Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Grupo — Um Sistema De Influência Sobre Uma Pessoa

528.02Pergunta: Para manter uma intenção, a pessoa precisa realizar algumas ações e ser ativa?

Resposta: Uma intenção só pode ser cultivada na medida em que é importante para uma pessoa. Só posso desenvolver esse grau de importância com a ajuda de um grupo, depois de ter compreendido mentalmente como transmitir esse conhecimento ao corpo na forma de sentimentos. Afinal, o corpo reage apenas aos sentimentos, a mente praticamente não tem efeito sobre ele.

Não importa o quanto eu desperte sentimentos com a ajuda da minha mente, isso não trará resultados. Preciso ser comovido, amedrontado, e isso é alcançado através do ambiente. Não é à toa que Baal HaSulam afirma que esta é a minha única escolha.

Mas essa é uma escolha minha; afinal, sou eu quem escolhe e direciona o grupo para que ele me afete dessa forma. É como se pessoas doentes viessem até mim sem entender que são obrigadas a fazer uma “lavagem cerebral” em si mesmas.

Portanto, sistemas são construídos em torno de uma pessoa que a ajudaria, a influenciaria e lhe daria importância.

Veja o quanto somos obrigados a trabalhar contra a nossa natureza, que apaga qualquer impressão. Ontem, sofremos um golpe e dez minutos depois nos esquecemos dele. No momento em que ouvimos falar de um incidente no rádio, procuramos uma maneira de esquecê-lo. Naquele exato momento!

E então? Então nos perguntamos: como é possível que milhões de pessoas tenham sido enviadas para as câmaras de gás? É muito simples: uma pessoa constrói para si um sistema que apaga a conexão entre causa e efeito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 13/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Um Jogo Que Muda Atitudes Em Relação À Realidade

528.02Quem estuda Cabalá acaba entendendo que estamos falando do processo de mudança dos Kelim. Isso só acontece se ele avança no caminho espiritual.

O que ele pensa, entende e deseja agora, porque seu objetivo é se preencher, amanhã será diferente. Se ele entender isso, então ele próprio brinca com seu desejo de receber para que isso lhe permita avançar.

É aqui que tudo começa: eles despertam em si mesmos um sentimento de vergonha diante do grupo. “Como posso não comparecer à aula, agir diferente dos outros? Como posso me sentir orgulhoso em relação ao grupo se não fiz nada por ele?”

Isso é bom — brincar consigo mesmo dessa maneira. Como se costuma dizer: “A inveja, a luxúria e a busca por honra afastam a pessoa do mundo”. Ou seja, elas elevam a pessoa do nível atual para um nível superior. Sem isso, nada adianta.

E assim continua até que, em vez de receber prazeres nos vasos da inveja, da luxúria e da honra, as pessoas gradualmente começam a valorizar os prazeres que advêm de seu relacionamento com o Criador: “Qual é a minha atitude em relação a Ele? Como Ele se relaciona comigo? Quero assemelhar-me a Ele em qualidades, estar próximo Dele”, e assim por diante. A pessoa começa a ganhar autorrespeito de acordo com seu respeito pelo Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 13/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Pré-requisitos Para A Busca Pelo Criador

219.01Até hoje a humanidade ainda percebe que há muitas forças, muitos propósitos no mundo, que não há um único pensamento, uma única força, um único desejo, um único objetivo; que somos movidos por vários impulsos, vontades, e que sobre nós existem inúmeros “comandantes” e causas para o que ocorre.

Mas o sofrimento, tanto nas gerações anteriores quanto na nossa, no bom e no mau caminho, gradualmente purifica a Aviut (espessura).

Precisamente porque, por um lado, a pessoa se torna mais “espessa” e, por outro, investiga cada vez mais, chegando a compreender que é incapaz de compreender e investigar, isso a leva à revelação da verdade de que ela não compreende como a criação é estruturada. Isso lhe dá o pré-requisito para exigir a revelação do Criador, assim como a exigência que surgiu em Abraão.

Portanto, quando Abraão começou a buscar o Criador, ele estava sozinho. Mais tarde, outros se juntaram a ele, aqueles mencionados na Torá, pessoas que compreenderam essa ideia e o acompanharam: seus filhos, netos e discípulos, que constantemente o acompanhavam.

Tudo isso se tornou um sistema especial para educar as gerações futuras dentro do grupo de Abraão.
Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

O Grupo É Um Amplificador Da Importância Do Objetivo

942Se uma pessoa esclarece melhor o objetivo final para si mesma, ela adquire mais força e um maior senso da necessidade de se envolver em Arvut (garantia mútua), no trabalho dentro do grupo, em investir nele?

Isso se constrói em bases mútuas. Não importa o quanto você esteja inspirado pelo objetivo final, você não conseguirá tirar muito proveito dele sem receber do grupo a consciência da importância desse objetivo final.

Você não tem força nem conexão com o Criador que possa brilhar sobre você e lhe dar consciência de quem Ele é e o que Ele é. Somente seus amigos podem lhe dizer o quanto Ele é grandioso. Portanto, você não terá sucesso se se aprofundar em esclarecer o que é a adesão final enquanto estiver sozinho. Isso não lhe acrescentará nada.

Para que a importância do Criador realmente o obrigue a agir, você precisa recorrer ao grupo. Isso ampliará a consciência da grandeza do Criador. Pois, se uma pessoa tem um objetivo, ela precisa vir ao grupo para que o grupo o exalte, e ela pensará constantemente nesse objetivo.

Pergunta: Como é possível esclarecer esse objetivo em detalhes?

Resposta: Você não pode fazer isso! Por que precisa dos detalhes? Para você, o principal é ter “combustível”, pressão, um senso de necessidade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 13/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Iscas Para O Desejo De Receber

506.2Para as pessoas que habitam os desejos de “escravos”, “crianças” ou “mulheres”, o método deve ser explicado gentilmente, isto é, de uma forma que o desejo de receber pareça estar se movendo em direção à realização, em direção ao prazer, em direção ao que atualmente lhe parece ser bom.

Mas por que fazemos o que parece ser uma espécie de jogo falso com aqueles que estão nesses estados? Porque sabemos que, ao tentá-los com as realizações de hoje, com esses pequenos “presentes”, coisas que o desejo de receber deseja atualmente, estamos, na verdade, cultivando esse desejo, e ele se desenvolve.

E, à medida que se desenvolve, atinge estados nos quais a parte de Bina dentro dele começa a crescer. Bina significa “compreensão”, da palavra “Avana” — razão, análise crítica.

Uma pessoa, além de sua Malchut, além do desejo, começa a desenvolver uma parte de Bina, e então, na conexão e no choque entre elas, ela começa a entender seu estado e analisá-lo, na medida do possível, da perspectiva de Bina, o que significa mais objetivamente, independentemente de Malchut, do desejo de receber.

Nesse ponto, a pessoa muda até mesmo suas realizações; ela começa a querer algo diferente. Depois de brincar com várias brincadeiras, a criança passa a entender que não quer apenas brincadeiras, mas algo mais sério, e cada vez mais sério. Por exemplo, uma menina quer brincar com uma boneca, mas não com um bebê. Mesmo que o bebê seja real, a boneca lhe convém. É a forma de seu prazer. Mas para uma mãe, uma boneca não serve; ela quer um bebê vivo. Essa é a sua “brincadeira”. Cada um na sua.

Então acontece que aparentemente estamos mentindo para o desejo de receber e para as pessoas que estão conosco em sua primeira palestra ou em seu primeiro ano de estudo, e dizemos a elas que tudo ficará bem.

Claro, não estamos mentindo sobre o fato de que tudo ficará bem, mas ficará bem, não para os vasos (Kelim) que elas têm agora, mas para aqueles que crescerão. E para os vasos atuais, dê-lhes alguns doces, uma brincadeira de esconde-esconde, um carro ou algo mais, para eles, isso é bom. Então dê-lhes isso agora. A cada vez, dê-lhes essas iscas para que continuem progredindo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 13/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Incline A Balança Para O Bem

238.01Pergunta: Nós, em nosso estado atual, influenciamos o equilíbrio da balança para o bem?

Resposta: A cada momento da nossa existência, estamos na realização de apenas uma coisa: a garantia mútua (Arvut). Quer queiramos ou não, nós e o mundo inteiro estamos avançando em direção à realização de sua importância, seja através do sofrimento ou pelo caminho da Torá.

Não há nada mais para o qual a humanidade esteja sendo conduzida além da garantia mútua. Devemos compreender que é uma necessidade, que a unidade mútua conduza do “Ama o teu próximo” ao “Ama o Senhor, teu Deus”. Este é o processo pelo qual todas as almas devem passar.

Portanto, tudo o que acontece a todas as almas e a cada indivíduo a cada segundo de suas vidas é essencialmente um movimento em direção ao cumprimento desta lei.

Não importa o quão confusos nós e toda a humanidade possamos nos sentir — sem saber onde estamos, o que estamos fazendo e com o que estamos ocupados — tudo isso é apenas um esclarecimento para que possamos chegar à conclusão final: depende de cada pessoa para que lado a balança penderá.

Em outras palavras, tudo depende do grau de responsabilidade que cada indivíduo assume no cumprimento da lei da garantia mútua.

Mesmo agora, quando você ainda não está corrigido, na medida em que se aproxima de alguma forma da compreensão desta lei que somos obrigados a cumprir, você afeta o mundo inteiro através da sua inclusão em todas as almas. Dessa forma, a lei se revela mais nelas, e você ajuda outros a alcançarem o seu cumprimento.

No entanto, existem pessoas que, devido ao estado de seu ponto no coração, são incapazes de se esforçar para se unir ao Criador e não conseguem cumprir a lei da garantia mútua por si mesmas. Mas, como todas as outras almas estão incluídas nelas, elas receberão alguma iluminação e, como resultado, cumprirão essa lei.

Elas dirão: “Se todos os outros estão fazendo isso, é claro que também devemos fazer”. Mas internamente, elas não sentirão isso porque a penetração de outras almas nelas é realmente mínima.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 11/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Ação Simples

938.05Pergunta: Qual é uma maneira de verificar se estou em intenção?

Resposta: A intenção para quê? Para o estado em que quero estar. Como imagino isso? Qual é o estado que quero alcançar depois? Não consigo imaginar o fim da correção ou o infinito, como se eu estivesse flutuando ali e não houvesse diferença entre esquerda e direita.

Como posso imaginar todos esses estados?! Além disso, tudo ali é qualitativo, não quantitativo; não há distâncias, e assim por diante. Imaginar tais coisas é perder completamente qualquer tipo de ponto de apoio.

Imagino um estado que é desejável do meu ponto de vista, e a partir daí começo a agir. Só isso. Não imagine todo tipo de imagens abstratas de sabe-se lá o quê.

Pergunta: Então, qual é a ação correta?

Resposta: A ação é muito simples. Se eu quiser me aproximar da espiritualidade, já que para mim ela é a salvação de toda a minha vida, então devo recorrer ao grupo para que ele aumente a importância de entrar na espiritualidade para mim, e então terei forças para isso.

Por exemplo, hoje temos uma reunião de amigos: “Por que estamos fazendo isso? Como vamos influenciar a todos com isso? Como vamos despertar juntos e sentir uma força comum? O que ganhamos no final? Afinal, no dia seguinte eu vou cair disso. É desejável? Talvez seja exatamente isso que seja bom, já que então novos e fortes Kelim se formarão em mim? Hoje posso falar com milhares de pessoas ao redor do mundo que me veem. E não apenas alguns milhares, muito mais! Elas podem mudar a minha vida”.

Você tem algo em que pensar durante o dia. O resultado depende do que você pensa, não do que você faz. É isso que significa viver no espaço das intenções. A ação pode permanecer a mesma, mas o resultado é o que você espera dela.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 13/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Como Podemos Ascender A Um Nível Espiritual?

942Quando vivemos com a intenção correta, sentimos a eternidade, a vida e a realização interior! Isso não complica a existência material de uma pessoa; na verdade, é assim que ela realmente sente o que é a vida.

Pergunta: E se eu ainda não achar que está bom? O que devo fazer?

Resposta: Enquanto você não sentir que isso é vida, isso lhe parecerá a morte.

O que você deve fazer? Pergunte ao grupo! Você não tem escolha. Naturalmente, você nunca desejará isso sozinho. É isso que significa ascender do nível animal ao humano, ou mais precisamente, não ao nível humano, mas ao espiritual! Se você viver com a intenção direcionada à força superior, você a descobrirá, sentirá e habitará na sensação da vida eterna.

Esta já é uma dimensão que lhe dá uma atitude completamente nova em relação a tudo. Se toda a sua vida estiver voltada ao Criador 24 horas por dia, então é isso, você já está vivendo no mesmo espaço que Ele! É um modo de existência totalmente diferente.

Pergunta: Como posso pedir ao grupo que me dê esse tipo de atitude?

Resposta: Não peça, exija do grupo! Conscientize-os dessa necessidade.

Comentário: Mas eu não tenho essa consciência em mim!

Minha Resposta: Você não tem isso em si, mas pode influenciar o grupo. Afinal, você não está sempre pressionando alguém? Você não quer impor sua opinião aos outros? Você faz isso o tempo todo; isso é egoísmo! Pressione-os e isso retornará a você na forma de convicção.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Contra A Lógica

88Cada vez que uma pessoa passa pelos quatro exílios, ela corrige a adição do desejo de receber. E hoje, como em todos os estágios anteriores durante os quais a alma de Adam HaRishon passou por correções, o mesmo sistema opera. A força de Abraão se revela em oposição a todas as forças que podem ser corrigidas, mas ainda não foram corrigidas. Estas são chamadas de “o povo de Israel”.

É semelhante à primeira libertação do Egito. Só que agora a clarificação ocorrerá até que os mesmos desejos presentes no povo de Israel se tornem gradualmente revelados em todo o mundo. Mas isso só acontecerá depois que o povo de Israel se separar, ou seja, depois que todas as almas isolarem dentro de si aqueles desejos e pensamentos que podem se apegar ao Uno, Único e Unificado, pois não há outro além Dele.

Os desejos que eles conseguem isolar podem passar por uma correção chamada Arvut (garantia mútua), e dessa forma, eles começam a trabalhar na correção dos pensamentos e introduzindo-os à ideia de que apenas uma força opera na realidade, não muitas.

Todos os outros pensamentos, chamados de “nações do mundo”, que não podem participar disto por enquanto, devem passar por restrição total e não ser usados.

Portanto, mesmo que pareça ilógico, quanto mais separado o povo de Israel estiver de todas as outras nações, melhor será para eles — na vida, na política, em tudo.

Isso vai contra a lógica de que somente apoiando uns aos outros todos podem viver e sustentar sua existência. Mas aqui, quando se misturam com outros, ao contrário, isso leva à adoção de sua visão de mundo, sua Aviut (espessura) e suas normas; causa atrasos na correção e, mais uma vez, arrasta a categoria de Israel para as categorias das nações do mundo.

Isso só pode ser corrigido escapando, como no Egito, isolando-se com pensamentos direcionados somente à proximidade com o Criador e à unidade com Ele.

Portanto, o sistema permanece o mesmo de antes. É preciso fundir-se com a ideia de que não há outro além dEle, que Ele é um, único e unificado, e o bom que faz o bem tanto aos maus quanto aos justos, isto é, aos bons e até aos maus desejos. O que quer que sintam — bom ou mau — não importa: Ele lhes traz bondade a cada momento e em cada estado específico.

Portanto, é necessário separar todos os desejos com os quais se pode alcançar a adesão ao Criador. Primeiro, as correções são realizadas pelos Cabalistas, depois outros desejos se juntam a eles (estes são chamados de “o povo de Israel”) e, em seguida, as nações do mundo. Isso acontece em cada pessoa, na nação e no mundo, com todas as nações.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Do Que Depende A Intenção?

528.01Pergunta: Do que depende a intenção? É trabalho do indivíduo, do grupo ou do Criador?

Resposta: A intenção depende da consciência da importância da força superior, que o grupo deve despertar continuamente para estar em conexão com ela. Essa força é a lei geral e abrangente do universo sob a qual você existe, queira ou não, e realiza o que ela o obriga a fazer.

Esta lei não muda porque é uma lei geral que inclui todas as outras. As leis da natureza mudam? Não!

Portanto, se você não conhece essa lei, não saberá como viver e se encontrará constantemente em mau estado. O grupo deve explicar esse fato a você e convencê-lo da necessidade de conhecer essa lei.

Pergunta: Então tudo depende do grupo ou da minha doação ao grupo?

Resposta: Sim, depende do grupo, de como ele o influenciará. Mas como você responderá, se inspirará nele e como ele o afetará depende de você, de como você posiciona o grupo em relação a si mesmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”