças opostas, conexão e separação, que se equilibram. Mas a sociedade humana está evoluindo usando apenas a força negativa: o ego. De acordo com o plano da Natureza, nós somos obrigados a equilibrar conscientemente a força negativa com a força positiva: a unidade. Abraão descobriu a sabedoria que permite o equilíbrio, e hoje nós nos referimos a sua sabedoria como “a sabedoria da Cabalá”.

Israel Significa Direto ao Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Ysrael (Israel) após o seu desejo de ir Yashar El (direto a Deus, o Criador). Isto é, eles queriam descobrir a força da unidade da Natureza, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles se encontraram imersos na força de união, a força superior, a raiz da realidade.

Além de sua descoberta, Israel também aprendeu que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo e tornaram-se hoje a humanidade – também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

Exílio

Os discípulos de Abraão, o povo de Israel, experimentaram muitas lutas internas. Porém, sua unidade prevaleceu por 2000 anos e era o elemento-chave que os unia. Na verdade, os seus conflitos serviam apenas para intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não puderam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade. A alienação dentro da nação de Israel levou-os a se dispersar entre as nações.

De volta ao presente, hoje a humanidade está se aproximando de um estado muito semelhante ao da antiga Babilônia, um estado de dependência mútua, por um lado, e de ódio mútuo e alienação, por outro lado. Como nós somos completamente interdependentes na “aldeia global”, o método de separação de Nimrod não é mais viável. Para alcançar o equilíbrio, nós somos agora obrigados a utilizar o método de Abraão; é por isso que a nação de Israel deve liderar a cura das dores da sociedade humana. A menos que nós, o povo judeu, o façamos por nossa própria vontade, as nações do mundo nos coagirão a fazê-lo, pela força.

Dessa forma, é interessante ler as palavras de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, um antissemita notório, em seu livro, O Judeu Internacional – O Maior Problema do Mundo: “A sociedade tem uma grande reclamação contra ele [judeu], de que ele… comece a cumprir… a antiga profecia de que por meio deles todas as nações da Terra seriam abençoadas”.

As Raízes do Antissemitismo

Depois de milhares de anos se esforçando para construir uma sociedade humana bem sucedida usando o método de Nimrod, as nações do mundo estão começando a entender que a solução para os seus problemas não é nem tecnológica, nem econômica ou militarista. Inconscientemente, elas sentem que a solução está na unidade, que o método de conexão existe no povo de Israel, e, portanto, reconhecem que são dependentes dos judeus. Isso faz com que elas culpem os judeus por todos os problemas do mundo, acreditando que os judeus possuem a chave para a felicidade do mundo.

De fato, quando a nação de Israel caiu de seu ápice moral de amor ao próximo, o ódio a Israel entre as nações começou. Assim, por meio do antissemitismo, as nações do mundo nos incitam a revelar o método da conexão. O Rav Kook, o primeiro rabino-chefe de Israel, apontou para esse fato com suas palavras, “Amalek, Hitler, e assim por diante, nos despertam para a redenção” (Ensaios do Raiah, vol. 1).

Mas o povo de Israel não sabe que está segurando a chave para a felicidade do mundo, e que a própria fonte de antissemitismo é que os judeus estão carregando dentro de si o método de conexão, a chave para a felicidade, a sabedoria da Cabalá, mas não estão revelando isso a todos.

Revelação Obrigatória da Sabedoria

Na medida em que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes de seu colapso. Mas hoje, nós não podemos nos afastar uns da outra forma, a fim de acalmar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa conexão, em nossa unidade. Nós somos obrigados a acrescentar ao nosso mundo a força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendentes dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, ou seja, a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e, assim, tornar-se uma “luz para as nações”.

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos atingir um estado de unidade. Mas há duas maneiras de chegar lá: 1) pelo caminho do sofrimento mundial, guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) pelo caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. Este último é o que sugerimos.

A Unidade é a Solução

Está escrito no Livro do Zohar, “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan). “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é o grande princípio da Torá, e também a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. É obrigação do povo judeu se unir a fim de compartilhar o método de Abraão com toda a raça humana.

De acordo com o Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar, “Cabe à nação de Israel qualificar a si mesma e todas as pessoas do mundo… desenvolver-se até que tomem para si o sublime trabalho do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação”. Se conseguir isso, vamos encontrar soluções para todos os problemas do mundo, incluindo a erradicação do antissemitismo.

