Textos na Categoria 'Torá'

“Não Se Tomará Em Penhor As Duas Pedras De Moinho”

laitman_629_3Torá, Deuteronômio, 24:06: Não se tomará em penhor as duas pedras de moinho, nem a pedra de cima nem a de baixo; pois se penhoraria assim a vida.

Você não pode dar algo aos outros e exigir deles como ferramentas de segurança de produção ou outras coisas sem as quais eles não podem sobreviver.

Tudo o que diz respeito à garantia é um sistema inteiro. Todo o Talmude fala sobre interações entre pessoas em diferentes níveis de comunicação.

Tudo nele é explicado de forma muito clara e demonstra mais uma vez que não é uma pessoa que muda, mas uma conexão, porque uma pessoa se manifesta em conexão com outros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

“Para Que Ele Não Veja Coisa Desagradável Em Ti”

Laitman_049_03Torá, Deuteronômio, 23:14: Porquanto o Senhor teu Deus anda no meio de teu acampamento, para te livrar, e entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu acampamento será santo, para que Ele não veja coisa desagradável em ti, e se afaste de ti.

Há muitas leis na Torá que proíbem que a pessoa esteja nua. Durante o dia e a noite, ela deve estar coberta de roupas e se despir apenas quando entra na Mikva (a piscina para se banhar). No entanto, mesmo nisso, existem regras especiais.

Não se trata de estar limpo fisicamente, embora isso também importe. Isso significa que tudo deve estar em estrita conformidade com a ablução espiritual do corpo. “Corpo” é o desejo. Portanto, a Torá fala sobre a maneira de purificar o desejo de várias camadas impuras de intenções egoístas, de modo que os desejos tenham a intenção correta de doação e já possam ser usados.

Portanto, nos é dito para espremer todos os “excrementos” do desejo, enterrá-los no chão e lavar-se. Era preferível lavar e não limpar-se. Por sinal, essa lei permanece até hoje entre muitos povos asiáticos na Rússia e nos países do sul.

Muitas vezes, eu visitei Baku, no Azerbaijão, onde há um recipiente com água em cada banheiro. Isso é muito correto porque o que quer que corresponda à saúde espiritual também corresponde à saúde física.

Portanto, não podemos dizer que uma ação espiritual possa prejudicar o corpo físico. Por exemplo, nas nações que não se circuncidam, os homens são 20-30% mais propensos a ter câncer. Tudo está naturalmente conectado.

Pergunta: A Kashrut [o corpo de leis religiosas judaicas sobre a adequação dos alimentos, a aptidão ao uso de objetos rituais, etc.] é também benéfica para a saúde?

Resposta: Eu creio que a Kashrut é um benefício absoluto. Até agora, não podemos entender porque não temos conhecimento suficiente de por que é proibido comer animais artiodactyla (porcos, camelos e assim por diante), embora não haja nada nocivo neles do ponto de vista científico. No entanto, uma vez que esta é uma conseqüência da raiz espiritual, nós descobriremos o motivo desse fenômeno, se for necessário.

Tudo vem do mundo espiritual e, portanto, se você violar as proibições espirituais, isso tem conseqüências diretas e incorretas em nosso mundo.

Pergunta: Por que é proibido que uma pessoa esteja nua?

Resposta: Uma pessoa deve estar vestida o tempo todo, mesmo debaixo de um cobertor, porque a roupa simboliza a correção do corpo. Afinal, a roupa é uma casca, como uma tela.

O corpo representa o desejo que deveria ter uma tela. Portanto, algumas partes do corpo (desejo) podem ser expostas, e algumas devem ser cobertas. Uma capa necessária para alguns deles significa que deve haver uma tela para esses desejos da alma.

O rosto de uma pessoa está sempre exposto porque representa os as três Sefirot superiores e emite a luz de Hochma. No entanto, a cabeça deve, em princípio, ser coberta.

A Klipá tem uma pequena semelhança com os atributos espirituais. Na verdade, anteriormente, todos os homens amarravam um lenço na cabeça ou o cobriam com todo tipo de capas, como o talit. E mulheres as se vestiam em estilo oriental com tudo longo e fechado, mas branco, não preto.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/10/16

“Guarda-te Da Lesão Da Tzara’ath”

laitman_571_08Torá, Deuteronômio, 24:08: Guarda-te da lesão da Tzara’ath (lepra), e tenhas grande cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer.

