Textos na Categoria 'Religião'

O Dalai Lama

Dr. Michael LaitmanOpinião (Sua Santidade o 14º Dalai Lama ): “Todas as grandes religiões do mundo, com sua ênfase no amor, compaixão, paciência, tolerância e perdão podem fazer e promover valores internos. Mas a realidade do mundo atual é que estabelecer ética na religião não é mais adequado. É por isso que estou cada vez mais convencido de que chegou a hora de encontrar uma maneira de pensar na espiritualidade e na ética para além da religião”.

Meu Comentário: A ocultação do Criador, o poder do amor que gere o mundo, é devido ao nosso egoísmo, que é o oposto da propriedade do Criador e, portanto, não O sente. A revelação do Criador só pode acontecer como resultado de uma mudança da nossa natureza egoísta (“tudo para si mesmo”) para a natureza altruísta (“tudo para o bem dos outros”, de acordo com o princípio: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

A chamada para a mudança de uma pessoa é encontrada em todas as religiões, mas elas não conseguem executá-la, porque a nossa natureza só pode ser alterada sob a influência do Criador, a Luz da Ohr Makif , sobre ela. A Cabalá permite isso (veja o artigo do Baal HaSulam, “A Essência da Religião e Seu Propósito”). Este artigo também fala sobre ética…

Para Os Desejos De Um Novo Nível

Dr. Michael LaitmanAntes das fases da quebra, a criatura estava totalmente aderida à única força que existe no mundo, e estava no mundo de Ein Sof (Infinito), sabendo tudo, no sentimento de absoluta perfeição, na eternidade.

A partir desse estado, ela começou a descer gradualmente ao nosso mundo, foi quebrada e se expandiu, na medida em que suas partes se afastaram ainda mais umas das outras, através da repulsa do crescimento constante do ego, até que elas desceram todo o caminho até o nosso mundo. Assim, em nosso mundo, nós realmente sentimos que estamos totalmente separados e distantes um do outro. Nós não podemos sequer imaginar o que significa a verdadeira conexão e unidade entre nós.

Ao longo da história humana houve pessoas que ansiaram pela unidade, mas isso era natural para elas. Como Baal Há Sulam diz, em cada geração até 10% das pessoas são altruístas, nas quais este atributo está naturalmente enraizado. Mesmo em nossos tempos existem diferentes movimentos que lutam por certos valores humanistas, por adesão e conexão, e políticos e outros tiram proveito disso.

Mas isso não é o que se entende como o objetivo da criação na natureza. O objetivo da criação é a subida acima do nosso ego com a unidade que se segue. Nós temos que trabalhar na unidade e ela precisa ser implementada contra o nosso ego, não o nosso ego natural, mas o ego que aparece quando nós aspiramos para cima.

Nossos desejos corporais igualam o nível do nosso desenvolvimento corporal. A cabeça e o corpo de um animal estão na mesma altura, o que significa que os seus desejos e aspirações estão no nível das necessidades corporais. Isto é como a natureza opera em nós. A cabeça de um ser humano, no entanto, está acima do corpo, o que significa que seus pensamentos, sonhos, desejos e aspirações são mais elevados em qualidade e importância. Isso diferencia os níveis animal e falante.

Nós sabemos que o nosso progresso só pode ocorrer sob sofrimentos e diferentes problemas que encontramos quando nossa natureza simplesmente nos empurra para frente e não nos deixa existir em silêncio e de forma pacífica. Isto foi claramente revelado desde o fim do século XX.

Portanto, até que o mundo atingisse a fase do completo egoísmo, que já estamos começando a sentir como o lado ruim da nossa natureza, a sabedoria da Cabalá, que considera que é necessário mudar a natureza do próprio homem, estava oculta. Não havia necessidade dela, porque as pessoas podiam distorcê-la como aconteceu com as religiões.

Em vez de avançar para a proximidade de acordo com o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”, que é a maior e mais importante regra da Torá (o que o Criador exige de uma pessoa), cada religião começou a se envolver em algo próprio, reivindicando egoisticamente que tudo depende do cumprimento mecânico de suas ações e que aqueles que as seguem cegamente alcançam o Céu, e aqueles que não seguem, atingem o inferno, etc. A sabedoria da Cabalá é totalmente contra essa abordagem e, portanto, é totalmente diferente de todos os outros métodos e religiões.

Da Convenção na Bulgária “Amanhecer de Um Novo Mundo” 02/11/13, Lição 3

Nós Vivemos Numa Época De Revelação Do Oculto

Dr. Michael LaitmanTodas as religiões e filosofias são baseadas no conhecimento que vazou até elas da Cabalá. As proibições e ocultações da sabedoria da Cabalá foram impostas pelos Cabalistas. Tal ocultação permitia que outros vendessem conhecimento roubado, como se fosse o seu próprio.

Por outro lado, no entanto, quando a Cabalá foi finalmente revelada, todos inevitavelmente se opuseram a ela, porque ela é uma revelação da fonte de todos os outros ensinamentos. Afinal, a existência deles depende do fato de que a Cabalá estava escondida.

Todas as religiões são baseadas na ocultação. Se o Criador fosse revelado, será que haveria ainda lugar para as religiões e crenças? No que você pode acreditar, se tudo está claro para todos?

Em outras palavras, há apenas três estados:

1. O estado de revelação que existia na época do Primeiro e do Segundo Templo, quando as pessoas sentiam claramente o Criador, e todas sabiam o que fazer.

2. O estado de ocultação, que está dividido em duas partes:

a) o período em que até mesmo o método de revelação do Criador estava escondido.

b) o período de revelação do método da Cabalá, a fim de revelar o Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 16/12/10, “A Serva Que é Herdeira de Sua Senhora”

“Cientistas Rezam? Einstein Responde A Pergunta De Uma Menina Sobre Ciência x Religião”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias: (de Brainpickings): “Uma garota de Nova York chamada Phyllis escreveu uma carta para o grande Albert Einstein em 1936:

“‘Igreja de Riverside

19 de Janeiro de 1936

Meu caro Dr. Einstein,

Nós levantamos a questão, ‘Os cientistas rezam?’, em nossa classe da escola dominical. Isso começou perguntando-se se poderíamos acreditar na ciência e na religião. Nós estamos escrevendo aos cientistas e outros homens importantes para tentar ter a nossa própria pergunta respondida.

Nós nos sentiremos muito honrados se você responder a nossa pergunta: Cientistas rezam, e rezam para quê?

Nós estamos no sexto ano, na classe da Srta. Ellis.

Respeitosamente,

Phyllis’”

“Apenas cinco dias mais tarde, Einstein escreveu de volta — não é adorável quando gigantes culturais respondem à sincera curiosidade infantil? — e a resposta dele fala com a mesma qualidade espiritual da ciência que Carl Sagan exaltou décadas mais tarde e Ptolomeu o fez milênios antes. Seis anos antes, Einstein tinha explorado esse assunto, numa linguagem muito mais complicada e uma retórica desconcertante, em sua lendária conversa com o filósofo indiano Tagore.

“’ 24 de Janeiro de 1936

Querida Phyllis,

Vou tentar responder à sua pergunta da forma mais simples possível. Aqui está minha resposta:

Os cientistas acreditam que cada ocorrência, incluindo assuntos dos seres humanos, é devido às leis da natureza. Por conseguinte, um cientista não pode ser inclinado a acreditar que o curso dos acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou seja, por um desejo manifestado sobrenaturalmente.

No entanto, devemos admitir que nosso conhecimento real destas forças é imperfeito, e assim, no final das contas, a crença na existência de um espírito final repousa sobre uma espécie de fé. Tal crença continua generalizada mesmo com as atuais realizações na ciência.

Mas também, todos aqueles que estão seriamente envolvidos na busca da ciência tornam-se convencidos de que algum espírito se manifesta nas leis do universo, que é muito superior àquele do homem. Desta forma a busca da ciência leva a uma sensação religiosa de um tipo especial, que é certamente bastante diferente da religiosidade de alguém mais ingênuo.

Com cordiais saudações

A. Einstein’”.

Meu Comentário: Aqui está uma visão verdadeiramente Cabalística da existência da força superior no mundo, que não deve ser adorada, mas revelada.

É Hora De Enfrentar A Verdade

Dr. Michael LaitmanNós recebemos um desejo de receber quebrado de modo que sejamos capazes de atingir o atributo de doação. Além disso, todos receberam uma centelha de desejo pelo Criador. Trata-se das pessoas em quem essa centelha foi acesa, enquanto outras não têm escolha e são totalmente gerenciadas por sua natureza. Somente as pessoas que têm a centelha, além do desejo de receber quebrado, anseiam atingir a meta espiritual sem ter escolha.

Se durante a lição elas ouvem que apenas através da nossa conexão podemos receber os poderes para satisfazer essa centelha, elas avançam pelo caminho da Luz, pelo caminho do “eu vou apressá-lo”. Mas se elas não conseguem ouvir, se não conseguem ser incorporadas no ambiente que pode acordá-las e torná-las mais sensíveis, elas vão avançar pelo caminho do sofrimento, pelo caminho do “em seu tempo”. Então, anos mais tarde, elas vão sentir que este caminho não leva a qualquer resultado, já que os pequenos poderes de todos não lhes permite sair do nível corporal.

