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O Princípio Da Igualdade Superior

Dr. Michael LaitmanAlgumas almas têm mais necessidade de correção e outras precisam de menos correção. No entanto, quando elas retornam à raiz de sua alma, cada uma alcança a perfeição. Existem almas que pertencem aos principais sistemas de Adam HaRishon relacionados ao cérebro, o coração, o fígado e os rins, como órgãos vitais da alma comum.

Contudo, por outro lado, na perfeição, uma célula da unha do pé é tão importante quanto uma célula do cérebro. Somente em nosso mundo material a pessoa pode viver sem um braço, uma perna, ou algum órgão. O mundo espiritual é perfeito; portanto, cada parte é tão importante como todas as outras.

Se alguém não completar a sua correção pelo mesmo 1%, não haverá perfeição geral. Mesmo que todas as outras já estejam corrigidas, por causa da sua correção incompleta (<100%) a correção final não ocorrerá. É difícil entender este princípio espiritual: todos são igualmente importantes, mas cada um varia de acordo com as raízes de suas almas.

Entretanto, quando voltamos ao Mundo do Infinito, ninguém vai sentir qualquer diferenciação dos demais. Se a pessoa realiza tudo o que lhe foi obrigado de acordo com suas qualidades, então ela realizou-se completamente.

Portanto, embora a maioria das almas pertença ao nível de Nefesh, uma quantidade menor pertence ao nível de Ruach, outra quantidade menor ao nível de Neshama, e apenas algumas ao grau completo NRNHY, apesar da Luz comum brilhar para todas! A Luz do Infinito completa preenche a todos na alma comum corrígida.

Nós não podemos entender isso no nosso mundo com nossas qualidades não corrigidas porque nós existimos em uma tamanha falta de perfeição que não podemos sequer imaginar o estado corrigido da alma.

A Alma Coletiva: Ela É Toda Eu Ou Eu Sou Parte Dela?

Dr. Michael LaitmanEnquanto está se corrigindo, cada alma melhora a condição da alma coletiva, e ao fazê-lo, ela ajuda as demais a se corrigir; elas, por sua vez, também contribuem com suas correcções para a alma comum. Em primeiro lugar, todo mundo deve perceber a raiz da sua alma, ao levar seu gene espiritual (Reshimo) para sua correcção final e individual (Gmar Tikkun Prati). O nosso estado individualmente corrigido é o nosso vínculo total na alma coletiva de Adam HaRishon.

Portanto, o que é a alma comum de Adam HaRishon comum, afinal? Ela é tudo eu, ou eu sou uma parte dela? A alma comum é o meu todo, e todas as outras já são perfeitas. É delas que eu atraio o desejo que tenho que satisfazer. Eu sou como um pequeno órgão no corpo, que tem que fornecer a todo o corpo, em todas as suas partes, a minha participação e o meu trabalho. Assim, todo o corpo é revelado em relação a mim, mas apenas na medida em que eu o satisfaça.

Suponha que eu esteja relacionado ao sistema linfático, nervoso ou vascular; eu estou revelando apenas as partes que estão relacionadas a este sistema. Desta forma, eu revelo todo o sistema de Adam HaRishon em relação a mim. Eu adiciono este enorme desejo da alma comum a eu mesmo. Em relação aos outros, eu me torno como uma mãe, ZAT de Bina, ou em outras palavras, como “a vaca que deseja alimentar seus bezerros”. De fato, eu devo satisfazê-los com os frutos do meu trabalho.

Então, eu começo a atrair todos os seus desejos dentro de mim. Estes desejos não satisfeitos têm espaços vazios que exigem o meu complemento. Eles estão incompletos porque eu não completei o meu trabalho. Quando eu o faço, eu começo a sentir todo o sistema de Adam HaRishon.

Na verdade, este é o meu vaso espiritual ou o meu desejo. Ele parece estar localizado nos outros, mas é meu. Acontece que eu estou trabalhando como o Criador que pretende preencher as criaturas. Eu ajo como doação em relação a este desejo estranho, e para mim eles são aqueles que os recebem. Então, eu me uno com eles e os trato com amor, como o Criador trata toda alma coletiva.

