Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Acidentes Planejados No Trabalho

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que é a Proibição de Abençoar uma Mesa Vazia, no Trabalho”: A pessoa deve acreditar que todas as descidas que experimenta são porque cada descida aumenta a necessidade da pessoa pela ajuda do Criador, uma vez que a necessidade é chamada de vaso, já que é este vaso que o Criador enche de Luz… A pessoa deve acreditar que o Criador sabe como o vaso deve ser grande de acordo com sua necessidade e desejo, e quando o Criador vê que o vaso já pode aceitar a Luz, então Ele imediatamente o enche tanto quanto pode. E a pessoa não deve se impressionar com as descidas, mas sim dizer: “a ajuda de Deus é imediata”, e deve acreditar que todas as suas descidas podem ser suficientes para ela ser um vaso e o Criador pode imediatamente preencher este desejo…

Todas as interrupções não são obstáculos, mas sim “ajuda contrária”. Todo problema deve ser imediatamente visto como a chamada do Criador querendo aproximar a pessoa Dele, evocando assim a sensação de que Ele está distante.

Então, você pode subir acima do seu sentimento de deficiência, acima da interrupção, e ansiar por adesão, pela doação. Depois de vários casos, você desenvolve energia suficiente para ser preenchido com a Luz da revelação do Criador.

Por outro lado, se você constantemente age assim, está trabalhando na “linha da esquerda”, já que trabalha apenas acima de sua deficiência e isso é indesejável. Você tem que trabalhar desta maneira somente se cair neste buraco. Você não deve ansiar apenas pela deficiência e buscá-la, mas apenas se  não tem outra escolha. Enquanto tal “acidente” não acontece, você tem que trabalhar na linha direita e constantemente ansiar por plenitude.

Plenitude significa que você não sente deficiência em nada e está constantemente em estado de Hafetz Hessed, em doação absoluta. É o Criador que traz para você tais acidentes no trabalho, o sentimento de deficiência em diferentes desejos.

Este é o nosso trabalho: você sempre dá um passo à frente com o pé direito até que o Criador o obriga a dar um passo com o pé esquerdo. Assim, você finalmente chega a um único desejo. Quando você alcançar tal vaso completo, você vai descobrir imediatamente a Luz nele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 10/03/13

Você Tem Todas As Cartas Em Suas Mãos

Dr. Michael LaitmanEm cada estado espiritual nos níveis espirituais, há a Luz Interna e a Luz Circundante. Mas em nosso estado, enquanto não conseguimos alcançar uma restrição e o Masach (tela), só podemos ser assistidos pela Luz Circundante.

A força da Luz Circundante depende de quanto a valorizamos na nossa apreciação do superior, do próximo nível, ou seja, o Criador. Mas não podemos valorizá-Lo. Nós só recebemos alguns meios pelos quais podemos desenvolver um sentimento interno de grandeza do superior. O superior para nós é o grupo, o professor e os livros, ou seja, o estudo que nos fala sobre o mundo espiritual e o Criador escondido por trás de todos esses meios.

Nós começamos a valorizar o superior que é externo a nós usando todos esses meios: o grupo, o professor, os livros, com a intenção de alcançar a equivalência de forma com o Criador, a fim dar alegria a Ele. Apesar de não sentirmos isso agora, mesmo que apenas falemos sobre isso tentando senti-lo de vez em quando, nós elevamos a grandeza do superior em nós através disso. Então, em certo ponto Ele se torna tão importante que nos permite sentir Sua presença ao nosso lado.

É porque tudo o que é externo à  pessoa é a Santa Shechiná, a presença divina. Mas tudo depende de quanto nós A valorizamos. Todas as outras regras de comportamento no grupo a respeito de como devemos falar, o que exigir dele, e como tratá-lo, decorrem dessa condição, da necessidade de valorizar o superior.

Assim, a Luz Circundante brilha sobre a pessoa. É a verdadeira Luz superior, mas, por enquanto, ela age no inferior como a Luz que Reforma, ou seja, ela traz mudanças em nós ao nos aproximar gradualmente da doação. Então, finalmente, ela vai nos dar a “restrição” e o Masach, a capacidade de trabalhar espiritualmente.

Então, vamos começar a entender onde estamos e o que está acontecendo conosco, mas, ao mesmo tempo, temos que trabalhar na fé acima da razão e valorizar o superior apesar de todos os problemas que o superior nos envia e todas as razões para uma atitude oposta. Este é o nosso trabalho, que se baseia no nosso grande apreço pelo superior até nos aderirmos à parte posterior do superior como se fosse Sua face. Assim, vamos ver que nunca foi sua parte posterior, mas que Ele sempre virou sua face cheia de Luz para nós. Assim nós deixamos o exílio e alcançamos a redenção.

No início, era como se você estivesse inconsciente, mas depois você começa a sentir que está em exílio. Assim, passo a passo, você começa a se aproximar da redenção e, finalmente, você deixa o exílio e se aproxima da Luz. Estes são os níveis de subida de acordo com o seu apreço pelo superior, e mais tarde a sua adesão a Ele.

Nós temos todos os meios, todos os caminhos estão abertos, e tudo depende de nós. Não precisamos de mais nada. O Criador nos deu todas as oportunidades possíveis e tudo o mais é com a pessoa. Nós não seremos perdoados e não há concessões de Cima se não fizermos o nosso trabalho, pois caso contrário não vamos construir os nossos vasos espirituais.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/03/13

A Linguagem De Comunicação Com O Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”, Esclarecimento da frase da Mishná: “Tudo está em Depósito, e uma Fortaleza se Espalha Sobre Toda a Vida”: Tudo está em depósito, e uma fortaleza se espalha sobre toda a vida. A loja está aberta e o lojista vende a prazo; o livro é aberto e a mão escreve. E todos os que desejam tomar emprestado podem vir e tomar emprestado, e os coletores retornam regularmente, dia-a-dia, e recolhem da pessoa consciente e inconscientemente. E eles têm em quem confiar, e o julgamento é verdadeiro, e tudo está pronto para a festa.

Pergunta: Será que a frase “e o julgamento é verdadeiro”, refere-se ao julgamento da alma?

Resposta: É claro. Nós nos aproximamos pelos atributos de Din (julgamento) e Misericórdia, pelo sentimento de “amargura” e “doçura”. Eles ensinam e nos desenvolvem para que possamos ser capazes de sentir o Criador. Ele é o único que nos mostra a atitude de “amargura” ou “doçura”, ou seja, Ele fala a “língua” que podemos entender. Da mesma forma, os pais têm que explicar as coisas para uma criança de várias maneiras, quer sejam agradáveis ou não.

Embora não se refira à “linguagem” real de prazer e sofrimento, é graças a eles que eu chego a uma adesão interior entre as duas partes que estão aparentemente atrás de mim.

Há algo no Criador, e Ele quer criar algo semelhante na criatura. Então, Ele cria em Si mesmo e na criatura um sistema de comunicação que é a Sua “linguagem”, que usa termos de recepção e doação.

Tudo isso é para que possamos de alguma forma trabalhar a conexão interna mútua entre as nossas partes iniciais. Elas não podem se conectar sem um “adaptador” especial, sem uma “linguagem” de prazer e sofrimento, “amargura” e “doçura”, verdade e mentira, doação e recepção.

Então, ali, não há mais recepção ou doação, mas sim algo que é mais profundo e interno, que não podemos descrever em palavras.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/13, “A Paz “

Uma Partícula De Matéria Ao Lado De Uma Centelha De Luz

Estamos no mundo de Ein Sof (Infinito). Mas no mundo de Ein Sof há uma Luz muito pequena: Nefesh de Nefesh que criou a criatura como “algo do nada”, como um minúsculo grão do desejo de receber. Esta é a primeira fase, a “fase da raiz” do mundo de Ein Sof. Então, por que é chamado de infinito?

É porque não há nada além da pequena centelha de Luz e a partícula de matéria. Tudo o resto vem por conta da grandeza da Luz nos sentimentos da particula do ser criado, pelo grande respeito à Luz que o criou e que cuida dele. A partir do reconhecimento dessa grandeza vem o sentimento do mundo de Ein Sof.

Então esta partícula começa-se a desenvolver e a tornar-se cada vez mais independente, e mundos inteiros nascem em seus sentimentos. Em primeiro lugar, ocorre instintivamente, sob a influência da Luz. Mas, eventualmente, o seu desenvolvimento atinge o ponto em que estamos agora. Se agora, a partir deste estado, subíssemos de volta, usando todos os preparativos que foram feitos para nós, iremos alcançar o verdadeiro reconhecimento da Luz.

Mas podemos chamá-la de verdade apenas condicionalmente, uma vez que é impossível alcançar a verdadeira essência do Criador e subir em relação ao ser criado. Mas quando subirmos novamente, descobrimos a Luz da NRNHY, a dimensão com que o Criador nos permite alcançá-Lo chamada “adesão”. Nessa dimensão, de acordo com a sua vontade, temos de ser como Ele.

É dito: “Levanta o pobre do pó” (Salmo 113). Mas nós não exigimos que Ele nos levante do pó, a fim de ser rico, mas sim, queremos subir apenas para que possamos respeitar e louvar o Criador. Esta é a única razão pela qual lhe pedimos para nos levantar do pó, a fim de atingirmos Sua grandeza e não de forma a melhorar a nossa própria condição.

Esta subida é para entender quem nos criou e quem tem cuidado de nós. A questão em si pode permanecer na pobreza absoluta já que o que é importante para nós é juntar a Luz superior, o atributo de doação, não para o nosso próprio bem, mas para trazer o contentamento ao Criador. Esta é a nossa única esperança. Assim, combinaremos perfeitamente com a imagem, a imagem que está no mundo de Ein Sof: uma partícula de matéria ao lado da centelha de Luz, e tudo o resto é a infinita grandeza do Criador.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 07/03/13

O Que Me Detém?

Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 10: É assim porque Ele não tem interesse na receção, somente na doação, enquanto que as Klipot não querem nada de doação, mas apenas para receber para si mesmas, para seu próprio prazer, e não há maior oposição do que isso.

Pergunta: O que é um Klipa?

Resposta: A Klipa é algo que me impede de ficar mais perto do Criador. Eu reconheço-a como a força que coloca obstáculos na minha frente.

Na verdade, o que me pode impedir?

Eu quero aproveitar, e isso significa todos os tipos de prazeres me impedem, eles distraem-me, levam-me para longe da semelhança com o Criador, e impedem-me de avançar em direção à unidade e doação. Estes são os prazeres que são chamados de “sujeira”.

Assim, a Klipa é algo extremamente agradável. Vamos dizer, eu gosto de relaxar em casa mais do que para participar do encontro de amigos. É mais agradável para mim não pensar sobre o mundo e a correção, mas sobre o que vai acontecer comigo pessoalmente. É mais gratificante para mim cuidar dos meus filhos do que dos meus vizinhos.

Mas a Klipa real é quando eu sinto que avanço em direção ao Criador ao longo de um determinado caminho e, assim, posso trazer-lhe prazer, mas de repente eu descubro que é mais agradável e confortável desviar-me em algum lugar, distrair-me com alguma coisa. Isto é o que a Klipa é: parece segurar-me pela minha roupa e puxar-me de volta.

Nós não podemos entender tudo isto até adquirirmos a intenção acima do desejo, até que saiamos do desejo e comecemos a agir na base da intenção.

Para agir em função da intenção significa aplicar a restrição (Tzimtzum) ao desejo de receber. Eu devo ser independente dele e estar completamente livre para escolher. Por outras palavras, independentemente do desejo, eu posso decidir por mim mesmo que vou trabalhar com ele a fim de receber. Eu tenho a oportunidade de trabalhar a fim de doar, mas eu decido o contrário. Isto é o que é sujeira. Por outro lado, se eu não tenho escolha, não há nada para me perguntar. Receber com a intenção egoísta é a Klipa que atravessa todas as nossas subidas até o fim da correção. E nós estamos sempre obrigados a tomar uma decisão difícil de como agir, a fim de receber ou para doar?

Nós estamos a falar sobre o trabalho com as Luzes e os vasos do desejo egoísta, não apenas sobre a rejeição dos “pequenos” prazeres do nosso mundo. Eu sou obrigado a tomar uma decisão de uma ordem elevada, quando eu começo a sentir que há um rei, egoísta por natureza. Este é o outro lado do Criador, e eu acho que ele domina o mundo. Assim deve ser, e eu decido nestas condições.

Além disso, a decisão só é possível se eu subir acima da restrição, se eu for independente. Isto é quando eu decido aproveitar para o bem da recepção e transformando-a numa Klipa.

Em geral, as forças de imundície energicamente propulsionam uma pessoa para a meta. Elas despertam-na de tal forma que, como um alpinista, ela deve subir acima delas, superá-las e subir até o cume para o palácio do rei. E cada movimento seu é um degrau acima de sujeira.

A Klipa é a essência do material de criação, o desejo de receber, que toma a sua forma egoísta e aparece-nos deste modo. É por isso que é impossível dar um passo para a frente sem estar conectado à Klipa.

Mas, claro, nós mesmos não conectamos a estas. Nós devemos sempre manter-nos na linha direita, e então as forças de sujeira virão na hora e na forma certa.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabala 05/03/13,”Introdução ao Livro do Zohar

Dê Ao Criador Uma Oportunidade De Trabalhar

Pergunta: Se o Criador criou um desejo de correção para nos assemelharmos a Ele, qual é o nosso papel? Onde está a nossa escolha? Qual é a nossa atitude? É este o nosso trabalho ou o trabalho do Criador?

Resposta: Todo o nosso trabalho é dar ao Criador uma oportunidade de trabalhar porque não podemos fazer nada por nós mesmos. Apesar de sermos matéria consciente e com sentimentos – isto é, temos coração e mente – isto não nos dá nada a não ser a oportunidade de percebermos o que gostaríamos de mudar. No entanto, não podemos mudar nada.

É por isso que todas as nossas tentativas de mudar o mundo não levam a nada. Não tente mudar nada. Você só precisa tentar atrair a Luz superior que pode mudar tudo.

Se as mudanças desejadas estão de acordo com a Luz superior, então esta vai fazer essas alterações e vamos conseguir o que queremos. Caso contrário, vamos continuar com os nossos desejos não realizados.

É por isso que todo o nosso trabalho é entender que mudanças são desejáveis em nós, e em seguida, a Luz vai fazê-lo.

Da Lição Virtual 3/3/13

Processando O Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu começo a dar alegria ao Criador conscientemente?

Resposta: Na fase de maturidade espiritual (13 anos), quando eu já tenho vasos de recepção que estão prontos para a correção, onde posso receber a Luz com a intenção de a fim de doar. Na medida em que eu recebo, eu realmente dou alegria ao Criador.

Até lá há apenas a preparação, o estado de “pequenez” (Katnut), onde ainda não somos obrigados a fazer coisas “maduras” e somos tratados com generosidade. Nós exigimos de uma criança porque queremos educá-la e não porque ela deve. Ela não tem que preencher todos os requisitos.

Pergunta: Quantos anos são necessários para atingir a maturidade?

Resposta: Não há tempo na espiritualidade. “13 anos” é um nível e nós realmente ansiamos por ele, realmente queremos entrar no estado de Ibur (gestação), entrar no sistema superior e senti-lo como um útero, um ambiente amigável, um ambiente em que os meus amigos pensam apenas em como ajudar a mim e o professor nos orienta à meta. Eu realizo a adesão com eles e por meio deles, como através do cordão umbilical, sou “alimentado” pelas Luzes que me influenciam. Este ambiente é um útero para mim, algo redondo, inteiro, uma esfera redonda em que estou dentro. Eu também sou como uma esfera e não me limito a nada, mas constantemente me restrinjo a fim de me aderir, nada mais do que isso.

Eu valorizo ​​a totalidade do ambiente externo, os amigos e os professores, e eles refletem e projetam os atributos certos em mim. Então meu “pedaço de carne”, o meu desejo, começa a tomar a forma de Adam, um ser humano. O ambiente imprime sua forma em mim, não o ambiente que eu vejo hoje, mas um ambiente diferente, que eu valorizo ​​cada vez mais.

Assim eu me desenvolvo como um embrião, constantemente me aderindo ao ambiente, embora eu esteja constantemente enviando diferentes interrupções e reclamações sobre todo o grupo ou cada um dos amigos. Eu aceito tudo na “fé acima da razão” e continuo trabalhando não em relação ao Criador, mas sim com relação ao ambiente, os amigos, entre os quais já identifico a essência interior.

Então, depois que eu os sinto, eu quero receber a sua marca, sua impressão. Eu espero por sua doação, porque descubro totalidade neles. Eu quero que eles se “imprimam” em mim com força. Eu estou pronto para isso e me esforço para que isso aconteça. Eu realmente correspondo a eles e peço que eles não abandonem, que eles trabalhem comigo e se imprimam em mim.

Tudo depende da Ibur (gestação); é a fase mais perigosa do nosso desenvolvimento. Se for bem sucedida, o resto é muito mais fácil. Toda vez eu recebo uma força mais defensiva, uma força mais forte de superação interior que me permite superar todas as coisas negativas que vejo no grupo. É porque eu olho para o desejo de doar aos amigos através do meu ego e descubro coisas terríveis.

Mas eu continuo a subir na fé acima da razão e digo-lhes para continuar trabalhando em mim, para me processar, para continuar imprimindo-me com a sua marca. Eu quero! Eu abaixo minha cabeça diante deles e estou pronto com antecedência para aceitar tudo o que vem deles.

Se a pessoa realmente quer isso, ela recebe uma marca completa e está pronta para nascer.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo, eu ainda não chego à equivalência de forma com o ambiente.

Resposta: É verdade, mas nada mais é necessário nesta fase. É como se eu estivesse diante de um quebra-cabeça em que uma peça está faltando: a minha parte. E eu enfio meu pedaço de argila na abertura, de modo a que a sua forma corresponda aos contornos das outras partes.

Como você faz isso? Eu peço aos amigos para me empurrar de todos os lados, para me apertar, me amassar, e me empurro para o grupo até tomar a forma correta. Esta forma é “eu” certo, junto todos os Sefirot e Partzufim, com todos os componentes certos.

O Criador é revelado neste quebra-cabeça quando ele está inteiro. Nós projetamos o desejo correto, construímos Malchut corrigida, e nela descobrimos o Criador de acordo com o princípio do “venha e veja”, Bo-re (Criador, em hebraico). Não há outro caminho; nós só podemos fazer isso junto, só se reunirmos pelo menos uma peça do quebra-cabeça humano. Quanto maior for esta peça, maior será a revelação.

Pergunta: Que importância tem em eu entrar neste quebra-cabeça conscientemente?

Resposta: Você deve concordar que o grupo imprima a si mesmo, sua forma externa, em você. A fim de fazer isso você tem que concordar com os amigos em cada questão relacionada com a espiritualidade, valorizá-los como os maiores em nossa geração, pedir-lhes para influenciá-lo, e abaixar a cabeça diante deles, já que o Criador vive neles.

Pergunta: Mas se eu vejo algo que é totalmente oposto…

Resposta: Este é exatamente o nosso trabalho. O desejo egoísta permanece (em preto), mas do lado de fora ele assume uma forma, a forma de doação (em vermelho). Esta é a nossa educação espiritual, que é uma educação “formativa”. A matéria simples que é o desejo de receber não é suficiente. Tudo depende da forma; quando dois tipos diferentes de matéria tomam formas diferentes, nós recebemos uma educação que significa que começamos a compreender a realidade.

Pergunta: Por que é tão difícil para nós sermos incorporados no ambiente espiritual?

Resposta: Porque aqui a inclinação do mal é cada vez mais revelada a mim. Cada vez novos “espinhos” são revelados e cada vez eu tenho que tomar uma nova forma, ceder, anular a mim mesmo, e olhar para todos esses problemas na “fé acima da razão”.

Só ontem tudo foi bom, mas hoje não é mais, e eu tenho que trabalhar em mim mesmo novamente, a fim de ver nos obstáculos as formas corretas que pertencem ao corpo do embrião. No dia seguinte, as dificuldades aumentam e exigem que eu mude minha atitude. Assim, eu sempre supero as interrupções na “fé acima da razão” e me corrijo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar

O Engano Do Tempo

Dr. Michael LaitmanA correção que precisamos fazer é dividida em muitos atos, pequenas partes e mudanças graduais que criam a sensação de tempo para nós. O tempo é criado como resultado disso; o tempo deve-se ao fato de que nós trabalhamos hoje e esperamos ser pagos amanhã. Se esta é a maneira como a pessoa sente, então, isso é realmente uma corrupção.

A correção é imaginar para si mesmo que agora você já existe num estado corrigido e completo, onde há abundância completa. O que está faltando é a vestimenta na Luz, a nossa atitude, a intenção e o atributo de doação. Se você adquire isso, você descobre que a ocultação foi só em relação a você e que você sempre esteve na Luz de Ein Sof (Infinito), mas não foi capaz de sentir e entende-la.

E tudo isso é porque você não apreciava o atributo de doação. Você não achava que ele valia alguma coisa ou até menos do que isso. Assim, você não sentia isso ou até mesmo sentia o atributo oposto: em vez de altruísmo e doação, você sentia o atributo de recepção, o ego.

Assim, todo o nosso trabalho é transformar o próprio trabalho em recompensa. E cada vez nós recebemos a oportunidade de fazer um esforço que nos permita extrair mais Luz que reforma, e assim atingir ainda mais atributos de doação e agradecer o mal que é revelado. O mal indica o lugar onde a correção é necessária, onde, para nós, a doação é inexistente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/13, Escritos do Baal HaSulam

Minha Economia Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanA felicidade é o sentimento de realização do desejo. Isso só é possível quando há um desejo, fome, paixão, e o mesmo é cumprido, realizado. Mas assim como um desejo foi satisfeito e realizado, o sentimento de felicidade desaparece gradualmente. Assim, duas constantes são necessárias para a felicidade: a) desejo, b) satisfação.

Para que a satisfação não anule o desejo, eles precisam estar separados, estar em dois objetos. Por exemplo, uma mãe e um bebê, a mãe pode desfrutar eternamente o bebê porque ela preenche o objeto fora de si.

Se criarmos uma conexão acima da nossa rejeição mútua, vamos ser capazes de satisfazer os outros e desfrutar nossas ações indefinidamente. Há apenas um problema puramente psicológico de compreensão, de que o objetivo da criação está no prazer e que o meio para atingir o prazer eterno e infinito é “amar ao próximo como a si mesmo”. Este estado é chamado de mundo superior. Quando nós sentimos isso, a sensação do nosso mundo falho e temporário, que é sentida apenas em nós mesmos, desaparece.

Sintonizar-se Com A Onda Da Alma

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 9: E a única diferença entre as almas e Sua essência é que as almas fazem parte de Sua essência. Isso significa que a quantidade de Luz que elas recebem em seu Kli, sendo o desejo de receber, já está separada do Criador, e baseia-se na disparidade da forma do desejo de receber. E esta disparidade de forma o tornou uma parte, através da qual elas foram separadas do “todo” e se tornaram uma “parte”. Assim, a única diferença entre eles é que um é um “todo” e o outro é uma “parte”, como uma pedra que é esculpida de uma montanha.

Agora nós estamos num espaço com uma infinidade de ondas e radiações de diferentes frequências que cobrem todo o espaço de zero a infinito. Nós percebemos essas ondas com a ajuda de diferentes receptores, que podem ser sintonizados a essas ondas e percebê-las. O receptor percebe a onda de acordo com a equivalência com a onda, o que significa que o receptor cria certa onda que é uma réplica da onda do lado de fora e que, em seguida, elas entram uma na outra e criam uma ressonância, ou seja, elas se conectam. Eu percebo esta conexão e sinto se, por exemplo, é uma onda de rádio que posso ouvir, ou o intervalo de uma onda de televisão que posso ver.

Assim, eu percebo a “onda” da alma geral, uma vez que toda a criação é uma alma, um vaso espiritual que é totalmente preenchido pela Luz, por Malchut de Ein Sof (Infinito). Quando eu estou fora dela, eu só tenho um pequeno “sensor”, uma centelha que recebi e que tenho que desenvolver agora para perceber onda após onda. Assim eu crio e desenvolvo o “receptor”, e por ele, eu percebo a parte do “todo” em que estou, parte de minha alma. Em geral, todo o espaço de Malchut é minha alma, que eu vou adquirir. Mas eu descobro isso gradualmente, na medida em que desenvolvo meu “receptor”, meus vasos de percepção. Acontece que sou eu quem separa a parte do todo de acordo com meus atributos atualmente corrigidos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar