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A Sociedade Do Futuro

Dr. MIchael LaitmanO processo revolucionário em que estamos participando começou com o Big Bang e continuou através de uma conexão cada vez mais forte: de partículas fundamentais a átomos, de átomos a moléculas, de moléculas a estruturas cada vez mais complexas, até o surgimento do corpo humano, incluindo o sistema cognitivo, o sistema nervoso, e sistemas adicionais. Alguns deles não são conhecidos e alguns não são entendidos por nós.

Em geral, esse processo evoluiu em duas direções: extensão e conexão.

Tudo aspira à conexão, e somente os seres humanos, suas sociedades e sua natureza, recebem uma forma oposta. Numa sociedade, nós nos tornamos cada vez mais conectados. No entanto, por outro lado, nós nos opomos uns aos outros, porque o ego nos separa. Como resultado disto, não podemos construir uma sociedade coesa baseada na ajuda mútua, de acordo com o princípio de cada organismo vivo, inclusive o nosso. Em vez disso, construímos algo muito estranho, e nossa sociedade torna-se como um câncer que, finalmente, se devora e morre.

Basicamente, nós não sabemos o que fazer. Estudos científicos das forças e mecanismos que nos movem descobriram que não temos possibilidade de evitar uma terceira guerra mundial e o caos. Os cientistas sabem disso e escrevem que não há solução real para esse caminho de desenvolvimento, e o que resta é apenas submeter-se à misericórdia do processo que nos leva em direção a um futuro desconhecido.

Nós estamos destruindo o planeta, esgotando os recursos naturais, e fazendo com a natureza e a ecologia o que quer que nos agrade. Tudo isso não é porque isso veio até nós, mas porque não sabemos como construir sistemas que consistem de opostos que se conectam numa única estrutura. Essa união de opostos é precisamente a lei essencial de sistemas complexos.

Aqui, nós chegamos à sabedoria da Cabalá. Este problema surgiu inclusive há 3500 anos na antiga Babilônia. Por um lado, os seus habitantes eram muito próximos uns dos outros e dependiam uns dos outros. Por outro lado, não podiam se suportar. Eles se odiavam e sentiam repulsão mútua. E não havia nada que pudessem fazer sobre isso, a própria estrutura da sociedade era tal que estava devorando a si mesma.

Foi então que um homem sábio chamado Abraão descobriu que a transição para um novo nível de desenvolvimento estava escondida aqui. Basicamente, não havia nada de especial nesse estado. Assim como a transição do nível inanimado para o vegetal, ou do vegetal para o animal, também é a transição do nível animal para o nível falante. Esta transição exige que nós atinjamos o poder de conexão entre opostos, de modo que eles possam estar conectados e formar um sistema completamente harmonioso. Apesar das polaridades, apesar do ódio e da rejeição entre nós, nós podemos utilizar uma força única, uma rede única, a fim de alcançar o equilíbrio entre ambas e construir uma vida.

Nós realmente não entendemos o significado deste passo. Nós não entendemos o que é a fonte da vida e como dois opostos podem se conectar. No entanto, é precisamente as polaridades absolutas entre positivo e negativo que formam o átomo, um sistema estável no qual eles são opostos e ainda se conectam simultaneamente.

Para continuar, de acordo com esse princípio, combinações cada vez mais complexas são construídas, possuindo a capacidade de evoluir. Positivo e negativo são combinados entre si, a fim de atrair o que é útil para o desenvolvimento e o equilíbrio entre eles, e para repelir o que é prejudicial para esse equilíbrio. Assim, por meio de absorção e de repulsão, a vida é criada. Há um desenvolvimento cada vez mais complexo, até que haja a necessidade da construção de um novo sistema que os Cabalistas chamam de sistema espiritual. Em outras palavras, ele é mais elevado do que os sistemas que nos são familiares.

Abraão descobriu que existe uma lei universal na natureza que abrange todos os sistemas, que os mantém e desenvolve. É possível chama-la de poder da Luz, o poder do Criador, o poder superior. No entanto, ele tem um objetivo: manter todas as partes da realidade em harmonia e conexão mútua.

É possível atrair e usar essa força mesmo agora, quando queremos subir para o novo nível e nos tornar um sistema. Com isso, nós despertamos a força universal, e construímos o equilíbrio tão esperado entre nós.

Na Cabalá, a lei que Abraão descobriu é a chamada de lei da equivalência de forma. Se eu sou pessoalmente atraído à força única de equivalência de forma, nessa medida eu desperto sua influência sobre mim e ela constrói a conexão entre eu e outras pessoas a quem sou atraído. Ela constrói entre nós um sistema harmonioso e equilibrado entre todas as partes.

Abraão descobriu a camada mais profunda dessa lei geral integral da natureza, que já era conhecida e a qual ele chamou todos os babilônios a se juntar a ele.

Maimonides, filósofo do século XII, disse que Abraão escreveu uma série de livros e fez um grande trabalho de disseminação para que as pessoas oudessem entender o que ele descobriu e que ele estava falando especificamente sobre uma lei da natureza que não se deve opor. É assim que nós evoluímos, sem possibilidade de escapar de seu fluxo, da tendência natural ao equilíbrio, conexão e harmonia.

No nível inanimado, vegetal e animal, nós chegamos ao equilíbrio espontaneamente, sem liberdade de escolha. No entanto, no nível falante, isso já não tunha êxito, porque nós precisamos participar conscientemente na construção do equilíbrio e de um sistema humano universal. Cabe a nós entender, reconhecer, querer se esforçar e optar por tentar organizar corretamente a fim de avançar.

Então, graças a esses esforços, nós despertamos a força universal singular da natureza, que é o Criador, a Luz. Não importa como você a chama. Em resposta aos nossos esforços, ela vai nos influenciar e realizar a ação correta de conexão em nós. Isto é o que Abraão ensinou às pessoas.

A história posterior é conhecida. Algumas pessoas ouviram e compreenderam o método por um tempo, mas depois, e apesar de tudo, se retiraram do processo. É impossível construir um sistema harmonioso e equilibrado, se todo o resto da humanidade está quebrado. É por isso que nós chegamos à situação atual, onde a crise babilônica da separação retornou.

Por que especificamente hoje? Isso ocorre porque a humanidade, da mesma forma que naquela época, está descobrindo que está conectada num sistema universal. Nós estamos fechados dentro de um sistema, uma sociedade, uma família, sobre a face da Terra, e estamos todos ligados uns aos outros.

Hoje, nós não precisamos lutar. Basta romper as conexões com alguma nação e esta não vai suportar o isolamento. Armas modernas são as mesmas clavas bárbaras primitivas numa forma sofisticada. Ninguém precisa delas num sistema global que é como uma aldeia global. Hoje, as conexões comerciais, industriais, financeiras e logísticas determinam tudo. Se você cortar estas artérias para uma nação, é como desconectar algum órgão do corpo. É claro que ela não vai sobreviver sozinho.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia, na Mesopotâmia, o berço da humanidade, quando ela se tornou uma sociedade. A mesma coisa está acontecendo hoje.

Os Cabalistas, alunos de Abraão em todas as gerações, falaram sobre isso e inclusive fizeram um cálculo numa linha do tempo de acordo com a lei do desenvolvimento humano para compreender que a humanidade iria retornar à mesma situação. A lei de unificação começou a ser esclarecida no final do século XIX, e de acordo com todos, chegou a esclarecimento no final do século XX. Mais precisamente, os Cabalistas escreveram sobre isso como sendo desde o ano de 1995.

Esta é a situação atual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá em 1975-76, eu não acreditava que isso iria realmente acontecer. No entanto, houve na realidade uma transição muito forte, e de repente havia uma conversa sobre um sistema unificado, uma humanidade unificada, uma aldeia global e uma dependência absoluta mútua, etc.

Junto com isso, o mal da natureza humana foi revelado mostrando o quanto nós somos opostos uns aos outros e não estamos prontos para nos conectar de forma correta. Afinal, apesar das oposições entre nós no nível inanimado, vegetal e animal, a força universal nos conecta de tal forma que as polaridades são transformadas num dipolo que nos conecta e nos mantém em equilíbrio e harmonia.

No entanto, no nível falante, nas relações humanas entre nós, cabe a nós despertar em nós a influência da força universal e participar do equilíbrio entre positivo e negativo, entre os dois extremos. Isso exige de nós um trabalho específico.

Em primeiro lugar, cabe a nós compreender e reconhecer a situação em que nos encontramos e continuar a investir esforços compartilhados, a fim de construir o ambiente certo. Na Cabalá, esses esforços são chamados de elevar MAN, ou seja, fazer um pedido de conexão. Com isso, nós despertamos a influência da força universal sobre nós que nos conecta num sistema e em harmonia com toda a sociedade humana.

Isto é certo para o atual momento histórico. Hoje, a sabedoria da Cabalá, a ciência que Abraão descobriu, foi aberta diante de todo mundo. Isso porque todos nós devemos utilizar o sistema que foi criado e começar a usar corretamente as condições que foram criadas para a construção da sociedade do futuro. Caso contrário, a humanidade corre o risco de ser destruída.

Assim, os Cabalistas, as pessoas que estão envolvidas com este problema e sua solução, nos advertem sobre a verdade da nossa situação e do nosso futuro. Eles nos dizem que, de qualquer forma, nós estamos chegando a um equilíbrio coletivo. No entanto, se não despertarmos a força única da natureza que traz a nossa unificação e a conexão correta entre nós, então ela será revelado como o poder único que nos conecta e reúne, mas sem a nossa inclinação e desejo. Nesse caso, nós teremos que obedecer a essa lei contra a nossa vontade, e isso vai nos levar às situações muito desagradáveis ​​através de desastres, epidemias e guerras.

Esta é uma força boa, pois conecta a totalidade do sistema em um. No entanto, se nos opomos a ela, nós despertamos em nós mesmos a influência de forças opostas que atuam sobre nós como desastres.

Os Cabalistas tentam levar esse conhecimento a toda a humanidade e ensiná-la como chegar ao entendimento correto de conexão, despertando em nós uma atração em direção a ela, e de acordo com nosso desejo, estimular a descoberta da força única sem despertar desastres. Como necessidade, nós chegaremos mais perto do correto estado singular integral e avançaremos da forma mais agradável e desejável. Tal esforço é o que é exigido de nós.

Os problemas mais difíceis hoje estão sendo descobertos na sociedade humana, apesar de tudo de bom que existe no mundo. O avanço científico e tecnológico atingiu o seu pico, mas eles não se atrevem a mostrar um pouco dessa tecnologia moderna para a humanidade. Caso contrário, as pessoas não precisarão trabalhar e não haverá qualquer necessidade de se esforçar.

Basicamente, nós já saímos para um novo nível de desenvolvimento, mas ainda não estamos prontos para realizá-lo por causa da nossa incapacidade. Nós temos as ferramentas em nossas mãos, mas não estamos prontos para integrá-las corretamente no novo nível, porque a nossa abordagem não é integral, ou seja, a nossa estrutura interna não é integral. Pelo contrário, somos egoístas, e nossa tendência é estarmos distantes um do outro e não nos conectarmos em harmonia.

Como resultado, nós olhamos com temor para o estado futuro da humanidade unida, e não sabemos o que fazer com sete bilhões de seres humanos que não vão trabalhar. Não temos qualquer conceito de outra forma de existência e sobre uma conexão diferente entre nós enquanto subimos para outro nível de percepção, para diferente vida e maneira de viver.

Há uma infinidade de surpresas escondidas por trás da nova situação, mas ainda não estamos prontos para digeri-las, porque a nossa percepção não é integral.

A principal coisa no sistema integral é renunciar à visão individualista do eu contra o mundo. Em vez disso, eu devo adquirir uma percepção integral e ver uma imagem completa onde todos nós estamos conectados e completando um ao outro. Só então eu descubro o estado futuro em que a humanidade deve existir, e, assim, entendo e sinto essa vida que é esperada num momento propício.

Cabe a nós alcançarmos essa percepção, e é isso que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Da Convenção no México 01/08/14, Lição 1

Antissemitismo: A História Se Repete

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Jerusalem Post): “O diretor executivo do Kings Bay Y no Brooklyn, foi atacado por um manifestante pró-palestino após o jogo de exibição de basquete entre os Nets da NBA e o Maccabi Tel Aviv.

“Petlakh disse ele precisou levar oito pontos e seu nariz estava quebrado depois de ser perfurado na quarta-feira ao sair da Barclays Center Arena depois da vitória dos Nets por 111 a 94.

“Os fãs brigaram verbalmente dentro da arena na medida em que o jogo estava terminando quando manifestantes pró-palestinos começaram a gritar palavras de ordem e um fã pró-Israel pegou uma bandeira palestina de um dos manifestantes, de acordo com Petlakh.

“Conforme as multidões saiam da arena para a rua, um dos manifestantes deu um soco em Petlakh, que estava com seus filhos de 14 e 10 anos de idade. O assaltante fugiu e Petlakh procurou atendimento médico. Ele relatou o incidente à polícia, que está investigando o ataque como um crime de ódio”.

Meu Comentário: Eu só posso dizer uma coisa: cem anos depois a história se repete. Antes da Segunda Guerra Mundial, o Baal HaSulam alertou para a tragédia iminente e ofereceu o único meio: unir o povo judeu para a revelação do Criador e atrair toda a humanidade para essa ação.

Tornar-Se Consciente Da Tendência Da Natureza

Nas Notícias(de Vzglyad): “A Organização Internacional do Trabalho da ONU (Nações Unidas) apoia a transição para uma semana de trabalho de quatro dias”.

Meu Comentário: Se fosse possível converter o mundo inteiro para a semana de trabalho mínimo, proporcionando às pessoas todas as necessidades para uma existência normal e ocupando seu livre tempo em estudos de Educação e Formação Integral, nós imediatamente experimentaríamos total harmonia, tranquilidade, saúde e paz.

Mas a redução da semana de trabalho ocorre atualmente de forma aleatória, sem perceber as tendências naturais, e assim, a humanidade vai aprender com seus próprios erros.

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Uma Incubadora Para Jovens Casais

Dr. Michael LaitmanÉ impossível ignorar os fundamentos ocultos para as tendências modernas, o componente ideológico do grande mal humano que se recusa a voltar para o caminho certo da natureza. Os líderes mundiais não precisam de famílias ou procriação. Eles não estão interessados ​​no crescimento da população e não precisam de bilhões de pessoas “extras”.

Assim, a política de restrição da população mundial na próxima geração está sendo implementada. As elites de todo o mundo não veem o declínio da população mundial como um problema, mesmo se ela for cortada em 50 por cento ou mesmo em 80 a 90 por cento. Os dez por cento que restam serão suficientes para fornecer tudo o que precisam para viver.

O ego humano está pronto para desintegrar a instituição do casamento, e eles estão nos levando a isso pelos meios de comunicação, educação, cultura, e assim por diante. Estes métodos são bem sucedidos em disseminar amplamente uma nova ordem mundial.

Portanto, não é de estranhar que vamos encontrar forte oposição se começarmos a falar sobre a correção do homem, que começa com a reconstrução da família, incluindo o seu papel na procriação. Muitos vão tentar nos impedir.

Ainda assim, eu espero que a abordagem hostil que tem levado a uma atitude desrespeitosa para com a família e tudo o que ela envolve seja um fenômeno passageiro. Afinal, a crise crescente também fere as elites que realmente gerem esta tendência nos bastidores. Então, elas vão sentir que devem mudar sua abordagem.

Hoje, elas acham que é benéfico apoiar esta tendência de modo que haverá tão poucas famílias e tão poucas crianças quanto possíveis, de modo que a população mundial será reduzida o mais rapidamente possível. No entanto, com o tempo, quando a crise chegar até elas, isso vai fazê-las ver as coisas de forma diferente.

Se nós falamos sobre o estado de Israel, no entanto, nada se interpõe no nosso caminho aqui. Não há obstáculos, nem atitudes negativas abertas. É claro, nós devemos agir onde nos é dada a chance.

É em relação a este problema que não vamos enfrentar nenhuma resistência. Parte da nação acredita em valores familiares que resultam de hábitos ou de uma abordagem tradicional. Nós nos lembramos e apreciamos a casa de nosso pai, onde todos os parentes se reuniam sob o mesmo teto. Nós nos lembramos do bairro, de nossos amigos de infância, e tudo isso é uma boa base para este assunto.

Nós temos que reabilitar essa tradição, que ainda não foi esquecida, e torná-la novamente parte da nossa cultura. Usem essa tradição na arte e tragam o conceito de família de volta à vida. Eu suponho que deva ser uma espécie de missão nacional que leva a uma variedade de maneiras para apoiá-la, seja na arte, filmes, livros ou histórias que enfatizam o valor da união, amor e bons pais. Nós temos que mostrar às pessoas a beleza nas relações familiares que fornecem a todos um forte apoio.

Nós temos que apresentar esta questão de forma assertiva ao governo que não oferece apoio suficiente para casais jovens no que diz respeito à habitação, licença maternidade, creche, benefícios financeiros, e assim por diante. Esta questão tem que se tornar uma questão de interesse nacional e deve ser considerada como um problema nacional geral. Nós devemos incentivar cada homem e mulher a assumir esta missão.

Nós devemos trazer exemplos de casais bem-sucedidos e produzir programas de TV que levantem o assunto e forneçam informações sobre esta questão. Nós devemos abrir clubes onde pais e filhos possam passar o tempo juntos e incentivá-los a passar o fim de semana na natureza. É especialmente importante ajudar as mães, sobre as quais recai a maioria da carga de cuidar de crianças pequenas nos primeiros anos.

A sociedade, o Estado e o governo devem ver a questão do apoio geral como um projeto nacional, levando em conta todas as implicações que isso possa ter. Assim, nós vamos definir um bom exemplo para o mundo inteiro, onde a tendência oposta é agora evidente.

Eu não só vejo a correção da família nisso, mas a correção de todo o mundo. Afinal de contas, nós podemos implementar boas relações familiares através das quais vamos ensinar os jovens em todos os aspectos da vida. O embrião é cercado por sua mãe. O bebê encontra-se num berço. A criança encontra-se rodeada por parentes. A criança também tem o ambiente de apoio do jardim de infância e da escola. Assim, um jovem casal deve ser cercado por uma atmosfera de apoio que os capacita e auxilia com cuidado dedicado, ainda mais do que durante a infância. Afinal de contas, esta é uma situação difícil, e cada família tem seus próprios problemas particulares.

Em primeiro lugar, é preciso estabelecer um ambiente especial, educando e cuidando dos jovens e dos casais jovens. Se não seguirmos nesta direção, a situação continuará a se deteriorar até que restarão tão poucas pessoas que não vamos ser capazes de sustentar a nação e manter a conexão entre elas.

Em outras palavras, a questão da família é uma questão de grande preocupação no que diz respeito à segurança do Estado. Por isso não devemos adotar as novas tendências mundiais sobre o tema. Nós temos que entender que estamos numa situação especial, de modo que a indiferença, o desrespeito e atos intencionais de destruição por parte do governo são simplesmente inaceitáveis e uma situação muito perigosa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/07/14

A Crise Das Elites Globais

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Slon): “Apenas cinco por cento dos votos separaram a Escócia da independência, ou seja, quase metade da população quer se separar do Reino Unido.

“O partido de extrema-direita na Suécia dobrou o número de assentos no parlamento: a economia está crescendo, mas o padrão de vida, não. O padrão de vida da classe média em todo o mundo após a crise de 2008 tem caído.

“A sociedade sente intuitivamente que o bem-estar dos ricos multiplica, e a renda da classe média diminui. Como consequência, os sentimentos nacionalistas estão crescendo em todo o mundo. Os partidos de direita tornaram-se os principais partidos na Polônia, Espanha, Alemanha, Bulgária e Lituânia. Na Ucrânia, a independência nacional está em ascensão. Na Espanha, os separatistas catalães receberam o poder de convocar um referendo de secessão.

“Todos os esforços dos políticos do século XXI, visando a alianças políticas e econômicas, podem ser quebrados com uma simples pergunta pessoal: por que a minha vida não melhora? Sentimentos separatistas e a influência crescente da ultradireita é apenas o começo da crise da ordem mundial.

“Além disso o crescimento da população e da expectativa de vida, com redução simultânea de recursos, só vai piorar a situação. Se as elites políticas não reconsiderarem a distribuição da riqueza na sociedade, a tensão causará sua dolorosa mudança”.

Meu Comentário: A solução está apenas em alcançar um padrão de vida razoável. Além disso, um igual para todos. Isso só é possível depois de uma educação integral ativa e formação para todos. A humanidade deve se tornar diferente: unificada e global. Caso contrário, ela não vai sobreviver em nossas atuais condições planetárias limitadas.

Desculpas como “há o suficiente para a nossa vida” não são corretas, porque as crises irrompem muito antes do que os recursos se esgotam, e começa a surgir a partir da incongruência entre a humanidade e as novas condições futuras que automaticamente são suportadas nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. De acordo com a Cabalá, nós estamos mais de cem anos atrás em nosso desenvolvimento em relação ao nosso próximo estado.

O Jogo Comum Contra O Ego Privado De Cada Um

Pergunta: As crianças na diáspora geralmente vão para escolas judaicas, chamadas escolas hebraicas. Estas são escolas especiais que estão abertas aos domingos, onde as crianças aprendem hebraico, história judaica e costumes judaicos. Vamos tentar imaginar uma escola onde a unidade é ensinada. Com o quê isto poderia assemelhar-se? O que vai acontecer lá?

Resposta: As pessoas aprendem lá por união, através de jogos de conexão e por terem discussões em círculos. Naturalmente, as crianças também se envolvem em atividades físicas como jogos com bolas, etc., mas eles não jogam uns contra os outros, apenas em conjunto.

Devemos desenvolver jogos que não são baseados na competição entre os indivíduos e entre as equipes. Em vez disso, a pessoa tem que competir contra si mesma, a fim de ser devidamente incorporada dentro da atividade comum e ver a si mesma como seu próprio concorrente. [Leia mais →]

A Preparação Acabou: É Hora De Agir!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos entender, conhecer e sentir o esforço que temos que fazer para nos conectar?

Resposta: Nós vemos o que está acontecendo no mundo, e até certo ponto, começamos a sentir que tudo nos leva para frente e que há uma força que nos leva a um objetivo único.

Como podemos fazer um esforço a fim de ascender acima de todos os pensamentos estranhos que nos confundem? Nós temos que entender que tudo vem até nós do Criador de propósito. Por um lado, Ele nos atrai a Ele, e, por outro lado, Ele nos confunde e nos mantém longe Dele para que possamos ser confiáveis para desenvolver a atitude correta em relação a Ele e em relação à nossa natureza para que possamos nos conectar a Ele.

Na verdade, é por nossa natureza oposta ao Criador e pela confusão e baixeza de nosso nível que podemos esclarecer, descobrir e alcançar a adesão com Ele.

Não é fácil, mas nós precisamos esclarecer este processo, porque é assim que crescemos. Ao mesmo tempo, devemos estar preparados para problemas externos ainda maiores que o Criador apresentará para nós à medida que avançarmos, de modo que vai ser cada vez mais tão difícil esclarecer os nossos problemas internos. Como está escrito: “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é maior”.

O Criador criou tais condições internas para nós nas quais nós caímos em nosso ego por causa das coisas mais triviais, nas quais um novato não cai, mas uma grande pessoa cai nelas, já que, para ela, é um grande problema.

Por exemplo, não faz grande diferença se um trabalhador braçal que trabalha com um martelo pesado desvia um milímetro na direção errada, mas, para um neurocirurgião, qualquer pequeno desvio pode custar a vida do paciente. Portanto, se nós mesmos não passarmos pelas descidas, não saberemos todas as sutilezas, pois é apenas por nosso progresso que nos tornamos conscientes delas.

O Criador quer que nos aproximamos Dele, por isso precisamos de apoio. Nós não devemos esquecer que o nosso progresso não está no estudo mais profundo dos materiais, mas na conexão interna entre nós. Se a conexão entre nós for correta, vamos sentir o preenchimento da força interna chamada Luz, ou Criador, o Bore dentro de nós, que significa “venha e veja”. Como fazemos isso?

Eu vejo que isso é diferente em cada continente. Israel é caracterizado por problemas particulares, e, aqui, o Criador nos carrega de uma forma cruel e séria, mas, ainda assim, o grupo do Bnei Baruch não tem o poder de se conectar. Se falarmos dos israelenses em geral, eles ainda acham que é normal os mísseis caírem sobre suas cabeças e que tudo vai desaparecer.

Junto com as aflições, as pessoas se tornam insensíveis e não entendem o que está acontecendo. É como uma criança que apanha e, como resultado, fica cada vez teimosa. Quanto mais eu apanho, mais eu fico teimoso, e nada pode ser feito.

Assim, o trabalho com os israelenses não é nada fácil. Milhares de pessoas saem todas as noites para disseminar, organizar círculos de discussão, dar folhetos, e fazer o possível para influenciar o público. Estas são as condições que o Criador tem disposto para nós.

Na América do Sul, os grupos são muito bem-sucedidos, sensíveis e experientes. Há grupos que têm dificuldade para sair para disseminar, mas eles se dão muito bem um com o outro. Há grupos, ao contrário, que saem e disseminam nossos materiais. Eu estive na Columbia, Chile e México, e cada grupo é único. Eu acredito que o objetivo deve ser que toda a América do Sul se conecte porque os países têm uma língua comum. O Criador lhes deu uma condição muito séria, e eles devem subir acima das diferentes regiões e não jogar mais o jogo da separação, “Nós estamos aqui e vocês ali”, mas sim estabelecer um departamento latinoamericano sério, ou seja, dirigir todos os seus esforços para o estabelecimento de um todo.

O grupo do México teve uma Convenção muito poderosa de conexão e compreensão. As pessoas já cresceram e são bem treinadas e organizadas. O problema é que a espiritualidade está acima do ego, e só se nos conectarmos acima do ego, restringi-lo e construirmos um Masach (tela), seremos capazes de sentir o mundo superior, a sensação da alma.

Este é um trabalho muito sério. Durante a minha viagem, eu estava convencido de que o período de preparação acabou totalmente. Não há pessoas em Israel, Canadá e América do Sul que sabem mais ou menos do que outras, ou pessoas que não conhecem os materiais como outras conhecem. Nós realmente chegamos a certa base comum, e agora temos que trabalhar em nossa conexão única, que é a coisa mais importante. O período de preparação é longo. Agora, nós temos que trabalhar.

Em Israel, o trabalho na nossa conexão está num estado pior, uma vez que ele deve passar por todos os 125 níveis até alcançarmos a conexão completa.

A questão é como podemos realmente fazer isso. Eu acredito que não seremos capazes de controlar isso de dentro do Bnei Baruch, uma vez que, apesar da mentalidade que tem muito pouco efeito sobre a realização na espiritualidade e de todas as recomendações práticas que são idênticas para todos, as condições são importantes, e nós devemos trabalhar juntos de qualquer forma. E a mesma regra serve para todos, e o jeito que você a cumpre é com você.

Da Refeição na Convenção em Toronto 04/08/14

Arte Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você se relaciona com a arte?

Resposta: A arte constitui a expressão natural do nosso mundo interior, aquela parte de uma pessoa que ela quer expressar, mostrar, cantar, para sempre.

Pergunta: Essa arte é egoísta ou altruísta?

Resposta: Claro que é egoísta.

Pergunta: Isso significa que temos que nos livrar dela?

Resposta: Não. Nós precisamos muda-la completamente. Toda a nossa natureza é egoísta, mas nós não precisamos destruir o ego.

É aqui que nós tocamos uma pergunta muito interessante. O egoísmo não é destruído, mas se transforma em altruísmo. Ele se torna o oposto, e isso é chamado de “ajuda contra você”.

Pergunta: É possível expressá-lo através da criação de arte?

Resposta: E como! Você vai ver que obras-primas surgirão! Isso porque o homem pode atingir e demonstrar não só seus impulsos egoístas, mas também os altruístas, ao se conectar aos outros como um todo único. Ele faz isso ao sentir os outros como a si mesmo, e nesta cooperação (simbiose) cria uma nova criação. Nele surgirão sensações e sentimentos completamente novos e maneiras de expressá-los também!

Da Entrevista com V. Kanevsky, 05/08/14

Declínio da Babilônia, Parte 6

Comentário: Como resultado da espiral mundial da história voltamos a um “impasse babilônico”. Acontece que os judeus trouxeram todo o mundo para esta condição porque eles desempenharam um papel importante no progresso científico e tecnológico. Assim, eles realçaram o processo.

Resposta: O grupo de Abraão manteve contato direto com a força superior, a energia positiva da natureza e o equilíbrio com a natureza composta de forças binárias básicas (mais-menos, a absorção separação, etc.). Sem esse contato, a filosofia, ciências diversas e numerosas tendências de desenvolvimento, que foram trazidas a este mundo pelos judeus, nunca teriam aparecido.

Se não fosse o grupo que foi conectado com a espiritualidade, neste momento, a humanidade já teria expandido-se em quantidade, mas não em qualidade. Seu progresso não seria baseado na sua realização espiritual. Temas como geografia, história, biologia, zoologia, ou quaisquer outros ramos científicos que exploram este mundo material, não teriam surgido.

Isto não é sobre os judeus, mas sim sobre a sua ligação com a força positiva que lhes permite vincular “aspectos positivos e negativos” e respeito à natureza como um sistema.

A ciência é um estudo sistemático da natureza a nível inanimado, através de disciplinas como física, química, cosmologia e astronomia. Os níveis vegetativo e animado são estudados por meio da biologia, zoologia, botânica e outros. A ciência estuda o inanimado, o vegetal e o animal da natureza, enquanto que a psicologia explora o comportamento humano.

Assim, se formos ainda mais fundo, vamos encontrar os judeus que lançaram todas as ciências. A propósito, filósofos religiosos medievais que estudaram estas questões escreveram que os antigos gregos aprenderam os conceitos básicos, de sua filosofia, da cabalá, e como bem sabemos, todas as outras disciplinas resultam da filosofia.

Pergunta: Então, todo o potencial científico e tecnológico diz respeito à conexão de duas forças principais, o positivo e o negativo. Isto foi transmitido à humanidade através do grupo de Abraão, não é mesmo?

Resposta: Sim. É assim porque o conhecimento humano deriva de um estado de equilíbrio com a natureza. A condição para o equilíbrio com a natureza é a noção de “amar o próximo como a nós mesmos”. Ela ocorre com a condição de que ambas as forças positiva e negativa estão em equilíbrio, permitindo, assim, à terceira, a força superior da natureza, chamada o Criador surgir entre elas.

No entanto, somente os cabalistas são capazes de perceber esta força. O equilíbrio pode ser entendido através da metodologia que os judeus, o povo de Israel, revelaram ao resto do mundo.

Assim, é bastante natural que, no final, somos nós quem devemos ser culpados por tudo o que acontece no mundo. No entanto, ainda precisamos das ciências, porque elas fazem o seu trabalho. De forma alguma elas nos levam ao mundo superior, a fonte e meio de governança deste reino material. Elas só exploram esta realidade física. Ainda assim, as ciências aceleram nosso crescimento e nos fazem sentir decepção na nossa capacidade de alcançar a espiritualidade, ficando no nível material.

Hoje, a ciência atingiu um beco sem saída e agora não há espaço para mais progresso científico. A penetração científica na matéria é puramente mecânica. Além disso, não há nenhum sentido em qualquer desenvolvimento das ciências. Nosso avanço é egoísta, é a base de tudo o que fazemos, e é nosso desejo de sentir o melhor que pudermos. Vemos que como um meio para melhorar a vida, atualizar o mundo, e melhorar a sociedade, a ciência não lida com esta tarefa direta. Pelo contrário, ela nos faz sentir ainda pior. Então, por que precisamos dela? Quanto menos sabemos, melhor dormimos.

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De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/8/14

 

O Declínio Da Babilônia, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Após o ego ter sido inflamado, ele forçou os babilônios a se espalhar sobre a face da Terra. Será que a humanidade se desenvolveu apenas sob a influência desta força negativa?

Resposta: Não é que uma força positiva não exista numa pessoa. Ela existe em todos os seres humanos, mas não é claramente revelada, nem os dirige e impulsiona para frente.

Os discípulos de Abraão eram diferentes dos discípulos de Nimrod, visto que descobriram em si as duas forças: o ego explícito e o desejo implícito por algo, a doação e o amor. Mas eles ainda não sentiam isso. Num primeiro momento, eles simplesmente procuraram o sentido da vida. A segunda força foi descoberta dentro do sentido da vida, que está além da terra física, acima do egoísmo.

Neste plano, o ego nos mostra o que é possível obter aqui e como é possível satisfazer-se. A segunda força vai acima deste plano porque é construída sobre a conexão, sobre a unidade. Este é o próximo nível.

Sim, essa força existe em todos nós, mas, nos discípulos de Nimrod, ela não foi claramente revelada naquele momento. Como resultado, eles fizeram o que era possível fazer em seu estágio atual. Eles se dispersaram ou criaram novas conexões, se misturaram ou lutaram, fizeram alianças, casamentos, ou o contrário. No entanto, tudo isso foi no nível físico.

E só agora é que o chamado para o sentido da vida começou a ser despertado neles. No entanto, uma vez que eles não vêem Abraão entre eles, eles se afundam em drogas, em todos os tipos possíveis de excessos, em guerras, etc. Qualquer coisa só para encher e satisfazer seu vazio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14, Parte 4