Textos na Categoria 'Oração'

Esforçando-se Pelo Impossível

Pergunta: Quando tentamos perceber a força que o grau superior envia para nós, descobrimos que é impossível…

Resposta: Isso está absolutamente correto. Estamos nos esforçando pelo impossível, por algo que está além de nossa capacidade.

Podemos pedir a um burro que cante um ária de ópera? Ele é incapaz tanto pelo seu desenvolvimento quanto pela sua habilidade física. Mas, estamos em uma situação muito mais atroz. Um burro pelo menos tem faculdades auditivas e vocais, enquanto nós não temos nada do mundo espiritual. Estamos absolutamente cortados dele.

Isso porque o mundo espiritual é a qualidade de doação. Então, como podemos senti-lo no desejo egoísta? Pode a doação se vestir na recepção? Pode o fogo se vestir na água? Claro que não.

Portanto, o nosso enorme desejo não é apenas dirigido a uma ideia abstrata, mas para que a Luz superior nos corrija. Três componentes devem ser soldados nesse desejo: Israel, a Torá, e o Criador. Dito de outra forma: eu, o grupo, e a Luz superior. A Luz é o que me corrige, eu nunca vou conseguir nada sozinho.

Portanto, na Convenção da Garantia Mutua, levantamos MAN – um desejo, um apelo, uma necessidade para a força superior nos corrigir. Esta é toda a essência e objetivo da convenção.

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Da 4a parte da lição diaria de cabala, 1/12/2011, “ A essência da religião e seu propósito”

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Apenas Um Desejo? Isso Não É Suficiente…
Retornando À Unidade Que Já Existe

A Força Da Garantia Mútua Para A Convenção!

The Arava ConventionAgora nós estamos no limiar da grande unificação: a Convenção de dezembro. Para nos preparar para ela, nós precisamos constantemente nos preocupar com a nossa conexão, com a revelação de um desejo comum entre nós. Na medida em que este desejo for realmente comum, nós seremos capazes de sentir a força espiritual nele. Afinal, a unanimidade dos desejos cria a condição, o chamado “vaso”, a Luz Refletida, a tela, porque nós nos conectamos contra o nosso ego.

Quanto mais egoístas nós somos em nossas relações, quanto mais cada um de nós exerce pressão sobre si mesmo, apesar do seu ego, e pede que a Luz o influencie e ajude a se conectar com os outros, mais forte é a tela e maior a força de superação que ativamos, elevando-nos acima do ego que nos separa e nos afasta um do outro.

Esta força comum de superação, referida como a força da garantia mútua, se torna a nossa força comum. O Criador criou as forças de rejeição entre nós de propósito, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”, e nós sentimos como nós rejeitamos um ao outro. Mas nós tentamos superar essas forças de rejeição através de nossas ações comuns e nosso estudo, de modo a atrair a Luz que Corrige, desejando nos conectar apesar das forças que constantemente nos afastam um do outro, como pequenos demônios entre nós. Nós devemos vencer essas forças do mal e nos conectar.

Na medida em que nós tentamos ficar juntos o máximo possível, de modo a eliminar todas as diferenças entre os nossos desejos, pensamentos e ações, para realmente sermos como um homem com um coração, nós revelamos que somente nós podemos ajudar o outro a adquirir essa aspiração comum de conexão, como está escrito: “O homem ajudará seu próximo”.

Então, nessa aspiração comum nós descobrimos que não conseguimos nos conectar. Mas nós já descobrimos o nosso desejo comum de nos unir, em vez dos desejos individuais separados de nos conectar com outras pessoas. Este desejo comum é chamado de oração coletiva, uma oração comum. Então, o nosso pedido para a Luz, o Criador, sobe especificamente como resultado desta oração comum. E a ajuda do Alto vem apenas em resposta a esses esforços mútuos, o que significa que vem de dentro, da união acima do nosso nível. Isso é chamado de MAD, a Luz da correção que cria uma conexão entre nós, apesar das forças de rejeição.

Essas forças de rejeição são chamadas de “Aviut” (a espessura do desejo), e as forças de ligação são chamadas de “tela”. Estas duas forças em conjunto, que formamos para doar ao nível superior, o Criador, são chamadas de Luz Refletida, pois queremos ser exatamente como a Luz que nos corrigiu, isto é, queremos doar. Então, nós percebemos a condição sob a qual o Criador, o doador, se revela em nós.

Nós só completamos todas estas fases com a ajuda da Luz que Corrige. Esta Luz pode brilhar em nós mesmo quando não pedimos nada, como uma criança que não sabe por que está gritando, mas é cuidada. Por outro lado, nós podemos começar a distinguir o que exatamente nós precisamos, e a nossa oração se torna mais dirigida e pensada. Ou nós realmente elevamos conscientemente o nosso pedido na direção certa, sabendo claramente que exigimos a capacidade de doar ao nível superior.

Mas tudo é feito pela Luz que Corrige. Para dizer a verdade, o que poderia ser melhor do que ler constantemente O Zohar e fazer todas essas ações… Este é o estado ideal. Mas a realidade é tal que o homem deve ir para o trabalho, manter seu trabalho diário, e depois vir por algumas horas e aumentar a sua oração. No começo, ele junta diversos problemas, desejos, aspirações e esperanças nele, e depois vem para O Zohar. Então, nós nos conectamos e elevamos a nossa oração comum através do estudo em conjunto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/11/11, O Zohar

Não Perca Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você mencionou que o ambiente é o único meio para manter a pessoa na intenção correta. Isso significa que a única forma de avançar é através da criação de um ambiente como na convenção do deserto, que motivará a pessoa a permanecer constantemente na intenção correta e na qualidade de doação?

Resposta: Correto. Sem a influência do ambiente a pessoa se perde. Há muitas pessoas que simplesmente perdem tempo sentando-se em casa e assistindo novelas ou lendo romances ou livros de suspense. O tempo passa… Elas sentem que preenchem seu tempo com coisas vazias, mas elas não podem fazer nada em relação a isso.

Eu recebo reclamações das pessoas: “Eu não estou fazendo nada! Como posso sair deste estado?”. A pessoa promete a si mesma que a partir de amanhã ela vai cuidar de sua vida, mas amanhã chega e ela ainda está no lugar que estava ontem. Passam os dias e o relógio não pode retroceder.

O que a pessoa pode fazer? Não há nada que ela possa fazer. É assim que o Alto lhe mostra que sem a influência do ambiente ela não terá a força para avançar. Ela deve mergulhar no ambiente correto, como uma criança que entra no ambiente adulto. Ao fazer isso, ela receberá a força dele.

O rabino Yossi Ben Kisma disse: “O que eu farei sem os meus alunos?”. Será que ele precisava receber conhecimento deles? Não, mas ele precisava do desejo geral deles em direção à meta. Será que ele não possuía o seu próprio desejo? Afinal, seu desejo é muito maior do que todos os desejos deles! Isso é verdade. No entanto, sem se conectar a eles, ele não terá o seu “desejo bilhões de vezes maior, mais um”. Sem eles ele não seria capaz de avançar mais um único grau. Se ele ficasse sem seus alunos, no início do próximo dia ele iria da leitura do Zohar à leitura das notícias.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/11, O Zohar

Dê-Me O Que Você Deseja Para Mim!

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar não estava destinado a ser estudado, mas sim para que exigíssemos a correção. Não faz diferença onde a pessoa está, em que situação ou estado de espírito, o quanto ela entende e qual é a sua atitude perante a vida. Não importa que tipo de pessoa ela é. Se ela abre o livro, deve pedir por algum esclarecimento, pelo avanço. Uma pessoa pede por compreensão, e outra, possivelmente, por uma vida melhor.

Nós temos que entender que isto tudo não é muito importante em comparação com o pedido para alcançar a meta. Mas, eu não sei o que é a meta. Assim como na vida: se eu pudesse ler O Zohar quando tinha dois anos de idade, eu poderia ter pedido algo bom, que fosse semelhante a meta da vida para mim. Mas, o que eu pediria, algum brinquedo?

Isso significa que eu não tenho que pedir de acordo com meu desejo: para me sentir bem, feliz ou o oposto. Os adultos, por exemplo, comem algo e sentem prazer. Para mim é azedo ou salgado, mas eles sentem prazer. Eles fazem coisas nas quais eu não vejo nenhum prazer e não entendo porque, a princípio, eles querem aquilo, e assim por diante.

Se nós estamos falando do verdadeiro estado que eu deveria alcançar, nem ações, nem realizações, nem qualquer outro critério me ajudam a decidir o que pedir. Os Cabalistas dizem que através da leitura do Livro do Zohar você pode pedir o que quiser. Mas, eu nem sei o que eu quero, porque eu preferiria não ter esses desejos. Mesmo assim eu não tenho escolha…

A pessoa deve se aproximar da leitura do Zohar com um pedido por aquilo que o livro quer trazer a ela. Esta é certamente a coisa certa a fazer. É como ser um bebê inteligente que entende que deve pedir para ser adulto, inteligente, forte, saudável e bem sucedido, como o Zohar o vê.

Portanto, vamos tentar pedir isso, e deixemos que o Livro do Zohar faça o que quiser conosco!

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/11O Zohar

A Convenção Em Arava É Uma Desconexão Programada De Todos Os Distúrbios

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que serve o isolamento do grupo na Convenção no deserto de Arava?

Resposta: Nós estamos aqui reunidos para estabelecer as bases para uma nova sociedade, cujo objetivo é atingir a adesão com o Criador. Para atingir a adesão com Ele, nós temos que atingir a adesão entre nós. E para atingir a adesão entre nós, temos que nos unir, nos desconectar das perturbações do mundo exterior. Afinal de contas, nós somos pequenos e temos que reforçar um ao outro, de modo que o mundo não seja um impecillho para isso. É por isso que nós estamos indo para o deserto.

No passado, grupos de Cabalistas realizavam medidas muito mais extraordinárias para se isolar do ambiente externo. A pessoa tem que se permitir um pouco mais de liberdade deste mundo confuso e sem sentido, recolher-se interiormente um pouco mais e entender qual é o seu destino.

No turbilhão da vida, sob o ruído do rádio e da televisão, você não consegue decifrar a fina voz de sua alma ou alcançar a frágil inspiração interior. Você simplesmente não tem energia para isso. Mesmo os Cabalistas, vivendo centenas e milhares de anos atrás, num mundo completamente diferente, que ainda desconhecia as “maravilhas” da mídia, ainda assim isolavam-se, excluindo-se do ambiente habitual, e iam até “para o exílio”, saindo de casa sem levar nada com eles e partindo para perambular por anos, sobrevivendo com ganhos e alimentos ocasionais.

Você nem sabe o que está perdendo no mundo moderno, que está enchendo e afundando você com sua sujeira. Você quer alcançar algo elevado? Se quizer, que esforços você está fazendo para se livrar do pântano?

É útil que encontremos tempo para este tipo de isolamento, onde sentiremos apenas as nossas próprias forças, sem as perturbações do mundo exterior. Vamos separar um dia na vida para sentir quem somos, em vez de quem são eles.

Obviamente, nós não forçamos ninguém a participar e não fazemos listas de participantes ou desertores. Nós não colocamos marcas de comprovação para o futuro. Quem não quiser ou não pode vir simplesmente não venha. Neste sentido, tudo é muito liberal e aberto. Por outro lado, se a pessoa for até lá, ela deve participar nas ações que o grupo designou para nos ajudar do desprendimento de tudo e sentir apenas nós mesmos.

Às vezes, você não deseja ficar sozinho consigo mesmo? É assim que o grupo quer ficar: sozinho consigo mesmo, sentir-se. Você entra numa sala, fecha a porta e permanece com seus próprios pensamentos. É assim que nós queremos permanecer, com nossos pensamentos. Na realidade, isso é claro e comumente aceito. Mas para nós não é apenas um minuto de descanso, mas um desprendimento do “grau das mulheres e crianças” e uma ascensão ao “nível dos homens”.

No artigo, “A importância do Grupo”, o Rabash escreve: “Quando uma pessoa trabalha no verdadeiro caminho, ela precisa se isolar das outras pessoas. Afinal, o caminho da verdade exige fortificação, porque ele contradiz as noções comuns. As opiniões do mundo são construídas no conhecimento e na recepção, enquanto as opiniões da Torá são construídas sobre a fé e a doação. Se a pessoa se distrai, ela imediatamente se esquece de todo o trabalho no caminho da verdade e cai no mundo do amor-próprio. Apenas no grupo é que os amigos se ajudam mutuamente e, portanto, cada um recebe forças do grupo para lutar contra as noções comumente aceitas”.

O mundo superior é o nosso mundo interior. Nós temos que mudar nosso olhar da externalidade para a internalidade. Portanto, com a ajuda dos amigos, eu tento ir para dentro, olhar para dentro, a fim de adquirir uma sabedoria profunda, para atingir o significado interno da Torá. Não há outra escolha: eu preciso disto.

A pessoa deve sempre mergulhar interiormente, penetrar no seu íntimo – e justamente aí ela revela o verdadeiro mundo. O mundo externo deliberadamente nos confunde, de modo que através do conflito com ele, na resistência, nós construamos nossa direção para dentro. Nossa luta é para penetrar cada vez mais no fundo da realidade deste mundo, que nos puxa para fora.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Um Coração Partido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós só revelamos o Criador, a força de doar, quando nos tornamos semelhantes a Ele em nossas qualidades. Então, qual é o significado do princípio, “não perca esperança na Sua misericórdia”?

Resposta: Significa que a pessoa apelou milhares de vezes, como o Rei David, que simboliza Malchut colectiva, o vaso colectivo, alguém que é mais profundo do que os Salmos revelam. Leia-os. Eles são todos os seus apelos e pedidos, louvores e lamentações. Este é o significado de “não perca esperança na Sua misericórdia”. Tente exprimir e efectuar a sua lamentação da mesma forma, e você chegará a uma bênção final.

Pergunta: Então acontece que o Criador está esperando que nós gritemos a todo pulmão?

Resposta: Está escrito que o Criador espera por orações e um coração partido, que Ele gosta de pessoas cujos corações estão partidos, e Ele recebe muito prazer de suas lágrimas. Isto porque suas lágrimas são um sinal de fragilidade do egoísmo e o seu desapontamento com ele.

Nós recebemos golpes do egoísmo, não do Criador. Contudo, leva algum tempo para perceber isso. Realmente, o que é que você quer do Criador se você está a ser ferido pela sua inclinação ao mal?

É por isso que precisamos determinar estritamente que o nosso lugar de trabalho é o grupo. Somente então atingiremos uma oração verdadeira, e ela naturalmente acontecerá através de vários desapontamentos.

Da Lição 3, Convenção Arvut em Israel 11/11/11

Um Mundo Estruturado A Meu Pedido

Dr. Michael LaitmanOs mundos superiores estão nos mostrando um modelo, e nós devemos nos tornar semelhantes a ele. A nossa conexão é a qualidade que somos capazes de atingir a fim de corresponder à Luz. Quando uma pessoa se conecta com outras, com sua doação ela constrói de si mesma um Partzuf espiritual a partir das dez Sefirot.

A doação não pode existir em qualquer outra forma exceto as dez Sefirot. Quando ela assume a forma correta, ela se manifesta como um Partzuf espiritual, cuja altura podemos medir de acordo com os degraus da escada espiritual nos mundos superiores.

Acontece que nós podemos medir a altura de uma alma, ou seja, as conexões dos desejos separados, e entender o poder que atingimos através disso em relação à toda a alma comum. No final, o desejo criado pelo Criador permanece, mas adquire a forma das Sefirot, as fontes de iluminação que chegam a mim de todos os mundos, por meio das quais passa a Luz simples do mundo do Infinito.

O Criador coloca o sistema de mundos na minha frente, e ele serve como uma fonte de Luz que está sempre pronta para me influenciar, isso é, afetar o meu desejo se eu o preparei para o uso. A Luz está num estado de repouso absoluto, e a forma como ela vai me afetar só depende do meu desejo. Não há mudanças na Luz. Todas as mudanças ocorrem apenas no meu desejo, que eu sou capaz de mudar à medida que trabalho na conexão no grupo.

Afinal, a conexão de um grupo é o verdadeiro desejo que desperta a Luz, forçando-a a brilhar e nos direcionar à doação, à conexão com o outro. Não há outro desejo exceto aquele que existe dentro do grupo e é direcionado para a união. Só este tipo de desejo pode atrair a Luz, porque eles têm a mesma natureza. Nenhum dos outros desejos estão sujeitos a correção, e eles são egoístas.

O único desejo que conta é o desejo de se unir com o amigo, o grupo, quando a pessoa realmente se eleva acima do seu corpo físico e deseja se conectar acima dele, “em sua cabeça”, colocando esta aspiração pela conexão acima de todos os seus objetivos particulares. Apenas neste nível é que a Luz chega até a pessoa através de todas as Sefirot e corrige o seu desejo, conectando o seu desejo particular ao desejo comum.

Desta forma, nós corrigimos a quebra e revelamos o vaso de nossa alma e a Luz que o preenche em nossa conexão. Então, a pessoa vê que os mundos não existem por si mesmos, fora do homem. Tudo isto só existe em potencial e é realizado apenas na prática, quando queremos nos conectar. Então, conforme a força, altura e natureza dessa conexão, nós revelamos a Luz superior que está sempre pronta. Isto significa que o sistema dos mundos está sendo revelado a nós.

Este sistema de mundos não existe sem o nosso apelo. Ele está totalmente no mundo do Infinito, no Pensamento da Criação de agradar aos seres criados. Somente no momento exato em que surge o desejo, que exige ser corrigido com o propóstio da conexão, é que o sistema de ocultação começa a agir em relação a este desejo, adequando-o exatamente de acordo com sua altura e natureza. A Luz influencia o desejo a partir deste sistema e o corrige.

Da 1a parte da  Lição  Diária de Cabalá 14/11/11, Shamati #68

Nós Precisamos De Um Combustível Novo

Dr. Michael LaitmanNós precisamos receber de Cima o poder da fé chamada “arte”. Naturalmente, nós mesmos não a temos. E nesse caminho a pessoa vê o quão fraca ela é. Está escrito que o trabalho interior “enfraquece a pessoa” porque ela começa a sentir que não tem nada, exceto o desejo egoísta.

E se ela supostamente consegue superar seu egoísmo, isso simplesmente significa que um desejo egoísta maior derrotou um menor. Desta forma, em vez de avançar na direção da espiritualidade, ela está se movendo na direção oposta, usando um egoísmo ainda maior.

Às vezes as pessoas são muito bem sucedidas em seus estudos, elas trabalham e estudam muito, e você pensaria que uma grande força de doação as está conduzindo. Mas este não é o caso. Isto simplesmente é a grande força do egoísmo, porque elas percebem um benefício maior diante delas.

Nós sempre avançamos de “Lo Lishma” (para si mesmo) para “Lishma” (em prol da doação) e, naturalmente, agimos com a ajuda do nosso ego. Mas, ainda assim, a nossa responsabilidade é avaliar nossa verdadeira posição e as intenções que nos movem.

Gradualmente, conforme a pessoa exerce um esforço no estudo, na disseminação, e principalmente no trabalho no grupo, ela revela quão incapaz de qualquer coisa ela é. O homem percebe seu verdadeiro estado quando vê que não importa o quanto ele tenta superar o seu ego, colocando todos os seus esforços nisso, ainda é incapaz de fazer qualquer coisa com ele mesmo.

A pessoa passou todo o seu tempo trabalhando pela importância do objetivo, mas no final, ela perdeu sua força e percebeu seu mal. Ela entendeu que não tem nada, exceto o ego e que cada movimento seu é movido por um propósito egoísta. Como resultado, ela chega a um profundo estado de desespero, descrito da seguinte maneira: “Não há momento mais feliz na vida de uma pessoa do que quando ela se torna completamente decepcionada com seus poderes e sente total desamparo, e está pronta para uma oração completa”.

Uma oração completa é um pedido para adquirir o poder da fé. Então, o poder da grandeza da fé, a grandeza do Criador se veste nela, e, a pessoa continua trabalhando, mas com outro tipo de “combustível”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, Escritos do Rabash

Pensar Num Mundo Recém Nascido

Dr. Michael LaitmanA fim de se ter uma pequena idéia da diferença entre corporalidade e espiritualidade, imagine que o mundo é uma loja que você entrou para comprar algo para si mesmo. E ao seu lado há uma loja para recém-nascidos onde você entra para comprar algo para seu bebê .

É claro que você se sentirá completamente diferente nessa loja e terá uma atitude completamente diferente em relação às compras. Você fará isso com um pensamento de doação. Você pensará apenas em fazer o outro (o bebê) se sentir bem, porque, naturalmente, você o ama mais do que a si mesmo. Você sempre escolherá o que este outro precisa com essa intenção, quer se trate de fraldas ou leite em pó. Tudo será dirigido apenas para o bebê e como dar-lhe a melhor coisa possível.

Talvez você seja capaz de pensar dessa forma em relação a alguém que não seja o seu bebé, como seus amigos, toda a sociedade, ou mesmo toda a humanidade, ou talvez até mesmo o Criador. Isso depende do nível de sua atitude para com os outros.

Esta é a diferença de trabalhar para o seu próprio benefício e trabalhar para os outros. É simplesmente difícil para nós entender o que significa a força da fé, que nos permite sentir a importância e a necessidade de pensar não em nós mesmos, mas nos outros, algo que não fazíamos antes. Em nosso mundo, há exemplos disso, mas eles são egoístas e nós nos preocupamos com o próximo somente quando sentimos que precisamos dele.

Portanto, como nós podemos fazer a mesma coisa, mas contra o nosso egoísmo, acima dele, e construir nossa atitude para com o próximo na anulação constante de nós mesmos? Nós podemos entender isso quando se trata de pessoas próximas a nós. Se nós as amamos, nós ainda sentimos prazer nos limitando por causa delas. É assim que medimos a força do nosso amor e doação: o quanto nós damos a elas e cuidamos delas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, Escritos do Rabash

Uma Aliança De Assistência Mútua

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve fazer o que pode para se conectar com os outros e chegar a doação. Como resultado dos esforços materiais e egoístas, ela sente quão relutante ela é em se conectar, quão oposta é em relação à união, à garantia mútua, e em ser como um homem com um coração. Ela acha isso inútil e só sente repulsa por isso.

Assim, ela descobre os desejos que precisam de correção, os desejos que o Criador criou no homem como “inclinação ao mal”. Após esta revelação, ela começa a ver a ajuda que recebe de Cima, apesar de sua relutância.

A descoberta da inclinação ao mal vem de Cima, como parte do processo de correção. O Criador faz uma aliança com a pessoa que Ele não vai deixá-la e a ajudará antecipadamente. Mesmo que a pessoa não deseje se conectar e é repelida por isso, ela ainda será inspirada no estado anterior onde ela fez esforços para avançar, e isso a apoiará.

Gradualmente, a pessoa descobre, ainda que levemente, o que é a doação, o que é o poder do amor. Ela começa a entender que seu objetivo é apenas descobrir a necessidade por isso. Então, ela consegue, de forma consciente e inconsciente, entender, sentir e clamar pela força de correção.

A correta solicitação (MAN) é acrescentada ao desejo correto, à exigência em deixar o estado atual e passar para um melhor. Este desejo ainda pode ser egoísta e é chamado de “Lo Lishma“, mas já está em sintonia com o caminho correto.

Assim, gradualmente, passo a passo, a pessoa esclarece seus desejos e intenções. Obviamente, não é ela quem determina os passos de seu desenvolvimento. Na verdade, eles são despertados de acordo com as Reshimot (genes informacionais) nela. A força superior, a Luz, determina todo o processo. A pessoa só precisa almejar constantemente avançar e executar até mesmo as mínimas ações que permitirão o seu avanço de qualquer maneira em direção à meta.

Então, ela alcançará o objetivo desejado: ela receberá a Luz que Corrige, adquirirá o atributo de doação, e será preenchida com a Luz Refletida que fornece a sensação da vida espiritual: a vida em doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/11, Escritos do Rabash