Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Da Fé À Verdade

Dr. Michael LaitmanNós devemos ansiar em realmente ver o amigo como o maior em nossa geração, realmente senti-lo “dentro da razão”, como se fosse a verdade e não como parece ao desejo de receber de uma pessoa. O desejo de receber sempre quer se sentir bem e confortável e, por isso, instintivamente, reduz tudo à sua volta, de modo a estar “no topo”. A coisa mais importante para ele é governar.

Assim, aceitar o pensamento sobre a necessidade de se conectar com os amigos como um meio para se chegar à conexão com o Criador só é possível na “fé acima da razão”, uma vez que, certamente, não vemos as coisas como elas realmente são. É somente de acordo com esta menor condição externa (de que uma pessoa anseia pelo mesmo objetivo e está pronto para aceitar todas as condições necessárias para avançar em direção a ele), que começamos a nos relacionar com o outro como um amigo, como um meio de conexão com o Criador.

De acordo com estes sinais externos, nós decidimos começar a trabalhar na nossa atitude em relação a essa pessoa. Se ela está pronto para trabalhar junto nós descartamos todas as outras exigências do nosso ego e nos aproximamos dessa pessoa e nos conectamos a ela para realmente descobrir a conexão entre nós, não só na “fé acima da razão”.

Na medida em que realmente nos comunicamos, nós abordamos a construção do vaso espiritual em que o Criador é revelado. A conexão pode ser “razão acima” quando eu não vejo que o amigo “vale a pena”, mas eu ainda me conecto a ele. Eu a utilizo como um meio, que é chamado de tempo de preparação, quando eu respeito os amigos não porque vejo que eles são ótimos. De acordo com os meus sentidos, eu sinto que sou maior do que eles, mas eu trabalho acima dos meus sentidos, não concordo com eles, e imagino que os amigos são maiores.

A fim de passar do estado de “fé acima da razão” para o estado de “dentro da razão”, o que significa respeitar verdadeiramente os amigos, eu tenho que corrigir os vasos, a minha percepção. A correção dos vasos é quando começamos a trabalhar com a conexão entre nós, apesar do fato de que sabemos o oposto. Nós estabelecemos uma sociedade onde todos impressionam os outros com o sentimento da grandeza do grupo e do objetivo.

Ao trabalhar em conjunto, nós atraímos a Luz que Reforma, e, no final, passamos da “fé acima da razão” para a “fé dentro da razão”, e, assim, continuamos a subir. Os níveis seguintes são mais difíceis, é claro. Primeiro, os amigos pareciam bastante razoáveis, tendo algo bom e algo ruim. Quando eu tinha que trabalhar “acima da razão”, eu podia facilmente fazer isso e aceitá-los como iguais, como parceiros ao longo do caminho espiritual e até mesmo como o maior em nossa geração. Seu objetivo parecia importante, e eles pareciam bem.

Mas então veio o endurecimento do coração e eu comecei a ver as diferentes falhas neles; tornou-se difícil aceitá-los como grandes e ver o Criador por trás deles, entusiasmar-se com o fato de que não presto atenção em ninguém, exceto os amigos que se tornam a coisa mais preciosa para mim. Assim, cada vez se torna mais difícil, até que eu consigo superar essas interrupções e preencho a minha medida.

Então, todos os meus esforços de trabalhar “acima da razão” voltam-se para “dentro da razão” e se tornam o vaso correto onde ocorre a primeira revelação do atributo de doação, ou seja, que a pessoa é preenchida com a sensação do Criador dentro dela. Assim, a “fé acima da razão” é um processo gradual, à medida que subimos de um nível para o outro, mas quando construímos o nosso vaso nós temos que ansiar por tê-lo dentro da razão, tanto quanto pudermos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Rabash

Este Repouso Agitado

Pergunta: O que pode fazer o coração ser mais sensível à Luz que corrige?