Entretanto, eu me conecto apenas com a parte da alma que está relacionada comigo ou com sistema estou satisfazendo. Desta forma, eu atinjo o estado em que me sinto como o Adam HaRishon pleno e, através dele, eu descubro o Criador pleno. Como eu me identifico com o sistema coletivo de Adam HaRishon, com o qual sou capaz de unir-me, e como eu contribuo com meu trabalho para cada parte, eu me uno com todas essas partes na forma corrigida.

Na verdade, todo mundo está corrigido, menos eu. Acontece que eu revelo Adam HaRishon naquilo que ele é, e eu adquiro a vida dessa alma comum que é a Malchut do Mundo do Infinito. Esta é a maneira pela qual cada pessoa deve realizar-se. Elas devem corrigir sua atitude individual, seu egoísmo pessoal, e absorver os desejos de todas as outras, sentir que estes são seus, satisfazendo-os e, através deles, atingir todo o sistema de Adam HaRishon. Nesse sentido, elas descobrem o Criador pleno.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/10, Artigo “Qual Nível A Pessoa Deve Alcançar?”

Os Filtros “Sujos” Que Obscuram Nossa Visão Da Realidade

Nós existimos em um sistema chamado criação única, Alma, ou Adão. Tal sistema foi criado pelo Criador. Estamos conectados dentro dele por vínculos permanentes como os órgãos que estão em um corpo. Nossa conexão mútua é preenchida com a vida do sistema: Luz. O sistema é chamado do Mundo do Infinito, porque tudo é infinito e perfeito.

No mundo do Infinito, todas as suas peças são ligadas pelo amor e cheias de Luz Infinita. No entanto, o Criador cobre esse mundo infinito com filtros redutores, um após o outro, como se estragando tudo. É semelhante ao desenhar um belo quadro e, em seguida colocar um filme plástico sobre ele sujo que estraga a vista da imagem. Então, com camadas adicionais, sucessivas, através de 125 camadas de plástico, a imagem original parece ainda mais suja. Estas são as 125 camadas que reduzem as propriedades de doação e de amor que nos conectam no sistema do Mundo Inifinito. [Leia mais →]

A Foto Holográfica da Alma

O Criador demanda que nossas almas se unam. Nosso distanciamento um do outro e nos sentir como estranhos um do outro constitui toda a  corrupção. A correção, por outro lado, encontra-se em perceber-se como sendo parte de um corpo único. No entanto,  não é suficiente nos sentirmos como se fossemos parte de um corpo todo trabalhando junto.

Tenho que estar incorporado a todos, eles, têm que ser incorporados em todos os outros, e assim até o infinito! Assemelha-se a uma imagem holográfica, onde cada elemento contém todos os outros em si mesmo.

Ainda não somos capazes de imaginar isto sensorialmente, porque somos opostos a tal idéia. A ruptura dos klis (receptores) resultou em nós o sentimento de estar completamente separados um do outro. Não podemos sequer compreender como é possível incorporar um ao outro quando não há “eu”, que une com todos os outros e torna-se um único todo.

Quando nossos pontos no coração se unirem, esta realidade ilusória de um corpo físico desaparecerá, e só os nossos desejos permanecerão. Quanto mais corretamente cada um de nós tentarmos imaginar a nossa unificação, mais perto caminharemos em direção a verdadeira imagem da realidade, a única que existe. Nós só temos que nos aproximar e revelá-la.  È assim que nós gradualmente nos curamos de todas essas ilusões materiais que nos envolvem.

Da primeira parte da Lição Diária da Cabalá 30/05/10, do Zohar

Material Relacionado:
O Trabalho Interno De Um Cabalista: “Sobre O Amor Dos Amigos” – 23.05.10

A União Eterna Entre o Particular e o Todo

O Zohar, “Capítulo VaYikra (O Senhor Chamou),” Item 20: E uma pessoa nomeada foi deixada no portão do lado de fora, e seu nome é Gazriel. Com ele, há doze nomeados em sua volta, três, três para cada lado, nos quatro lados. O [menor] Merkava geral é de doze Michael, Gabriel, Uriel, Rafael, em cada um dos quais estão três linhas, HGT, que são doze. Individualmente, cada um contém doze.

Na espiritualidade, toda a criação consiste em doze partes. Cada elemento, incluindo a menor e a realidade espiritual inteiro, tem a mesma estrutura e as mesmas propriedades. Se esculpida, mesmo uma pequena porção, deverá conter todas as propriedades de toda a estrutura. Portanto, não há diferença entre o geral e o particular na espiritualidade, ao contrário do nosso mundo onde as peças são somadas para formar um conjunto. [Leia mais →]

Descobrindo A Alma

Laitman_514_02Nas Notícias (de Top.rbc.ru): “Segundo o professor Dimitrios Karussis, membro da Comissão Executiva da Sociedade Israelense de Neuroimunologia e Chefe do Centro de Esclerose Múltipla do Hospital Universitário Hadassah, em Jerusalém, os cientistas foram capazes de identificar a alma num ser humano usando a tecnologia da RNM (ressonância nuclear magnética).

Pesquisas indicam que estudar Cabalá ativa uma parte do cérebro que os pesquisadores chamam “aparelho da fé”. Ela ativa a atividade cerebral e aumenta várias vezes a resistência do organismo às doenças que a medicina moderna permanece impotente .”

Meu comentário: Como nós podemos revelar a alma? Depende do que queremos revelar. Se essa é a força ativadora do organismo animal, então certamente isso é factível. Quando eu era estudante, a investigação sobre “o peso do corpo antes e depois da morte” já estava sendo realizada em todo o mundo, para definir o peso da alma que supostamente deixa o corpo.

Tudo depende de como nós definimos a alma. Às vezes um homem e uma mulher referem-se entre si como “minha alma gêmea”. Se é assim que você define a alma, então você pode pesá-la. Mas se entendermos que a alma é uma parte do Criador proveniente do Alto, a força de doação, então, do mesmo modo que outras forças do nosso mundo, ela só pode ser identificada pelos resultados de suas ações. Ao perceber a força de doação dentro da qualidade de doação (o desejo de dar, Kli), nós revelamos o Criador em nós e, portanto, o chamamos  Bore, das palavras “Bo” – “Venha” (alcançá-lo com sua propriedade de doação) e “Re” – “Veja” (descubra).

Não existe Criador sem criatura. Nós somos incapazes de dizer qualquer coisa sobre Ele, pois Ele está fora de nós, visto que é a essência ou a forma abstrata que não podemos discutir. A Cabalá, sendo uma ciência puramente experimental, proíbe-nos de exercer o raciocínio filosófico, tais como o Baal HaSulam afirma na “Introdução ao Livro do Zohar”: “o juiz tem somente aquilo que seus olhos podem ver”.

Nós precisamos do material sobre o qual essa força espiritual pode agir. Este material, juntamente com a força que age nele, será chamado de “alma”. Por quê? Porque o material em si – a parte do Criador proveniente do Alto que possui a mesma qualidade de doação – será semelhante ao Criador.

Como os cientistas podem descobrir a alma, se ela existe na propriedade de doação? Que tipo de dispositivos podem usar? O que pode ajudá-los? Para descobrir a alma, a pessoa precisa do material que possui a qualidade de doação.

Isso só pode ocorrer quando a pessoa já alcançou tal correção. Então, independentemente do que revista esse material será chamado de Luz da alma. O Kli em si (o desejo), o material que tem a propriedade de doação, será chamado de corpo da alma. Sem possuir tais qualidades, a pessoa deste mundo é incapaz de perceber o corpo da alma ou sua luz.

Assim, se definirmos a alma de acordo com a Cabalá, como uma parte do Criador proveniente do Alto, os cientistas não têm como abordá-la. A pessoa pode atingir a alma apenas com o auxílio da Cabalá.

Tudo depende da nossa intenção. Se nós aspiramos revelar a espiritualidade, a Luz virá e corrigirá o nosso material (desejo), de modo que ele se torne doador. A alma surgirá dentro de nós quando o material se equivaler ao Criador, tornando-se a parte do Criador proveniente do Alto.

LiçãoMatinal Sobre O Zohar: 02/05/2010, Resumo

O Livro do Zohar, itens 16 a 21 (resumo): A narrativa da Torá começa com a ação executada na alma que já passou pela quebra dos kli, a mistura das partes fragmentadas, e a queda dentro do ódio e rejeição. Em outras palavras, a Tora está falando sobre a alma que já está pronta para a correção.

Estando no estado de ocultamento, a pessoa em nosso mundo não se sente incompleta, miserável e cheia de hostilidade e ódio. Somente a influência da Luz Superior irá desvelar e nos ajudar a entender nossa verdadeira natureza, que está sob total controle da gratificação imediata e dos prazeres.

Para se libertar do egoísmo e vir para o estado de prazer eterno, a criatura, Malchut, precisa mudar sua intenção de “receber para seu próprio bem” para “receber para doar”. Isso dá elevação à propriedade de Bina que demonstra como o desejo de receber pode se tornar o desejo de doar. [Leia mais →]

A Luz No Limiar Da Revelação


Lag BaOmer (o dia 33 do Omer) é um dia especial, quando a Luz começa a entrar em Malchut do Sefirot Superior. A Luz vem até nós a partir do Infinito, passando pelo Mundo de Adam Kadmon, o Mundo de Atzilut, em seguida, através Partzufim Atik, Anpin Arich, Aba ve Ima, e Zeir Anpin, até chegar às almas.

Zeir Anpin contém sete Sefirot, cada um dos quais contém sete Sefirot. No total, 7 × 7 = 49. Malchut é a Sefira 50. É assim que nós contamos os dias do Omer, à entrada da Luz em Zeir Anpin, e no dia 50, em Malchut. Ou seja, quando nossas almas, que estão incluídas no Malchut, começam a receber a Luz.

A unificação (Zivug) de Zeir Anpin com Malchut acontece no dia 50, mas a Luz entra Zeir Anpin completamente no dia 33, quando entra na Sefira Hod de Hod. Assim, há Hesed, Gevura, Tifferet e Netzah, com sete Sefirot dentro de cada um deles. Isso se soma a 28, e há cinco Sefirot mais Hod (Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah e Hod), o que equivale a 33 (Lamed Gimel – Lag). [Leia mais →]

Por Que As Pessoas estão Tão Preocupadas Com Sexo?

Uma questão que Eu recebi: Por que as pessoas estão tão preocupadas com sexo?

Minha Resposta: No mundo espiritual, a alma está em estado de “Zivug” (acoplamento, a fusão) com a Luz. Esta é a união das duas partes da criação, uma masculina e uma feminina, que traz o maior prazer que existe: preencher a alma com a Luz. Um protótipo da concentração espiritual no mundo material é acoplamento físico. É por isso que a atração (para o sexo oposto) é considerada uma fundação, uma raiz de todos os desejos e prazeres do mundo, e nos preocupa muito.

Prazer sexual em nosso mundo maravilhosamente demonstra a diferença entre o espiritual e o físico na concentração. Uma pessoa (um homem) pensa em sexo o tempo todo e prevê o enorme prazer que o espera, mas depois do pico, a satisfação desaparece imediatamente. A procura de prazer após prazer começa novamente.. [Leia mais →]

Seiscentas Mil Luzes Entre Nós

Tudo o que lemos no Zohar é revelado na ligação entre nós. O Zohar fala sobre a ligação entre as almas ao invés de sobre a alma por si. A alma, por si só é um desejo, não há mais nada para ela.

A singularidade de uma alma está em sua capacidade de obter uma tela e atrair a Luz refletida, e com a ajuda de ambas se ligar com outras almas. A Luz  (o Criador) surge no seu desejo mútuo de unir-se além do egoísmo. É por isso que nós tentamos imaginar que temos uma tela (contra o nosso egoísmo) e da luz refletida (a nossa aspiração para conectar-se em um todo.) Juntamos as nossas aspirações (Moisés, em cada um de nós) sobre o Monte Sinai (hatred/ódio.)

Cada um dos nós é um pequeno vaso espiritual (kli), um desejo egoísta que com a ajuda da tela e a luz refletida funciona como uma entidade dadivosa. Isso permite que todas as almas separadas se unam em uma só alma.

Desejo egoísta é a nossa natureza. Quando nós criamos uma tela acima, e atraímos a luz refletida, ela se torna uma alma, um desejo que é semelhante ao do Criador.

O Criador é então revelado dentro de nossa mútua luz refletida. A luz refletida de cada kli é a Luz do Hassadim. Dentro do campo compartilhado da Luz de Hassadim a Luz de Hochma revela.

Se nossa mútua Luz Refletida atinge um certo nível de poder chamado de “seiscentos mil,” o Criador (a Torá, a Luz Superior a Luz da Sabedoria – Hochma )se  revela Nele.

Da 1a. parte da Lição Diária de 20/04/10, O Zohar

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O Zohar Espalha Luz Sobre a Conexão Entre as Almas
O Que O Zohar Nos Ensina