Textos na Categoria 'Oração'

Sofrimentos De Amor E Sofrimentos De Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos deverão se esforçar no caminho espiritual?

Resposta: Todos. Afinal, é impossível atravessar o caminho do sofrimento sem esforço, sem fazer esforços, sem construir um vaso, sem o necessário investimento no desenvolvimento de minha deficiência e do meu anseio. Como eu posso sentir a espiritualidade sem tudo isso? Como posso sentir o mundo espiritual? Como posso descobrir o Criador se não estou adaptado a Ele, se eu não adquiro a equivalência de forma com Ele?

Eu devo atingir isso, mas a questão é: por que meios? Através de dificuldades e sofrimentos, ou pelo anseio que desenvolvo em mim. Isso também traz golpes, mas de forma oposta.

De uma forma ou de outra, eu tenho que sentir e passar por uma quantidade de dor e sofrimento, desapego, desejo e anseio. Há um desejo e há um anseio. Assim, o anseio é meu esforço. Foi-me dado o desejo, mas eu tenho que adicionar aceleração a ele. Como? Pelos sofrimentos ou com a ajuda do grupo, isto já é assunto meu.

Nós podemos avançar sob a pressão de coisas muito desagradáveis: guerras, desastres, falências, pragas, etc. Também podemos avançar de forma diferente, sob a influência do ambiente correto. Os obstáculos permanecem e eu ainda tenho que descobrir a espessura do meu desejo, mas eu adoço o caminho pelo meu anseio pelo Criador, ao precisar Dele — sofrimentos de amor em vez de sofrimentos de ódio.

No final, ninguém pode escapar da obra de Deus, mas é possível avançar sob os golpes, sob a carga do “Faraó”, e é possível ansiar pela meta com a ajuda do ambiente. De acordo com o valor absoluto, é a mesma coisa, mas de acordo com o conteúdo, estas são duas coisas totalmente diferentes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, “Cabalá e Filosofia”

Sem Se Afastar Do Caminho

Dr. Michael LaitmanAntes que uma pessoa se aproxime do estudo, ela deve formar certa intenção dentro dela, para que todo seu estudo seja direcionado a atrair a Luz Superior para si mesma, de modo a fazê-la ascender acima de sua natureza.

Como ela pode perceber isso? Exatamente dessa forma, que os altos e baixos do dia a dia e as sérias mudanças internas, qualitativas e quantitativas, ocorrerão nela. Ela vai sentir o quanto está sendo sacudida o tempo todo, em que medida ela está em estados reveladores, compreensão, subida e, de repente, o oposto, em estados de queda, desolação, falta de força, depressão; depois, novamente subida e novamente tudo se ilumina e tudo é compreensível e alegre. Em seguida, novamente o oposto.

Mas, na medida em que a pessoa passa por tais estados, ela se acostuma a eles cada vez mais. Ela vai começar a entender que todos esses estados devem ocorrer, que eles são naturais e desejáveis. Ela começará a se descolar deles. Por um lado, estes estados ocorrerão nela. Mas, junto com isto, ela irá segui-los como que de fora e vai entender que agora está num estado e mais tarde noutro estado diferente, e assim por diante. Ou seja, ela não vai ficar completamente imersa em depressão ou alegria, como uma criança pequena. Não, como um adulto em relação a esta pequena criança, ela será capaz de entender e compreender o seu estado e tirar algumas conclusões dele.

É o mesmo no desenvolvimento espiritual. A pessoa começa a entender de forma clara, em quais estados está, para quê, por que e como. Ela já não está submissa às mudanças de humor, compreensão e reconhecimento.

Mas, às vezes, ela não entende absolutamente nada. Geralmente, ela passa por todos os tipos de estados! Um determinado período de tempo é necessário para se acostumar a eles.

Além disso, nós temos que começar a passar por esses estados de “lado”: eu passo por eles e eu deveria passar mais e com maior frequência; no entanto, eu sigo em frente. Ou seja, eles não devem nos jogar para fora do curso. De qualquer forma, eu venho para as aulas, estudo com os amigos no grupo, me envolvo em qualquer coisa que seja possível, não importa que junto com isto eu não tenha qualquer sentimento em relação a eles: nem amor, nem ódio, nada; de qualquer forma, eu faço isso! Em cada grau, mecânico ou mais emocional, positivo ou negativo, eu devo assinar um acordo preciso comigo mesmo: seja qual for o caso, eu sigo em frente, rastejando para frente. Não importa como, mas eu estou inclinado somente para frente.

