Textos na Categoria 'Oração'

E não temos outras preocupações …

Pergunta: Que tipo de mudanças devem ocorrer em mim, a fim de atrair a Luz que reforma? O que posso fazer para aproximar essa luz?

Resposta: Isso é exatamente o que eu tenho de descobrir, que é o objetivo. De agora até o fim da correção eu só preciso da Luz que Reforma. Esta é a Luz que preenche a minha alma, que é incorporada em todas as outras almas, como todas as diferenças entre as almas desaparecem e a Luz de Ein Sof (Infinito) preenche toda 620 vezes mais do que no estado inicial. É daí que a luz de reforma vem, exatamente como todo homem (oração) se eleva para Ein Sof, e em resposta MAD (a resposta) vem de lá.

Então, ao longo do caminho, a partir de agora até o fim da correção, eu tenho que me preocupar com uma coisa só, o máximo de luz que Reforma que eu posso atrair. É como se eu estivesse tomando sol e cálculando: Qual caminho devo tomar, quanto tempo devo estar em uma determinada posição, a que horas, etc? É assim que eu deveria esclarecer meus movimentos internos: Como devo operar nos meus desejos no trabalho com o grupo, com os amigos individuais, com o professor, com o estudo, em casa, em todos os lugares.

Em tudo o que eu sou, eu tenho que esclarecer como posso fazer o máximo de minhas ações diferentes, 24 horas por dia, de modo que cada vez que a luz me opere de forma mais eficiente. Não há outras preocupações, exceto para essa preocupação. O que mais há na vida? Afinal de contas, tudo depende da Luz, incluindo a minha vida corporal.

[92998]
A partir da 2 ª parte da Lição Diária da Cabala de 14/11/12, O Zohar

Material Relacionado:

Apenas Deseje E Isso Se Tornará Realidade!
A Luz Irá Responder a Tudo
Um Acordo Com O Criador

A Pessoa Não Pode Falhar

Dr. Michael LaitmanPergunta: A natureza é construída e equilibrada sobre o princípio do “positivo-negativo”. O Criador é a propriedade totalmente positiva. Depois que toda a humanidade atingir a unidade, após a adesão com o Criador, ela também será capaz de avançar com a propriedade positiva. Quão séria será esta mudança? Devido a que ocorrerá a mudança de propriedades? Será que o equilíbrio com a natureza vai ser restaurado?

Resposta: Nós não fazemos nada sozinhos, não produzimos nada, exceto uma coisa: o desejo de que a Luz faça tudo por nós. Por isso, não há oportunidade de estragar algo, de falhar em algum lugar, para causar dano.

Ou nós aceleramos o processo do nosso desenvolvimento e o tornamos mais suave, ou ele prossegue por si mesmo, e isso é ruim – um dos dois.

Quanto mais afetamos a Luz, melhor será, e mais rápido podemos alcançar um bom estado. Quanto menos afetarmos a Luz, mais lento vamos avançar, e mais problemas teremos.

Tudo depende de nossos esforços em atrair a Luz, e ela realiza todas as ações. Por isso, é impossível falhar aqui.

Da Refeição na Convenção da Geórgia 05/11/12

Aproveite Todas As Oportunidades!

Dr. Michael LaitmanQuando eu estudava com o Rabash, nós fazíamos nossas refeições em absoluto silêncio. Era simplesmente um estado de silêncio, ninguém dizia nada a ninguém, as pessoas sequer se olhavam, mas simplesmente comiam e bebiam numa grande tensão interna, e era totalmente tranquilo. Ele sempre exigia isso e era muito rigoroso com relação às perturbações se alguém, de repente, fizesse um barulho ou ocorresse uma interrupção. Naquela época, não havia muitas oportunidades para nos reunir, apenas durante uma aula ou uma refeição.

