Textos na Categoria 'Religião'

História Ilustrada

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:29-34:30: E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho, e ele não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, já que ele tinha falado com Ele. Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar perto dele.

A história viva da Torá é expressa por meio de imagens e assim nós podemos pensar que a Torá é a fonte dos desenho de ícones e figuras com uma auréola. Mas, na verdade, ícones entraram em uso como um meio de dizer às pessoas ignorantes o que não pode ser expresso por escrito, pois as pessoas eram analfabetas. Assim, o conteúdo da Torá foi transmitido oralmente e expresso em imagens.

As imagens são símbolos convencionais originais, cada uma transmitindo um evento específico, como a “vida do sagrado”. Este é o lugar onde todos os ícones e do qual tudo o que nós chamamos de “imagens dos santos” derivam. No geral, é um meio de transmissão de informações, já que naquela época não havia outros meios, mas desenhos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/13

Não Deverás Criar Uma Imagem Esculpida de Si

A Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 32:19-32:20: Agora aconteceu quando ele se aproximou do acampamento e viu o bezerro e as danças, que a ira de Moisés se acendeu, e ele arremessou as tábuas das suas mãos, quebrando-los ao pé da montanha. Então tomou o bezerro que tinham feito, queimou-o no fogo, e deu [-o aos] filhos de Israel para beber.

Primeiro Israel tinha que descer para o Egito com Jacó e seus filhos, e apesar de ter uma vida boa, sentiam que eram escravos no Egito, visto que não era a sua casa.

Quando eles fizeram o bezerro de ouro, era o mesmo Egito, mas “desejável”. Eles queriam desenvolver-se de acordo com o exemplo do Egito e construir para si um estado maravilhoso, sem a ajuda do Criador; então eles construíram um bezerro de ouro. [Leia mais →]

O Papel Das Religiões No Processo De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se no Alcorão: “O Todo-Poderoso não precisa de ajudantes”. Por que então a Cabalá nos ensina que temos que nos tornar parceiros e assistentes do Criador?

Resposta: As religiões se originam das linhas direita, esquerda e média. O Islamismo deriva da linha direita em relação ao Criador; o Cristianismo vem da linha esquerda e o Judaísmo se origina da linha do meio. É por isso que o calendário muçulmano é baseado no movimento lunar, o calendário cristão é baseado em ciclos solares, e o calendário judaico é baseado em ambos e é construído de acordo com a linha do meio.

É verdade que o Alcorão diz: “que o Senhor não precisa de ajudantes”. Isso porque a participação humana é impossível, em ambas as linhas direita e esquerda. As pessoas só começam a participar quando a linha do meio é construída a partir das linhas direita e esquerda. Assim, nós subimos para nos tornar parceiros com o Criador, tornando-nos semelhantes a Ele.

É por isso que a Cabalá fala sobre a parceria entre o homem e o Criador. Esta não é uma prática comum no judaísmo, uma vez que ele surgiu após a destruição do Templo e o povo de Israel caiu de seu nível espiritual. Hoje, depois de dois mil anos de exílio, nós começamos a corrigir a devastação que aconteceu após o colapso do Primeiro e do Segundo Templos. Nós temos que estabelecer uma linha média dentro de nós, ou seja, devemos subir acima do nosso ego.

As religiões são construídas de forma que elas não exigem que as pessoas se livrem de seus egos. Pelo contrário, as religiões usam o ego para nos atrair, nos envolver, nos acalmar, e prometem uma vida tranquila, saúde, sucesso e bem estar. As religiões são uma estrutura associada ao exílio, pois são totalmente adequadas ao exílio. Nós não rejeitamos este fenômeno!

No entanto, agora nós vivemos numa era em que as pessoas de todas as crenças começam a subir acima de suas religiões e a se esforçar para alcançar o Criador. Por um lado, elas não têm outra escolha, porque suas vidas são tão imprevisíveis! Nosso desejo interno avança e exige que nós conheçamos e revelemos o Senhor. Em cada um de nós há uma centelha: nos filhos de Israel, a centelha é uma consequência de sua etapa espiritual anterior; nas nações do mundo, é resultado de uma penetração mútua com os filhos de Israel durante o período de exílio.

É por isso que hoje, tantas pessoas começam a despertar. Quando a pessoa está pronta para alcançar o Criador, ela não precisa de religião, mas deve estudar Cabalá, já que a Cabalá é a sabedoria da revelação do Criador às criaturas neste mundo material. Esta é a diferença entre todas as religiões (as linhas direita, esquerda e do meio) e a “religião” autêntica (Cabalá), como Baal HaSulam define em seus escritos. Em seu artigo “A Essência da Religião e Seu Propósito”, Baal HaSulam escreve que há apenas uma religião autêntica: a sabedoria da Cabalá que nos leva à realização do Criador através da obtenção de Suas propriedades.

Todas as outras religiões eram ativas durante o exílio. Seu objetivo era nos levar até o nosso tempo, de modo que a partir de agora nós vamos começar o processo de autocorreção. Durante o exílio, o objetivo das religiões é educar as pessoas, apoiá-las de forma civilizada, e proporcionar-lhes conhecimento, moralidade e ética. As religiões cumpriram seus papéis. Elas agiram dentro da humanidade, deixando-nos assim avançar. As religiões serviram os interesses humanos.

No entanto, hoje o seu papel acabou; este fenômeno é evidente em todas as religiões. Em breve, nós vamos testemunhar enormes transformações, aumento da resistência e grandes lutas. A época da correção foi lançada. Nada pode detê-la. O mundo está se degradando dia após dia, como um carrinho rolando ladeira abaixo com uma velocidade tremenda. É por isso que hoje em dia todas as religiões terão que cumprir e ajustar-se à sabedoria da Cabalá. Vamos esperar que isso aconteça de uma forma suave, civilizada e que as religiões acabem por aceitar seus novos papéis e lugares.

As religiões são importantes para a nossa autocorreção, na medida em que começam a aplicar o princípio do “Amar o nosso próximo como a nós mesmos”. Todas elas têm esse princípio “no papel”. Tudo o que elas devem fazer é começar a implantar essa doutrina na prática; não há nada mais que possamos esperar delas. Como resultado, elas vão rever a si mesmas, e virão apoiar a sabedoria da Cabalá, dando-lhe a chance de corrigir todo mundo, sem exceção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/14, Escritos do Baal HaSulam

O Mundo Inteiro É Uma Parte De Cada Um De Nós

Dr. Michael LaitmanOpinião (Sua Santidade o 14º Dalai Lama do Tibete): “Os recursos do planeta estão se esgotando, o número de desastres naturais está aumentando. Isto coloca novos desafios para as pessoas. Para resolvê-los, temos que aprender a ver toda a humanidade como um todo”.

“No mundo de hoje, com seus problemas econômicos e ambientais globais, as fronteiras do Estado tornam-se secundárias. O mesmo pode ser dito sobre as diferenças religiosas. Os desafios globais, aumentando diante de nós, transcendem a estrutura dos países e religiões. Eles dizem respeito a toda a humanidade e, portanto, temos que agir em conjunto”.

“Por meio da educação, nós podemos mudar o pensamento das pessoas, de modo que sua prioridade se torne não o “eu”, mas o “nós” global. Cada um de nós é parte de um “nós” maior. Por outro lado, o mundo inteiro é parte de cada um de nós. Assim, é do nosso próprio interesse levar a sério o cuidado do bem-estar de toda a humanidade e do meio ambiente”.

“A ideia do socialismo é fundada no bem-estar da sociedade como um todo, mas não de um único indivíduo. A economia marxista fala da distribuição igualitária da riqueza. No capitalismo, todos perseguem apenas o seu próprio lucro.

“Nós só podemos mudar o mundo confiando na boa vontade das pessoas, através da educação, e não pela força.

“O moderno sistema de educação está focado em valores materiais. Quanto aos valores espirituais: amor, compaixão, perdão – várias tradições religiosas falam sobre eles. Nós devemos ensinar às crianças os princípios básicos da moralidade. Mas é difícil de fazer, baseando-se unicamente na religião. Nós precisamos de uma ética secular”.

Meu Comentário: As conclusões estão corretas, mas não há solução, só desejos. Mas isso também é bom – se for ouvido. Normalmente, as pessoas acenam com a cabeça para pessoas como o Dalai Lama e depois esquecem. Mas eles precisam ouvir, e depois, com o sofrimento necessário, vão se lembrar não só dos desejos, mas também encontrar a solução: a educação integral.

Cabalá E Sufismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são as semelhanças entre a sabedoria da Cabalá e o Sufismo, e onde eles divergem?

Resposta: O Sufismo não é contrário à sabedoria da Cabalá. Eles falam sobre a mesma coisa. Porém, o Sufismo não explica a técnica da construção de criação, o sistema da criação e sua conduta. Ele é mais adaptado às massas, uma vez que fala sobre a solução para os problemas humanos e espirituais, mas no nível do nosso mundo.

O Sufismo não explica a estrutura do mundo superior na forma precisa como está registrado na sabedoria da Cabalá: Sefirot, Partzufim, Olamot, Ohr, NRNHY, KHB ZON, Tzimtzum, Masach, Ohr Hozer e todo o resto do conceitos. Somente na sabedoria da Cabalá há descrição da “mecânica celeste”.

Em princípio, você poderia dizer que não tem nenhuma necessidade disso. No entanto, não é bem assim. Quando você começa a atingir o mundo superior, essa mecânica torna-se necessária. Você não consegue ordenar e esclarecer dentro de você, contando apenas com suas emoções ou o guia. Para você o guia já deixou de ser uma pessoa e é uma característica interna. Você não vê caras, mas sim sente o Criador. Então você precisa de definições e emoções mais profundas, você deve trabalhar com os estados mais sutis e mais calculados.

Eu não sou um grande especialista no Sufismo, mas parece-me que ele é uma parte da Cabalá. E se penetrarmos mais profundamente na verdade Sufismo, é possível descobrir onde esse divisor se encontra, além do qual a sabedoria da Cabalá é um imperativo. De acordo com a base, o Sufismo é o estudo certo para levar a pessoa precisamente à meta, mas até um limite específico.

A ideia é que, com todos nós, existem diferentes níveis de ego. O Sufismo para num nível profundo do ego. E para as pessoas com um grande ego, o Sufismo não é suficiente, pois elas exigem uma arma contra maior si. Por isso, elas exigem a sabedoria da Cabalá.

Infelizmente, o Sufismo parou seu desenvolvimento há algum tempo. Hoje no mundo muçulmano ele não é desejado. Esta é uma grande pena, porque antigamente havia uma conexão entre os judeus e os muçulmanos através Sufismo.

Pergunta: Eu tenho amigos entre os Sufis. Eu posso tentar explicar-lhes como o nível do seu desenvolvimento pode ser alterado dessa forma?

Resposta: Eu acho que não vale a pena atrair aqueles que estão envolvidos com o Sufismo à sabedoria da Cabalá. Somos contra a coerção. Nós temos livre entrada e saída. Eles podem vir, ouvir e ir, não há nenhuma obrigação aqui. Mas eu gostaria de dar-lhes algum livro popular sobre a Cabalá, de modo que eles vejam onde há linhas semelhantes e onde há uma diferença.

Em princípio, a sabedoria da Cabalá é a parte interior da Torá e muitas partes do Alcorão são baseadas na Torá. A Torá constitui a base para todas as religiões. Portanto, não há contradições aqui.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 15/12/13, Lição 5

“O Cristianismo Versus Islã: Que Futuro A Europa Espera?”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Voice of Russia): “O impasse entre o cristianismo e o islamismo nos países europeus está se tornando cada vez mais perigoso a cada ano. De acordo com alguns especialistas, hoje a comunidade europeia está enfrentando uma dura escolha: se a islamização da Europa continua, pode-se em breve ter que dizer adeus ao cristianismo nos países do Velho Mundo”.

“Por uma série de anos na véspera do Natal vários países europeus são abalados por escândalos. Em um número crescente de países, as autoridades se recusam a colocar em locais públicos esse atributo integral do feriado, uma árvore de Natal, decorada com um presépio. Os políticos explicam suas ações por seu medo de insultar os sentimentos religiosos de quem não acredita nas histórias bíblicas. A exigência de se descolar de atributos cristãos vem principalmente de comunidades muçulmanas, que estão cada vez mais agressivamente tentando impor ao Ocidente seus valores morais e religiosos e sua visão do mundo”…

“Se no passado os muçulmanos que vivem na UE não gostavam da presença de cães nas ruas e locais públicos na Europa, exigindo que as autoridades emitissem leis especiais que limitassem a criação de tais ‘animais impuros’, agora eles estão exigindo que a Lei Sharia seja introduzida a nível estadual. Algumas leis da lei islâmica já são utilizadas na Bélgica e na Holanda na revisão de processos civis”…

“Uma faísca de rancor, lenta, mas certa, se transformou num incêndio real. De acordo com cálculos preliminares, em 2025 cerca de 40 milhões de muçulmanos viverão na UE. Em alguns países, o número de mesquitas já ultrapassou o número de igrejas cristãs. O Velho Mundo já não tem a oportunidade de escolher uma ou outra”.

Meu Comentário: Não há lugar para comentar o assunto, porque os fatos são citados. O cansaço da velha Europa e a enérgica juventude do Islã não são comparáveis ​​e não há escolha. Diz-se na Torá sobre Ismael, filho de Abraão e Agar, de quem se originou o Islã: “A sua mão será contra todos e a mão de todos contra ele”, o mundo inteiro vai lidar com isso.

Quanto à relação entre árabes e judeus, diz-se na Torá: “E habitará diante da face de todos os seus irmãos”. Os descendentes dos dois irmãos, Ismael e Isaac, não se vão misturar um com o outro, mas vão viver separadamente um diante do outro numa desagradável proximidade.

Para Corrigir O Coração…

Venha e veja as palavras do sábio Rabbi Even Ezra em seu livro, Yesod Mora, (A Fundação do Medo) p. 8b: “E agora observe e saiba que todas as Mitzvot que estão escritas na Torá ou as convenções que os patriarcas estabeleceram, apesar de serem a maioria em ação ou na fala, todas são para o coração…”
Baal HaSulam, Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”

Aqueles que se ocupam exclusivamente das vestes da Torá estão gravemente equivocados. E quando a exigência do Criador é abandonada e a maioria da multidão dos sábios da Torá não sabe o seu propósito, e eles consideram a sabedoria da Torá com a sua finalidade como mera adição de alguma ironia aos debates talmúdicos – os quais, embora realmente sagrados e preciosos – eles não vão iluminar nossas almas.
Rav Kook, Igrot (Cartas), Parte 2, nº 153

A Parte Posterior Do Conhecimento Puro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você se encontrou várias vezes com representantes de diferentes movimentos espirituais. Eles podem nos apoiar quando nos aproximamos do mundo?

Resposta: O estado dos Sufis é pior do que o nosso. A diferença entre eles e o Islã é como a diferença entre nós e a religião. Em contraste com os Sufis, nós podemos nos aproximar das pessoas livremente, enquanto eles não podem nem sair do seu esconderijo por causa do grande perigo em que se encontram. Eu conheci Sufis na Holanda, Inglaterra e Estados Unidos. Eles fugiram dos estados Árabes, uma vez que são odiados pelo Islã fundamentalista moderno que está pronto para agir apenas pela força, para que todos se alinhem a eles como robôs.

Pergunta: Ser um Sufi é um nível espiritual?

Resposta: Não realmente. Mas, ainda assim, este nível está acima do nosso mundo, já que estão acima do desejo de receber até certo ponto. Os Sufis não têm quaisquer vasos espirituais reais já que não trabalham ao longo das três linhas, mas ascendem um pouco acima da linha da direita.

Pergunta: Mas, ainda assim, você tentou contatar certos círculos, incluindo cientistas, políticos e o Conselho Mundial de Sabedoria. Eles realmente escutaram suas ideias…

Resposta: A fim de agir nessa direção a pessoa precisa de um desejo, uma necessidade, um anseio; ela precisa sentir uma atração por isso. Eles não têm isto no momento; eles são indiferentes no momento.

Veja quantas pessoas falam sobre problemas ecológicos hoje e sobre o fato de que enormes quantidades de alimento são jogadas fora em países ricos, enquanto centenas de milhões no mundo passam fome. É claro que, se as pessoas sofrem em um lugar, e você descarta em outro, o problema é só a conexão entre as pessoas. Se resolvermos a conexão entre as pessoas, será possível corrigir tudo. Parece tão simples, mas acontece que ninguém consegue fazê-lo.

O ponto aqui é a natureza humana que ninguém pode corrigir e, portanto, tudo fica igual. O desejo por mudança ainda não está maduro. Em geral, cada cientista sonha em descobrir o significado da vida, mas enquanto isso eles brincam com suas cobaias e não olham para cima…

Pergunta: Nós ainda precisaremos da ciência no futuro, quando a educação integral se tornar parte da vida das pessoas?

Resposta: Não. A verdade é que não há nenhum campo científico separado: química, física, biologia, zoologia, botânica, astronomia, etc.; há apenas uma sabedoria: a ciência da vida. Nós a obtemos em nossos desejos, nos nossos vasos. Em outras palavras, podemos nos tornar semelhantes à realidade e não precisamos de nada externo. Com a Cabalá eu não preciso de quaisquer vasos externos a fim de estudar os fenômenos externos; não, eles se abrem em mim.

Hoje, nós estudamos a matéria, seus atributos e comportamento, e assim nós processamos os dados que recebemos em nossa mente, até que desenvolvemos células de sensação que nos permitem conhecer as leis da natureza. Na verdade, um cientista é uma pessoa que sente a parte da natureza que ele estuda.

Assim, nós seguimos um longo caminho indireto a fim de adquirir conhecimento, uma resposta sensorial e um tipo de cooperação com a matéria que estudamos, na medida que nos incorporarmos nela. Nossa familiarização com a matéria é bastante limitada.

Por outro lado, nós podemos desenvolver vasos internos sem pesquisa externa, sem o caminho indireto da mente para o sentimento, sem a estrutura artificial do fenômeno que observamos do lado de fora. Eu posso engolir e absorver toda a matéria do mundo e descobrir que ela está dentro de mim e não do lado de fora. Então, um laboratório gigante será formado dentro de mim a fim de estudar a realidade, e não vou mais precisar de diferentes disciplinas científicas. Afinal, a sabedoria da Cabalá inclui todas.

Um Cabalista precisa de cientistas para explicar os diferentes aspectos da sabedoria da Cabalá, mas não para si mesmo.

Pergunta: Então, parece que ele pode estudar a estrutura de moléculas e átomos por si mesmo, por exemplo?

Resposta: Se nós lhe fornecermos o vocabulário científico específico, ele vai explicar por que eles agem de certa maneira. Ele só precisa da terminologia.

De uma maneira ou de outra, nós não precisaremos da ciência em sua forma atual, quando começarmos a ascender espiritualmente. Por que precisamos de engenharia genética, por exemplo, se já sabemos como implementar a mesma coisa no nível das forças de onde ela provem? Por que devemos lidar com características externas se temos acesso à internalidade?

Além disso, depois que uma pessoa começar a correção, ela vai querer pôr fim a tudo o que a prejudica e aos outros. Portanto, nós vamos abandonar diferentes partes da ciência prática, já que hoje vemos que ela só traz o mal. O uso da ciência pura em nosso mundo é um negócio sujo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Nós Mesmos Criamos O Criador

Dr. Michael LaitmanUm idólatra é aquele que trabalha em benefício do seu egoísmo e o transforma num ídolo.

As nações do mundo que criam imagens e constroem estátuas não são consideradas como adoradores de ídolos, porque não estão cientes de que a sua natureza original é o desejo de receber. Em outras palavras, há aquelas pessoas que criam imagens corporais e há outras que criam figuras imaginárias.

Pergunte a qualquer judeu porque ele fecha os olhos quando diz: “Ouve, ó Israel, O Senhor nosso Deus, o Senhor é um”. Ele não sabe. Ele sequer entende que faz isso porque é proibido para uma pessoa imaginar qualquer imagem!

O Criador é o atributo de doação e amor, e Ele só existe dentro do nosso desejo interior corrigido, e nós só podemos descobrir esse atributo de acordo com nosso desejo. Caso contrário, ele não existe! Ele não existe em lugar algum, nem mesmo como a Luz Circundante. Nós simplesmente falamos desta forma, a fim de expressar de alguma forma o atributo espiritual em nossa linguagem corporal.

O Criador, (Bo-re) significa “venha e veja”, e se você alcança o seu vaso, você pode descobri-Lo. Ele não existe fora do vaso. É impossível explicar isso para uma pessoa comum. Ela acha que se ela acredita, isso significa que existe um Criador.

Na verdade, não há nenhuma base para isso. Nós mesmos criamos o Criador, que surge dentro de nós de algum tipo de dimensão transcendental de acordo com nossas propriedades.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 23/10/13

Envolver-Se Em Uma Coisa Só

Dr. Michael LaitmanExistem dois caminhos: o caminho da Torá e o caminho do sofrimento No entanto, estas não são realmente duas opções, porque ao longo do caminho do sofrimento nós recebemos golpes que nos colocam de volta no caminho da Torá.

Portanto, nós temos que perceber o mais rápido possível que há realmente apenas um caminho e que precisamos avançar pela Luz que Reforma, já que os sofrimentos não nos corrigem. Apenas uma oração, um pedido de correção, atrai a Luz, e, em seguida, depois de passar por várias correções, chegamos ao objetivo da criação.

O Criador é a bondade absoluta que ilumina sobre nós, e nós não temos escolha a não ser avançar em direção à meta que foi preparado para nós com antecedência. O objetivo é fazer o bem aos Seus seres criados; portanto, aderir-se a Ele é o benefício real. Isto é o que devemos alcançar.

O Criador bom e benevolente é revelado de acordo com a lei de equivalência de forma, na medida em que somos iguais a Ele. Ele está na doação e no amor absoluto, e nós também devemos alcançar os mesmos atributos. No entanto, nós nos aproximamos deste estado gradualmente, descobrindo vez após vez o mal em nós, tentando atrair a Luz que Reforma, que é chamada de Torá. Ela nos corrige e estas porções de correção que são chamadas de “cumprir as Mitzvot (mandamentos)” nos empurram para frente, uma por uma, até que nos tornamos como fruta madura que está pronta para o “acoplamento completo” (Zivug).

Isto é como a atitude do Criador para conosco é revelada de acordo com a providência proposital. Ela opera dessa maneira, a fim de estimular em nós suas diferentes formas repetidamente. Assim, nós podemos conhecê-Lo de acordo com o princípio da vantagem da Luz a partir da escuridão.

Assim, aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo também é maior. Quando subimos ao Criador nos atributos de doação e amor, podemos esclarecer melhor como somos opostos a Ele, e podemos esclarecer as coisas mais profundamente na medida em que a imagem se torna mais clara e nítida. Assim, podemos chegar mais perto do Criador por todo o caminho até o último nível de esclarecimento da conexão entre nós.

Baal HaSulam afirma que a religião é um meio, uma ferramenta para alcançar o Criador, o objetivo da vida. Os meios são indicados para aqueles que trabalham com eles, e todos os outros ficam confusos com suas próprias ideias sobre a religião. Em vez de estabelecer a ordem correta e o sistema correto, eles estão construindo um “ídolo e uma imagem”, falsas imagens, contanto que tenham algo com que se envolver sem se corrigir em prol do amor e doação, sem ansiar alcançar o nível “do amor das criaturas ao amor do Criador”.

De acordo com este sinal, nós podemos diferenciar entre a sabedoria da Cabalá e todos os outros métodos, pois nenhum deles permite que a pessoa mude sua natureza do ódio ao amor. Assim, todos eles são inaceitáveis.

É por isso que estudamos, disseminamos e trabalhamos na conexão do grupo, e com isso chegamos ao reconhecimento do mal. Acontece que o mal é a nossa natureza e temos que nos livrar dele e alterá-lo para uma natureza diferente.

Isso não significa que eu tenho que me destruir ou odiar a minha natureza, embora ela seja má. Não, eu vejo o que o Criador me deu nela, e só deve corrigi-la com muito cuidado. Eu não tenho outro compromisso na vida, exceto a correção da minha natureza. Eu não devo desrespeitá-la, mas preciso estudá-la profundamente, com precisão e em grande detalhe e então, a partir dessas corrupções, eu entendo qual deve ser a forma correta.

Portanto, o Criador é chamado de “Boreh” (venha e veja). Eu transformo o meu ego para “a fim de doar” e estabeleço uma restrição acima dele, uma Masach (tela) e a Luz de Retorno, e gradualmente formo a imagem do Criador a partir das partes corrigidas. Eu O construo em mim.

Caso contrário, Ele continua sendo uma força invisível que não pode ser revelada em nossos sentidos. É porque Ele é revelado apenas de acordo com a nossa capacidade de adaptação a Ele, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/13, Escritos do Baal HaSulam