Se a pessoa estuda desta maneira, após certo período, ela realmente começa a sentir todos os tipos de mudanças dentro dela, as subidas e descidas, de repente começa a mudar em uma velocidade surpreendente, literalmente a cada minuto e, em seguida, a cada segundo. Ela está passando por alguma tempestade inesgotável que a carrega. Esta tempestade está indo em sua direção; ela processa internamente todo tipo de Reshimot (genes espirituais), registros informativos, e ao mesmo tempo a pessoa está no grupo, no estudo e não presta atenção a isso.

Portanto, o mais importante em nosso avanço é nos acostumar com isso, para que nenhuma interferência emocional, intelectual e psicológica nos desvie da meta. Elas certamente vão nos atirar de um lado para o outro; no entanto, não irão nos remover da meta. E aqui a relação com o grupo é muito importante, tudo que Rabash escreve sobre a conexão com o grupo.

Da Lição Virtual 25/11/12

Um Justo Voluntário

Dr. Michael LaitmanSe a Providência superior nos fosse revelada, todas as pessoas no mundo se tornariam justas absolutas. Elas seriam obrigadas a obedecer à lei da doação, o que significa que seriam obrigadas a ser justas, e não a partir do seu livre arbítrio.

Isso é o que aconteceria se o Criador nos fosse revelado. Nós estamos esperando que Ele seja revelado, mas perderíamos imediatamente o nosso livre-arbítrio. Nós seríamos como animais que cegamente executam todas as ordens da natureza, assim como agora somos obrigados a obedecer nossa natureza egoísta. Nós gostaríamos de executar as ordens da natureza de doação da mesma forma. Se há uma lei da natureza, eu a obedeço como uma máquina.

Portanto, não devemos esperar que o Criador nos seja revelado antes de sermos independentes e termos a força da Masach (tela). Então, nós seremos capazes de receber Sua revelação pela Luz de Retorno, ao rejeitar o prazer. Até lá, a revelação não estará a nosso favor, é claro, uma vez que nos obrigaria a nos tornar animais sagrados. Nós temos que subir acima deste nível, a fim de nos tornar seres humanos.

Portanto, o Criador é revelado apenas na medida em que a pessoa permanece independente. Agora nós somos controlados pela intenção egoísta e obedecemos ao nosso ego. Então, o ponto no coração desperta em nós, e nós começamos a lutar contra esse domínio, organizando um grupo que vai estar do lado dessa nova força, o ponto no coração.

A luta será bem sucedida se eu conseguir diminuir a sociedade externa, de modo possa deixar o seu domínio. Atrás do meu ego há toda a sociedade, e atrás da centelha da doação, o ponto no coração, há o grupo Cabalístico. Eu tenho que subir para aumentar a importância da centelha e do grupo, tanto quanto eu posso, e, por outro lado, para diminuir e reduzir a influência do ego e da sociedade externa, tanto quanto possível.

Na medida em que eu faço isso, eu aumento a importância da doação aos meus olhos, e a Luz me influencia de acordo com meus esforços. Este esforço funciona como a minha oração (MAN), e a Luz que Corrige vem em resposta a ela e me muda.

No final, a minha nova estrutura é formada: de Cima eu tenho a Masach e a Luz de Retorno, que serve como meu novo vaso onde eu doo ao Criador. Abaixo, sob a Masach, há o meu desejo receber restringido, o meu ego.

Na medida em que eu realizei tal restrição, o Criador já pode ser revelado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

A Convenção: O Momento Mais Feliz

Dr. Michael LaitmanComentário: Muitas nós vezes pensamos sobre como chegar a um estado de oração. Por outro lado, uma Convenção é um ato tão alegre…

Resposta: A oração não deve ser triste. A oração é uma expectativa de correção. Será que eu devo chorar, me ajoelhar e bater a cabeça contra uma parede? Não é nada disso.

A oração é um sentimento no coração. Eu quero que o meu coração seja corrigido. Eu o preparo para que ele passe por mudanças, deixe de ser egoísta, deixe de pensar em si mesmo.

Uma vez que o coração para de pensar em si, eu imediatamente começo a sentir o mundo superior. Isto é o que eu quero! Isso é chamado de oração! Nada mais.

Pergunta: Mas nós estamos dizendo que precisamos chegar a um estado de impotência, desespero, certo sentimento muito difícil, e a Convenção simboliza um estado de unidade, alegria. Como eu posso juntar tudo isso numa coisa só?

Resposta: É muito simples.

O desespero deve ser alegre. Isto é, eu me desespero com minha própria incapacidade – veja o que eu fiz! Eu não tenho mais esperança em mim.