A Unidade Da Nação E A Sabedoria Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a conexão entre a unidade da nação de Israel e a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é a mesma ciência que nos permite realizar a unidade e a conexão entre nós. Nesta unidade, nós começamos a sentir as forças que atuam na criação, na natureza e na realidade. Nós somos levados à revelação da força única chamada Criador, que significa “venha e veja” (Bo-Re), e à revelação da Cabalá, que inclui tudo na criação. Ela explica como nós existimos e qual processo nós atravessamos, a fim de ir do início da criação até o seu final, no melhor e mais curto caminho. A Cabalá nos fala sobre a meta da nossa vida e como alcançar força única e nos dá os meios para cumprir essa meta.

O principal é a aquisição de conhecimentos. Se já sabemos como avançar em direção à meta e como usar as forças da natureza, o nosso sucesso é garantido, pois estamos na natureza, que é o equivalente à força superior, o Criador, e nós aprendemos a usar essa força.

A sabedoria da Cabalá nos ensina como evitar os golpes e chegar mais perto da Divindade, como executar todos os nossos deveres na criação e como atingir a meta da melhor e mais rápida forma. Afinal, se ela nos explica todo o sistema de criação e as forças que operam dentro dela, não precisamos de mais nada.

Pergunta: Então, por que, de acordo com o sistema de criação, o mundo todo deveria se unir contra Israel agora?

Resposta: Se a nação de Israel não cumprir a sua missão, então, o mundo inteiro certamente ficará do lado de nossos inimigos. Nós vemos que todos os canais de notícias do mundo mostram o conflito árabe-israelense só do ponto de vista da população de Gaza e nunca da perspectiva israelense.

Eles nem sequer mencionam o fato de que Israel está sob ataque de mísseis e que as pessoas são mortas. Isso não diz respeito a eles. Eles não escondem esses fatos de propósito, mas simplesmente não sentem isso e não o levam em conta. Eles veem que, ao mesmo tempo, 1500 pessoas foram mortas em Gaza, enquanto que, no lado israelense, apenas cerca de uma centena, e assim eles tomam o lado palestino.

Pergunta: Você diz que esta é uma guerra entre o bem e o mal, e não entre Israel e o Hamas?

Resposta: É claro! Afinal, está escrito: “O coração dos ministros e reis está nas mãos de Deus”. O Hamas é apenas uma arma nas mãos da força superior. A guerra real, que os profetas chamam de Armageddon, é entre o bem e o mal. Esta guerra já está acontecendo em sua plenitude entre o Israel corporal e o Israel espiritual.

É a nossa guerra interna contra o nosso ego, onde vamos esclarecer se realmente queremos subir acima dele e controlá-lo, ou se ele vai nos dominar. É uma guerra entre as forças do bem e do mal.

Há apenas uma força que opera em todo o mundo, em toda a natureza, chamada desejo de receber. No entanto, há outro desejo entre a nação de Israel que não além deste desejo de receber, que é o desejo de doar. Isso torna Israel diferente de todos os outros países, devido à força de doação que está escondida dentro dele.

Tudo depende se Israel usa essa força de doação ou não. Se ele usa a força de recepção e a força de doação de forma equilibrada, ele atinge plenitude e paz. No entanto, se a força de recepção é maior do que a força de doação, Israel sente essa corrupção de acordo com seu nível.

O mundo aspira a um estado de equilíbrio, e é dever de Israel levar a força positiva de doação para o mundo todo, o que significa tornar-se Luz para as nações, para ensinar a todos o significado do amor e doação ao próximo. Eu espero que, finalmente, nós comecemos a nos envolver neste trabalho e entender qual é a nossa missão, e que todos os desastres são enviados para nós só para nos levar à unidade e para darmos um exemplo de unidade para o mundo todo.

Isto é o que o mundo espera de Israel. No momento em que a nação de Israel declarar que está começando a cumprir esta missão e querer realmente cumpri-la, as nações do mundo vão entendê-la imediatamente. Elas de repente vão ver que isso é exatamente o que querem de nós, que é um exemplo de como construir um mundo corrigido que está conectado corretamente pelo amor dos amigos, de modo que toda a humanidade se torna um todo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/08/14

O Lugar Mais Seguro Da Terra

Dr. Michael LaitmanEu acho que aprender a arte da boa conexão com os outros de acordo com o método da Cabalá deve ser um programa de governo, abrangendo todos os setores da sociedade, desde os mais jovens aos idosos.

Pergunta: Mas o que dizer de pessoas que se opõem fortemente à Cabalá?