Pode levar um longo tempo para se chegar a esse reconhecimento, mesmo 20 a 30 anos. Só mais tarde a pessoa é forçada a fazer um exame de consciência e enfrentar a verdade, e aceitar a condição de se conectar com os outros, a fim de receber o seu despertar, sem ter outra escolha. Então, o seu ponto no coração tem poder suficiente para satisfazer a si mesmo.

Só então ela começa a ouvir e trabalhar em si mesma, mas isso também não acontece de uma só vez, mas de forma gradual. Ainda assim, ela avança e tem um senso de direção. Ela entende que tem que aceitar e se render às condições que os Cabalistas falam e que são os fundamentos da Torá: a conexão entre as pessoas e o amor ao próximo, e não tentar escapar disso.

As pessoas tentam escapar e se esconder dessas condições em diferentes religiões e credos. Toda religião afirma que as pessoas devem manter os rituais, as ações externas pessoais ou públicas, tais como feriados e costumes que a caracterizam. É tudo feito para esconder a verdade e não lidar com a correção do ego da pessoa que a leva para “a fim de doar”.

Mas o caminho do sofrimento acabará por levar a humanidade a um beco sem saída e vai obrigar as pessoas a ver que não há escolha e que elas têm que ouvir o que a Torá diz. Então as pessoas vão perguntar como fazer isso. Portanto, nós temos que preparar o método ativo de correção para elas e tentar encurtar seu caminho de sofrimento.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 27/05/13

O Que Podemos Esperar Quando Temos Os Olhos Vendados?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós falamos tão pouco sobre coisas boas, e muito sobre problemas e dificuldades que encontramos no caminho espiritual?

Resposta: Eu acho que os problemas que encontramos são uma coisa boa. No nosso caso, nós não iriámos nos voltar para encontrar o Criador se não fosse por esses “problemas”, como os chamamos.

Eu sinto que tais problemas são doces, pois caso contrário meu “animal” nunca se voltaria na direção do Criador. Na verdade eles podem me assustar e me preocupar, e podem até ser uma ameaça à minha vida, mas tudo vem para me dirigir a Ele.

Em caso afirmativo, o que há de errado nisso? Seu corpo físico é que experimenta os sentimentos desagradáveis. Portanto, não se identifique com ele, comece a formar o ser humano em você que “monta” o animal corporal.

Em geral, o mundo espiritual baseia-se em superar a inclinação ao mal. É impossível escapar disso. A humanidade tem tentado fazê-lo ao longo da história, com a ajuda de várias religiões, crenças, estruturas sociais, leis, ciência e tecnologia.

Tudo isso foi realmente uma tentativa de fuga, uma busca por outros meios de melhorar nossa qualidade de vida e abandonar o caminho ao Criador. Mas esses meios causam uma falha ainda maior; no final, nós ficaremos sem nada. Por exemplo, há poucos dias a ONU recomendou a utilização de insetos como alimento para lutar contra a fome. Aqui está: o futuro do mundo…

Em suma, somente pela revelação do mal é que nós podemos ser direcionados à meta, pois é assim que podemos escolher o que considerar como mal. Eu posso me sentir mal quando meu amor próprio “reclama” de desconforto, ou posso me sentir mal, pois ainda não adquiri minha alma, a conexão com os outros, e com o Criador como parte dela. É exatamente onde reside o nosso livre arbítrio.

É impossível escapar disso, não importa quais argumentos você traga. A Providência superior age sem pedir o meu consentimento. Agora eu tenho que aceitar e mais tarde eu vou entender isso.

De qualquer forma, a espiritualidade é construída sobre o desejo corrupto por prazer. Por isso, não podemos deixar de falar sobre isso; afinal, diz-se: “Eu criei a inclinação ao mal”. A “Torá”, ou o método de correção, é necessário exatamente por esse motivo, e é exatamente quando um pouco de mal é revelado entre nós, quando já queremos nos unir, mas ainda não sabemos como: de que forma, em que princípio, isso vai nos “colar” juntos, e como realizar esta união.

Assim, nós exigimos que a Torá se manifeste em oposição ao mal que é revelado, mas é um mal “doce”. Nós começamos a entender que não temos o poder de enfrentá-lo por nós mesmos, que precisamos da ajuda da força superior, e que o mal está na ruptura da conexão entre nós. Nós simplesmente devemos, queremos lutar para nos conectar, “como um homem em um só coração”. Nós podemos chamar de “mal” o que está acontecendo, mas na verdade não é mal, mas a oposição ao Criador, Suas “costas”. É tudo Ele.

