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Uma Enxurrada De Perguntas Sobre A Sabedoria Da Cabalá

laitman_281_02Pergunta: A sabedoria da Cabalá é uma sabedoria secreta ou um estudo prático?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é um estudo prático. É um segredo para quem não está envolvido nela e revelada para aqueles que se dedicam a ela.

Pergunta: Por que uma pessoa precisa da sabedoria da Cabalá?

Resposta: Se a pessoa acredita que não precisa disso, é sinal de que ela não precisa disso, ou vice-versa. Também pode haver uma terceira opção. Descubra e você vai descobrir o que é, e vai entender se precisa ou não.

Pergunta: Um círculo de discussão é a nova forma de estudar?

Resposta: Um círculo é a forma mais antiga de estudar para aqueles que desejam se parecer com o Criador. Abraão usou-o em seus dias, quando ensinou seus seguidores. Esta é a razão desta ser a única forma da sabedoria da Cabalá ser alcançada e estudada.

Pergunta: Quantos mundos existem?

Resposta: Há um número infinito de mundos! Cada estado espiritual é chamado um mundo.

Pergunta: O que é a escada de desejos?

Resposta: Nossos desejos crescem continuamente, e nós devemos organizá-los como uma escada que podemos apenas subir e assim sentir que podemos ascender.

De Kab TV “Conversas com Michael Laitman” 13/05/15

A Cabalá Não É Uma Seita

laitman_214Pergunta: Como você reage ao fato de que, às vezes, sua organização é chamada de uma seita? Uma seita é algo que está fora da visão de mundo geralmente aceita. Em outras palavras, o Judaísmo apresenta certas coisas de uma maneira, enquanto que você as explica de uma forma completamente diferente. Aqueles que representam o Judaísmo Ortodoxo estão muito frustrados com este fato.

Resposta: Naturalmente, aqueles que estão envolvidos com a Cabalá permanecem sob o olhar atento do Judaísmo tradicional. Afinal de contas, até que os Judeus foram expulsos, não havia nenhuma coisa como o Judaísmo por si, já que o nosso povo observava a grande lei da existência: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. E agora temos que voltar a ela. Mas ela contradiz a religião convencional, porque a religião esqueceu que amar nossos próximos é sua fundação…

Três mil e quinhentos anos atrás, na antiga Babilônia, Abraão, o fundador de todas as religiões do mundo, revelou o propósito da evolução humana: harmonizar todos com a natureza (o Criador – Elokim, cujo valor numérico na Gematria é idêntico à palavra “Teva” – natureza).

Tendo revelado essa questão, Abraão escreveu seu primeiro livro sobre Cabalá, o Sefer Yetzira (O Livro da Criação). Ele ainda hoje é vendido em livrarias mesmo que tenha sido escrito há muitos séculos atrás.

De acordo com o entendimento de Abraão, a humanidade enfrenta o desafio de alterar nossa natureza egocêntrica e substituí-la por uma natureza autêntica, altruísta, ou seja, atingir a condição de amar nossos próximos como a nós mesmos.

Não somos um povo no sentido convencional da palavra. Pelo contrário, somos um grupo que três mil e quinhentos anos atrás se uniu sob um princípio ideológico.

Portanto, você pode chamar todos os Judeus de uma seita, embora a maioria deles ainda não saiba de onde veio ou por que está aqui.

Pois mil e quinhentos anos antes do ano zero da nossa era, nós vivíamos acima dos nossos egos e observávamos a lei de amar nossos próximos como a nós mesmos. Elas não são apenas palavras, mas uma indicação da necessidade de mudar a natureza humana.

Mais tarde, nós caímos para o nível chamado “a destruição do Templo” ou “o exílio”. Nos últimos dois mil anos nós temos vivido no exílio.

É por isso que a religião apareceu em vez da Cabalá. A religião alegava que, se a pessoa cumprisse mecanicamente todos os mandamentos, ficaria saudável e feliz, e depois da morte receberia um lugar no paraíso.

Até o século XVI, a sabedoria da Cabalá estava oculta da humanidade, e no século XVI ela foi redescoberta para nós pelo grande Cabalista ARI que viveu em Tzfat. Mais tarde, o famoso Cabalista Baal Shem Tov começou a disseminar a Cabalá na Rússia, Bielorrússia e Ucrânia.