Resposta: Elas simplesmente não sabem o que é a Cabala. Este nome assusta as pessoas, mas não se trata de misticismo, mas apenas da conexão entre as pessoas. A pessoa está sob a força dos estereótipos, mas é hora de limpar a sabedoria da Cabala destes estereótipos. Nós simplesmente não temos outra escolha. A unidade só pode ser alcançada com a sua ajuda, e se não nos unirmos, não só não seremos bem sucedidos, mas, em geral, não teremos direito de existir.

Quando os judeus de todo o mundo me pedem em cartas para onde eles devem se mudar para fugir do antissemitismo local, eu não posso dizer-lhes para ir para Israel. Como podemos garantir a segurança aqui se o país está dividido?

Se nos unirmos e realmente nos tornarmos um todo, este vai ser o lugar mais seguro do mundo. E tudo depende de nós. Esta é a diferença entre qualquer outro ponto do globo e Israel, onde nós mesmos definimos a nossa segurança através da nossa unidade. Se nos unirmos aqui, vamos alcançar a segurança completa. A força da unidade determina o grau de nossa segurança.

Pergunta: Como podemos medir a força da unidade?

Resposta: A força da unidade é medida pelo quanto as pessoas estão dispostas a sacrificar o seu egoísmo pelo bem dos outros, a negligenciar o seu próprio conforto e bem-estar como durante a guerra, e pelo quanto são amigáveis ​​umas com as outras. Só a força da nossa união nos dará segurança.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Não Há Coincidências

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: Na verdade, se você tomar o corpo de um animal pequeno, cuja única tarefa é se alimentar de modo que possa existir neste mundo por tempo suficiente para gerar e continuar a sua espécie, você vai encontrar nele uma estrutura complexa de milhões de fibras e tendões, como fisiologistas e anatomistas descobriram. E há muito lá que os seres humanos ainda têm que descobrir. Do exposto, é possível concluir a grande variedade de questões e canais que precisam se conectar, a fim de alcançar e revelar esse objetivo sublime.

Alguma vez nós pensamos sobre a essência do processo chamado de evolução? Sobre como toda a matéria do universo com toda a sua complexidade e variedade foi criada a partir de uma pequena partícula, de um grão, a primeira matéria desconhecida que foi a base da criação? De acordo com qual plano isso aconteceu e de acordo com que leis? O que determina a natureza inanimada, vegetal, animal e humana?

Parece que nós pensamos que tudo acontece por si só, mas será isso é possível? É possível dar um passo à frente sem saber claramente para que estamos fazendo isso? Pelo contrário, “estar à deriva” nos deixa em apuros.

Mas nós continuamos acreditando que existem partes redundantes em nosso corpo ou na natureza em geral, no vegetal e animal, que natureza esqueceu e deixou ao acaso. Nós atribuímos à natureza esses erros após os quais houve mais tentativas… mas a pessoa julga de acordo com suas falhas. Nós atribuímos nossas qualidades à natureza.

É dito que devemos primeiro pensar e depois agir. Não há um detalhe na evolução que não seja predeterminado, não vise o objetivo final, e não esteja já no estado do fim da correção. Portanto, não há nada de novo em todo o processo, exceto o que o ser criado tem que desenvolver por si mesmo. A evolução conduz o ser criado, prepara e obriga-o a estabelecer o novo componente adicional: a adesão, o reconhecimento, a compreensão, e seu próprio sentimento do Criador. Todas as outras coisas se desenvolvem para levar a pessoa ao elemento que ela deve estabelecer por si mesma. Portanto, tudo está predeterminado e nada é coincidência ou acaso como diferentes filósofos e cientistas pensam.

Nós temos que tentar imaginar de alguma forma esse enorme mecanismo que inclui e engloba o princípio e o fim da criação, incluindo todos os processos, e tudo que é possível, todos os detalhes separadamente e em conjunto, em todos os níveis que ainda são desconhecidos e incompreensíveis. Tudo é uma rede de forças, um sistema sobre o qual a sabedoria da Cabalá nos fala sobre um pouco, e que não podemos sequer compreender essa explicação. Mas, no final de nossa evolução, este sistema será nosso internamente, e depois vamos senti-lo, controlá-lo e compreendê-lo.

Nós temos que entender que não há um único detalhe em nosso mundo que não esteja conectado ao resto do sistema e que todas as leis também se relacionam com ele. Quando um indivíduo executa uma determinada ação é porque ele é forçado a fazê-lo, e ele causa a reação de todo o sistema que responde e avança em conformidade.

Assim, todos avançam juntos desde o começo até o fim, e do fim até o começo. Nós pensamos que entendemos algo em nosso mundo, mas é apenas uma parte insignificante em um sistema que teremos que descobrir; tudo isso é chamado de sabedoria da Cabalá.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/14Escritos do Baal HaSulam