Isso significa que não lutamos entre as garras do mal e o Criador, já que sentimos que o bem e o mal são ambos Ele e são as faces da Sua atitude. Às vezes, um pai sorri para o seu filho, e às vezes dá-lhe um olhar duro, evocando assim diferentes reações na criança, à medida que ela forma sua percepção.

Pergunta: Por um lado, me é mostrado o lado negativo, e por outro lado, me é mostrado o que vou receber no final…

Resposta: Você vai passar o ponto de ruptura, a quebra, como resultado da qual você de repente sentirá prazer em doar. A Luz virá e despertará você para amar os outros. Em seguida, você irá doar a eles e sentirá prazer infinito.

Afinal, é o seu ego que limita você e que está parando você dizendo: “Você pode ir até aqui e não mais do que isso”. Você luta com ele para expandir os limites da doação. Se não houvesse nenhum ego, você iria participar na doação da mesma maneira que se envolve em receber agora, simplesmente porque acha que doar é agradável.

Portanto, para ter certeza que é amor verdadeiro, e não artificial, ele é construído sobre o desejo de receber, para que você possa ser neutro, livre de receber e de doar. Então, você realmente trabalha, realmente controla a satisfação de toda a humanidade e executa a missão do Criador, não tomando nada para si mesmo, sem ter contato com a negatividade da qual você tem que fugir ou com a positividade que poderia trazer-lhe prazer. Este é o momento da eternidade numa pessoa, o ponto médio na escala do bem e do mal.

Pergunta: O que significa “para nos trazer prazer”?

Resposta: É um significado diferente, novo. Eu escolho o prazer para que ele não dependa de mim e eu não dependa dele.

É impossível explicar, ilustrar ou desenhar. Trata-se de um sentimento, e se você tentar tocá-lo com sua mente atual, é uma abordagem errada. Afinal, você não permite que seu coração se abra.

Não é por acaso que falamos de um jogo como a principal ferramenta para o nosso avanço. Se você se coloca fora do jogo, você fica apenas com queixas. Você pode diminuir o valor de tudo na vida por uma atitude desrespeitosa, e agora?

Nós precisamos nos unir, e para fazer isso nós trabalhamos em grupos. Por que grupos? Porque é como nós permitimos que a Luz nos influencie pelo menos um pouco. Nós podemos subestimar a conexão entre os amigos e o que ela pode atrair. Mas por nossos esforços mútuos, nós lhe damos a importância e o apelo, e solicitamos novamente um pouco da Luz que Reforma através disso.

Quem realmente precisa da doação? Ninguém. Mas ainda assim, nós falamos sobre ela, e a Luz Circundante responde a isso e está pronta para aceitar a nossa “mentira”.

É assim que nós nos desenvolvemos e não há outra maneira. É sempre a partir um estado egoísta de Lo Lishma (não para si mesmo) que alcancemos a intenção altruísta de Lishma (para si mesmo). É impossível formar a criatura de outra forma.

Quanto às queixas, o ego sempre desempenha o papel de acusador, mas os sofrimentos acabarão por quebrá-lo. Você não será capaz de ditar suas condições ao Criador. Ele irrita você de propósito para estimulá-lo, e há apenas uma resposta para isso: subjugar-se ao grupo.

Você deve entender que o seu ego é totalmente “quadrado” e que você não vai conseguir nada com sua ajuda. Enquanto você olhar para a realidade através do prisma do amor próprio, você não vai ver nada. Todos os mundos estão ocultos de você; o sistema da Providência superior está fora de sua vista. O que pode ser aberto para você se seu ego filtra todas as chamadas do Criador? Você pode reivindicar a demonstração de qualquer coisa quando na sua frente está uma venda impermeável?

É por isso que os Cabalistas nos dão conselhos sobre como agir neste estado. Se não usarmos seus conselhos, os problemas nos ajudarão a ficar sábios.

Não há nenhum propósito em sentir ressentimento de que algo está oculto de você. Você não tem meios para ver a verdade; somente na união nós podemos ver a liderança do Criador e estar cientes do que está acontecendo.

Mas com a condição de que essa compreensão e esse sentimento não vão jogá-lo fora da pista. Afinal, quando você finalmente obtiver esta oportunidade, você não vai realmente querer sentir e compreender, a fim de evitar um “suborno”.

Você vai dizer ao Criador, “Não revele nada para mim”. Caso contrário, eu vou perder meu livre arbítrio e vou me transformar num “anjo” e descer para o nível “animal”. Eu prefiro ser um ser humano que se esforça e comete erros do que um “animal sagrado” que não tem livre arbítrio. Apenas no nível humano eu posso expressar a minha atitude e só lá eu existo.

Você vai querer colocar Masachim (telas) sobre a Luz, temendo não resistir às suas tentações. Afinal, os guardas que não permitem que você entre no palácio do Rei o mantém afastado, não por sofrimentos, mas por golpes de abundância, que são muito mais fortes e são revelados a você como um amor que o enlouquece. É muito mais difícil colocar uma Masach sobre ele do que sobre os problemas da inclinação ao mal.

Hoje ela realmente ajuda você a entrar em contato com o Criador. O sofrimento foca você na meta. Portanto, diz-se, que o Faraó aproxima os filhos de Israel do Criador. Depois, haverá outros obstáculos e eu vou entender suas reclamações. Afinal, os golpes da Luz são muito mais difíceis. Mas não importa o que aconteça, você sempre vai querer a luta entre estas duas forças opostas, já que apenas entre elas você pode determinar sua independência.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/05/13, O Zohar – Introdução

Você Está Convidado Para Subir No Palco

Dr. Michael LaitmanMuitas pessoas no mundo estão conectadas a todos os tipos de grupos, associações, alianças e comunidades, e estão bastante satisfeitas com os “clubes de passatempo” (“hobby clubs”). Além disso, elas também cooperam com as empresas, a fim de lucrar em conjunto.

Existem os grandes e pequenos, supervisores e subordinados, mas, em última análise, existe um objetivo claro para todos, e eles entendem que precisam ter o seu próprio lugar e contribuir para o benefício dos demais. A imagem é clara quando o resultado é sentido no bolso ou quando o nosso desejo por prazer desfruta de alguma outra forma.

Todos os caminhos e formas de conexão diferem, incluindo as religiões. No entanto, em geral, as pessoas gostam da interação compartilhada que fornece a todos algum benefício.

Parece ser diferente quando a pessoa faz a pergunta sobre o sentido da vida: “Por que e para quê estou aqui?”. Depois de toda a busca, esta questão só cresce, deixando uma sensação de vazio interior. Então, finalmente, a pessoa chega à sabedoria da Cabalá.

No entanto, ela abre os livros e não encontra uma resposta. Basicamente, a sabedoria da Cabalá não revela nada. Pelo contrário, ela é chamada de “sabedoria oculta”, pois retira a cobertura e só mostra à pessoa que algo está escondido dela. O que é isso exatamente?

O que está oculto de nós é o Criador. Ele é o que está faltando. Se nós descobríssemos o poder superior da natureza, que ativa todas as suas formas – inanimada, vegetal, animal, e falante -, tudo se tornaria claro para nós.

Na verdade, em nosso mundo, na nossa vida, não há outra questão senão a descoberta do Criador. Desta forma, você vê que vamos resolver todos os problemas. Vamos entender o que está acontecendo conosco, como devemos agir, quais são as consequências de nossas ações, como elas voltam para nós, e assim por diante. Em breve, tudo será revelado. Quando nós ultrapassamos os limites deste mundo, sentimos não só a brevidade da vida material, mas também todo o caminho que se estende até o infinito. Tudo isso é proporcionado para que descubramos o Criador, compreendamos e sintamos a realidade da mesma maneira que Ele.

Fora isso, nós não entendemos e sentimos. Aqui, surge a pergunta: “O que eu faço para sair dessa compreensão e sentimento?”. A sabedoria da Cabalá responde assim: “Você pode entender e sentir na medida em que consegue se tornar como o Criador”. Em outras palavras, a sabedoria da Cabalá não possibilita que possamos reconhecer esse fenômeno particular chamado “Criador”, mas apresenta uma condição que não é característica do nosso mundo.

Aqui, nós olhamos para as coisas de lado. Por exemplo, eu vou a um espetáculo de balé e vejo as pessoas dançando no palco. Eu gosto de vê-las, mas não consigo fazer o que elas fazem. No entanto, de acordo com a sabedoria da Cabalá, isso não seria chamado de realização. A verdadeira realização requer que eu realize sozinho esta atividade. A partir daí, eu vou entender e sentir o que está sendo dito; eu devo subir “no palco”.

Neste caso, como podemos ser como o Criador? Inicialmente, isso é impossível, como a sabedoria da Cabalá explica. Você vê, o “Criador” é o poder de doação e amor, enquanto eu sou o poder de recepção e ódio. É assim que sou construído, um egoísta que só quer o seu próprio bem, e o Criador é o meu oposto, Ele me criou especificamente desta forma.

Para quê? Para me dar a possibilidade de escolher por mim mesmo o que eu quero da vida e decidir se estou interessado – a partir do meu atual estado, oposto ao Criador – em alcançar a doação. Se sim, então eu tenho a oportunidade disso.

Como posso usá-la? Eu posso fazer isso com a ajuda de diversos meios que me conectam ao Criador. Já que eu sou totalmente um desejo egoísta de receber e o Criador é um desejo absoluto de doar, nós somos opostos, estamos longe um do outro, e não temos nenhuma conexão. Para que eu possa de alguma forma estar aberto para ver, para percebê-Lo e ser como Ele, eu preciso de algum tipo de conexão, um fio, e eu tenho isso.

O Criador colocou um desejo de descobri-Lo dentro de mim que é chamado de “ponto no coração” (). Este desejo é egoísta, mas pode ser transformado no seu oposto. Em sua essência, esse ponto é o lado de trás da alma, oposto à forma de doação, uma centelha da quebra dos vasos que cai no desejo de receber. Ele é 100% oposto à doação, e, especificamente, este fato faz com que seja possível que ele “inverta as polaridades”.

Portanto, eu descubro dentro de mim dois fatores: o egoísmo (Ego), querendo apenas receber, e o ponto no coração, que também quer receber, mas que já se relaciona com o Criador, tem uma conexão mútua com Ele.

No entanto, isso também não é suficiente. Eu preciso de algo entre nós, um poder com a ajuda do qual eu realmente me conectarei com o Criador. É verdade que ele desperta em mim este ponto do impulso inicial, mas com que meio eu vou ser capaz de dar um passo adiante em direção a Ele?

É claro que existe um “adaptador” especial, chamado “grupo”, através do qual eu posso me adaptar ao Criador. Em geral, isso se refere aos dez homens com quem devo trabalhar para atingir a meta.

Eu elevo artificialmente a importância dos amigos aos meus olhos. Eu lhes dou presentes (♡!), finjo que os amo, invisto num sistema de relacionamentos entre nós, e participo egoisticamente de atividades, como um comando. Então, eu recebo uma resposta deles. Você vê que eles falam sobre o amor dos amigos, sobre a doação, e este impulso influencia o meu ponto no coração e faz com que ele deseje aquilo que o ambiente está falando. Suponha que não exista amor verdadeiro e doação nos amigos, que isso não seja importante para eles, mas eu ouço suas palavras e aceito a mensagem simplesmente da maneira que parece. Da mesma forma, nós somos inconscientemente influenciados pela mídia.

Os amigos podem colocar todos os dados necessários dentro de mim. Quando eu estou com os amigos, eu adquiro deles a consciência da importância do Criador, que Ele é bom e faz o bem, e, através do grupo, eu começo a me relacionar com Ele nesse sentido. Lá, no “centro do grupo”, eu O encontro. Portanto, o meu grupo e eu nos transformamos num vaso (Kli) para uma alma, e nela, eu descubro a realização, a Luz.

Este é o processo através do qual devemos passar.

Graças ao grupo, nós podemos sair de nós mesmos, do nosso ego, para subirmos acima dele, para sermos incluídos nos amigos, e para encontrar lá a força interior chamada de “Criador”. Este é todo o nosso trabalho; esta é a patente do método Cabalístico, os meios de sair para o mundo vindouro. Você vê, quando estou no grupo, eu encontro a Luz que me preenche; o meu sentimento é chamado de “mundo vindouro”, a “dimensão superior”, o oposto do estado atual.

Portanto, não há nada mais importante neste mundo do que o grupo e o amor dos amigos. Este é o único meio que torna possível atingir a dimensão superior, para descobrir o Criador entre os amigos, na unidade entre nós. Se nós somos pelo menos dez pessoas, de acordo com a lei da raiz e do ramo, temos energia suficiente; através da influência mútua nós podemos descobrir o Criador entre nós.

Todo o resto depende de nós na medida em que há influência mútua entre os nossos dez. Neste trabalho, nós não apenas unimos os nossos esforços. Mesmo em nosso mundo, existe o fenômeno único da ressonância. No mundo espiritual, isso se expressa de uma forma muito mais forte. Quando nós estamos unidos, chegamos a um resultado muito além da soma nominal dos participantes.

Aqui, uma forma holística opera; um sistema completo de leis. Nós não apenas unimos as partes individuais. Em vez disso, fazemos um trabalho completo entre nós, a fim de descobrir o poder superior. Os jogadores de um bom time de futebol também estão prontos para cooperar de uma forma maravilhosa, mas nós adicionamos uma dimensão superior a isso. Como partes de um motor, nós estamos conectados de forma correta, e o nosso motor compartilhado recebe o combustível para funcionar.

Assim, é claro que o grupo é tão importante quanto o Criador. Você vê, ele se torna o vaso através do qual nós O revelamos. Através da nossa inclusão nele, cada um de nós perde o seu “eu” adquirindo todo o vaso. Se eu estou conectado com os dez, tudo é meu. Eu invisto numa conexão e me uno com os amigos na minha forma especial, no meu “estilo”. Portanto, tudo se encontra em minhas mãos e esta é a minha alma.

Desta forma, todos estão conectados ao grupo a partir do seu ponto no coração e adquirem a alma. Mesmo que o vaso seja compartilhado, ele se expressa com diferentes propriedades em todos, de acordo com suas qualidades e, no final do caminho, quando todos corrigem sua integração com os outros, nós nos unimos num todo e nos tornamos verdadeiramente uma só alma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/13, Escritos do Rabash

O Dia de Fusão Com O Criador

Dr. Michael LaitmanSábado (Shabat) é um dia especial, que significa uma associação de Zeir Anpin (o Sol) e Malchut (a Terra). Sábado é sobre a conexão entre a Terra e o Sol , que acontece quando o Sol cobre completamente a Terra ao fim de um ciclo de seis dias.

A Lua também participa da conexão entre eles, porque o Sol e a Lua, os chamados “dois grandes corpos celestes”, são igualmente importantes, embora a Lua brilhe pela luz solar refletida. Entre eles há a Terra que cobre a Lua do Sol e assim vemos as fases da Lua, que representam a relação entre a Lua e a Terra, o Sol reflete a magnitude de seu emparelhamento e conexão.

“Seis dias” leva o emparelhamento de Zeir Anpin e Malchut. Quando Malchut, a Terra, atinge um estado de saturação completa, em seguida, no sétimo dia ela repousa. Isto  se aplica a Malchut, a Terra, a todos os seres humanos e até mesmo aos animais, no mundo inteiro.

Mas isso não significa que uma pessoa deva descansar porque Sábado é o momento mais intenso no nosso trabalho espiritual. Após seis dias de correção de Malchut (durante a qual ela tenta se tornar semelhante a Zeir Anpin) eles unem-se, fundem -se, e casam. “Sábado” denota amor e conexão, que é descrito no “Cântico dos Cânticos”, uma fusão completa da criação com o Criador.

“Seis dias de trabalho” intenso para a preparação da fusão. Cada um de nós gira nas suas próprias fases, como o sol e a lua: Nós levantamo-nos de manhã e vamos para a cama à noite. No sétimo dia, estamos prontos para a fusão.A sétima etapa é sobre o amor, é o palco de uma correção completa para o bem de alcançar semelhança com o Criador.

Assim, os primeiros cinco dias da semana são dias de trabalho, o sexto dia é uma combinação dos cinco primeiros dias juntos num, e no sétimo dia finaliza todo o trabalho e demonstra o seu resultado, sendo este um dia de folga.

Como tudo isso só vem a partir da comparação entre as linhas  direita e esquerda, o sétimo dia foi imediatamente aceite pelo grupo de Abraão (o povo judeu) como um dia de descanso. Outras nações seguiram este exemplo e também estabeleceram estes dias; que foi feito por meio de suas religiões, as quais derivaram da Cabala.

Levando em consideração que o Sábado é afiliado com a linha do meio, os Muçulmanos (a linha direita) tornaram o sexto dia da semana como dia de folga, enquanto que os Cristãos (a linha esquerda) optou por ter um dia de folga no primeiro dia da semana. Essa discrepância vai permanecer intacta até que todos eles se encontrem e se unam na linha do meio. Se isso não acontecer, não vamos alcançar o Criador. Isto explica que o objetivo de todas as religiões é fazer com que as pessoas percebam que têm de elevar-se acima desses desvios e ligar-se num único ponto que não tem nada a ver com religiões, mas sim com a Cabala.

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KabTV “Os Mistérios do Livro Eterno” 2/4/13

Permanecer Em Harmonia Entre Dois Corpos Celestes

Dr. Michael LaitmanTodos os ciclos de períodos de tempo, exceto para a semana, estão relacionados com os sistemas cósmicos: a lua nova, manhã, noite, dia, etc. A semana parece ter nascido da mente humana.

O fato é que estamos dentro de um sistema muito interessante: nós dependemos tanto da lua quanto do sol. É por isso que os calendários têm uma dupla natureza: o calendário muçulmano é baseado no ciclo da lua, o dos cristãos depende das fases do sol, e o calendário judaico combina ambos os ciclos solar e lunar.

É por isso que feriados muçulmanos não estão rigidamente vinculados a datas concretas e “vagueiam” do inverno ao verão, da primavera ao outono. Feriados cristãos também são inconstantes. Quanto ao calendário judaico, ele é estável, uma vez que se baseia na linha média: ele não está amarrado à linha direita (como o calendário muçulmano), nem à linha de esquerda (como no cristianismo), mas sim se baseia na combinação de duas forças naturais, de recepção e doação. Nós dependemos do sol e da lua, das propriedades de doação e recepção. Nós não estamos presos a uma linha particular. É por isso que o nosso calendário é consistente.

No entanto, o calendário judaico não é tão simples! Há certas datas, como “shvita” e “Yovel“, a cada quatro anos tem um ano bissexto, e duas vezes em 27 anos há um circuito solar, etc. Mas o calendário criado há vários milhares de anos não mudou.

Pergunta: Portanto, de acordo com este calendário, nós podemos descobrir exatamente o que vai acontecer no futuro?

Resposta: O fato dele estar ligado a duas forças naturais significa que nós seguimos a natureza e utilizamos seus poderes de maneira harmoniosa. Este calendário é baseado em ambos os ciclos solares e lunares e exemplifica essa idéia.

A Lua nos mostra como a Terra se relaciona com o sol. Em outras palavras, se eu fosse a Terra, a Lua iria me mostrar minha tela, permitindo-me assistir as fases alternantes, desde a lua cheia até a diminuição completa (lua nova), com a crescente e minguante novamente. Elas iriam mostrar se eu me identifico corretamente com o Criador e com a Luz, e se eu mudo em cada fase particular, começando num estado completamente diminuído e indo até a lua cheia, repetindo estas fases sucessivamente.

As quatro semanas aproximadas que separam as luas crescente e minguante compõem um ciclo completo que é semelhante a um dia: “E foi a tarde, e foi a manhã: um dia”. Em outras palavras, nós acordamos ao amanhecer, o sol nos influencia de uma maneira que o nosso egoísmo aumenta, criando assim a linha esquerda que conduz o sol ao final do dia e, por fim, dá origem à noite e à lua.

As fases lunares aparecem em diferentes constelações e criam uma imagem integral e ainda simples; quanto mais nós exploramos essa imagem, mais temos um sentimento de harmonia absoluta.

Como um músico que percebe uma melodia no fundo de seu coração e diz: “É um lindo acorde, uma instrumentação bonita, mas falta-lhe uma nota que tem que ser tocada por um trompete” – nós vamos experimentar a sensação de harmonia.

Isso é impressionante e emocionante. É por isso que se diz que a realização do Criador é a perfeição.

De KabTV “Os Mistérios do Livro Eterno” 04/02/13

Acidentes Planejados No Trabalho

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que é a Proibição de Abençoar uma Mesa Vazia, no Trabalho”: A pessoa deve acreditar que todas as descidas que experimenta são porque cada descida aumenta a necessidade da pessoa pela ajuda do Criador, uma vez que a necessidade é chamada de vaso, já que é este vaso que o Criador enche de Luz… A pessoa deve acreditar que o Criador sabe como o vaso deve ser grande de acordo com sua necessidade e desejo, e quando o Criador vê que o vaso já pode aceitar a Luz, então Ele imediatamente o enche tanto quanto pode. E a pessoa não deve se impressionar com as descidas, mas sim dizer: “a ajuda de Deus é imediata”, e deve acreditar que todas as suas descidas podem ser suficientes para ela ser um vaso e o Criador pode imediatamente preencher este desejo…

Todas as interrupções não são obstáculos, mas sim “ajuda contrária”. Todo problema deve ser imediatamente visto como a chamada do Criador querendo aproximar a pessoa Dele, evocando assim a sensação de que Ele está distante.

Então, você pode subir acima do seu sentimento de deficiência, acima da interrupção, e ansiar por adesão, pela doação. Depois de vários casos, você desenvolve energia suficiente para ser preenchido com a Luz da revelação do Criador.

Por outro lado, se você constantemente age assim, está trabalhando na “linha da esquerda”, já que trabalha apenas acima de sua deficiência e isso é indesejável. Você tem que trabalhar desta maneira somente se cair neste buraco. Você não deve ansiar apenas pela deficiência e buscá-la, mas apenas se  não tem outra escolha. Enquanto tal “acidente” não acontece, você tem que trabalhar na linha direita e constantemente ansiar por plenitude.

Plenitude significa que você não sente deficiência em nada e está constantemente em estado de Hafetz Hessed, em doação absoluta. É o Criador que traz para você tais acidentes no trabalho, o sentimento de deficiência em diferentes desejos.

Este é o nosso trabalho: você sempre dá um passo à frente com o pé direito até que o Criador o obriga a dar um passo com o pé esquerdo. Assim, você finalmente chega a um único desejo. Quando você alcançar tal vaso completo, você vai descobrir imediatamente a Luz nele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 10/03/13