Os escritos dos discípulos do Baal Shem Tov não são apenas Hassidismo! É a Cabalá autêntica e verdadeira! Portanto, da época do ARI em diante, a Cabalá foi revivida mais uma vez sob a forma do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, porque ao observar esta lei alcançamos a similaridade com a natureza que é totalmente fechada, e dentro está no nível da sinergia, perfeição e harmonia.

Mais tarde, a grande Cabalista do século XX, Baal HaSulam, escreveu comentários sobre obras do ARI e o Livro do Zohar. Ele simplificou a linguagem e disponibilizou essas fontes para nós.

Nós acreditamos que a lei do “amar nossos próximos como a nós mesmos” é o núcleo da nossa existência. Hoje é essencial reviver essa lei porque o mundo atingiu uma crise geral, global. A ciência da Cabalá diz que esta não é apenas uma crise menor, transitória; pelo contrário, é um ponto de transição para o próximo nível existencial.

Nós estamos diante de um desafio transformacional: nós também vamos chegar à similaridade com a natureza, ou seja, construir uma sociedade homogênea, comum, inclusive com a ajuda da Cabalá, que nos explica como nos tornar novamente um povo e nos ensina os caminhos para conduzir a humanidade à unidade ou… O importante é que temos que fazer isso voluntariamente, conscientemente, intencionalmente, ter uma profunda compreensão do que está acontecendo e o que estamos fazendo.

Caso contrário, nós seremos forçados a prosseguir esse caminho pela natureza, a qual nos tornamos ainda mais opostos.

E aqui nós podemos enfrentar um problema grave, um enorme recrudescimento do antissemitismo está a caminho. Não é um fenômeno temporário. É uma condição permanente, profunda que pode fazer as nações do mundo odiar o povo de Israel. Será a maior animosidade já vista; conduzirá o mundo inteiro a tremendas dificuldades, até mesmo à próxima guerra mundial.

Isso explica por que não podemos ficar calmos ou indiferentes. É essencial explicar a todos que a mensagem “ama o teu próximo como a ti mesmo” não é apenas belas palavras que usamos para acalmar nossos filhos quando lhes dizemos “não briguem! Sejam legais com seus amigos”. Na verdade, é a lei geral da integridade e interconexão global da natureza, enquanto que a humanidade age como um tumor canceroso que devora a si mesmo.

Portanto, de acordo com a lei natural do desenvolvimento, nós devemos chegar à conformidade com a lei básica, a lei da homeostase.

Da Coletiva de Imprensa 11/03/15

Com Que Idade A Pessoa Pode Começar A Estudar A Sabedoria Da Cabalá?

Laitman_083Pergunta: Eu li que, de acordo com dados de pesquisa, determinadas regiões do cérebro atingem o seu máximo funcionando somente em torno da idade de 50 anos e a capacidade de avaliar o estado emocional de outras pessoas, a qual é uma medida de inteligência e sabedoria, atinge o seu pico por volta dos 40-50 anos de idade.

Ao mesmo tempo, não há idade específica em que uma pessoa atinge o pico final das suas capacidades cognitivas. A estrutura do cérebro muda constantemente e certas capacidades podem crescer e se tornar mais dominantes, enquanto outras podem se deteriorar.

Como todos nós sabemos, a velocidade dos dados (informações recebidas percebidas) atinge o seu pico quando a pessoa está nos seus 20 anos. A memória de curto prazo está no seu pico por volta dos 25 anos, e por volta dos 35 anos ela começa a se deteriorar. Será que a resposta para o porquê é proibido estudar a sabedoria da Cabalá antes da idade de 40 anos não está escondida aqui?

Resposta: Corrigir a nossa natureza egoísta para uma altruísta não é o resultado da compreensão do material que estudamos, mas apenas o resultado de usá-lo corretamente, a fim de corrigir a si mesmo como um resultado do estudo com a intenção de evocar a força especial de correção da Luz Circundante, a Luz que Reforma (Ohr Makif).

Evocar a correção de nossa natureza ao se assemelhar com o Criador é chamado de trabalho espiritual (a obra de Deus, “Avodat Hashem“) ou uma oração, um pedido de correção, elevar MAN (Aliyat MAN). O cérebro e a sabedoria são resultado da nossa correção pela Luz. Esta é a razão pela qual uma pessoa pode se envolver com a sabedoria da Cabalá em qualquer idade, como nossos sábios disseram, que durante o período do Templo, mesmo o pequeno será levado pelo espírito de doação e alcançará o Criador na infância.

O Copo Cheio

laitman_276_01Nós podemos explicar os conceitos da sabedoria da Cabalá, o “mecanismo Cabalístico”, usando a linguagem dos desejos que todos entendem.

Imaginemos o vaso do desejo de receber sob a forma de um copo. O desejo geral é feito de diferentes coisas, desejos por comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Quando nós os estudamos, vemos que cada um por si e todos eles juntos, dividem-se em cinco partes, cinco camadas, de zero a quatro.

Assim, eu só posso receber o que pode entrar no meu desejo. Se for um pequeno desejo, eu receberei muito pouco, e quanto mais o desejo cresce, mais serei capaz de conter dentro de mim até chegar ao desejo máximo e estar pronto para engolir o mundo inteiro. É assim que funciona o meu ego.

Portanto, como eu posso me mudar? Como posso deixar de receber numa base regular? Afinal, ele realmente me limita. Quanto eu posso receber, e quem vai dar isso para mim? Como nós agimos de acordo com um plano egoísta, chegamos a uma crise geral. Assim, poderia haver outro método?

E se eu restrinjo o meu desejo, construindo uma partição acima dele, e uso-o não para me preencher, mas para preencher os desejos dos outros? Eu quero doar-lhes, que é chamado de Luz de Retorno (Ohr Hozer).

No entanto, com o que eu posso preencher os outros? Eu devo sentir os outros, a fim de entender isso. Essa é a razão de eu construir um novo desejo acima, o desejo dos outros. Então, eu os preencho, o que significa os desejos dos outros e não o meu. Se todos nós preenchemos um ao outro, nós nos conectamos uns aos outros, e a Luz Superior está sempre entre nós.

Se a Luz preenche meu desejo comum, eu não consigo sentir mais nada. Um minuto atrás, eu estava com muita sede, mas bebi um pouco de água e o desejo desapareceu. Portanto, como posso continuar recebendo prazer continuamente? A fim de fazer isso, eu devo fazer um buraco no fundo do meu copo de modo que ele irá se conectar com o copo de outra pessoa através do buraco. Então, todo o prazer vai fluir através de mim para o outro, e ambos serão preenchidos, mas, agora, eu terei a Luz para mim e também para outro (1 + 1), e serei capaz de receber o dobro de prazer.

Assim, eu posso me conectar a mais e mais copos novos e receber prazer para o mundo inteiro. O Criador está acima de mim, e o mundo inteiro está comigo, todas as pessoas, e assim eu recebo todo o prazer do mundo.

Isso parece tão simples, mas as pessoas não sabem disso. Elas podem atrair algo da vida e ver que isso está certo. Mas, na verdade, nós estamos falando de elementos não relacionados com o desejo de receber e sua psicologia habitual, mas com o desejo de doar. Se tentarmos preencher os desejos deste mundo, então essa é a psicologia. Se estamos à procura de uma forma de preencher o mundo inteiro e não a nós mesmos, é pela educação integral (EI).

No final, nós agimos de acordo com cálculos psicológicos simples, mas a única diferença é que não atraímos para nós mesmos. Na verdade, nós não podemos fazer isso hoje, porque estamos numa crise global e não temos escolha.

Da Convenção Virtual “Uma América Dia”, 17/11/13, Lição 4

Como Podemos Compreender A Cabalá?

laitman_528_02Pergunta: Por que é tão difícil entender a Cabalá?

Resposta: Se você tentar compreendê-la com a mente é difícil, se não impossível, porque para entender a Cabalá, a vida e o sentido você deve mudar o cérebro e os órgãos dos sentidos e isso é feito pela Luz devido aos esforços práticos no círculo, na semelhança terrena à propriedade superior de doação.

A Cabalá é um método prático, porque é possível compreender do que ela fala apenas nos desejos e mentes transformados.

Conclusão: A pessoa deve se render e participar do grupo.

A Diferença Entre A Sabedoria Da Cabalá E As Outras Ciências

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todas as ciências estão geralmente envolvidas com a descoberta da natureza, ou seja, o Criador. Então, de que forma a sabedoria da Cabalá difere do resto das ciências, ainda que também se chame uma ciência?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência para a descoberta do poder superior, o único diretor, que é chamado de Criador. Mas, ao contrário do resto dos métodos que falam sobre o que uma pessoa deve fazer para aproximar o Criador de si, a sabedoria da Cabalá explica que a descoberta do Criador acontece na medida em que a pessoa se aproxima do Criador.

A sabedoria nos diz que a pessoa deve descobrir o Criador num grau cada vez maior até a Sua completa revelação. Isso significa que toda a sabedoria da Cabalá é um método para mudar e corrigir a pessoa de ser oposta e contra o Criador para ser completamente semelhante ao Criador.

Acabando Com Os Velhos Mitos Sobre A Sabedoria Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os meus conhecidos me dizem que é perigoso estudar a sabedoria da Cabalá, porque você pode ficar louco. É verdade que ela é tão perigosa e com o que a pessoa deve se cuidar no estudo?

Resposta: Na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, o principal livro texto para estudar a sabedoria da Cabalá, está escrito que os Cabalistas espalhavam intencionalmente o rumor de que era perigoso estudar a sabedoria da Cabalá, porque não queriam que as pessoas viessem estudar. Portanto, a sabedoria da Cabalá foi ocultada desde a época da destruição do Beit HaMikdash (Templo), quase até os nossos dias.

Isso tinha que acontecer, porque a humanidade tinha que se desenvolver e o povo de Israel tinha que passar pelo exílio. O exílio também é o desprendimento da sabedoria da Cabalá, do conhecimento do sistema, e um mergulho na escuridão. Portanto, nós estávamos na escuridão por 2000 anos e este mito sobre a sabedoria da Cabalá existe até hoje. Mas ele foi espalhado pelos próprios Cabalistas para manter as pessoas longe da sabedoria da Cabalá até que chegasse a sua hora.

E hoje tudo é exatamente o contrário. Assim como todo o nosso mundo se transformou, da mesma forma a atitude para com a sabedoria da Cabalá mudou. Os Cabalistas escrevem que da nossa época em diante todos devem descobrir a sabedoria da Cabalá e ver o que ela dá ao povo de Israel. Isto é porque nós não podemos resolver os nossos problemas, nem existir mais sem ela.

Portanto, não há nada a temer. É possível abrir o livro e estudar, e há uma abundância de livros apropriados para iniciantes, homens e mulheres.

Pergunta: Portanto, segue-se que nos últimos anos a humanidade chegou a uma fase em que a sabedoria da Cabalá deve ser estudada por todos? Anteriormente não era assim e havia inclusive a proibição de seu estudo. Mas hoje a humanidade se encontra em tal beco sem saída que a única saída dele é aprender sobre a vida existente além desses limites?

Resposta: É especificamente a mesma saída que nos é revelada por meio do estudo da sabedoria da Cabalá que nos leva para fora do beco sem saída em que estamos agora.

Pergunta: O que você quer dizer com “para além das fronteiras da vida”?

Resposta: Esta é a vida para além dos limites da nossa corrupção, a vida num mundo corrigido. O mundo continua a agir de acordo com leis determinadas e nada muda, exceto a nossa atitude. A sabedoria da Cabalá nos explica como controlar as forças e a rede de conexão entre nós, de modo que todo mundo vai estar conectado da forma correta.

Nós chegamos a tal harmonia, tal unidade nas relações entre nós, que descobrimos uma força única entre nós que nos ajuda a superar essa vida que está dentro do corpo e só por sua causa. Nós começamos a sentir a vida num nível superior, e desta forma saímos para além dos limites deste mundo, desta vida.

Pergunta: Não é necessário ser um grande sábio para isso?

Resposta: Isso está acessível a todos. Em nossa casa há uma geladeira, um fogão, um microondas; você sabe como eles funcionam? Mesmo que você não saiba, isso não o impede de usá-los.

Da mesma forma, houve Cabalistas sábios que criaram o método, como o forno de microondas. E há pessoas comuns para as quais é suficiente apenas aprender a usá-lo. Cada um deve aprender de certo modo, semelhante à forma como precisamos saber como funciona um forno de microondas, qual botão apertar e como mudar seus estados.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 15/02/15

A Sabedoria Da Cabalá É Uma Sabedoria Para A Percepção Do Mundo

laitman_254_01Pergunta: Por que você diz que cada um vê a sua própria realidade na sua frente, que ele retrata através de suas próprias características, se todos nós vemos o mesmo mundo?

Resposta: Todos nós vemos um mundo no momento, mas cada um de nós pode mudar a realidade que sente. A sabedoria da Cabalá é um método para a percepção correta.

Eu vou ver que, basicamente, a realidade é muito mais ampla do que parecia para mim e que tudo nela avança numa boa direção. E isso não será uma ilusão ou autoengano. Na medida em que eu descubro o mundo e trago Luz para a minha vida, essa é a imagem que eu vejo na minha frente.

Pergunta: A própria realidade mudou ou a minha percepção?

Resposta: A realidade que eu vejo só existe na minha percepção. De onde é que eu posso saber que ela realmente existe numa forma como essa fora de mim? Eu percebo o mundo de acordo com as minhas características, mas isso não significa que ele existe nessa forma objetiva. Se a pessoa possuísse características diferentes, ela veria outro mundo com cores e formas completamente diferentes.

Nós estamos tão acostumados com a realidade que percebemos através dos nossos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato), que ela parece real para nós. Mas as coisas não são assim.

Uma pessoa é como um dispositivo com cinco sensores que são ajustados para determinadas gamas de frequência e ela está acostumada a viver num mundo como esse. Mas se mudarmos os cinco reguladores para outras faixas de frequência, veremos uma realidade completamente diferente. A ciência já descobriu isso hoje, e milhares de anos atrás a sabedoria da Cabalá falou sobre isso. Portanto, a sabedoria da Cabalá (a palavra hebraica para “escravidão” significa “receber”) é assim chamada porque é a sabedoria para a percepção do mundo.

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 08/02/15

Esclarecendo O Inexplicável

Dr. Michael LaitmanA Cabalá fala apenas do que está acontecendo dentro de nós. Os termos “Israel” e as “nações do mundo” representam as nossas propriedades internas. No entanto, nós usamos essas definições como se falássemos da corporeidade. No entanto, essas noções nunca implicam este reino. Em vez disso, elas se referem às qualidades internas do ser humano.

Os Cabalistas usam palavras terrenas, comuns e simples para descrever a espiritualidade, porque não há outras palavras em nosso vocabulário. Mesmo se nós víssemos o outro reino, não seríamos capazes de encontrar as palavras exatas para expressar nossas impressões. Nós falharíamos em dar nomes aos fenômenos que ocorrem lá.

Se fôssemos escrever os títulos de todos os objetos em adesivos de post-it na sala, haveria lâmpadas, portas, janelas e estantes já que cada coisa tem um nome. Se corrigíssemos nossas propriedades, nós moveríamos o muro que nos separa da espiritualidade. Nós removeríamos o muro que esconde o mundo superior de nós, mas, ainda não encontraríamos as palavras certas para descrever o que realmente vemos lá.

É impossível encontrar as palavras corretas para citar as forças e ações associadas ao outro reino. Como você explicaria aos outros o que viu na espiritualidade? Digamos que alguém lhe pergunta: “Por favor, diga-me um pouco sobre o que há lá! Estou ansioso para saber!” Você não seria capaz de descrever nada!

Os livros Cabalísticos explicam o inexplicável. Os Cabalistas foram os que encontraram uma solução. Todos nós vivemos neste mundo, tanto Cabalistas como pessoas comuns. Todos nós conhecemos esta realidade.

Assim, os Cabalistas disseram: “Vamos falar a vocês sobre a espiritualidade”. Eles escreveram livros sobre a dimensão espiritual: A Torá, o Talmude Babilônico e de Jerusalém, a Mishná, o Zohar, O Estudo das Dez Sefirot. Todos esses livros são chamados de sagrados; eles não são livros comuns porque descrevem o mundo superior.

No entanto, não podemos descrever a espiritualidade usando palavras espirituais, pois não existem palavras lá. É por isso que esses livros nos contam histórias como se elas estivessem acontecendo neste mundo, quando, na verdade, todas elas são sobre a realidade superior.

A espiritualidade é paralela a este mundo. É uma dimensão de forças, desejos, impressões e sensações. É um domínio de sentimentos! No entanto, os sentimentos não são egoístas, como são aqui neste planeta. Ao contrário, eles derivam da propriedade de doação que não existe neste mundo. Estas são as sensações de amor, doação, unidade, reciprocidade, apenas sentimentos positivos.

De KabTV “Os Capítulos da Torá com Shmuel Vilozni” 02/02/15

A Sabedoria Da Cabalá – Um Prefácio Ao Sistema Da Doação Mútua

Laitman_115_05Pergunta: Eu leio o Estudo das Dez Sefirot com você, mas não entendo nada, embora, por vezes, quando junto as definições em imagens e diferentes conexões, recebo algum tipo de esquema. Será que estou fazendo a coisa certa?

Resposta: Imagine que você é um alienígena que chegou do espaço sideral e lhe dizem sobre as relações entre as pessoas: estas são conexões com fio e não cabe a nós quem serão os nossos pais, quem vamos encontrar, e quem controla o nosso destino. Nós estamos todos intimamente conectados num único sistema, como nós numa rede.

Nesta rede nós tratamos uns aos outros egoisticamente; como resultado, a conexão entre nós é mínima e nós a sentimos como nossa vida (como este mundo). Aos poucos, nós desistimos de nossos desejos não realizados e da ideia de que eles podem ser preenchidos com qualidade, quantidade e compreensão, e que eles nos permitirão sentir qualquer coisa acima de nossa vida.

Mas tudo depende de quão conectados nós estamos, quão bom são os nossos relacionamentos e de como preenchemos mutuamente um ao outro, apesar do sentimento mútuo de rejeição inicial. Nós estamos incorporados nesta rede de doação mútua e amor na qual a nossa única liberdade de escolha, a nossa única ação verdadeira, é preencher um ao outro, apesar do fato de que cada um de nós só quer satisfazer-se à custa dos outros.

Todas as nossas outras ações, quando preenchemos a nós mesmos, não são levadas em conta como ações. Nós somos punidos por elas, para que possamos entender quão desesperadas elas são. Mas nós somos punidos sutilmente, de modo a não nos privar de nosso livre-arbítrio, de modo que fiquemos mais sábios e entendamos a conexão entre nós e queiramos cumpri-la por nós mesmos, primeiro por necessidade e, depois, por vontade própria, por amor.

Os livros autênticos de Cabalá nos falam sobre os tipos de conexões entre nós e sobre a nossa forma de preencher o outro, que é a nossa participação neste sistema: como usá-la de modo que cada um de nós possa doar mais e preencher mais os outros. Assim como existem conexões e condições sem fim nas relações entre nós neste mundo, o mesmo ocorre no sistema superior. Mas isso é percebido em nossos sentidos como uma introdução para uma nova sociedade, quando você é apresentado a seus membros e seus relacionamentos.

Eu sou um desejo egoísta, uma alma que quer se corrigir e que está pedindo o nível superior, Malchut de Atzilut, para isso. Malchut de Atzilut se volta a ZeirAnpin com o meu pedido, e este se volta a Aba e Ima, e, assim, todo o sistema é ativado e estimula o poder de correção que eu preciso e leva-o até mim. Então, como resultado do poder que eu recebo, eu me torno justo e posso doar ativamente, o que significa participar da conexão geral da “sociedade” do mundo superior. Eu atinjo o significado e todas as ações desse sistema, seu pensamento, plano e objetivo e, gradualmente, me torno como ele, eterno e infinito.