Textos na Categoria 'Religião'

Europa Sem Religião?

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Rethinking Europe): “Congresso Internacional ‘Repensando a Europa com (sem) Religião’ 20.2 a 23.2.2013, Viena. O Congresso Internacional ‘Repensando A Europa com (sem) Religião’ reflete sobre os processos de transformação religiosa e política nas sociedades europeias contemporâneas no contexto de um crescente pluralismo. Ele investiga o papel político que a religião pode desempenhar no processo de unificação da Europa em tempos de crise. ‘Repensando a Europa’ é mais do que um desafio econômico, é a procura de ‘uma alma para a Europa’ (J. Delors). No entanto, é altamente controverso se a religião(s) pode ter alguma contribuição para a Europa e se tiver como seria essa contribuição”.

Meu comentário: Isto é o que diz a Cabalá. Por definição Cabalística, “Religião é o amor ao próximo!”. Tudo o mais, todas as religiões e crenças, são inventadas pelo homem para deixar de observar esta lei única da natureza. Se a Europa aceitar esta religião, ela irá sobreviver e prosperar; caso contrário, estará perdida!

Um Passo Para A Esquerda, Um Passo Para A Direita: Tentativas De Escapar Da Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando estudamos a natureza e a nós mesmos, nós descobrimos que todos nós dependemos totalmente dos nossos genes e do ambiente. Evidências convincentes sugerem que não há qualquer liberdade de escolha e que todos nós somos mortais. No entanto, não estamos dispostos a obedecer a esses fatos; nós ignoramos os resultados de nossa própria pesquisa e preferimos ficar nas ilusões que nos atraem. Como este conflito pode ser resolvido?

Resposta: Nós estudamos muitos fenômenos, mas não somos necessariamente guiados pelos resultados. Afinal, existem coisas como dúvidas, crenças, religiões, e o egoísmo. Mesmo se nós sabemos que estamos errados, ainda mantemos a nossa “opinião”, pois é isso que realmente queremos. Sabemos isso das crianças, mas os adultos muitas vezes fazem o mesmo.

Em suma, a nossa vida é difícil. Mas, de qualquer forma, os dados imparciais e racionais, comprovados por pesquisas científicas, devem ser aceitos como fatos. Caso contrário, no final, vamos machucar os outros e a nós mesmos.

Por outro lado, os conceitos que não foram validados ou provados pela ciência não podem ser mais aceitos.

Pergunta: Portanto, o ser humano é uma criatura egoísta irracional que acredita em contos de fadas se isso lhe satisfaz?

Resposta: Realmente! Como pode ser isso? Nós somos realmente motivados por sensações agradáveis, mesmo que elas sejam erradas? Digamos que eu goste de fumar, comer demais e fazer muitas outras coisas prejudiciais. Eu não me importo que isso me prejudique, desde que as aprecie. Eu quero fazer o que me agrada e se tiver que pagar por isso mais tarde, quem se importa.

Tal atitude é irracional. Logicamente, eu tenho que aceitar as leis da natureza e cumpri-las, segui-las tão precisamente quanto uma máquina. No entanto, o meu desejo “mima” tudo, e em vez disso, eu faço o que me agrada. Esta é a maneira como o ser humano é criado. Em contraste com a natureza inanimada, vegetal e animal, os seres humanos são mimados.

Se não fosse por nosso egoísmo, nós seríamos simplesmente animais que têm um rígido programa inserido neles; se fosse assim, não teríamos qualquer escolha. Os animais não enfrentam dilemas como: “Fazer ou não fazer algo? Devo fazê-lo desta maneira ou daquela maneira? Será que vai ser agradável ou não?”. Eles são regidos por comandos rígidos; é isso.

E aqui nós somos piores do que eles; somos o pior de todos! Afinal de contas, o nosso egoísmo fica no nosso caminho e nos impede de observar as leis da natureza; ele não nos permite agir como deveríamos, sem se desviar um centímetro para a direita ou para a esquerda, para apenas caminhar sobre o limite estreito da rota. As leis da natureza são imutáveis, invariáveis, e infinitamente precisas; no entanto, o egoísmo excedente destrói e oprime todos nós. Nós fazemos o que é bom para o nosso ego, e é sempre contra a razão.

É assim que o homem se transforma num “animal mimado”. Todas as nossas adições ao nível animal parecem extremamente boas: cultura, educação, etc. Essas coisas são particularmente baseadas em nossa corrupção. Literatura, música, e outras “elevações espirituais” resultam da deficiência do homem depois que ele deixou de ser um animal. As aves estão cantando não porque aspiram à beleza, mas o fazem. No entanto, nós somos diferentes…

No final, todos os adornos para o senso comum e para a ciência em sua forma pura são prejudiciais. Na verdade, tudo o que devemos promover é a ciência. No entanto, nós estamos fazendo uso de tudo o que podemos. O que podemos fazer sobre isso? Na verdade, até mesmo a educação, a formação e a cultura, tudo o que não é derivado dos instintos animais, é falho e são tentativas de compensá-los. Nós não percebemos quão fortemente nos desviamos do caminho que nos é dado pela natureza, nem entendemos que nós nos tornamos um elemento estranho, um “tumor cancerígeno”, que se desenvolveu em nosso corpo coletivo. No final, o tumor destrói a si mesmo e o ambiente onde vive. A ecologia é o melhor exemplo. As células cancerígenas devoram o corpo e morrem junto com ele. Elas não conseguem parar. Esta é a sua forma de existência. O egoísmo age da mesma forma em nós.

Portanto, nós temos que entender claramente onde se encontra o limite estreito, a fronteira, a divisão entre ciência e “ficção científica”, isto é, religiões, crenças, conceitos filosóficos, construções psicológicas, etc. Nós podemos usar as coisas dentro da esfera científica se fizermos com precisão, como animais seguindo os instintos, e sem cometer erros. Mesmo que descubramos todos os tipos de fenômenos e desenvolvamos vários métodos baseados em nossos resultados, essas coisas ainda existirão originalmente na natureza. Portanto, se seguirmos as leis da natureza, tudo vai bem. Está bem se as leis da natureza são reveladas na ciência.

No entanto, se nos referimos à esfera especulativa, às teorias e práticas artificiais, devemos ter em mente que todas são imaginárias e falsas. Você não pode aplicá-las na vida. Nesse caso, como nos relacionamos com a alma? Nós não encontramos seus métodos científicos e não a sentimos com nossos sensores. Portanto, ela realmente existe?

É bem possível que a ciência em breve seja capaz de responder a essa pergunta. A ciência constantemente tira algo novo da clandestinidade, corrige as atuais deficiências, moderniza e melhora as coisas que já tinham sido descobertas anteriormente. No entanto, não podemos basear as coisas em adivinhação.

Por outro lado, como devemos nos referir aos livros dos Cabalistas que nos falam sobre a alma? Podemos contar com eles? Afinal, a fé não funciona, uma vez que não é científica.

Portanto, até alcançarmos essas coisas por nós mesmos, sem termos evidências provando sua existência, teremos dúvidas.

O que podemos fazer?

Nós devemos conciliar nosso progresso natural como uma “máquina biológica dirigida eletroquimicamente” e perceber claramente que não temos qualquer liberdade de escolha, exceto na escolha do nosso entorno e nos colocando no ambiente correto. Isso tem que ser feito de uma forma estritamente científica; nós devemos ver tudo ao nosso redor somente através das leis da natureza que podem ser reduzidas a duas partes, que chamamos de “o caminho da Torá” e o “caminho do sofrimento”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/12, “Corpo e Alma”

Evitando Sofisma

Dr. Michael LaitmanNossa verdadeira existência se desenvolve no desejo e apenas nele. Não há nada além disso. Mas, além do desejo e da imagem que ele cria em nossos sentimentos, me foi dada outra imagem imaginária temporária, um acréscimo imaginário na forma de um corpo físico que está num mundo corpóreo. Esta realidade não existe realmente, mas agora me ajuda a estar numa existência ilusória. Quando um verdadeiro desejo de usar o meu desejo inicial for revelado em mim, eu irei abordá-lo.

De uma forma ou de outra, tudo ocorre no desejo, com o corpo físico que é simplesmente um “animal” que não tem livre arbítrio e não precisa fazer nenhum trabalho. Esse corpo é uma oportunidade de abordar o verdadeiro trabalho no desejo e nada mais do que isso. A imagem que é representada pelos meus sentidos corporais é o mundo imaginário.

É por isso que as abordagens filosóficas e outros métodos de sofismas estão tão distantes da verdade. É porque eles levam em conta o corpo, suas ações e seu potencial imaginário, supostamente elevando-o acima do nível animal.

Agora eu só tenho desejos corporais que criam a ilusão da existência de um corpo vivo. Como resultado, eu tenho que cuidar do corpo deste desejo, para guardá-lo e provê-lo com diferentes coisas. Este desejo corporal vive e morre.

Além disso eu tenho um ponto no coração (•). Eu o desenvolvo me conectando com todos os outros pontos, a fim de alcançar o amor, e assim, em contraste a ele, eu sinto aversão e ódio. Então, de zero a 100%, de acordo com o meu esforço, eu começo a desenvolver o verdadeiro ego dentro de mim, o desejo de receber espiritual. Isso acontece quando eu entro no grupo, no ambiente certo.

Até então, eu só tenho um “animal” e um ponto no coração que pode ter aparecido. Há pessoas que permanecem no sistema do corpo com o ponto por um longo período de tempo. Mesmo que elas estudem com os amigos, mas não envolvam o amor, o grupo, e não mantenham a primeira condição (1), elas não alcançam a segunda etapa, o sentimento de ódio (2). O ponto apenas as estimula um pouco. Mais tarde, quando elas começam o verdadeiro trabalho com o grupo, elas deixam o sistema anterior e passam para um novo sistema, que se torna a única coisa importante para elas. Tudo o que acontece com os desejos do corpo é totalmente irrelevante. Ele deve estar satisfeito com as necessidades básicas e não pedir mais.

Nós construímos um grupo entre nós, uma rede, e a preenchemos com a nossa doação mútua. No todo, este esforço é o nosso desejo de doar um para o outro. Nós elevamos um pedido (MAN) pela correção, e em resposta a Luz Circundante vem, corrige e nos conecta, e então fornece o preenchimento, que é chamado de minha alma.

Na verdade, o principal é a transição de um sistema para outro. Esta é a diferença entre a filosofia e as religiões de um lado, e a sabedoria da Cabalá do outro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/13, “Corpo e Alma”

Catástrofes Estimulam Sentimentos Religiosos

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de PLOS.org): “Em 22 de fevereiro de 2011, a cidade de Christchurch na Nova Zelândia (população 367.700) experimentou um terremoto devastador, causando grandes danos e matando cento e oitenta e cinco pessoas. O terremoto e abalos sísmicos secundários ocorreram entre 2009 e 2011 e amostras de ondas de probabilidade longitudinal realizadas na Nova Zelândia, nos habilitam a examinar como uma catástrofe natural desta magnitude afetou profundamente, incluindo comprometimentos e classificações globais de saúde pessoal, dependendo da exposição ao terremoto. Primeiro, investigamos se os afetados pelo terremoto eram mais propensos a acreditar em Deus. Consistente com a Hipótese de Conforto Religioso, a fé religiosa aumentou entre os afetados pelo terremoto, apesar do declínio geral na fé religiosa em outros lugares. Este resultado apresenta a primeira demonstração de nível populacional que pessoas seculares se voltam para a religião em tempos de crise natural. Nós então examinamos se a afiliação religiosa estava associada a diferenças nas avaliações subjetivas de saúde pessoal. Não encontramos nenhuma evidência de alívio superior por ter fé religiosa. Entre os afetados pelo terremoto, no entanto, uma perda de fé foi associada com declínios significativos de saúde subjetiva. Aqueles que perderam a fé em outros lugares do país não experimentaram declínio de saúde semelhante. Nossos resultados sugerem que a conversão religiosa após um desastre natural é pouco susceptível de melhorar o bem-estar subjetivo, ainda que manter a fé possa ser um passo importante no caminho para a recuperação”.

Meu comentário: Medo, incerteza e falta de confiança deram origem a sentimentos religiosos e religiões duradouras. Se não fosse por isso, e se não houve nenhuma morte, não haveria nenhuma religião — a crença em massa no improvável. A Cabalá refuta a atitude religiosa para com o mundo. Existe a Natureza e suas leis; esta é a força superior. Todos os sentimentos que as pessoas sentem para com o Criador e atribuem a Ele se originam de sensações que são peculiares ao homem e só ao homem; é semelhante a como atribuímos certos pensamentos e sentimentos aos animais.

Dalai Lama: Subir Acima De Todas As Diferenças!

Dr. Michael LaitmanOpinião (Sua Santidade o 14 º Dalai Lama): “Ele disse que a fonte de nossos problemas é o egocentrismo. As religiões teístas enfrentam isso pela completa submissão a Deus, ao passo que o budismo reduz o egocentrismo concentrando-se no altruísmo, na falta de um eu único e autônomo, e no conselho de considerar os outros como mais importantes do que nós. Ele aconselhou que quando nós entendemos que nossas diferentes religiões têm objetivos comuns, entendemos as razões para conceder-lhes igual respeito. …

“‘A compaixão traz paz de espírito e com ela melhor saúde; assim aprecie a compaixão… Como seres humanos, somos todos iguais; nascemos iguais e morremos iguais. Nós precisamos enfatizar a unidade da humanidade, como somos todos iguais, como irmãos e irmãs’…

“Ele disse que quando estamos agarrados a emoções destrutivas somos infelizes, mas quando desenvolvemos amor e compaixão pelos outros, nos sentimos mais felizes e mais à vontade. Competitividade e ciúme dão origem ao medo e à desconfiança; nós perdemos amigos e nos tornamos solitários. Quando estamos livres do medo, a confiança e a amizade crescem. Quando nossas mentes estão em paz, somos menos ansiosos e livres do medo. Hoje, cientistas e pensadores reconhecem que a verdadeira felicidade vem da paz de espírito…

“Sua Santidade, então se voltou ao tema da ética secular, sua crença de que, num mundo materialista, nós precisamos encontrar formas de promover e incentivar as pessoas a cultivar, valores humanos internos fundamentais. Ele acha que isso pode ser feito melhor por meio da educação secular, usando a palavra secular como a Constituição indiana o faz, sem excluir a religião, crentes ou não crentes, mas para conceder a todos um respeito inclusivo. Ele incentivou seus ouvintes a entender que, se eles transmitissem aos outros o seu interesse no que ele tinha a dizer sobre isso, a palavra se espalharia”.

Meu comentário: As religiões nunca se unirão, porque elas são baseadas no egoísmo dos crentes. Elas dividem as pessoas. Elevar-se acima delas e unir-se, isto é, aceitar a unidade acima de todas as diferenças, incluindo religiosas, é o caminho para sair da crise. O apelo deve ser pela unidade, apesar das diferenças. Nós vemos nas religiões só ódio pelos estrangeiros e pessoas de outras religiões e nunca verdadeiros apelos pela unidade e amor. Por isso, o Dalai Lama fala da ética não religiosa como apta para enfrentar os desafios do século XXI.

Sobre Fatos E Mitos

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, “A Paz”, Primeiro Método: A Natureza

Este método é antigo. Uma vez que eles não encontraram um caminho e uma saída para aproximar esses dois opostos conspícuos, eles chegaram a supor que o Criador, que criou tudo isso, que zela fortemente por Sua realidade para que nada nela seja anulado, é estúpido e sem sentido.

Assim, embora Ele zele pela existência da realidade com sabedoria maravilhosa, Ele mesmo é estúpido, e faz tudo isso sem nenhum sentido. Se houvesse qualquer razão e sentimento Nele, Ele certamente não deixaria tais anomalias na provisão da realidade sem piedade e compaixão pelo atormentado. Por esta razão, eles O chamaram de “Natureza”, o que significa um supervisor sem sentido e sem coração. Por essa razão, eles acreditam que não há ninguém com quem se zangar, orar ou justificar.

Este é um conceito, uma abordagem antiga, embora a vejamos como uma nova realização do materialismo. A maneira mais simples é ver o mundo como ele é, e essa foi realmente a abordagem inicial da humanidade. Religiões, crenças e abordagens filosóficas surgiram muito mais tarde, quando o homem se desenvolveu internamente, tornou-se mais complexo, e começou a inventar diferentes mitos. No início, as pessoas simplesmente viam a natureza e viviam nela como animais que também não acreditam em nada. É assim que devemos realmente nos relacionar com a natureza, como se diz, “o juiz só tem o que seus olhos podem ver”.

As abordagens seguintes resultaram do desacordo com o que acontece na natureza; as pessoas as inventaram como diferentes desculpas, e por isso são todas falsas. Na verdade, nós vemos fatos que são independentes da nossa atitude para com eles. Mas o homem inventa diferentes desculpas para adoçar a vida ou para desfrutar falsas esperanças.

Uma atitude saudável para com a vida está na abordagem científica. Nós vemos o efeito de imutáveis leis exatas em todos os lugares, a atividade dos sistemas e a periodicidade dos elementos naturais. Se eu vejo que essa é a maneira como as coisas são, então é assim, e não me ofereça diferentes mentiras. Eu vejo a verdade, e qualquer acréscimo a ela é individual e não podemos confiar. É nesses acréscimos que as crenças são criadas, enquanto a natureza se revela em fatos como ela realmente é.

A sabedoria da Cabalá continua esta abordagem, falando sobre os princípios da percepção da realidade. Nós vemos este mundo diante de nós, e, exceto por isso, ela diz que há toda uma área chamada de “mundo superior”, que não é imaginária, mas que pode ser estudada cientificamente. Assim, a sabedoria da Cabalá continua a ciência convencional e realiza pesquisas para além dos limites da ciência convencional.

Com a ajuda da sabedoria da Cabalá, eu continuo a investigação científica e desenvolvo novos vasos de percepção, expando a sua gama, e mantenho o princípio “o juiz só tem o que seus olhos podem ver”. Não há nada além disso. Tudo o resto, incluindo as religiões, é, na verdade, filosofia.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/12, “A Paz”

A Ciência De Mudar A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanReligiões, ciência, filosofia, tudo o que o homem desenvolveu, tem a intenção de aproximá-lo do Criador. Mas essa conexão é realmente cumprida pela sabedoria da Cabalá.

Se eu estudo sobre o quinto nível de “espessura” (Aviut) do meu desejo e sobre os processos que ocorrem nele em conexão com diferentes períodos ou valores, isso é geralmente chamado de “ciência”, “filosofia”, ou “psicologia”. De uma forma ou de outra, eu estudo o que está acontecendo dentro do meu desejo de receber.

Quando eu vou estudar isso? Durante o exílio. Essa é a hora certa e a situação certa.

Além disso, há pessoas que anseiam em subir acima do seu desejo de receber, acima do exílio. Assim, elas desenvolvem essa capacidade internamente: elas estudam sobre os níveis mais elevados com a ajuda da sabedoria da Cabalá. Neste nível, elas adquirem uma conexão com o Criador, o que significa que constroem seu desejo de receber de modo que ele tomará a forma do Criador.

Ele não tem forma, e, a fim de estabelecer esta semelhança eu atraio a Luz Circundante que me corrige. Esta Luz entra no meu desejo e constrói a forma de doação em mim, que é semelhante ao Criador, a Luz de Retorno (Refletida).

Assim, a ciência, a filosofia e a psicologia falam sobre o que está acontecendo dentro do nosso desejo de receber. Nós desenvolvemos essas disciplinas sem mudar a nós mesmos, mas de forma racional. Assim, mesmo a pior pessoa pode alcançar grandes alturas em todos os campos científicos. Um filósofo pode ser um nazista e na verdade ninguém. Hoje, é possível organizar um conceito filosófico que justifique todo o mal do mundo.

Por outro lado, a sabedoria da Cabalá tem uma abordagem diferente: a pessoa muda a si mesma para o bem, para a doação, e assim descobre o Criador. Esta é uma sabedoria totalmente diferente, e os cientistas comuns não podem compreendê-la, já que ela se baseia na transformação da pessoa.

Hoje, essa mudança é necessária, como nos obriga a dimensão superior que está sendo revelada. Este é o lugar de onde deriva o clamor da ciência, da filosofia e do homem. Se não começarmos a mudar a nós mesmos de acordo com a Divindade que está sendo revelada, vamos nos encontrar opostos a ela. O verdadeiro problema não está escondido neste mundo, mas sim no fato de que o Criador “aterrissa” sobre nós a rede integral da conexão mútua geral. Ela paira sobre nós, como um disco voador gigante de um filme de ficção científica, e desce, deixando-nos cada vez menos opções de manobra. Vamos esperar que as pessoas entendam isso.

Portanto, tudo depende da pessoa: se agora ela muda a si mesma para continuar o seu desenvolvimento corretamente, ou não.

Vamos voltar para a ciência e a filosofia: o exílio do povo judeu e sua integração com as nações do mundo tiveram o propósito de nos fornecer a ciência, com informações sobre o desejo de receber. A sabedoria da Cabalá, por outro lado, nos ensina sobre a realidade externa, mudando o nosso desejo, e está organizada dessa forma para que a Luz atravesse o desejo e lhe dê a forma de doação. Sem a passagem da Luz, a sabedoria da Cabalá não existiria. Ela surgiu quando as pessoas começaram a explorar o seu desejo, sua estrutura e vida, e depois de ter examinado, eles começaram a atrair a Luz que Reforma sobre si, o que significa que começaram a se corrigir e mudar para o bem, para a doação em vez da recepção.

A Luz muda meus discernimentos e eu coleto os dados; no final, eu descubro uma nova ciência chamada “a sabedoria da Cabalá”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/12/12, “A sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Você Sabe Por Que A Sabedoria Da Cabalá Veio Ao Mundo?

Dr. Michael LaitmanAté a destruição do Segundo Templo, a sabedoria da Cabalá era a Torá, o estudo da nação de Israel, o grupo que Abraão trouxe da Babilônia e transformou numa nação que vive de acordo com as leis da sabedoria da Cabalá. A destruição do Templo significa que eles caíram do “ama ao próximo como a ti mesmo” para o ódio infundado.

Desde então, a sabedoria da Cabalá deixou de existir entre as pessoas que ainda chamamos de povo de Israel, embora elas não estivessem mais ligadas à lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, e, portanto, não têm o direito de serem chamadas de “Israel” (Yashar – Kel), que significa “direto ao Criador”. Portanto, a compreensão do por que precisamos da sabedoria da Cabalá se perdeu. Baal HaSualm fala sobre seu medo: “e é terrível que isso seja esquecido, Deus me livre, no povo de Israel”.

Ele tem medo disso, mas outros nem mesmo pensam nisso, pois não sabem para que serve a sabedoria da Cabalá. Por fim, o Baal HaSulam escreveu a “Introdução ao TES” para explicar por que é obrigatório estudar o livro ‘O Estudo das Dez Sefirot’ (TES) e a sabedoria da Cabalá em geral.

Ele não percebeu interesse das pessoas nesta sabedoria ou resposta ao seu apelo, que ouvissem o quão importante e essencial é esta sabedoria. Todos a rejeitaram encontrando diferentes desculpas. As pessoas religiosas que estudavam a Torá não entendiam por que precisavam de algo mais. E uma pessoa que vivia uma vida corpórea comum estava com medo de que a sabedoria da Cabalá arruinasse sua vida. Quem sabia que forças estavam ocultas nela, o que ele evocaria a si mesma ao mencionar os nomes Sagrados; talvez ela evocasse problemas com isso…

Outros se justificavam dizendo que havia pessoas que estudaram Cabalá, que se chamavam Cabalistas, mas que não a recomendavam a outros. Existem muitas razões pelas quais a sabedoria da Cabalá foi posta de lado, longe da atenção geral, e é uma maravilha que tenha existido até agora. Afinal, havia muitas sabedorias que foram esquecidos e desapareceram ao longo da história.

As pessoas rejeitavam este estudo, mas Baal HaSulam pensava que isso devia acabar. Chegou o momento da humanidade mudar sua atitude e de mostrar às pessoas por que a sabedoria da Cabalá é necessária e por que veio ao mundo: a fim de elevar a humanidade ao nível da unidade com o Criador, que é o objetivo da nossa vida, o objetivo da criação. É o momento de cumprir esse objetivo aqui e agora.

Por esta razão o Baal HaSulam escreveu o TES e a “Introdução ao TES “, onde ele explica a importância do seu estudo. No seu tempo era muito difícil levar essa ideia às pessoas. Hoje ela é aceita de uma forma totalmente diferente, e nós podemos anunciar abertamente o estudo generalizado da sabedoria da Cabalá. Eu me lembro da agitação provocada em Bnei Brak, cidade ortodoxa, quando as pessoas descobriram que eu havia trazido um grupo de estudantes não religiosos de Tel Aviv para o meu professor, o Rabash. O Rabash fez uma verdadeira revolução, mas não havia outra escolha, o mundo está num estado tal que a sabedoria da Cabalá tem que ser revelada.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Cabala e os Ensinamentos Ocultos

Pergunta: Será que a Cabala luriânica rejeita as ciências ocultas herméticas? Pode uma pessoa materialista orientada considerar as ciências herméticas reais? Será que elas realmente existem, ou não?

Resposta: Todas as ciências herméticas não são reais, pois elas não têm base alguma para si, elas são apenas um produto da imaginação de alguém, uma  fantasia. Ter o meu doutorado em Filosofia (o tema de minha tese é “Filosofia, Religião e Cabala”) me dá o direito de afirmar com confiança que a Cabala é uma ciência pura.

Porque filosofia e de qualquer outra das nossas tentativas de entender a realidade não são baseadas em pesquisa, mas unicamente na razão, que é realmente baseado no que não é conhecido, via de regra, elas são baseados no nosso egoísmo, mas nós não percebemos isso.

Como resultado, a filosofia morreu há muito tempo. Todos os ensinamentos chamados “espirituais” estão gradualmente desaparecendo, já que as pessoas se elevam acima deles e nota eles são inválidos. Não há evidências ou verificações sobre a veracidade de vários ensinamentos espirituais. Eles estão baseados exclusivamente nas nossas sensações, mas como todos sabemos, os sentimentos podem ser muito diversos, é por isso atualmente existem cerca de 2.800 religiões e sistemas de crenças, e estamos vendo eles desaparecer gradualmente.

A Cabala não é a favor ou contra.  Ela fica de lado delas, que explora a natureza como a física ou a qualquer outra ciência normal faz. O princípio maior da Cabala é investigar a natureza, tornar-se semelhante a ela, e vencer. Cabala é uma ciência muito concreta, que não fala sobre a alma da forma que outras religiões fazem.

Uma alma na Cabala significa uma realização extremamente grave e profunda e compreensão do mundo em que vivemos atualmente. O objetivo deste tipo de realização é ficar à tona e proteger-nos de uma enorme tempestade que se aproxima de nós em resposta à nossa ignorância e falta de vontade de seguir as leis da natureza.

[92241] A
A partir da Convenção Geórgia,5/11/12,Lição 1

The Jerusalem Post: “A Causa Da Nossa Raiz Mais Elevada”


Nas notícias (do The Jerusalem Post): ” É tempo para o “judeu” como herói, um herói que se conhece, que sabe como superar seu próprio ego e amar os outros, ensinando os outros a fazer o mesmo.

” É nestes tempos stressantes e precárias, com uma crescente, envolvente crise económica e da ameaça iminente do Irão, que eu me encontrei numa reunião muito interessante. Uma reunião tão delicada e intensa profunda que me levou a pensar com temor sobre o futuro que estamos prestes a viver.

“Talvez seja completamente terrível e caótico em termos, políticos, financeiros, sociais e ecológicos – mas talvez não. Talvez sairemos dessa situação para uma edificante e transformadora.

“Encontrei-me sentada junto com meu antigo professor da universidade, o grande coração e sábio psicólogo Dr. Kalman Kaplan, especialista em Psicologia Bíblica e autor do modelo TILT: Ensinado Indivíduos a Viver Juntos, e cujas profundezas eu não consigo entender : Dr. Michael Laitman, cientista e … Cabalista. Não foi uma discussão comum sobre onde estamos e para onde estamos indo, não havia um sentimento muito premente de que algo grande precisa acontecer, e que só pode acontecer através da colaboração de muitos.

“O tema foi nós. Judeus.

“O que está acontecendo com a gente, a nossa identidade, os nossos pontos fortes?Estamos conscientes? Será que estamos acordados? Será que estamos tocando na nosso antiga grande sabedoria an e vemos quão relevante é a problemas de hoje?Infelizmente, todos ao redor da mesa concordaram que a situação é menos favorável.

“Muitos judeus na América perderam o contato com seus valores bíblicos e identidades, informou Dr. Kaplan. A rica sabedoria psicológica que poderia ensinar-nos a todos como viver juntos raramente é feito uso dela, disse ele. E o que mais precisamos num mundo global, interconectado, do que aprender a viver juntos?

“Esse é o papel e a luz que sempre quisemos trazer para o mundo, disse o Dr. Laitman.É nestes dias de crescente interdependência e uma crise gradualmente reveladora de relacionamentos que nós podemos finalmente fazer o nosso trabalho. Falamos sobre as tendências do individualismo extremo que estiveram na base da crise multifacetada. Num sistema tão intricado de laços e interconectividade, a falta de valores compartilhados seguido por imprudentes auto-preocupação resulta em desequilíbrio perigoso, Dr. Laitman explicou. Dr. Kaplan acrescentou que a tradição judaica enfatiza a combinação certa entre o eu e o outro.

“Então, sim, eu pensei, todos nós sabemos que” Ama o teu próximo como a ti mesmo “é a maior lei, mas como é que vamos conseguir isso? Como se fundem o eu e o outro de tal forma suave como a nós mesmos para trazer o sistema de que fazem parte para o equilíbrio? Como construir uma ponte sobre todas as nossas diferenças, os nossos pontos de vista diferentes, tradições e hábitos? Lembrei-me das forças que nos permitiram construir o Estado de Israel contra todas as probabilidades, e percebi que o que precisamos é um propósito compartilhado, poderoso e profundo.

“Rabino Kook escreveu que” a unidade que vem da demanda de um bem do próprio, que é para o bem pessoal de cada indivíduo, é um unidade aleatória, que é baseada no amor próprio de um indivíduo , e isso não vai durar, por não ter verdadeiro centro. E mesmo quando esta chamada unidade cresce, ela vai acabar nas chamas do ódio e da guerra civil, uma vez que cada indivíduo puxa na direção de sua própria realização. Mas a unidade que vem do reconhecimento do valor do objetivo maior, que vem somente através do bem dos outros, é baseado no verdadeiro amor de todos, e isso vai durar, e quanto mais isso acontece, maior e mais forte será. ”

“É interessante notar como os tempos difíceis nos empurram para estar mais juntos; conseguimos colaborar, ajudar uns aos outros e sentir uma união que é única e poderosa. É por causa do objetivo comum de sobrevivência que de repente pode transcender nossos argumentos mesquinhos e diferenças.

“Imagine como seria maravilhoso se essas pressões (Irão, a economia , a nossa ecologia) servissem apenas como gatilhos para nos lembrar de nossa verdade, o propósito positivo comum, da vida como um sistema unificado, amar as pessoas, dando um exemplo para todos.

“Eu aprendi com o Dr. Laitman que a Cabala são os ensinamentos internos da Torá, e que fala exatamente disso. É tudo sobre conhecer-se a si mesmo, e aprender a amar os outros, a descobrir o poder que se encontra na conexão. É um senso de conexão que já sabemos no fundo e precisamos despertar, como está escrito, há milhares de anos ele manteve nossa nação forte, e sua perda causou a destruição do templo e o grande exílio.

“Eu concordei com ele que todos nós beneficiaríamos muito se pudéssemos lembrar o que é que nós temos, enterrado no fundo da nossa consciência e nas nossas estantes. Criação de programas educativos que ensinam e nos lembram dos grandes tesouros de nossa tradição e como torná-los relevantes para a nossa vida diária, se você é secular ou observador, ajudaria a unir-nos , trazendo de volta a nossa identidade judaica.

“Não seria a identidade que podemos experimentar agora, o que para muitos já se afastou para mais ” modernas” e “ livres” definições . Seria uma mais profunda, muito mais ampliada e fortalecida, um reconhecimento do nosso propósito e responsabilidade.

“Os dois estudiosos falaram gravemente o quanto nós esquecemos. Eles disseram que nós precisamos de um shofar, um chifre para despertar nossos irmãos de dormir e a colaborar para o bem da raiz da nossa causa maior. Dr. Laitman mencionou o Instituto Ari, que criou programas que ensinam as leis de integralidade, que todos nós precisamos para viver neste novo mundo global harmoniosamente com o sistema natural interligado de que somos parte; programas que ensinam as ferramentas que temos de ter nós mesmos, e para amar os outros da mesma forma.

“Fiquei feliz em saber que essas opções já estão disponíveis. Mais do que tudo, o nosso mundo precisa de amor, a conexão e a inspiração.

“Eu nunca teria acreditado, mas descobri que esses ingredientes em falta estavam sempre lá, bem debaixo do meu nariz, na minha própria tradição. Talvez eu seja o único que está surpreso, mas o que é certo é que estas ferramentas; essa sabedoria, precisa ser atualizado para que possamos sair desta crise não como vítimas, mas como heróis.É tempo do “judeu” significar herói, um herói que se conhece, que sabe como superar seu próprio ego e amar os outros, ensinando os outros a fazer o mesmo.

“O que foi a reunião . Saí sentindo me um pouco preocupado, porque parecia que não havia muito a fazer. Mas eu também estava contente, porque parecia que havia muito que podemos fazer. E, realmente, ele levaria apenas a consciência de mudar as coisas ao redor.

“Eu sei que a consciencialização e colaboração de muitas pessoas grandes que estão lendo isso podem fazer isso acontecer. Para enfrentar as tendências de aumento constante de anti-semitismo, para dar um exemplo de que a única solução verdadeira para nossas crises, para dar esperança a todos – vamos lembrar quem somos, vamos trazer para a nossa nação, e para o mundo um pouco de luz “.