Hoje nós temos muitas oportunidades. Esta pode ser a razão por que esquecemos a intenção. Torna-se um evento comum. Nós temos que prestar atenção na intenção. Cada ação que é realizada em conjunto, mesmo que seja por duas pessoas, já leva a um resultado imenso, se for com a intenção correta.

Isto é especialmente verdadeiro quando nos reunimos em Convenções em lugares diferentes e fazemos tantos esforços para estar juntos. Por isso, é uma pena se um minuto passa sem uma intenção.

Da Refeição na Convenção da Geórgia 07/11/12

O Grito De Uma Pessoa Se Afogando No Pântano

Dr. Michael LaitmanRabash, “A Oração Verdadeira é Sobre uma Deficiência Verdadeira”: Quando uma pessoa quer observar Torá e Mitzvot (mandamentos), para doar ao Criador, é natural que o corpo não se mova se não perceber qualquer recompensa nisso. Portanto, não há como ela possa trabalhar em prol do Céu e não para seu próprio bem. Aqui começa o exílio, isto é, os sofrimentos, que não importa o quão duro ela trabalha, ela não vê que avança, mas que tudo é baseado no amor-próprio.

Acontece que o sofrimento e a dor que ela experimenta são porque ela não pode trabalhar para o Criador. Ela quer trabalhar para doar e o corpo, que está totalmente escravizado às cascas, não a deixa visar à meta. Então, ela clama a ajuda ao Criador, pois vê que está no exílio entre as cascas e que elas a dominam, e ela não vê saída, de modo que possa ser livre de seu domínio.

Daí, sua oração é chamada de oração verdadeira, uma vez que não está no poder da pessoa deixar este exílio. …e uma vez que isso é contra a natureza, só o Criador pode tirar Israel do exílio.

Uma pessoa atravessa os estados de exílio e redenção internamente, em sua atitude para com sua natureza e o Criador; há essas duas forças, duas metas pelas quais a pessoa pode trabalhar e se dirigir: para o seu próprio benefício ou para o benefício do Criador.

Instintivamente, ela sabe o que significa trabalhar para o seu próprio benefício e faz isso naturalmente. Então, ela começa a criticar a si mesma. Este reconhecimento vem geralmente do trabalho no grupo, no estudo, na disseminação, no uso de todas as opções para atrair para si a Luz que Corrige.

Então, a pessoa vê que todas as suas intenções e os seus recursos, todos os seus movimentos objetivavam apenas o seu próprio bem. Entretanto, ela determina apenas este fato, como um psicólogo que entende que esta é a natureza. Mas se ela começa a discordar disso, já é uma influência do Alto, uma verdadeira chamada do Alto.

Daí ela começa a sentir que está em exílio. Quanto mais ela tenta parar de trabalhar para o seu próprio bem em diferentes situações e se volta para a doação aos outros, ao Criador, ela sente que está mais no exílio, sob o domínio do Faraó.

Se ela se esforça ativamente e tenta abandonar a sua intenção de receber, para não pensar constantemente em si, o contrário acontece, e ela se afunda ainda mais no seu ego, como num pântano. Quanto mais tentativas a pessoa faz para sair do pântano, mais ele a engole.

Ela grita e não obtém nenhuma resposta! Pelo contrário, a Luz que vem e que aparentemente reforma, mostra-lhe mais claramente como ela está imersa em seu desejo de receber, que absorveu tudo, até os mais sutis apelos, pensamentos e desejos. Anteriormente, ela não percebia que era egoísta e, agora, descobre isso de uma forma cada vez mais nítida.

Ele vê que está totalmente no Egito, pensando e se preocupando apenas consigo.

Quanto mais ela tenta sair do exílio, mais mergulha nele, até “E os filhos de Israel suspiraram do trabalho”, o que significa que ela chegou a um beco sem saída que a única coisa que pode fazer é gritar…

Uma pessoa grita quando vê que não há outra maneira de mudar sua situação sozinha. Isso é chamado de verdadeira oração, que em resposta ela recebe a força de doação, a força da intenção de agir para o bem dos outros. Isto é o que ela chama de redenção.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 13/11/12

Não Temos Medo De Nenhuma Data

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente toda a Internet está cheia de prognósticos de que alguns eventos desagradáveis ocorrerão em dezembro de 2012. O que a Cabalá diz sobre isso? Por favor, tranquilize o mundo!