Resposta: Somente a Luz que corrige pode tornar um coração mais sensível. Nada mais funciona no coração ou o conduz em direção à correção. O coração é um desejo que responde à luz que o influencia.

Mesmo os nossos desejos mais corporais para dormir ou comer são resultado da influência da Luz que instiga os vasos. Estamos em um mar de luz que está em uma freqüência infinita de vibração. Isso é chamado de “repouso absoluto” no que diz respeito ao Criador, uma vez que todas suas ações são destinadas apenas à correção e este objetivo nunca muda. [Leia mais →]

No Desenvolvimento Acima Da Razão

Já vemos na experiência comum da vida que o ser humano não muda. Todas as qualidades com as quais ele nasce permanecem nele para a vida, apenas um pouco ajustadas de acordo com o seu entendimento de quais delas são mais úteis e quais não são. Em essência, como ele nasceu assim ele viverá e morrerá.

Nada pode nos mudar, e a sociedade, também, não tem como objetivo mudar o ser humano, sabendo que não temos os meios. A mudança só é possível se a pessoa tem propriedades especiais que estão sujeitas a mudanças, e essas propriedades não são deste mundo.

Estas são as propriedades espirituais de que tenho apenas pequenos genes informativos. Além disso, me são dados os meios para a realização desses genes: o ambiente através do qual posso atrair a Luz para os meus genes espirituais, que irão desenvolver e realizarem-se corretamente.

Assim, vou obter propriedades espirituais, além de meu corpo físico e seus órgãos sensoriais através dos quais eu me sinto, o meio ambiente e o mundo inteiro, sinto que estou vivo e existo. Assim, devido aos meus genes espirituais, devido à Luz que corrige, eu posso dar nascimento ao meu corpo espiritual e cultivá-lo para sentir o ambiente espiritual e a vida espiritual nele.

Esta é outra, a realidade superior adicional a este mundo em que eu existo agora, independentemente da minha vontade. Todo esse desenvolvimento prossegue somente pela fé acima da razão, porque a minha opinião será sempre com base em meu interesse egoísta, e meu egoísmo nunca vai concordar com o desenvolvimento espiritual.

Isso só é possível se eu elevar-me acima da razão, entendendo que não há escolha e a sociedade deve obrigar-me através de estudos e instruções de um professor. Eu finalmente começo a ouvir seus conselhos, a Luz Circundante gradualmente me dá a capacidade de ouvir. É por isso que eu já estou disposto a curvar minha cabeça, dobrar o meu ego, meus impulsos corporais, e começar a trabalhar contra eles.

Então, eu terei de justificar a mim: Porque eu faço isso? Simples belas conversas não irão ajudar aqui. Devo desenvolver o meu desejo que atrai a Luz para si mesmo. É por isso que dependo completamente do ambiente que pode me dar um desejo adicional.

Tanto quanto eu posso curvar-me e tornar-me pequeno com respeito ao meio ambiente – brincar como se fora uma criança que escuta devotamente aos adultos, restringir e dobrar o meu orgulho – a que ponto eu vou ser capaz de obter valores mais elevados a partir deles. Para sua realização, vou precisar da Luz que Reforma, e, assim, poderei avançar.

Todo esse trabalho contra o próprio desejo egoísta natural é chamado ação acima da razão. Por enquanto, estas são ações corporais no grupo, e depois vou começar a agir desta forma na espiritualidade.

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Da 1ª. Parte da Lição Diária de Cabala de 02/06/13, Escritos do Rabash

Transmitindo Espiritualidade De Uma Pessoa Para Outra

O professor fica na frente, ele vê mais longe e orienta os alunos. Mas, se um aluno tem suas próprias ideias a respeito de seu desenvolvimento e da correção do mundo, ele já é seu próprio professor. Ele pode continuar a ser um estudante e acreditar que o professor está errado sobre a direção do desenvolvimento. Ele não pode receber a realização espiritual do seu professor, mas só pode receber o conhecimento teórico, a sabedoria. Assim, ele não estuda Torá, que é o meio, as instruções de como alcançar o atributo de doação; estudar significa estar em contato com o superior através da realização de ações diferentes. Não tem nada a ver com a mente, como ele diz, “não é o sábio que aprende.” Um aluno recebe a força de doação do seu professor por sua conexão com ele.

A força da doação é transmitida por um canal interno, uma vez que não é filosofia nem a ciência teórica. Assim, todos podem receber essa força, tanto o mais estúpido e o mais sábio. Sua transmissão depende apenas das ações necessárias que cada pessoa realiza com o meio ambiente, submetendo-se, elevando o seu professor, e conectando-se com o grupo, para que todo o grupo se conecte ao professor que representa o nível superior, recebendo, assim, a correção dele. Isto é o que acontece em cada nível.

Se um aluno sobe, seu professor também sobe com ele, e se um aluno desce, então seu professor, certamente, desce com ele. Isto não é o estado real do professor, mas como ele é retratado para o aluno, tudo é em relação a quem alcança.

Quando uma pessoa só vem para estudar, ele não entende tudo isso em primeiro lugar. Ele tem que esperar até que ele começa a ouvir. Pode levar um par de anos, mas quando ele finalmente começa a ouvir, o grupo deve ajudá-lo pois caso contrário pode demorar décadas. Os amigos devem explicar-lhe que é impossível alcançar a espiritualidade, a menos que ela seja transmitida de uma pessoa para outra e somente se existe uma ligação entre eles e contato físico, o que significa que eles podem ver, ouvir, sentir, entender, e de alguma forma impressionar um ao outro, executar determinadas ações, estar em contato, e estar em interação mútua. Esta é a forma como foi organizado durante anos, e não pode mudar, já que é uma réplica das raízes espirituais.

A maravilha do último nível deste mundo é o lugar onde por minhas ações corporais posso trazer-Lhe contentamento ao subjugar-me, conectar-me a Ele, aderir a Ele por algum tipo de assistência material, e assim receber a revelação espiritual d’Ele. Como isso é possível? No entanto, eu posso fazer esforços no nível que eu possa fazê-lo já que não posso fazer mais nada. Entretanto eu não entendo o que é doação, não tenho a intenção de “a fim de doar”, mas posso atuar no nível corporal e é o suficiente para o momento.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala 6/05/13, Escritos do Baal HaSulam “Um discurso pela conclusão de O Zohar

O Poder De Se Levantar Contra A Opinião Do Mundo Inteiro

The Power To Stand Against The Whole World's OpinionO grupo precisa ser tão forte que possa apoiar e ajudar a pessoa a se levantar contra as diferentes opiniões do mundo inteiro, que inevitavelmente a atingem, penetrando-a de todos os lados, por todos os meios possíveis, mesmo estando apenas no ar. Portanto, ela deve estar sob a influência do seu grupo 24 horas por dia, e ele deve ser, pelo menos, um pouco mais forte do que a influência do resto do mundo. Isto é essencial para anular a influência corporal deste mundo e seus objetivos corporais.

Além disso, o ambiente deve impressionar a pessoa em relação à grandeza e a importância da meta espiritual, em oposição à própria inclinação ao mal da pessoa. A sociedade deve ser forte o suficiente para isso, e a pessoa deve se submeter a ela e elevá-la para receber sua influência como doação. É somente pelo poder que ela recebe do ambiente que ela consegue subir.

Assim, fica claro que tipo de trabalho a pessoa deve fazer e como a sociedade deve trabalhar nela. Caso contrário, a pessoa não tem chance de subir, uma vez que só através do grupo ela recebe o poder de subir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Rabash

A Incubadora Da Imortalidade

Dr. Michael LaitmanRabash, “A Oração Coletiva”: Com isso, nós podemos interpretar as palavras do santo Zohar, que aconselha as pessoas com uma demanda interna, que não conseguem aceitar o estado em que se encontram porque não veem qualquer progresso no trabalho de Deus e acreditam no que está escrito (Deuteronômio 30:20) “Amando ao Senhor teu Deus, ouvindo a Sua voz, e apegando-te a Ele; pois esta é a tua vida e o prolongamento dos teus dias”. Elas veem que lhes falta amor e Dvekut (adesão) e não sentem a vida na Torá nem sabem como encontrar conselhos para as suas almas para vir a sentir em seus órgãos aquilo que o texto nos diz.

O conselho é pedir por todo o coletivo. Em outras palavras, tudo o que a pessoa sente que está faltando e pede satisfação, ela não deveria dizer que é uma exceção, o que significa que merece mais do que o que tem o coletivo. Pelo contrário, “Eu habito no meio do meu povo”, ou seja, eu estou pedindo por todo o coletivo, porque eu gostaria de chegar a um estado em que não terei nenhum cuidado por mim, mas apenas em dar satisfação ao Criador. Portanto, não faz diferença para mim se o Criador extrai prazer de mim ou pode receber o prazer dos outros.

Em outras palavras, ele pede ao Criador para dar-nos essa compreensão, o que é chamado de “inteiramente para o Criador”. Isso significa que ele vai ter certeza de que não está enganando a si mesmo, que ele quer doar ao Criador, que talvez ele realmente esteja pensando apenas em sua própria autoestima, o que significa que vai sentir deleite e prazer. Portanto, ele ora pelo coletivo.

A pessoa começa a procurar o sentido da vida acima dos interesses terrenos comuns: comida, sexo, família, dinheiro, fama, conhecimento. Ela nem mesmo espera pelo resultado final da sua missão terrena para tornar-se consciente da sua indignidade, mas acredita na opinião do ambiente, sob a influência do qual se desenvolve. E se a sociedade já verificou esses valores e se desencantou com eles, então a pessoa não precisa verificá-los; ela imediatamente muda as metas terrenas para as próximas metas mais elevadas.

Então, ela começa a questionar: “Qual é o sentido da vida? Para que vivemos? Existe alguma razão para continuar vivendo, com exceção do medo animal da morte? Será que essa vida não dá em nada, ou poderia ser uma oportunidade de continuar a existir por algum propósito eterno?”.

Se ela tiver sorte, todas essas questões levam a sabedoria da Cabalá. Além disso, nada pode lhe dar a resposta, e se a humanidade continuar a se desenvolver e a julgar a si mesma, sua condição não será invejável. Ela não vai encontrar uma resposta em outro lugar. Esta é a razão pela qual a utilização de fármacos está aumentando. O que esses milhões de desempregados fazem enquanto se perguntam sobre o significado da vida? Eles são empurrados de ambos os lados, desesperados porque a vida não deixa nenhuma oportunidade para se divertir, e porque se recusam com antecedência a procurar oportunidades que, de acordo com a opinião geral, não trazem satisfação.

Mas a pessoa em quem esta verdadeira pergunta sobre o sentido da vida foi despertada, a qual está relacionada com a busca espiritual que transcende os interesses habituais do chefe de família por comida, sexo, família, dinheiro, fama e conhecimento, ela deve encontrar a resposta a esta pergunta. Ou seja, ela quer olhar para além desta vida, em sua raiz, para entender de onde vem, quem a controla, para onde flui, e qual a forma de existência que pretende nos levar.

Essas pessoas que estão envolvidas em encontrar a raiz da vida se reúnem numa sociedade “ativa” especial. Elas não só se desenvolvem devido ao seu ambiente, mas também o desenvolvem. Ou seja, elas se reúnem no ambiente para fazer um trabalho mútuo, tornando-se uma incubadora que acelera o desenvolvimento de uma pessoa e a apontam numa determinada direção. Um ser humano aparentemente não quer contar com o que a natureza lhe permite colher de uma forma natural (ovos, frango, carne, grãos, frutas e legumes), mas cria condições favoráveis ​​artificialmente, ou seja, constrói um ambiente artificial. Então ela pode saber aproximadamente o que vai conseguir.

Ela pode ajustar a temperatura da incubadora para conseguir mais ovos e a humidade numa estufa para obter uma colheita maior. Do mesmo modo, ela pode criar um ambiente favorável para se desenvolver. Afetando o meio ambiente, ela consegue regular a direção do seu desenvolvimento e seus objetivos finais. Por muitas gerações, nós temos seguido o conselho dos Cabalistas para acelerar o nosso desenvolvimento por meio de um ambiente específico, sem esperar que toda a humanidade chegue à mesma compreensão embora pelo caminho do sofrimento terrestre.

Nesta sociedade específica há princípios, “Cada um deve ajudar o outro” e “O Criador habita entre o Seu povo”. Isso significa que só é possível estabelecer uma conexão com o Criador através de uma conexão com o ambiente que nos dirige ao Criador. Esta sociedade é construída sobre a base da igualdade e unidade, garantia mútua, como um homem com um coração. Assim, dentro desse coração unificado, nós vamos revelar o Criador.

É por isso que todo o nosso trabalho reside em nos ajustar corretamente, como um instrumento musical, de modo que não fiquemos fora de sintonia, mas procuremos realmente o Criador. Se nos unirmos com este objetivo e houver a Luz Refletida entre nós, ou seja, uma atitude altruísta, garantia mútua, preocupação com o próximo na construção do amor, então dentro disso nós revelaremos a força do Criador, conforme a força desta conexão. Assim, nós passamos por 125 níveis, da primeira conexão inicial até completar a unidade com o outro.

Assim, nós podemos ajustar o nosso vaso para a sensação do Criador e começar a senti-Lo dentro de nós. A Luz Direta é revelada na Luz Circundante, dando-nos uma sensação de vida no mundo superior: no campo da força de doação, em vez da força de recepção. Esta é a única coisa necessária para corrigir o vaso de uma pessoa, que a levará às relações corrigidas.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/05/13

Uma Chave Para Compreender O Zohar

Dr. Michael LaitmanSe quisermos entender O Livro do Zohar, temos que imaginar as relações entre nós: como a intensidade da conexão aumenta e diminui de acordo com nossas ações e esforços. A rede que nos une é descrita em detalhes no TES (Talmud Eser Sefirot): Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut ou os Partzufim de Atik e Arich Anpin que é Keter, Abba e Ima, que é Hochma e Bina, e ZON, que é Zeir Anpin e Malchut.

Nós estamos ligados por esta rede, incluídos nela. Quanto mais clara esta rede se torna, mais alto podemos subir. Quanto menos clara ela se torna, mais baixo descemos. É assim como atuamos.

Assim, todo o nosso trabalho é evocar a conexão mais forte possível com as dez Sefirot em que existimos. Deste modo, cada um vai se ver como Malchut que opera todas estas dez Sefirot, até que todas elas assumam sua forma final, a forma do mundo de Ein Sof (Infinito).

Portanto, o TES, e especialmente O Livro do Zohar, foram escritos para nos incitar a ver que estamos em Malchut do sistema superior, do qual queremos evocar todo o sistema.

Nós somos parte de uma rede, e devemos estimular esta rede. Então, cada um será impressionado e sentirá o outro, e também será capaz de analisar e entender como operar todo este sistema.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, “O Livro do Zohar, Introdução”

O Rei De Israel, Um Modelo Para As Pessoas

Dr. Michael LaitmanCada letra que é descrita no artigo “As Letras do Rabbi Hamnuna Saba, a Letra Samech“, na introdução ao Livro do Zohar, indica uma determinada palavra e sua ação. A letra Mem significa a palavra “Rei”. Portanto, por que o mundo não foi criado por esta letra? É como se não houvesse uma diferença entre a força de correção e o estado ao qual ela traz o objeto que corrige.

Mem é a força de correção, Malchut (o Reino) das forças. O Rei simboliza a dominação, e o mundo não pode existir sem um Rei, o que significa sem uma força de correção que persistentemente avança o desejo de receber para a correção, para o estado desejado.

Por um lado, um Rei é uma iluminação muito alta na qual a Luz de Hochma e a Luz de Hassadim, que vêm da cabeça de Arich Anpin, se conectam. Por outro lado, esta iluminação não pode dominar o mundo, já que preenche os seres criados. Os seres criados precisam de liberdade! Embora haja um Rei e haja Malchut, sua dominação deve ser aceita com alegria e boa vontade abaixo, para que o povo queira se parecer com o Rei por seu próprio livre-arbítrio.

Um Rei não deve ser um tirano e um ditador, mas um modelo e um símbolo que a pessoa deve alcançar. Este Rei governa, mas seu governo é bom e atrai as pessoas. Assim, o Rei de Israel difere do Rei das nações do mundo. O Rei de Israel não é um exemplo de dominação. Ele governa por sua santidade, por ser grande, sublime, corrigido e inteiro, e não pela força. Ele é muito poderoso, mas é um poder totalmente diferente, diferente de outros Reis.

Da 2ª parte Lição Diária de Cabalá 27/05/13, “O Livro do Zohar, Introdução”

Em Guarda, Em Benefício De Outros

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Se de alguma forma podemos conciliar o texto acima, aqui surge a instrução de Hillel para o estrangeiro que veio até ele e pediu para ser convertido, como se diz na Gemara, “Converta-me para que você  me ensine toda a Torá enquanto estou numa perna só”. Ele lhe disse, “O que você odeia, não faça ao seu amigo”. Esta é a Torá inteira, e o resto significa apenas vá e estude. Nós vemos que ele lhe disse que a Torá inteira é a interpretação do versículo, “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.

Nós só podemos corrigir todo o desejo de receber corrupto com a atitude correta para com o ambiente. Eu tenho todos os meios necessários que me permitem entender exatamente o que estou fazendo, para controlar e ajustar a minha atitude para com os amigos, para obter os sinais corretos deles, verificar-me, e através deles obter todas as forças positivas e negativas que preciso. Em suma, uma pessoa pode corrigir toda a realidade, implementando o princípio de “o que você odeia, não faça ao outro” em tudo o que o Criador criou. Não precisamos de nada além disso.

A condição de Hillel é dividida em duas partes. Uma parte é “negativa”, o que significa que requer autodisciplina para não causar outros danos ou fazer mal a eles. A outra parte exige o contrário: guardar o bem dos outros. Se o outro tem a chance de atingir algo bom e eu o impeço de alcançá-lo de alguma forma, isso significa que eu lhe faço o que acho odioso.

Assim, o princípio de Hillel não apenas se espalha pelas ações que eu inicio quando estou cheio de amor, tentando dar o meu melhor para fazer algo em benefício de outros.

No momento que eu começo a cumprir a condição “o que você odeia, não faça ao seu amigo”, eu imediatamente entro nas questões do mundo espiritual, e tudo se torna mais claro para mim. Eu começo a descobrir a conexão entre as diferentes partes da realidade, a rede geral, e nela, eu descubro o relacionamento mútuo que estudamos no Talmut Eser Sefirot (O Estudo Das Dez Sefirot). Eu aprendo a restringir-me e como me conectar com outras pessoas, para que eu possa influenciar cada estado tanto quanto possa.

Eu descubro minhas conexões com os outros, limito-me a fim de estabelecer as relações corretas com os outros, escolho os atributos que posso usar e estabeleço um equilíbrio de forças, alcançando a união de Israel, a Torá e o Criador.

Assim é como o Hillel realmente exige que eu faça o trabalho espiritual. Não se trata fazer a caridade ou dar algum presente aos outros, mas de cálculos internos a respeito do verdadeiro benefício deles.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Pertencer A Um Órgão Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Nossos sábios disseram, “Faça um Rav para mesmo si e compre para si mesmo um amigo”. Isto significa que a pessoa pode criar um novo ambiente para si mesma. Este ambiente irá ajudá-la a obter a grandeza de seu Rav através do amor dos amigos que apreciam o Rav. Através da discussão dos amigos sobre a grandeza do Rav, cada um recebe a sensação de sua grandeza. Assim, a doação ao Rav se tornará recepção e motivação suficiente, de forma que levará a pessoa a se envolver em Torá e Mitzvot Lishma.

Eles disseram que, “A Torá é adquirida por quarenta e oito virtudes, ao servir os amigos e pelo rigor dos sábios”. Isto é assim porque além de servir o Rav, a pessoa precisa do rigor dos amigos, bem como da influência dos amigos, ou seja, que eles irão lhe afetar ao elevar a grandeza de seu Rav. Isto é assim porque obter a grandeza depende inteiramente do ambiente, e uma única pessoa não pode fazer nada com relação a isso.

Sem a pressão do grupo, sem sentir que o ambiente valoriza muito o mentor espiritual, a pessoa não pode estimá-lo. O egoísmo não lhe permite fazê-lo. É claro que aqui precisamos da ajuda da sociedade; só ela pode obrigar-nos a ter a atitude correta para com o professor, através do qual teremos ajuda de Cima.

O professor é um grau superior, e o grupo deve incutir na pessoa a importância deste grau superior. A diferença entre o mundo material e o espiritual é que basta que o aluno siga as instruções do professor, realize alguns trabalhos materiais juntamente com ele, e isso já vai conectá-lo ao professor, mesmo que ele não tenha atingido as mesmas propriedades espirituais. Uma ajuda simples é suficiente para fazer uma conexão com o grau superior e para começar a receber a Luz que Reforma.

No entanto, tudo isto é possível somente sob a condição de que a pessoa venere o professor. E isso está em desacordo com a natureza humana, e esta é a razão pela qual isso só pode ser conseguido devido à influência do ambiente. Quanto mais o ambiente venera o professor, mais fácil é para a pessoa curvar a cabeça diante dele e, portanto, receber ajuda de Cima, de acordo com a ordem dos graus espirituais.

As dez Sefirot do vaso de espiritual da pessoa são seus amigos, e a fonte superior da qual eles recebem a Luz é o professor. Assim, a pessoa sobe os degraus da escada.

Estar neste mundo imaginário nos dá uma oportunidade única, através da utilização de nosso desejo egoísta, para entrar em contacto com o grau espiritual superior e também para construir nossa união espiritual através da conexão material com os amigos. Caso contrário, não haveria nenhuma chance de conectar-se ao desejo de doação do fundo do nosso egoísmo.

É esta forma material e imaginária que nos permite usar nosso desejo egoísta para subir os graus espirituais com a ajuda de ações físicas. Isso acontece até o topo da escada espiritual: a mesma atitude permanece para com o grupo e o professor. Quanto mais a pessoa sobe, mais alto ou mais baixo sente a si mesma, dependendo do seu estado. Ela aprecia mais o grupo e ama os amigos, ou vice-versa, odeia-os mais. Da mesma forma, o professor parece-lhe mais insignificante, ou mais exaltado.

Esta conexão nunca é perdida. Não importa em que mundos os amigos e professores existem, neste mundo, ou se parte deles já entrou no outro mundo, ou seja, perdeu sua forma material. Em geral, sua conexão com os outros é preservada para sempre na estrutura da alma, como se eles pertencessem ao mesmo órgão espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 05/06/13