“Lesão” e “lepra” são os problemas mais externos que uma pessoa tem porque a pele representa a camada mais externa do egoísmo.

O corpo de uma pessoa, de dentro para fora, está organizado da seguinte forma: medula (Mocha), ossos (Atzamot), tendões (Gidin), carne (Basar) e pele (Or) .

A erupção de lesões na pele é a manifestação do último grau de quebra. Você deve interagir corretamente com esses problemas, ou seja, curar-se da lepra através do Cohen (sacerdote) e do Levita em você, através de seus desejos mais elevados e melhor corrigidos que podem corrigir os desejos mais baixos e não corrigidos em você. Caso contrário, você não pode determinar o que é e ser curado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

Preparação Para A “Outorga Da Torá”

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuterenômio, 16:09 – 16:10: Sete semanas contarás; desde que a foice começar na seara iniciarás a contar as sete semanas. Depois celebrarás a Festa das Semanas…

Após Pessach, começamos a nos prepararmos para o verão e a hora da colheita. Este é o momento em que não é possível fazer grandes correções.

No mundo corpóreo, isso é simbolizado pela proibição de cortes de cabelo e outras leis comportamentais. Essas leis dizem que, neste momento, a pessoa não pode se envolver em correções graves porque não há Luz e força suficiente para isso.

Este período é chamado de tempo do pequeno estado, Katnut e, portanto, não há feriados durante esse período. É proibido celebrar casamentos, comprar coisas novas e assim por diante. Isso significa que não estamos armados com forças maiores contra o nosso próprio egoísmo porque todo esse tempo, estamos nos preparando para receber a luz superior em Shavuot.

Dentro de 49 dias, há um acúmulo gradual do desejo certo, que é corrigido em estados muito tensos, e depois se rompe, revela-se, e a Luz superior, chamada “Outorga da Torá”, revela-se dentro dela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/08/16

Shavuot

laitman_740_03Shavuot é o feriado da outorga da Torá. Mas o que é a Torá? O que, de fato, foi dado no Monte. Sinai?

A Torá não é uma crônica dos acontecimentos do passado, pelo contrário, ela descreve o momento em que o nosso futuro está sendo decidido. A Torá é a instrução sobre como se tornar fiadores mútuos uns aos outros. Ao aceitar isso, vivíamos juntos em nossa terra. Ao rejeitar isso, estávamos dispersos entre as nações.

Shavuot, como todos os feirados judaicos, leva um apelo à ação. Ele está cheio de luz e brancura, mas não é fácil. Na verdade, estamos nós lentamente, mas seguramente, pressionados contra o monte. O monte do nosso próprio ódio.

E se, de repente, percebemos como o nosso egoísmo está nos destruindo, se ao tentar se unir em algo completo, enfrentamos um cisma interno insuperável, é quando precisamos de ajuda, precisamos da Torá.

“E Israel acampou diante do Monte”. Não alguns refugiados do antigo Egito que acamparam no deserto. Todos, independentemente de onde vivam, a que povo pertençam, independentemente da fé que confessam, permanecem no sopé. Existe uma nacionalidade: um homem. E o coração é um para todos.

Um Ano De Liberdade

Laitman_509Torá, Deuteronômio, 24: 5: Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.

Geralmente, após o casamento, um homem não tinha que se incomodar em trabalhar demais porque no primeiro ano da vida familiar, todo mundo o ajudava. E um ano depois, tudo era como de costume: família, filhos e trabalho árduo.

No trabalho espiritual de uma pessoa, isso significa um ciclo durante o qual você realiza uma ação correta de correção com um desejo particular (esposa) e é considerado um ano. Durante o ano de trabalho com o desejo, você trata com sua intenção completamente tudo o que está associado a ele.

Ano (Shana), da palavra Leshanot (repetir, mudar), é quando você alcança o ponto de partida. Isso significa que cada ano é um novo grau.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

Convite Para Revelar A Torá

laitman_276_01Shavuot é o feriado da outorga e recepção da Torá. Este é um dia muito importante porque a Torá é tudo! A Torá é o sistema em que existimos, a “matriz” da qual não podemos sair. Está escrito em O Livro de Zohar que a Torá foi criada mesmo antes da criação do mundo. O Criador estava olhando para a Torá quando estava criando o mundo.

Nós precisamos entender o que isso significa. A Torá é um programa, um esquema de toda a realidade, uma máquina, graças ao qual esta realidade existe e se desenrola do início ao fim.

Em outras palavras, a Torá não é um livro que podemos puxar da prateleira, ler e entender, mas uma matriz, um mundo que a pessoa pode entrar e revelar o sistema de toda a realidade. Desta forma, é possível compreender como ele vive e se desenvolve, como nos controla, e como dependemos dele.

Ele também tem um elemento especial, chamado liberdade de escolha de uma pessoa, graças a qual podemos influenciar o nosso destino se quisermos receber a Torá. No entanto, por parte do sistema, a outorga da Torá sempre ocorre.

Isto é, o sistema é construído de tal forma que se realiza sem pedir a nossa concordância. Mas, ao mesmo tempo, nós podemos nos incluir nele, e em proporção à nossa conformidade com o sistema, nós começamos a estudá-lo, a entender e interagir com ele para dar e receber de acordo com suas leis. Então, através da nossa participação, somos ainda capazes de acelerar o desenvolvimento de toda a realidade, acrescentando as forças positivas que atuam no sistema da Torá.

A outorga da Torá significa que o sistema está pronto para que o conheçamos. E a recepção da Torá é a nossa entrada gradual no sistema através de 125 graus e sua conclusão por nossas ações positivas. Graças a isto, somos capazes de ser chamados de “um homem” e considerados como cumprindo a Torá.

As leis do sistema que aceitamos são chamadas de mandamentos. Na medida em que nos corrigimos, nos tornamos cada vez mais incluídos no sistema.

Inicialmente o nosso desejo de desfrutar é criado como oposto ao sistema, por isso não podemos influenciá-lo positivamente. Mas uma vez que corrigimos gradualmente os nossos 613 desejos em doação em prol da doação, e mais tarde, inclusive em recepção em prol da doação, nos tornamos os filhos da Torá.

Todo este enorme sistema esteve escondido de nós até agora, mas estamos nos aproximando dele. Nós recebemos a permissão, a concordância e o convite para nos aproximarmos e até mesmo para nos tornarmos incluídos e participarmos do trabalho do sistema. Embora ainda não tenhamos iniciado o verdadeiro trabalho, dia após dia damos passos que nos aproximam dele. Este é um grande negócio e um enorme privilégio.

Portanto, o feriado da Entrega da Torá é tão importante para nós; afinal de contas, nós celebramos a oportunidade que nos é dada de abordar o sistema da verdadeira realidade e de participar no trabalho da força chamada Criador, o sistema geral dos mundos superiores.

Que tenhamos êxito!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/17, Shamati # 66 “A Entrega da Torá”

Feliz Shavuot!

A recepção da Torá é a recepção da Luz que conecta nossos corações como um só.

Feliz feriado!

Qual É A Conexão Entre A Sabedoria Da Cabalá E A Torá?

Laitman_137Pergunta do Facebook: Qual é a conexão entre a sabedoria da Cabalá e a Torá? Afinal, a Cabalá é uma ciência sobre o universo, sua origem, estrutura geral, seu movimento como um todo e cada detalhe em particular. Como um ensino tão grandioso pode ser baseado em histórias religiosas e parábolas?

Resposta: Na verdade, não há conexão entre a Cabalá e a interpretação mundana comum da Torá. Afinal, a Cabalá é a parte oculta e secreta da Torá porque uma pessoa não pode revelá-la através de suas próprias qualidades.

Mas quando ela se revela, a pessoa vê que a Torá muda seus sentidos e a leva à percepção do mundo superior – o sistema de governança do nosso mundo para mudar o ser humano, e através dele mudar o nosso mundo, e não apenas para realizar algum tipo de ação material. É o que a Torá fala.

A Torá está dividida na parte interna (Cabalá) e na parte externa, que fala sobre o cumprimento de algumas convenções e ações aceitas, que se chama “judaísmo prático”.

De KabTV “Notícia com Michael Laitman” 27/03/17

Shavuot: Sobre Dar E Receber


Shavuot é a outorga da Torá que se estende por milênios. O que realmente nos foi dado no Monte Sinai? Por que voltamos o tempo todo a isso? Quanto tempo podemos receber a Torá?

O povo judeu é forjado no forno do Sinai. Relâmpagos brilhavam sobre o topo da nuvem negra, o trovão retumbava e nós olhávamos para fora do acampamento com medo. O juízo final era ouvido em toda parte. O monte estava emitindo fumaça e tremendo quando chegamos ao seu pé. E Moisés foi até o topo na chamada do Criador.

Ou será que a Torá não descreve essa imagem de Hollywood, mas algo muito mais sério? Algo que está acontecendo dentro de nós hoje. Talvez a nuvem tenha caído sobre o coração? Talvez fosse o Monte do ódio, pendendo sobre nós em fumaça e fogo? Talvez as paixões estivessem trovejando e queimando dentro de nós, nos fazendo tremer nas profundezas de nossa natureza?

A Torá não é uma crônica sobre eventos passados; pelo contrário, ela descreve o momento em que nosso o futuro está sendo decidido. Pela primeira vez é necessária uma resposta clara de todos nós: será que estamos prontos para aceitar a garantia mútua como uma Lei da vida? Afinal, a Torá é exatamente isso: uma instrução sobre como se tornar fiadores uns dos outros.

Desde então, a principal lição é passada de geração em geração: a Torá que nos foi dada uma vez, deve ser recebida repetidamente. Nós devemos recebê-la no Monte do ódio (Sina), sob o rugido da tempestade se enfurecendo internamente. Aceitando esta Lei estaríamos vivendo juntos em nossa terra, rejeitando-a nos dispersaríamos entre outras nações.

O que surpreende na era moderna é que a terra de Israel que nos foi “dada”, como a Torá, também espera que a recebamos. Desde a proclamação da independência, quase 70 anos se passaram. Há meio século nós unimos Jerusalém. No entanto, esta não é ainda a garantia, nem a nação unida “como um homem com um coração”. Sim, fisicamente nós “deixamos o Egito”, voltamos para casa, mas internamente ainda não passamos pelo Sinai e, portanto, corremos o risco de perder nossa chance.

O moderno Estado de Israel é uma janela histórica de oportunidades. E o mais importante, está aberto não só para nós, mas para o mundo inteiro. Afinal, hoje toda a humanidade se transformou em um barril de paixões. E a nossa escolha será decisiva para ela.

Medicamentos sob Demanda

Shavuot, como todos os feriados judaicos, carrega um apelo à ação. É brilhante, está cheio de brancura, mas não é simples. Se bastasse apenas dar as mãos e sorrir um para o outro por um segundo, teríamos construído aqui uma “cidade jardim” há muito tempo para que todos pudessem admirar.

No entanto, não é assim. Nós recebemos a terra e a oportunidade de viver nela como irmãos, mas em vez disso, hesitamos, brigamos, bebemos o sangue uns dos outros e tentamos de alguma forma resolver problemas à medida que eles surgem.

O destino nos ofereceu a oportunidade única para a unidade, e nem mesmo compreendemos o que está acontecendo. Enfrentamos uns aos outros, as pessoas são estranguladas pela indiferença, queimadas de raiva e ensurdecidas pelo bombardeio da inimizade setorial, mas fingimos que tudo está bem, que não nada de errado. Podemos continuar vivendo assim. Temos tal experiência de desastres atrás de nós que aparentemente não podemos reclamar.

No entanto, este é apenas um refúgio! Na verdade, estamos lentamente, mas seguramente, sendo pressionados pelo monte do nosso próprio ódio. Nós não estamos olhando para fora do campo, mas este monte, no entanto, está pendurado sobre nós agora.

Naturalmente, quando não o percebemos, não precisamos da Torá. O relâmpago brilha em algum lugar, de algum lugar sentimos calor, o coração às vezes ronca “sob o capô”, mas estamos em nossa terra, e não em algum deserto. Certo?

Não, estamos onde estão nossos corações. Estamos no deserto de relacionamentos estéreis e sem alma. Se, de repente, descobrimos como o egoísmo nos despedaça, se tentamos nos conectar em algo integral e enfrentamos uma divisão interna insuperável, então precisamos de ajuda.

Acontece que a saída “normal” do Egito não é o fim. O principal desafio está à nossa frente. Todos os caminhos levam ao monte. Ao pé dele, tendo finalmente percebido o problema e reconhecido a doença, nós compreendemos e tomamos o medicamento. Estivemos nessa “farmácia” antes, mas não sabíamos que estávamos doentes. É por isso que a outorga da Torá e sua recepção não é a mesma coisa.

Elixir ou veneno?

A Torá é um medicamento destinado unicamente para “uso interno”, para a conexão entre nós. Todos os nossos problemas, exílios, destruições dos Templos, o vaguear e as perseguições foram causados ​​pelo ódio infundado que nos fizeram estranhos e distantes uns dos outros.

A Torá nos permite se aproximar novamente, “sair de debaixo do fogo”. No entanto, se a usamos apenas externamente, sem lutar pela unidade de todo o povo, o “elixir da vida” se transforma em um “veneno mortal”.

Essas não são metáforas, mas termos precisos usados ​​por nossos sábios. Nós nem sequer entendemos o dano que causamos a nós mesmos por não usar a Torá ou por usá-la com o propósito errado. Às vezes até nos orgulhamos de nossa “limpeza”, embora na realidade estejamos até os ouvidos envoltos em nossa própria sujeira. Os grandes setores do país existem em “mundos paralelos” quase sem se tocarem. Alguns deles vivem à custa do resto da população e até se opõem a ela sob o pretexto de “justiça”.

Tudo o que nos divide diretamente ou sob a cobertura de palavras belas e corretas é um veneno mortal. Ele aflige a todos.

Se levantarmos os olhos das preocupações do dia-a-dia, veremos até onde estamos espalhados uns dos outros. Não estamos apenas separados, gostamos de alfinetar, humilhar e pisar. Cada um quer ser mais bem sucedido, mais rico, mais esperto e mais elevado do que os outros. Isto é especialmente evidente na mídia, onde os vícios da sociedade são visíveis como na palma da mão. Ninguém fica surpreso com mais nada e ninguém fica envergonhado.

Não é a visão mais agradável, mas tudo se encaixa: vagueamos no deserto da natureza humana e ela se ergue diante a nós como u monte. “E chegaram ao deserto do Sinai, e acamparam no deserto, e Israel acampou ali, em frente ao monte” (Torá, Êxodo, 19:02).

Agora temos a oportunidade de receber ajuda, uma instrução, uma força que nos unirá, para que construamos relações saudáveis ​​na sociedade e vivamos felizes em nosso país. Este é o momento atual do desenvolvimento evolutivo: ou crescemos e começamos a usar a Torá de acordo com seu propósito, em prol da unidade e acima de todos os desentendimentos, ou a adversidade de crescer nos forçará a fazer isso. Em essência, essa é a situação em que qualquer criança se encontra assim que pára de ser um bebê.

Remédio para Todos os Tempos

A melhor coisa que podemos fazer por nós mesmos e pelo mundo é nos unirmos no monte do ódio, o monte de nossas dúvidas e revelarmos Moisés dentro de nós mesmos, o poder que puxa (Mosheh) para cima. Sempre funciona se estivermos juntos.

Então compreenderemos que não foram alguns refugiados do Egito Antigo que acamparam no deserto para receber o presente mais importante da vida, mas sim que cada um de nós, não importa onde more, a que nacionalidade pertença e que religião professe, está no pé do monte. Aqui está apenas uma nacionalidade: a humana, e o coração é um para todos.

A Torá, de fato, é a ferramenta mais poderosa que ainda não sabemos usar. Uma pessoa não pode alcançá-la sozinha, e não estamos prontos para fazer isso juntos. Ela nos proporcionará segurança e prosperidade e dará paz ao mundo. Nós só precisamos nos acostumar com o fato de que ela funciona não em uma pessoa separada, mas entre nós.

Afinal, o egoísmo é revelado exatamente em relação aos outros. Uma vez ele eclodiu na Babilônia e, desde então, sempre se manifesta na sociedade, na relação entre as pessoas.

Portanto, a Torá tem como objetivo corrigir a conexão da pessoa com o ambiente a qualquer momento e em qualquer nível de desenvolvimento técnico. Ela não pode ser substituída pelo mais novo meio de comunicação. Tudo o que temos não funcionará corretamente sem ela. Só uma relação positiva nos permitirá estabelecer as bases sólidas do nosso futuro.