Resposta: Como posso te tranquilizar?

Eu acho que tudo depende de nós, inclusive você. Eu não vou te acalmar, mas completamente o oposto, porque nós realmente existimos numa liberdade de escolha muito acentuada e dezembro e todo o ano seguinte depende de nós. Além disso, esses estados, que teremos que passar, são totalmente determinados apenas pelo nosso grupo mundial e por mais ninguém.

Assim, eu não tranquilizarei nenhum de vocês. Pelo contrário, vocês têm que sentir muito claramente que o mundo inteiro depende de vocês. Vocês tem que perceber isso conscientemente, o que significa que precisam ter uma atitude séria para a nossa tarefa, uma constante aspiração mútua em seus corações.

Vocês sentem como os nossos corações estão se unindo mais e mais numa bola? Só isso vai salvar a nossa situação e torná-la maravilhosa. Será maravilhosa no sentido de que vamos lembrar que temos que estar mais próximos e mais unidos até reunirmos todo o nosso coração. Então, não vamos ter medo de qualquer calendário.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 3

É Possível Convencer O Absoluto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é amor e verdade infinita, como é possível conectar-se a Sua frequência?

Resposta: A Torá fala na língua do povo, e, portanto, nós associamos o Criador com as nossas próprias propriedades.

Na realidade, nós vivemos num mundo de leis. Eu estou diante de uma lei. Eu estou em algum espaço onde uma força única age, e posso atrair a sua influência sobre mim, num grau maior ou menor. Assim, a força não muda, eu sou o único que muda.

Mas, na minha mente, eu transfiro minhas mudanças a ela, e isso leva à confusão. Eu quero que o Criador me ame mais, apesar do fato de que o Seu amor já é completo. Eu quero que Ele me doe mais, apesar do fato de que Ele já doa a mim 100 por cento. Eu Lhe peço o bem, peço-Lhe para substituir Sua justiça pela misericórdia, mas como você pode suplicar ao absoluto? Que mudanças podem ser esperadas da força do Bem que constantemente faz o bem para as pessoas boas e más? Portanto, imagine que o Criador não ouve, não sente, mas só dá o tempo todo, sempre doa.

Você está construído de tal maneira que sente seu estado no desejo de receber. O desejo sente o que o preenche, e essa consciência causa certos sentimentos. Nós temos sentimentos e, portanto, falamos sempre da nossa reação emocional a alguma coisa. Por exemplo, se eu vou tocar em você com um fio elétrico com uma tensão de 100 volts, você vai sentir isso. O problema aqui não está no fio elétrico nem no desejo em si, mas no contato entre eles, no toque, e é isso que causa o sentido. De tal forma, todos os sentimentos nascem dentro de nós, e não no Criador, mas nós, como que atribuímos nossos sentimentos a Ele.

Portanto, é melhor não imaginar o Criador como alguém vivo. Nós lidamos com a lei, e conforme as mudanças dentro de nós, redescobrimos a sua influência. Aqui tudo depende apenas de nossa sensibilidade, da nossa percepção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/12, “Prefácio ao Livro do Zohar

Um Bilhete Para O Mundo Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: No livro Shamati, no artigo “A Coisa mais importante é Querer apenas Doar”, se diz: “A força da fé é suficiente para a pessoa trabalhar na forma de doação”. O que é fé?

Resposta: Nós não sabemos o que é a fé. É uma espécie de força que não existe em nosso mundo. Em nosso mundo, em todas as ciências naturais, na física, química, biologia e outras ciências, nós descobrimos as forças da natureza inanimada, vegetal e animal, que operam como forças de atração e rejeição.

No mundo espiritual, de repente, nós descobrimos forças que operam de forma oposta a essas forças. Suponha que exista uma força natural de rejeição que vemos neste mundo, mas na espiritualidade é o oposto, a força de atração mútua é formada entre esses objetos, como se diz: “O amor cobre todos os pecados”.

De certa forma, nós começamos a descobrir isso na física quântica: se colocarmos partículas elementares que estão igualmente carregadas (elétrons, por exemplo) no mesmo lugar, elas vão começar a se rejeitar, não só porque têm a mesma carga, mas também por razões quânticas (a força de antissimetria); nenhuma delas quer estar onde a outra está.

Portanto, o que é a força de doação? É uma força que se revela acima de nossa natureza numa forma que é oposta a ela, como se diz: “Eu vi o mundo invertido”. Nós só podemos dizer que o mundo espiritual age de acordo com as intenções e não de acordo com as ações. Não há ações lá; só o que acontece nas intenções é levado em conta, uma vez que nossos corpos não existem no mundo espiritual, mas apenas desejos e intenções.

Imagine que seus desejos agissem. Que coisas terríveis aconteceriam no mundo! Numa fração de segundo, o mundo deixaria de existir, as pessoas iriam queimar umas às outras.

Portanto, a fim de não nos descobrirmos em tal mundo, todos nós estamos num mundo imaginário onde podemos realizar ações físicas tanto quanto nos é permitido. Na medida em que a pessoa consegue operar seu desejo para o bem dos outros, ela sobe acima do seu corpo e entra no domínio espiritual, onde age de acordo com seu desejo e intenção.

Caso contrário, como poderia ser possível trazer a pessoa para uma realidade que está totalmente sob o domínio de seu desejo?! Afinal de contas, ela não tem qualquer controle sobre o seu próprio desejo e sua intenção.

Portanto, somente na medida em que a pessoa contém seus desejos e trabalha corretamente com seu desejo e sua intenção é que ela entra no mundo espiritual, é autorizada a entrar. Isso é chamado de “entrar no palácio do Rei depois de ter subido a montanha”, e lá ela começa a corrigir o mundo, na medida em que consegue controlar a si mesma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, Shamati #30

Um Dilúvio Que Me Ajuda A Sair De Mim Mesmo

Dr. Michael LaitmanUm monte de trabalho é necessário para alcançar o atributo de Bina, o que significa alcançar a liberdade. Assim, a pessoa precisa de um grande apoio do ambiente, a fim de sentir constantemente a grandeza e a importância da meta.

O Criador pode endurecer o coração do Faraó na linha esquerda e enviar perguntas à pessoa como: “Quem é o Senhor que eu deveria ouvi-Lo?” e “Qual é o trabalho que você está fazendo?”, de acordo com o quanto ela permite este apoio. Todas estas questões, dúvidas e problemas assumirão cada vez mais o controle da pessoa, até se tornarem as ‘águas do dilúvio’, que estão prestes a afogá-la.

Então, ela vai ter que procurar refúgio, e a partir do medo e com a ajuda do ambiente, ela vai, finalmente, chegar à conclusão de que só pode ser salva na arca. A arca significa a doação incondicional, que é o único lugar onde ela pode se esconder do dilúvio.

“A pessoa pode sentir plenitude constante desde que esteja contente com o seu destino”. Mas ela não se esconde na arca a fim sentir paz e se contentar com menos. Suas análises estão acima do seu ego, acima do seu desejo de receber. Ela não leva em conta o que vai acontecer com o seu ego, com seus desejos, com a sua vida. Todas as análises estão acima disso: só para se conectar, unir, ou seja, com aquilo que está fora de sua pele, além de seus interesses egoístas.

Mas tudo isso acontece se a pessoa avança de forma persistente e, no final, chega à conclusão de que precisa de uma arca, que deve subir acima dos cálculos egoístas. As águas do dilúvio, as questões “Quem?” e “O que?”, todas vêm para ajudá-la a se desligar dos cálculos dentro de seu ego e para determinar uma conexão com o ponto interior do grupo.

A fim de fazer isso, ela precisa da ajuda do Criador, a quem ela se vira com uma oração, para avançar e se conectar mais fortemente ao grupo. “Muitas centavos acumulam uma grande soma” em todo este trabalho, por “sete anos de fome”. Mas isso é apenas se a pessoa os recolhe conectando todos os obstáculos e todo o seu esforço numa meta, constantemente tentando cumprir corretamente as condições que são reveladas a ela. Então, é possível dizer que ela está avançando.

Assim como a história de Noé, que não alcança a redenção imediatamente e de uma só vez. É uma longa história sobre como a pessoa constrói a arca, como chega à decisão de que tem que construir uma arca onde recolhe todos os seus atributos, todos os níveis de seu desejo, e somente quando todos os desejos e a arca estão organizados, ela pode se esconder na arca.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/12, Escritos do Rabash

Quando Tudo Está Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos transformar os vasos de recepção em vasos de doação?

Resposta: Nós criamos uma variedade de formas diferentes de metais. Criamos engrenagens, grades, barras, etc. Nós também trabalhamos com o desejo de receber de acordo com o mesmo princípio, embora ele nunca doe por si. Em termos Cabalísticos “vasos de doação” são vasos de recepção que podem doar quando agem de um modo especial. Em outras palavras, eles assumem uma forma especial. Afinal de contas, eles não podem fazer nada, exceto receber.

Portanto, a recepção é melhorada de tal forma que se tornará como doação.

Hoje, quer eu goste ou não, a minha intenção continua sendo egoísta. Para corrigir isso eu preciso de uma força especial externa. Para isso, nós estudamos a fim de evocá-la.

Eu não posso mudar nada por mim mesmo, e por isso eu não me preocupo com os meus desejos, pois eles vão se desenvolver de acordo com o plano. Eu não tenho que me preocupar se meus vasos estão cheios e se eles são o que há neles e quanto. Aqui está tudo bem, e eu estou apenas preocupado com a intenção, com a direção dos meus pensamentos. Eu diferencio entre a ação e a intenção e só na minha intenção eu estou constantemente aderido à meta. Enquanto eu mantenho o mesmo foco, não importa o que eu faça, eu estou corrigido e está tudo bem comigo. É por isso que se diz que a pessoa está onde os seus pensamentos estão.

100% de uma intenção para doar me garante 100% de correção. A intenção é que conta e não a ação. Assim, mesmo se eu roubar e destruir, eu roubo e destruo partes do meu desejo egoísta, a fim de realizar atos de doação. A pessoa não é responsável por seus atos; é a intenção que determina tudo.

O problema é que, quando olhamos para o outro, nós vemos ações e não intenções. Mas este problema nos traz a correção. Eu tenho que subir ao nível da conexão mútua, a fim de julgar os outros de acordo com suas intenções e não suas ações. Isto nos obriga a ser Cabalistas. Não há outra escolha; caso contrário, não conseguimos nos conectar corretamente. Os desastres estão aumentando; então, onde está a minha influência no superior?

Pergunta: Se a intenção é a mesma forma que está vestida na matéria do desejo, como vamos corrigi-la?

Resposta: Com a ajuda da Luz que Reforma. Nós tentamos agir em doação, tentamos nos conectar e nossos fracassos revelam a necessidade da Luz.

Afinal, há uma parte de Galgalta Eynaim (GE) em cada pessoa. Como resultado, algumas pessoas são atraídas para a Luz, e esta atração é revelada nelas quando surge a pergunta “Qual é o sentido da vida?”. Elas querem saber, descobrir o segredo da vida. Tais pessoas são especialmente egoístas. Elas estão muito longe de ser agradáveis e são até mesmo muito nojentas e não se preocupam com este mundo. Elas o desrespeitam e não estão satisfeitas com o seu “disparate”. Em suma, as pessoas que não são boas alcançam a sabedoria da Cabalá. Afinal, um grande desejo suprime pequenos desejos. No final, a pessoa arde por causa de uma única coisa: ela quer saber por que deve continuar a viver.

Além disso, ela pode estar preocupada com altas questões filosóficas, como: “O que é o universo? Por que tudo isso existe?”. Em outras palavras, ela sente que está sufocada aqui e não consegue suportar.

Tudo isso é causado pela parte de GE que despertou e está por enquanto em AHP, aumentando-a e forçando a pessoa a procurar, obrigando-a a se abrir a tudo, tentando “engolir” toda a realidade, incluindo o Criador .

Então, graças a suas ações no grupo e ao estudo, a pessoa começa a apreciar e classificar corretamente todos esses fenômenos e, em seguida, ela se aproxima da correção.

Além disso, isso depende da raiz de sua alma, da qualidade de seu GE. Alguém pode ansiar por conhecimento global de acordo com suas Reshimot (genes informativos). Afinal, certas Reshimot eram antes muito elevadas, e caíram tão fundo que exigem muito trabalho. Essas pessoas não têm êxito de imediato, mas depois de décadas conseguem ascender, enquanto outras não.

De qualquer forma, “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é ainda maior”. É disso que depende o número de ações de correção que ela deve realizar.

De qualquer forma, as partes de GE e AHP estão inicialmente em todos, incluindo as nações do mundo. Afinal, todos nós atravessamos a quebra inclusive na antiga Babilônia. A crise também foi revelada como é hoje, e como resultado, apenas um pequeno grupo saiu da multidão: a nação de Israel. Agora, quando todos os outros “babilônios” estão sofrendo, não tendo escolha, eles vão ter que se corrigir juntamente com este pequeno grupo, a fim de finalmente deixar a Babilônia. Então, todo mundo vai ser chamado de “Israel”, que significa “direto ao Criador” (Yashar-El).

Não se trata de uma nação, mas de se assemelhar ao Criador. A diferença é a ordem das coisas: alguém começa o processo e alguém continua. Cada um faz a sua parte, e, no final, todos corrigem a quebra de Babel.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/12, O Zohar

Acumulando O Tesouro Da Oração Centavo A Centavo

Dr. Michael LaitmanNão há nada mais importante do que a oração, MAN. Afinal, ela resume todos os nossos grandes esforços em que nos concentramos na importância da meta, na grandeza do Criador, e nas qualidades que nos esforçamos em obter, a fim de superar e remodelar o nosso ego, o desejo de receber.

A fim de formular uma oração, temos que trabalhar nela. O Rabash reiterava que este é o tipo de esforço onde cada centavo conta e, no final, chega-se a uma grande soma. Eu o ouvia dizer isto dez a vinte vezes por dia.

Isso significa que, em cada momento da vida, a pessoa recolhe e armazena seus esforços, a cada momento ajustando-os à meta. É por isso que devemos estabelecer um sistema de garantia mútua, uma estrutura de opiniões e sensações comuns que vai nos redirecionar constantemente para nos concentrar nas coisas mais importantes e vitais, em vez de nos concentrar em questões menos importantes.

Isso deve nos ajudar a chegar à conclusão de que a coisa mais importante para nós é a grandeza do Criador. E se O considerarmos indispensável, Ele instantaneamente ganha poder sobre nós e perpetuamente molda novamente o nosso desejo de receber, a nossa autoconsciência e atitude.

Agora eu olho para a vida a partir deste novo ponto de vista, e novos obstáculos surgem em meu caminho, e eu mudo novamente. Esta é a forma como recolhemos os centavos. De acordo com Baal HaSulam, em uma de suas cartas (n º 18), “Não há outra forma de autocorrigir-se, a não ser conectando momentos atuais e futuros da vida da pessoa com o Seu grande nome”. Nós nunca devemos deixar de fazê-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash