Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Sensibilidade Em Vez De Guerra

Nós nos reunimos com o objetivo de união, de ajudar um ao outro mutuamente a superar o amor próprio. Todo mundo tem que pensar em anular seu egoísmo, parar de se preocupar com a sua própria realização, e só se esforçar para amar ao seu próximo, quando possível. Em outras palavras, ao longo de toda a Convenção, a partir deste momento em diante, nós precisamos pensar na elevação acima de nós mesmos e sair do nosso egoísmo. Esta é a única maneira da pessoa sentir a necessidade e o desejo de adquirir a nova qualidade chamada desejo de doar.

Quando egoístas como nós se unem e olham uns para os outros, eu começo a perceber que o meu egoísmo é muito sabiamente feito. Basicamente, ele é feito de uma forma que me ajuda a sair dele. Na realidade, nada na minha vida pessoal interfere com a espiritualidade. Com a atitude correta para com a minha natureza, eu vou revelar qualidades nela que me ajudam a atingir o mundo espiritual.

A rejeição que eu sinto pelos outros é dada a mim para me mostrar o quanto distante estou de ter qualidades espirituais. Além disso, há inveja em mim. Quando eu vejo como os outros se conectam, e que cada pessoa tenta sair de si mesma e torna-se mais próxima das outras, eu as invejo. A inveja é uma força enorme, egoísta, mas, basicamente, ela começa a trabalhar para o meu benefício, ajudando-me a me elevar acima do meu egoísmo. [Leia mais →]

O Mundo Depois Da Convenção, Ou A Bola Está Em Nossas Mãos

The World After The ConventionPergunta: Eu realmente gostaria que o mundo fosse um lugar melhor após a Convenção, um lugar onde ninguém tirasse proveito dos outros, onde não houvesse mais dor, minha conta bancária estivesse bem e a vida fosse boa. Isso é possível?

Resposta: Eu acho que isso está em nosso poder. Basta imaginar que muitos de nossos amigos em todo o mundo se unem em torno desta Convenção. Estas são as pessoas que têm as centelhas espirituais, as partículas do mundo superior. Se nós as conectarmos todas, poderemos fazer qualquer coisa!

Uma vez que todo o nosso mundo é inanimado, ele não tem o poder de mudar nada. Agora, quando isso se torna tão claro, nós vemos que ninguém pode gerir o mundo, e ninguém sabe como controlá-lo também.

Um século ou dois atrás, nós podíamos fazê-lo, já que o nosso ego ainda não era tão desenvolvido , e nós podíamos mudar a forma como o utilizamos. No entanto, isso é impossível agora. O ego tornou-se fechado, redondo, e ninguém no mundo sabe o que fazer com ele.

Só nós podemos tirar vantagem do fato de que ele se tornou redondo, o que significa conectado e amarrado com os outros, enquanto os egoístas não podem, pois estão todos separados. Assim, quando o mundo se torna global, fortemente conectado e mutuamente interdependente, todo mundo levanta as mãos em desespero, e ninguém sabe o que está acontecendo. Nós vemos que eles não conseguem sequer gerenciar sistemas financeiros, não porque não têm conhecimento suficiente, mas porque as regras do mundo mudaram.

A conexão integral, o sistema analógico que está agora tomando o controle, não vai deixar que um indivíduo ou um grupo egoísta administre as coisas. Só se você estabelecer um sistema analógico entre várias pessoas, você pode mudar o mundo de alguma forma, usando-o como um painel de gestão. Os egoístas não podem fazer isso. Só nós podemos, e isso inclui também a sua conta bancária.

Portanto, tudo está em suas mãos. Se você nos pedir para conectar a você, você vai ver como isso acontece. Não é misticismo ou magia, mas verdadeiras leis espirituais, o que significa que estão acima do nosso mundo. Se você mudar positivamente a maneira como o sistema funciona, você vai ver até que ponto as coisas mudam no mundo físico, já que o mundo é o  resultado das forças espirituais. Nada acontece por conta própria. Tudo é gerenciado por uma força interior à qual você terá acesso.

Assim, você vai entender por que nós precisamos de sofrimento neste mundo, incluindo um saldo negativo em sua conta bancária e tudo o que está acontecendo no mundo. Tudo isso serve para nos despertar para subir para a força superior, mesmo que seja para gerir nossa vida corpórea. Da altura desta força, nós realmente podemos fazer algo, mas enquanto não fizermos isso, os problemas e dificuldades em nosso mundo só vão crescer. Portanto, a bola está em suas mãos.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 10/05/13

Hipersensibilidade Que Transborda Para Além Das Fronteiras Deste Mundo

Pergunta: Como eu posso me tornar mais sensível ao fato de que sou um componente do sistema integral?

Resposta: Esta sensibilidade se desenvolve quando a  pessoa tenta  dedicar cada vez mais atenção à sua conexão com o grupo. Ela verifica se vê os amigos, seus filhos amados, se tem doces pensamentos sobre eles, e se quer sentir o seu sofrimento como se fosse a sua dor real, física.

A pessoa deve tentar aumentar sua sensibilidade, sua atitude, e decifrar o conceito “como a ti mesmo”. Isso não é fácil, já que uma pessoa consegue fazer isso por um momento, e, então, no momento seguinte, ela já cai e é separada deste sentimento, visto que o nosso ego não quer sofrer por todo o mundo. No entanto, a pessoa ainda avança hora após hora.

A Masach (tela) que ela adquire a ajuda a compartilhar o sofrimento de todos e, ao mesmo tempo, justificar o Criador e se alegrar. A Masach espiritual funciona dessa forma, dá resistência à pessoa sem diminuir sua sensibilidade para com o sofrimento. Graças a isso, ela pode experimentar sentimentos muito profundos que podem ser bons e ruins. [Leia mais →]

Renascer Repetidamente

Conforme subimos 125 níveis espirituais, retornamos a um estado “embrionário” repetidamente, em níveis mais profundos e superiores. Esta é a escada especial, na qual cada nível de autoanulação tem a sua própria forma, com as suas características únicas.

E é por isso que o embrião submete-se à mudanças constantes durante o seu crescimento, até que se torna semelhante ao superior, na sua autoanulação, completando assim a primeira etapa. Nesta etapa, o inferior está realizando apenas sua primeira autoanulação: ele aceita como perfeito tudo o que o superior faz, manda, ou diz a ele, mesmo que possa parecer para o inferior que é contra ele, que é repulsivo para a sua mente e sentimentos.

Então, quando termina a fase de concepção, ele realmente começa a anular-se ao construir a cabeça do seu Partzuf. Ele nasce com a cabeça voltada para baixo, ou seja, da autoanulação, e começa a levantá-la, isto é, a aceitar a ideia do superior em vez da sua própria. Em outras palavras, agora ele trabalha ativamente contra a sua própria mente e sentimento, e não só anula a si mesmo, mas verifica com o superior a cada passo. [Leia mais →]

Amando O Pai Difícil

Suponhamos que eu magoei alguém. Ele pode amar-me de volta em vez de sentir ressentimento e ódio em relação a mim? Para quê? Talvez eu seja maior e mais inteligente. Ou talvez ele me ame uma vez que pelos golpes eu o quero trazer para o bem, para algo especial e sublime?

Por exemplo, eu pressiono o meu filho pequeno a estudar para que ele cresça mais esperto e se torne um “grande homem.” Ele agora pode não gostar e pode querer ir brincar, mas eu obrigo-o a estudar.

Em resposta, ele não me ama, pelo contrário, ele me odeia. No entanto, mais tarde, como resultado de meus golpes ele cresce mais inteligente e graças ao estudo desenvolve-se internamente. Eu o forço a desenvolver-se, e com o tempo ele entende que eu o faço para o seu próprio bem. Sim, eu pressiono-o e forço-o a seguir o caminho difícil, mas isso não significa que eu não o ame, como ele pensava anteriormente. Não, eu faço-o desta maneira, porque eu quero o que é melhor para ele e eu sofro ainda mais do que ele por causa da minha dureza, mas simplesmente eu não tenho outra escolha

Então, o Criador também não tem outra escolha: Esta é a única maneira que Ele pode criar o ser criado. Só então, à medida que ele se desenvolve, ele irá se voltar para o Criador não por causa dos golpes ou os prazeres que vêm d’Ele, mas de um modo propositadamente diferente, entendendo que o Criador o desperta a esforçar-se e ascender, a atingir o eterno, a vida perfeita, para vir para a compreensão eterna, e para alcançar a um nível novo e especial.

Quando ele alcança isto ele já tem dois tipos de natureza:

1. Os sentimentos de prazer e sofrimento que vêm do Criador.

2. E acima deles, um novo amor que ele sente pelo Criador, invés do ódio que sentia anteriormente

É desta forma como o ser criado se torna independente da sua natureza inicial e recebe uma segunda natureza.

Neste mundo às vezes eu também quero que as pessoas me amem, não porque eu sou bonito e bom, mas que elas me amem só como eu sou, mesmo que eu as trate mal. Eu quero que tu me ames e me valorizares, apesar de eu te tratar com dureza e te causar dor. Eu quero que tu me ames não por causa do modo como eu te trato a ti e aos outros, mas por causa de quem eu sou.

É um pouco como o jogo que o Criador brinca connosco quando Ele estabelece relações diretas connosco e, ao mesmo tempo nos permite focar numa outra “linha direta.” É como a relação que vemos entre pais e filhos, quando os pais amam as crianças, embora elas lhes causem grandes problemas e preocupações. É dito: “O amor cobre todos os pecados”.

Assim, podemos entender o jogo que o Criador joga connosco. Todo o nosso trabalho envolve transcender o corpo que só sente prazer ou dor e estabelecer a atitude certa para com o nosso Mestre, que nos ensina a transcender o nosso “animal”, e a apreciar a sua essência: Porque é que Ele faz isto e para quem? Ele o faz apenas para o nosso bem.

É dito que Ele sofre mais do que nós, uma vez que Ele tem de se esconder e tem de submeter a nossa parte “animal” a diferentes sofrimentos. Ele faz isso para que possamos transcender este nível (o nível animal) e tornarmo-nos seres humanos, sublimes, eminentes, maduros e desenvolvidos. Ele quer que nós apreciemos sua atitude de acordo com sua essência e não de acordo com a forma como ele nos evoca a transcender o “animal”, ignorando os prazeres e os sofrimentos que Ele nos envia intencionalmente, e ver tudo tendo em mente que tudo está direcionado ao objetivo.

Em termos Cabalísticos significa que realizamos uma restrição (Tzimtzum) sobre o sentimento “animal” de prazer ou dor, apontando apenas para o objetivo, ou seja, realizamos Zivug de Hakaa (acoplamento por golpe) acima de todos os prazeres corporais, a fim estar apenas em doação mútua com o Criador, independentemente de todos os meus prazeres e sofrimentos “animais”. Este é já um nível diferente, mais alto, no qual eu estabeleço a minha conexão com o Criador de acordo com o quanto nós pensamos acerca desta conexão, do objetivo único, do estado especial.

Voltando ao exemplo do pai e filho: Quando o filho já entende porque o pai o trata com dureza e força-o a estudar, ele transcende os sofrimentos e sobe para um novo nível de relacionamento com seu pai, já que ambos se preocupam com o seu sucesso. Graças a isso, eles estão em unidade, em adesão e, em uma intenção comum; eles estão conectados e entendem-se um ao outro. Este é já um nível espiritual, a unidade de espírito, apesar da dor e das limitações que o filho tem experimentado do seu pai no nível corporal.

Estes dois níveis são essenciais, pois caso contrário o pai e filho não vão ser capazes de estabelecer uma conexão real, pessoal, interna entre eles. Sem a conexão espiritual , estarão á conectados apenas por aquilo que recebem um do um outro, que está no “nível animal”, onde o ser criado é, sem dúvida, dirigido pelo Criador e permanece dependente para sempre. Este exemplo explica claramente a base da nossa conexão com o Criador.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 10/05/13

Uma Oração Visando O Futuro

Pergunta: O que deve ser a minha oração, MAN, no grupo de dez?

Resposta: A oração, MAN, depende do estado em que você se encontra. Você pode estar pedindo algo deles e eles podem estar pedindo algo de você, e assim agem mutuamente uns em relação aos outros. Ou vocês já podem estar conectados e juntos pedem ao superior que está no grupo de dez.

Você diz: “O Criador está na conexão entre nós” Esta conexão entre nós é o útero da mãe, é ZAT (a sétima inferior) de Bina, o nosso superior. Não há outro superior que o nosso grupo conectado. Mas ainda não estamos conectados, e assim dirigimo-nos ao nosso futuro, conectados, e da forma corrigida que é o nosso próximo nível, mais elevado. Voltamo-nos para esta e para o Criador que está escondido nela. Isto significa que a oração, MAN, pode ser dirigida a partir de cada um de vocês para os outros ou de todos vocês para a vossa futura forma superior.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/13, TES

Uma Convenção Que Nos Leva À Eternidade

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), “O Propósito da Sociedade” (parte 1, 1984): E é por isso que nos reunimos aqui, para estabelecer uma sociedade onde cada um de nós segue o espírito de doar ao Criador. E para conseguir a doação ao Criador, nós devemos começar com a doação ao homem, o que é chamado de “amor ao próximo”.

Graças a isso, nós seremos capazes de doar ao Criador, a força geral de doação. Isto é o que nós chamamos de atributo pelo qual nos elevamos acima do nosso ego.

A doação mútua é o amor ao próximo. Se eu amo alguém, eu quero dar-lhe tudo e ter certeza de que ele se sente bem. É como se eu estivesse constantemente nele e eu me vejo apenas como um meio para doar-lhe, o que me ajuda a superar a mim mesmo.

Esta é a razão da criação de um mundo tão grande, com tanta gente nele. Isso nos permite reunir e criar um grupo onde pela conexão mútua entre nós todos serão capazes de transcender o seu ego e ver que têm os meios para adquirir uma segunda natureza: a doação. Na verdade, isso é o que chamamos de saída do ego, do seu sistema limitado.

E, por outro lado, ter orgulho que o Criador nos deu a chance de estar numa sociedade onde cada um de nós tem apenas um único objetivo: que a Divindade habite entre nós.

Nosso objetivo é que a revelação do mundo superior nos preencha. Isso é chamado de “a revelação da Divindade”, que ocorre especialmente entre nós. Cada um de nós é um egoísta, mas quando nós saímos da nossa natureza e começamos a nos elevar acima de nós mesmos, uma grande força coletiva é criada entre nós, cheia de doação mútua. Nós temos certeza de que alcançamos essa força mútua quando doamos mutuamente um ao outro, e nossa preocupação é chamada de garantia mútua.

Todos nós sentimos o mundo superior nesta força geral. Aí nós descobrimos as forças de todas as pessoas que viveram antes de nós e que vivem neste mundo junto com a gente, de todas as pessoas que superam a si mesmas e vivem num estado eterno.

Esta força geral é uma alma coletiva. Não existem almas individuais separadas, mas uma só alma para todos. Mas nela todos sentem o mundo eterno em diferente profundidade e largura, na medida em que se elevam acima do seu ego.

Nós passamos por subidas e descidas ao longo desta estrada que atraem diferentes estados onde o mundo eterno parece estar mudando. A verdade é que ele não muda, como se diz: “A Luz está em repouso absoluto”. Mas nós sentimos como se ele mudasse, uma vez que estamos realmente mudando. Nosso ego está se transformando o tempo todo, nós o superamos de diferentes maneiras, e, consequentemente, a imagem do nosso mundo e os sentimentos que experimentamos são muito dinâmicos.

Assim, nós podemos avançar até que tudo seja totalmente revelado e este é o fim da correção. Todas as pessoas no mundo devem chegar a isso. Mesmo que os corpos mudem, nossas partes espirituais permanecem as mesmas. Os corpos nos separam do sentimento geral em indivíduos, mas se nós deixamos o corpo, imediatamente sentimos um mundo e nós mesmos como um só. Isso é precisamente aonde estamos indo.

Os esforços que fazemos na Convenção dependem de nós. Nós podemos experimentar este estado eterno por alguns minutos. Pode ser temporário ou desaparecer, mas o fenômeno real vai permanecer e vai nos atrair para frente com força, nos ajudando a superar as fases futuras.

Se nós realmente fizermos grandes esforços, então, para além deste mundo, vamos sentir o mundo espiritual e viver em dois mundos. Tudo depende de nós. Se nós pudermos inicialmente pensar nisso e estivermos nos preparando para isso, então quem vier à Convenção vai se juntar a nós e vamos todos avançar juntos.

Portanto, vamos esperar a revelação do mundo superior, que devemos sempre ver como o objetivo que é alcançado pela nossa unidade.

E, embora ainda não tenhamos alcançado esse objetivo, isto é, não sentimos o mundo superior através da saída do nosso ego, nós temos o desejo de alcançá-lo. E isso também deve ser apreciado por nós.

É verdade que nós recém começamos, mas esperamos atingir o objetivo, e isso deve ser apreciado por nós. Cabe a nós, e depende dos nossos esforços. Diz-se: “A pessoa pode comprar o seu mundo em uma hora”. Se as pessoas, que são parte de um grupo, realmente desejarem superar a si mesmas, elas realmente vão sentir esta subida.

Da Conversa sobre a Preparação para o Congresso em Nova Jersey, 05/10/10

“Como A Rosa Entre Os Espinhos”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Criador me envia pensamentos “espinhosos”?

Resposta: Do artigo do Rabash “O Que Significa a Rosa Entre os Espinhos no Trabalho”: O Zohar diz: “Como a rosa (lírio) entre os espinhos, tal é a minha amada entre as jovens”. O Criador quis tornar Israel como sua forma acima, de modo que haverá uma rosa sobre a terra como a rosa superior que é Malchut, e a rosa que tem um aroma e é selecionada de todas as outras rosas do mundo é a que cresce entre os espinhos.

Uma rosa pode crescer e florescer somente se cresce entre os espinhos. É impossível crescer sem os espinhos. Os espinhos são as forças que nos ajudam a avançar. Caso contrário, nós adormeceríamos pacificamente em nosso desejo de receber e nunca desejaríamos subir acima dele.

Os espinhos são as forças do movimento que nos empurram para frente e nos ajudam a avançar enquanto nós aspiramos ao descanso, satisfação e prazer. Eles aparecem quando não há escolha, quando a pessoa desrespeita a opção de avançar por seus próprios esforços e tenta descansar o tempo todo, justificando-se, sentindo que faz o suficiente e que está tudo bem.

Então, sua obstinação e sua preguiça gradualmente se acumulam até que um espinho grave aparece. Em seguida, ela começa a gritar e avançar. Todo mundo vai concordar, julgando pela sua própria experiência, e dizer que isso é exatamente o que acontece, às vezes mais e às vezes menos. Esta é a forma como a pessoa aprende que deve encontrar a força para avançar por si mesma e não esperar pelos espinhos. Mas ainda haverá espinhos, já que é impossível ter êxito total sem eles.

Da 1ª parte da  Lição Diária de Cabalá 03/05/13Escritos do Rabash

Seu Meio Shekel

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que uma pessoa só deve apresentar seu “meio shekel” no trabalho e o Criador acrescenta a outra metade?

Resposta: O meu “meio shekel” significa que eu tenho que trazer o vaso, a deficiência, enquanto que o preenchimento vem do Alto. Essa deficiência é necessária a fim de adquirir a força de doação. Se a minha deficiência for correta, eu vou receber a outra metade.

Porém, nós geralmente preparamos o desejo de receber para o nosso próprio bem e gritamos: “Dê-me! Dê-me!”. Então dizemos: “O Criador não nos dá nada! Ele deve estar errado e todo este método não funciona”.

Nós não estamos cientes do fato de que o nosso vaso é realmente destinado ao que o Criador não dá. Ele só nos dá um vaso de doação, a Luz que Reforma, que é a única coisa para a qual você pode pedir. Se você realmente pedir isso, você vai receber.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/05/13, Escritos do Rabash

Odiar O Mal Nos Aproxima Da Bondade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, Artigo 52, “Transgressão não Extingue uma Mitzva“: É preciso saber que não é preciso extirpar o mal, pois isso é impossível. Em vez disso, só se deve odiar o mal, como está escrito: “Vocês que amam ao Senhor, odeiam o mal”.

Trata-se da nossa escolha. Há um plano que leva ao propósito da criação que deve ser cumprido. Nós não podemos mudar este plano, porque o contraste entre a Luz e o vaso existe desde o princípio da criação, e deve chegar a um fim, para que no final do processo eles não se oponham, mas se fundam num todo.

Portanto, esse processo deve incluir os seguintes três estados: o estado inicial da criatura, o processo de correção e o estado do fim da correção. A única coisa que podemos fazer é acelerar o tempo, perceber todos os estados corretamente, ou seja, conseguir justificá-los e desejar-lhes com antecedência. Graças a isso, nós adquirimos a compreensão e o sentimento de quem é o Criador, e como podemos nos conectar a Ele e nos tornar semelhante a Ele.

Nós aprendemos sobre a escolha a partir de diferentes exemplos. No entanto, a base da escolha é o seguinte: se eu quiser me aproximar dos estados futuros que são esperados ao longo do caminho, para apressar o meu desenvolvimento, eu devo fugir do passado e me aproximar do futuro de acordo com o cronograma do plano do meu desenvolvimento. Isso significa que eu me afasto do meu desejo egoísta e me aproximo do desejo de doar.

Esta aproximação depende do meu ódio da recepção e da minha atração à doação. Da parte da natureza, o Criador me empurra a ela pela força da Luz, quando revela para mim mais e mais golpes do meu ego de cada vez. Portanto, eu sinto sofrimento, mal, e, assim, odeio meu ego. Em contraste com este sentimento ruim, eu começo a amar os atos de doação, a conexão em que acredito que vou me sentir melhor. Assim, a natureza, o Criador, a força da Luz, me avança.

Este é o lugar onde reside o meu livre arbítrio: até que ponto eu posso aumentar meu reconhecimento do mal que se expressa no meu ódio ao mal. Eu posso fazer isso com a ajuda do ambiente. Se o ambiente começa a me contar mais sobre o mal, que eu alcancei através dos meus golpes pessoais, eu vou me afastar do meu desejo egoísta muito mais rápido e desejar a doação. Portanto, eu tenho que receber inúmeros exemplos de tudo o que me rodeia, o que me prova como o ego é mal e como é boa a doação.

Aqueles em torno de mim têm que me deixar ver e sentir isso, fazer uma lavagem cerebral em mim. Por fim, o ódio ao mal vai queimar em mim, e eu vou avançar muito mais rápido para aquilo que é oposto a ele, para o bem. Portanto, como está escrito: “Vocês que amam o Senhor, odeiam o mal”. Por isso, eu já vou saber o que devo fazer: como posso transformar meus desejos, que não desaparecem, em sua forma oposta, utilizando-os de uma nova maneira.

Eu quero me sentir bem! E se eu tiver que doar para me sentir assim, eu estou pronto para fazer isso. Se eu tiver que tratar os outros de maneira mais agradável, eu não tenho escolha, e concordo em tratá-los de maneira mais agradável para que todos se sintam bem. Assim como em tempos de guerra ou em outros momentos difíceis, quando as pessoas se aproximam, já que sentem que isso vai ser melhor para todos, a pessoa sente que, no final, vai ser melhor.

Assim, de Lo Lishma (não em Seu Nome) chegamos à Lishma (em Seu nome). Primeiro, a pessoa reconhece a vantagem de uma boa atitude egoísta, quando entende que não temos escolha senão nos conectar, para sermos compatíveis com a natureza, e para deixarmos de prejudicar o outro. Por fim, ela começa a sentir que há um poder especial na conexão, um novo estado especial que ela nunca tinha experimentado antes.

Assim como quando duas pessoas se conectam, tentando não prejudicar uma a outra no início e dando prazer uma a outro, de repente elas começam a sentir que há algo mais entre elas, uma sensação que nunca experimentaram antes. Portanto, de Lo Lishma nós chegamos à Lishma. É tudo graças ao nosso ódio crescente pelo desejo egoísta de desfrutar e à separação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/05/13