Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Eu Estou Acima Do Desejo, O Desejo Está Acima De Mim

Neste momento, estamos num certo nível de egoísmo, e o seu valor, relativamente falando, é de aproximadamente um grama. A ascensão espiritual faz com que o nível do nosso egoísmo suba. Na fase seguinte, ele valerá dez gramas, em seguida, cem gramas, em seguida, ele irá se expandir para dez toneladas, dez milhões de toneladas, e assim por diante.

Assim, os nossos desejos de receber crescem constantemente, cada vez fazem um novo vaso espiritual. Este é o lugar onde o Criador se revela a Ele próprio a nós, quando os nossos desejos estão direcionados para a doação e para o bem-estar dos outros. Nós usamos o nosso desejo constantemente, elevando-nos acima dele, enquanto ele carrega para cima novamente. É por isto que é dito: “Não importa o quanto uma pessoa se eleva acima dos outros, a sua má inclinação continuará ainda a elevar-se acima dela.”

Isto gera as fases de crescimento espiritual, durante as quais o vaso, o desejo, aumenta dentro de mim, e em paralelo a isto eu recebo a Luz, a propriedade de doação.

Como resultado, ao subir a escada espiritual, criamos situações mais desafiadoras, até ao ódio, sentido pelos discípulos de Rabi Shimon no início dos seus estudos. É impossível crescer sem passar por esta fase. Isto explica por que temos que ser felizes quando revelamos o “mal” dentro de nós mesmos, afinal, nós agora podemos corrigi-lo.

Pergunta: Quando isto nos acontece a nós, quem adquire novos vasos: todo o grupo ou um indivíduo?

Resposta: Somente aqueles que experimentam saltos internos de egoísmo são capazes de adquirir novos vasos. Nós aplicamos um esforço de grupo do qual cada um de nós beneficia na medida de sua contribuição individual. Subconsequentemente, se a participação de um no trabalho em geral não é suficiente, ele recebe o mínimo dele visto que ele não tem um “lugar” para acomodar qualquer coisa maior.

Tudo acontece proporcionalmente à aflição por que passamos, não há compromissos. Os nossos esforços são iguais a nossa capacidade de absorver novas porções de Luz. Nós nunca podemos “digerir” mais do que aquilo que contribuímos, nunca mais do que damos, dado que a nossa doação, o nosso esforço, o nosso desejo, nos permitem sentir os resultados.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 23/04/13, Escritos do Rabash.

Um Exame Falhado

Pergunta: Diz que é necessário tentar ver o Criador por trás de tudo, incluindo os meus pensamentos e emoções. Mas quando acontece algo mau, é muito difícil segurar-se nele, já para não falar sobre o sair destes estados. Porque é que o Criador nos coloca nestas condições acima das quais nós somos incapazes de ascender? Intelectualmente, eu compreendo a necessidade de superar isto, mas é impossível.

Resposta: Não existem estados acima dos quais não sejamos capazes de ascender. Cada estado condiz exactamente com o nosso nível presente, o que faz com seja possível de o ultrapassarmos. Se fizermos um esforço e falhamos, Isto diz-nos que que ainda não preparámos suficientemente a base.

Suponhamos que fizeram um teste, e que querem muito ter sucesso neste teste. Mas não se prepararam o suficiente, e portanto, não importa o quanto “suaram, não importa o quanto tentaram responder as questões, isso não ajuda. Então, qual o propósito de se queixarem de terem investido toda a vossa energia e falhado?

Então, a humanidade e cada indivíduo evolui de acordo com um programa, e se nos prepararmos e ao nosso ambiente correctamente, não pode ser que não tenhamos êxito em ultrapassar todos os estados que encontremos no caminho. Pois estes estados chegam-nos em estágios de acordo com um programa específico, e recebemos tudo necessário de forma a estarmos preparados para eles.

Do Congresso de New Jersey 10/05/13,Lição 1

Bem-Vindo Ao Cruzeiro Eterno

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam diz no artigo “O Arvut (A Garantia Mútua)”que se a sociedade se preocupar com cada um de seus membros, ela pode neutralizar o desejo egoísta de uma pessoa.

Suponha que eu vá num prazeroso cruzeiro com “tudo incluído”, despreocupado, já que o serviço realmente inclui tudo o que eu possa pensar. Eu descanso na minha cabine me preparando para passar duas semanas de puro prazer. No entanto, quando partimos, dizem-me que vai ser um cruzeiro eterno. Portanto, eu vivo, e tudo é preparado para mim: café da manhã, almoço e jantar são servidos no horário certo, a minha cabine está sempre arrumada, há uma biblioteca, uma sala de cinema, internet, piscina, e assim por diante. Tudo está a meu dispor.

Além disso, todo mundo me trata muito bem e é muito atencioso, e não há nada com que se preocupar. As pessoas ao meu redor estão prontas para me ajudar a qualquer momento e de qualquer maneira. Estes são os princípios sociais neste barco, e se aplicam a todos, sem exceção.

Portanto, como a minha natureza vai reagir a isso? É possível que o ego entre em erupção sob tais condições? As pessoas ao meu redor me ensinam a me anular por sua atitude em relação a mim, e eu não procuro formas para preencher e satisfazer-me mais.

Por exemplo, eu não perambulo em bares e restaurantes em busca de iguarias que ainda não provei, mas me sinto satisfeito com uma simples alimentação saudável. Luxos não me excitam como antes. Lá, um buffet de sobremesas está aberto diariamente, e rapidamente freia minhas demandas. Depois de alguns dias, eu já restrinjo meu “consumo diário”, e depois de uma semana, estou satisfeito com uma xícara de café e um biscoito. A atmosfera está cheia de Luzes Circundantes que estão constantemente prontas para conter e acalmar o meu ego.

A questão principal aqui é o exemplo que eu tomo dos outros e a atitude que eles me ensinam. Eu estou na companhia de pessoas que estão satisfeitas com pouco. Isto é o que é aceito entre elas, e pronto. Elas realmente não precisam de mais do que isso. Elas preferem desfrutar as boas relações, que eu agora tomo em porções, em vez de alimentos. Se eu me sinto triste e retiro uma porção do “nosso amor”, estou imediatamente cheio de amor.

Isso porque eu estou numa rede de relações sociais, humanas, cuja mensagem clara é que nunca me faltará nada. Na verdade, o sentimento em si é o suficiente, e nada mais. Inicialmente, pela nossa natureza, nós dependemos do ambiente, e não há compromissos aqui. Assim, se o grupo irradia a atitude certa em relação a mim, imbuído de tranquilidade, paz e boa vontade, então, menos de um dia depois, eu também sinto que tudo é exatamente como deveria ser. No entanto, se eu me encontrasse em alguma gangue, eu também iria absorver seus princípios.

Existe uma inclinação natural dentro de uma pessoa de se adaptar ao ambiente. Eu simplesmente não tenho meios e não há como combater essa inclinação. Assim, dentro de um par de horas, eu fico incorporado na atmosfera geral da garantia mútua e paro de me preocupar comigo. As pessoas ao meu redor são a minha rede de conexões e estão mais próximas de mim. Eu não posso resistir a sua opinião, já que também faço parte da rede geral.

Portanto, quando é a minha vez de revelar o Criador, a raiz da minha alma, eu sou levado a um novo tipo de conexão, a um grupo. A mesma lei opera aqui: o grupo me diz que não há nada com que se preocupar e que eu vou parar de me preocupar com isso. Mas, além disso, ele tem que transmitir a mensagem de que eu tenho que me conectar com os amigos e aderir ao Criador. É porque a autoanulação não basta, eu também preciso da direção certa, e eu também receberei esta mensagem.

Meu livre arbítrio não é tirado de mim no grupo, já que eu simplesmente vou me anular. Na espiritualidade, as opiniões de outras pessoas não são transmitidas automaticamente. Este é outro barco que eu tenho que escolher sozinho. O Criador me leva até a escada, mas cada passo exige grande esforço e fortalecimento ao longo do caminho. No entanto, será que eu fico mais forte? Eu realizo o meu livre arbítrio? Sem o livre-arbítrio, eu nunca vou desenvolver o ser humano dentro de mim.

O “ser humano” (Adam) é só aquele que pressiona a si mesmo para entrar no grupo e ser incorporado aos amigos. Então, eu recebo tudo o resto deles automaticamente, já que não tenho mais qualquer controle sobre isso.

Em suma, nós podemos escolher apenas uma coisa: o ambiente. A primeira e principal condição é a garantia mútua. Se nós estamos conectados em garantia mútua e proporcionamos a todos tudo o que eles precisam para a autoanulação, então não precisamos de mais nada para começar.

A segunda condição é ter certeza de que todos tenham estímulos e incentivos para que certamente se prendam aos amigos. Isso garante a boa sorte de uma pessoa.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, “A Garantia Mútua”

Eles Ajudam Quem Está Pronto Para Ser Um Fiador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua) “Item 17: A entrega da Torá teve que ser adiada até que eles saíssem do Egito e se tornassem uma nação, de modo que todas as suas necessidades fossem satisfeitas por eles mesmos, sem depender dos outros. Isso os qualificou a receber o Arvut, e assim eles receberam a Torá.

A condição para a entrega da Torá, o método de correção, é a prontidão para garantia mútua.

Em geral, a Torá é a Luz que Reforma, que ajuda a pessoa na medida em que ela está pronta para ser um fiador. Em outras palavras, a Torá funciona para a pessoa se ela está pronta para se unir com outro, até o ponto de amar ao próximo.

Se a pessoa não está preparada para isso, a Torá não funciona para ela, a Luz não é derramada. Afinal, a Luz só vem como uma reação ao esforço da pessoa para fazer algo para o outro.

Este princípio se assemelha a um sistema eléctrico com resistência (R). Dependendo da quantidade de resistência entre eu e o outro, a Luz que Reforma, a Luz Circundante (Ohr MakifOM), virá.

Não há nenhuma outra possibilidade. O ódio pode arder entre nós. Nosso relacionamento pode ser negativo (-), neutro (0) ou positivo (+), não faz diferença. A principal coisa é que esses relacionamentos sejam tais que o trabalho será feito, que os amigos vão se esforçar.

Para fazer isso, nós precisamos estudar, de forma a aprender o que temos que alcançar. Nós também precisamos do grupo que estabeleça a ordem das atividades.

Assim, a Luz que Corrige, também chamada de Torá, nos influencia. E ela age sobre nós no fundo do esclarecimento interno discernido através da inclinação ao mal, que é quem fornece a resistência.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Uma Nação Que Se Comunica Numa Gama Diferente De Frequências

A Nation That Communicates On A Different Range Of FrequenciesBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”, Item 17: Quando os filhos de Israel saíssem do Egito, se tornassem uma nação, e todas as suas necessidades fossem satisfeitas por eles mesmos, sem depender dos outros. Isso os qualificou a receber o Arvut, e assim eles receberam a Torá.

Ao nos unir e construir um mecanismo de interconexão geral de muitas pessoas, nós criamos um sistema completo e perfeito. Nós não precisamos de ninguém nesta conexão mútua: tudo acontece internamente, entre nós.

Portanto, essas condições específicas foram criadas naqueles tempos, e o ambiente externo não influenciou os filhos de Israel. Assim, eles se tornaram uma nação que existe num estado de interconexão e atribui a si mesmo à força superior.

Nesse caso, as nações do mundo não podem ferir a nação de Israel de forma alguma. É porque ela está num nível diferente, vive numa gama diferente de frequências, e simplesmente não se cruza ou toca as outras.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

O Lugar Para O Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa sente quando está recebendo a Torá?

Resposta: Ela sente que a sua atitude para com os outros está mudando. Ela começa a entender que, exatamente em relação com os outros, ali no meio, entre eles, está o lugar para o novo mundo, novos estados, novos desenvolvimentos acima num nível superior.

Ao estabelecer uma conexão mútua, nós formamos entre nós o terceiro fator: o superior. Esta é a alma, é o Criador que revelamos. Esta é a parte superior do mundo, que não reside em lugar algum, mas precisamente entre nós na forma da linha média.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Veneno Na Ponta Da Espada

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 19: O anjo da morte vem com uma espada desembainhada com uma gota de veneno em sua ponta, a pessoa abre a boca, ele joga a gota dentro, e ela morre.

O anjo da morte é o nosso ego que nos isola e nos afasta da espiritualidade o tempo todo. Obviamente, ele faz isso de acordo com esse método, de acordo com o plano geral pelo qual precisamos avançar. Ele tem que crescer para justificar o seu nome, o anjo da morte.

Atualmente, nós vemos que uma crise mundial foi revelada. A humanidade está gradualmente começando a entender que o problema não está numa economia ruim, nem na família quebrada, mas sim na própria natureza humana. Isso significa que não vamos sair da crise através de uma simples mudança do sistema externo. Finalmente, nós chegamos a um entendimento de que o anjo da morte vive dentro de nós e está nos matando. Nós devemos matá-lo nós mesmos, antes que ele nos mate. Com frequência, ele intencionalmente nos isola cada vez mais da boa vida, para que possamos sentir que temos que matá-lo.

A espada do anjo da morte é a influência da Sitra Achra, chamada de “Herev” por causa da separação que cresce de acordo com a medida da recepção, e a separação a destrói.

A pessoa não está preparada para se abster de utilizar o seu ego. Nós vemos que as pessoas continuam a se comportando egoisticamente, mesmo que saibam que estão prejudicando a si mesmas. No entanto, elas são obrigadas a usar o seu desejo de receber e, finalmente: a pessoa é obrigada a abrir a boca, já que é preciso receber a abundância para o sustento e persistência de suas mãos.

Portanto, nós estamos nos matando de geração em geração, retornando repetidamente a este mundo com um desejo cada vez maior por prazer e, novamente, engolindo aquela gota mortal: No fim das contas, a gota amarga na ponta da espada a alcança, e isso completa a separação até a última centelha do seu espírito da vida.

As pessoas devem finalmente entender que usar o desejo de receber as mata. Não importa o quanto nós ardemos com uma nova esperança de explorá-lo, procurando diferentes formas e tentando superá-lo, apesar de tudo isso, nós entendemos que a nossa natureza está nos obrigando a matar a nós mesmos.

O anjo da morte se mata, mostrando-nos o que está nos fazendo morrer. Ele nos desperta para lutar contra ele. Isso lembra a história do exílio do Egito. No começo, parecia que o Faraó era bom! Com sete anos de fartura, abundância absoluta, parecia que tínhamos conseguido controlar o anjo da morte, e ele estava do nosso lado.

No entanto, no final, nós começamos a sentir os sete anos de fome. Este não era mais o mesmo Faraó. O anjo que nos levou durante toda a vida de repente se tornou cruel. Nós costumávamos pensar que tudo na vida está na nossa frente: com todas as oportunidades do “sonho americano”, vamos continuar progredindo, recebendo mais e mais da vida. Parecia-nos que o mundo inteiro se abria diante de nós para o nosso benefício.

De repente, nós descobrimos que estamos presos dentro deste mundo. Cada dia se torna mais e mais escuro, apertado e horrível, ameaçando nos matar, e por fim, percebemos que o problema não está no mundo. Pelo contrário, está em nós, na natureza egoísta que se encontra dentro de nós e nos inspira a vida, no nosso anjo, ou seja, o nosso poder interno.

Assim, ele está, basicamente, cumprindo o seu papel, como o Faraó que aproximou os filhos de Israel do Criador. Este é o anjo que, por meio da oposição, realiza seu trabalho fiel. Um anjo é uma força da natureza que não tem escolha, uma parte do programa global que age até que, finalmente, sentimos que não temos escolha, e devemos fugir dele.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/4/13, Lição 1

Um Vislumbre De Esperança Na Cela Da Prisão

Dr. Michael LaitmanO nosso ego cresceu durante muitos anos, até que uma centelha de repente despertou nele, um lampejo, um ponto de partida da percepção do mundo superior. Quando essa centelha é incendiada numa pessoa, ela começa a sentir desconforto e preocupação. Ela sente que este mundo não é o bastante para ela e que ela precisa de algo mais: há algo mais nesta vida acima da existência corpórea, uma meta mais sublime.

Ela não consegue continuar vivendo mais como todos os outros, e anseia por compreender o sentido da vida, a sua essência, a sua base. Qual é a força interior que a controla e qual é o propósito da sua vida?

Essa centelha, sem dúvida, existe em cada um daqueles que se reuniram aqui nesta Convenção, pois, caso contrário, vocês não iriam desejar vir aqui. No entanto, existem muitas pessoas que vêm para estudar e verificar a si mesmas, quando a centelha nelas está inflamada. Nós temos que fazer grandes esforços para realizar isso, e isso é algo que elas não estão prontas. Entretanto, a diferença entre a força do ego que puxa uma pessoa para o seu próprio corpo e a força da centelha que a puxa para fora do seu corpo, chamando-a a transcender, é muito grande.

O ego de uma pessoa é muito pesado, e mantém a centelha dentro dela como se estivesse numa cela de prisão. Portanto, essas pessoas se rendem ao seu ego e concordam em permanecer nessa prisão. Elas acham diferentes desculpas, segundo as quais, no final, deixam o caminho espiritual, uma vez que devem justificar-se. E assim, elas saem.

Rabash diz que há centelhas de amor ao próximo em cada um dos amigos, ou seja, existem forças anti-egoístas. O ego odeia os outros, e a força que é oposta ao ego é chamada de amor ao próximo. Mas uma centelha não pode acender a Luz do amor, ou seja, me fazer sentir o desejo de alguém como o meu e satisfazê-lo, assim como eu me satisfaço. Em outras palavras, eu não consigo sair de mim mesmo e ser incorporado no outro, o que é chamado de “amor ao próximo”.

Por isso, nós nos reunimos num grupo e concordamos em trabalhar e fortalecer um ao outro, a fim de recolher todas as nossas centelhas, e na conexão entre elas, descobrir o mundo superior.

Da Palestra sobre a Importância da Reunião 10/05/13

Ter Sucesso Pelo Bem Comum E Não A Custa Dos Outros

Dr. Michael LaitmanUma pessoa pode alcançar o amor geral por toda a humanidade, toda a natureza e toda a realidade a partir do amor dos amigos. Então, ela vê que o nosso mundo também assume uma forma onde há apenas atributos, onde não há matéria, mas apenas uma força. Esta força é a única coisa que opera no mundo em suas diferentes variações.

Não há mundo corporal e espiritual separados, mas apenas um mundo. Se a pessoa olha para si mesma e para o mundo inteiro corretamente, ela entende que não há nada que foi criado contra ela, mas tudo foi criado apenas para o benefício da conexão entre nós e a ascensão à doação mútua, à conexão.

Assim, do amor dos amigos, nós chegamos ao amor do Criador, isto é, o amor de toda a realidade, o desejo dar satisfação ao Criador. Doar ao Criador significa doar a todos. O termo “juntos” representa o Criador. A pessoa serve todas as criaturas e a força interior que as criou e anima, e através delas doa ao seu Criador que existe nelas.

Portanto, nós vemos que a sabedoria da Cabalá é um método muito prático. Nós podemos estudá-la como uma teoria por muitos anos e não avançar. O principal é a implantação real, e ela só pode ser realizada na conexão entre nós.

Assim, quando nos reunimos nestas Convenções, isso nos permite conectar e absorver o espírito geral. A quantidade de pessoas que se reúne ajuda-nos a chegar a uma grande intensidade. Elas não precisam ser necessariamente alunos antigos com grande experiência. A principal coisa é a força geral, quando cada um quer sair de si mesmo e entrar no outro, “derramar-se” para fora, e cair em seus braços. Assim, ela abre a percepção para o mundo e começa a descobrir a natureza, independentemente dos seus cinco sentidos físicos.

Há uma qualidade especial na conexão entre os amigos: como os seus pensamentos e opiniões são transmitidos de um para o outro, graças à sua adesão, todos são incorporados nas forças do outro, em seus atributos e sua perspectiva. Graças à incorporação geral, cada um recebe o poder de todo o grupo.

Cada indivíduo é pequeno e fraco, com poderes limitados. Mas tudo é organizado de modo que, se ele estiver incorporado no grupo, o qual não foi dado a ele por acaso, ele se completa através dele. Isso é o suficiente para sentir de forma plena todo o mundo espiritual. Nenhum de nós pode sentir a espiritualidade, mas através da conexão, todos podem adquiri-la.

É claro que a pessoa tem a chance de adquirir um grande desejo espiritual num grande grupo. É mais fácil de fazê-lo, porque é mais fácil de anular-se diante de uma grande sociedade, quando muitas pessoas influenciam a pessoa. Nós devemos apenas pressionar um pouco, e isso pode acontecer. Nós seremos capazes de transcender a nós mesmos e alcançar a realidade superior na incorporação entre nós. Eu espero que nós cumpramos isso e, juntos, descubramos a verdadeira realidade em que estamos vivendo.

Isso não é misticismo, mas uma ciência, a psicologia superior. Ao revelar o mundo superior, vamos descobrir as leis superiores da natureza, da qual a física moderna já está chegando perto. A física moderna está na fronteira da matéria, onde as leis corporais desaparecem, e é por isso que os físicos não conseguem descobrir o que está acima do tempo, espaço e movimento. Nós, no entanto, iremos revelar tudo isso, já que os nossos sentidos estarão prontos para isso. Então, vamos descobrir como devemos nos comportar corretamente no nosso mundo e como controlar nosso destino. Nós teremos a chave para o sucesso, não à custa dos outros, mas para o benefício de todos!

Da Palestra sobre a Importância da Reunião 10/05/13

Liberdade De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Liberdade”: A morte é necessariamente uma ausência e negação da existência de determinado objeto. Mas só enquanto há uma centelha que queira existir para seu próprio prazer, é que é possível dizer sobre isso que essa centelha não existe, porque se tornou ausente e morreu.

No entanto, se não existe essa centelha no homem, mas todas as centelhas de sua essência se vestem em dar satisfação ao seu Criador, então isso não está nem ausente nem morto. Pois mesmo quando o corpo é anulado, ele só é anulado em relação à autossatisfação, onde o desejo de receber está vestido e só pode existir na mesma.

No entanto, quando ele alcança o objetivo da Criação e o Criador recebe prazer dele, uma vez que é feita a Sua vontade, a essência do homem, que se veste na Sua satisfação, recebe a eternidade completa, como Ele. Assim, ele foi recompensado com a liberdade do anjo da morte.

Nós temos que fornecer a deficiência, o vaso, a necessidade de dar satisfação ao Criador. Do nosso lugar, da nossa natureza, só existe uma maneira de expressar um desejo: numa aspiração para se conectar com os outros, para ser incorporado nos desejos dos outros, e para ajudar que esses desejos sejam preenchidos com o Criador.

Este é o nível de Bina, o nível da fé, da doação, que funciona dessa maneira com suas partes superiores e inferiores: GAR (as três primeiras) e ZAT (as sete inferiores). A parte inferior, ZAT, é incorporada nos desejos do inferior, e a parte superior, GAR, pode chegar ao Criador. É assim que temos que receber: Malchut deve receber sua forma de Bina.

Então, se nos conectarmos em grupos de, digamos, dez pessoas, nos quais estamos trabalhando agora, cada um perde seu eu egoísta e é incorporado nos outros. Com isso, ele se sai e se torna parte de nossa conexão. Assim, ele já tem um novo ponto de nascimento, a liberdade do seu ego.

No entanto, por conta de quem ele nasceu? Afinal de contas, ele não tem uma deficiência própria. Todo mundo pensa: “Quando eu vou finalmente atingir o estado de embrião espiritual e, depois, o de sucção, quando vou me alimentar de Luz? Como vou avançar um pouco mais?”. No entanto, isso só é possível se recebermos as deficiências dos outros, do AHP.

Ao me anular perante o grupo, eu só anulo o meu ego e me torno como GAR de Bina que não precisa de nada. Nós estamos em doação mútua, mas como podemos dar satisfação ao Criador? Nós só podemos descobrir a Sua Luz nos vasos de recepção, e esses vasos devem ser estranhos a nós. Acontece que nós temos que voltar ao mundo externo e entrar em contato com o público em geral, como está escrito: “Eu habito no meio do meu povo”. É assim que descobrimos o vaso ideal para a revelação do Criador.

Nós temos que aceitar isso, viver com esse pensamento, e entender que vamos chegar a um estado especial especialmente desta forma. Ele é especial, pois nós nos abandonamos totalmente, quando nossos desejos de receber estão completamente vazios de todas as aquisições de materiais, e fundem-se com o Criador através da nossa equivalência de forma. Assim, não restam pensamentos sobre a própria existência, mas apenas o pensamento de dar satisfação ao Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/05/13