Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

“Não Jurarás Em Vão Em Nome Do Eterno, Teu Deus”

A Bíblia, Êxodo, 20, 7: Não jurarás em vão em nome do Eterno, teu Deus; porque o Eterno não livrará ao que jurar em vão pelo Seu Nome.

“Não jurarás em vão em nome do Eterno, teu Deus….” é uma ação realizada por uma pessoa. “Pois o Eterno não terá por inocente o que jurar em vão em seu nome”, é a resposta da força superior à ação de uma pessoa.

” Não jurarás em vão em nome do Eterno, teu Deus…” significa que você não pode aspirar à força do Criador, a fim de executar determinadas ações egoístas, já que o Criador é a força de doação absoluta, o atributo de doação. Você não pode pedir, exigir, ou usá-la para fins egoístas de qualquer forma. Não te vai levar a nada, uma vez que tais ações afastam-te para longe do Criador, e esta é a punição.

Se o Criador é o absoluto perfeito, é impossível influenciá-Lo de qualquer maneira! Você pode usá-Lo apenas para se corrigir a si mesmo ou para se afastar da correção. É com isto que todos os mandamentos estão relacionados. Os primeiros Dez Mandamentos são os principais uma vez que uma pessoa é feita de dez atributos principais.

O primeiro atributo, “não há nada além d`Ele”, pertence à Sefira de Keter (cabeça), que é aparentemente ideológica e isolada de todo o resto. Tu não o vês, ouves, conheces, ou O sentes. Tu não podes usá-Lo de maneira nenhuma!

O segundo atributo é para não atraí-Lo com propósitos egoístas e pertence ao atributo de Hochma. Há uma espécie de delegação da autoridade aqui, uma espécie de revelação do Criador que uma pessoa pode usar. Mas cuidado, pois se tu usares esta Luz sem a preparação correta, podes recebê-la dentro de ti e isso pode levar a uma ruptura. Isto irá levar-te para longe do Criador! A Luz de Hochma vai jogar-te para trás.

No entanto, se tu usares a Luz de Hochma corretamente, o que significa para a correção dos teus desejos e não em vão, esta irá esclarecer e analisar tudo corretamente: tu vais saber quem tu és e ser capaz de continuar a trabalhar corretamente.

Então tu deves prestar atenção para qual direção tu estás a trabalhar. O Criador não perdoa os nossos erros e uma ação errada leva a um resultado indesejável.

Da KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/13

“Lembra-Te Do Dia Do Sábado”

A Bíblia, Êxodo, 20, 8-11: Lembra-te do dia do Shabat (sábado), para santificá-lo. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Shabat do Eterno, teu Deus, no qual tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal e teu prosélito que estiver em teus portões, não farão nenhuma obra, porque o Eterno fez os céus e a terra, o mar e tudo o que há neles em seis dias e repousou no sétimo dia, e por isso o Eterno abençoou o dia do Shabat e o santificou.

Uma pessoa que quer avançar em direção à espiritualidade deve manter esta condição uma vez que a Torah não fala sobre dias corpóreos , mas sim de dias espirituais. O situação é que temos de corrigir a nós mesmos, a fim de nos assemelharmos mais a forma espiritual especial chamada Zeir Anpin. É feita de seis partes, e nós chamamos a esta réplica os seis dias da semana.

Não se trata de trabalhar numa fábrica ou num escritório, não é de todo considerado trabalho. Logo não vamos de todo trabalhar fisicamente , o nosso trabalho vai ser realmente alcançar os níveis espirituais.

Isto significa que, no primeiro dia de trabalho assemelho-me à primeira Sefira ,Hesed. No segundo dia assemelho-me à segunda Sefira, e assim por diante. Estes não são dias corpóreos , e não importam as 24 horas do dia, nem a rotação da Terra em torno de seu eixo.

Ao trabalhar em mim mesmo estou a corrigir o meu desejo geral: Eu classifico-o de acordo com as sete partes e corrijo-o , de tal modo que ele assume a forma de Hesed, Gevura ,Tiferet , Netzah , Hod e Yesod . Eu não posso corrigir a sétima parte do meu desejo.

Todos os meus desejos que são corrigidos durante os seis dias são acumulados e acabam no sétimo nível chamado Malchut. Este nível não pertence aos seis dias do meu trabalho de correção, é uma espécie de presente do Alto, um complemento para os seis dias.

Devemos dizer que a divisão em sete dias não existe de todo no nosso mundo do ponto de vista astrológico. Há um mês, um ano, a rotação da lua, a rotação da terra, a rotação do sol, mas não existe qualquer coisa como uma semana. A rotação completa da terra em torno de seu eixo é um “dia.” “Mês” é a rotação da Lua ao redor da Terra, e um “ano” é a rotação da terra em torno do sol, etc.

Além disso, existem feriados chamados de “um mês novo”, um “ano novo”, e assim por diante. Um feriado de um mês novo, o que significa o início do mês, tem uma mensagem clara ,uma vez que há uma lua nova, quando a terra não consegue escondê-la completamente, e aos poucos a revela. A lua parece crescer gradualmente e é um sinal astronômico. Você olha para o céu, vê-a, e você pode medir tudo de acordo com isso. Se você mora em Jerusalém, você mede-o em relação a Jerusalém, etc, dependendo da sua longitude.

Mas uma semana é apenas um conceito espiritual. Ninguém a comemora. Na verdade, se originou no grupo de Abraão, cujos membros começaram a dirigir-se para as forças espirituais dessa maneira.

Ela não só pertence a Jerusalém. É comemorada em qualquer longitude onde você está. Se eu celebro agora o Shabat (sábado) em Jerusalém , o meu amigo, no México não estão a celebrá-lo, sendo ainda um dia de trabalho. Isto é, este sinal não existe no nosso mundo.

O que isso indica? Se uma pessoa realiza um trabalho espiritual e corrige as seis partes dentro dele, seis Sefirot de sua alma Hesed , Gevura , Tiferet , Netzah , Hod e Yesod, ele atinge um estado em que todos eles se conectam, uma vez que Yesod é a peça de ligação. Tudo isso entra no sétimo dia da semana, Malchut.

Este estado espiritual não tem nada a ver com os dias da semana do calendário. Ele pode durar um minuto ou dez minutos, não faz diferença uma vez que o tempo não importa. Naquele dia, o que significa naquele estado espiritual, uma pessoa não deve fazer nada, já que ele tem que receber o resultado da chamada semana de trabalho, um dos seis estados de correção, dentro dele. Como resultado deste trabalho alternando as seis partes de correção com a sétima parte e da sua ligação, uma pessoa chega ao fim da correção, quando toda a sua alma está totalmente corrigida.

Da KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/13

O Amor Que Quebra O “Coração De Pedra”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu posso dar ao Criador?

Resposta: Você sentiu certo desconforto pela recepção no mundo do Ein Sof (Infinito), e você parou e disse para si mesmo que não queria receber mais. No mundo da quebra, o mundo de Nekudim, você estava quebrado, já que não podia receber a fim de doar. Nós sabemos do TES que os Partzufim superiores cometeram um erro intencional nos cálculos. Porém por que você foi quebrado? Porque você descobriu um amor que você não poderia receber a fim de doar, que você não poderia retribuir!

A satisfação em si não importa, nem as cinco porções que o anfitrião lhe serve. As cinco porções já aparecem no mundo de Adam Kadmon, e está claro para você que você pode recebê-las ou não. Tudo está claro em relação às porções, mas agora você descobre que o anfitrião tem uma atitude especial para com você, que Ele ama você! E você não pode suportar esta atitude e ela quebra você.

O amor quebra da forma mais severa, já que você não tem nada para dar em troca, não há nada a fazer. Então, a pessoa que se dedica a alguém, como uma esposa a seu marido, compra-o totalmente. Se ela demonstra que está disposta a fazer tudo por ele, ele não pode rejeitá-la; é um amor incondicional.

É impossível resistir a esse amor que é revelado na quebra dos vasos; a criatura  não pode pagar por ele, não tem nada para completá-lo. Assim, como resultado da quebra, nós começamos finalmente a procurar e descobrimos o quê podemos dar em troca do amor do superior.

Assim, nós entendemos o que são as “duas grandes Luzes”: Malchut e Zeir Anpin, a criatura e o Criador que se tornam um: “eu sou para meu amado e meu amado é para mim”.

Pergunta: Eu não posso pagar por esse amor apenas por minha dedicação, apreço, admiração e o reconhecimento de Sua grandeza?

Resposta: Não, porque você não tem nenhum outro parâmetro, exceto o seu desejo. Você não pode medir o amor e não sabe o que é o amor. Você sabe o que é o amor apenas pelo seu próprio vaso.

Você acha que expressar seu amor para com o Criador é retribuir a Ele vários quilos de desejo com uma Masach (tela), mas o amor é típico apenas do Criador. Se você mede e calcula isso, então, graças à conexão entre vocês, a Luz do Seu amor preenche vocês dois. Isto significa que “vocês são cobertos por um cobertor”. A Luz do amor vem do Criador e envolve vocês dois, já que vocês querem alcançar a adesão; visto que o amor mútuo é chamado de adesão, vocês têm os vasos comuns que são preenchidos pela Luz comum graças à Masach comum.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/13, Talmud Eser Sefirot

Nós Devemos Tomar A Iniciativa

Dr. Michael LaitmanPergunta: A sabedoria da Cabalá usou quatro linguagens ao longo da história: a linguagem da Bíblia, a linguagem da Halachá (lei judaica), a linguagem da Hagadá, e a linguagem da Cabalá. Nós podemos dizer que a linguagem da educação integral é a quinta nova linguagem que usamos para nos comunicar com o mundo?

Resposta: Não. É mais como a linguagem da Cabalá adaptada para “bebês”. É porque nós falamos com as pessoas sobre amor, conexão, submissão, sobre a força coletiva de doação que é revelada na conexão entre nós. Esta força é revelada a partir de um nível mais elevado e habita entre nós como sabedoria para as massas. Nós explicamos a psicologia da educação integral usando a terminologia de hoje, por trás da qual não há outra senão a sabedoria da Cabalá: Sefirot, Partzufim, os mundos, subidas e descidas, conexão mútua, Reshimot (reminiscências), etc.

Pergunta: Se, no passado, bastava eu estudar a sabedoria da Cabalá e me conectar com os amigos e o grupo, será que eu também tenho que estudar este estilo de linguagem Cabalística hoje?

Resposta: Sim. É a singularidade da educação integral. Da mesma forma, nós explicamos às crianças e adultos as mesmas coisas de maneiras diferentes. A conexão com o mundo passa por um nível diferente de comunicação e nós temos que aprendê-lo.

É a Luz que Reforma que corrige todos. Ela não chega às massas se não participarmos do processo. Se o mundo começar a se conectar de forma independente, ela vai acelerar o ritmo de avanço ao longo do caminho do sofrimento.

Por exemplo, se a Europa começar a fortalecer a união que tanto necessita hoje, isso vai levar a regimes nazistas e comunas locais que abusam dos outros. Mas se trabalharmos na unidade da Europa, então ela vai assumir uma forma espiritual, de acordo com a regra do “ama ao próximo como a ti mesmo”. Por isso, não devemos dar tempo ao mundo para iniciar a conexão egoísta. Só se iniciarmos o processo de conexão entre eles, isso conduzirá a um resultado positivo.

Pergunta: Como podemos fazer isso?

Resposta: Ao utilizar os meios de comunicação, através dos nossos grupos e, principalmente, através da rede geral, que conecta todos nós “abaixo da superfície”. Através dela, nós vamos influenciar as pessoas e elas vão começar a entender que nós temos o método certo de correção e ninguém mais.

Na verdade, aceitar a educação integral é o critério de que a pessoa está preparada para ser corrigida. Este é o cumprimento da sabedoria da Cabalá, como se diz nos artigos “Matan Torá” (A Entrega da Torá) e “O Arvut” (Garantia Mútua). Portanto, o nosso papel é nos tornarmos professores, um “reino de sacerdotes e uma nação santa” no que diz respeito às nações do mundo. Este é realmente o campo onde realizamos nossas ações externas: “um campo abençoado pelo Criador”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam

A Escuridão Do Egito Antes Do Amanhecer

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que caracteriza o pico do exílio a partir do qual nós chegamos à redenção?

Resposta: Em primeiro lugar, o exílio começa quando nós sentimos que a inclinação ao mal perturba a nossa conexão. Eu anseio pelo Criador e, portanto, anseio pela conexão, mas minha natureza está no caminho, bloqueia, e não me deixa avançar. Isto é o que realmente aconteceu entre os filhos de Jacá naquele momento.

E no auge do exílio nós vemos que o Faraó vence, e assim nos encontramos na “escuridão egípcia”, sob o enorme domínio do “anjo da morte”, que não deixa nenhuma esperança. Nós estamos tão ansiosos em nos conectar, entendendo que toda a nossa vida depende apenas disso, e ao mesmo tempo, vemos que é impossível.

Justamente a partir dessa escuridão é que o comando é ouvido: “Fuja”. Assim, a possibilidade de salvação nos é revelada. Num estado de impotência absoluta, quando não há possibilidade de salvação, quando todos estão em desespero, sem esperança, só o Criador com Sua glória e por Si mesmo, e nada mais, salvo o poder supremo, nos leva à Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Perdão Legal

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor dos Seres Criados”: Assim, toda e qualquer Mitzvah que uma pessoa realiza afeta o mundo todo. É como uma pessoa que pesa sementes numa balança. Assim como toda e qualquer semente que a pessoa coloca na balança induz a decisão final desejada, cada Mitzvah que a pessoa executa diante de toda a terra é cheia de conhecimento e desenvolve o mundo nessa direção.

Diz-se: “Mas um pecador destrói muito bem”. Isso significa que o pecado de uma pessoa reduz o peso na balança, como se ela tomasse de volta a semente que havia colocado na balança. Com isso, a pessoa retrocede o mundo.

Pergunta: Eu não entendo como nós podemos alcançar a correção geral se cada ação errada que qualquer um possa fazer pode estragar tudo.

Resposta: Há ocultação de cima para baixo, na medida em que o sistema dos mundos se expande, o que significa o sistema de ocultação. Ele opera de modo que mesmo se nós, que somos iniciantes, cometermos grandes pecados abaixo, isso não conta como pecados.

Assim como um bebê é perdoado quando quebra alguma coisa, já que não há nada que possamos fazer. Mas quando ele cresce, temos algumas exigências e demandas ainda maiores de uma pessoa adulta, embora ela também possa ser perdoada na primeira vez.

Portanto, nós somos operados e só operamos de acordo com o nosso nível atual, e de acordo com este nível o benefício ou prejuízo que trazemos sociedade é determinado. Este é o sistema de ocultação, a “jurisdição espiritual”, que diminui a influência da Luz superior e constrói uma espécie de cone, onde o ponto mais baixo fica para as exigências mínimas, à beira do “perdão”, e à medida que subimos as demandas se expandem cada vez.

Ainda assim, você deve saber que em seu estado atual, você influencia toda a realidade. A pessoa é um mundo, mas não à custa dos outros, e cada um descobre todo o seu mundo interior.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 05/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Espírito Que Transcende O Corpo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na próxima etapa do desenvolvimento da humanidade, ela será mais sensível. Há uma série de tendências que confirmam isto. Primeiro, as crianças de hoje são muito mais sensíveis a receber informações. Em segundo lugar, nós vemos que hoje existem dezenas de programas de entretenimento na televisão em que médiuns e muitas outras pessoas com mais sensibilidade sutis aparecem com uma clareza que é desconhecida para nós.

Tem-se a impressão de que a humanidade está mudando internamente, senão externamente, seja ao nível da organização do corpo biológico ou do método de processamento da informação. Será que existe algum tipo de lei aqui?

Resposta: Todos esses problemas começaram mesmo a aparecer centenas de milhares de anos atrás, na época da transição do macaco para o ser humano. Nós descemos das árvores, parando gradualmente de caçar, começamos a nos envolver com a agricultura, passamos por um sistema de escravidão, começamos a estabelecer cidades e civilizações, imprimimos dinheiro, inventamos a escrita, e assim por diante. Tudo isso ajudou no desenvolvimento humano.

Assim, em nossos dias, está surgindo na humanidade a necessidade de sentir o poder orientador que nos dará a possibilidade de descobrir por que estamos vivendo, a capacidade de sentir o seu propósito e de alcançar isso enquanto ainda estamos vivos neste mundo e não só no outro mundo, como a religião nos dizia. Nós precisamos atingir o próximo estado mais elevado, independentemente do corpo estar vivo ou morto. Apesar de estar no corpo físico, é como se realmente nos encontrássemos fora dele, ao lado dele, apenas identificando-nos com o corpo.

Com a ajuda das lições especiais de educação integral, que ajudam a pessoa a  desenvolver conexões – como “sair de si mesmo” para sentir o outro, para viver dentro dele, para amá-lo, para ser integrado a ele -, a pessoa desenvolve a tecnologia para a saída psicológica de si mesma.

Além disso, quando ela começa a perceber isso, percebe que não é um corpo, mas sim um espírito, desejo e intelecto, que não existe dentro de um corpo. O corpo é apenas seu transportador temporário, mas o transportador pode transmitir todas as suas informações onde quer que deseje, de um portador para outro, de um computador para outro.

Quando a pessoa começa a entender que pode “se transferir”, uma sensação de liberdade aparece nela. Assim, a partir disso, ela pode resolver problemas completamente diferentes.

De KabTV “Através do Tempo” 20/03/13

Você Não Compra A Espiritualidade, Nem A Aceita À Força

Dr. Michael LaitmanRabash, “De acordo com O Que é Explicado A Respeito do ‘Ama a teu Próximo como a Ti Mesmo’”: Se cada um é anulado perante o seu amigo e se confunde com ele, ambos se tornam uma única massa, onde todas as partes pequenas que querem o amor ao próximo se unem numa força coletiva que consiste de várias partes. E quando a pessoa tem uma grande força, ela pode executar o amor ao próximo.

Então ela pode conseguir o amor de Deus. Mas, a condição é que cada um irá se anular diante do outro. No entanto, quando ela está separada de seu amigo, ela não pode receber a parcela que deveria receber do seu amigo.

Assim, cada um deve dizer que não é nada comparado ao seu amigo. É como escrever números: Se você escrever primeiro “1” e depois “0”, é dez vezes mais. E quando você escreve “00” é cem vezes mais. Em outras palavras, se seu amigo é o número um, e o zero o segue, considera-se que a pessoa recebe do seu amigo 10 vezes mais. E se ela diz que é duplo zero em comparação ao seu amigo, ela recebe do seu amigo 100 (cem) vezes mais.

No entanto, se for o contrário, e ela diz que seu amigo é zero e ela é um, então ela é dez vezes menos do que o seu amigo: 0,1. E se ela pode dizer que ele é um, e ela tem dois amigos que são dois zeros em relação a ela, então ela é considerado cem vezes menos do que eles, o que significa que é 0,01. Assim, o seu grau diminui de acordo com o número de zeros que ela tem dos seus amigos.

Se eu quero receber algo de alguém em nosso mundo, eu tenho que pagar de volta por isso ou tomá-lo à força, como o grande toma do pequeno. Neste caso, quanto maior eu sou, mais eu posso extorquir o outro e receber mais dele. É assim como as coisas ocorrem no mundo corpóreo, quando falamos sobre a recepção no desejo de receber.

Mas se é sobre receber poderes espirituais, isso funciona de acordo com uma lei oposta. Quanto mais importante eu considero o meu amigo e maior eu o vejo, mais eu posso receber dele.

Eu não consigo receber nada de alguém que seja igual a mim, já que ele está no mesmo nível que eu. Mas se ele é até mesmo um pouco maior do que eu, eu já posso receber alguma coisa dele, e quanto mais eu o elevo, mais posso receber.

Não tem nada a ver com o amigo em si, mas apenas com a forma como eu o trato com respeito a mim. É como os alunos do Rabi Yossi Ben Kisma, que não tinham ideia de como o professor trabalhava com eles. Ele se via como relativamente menor do que os seus alunos e por isso recebia poderes espirituais através deles.

Tudo depende de quão grande o seu amigo é aos seus olhos. Quanto maior ele é, mais eu posso receber a força de doação dele. Mas se é sobre receber poderes egoístas, então se trata de um princípio diferente, de acordo com o qual, quanto maior eu sou, mais eu posso extorquir o outro para satisfazer o meu ego.

Assim, o poder espiritual que você receberá do meio ambiente depende só de você: se é 1.000 ou 0.001. Nós temos que estar num grupo de dez que esteja trabalhando em conexão e onde cada um esteja, de alguma forma, conectado ao desejo de doar, como os alunos do Rabino Yossi Ben Kisma. Mas isso é suficiente, já que tudo depende de você e o quanto você domina a si mesmo!

Você nunca terá o poder para avançar se você não receber poderes do ambiente. Portanto, a regra de dominar a si mesmo diante dos amigos, mesmo por ações físicas, é o meio mais eficiente para avançar. Não devemos pensar que os Cabalistas nos falam sobre isso só para estabelecer boas relações da mesma maneira que ensinamos as crianças no nosso mundo a se comportar moralmente, uma vez que esta abordagem é oposta à sabedoria da Cabalá.

Nós fazemos isso apenas para receber a força de doação da Luz, do Criador, através dos outros. Já que eu me domino, a Luz pode fluir em mim através do amigo. Se eu tratar os outros como se eles fossem realmente maiores do que eu, eu vou receber o poder de doação através deles. É o suficiente para tratá-los com a intenção a fim de doar e nas relações entre nós eu vou começar a sentir o Criador e serei capaz de satisfazê-Lo. Através da doação aos amigos, eu vou ser capaz de sentir como posso alcançar a doação ao Criador. Ela será revelada a mim através da imagem do grupo que eu vou ver na Luz da minha doação. Assim, a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo” é o principal objetivo do nosso trabalho, que é um sentimento constante de humildade para com os amigos, e, consequentemente, nós construímos os poderes de doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/13, Escritos do Rabash

O Outro Como Garantia Contra Cometer Erros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Nós não devemos nos confundir com as ações, pois elas são definidas diante dos nossos olhos. Nós sabemos que se precedermos nossas próprias necessidades, isto é a doação. Por essa razão, Hillel não define a meta como “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e toda a tua alma e com todas as tuas forças”, porque eles são realmente a mesma coisa.

É assim porque a pessoa deve também amar o amigo com todo o seu coração e com toda a sua alma e com toda sua força, porque esse é o significado das palavras “como a ti mesmo”. Afinal, a pessoa certamente ama a si mesma com todo o coração, alma e força, mas no que diz respeito ao Criador, ela pode se enganar; e com um amigo, isto está sempre diante de seus olhos.

Foi-nos dada uma grande ajuda e uma oportunidade valiosa para fazer a transição entre o desejo de receber e o desejo de doar neste mundo, ou seja, de um estado onde constantemente vemos a realidade corporal, o desejo de receber corporal e todas as fronteiras que ele nos descreve. Em vez das tentativas de trabalhar com um atributo que está separado de nós, que é o desejo de doar, nós podemos trabalhar com o que realmente descobrimos, com o que podemos alcançar e sentir, que é como o outro companheiro nos parece.

Em outras palavras, o mundo espiritual que está oculto de mim aparece diante de mim numa forma corpórea, e eu estou em contato com ele. Isso me permite mudar a minha atitude para com o que eu vejo e sinto ao cooperar mutuamente com o outro. Juntos, nós podemos alcançar tais correções para que, através do mundo corpóreo, em sua profundidade, eu encontre o mundo espiritual.

Na verdade, a atitude para com os outros e a atitude para com o Criador são a mesma coisa, mas se parecem duas coisas diferentes, elas na realidade são a mesma coisa. Quanto mais nós descobrimos a espiritualidade, mais vemos que está  totalmente “vestida” na corporeidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Chegar Ao Centro Do Universo Como No Buraco De Uma Agulha

Dr. Michael LaitmanRabash: “Venha ao Faraó – 2”: Por esta razão, não devemos subestimar a importância do trabalho no amor dos amigos, pois com isso a pessoa vai aprender a sair do amor próprio e entrar no caminho do amor ao próximo. E quando ela completar o trabalho do amor dos amigos, ela será capaz de ser recompensada com o amor do Criador.

Nós devemos saber que há uma virtude em amar os amigos: a pessoa não pode se enganar e dizer que ama os amigos, se de fato não os ama. Aqui ela pode examinar se realmente tem o amor dos amigos ou não. Mas com o amor do Criador, a pessoa não pode examinar a si mesma para saber se a sua intenção é o amor do Criador, ou seja, que ela quer doar ao Criador, ou o seu desejo é receber a fim de receber.

Você precisa treinar para avaliar o sucesso do seu progresso espiritual, com o quanto você acha que ele depende da relação com o ambiente. O ambiente não é apenas um meio do nosso avanço em direção ao Criador, mas precisamente no seu interior, dentro da nossa conexão homogênea e unificada com o outro, completamente como iguais, vamos encontrar o Criador.

Se toda a nossa atenção é dirigida ao centro da unificação, nós começamos a entender que este ambiente é Shechiná, Malchut do mundo de Atzilut, o ponto central da criação, no qual o nosso avanço, o nascimento espiritual e o crescimento devem ser realizados. Toda a vida espiritual só é percebida no centro de grupo. Dependendo de quão poderosa é a unificação que nós somos capazes de alcançar, tanto em quantidade como em qualidade, nós podemos medir a nossa subida na escada espiritual e corrigir toda a realidade a partir da nossa alma.

Todo o trabalho está na preparação, de modo que com a ajuda da Luz que Reforma nós alcançamos a sensação de que dependemos totalmente e recebemos a vida só a partir do ponto de nossa conexão com o outro, que é o centro de todo o universo. Este é o ponto que nós descobrimos como o “buraco da agulha”, e a força comum de conexão e amor, isto é, o Criador, é revelada nele.

Nós nos tornamos os ajudantes, amigos da Shechiná e do Shochen; o Criador é revelado. Tudo é só lá. A principal coisa é entender que todos os acidentes e problemas são causados ​​pela falta de conexão correta entre nós e concentrar todas as nossas respostas e esforços no fortalecimento da nossa conexão neste ponto central. Quando uma pessoa se liga ao ambiente desta forma, esta ligação se torna mais sensível, enérgica e incondicional; ela já começa a avançar corretamente para a revelação da Shechiná, tornando-se sua parte inseparável.

Da Preparação para a Diária de Cabala Lição 06/06/13