Baal HaSulam escreve que não há momento mais feliz na vida de uma pessoa quando ela sente que de forma alguma consegue ajudar a si mesma, e nada vai ajudá-la, exceto um milagre de Cima; é quando ele acontece. Não há momento mais feliz do que a sensação de que só isso irá salvá-la. O que poderia ser melhor?

Da Lição Virtual 25/11/12

Doação Acima Do Vazio Aberto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos imaginar o estado futuro do grupo mundial como uma subida acima de todas as contradições, ou como um estado de harmonia e bem-estar?

Resposta: Não haverá harmonia!

O egoísmo nunca vai ter uma única satisfação. Malchut do Mundo Infinito permanecerá escura e vazia. Tzimtzum Aleph (a primeira restrição) não desaparece, muda ou retorna; ele permanece. Acima deste vazio escuro, um novo Kli, um vaso novo, um novo desejo, é formado, agindo apenas para a doação. Eu nunca receberei qualquer satisfação com os meus desejos egoístas. Todos eles vão permanecer vazios e escuros, e eu receberei satisfação acima deles na qualidade de doação.

É por isso que o nosso jogo difere de todos os outros métodos. Agora, nós estamos jogando o mundo do futuro. Como a citação de Kozma Prutkov, “Se você quer ser feliz, seja assim”, e faça tudo agora.

Descreva a imagem do mundo superior, e esteja nela. Quando você imagina tudo desta forma, que é chamada de “fé acima da razão”, você começa a precisar disso para realizar. Esta ação constitui uma oração, quando você deseja aquilo que imagina se tornar realidade, e, em seguida, isso acontece.

Da Lição Virtual 11/11/12

Abandonando Paradigmas Desatualizados

Dr. Michael LaitmanComentário: Um amigo nosso que estava em Nova York durante o furacão nos disse que nunca houve uma atmosfera no grupo de Nova York como durante este tempo difícil, o quanto todos estavam focados no estudo e nas relações íntimas.

Resposta: Nós temos que agradecer ao Criador pelo furacão!

Mas é isso que precisamos? Tudo o que uma pessoa inteligente precisa é de uma pequena fincada de agulha e está pronta para ser boa. No entanto, os teimosos precisam de golpes severos, e isso é chamado de “Eu endureci o coração do Faraó”. Tudo depende da pessoa.

Eu espero que com a ajuda do nosso método de desenvolvimento da conexão, das nossas relações na Internet, e tudo o que temos alcançado, sejamos capazes de explicar de forma rápida e indolor às pessoas e a nós mesmos que todos estes golpes simplesmente desaparecem se começamos a olhar para eles como um meio para a subida.

Baal HaSulam escreve em uma de suas cartas que tudo isso é uma ilusão. Basta olhar para esses golpes de fora, como um motivo para apelar ao Criador, e eles vão desaparecer instantaneamente. Apele ao Criador e os problemas desaparecem.

Nós temos que compreender que em nosso mundo não há nada que realmente exista. Tudo o que vemos está sendo desenhado em nossos órgãos de percepção. Tudo isso vai desaparecer assim que reformatarmos nossos órgãos de percepção em relação ao Criador.

Portanto, vamos agir de forma mais racional e desistir de nossos velhos paradigmas, porque eles mesmos têm sobrevivido.

Da Lição Virtual 11/11/12

Como Devo Pedir De Modo Que O Meu Pedido Se Torne Realidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é uma oração?

Resposta: A oração é chamada de trabalho no coração. Mas por que trabalho? Será que não sei o que quero? Não. Eu não sei o que quero, e não sei o que querer – este é todo o nosso trabalho – para nos estabelecer corretamente.

Mas se esta é uma deficiência, o que posso fazer? Um bebê chora sem saber o motivo, ele simplesmente se sente mal. Uma pessoa que revelou diferentes Reshimot (reminiscências) sentiu o gosto de receber e doar e já sabe o que a faz se sentir mal e o que a faz se sentir bem. Então, ela pode apontar para uma deficiência específica. Não é apenas uma deficiência, não na forma, mas uma deficiência onde existem diferentes descrições e discernimentos.

Portanto, o que devo fazer? Não só gritar como um bebê, mas descobrir o que exatamente você deseja. Suponha que eu queira amar um amigo que não amo. Eu tenho que sentir uma deficiência por isso. Diz-se: “Torne o seu desejo como o dele”. Mas como eu posso fazer isso se não tenho nenhum desejo por isso?

Realize ações diferentes e através delas você vai ver em que medida não quer isso. Mas ao realizar essas ações, você investe suas forças e estas lhe trazem tristeza, que você não quer as coisas que deve realmente querer.

Eu quero comprar uma casa, por exemplo, mas para fazer isso tenho que me esforçar, trabalhar e me preocupar. Eu não tenho força para fazer isso e não desejo, mas quero comprar uma casa. Isso está errado. A pessoa deve processar o seu desejo de modo que o desejo esteja conectado à meta.

Então, o que é uma oração? A oração não é apenas um pedido que eu tenho agora, é uma série de ações onde eu estabeleço o pedido pelo qual viverei mais tarde. Cada vez eu processo e corrijo a minha deficiência num grau maior, de modo que minha oração seja processada o mais corretamente possível, com mais precisão e de forma mais acentuada.

A oração é chamada de Malchut, uma deficiência, e eu devo constantemente me preocupar com ela. Não há nada mais com que eu deva me preocupar, exceto com a deficiência certa. Portanto, diz-se: “Somente se ele orou o dia todo”. Não é a mesma oração como uma pessoa que cai no chão ou lê a partir do Sidur (livro de orações). Não. A oração é quando eu esclareço internamente, como ela diz sobre Malchut: “Eu sou uma oração”. Isso significa que a pessoa diz: “Esta é a minha oração, esta é a minha deficiência!”. E não o que está escrito em algum lugar ou algo que eu tenha ouvido ou me ensinaram.

Assim, “eu sou uma oração” significa purificar-me de diferentes impressões externas e esclarecer internamente minha verdadeira deficiência, o meu “eu”. Esta é Malchut. Para tal oração, a pessoa recebe uma resposta do Alto, uma vez que é deficiência esclarecida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/12, O Zohar

A Guerra Até Chegar A Uma Vitória Completa No Coração

Dr. Michael LaitmanRabash, “Amor ao Próximo”: eu olho para um pequeno ponto chamado amor ao próximo e penso nisso: o que posso fazer para agradar o geral. Visto que eu olho para o geral e vejo o sofrimento do indivíduo, doença e dor, e os sofrimentos do indivíduo a partir do geral, o que significa as guerras entre as nações. Não há nada que eu possa dar ao outro exceto uma oração e isso é chamado de “sentir pena pelo público”.

As pessoas em nosso mundo entendem que, quando os tempos são difíceis, nós geralmente ajudamos um ao outro de diferentes maneiras. Hospedamos pessoas que têm que deixar suas casas, enviamos ajuda e produtos essenciais para facilitar a vida das pessoas que se encontram em condições extremas. Todo mundo entende que temos que alimentar aqueles que estão com problemas e lhes dar um lugar para dormir e apoiá-los. É assim em todas as culturas ao longo da história, entre todas as nações.

Os Cabalistas têm uma abordagem diferente para isso. Isso não significa que eles desqualifiquem a ajuda mútua comum. Nós vemos ao longo da história, mesmo no tempo de Abraão e outros antepassados, que eles convidavam hóspedes e como era importante a ideia de hospitalidade para eles, tanto no sentido corporal quanto espiritual.

Mas a questão é o que devemos fazer se estamos sob uma ameaça constante, como nos sentimos hoje em dia, e em geral ao longo da história. Se pensarmos de forma lógica verifica-se que não há nenhuma chance de Israel ter sucesso aqui, cercado por inimigos cujo único desejo é nos eliminar da superfície da Terra.

Como nós podemos, apesar de tudo, continuar a viver nesta terra sob a ameaça constante? Até quando? Do ponto de vista lógico, isso é impossível e, talvez devêssemos construir o nosso Estado em outro lugar, como já foi sugerido em Uganda?

Mas a única coisa que pode nos ajudar é o que os Cabalistas nos dizem sobre o lugar a partir do qual o mundo se desenvolve e sobre a mensagem espiritual, sobre a força superior que está conectada a nós e está conosco. Nós trabalhamos em conexão com ela, numa direção e podemos assim mudar o nosso destino.

Primeiro devemos entender que tudo o que está acontecendo nos foi dado como assistência. Assim, vai ficar claro que temos que trabalhar neste lugar e só aqui, nestas condições especiais, é que podemos avançar e cumprir o objetivo da criação. Não é por acaso que estamos num ambiente tão hostil, mas de acordo com determinado objetivo, de acordo com o plano superior.

O pequeno ponto de amor ao próximo que o Rabash fala é a centelha em nós. Nós temos que organizar esta centelha, reforçá-la, apoiá-la, e visar atingir nossa fonte, nossa raiz. Assim seremos capazes de cumprir o pensamento da criação para todas as nações.

Portanto, o nosso papel, com todas as condições difíceis que a força superior nos apresenta, é responder corretamente, inclinados à conexão, unidade, e garantia mútua, até atingirmos o estado de “ama ao próximo como a ti mesmo”. No final, o mundo inteiro irá se juntar a este amor, como se diz “e todas as nações correrão para Ele,” e com isso vamos cumprir o pensamento da criação.

Tudo isso é atingido por meio da oração, ou seja, pelo nosso trabalho no coração.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/11/12

Uma Oração Pela Correção

Dr. Michael LaitmanO egoísmo nos pressiona, mantendo-nos em sua escravidão e não nos deixando descansar. A cada instante nós fazemos intermináveis cálculos egoístas a seu favor. Como podemos escapar dessa escravidão? Por todos os meios nos tornando mais fortes nesta demanda, que estamos no grupo, estudamos e participamos de eventos, disseminação, workshops, encontro de amigos e refeições festivas apenas para obter a força de doação. Isso é chamado de fé.

A pessoa experimenta o sofrimento de Jó, que é o símbolo do insuportável sofrimento humano, revelando toda a sua natureza egoísta no nível mais profundo e descobrindo que não pode fazer nada com ele. Não importa o quanto ela verifica a si mesma, ela não vai encontrar um único grão que lhe traga algo de bom. Isso é chamado de sofrimento de Jó, que não pode ser superado e de alguma forma curado porque, na verdade, é impossível encontrar qualquer pista em nossa natureza da qual a correção pudesse começar. Ou seja, não temos o poder por meio do qual seria possível executar as ações de doação.

Mas é dito que o Criador criou a inclinação ao mal e a Torá como meio para corrigi-la. Ou seja, há um remédio: a força superior, a Luz que Reforma que vem para a pessoa na condição de que ela exija a correção. Tudo o que precisamos é descobrir nosso fundamento, e então a Luz vai nos afetar.

Um pedido é um desejo, a necessidade de ser corrigido. Não é apenas um desejo egoísta de desfrutar, mas um lamento de que a pessoa nasceu egoísta. Isto requer um trabalho preparatório realizado de geração em geração, a influência do ambiente, da Luz Circundante que atinge a pessoa mesmo inconscientemente e sem o seu conhecimento.

Mesmo sem estudar Cabalá, a pessoa começa a conhecer o seu mal. Como em nosso estado atual de crise, a humanidade está prestes a fazer isso, a fim de descobrir que somos todos egoístas, e não há como sair. Tudo está caminhando para isso, e nós vamos nos devorar uns aos outros; será o fim da civilização sobre a terra? O que devemos fazer?

Há um período de preparação geral e pessoal onde a natureza má de uma pessoa é revelada um pouco. Ela sente que não há como escapar, e precisa ser corrigida. E se o ponto no coração desperta nela, ela começa a sua correção. Mas aqueles em que o ponto no coração não é despertado, eles sentem o verdadeiro sofrimento de Jó, sem nenhuma esperança de mudar. Qualquer ação que nos pareça altruísta, qualquer caridade e impulso nobre, vai se tornar egoísta no final. Ao se tornar mais consciente, a pessoa começa a entender que, ao longo de tudo, o egoísmo se manifesta, atuando apenas em seu benefício. Não importa como as organizações e ações de caridade pareçam boas, elas não trazem qualquer correção.

O mundo é construído de tal forma que, se agirmos de acordo com a lei da correção da natureza com a ajuda da Luz que Reforma, vamos corrigi-lo. E se não seguirmos esta lei, todas as nossas melhores ações são transformadas em entes nocivos. E com estas boas intenções, nós causamos o maior dano, não trazendo nada de bom. É por isso que o Rabash escreve que quando ele olha para todo o sofrimento que o mundo experimenta, ele não tem nada para ajudar além de orar por sua correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

O Resgate Está Na Conexão

Rabash, Carta 34: Como se diz, “E o Senhor vos será uma luz eterna.” Quando? Quando estiver toda a sociedade em um, como está escrito: “viver cada um de vocês neste dia.”

Normalmente, se alguém toma uma pilha de galhos, ele pode quebrá-los todos de uma vez? Mas, se tomado um de cada vez, até mesmo um bebê pode quebrá-las. Da mesma forma, você acha que Israel não será resgatada até que eles sejam todos uma sociedade, como se diz, “Naqueles dias e naquele tempo, diz o Senhor, os filhos de Israel virão, eles e os filhos de Judá juntamente. “Assim, quando eles estão unidos, eles recebem o rosto da Divinidade.

Apresentei as palavras do Midrash, para que você não ache que a questão de um grupo, que é o amor de amigos, se relaciona com hassidismo. Pelo contrário, é o ensinamento de nossos sábios, que viram como foi necessário a união de corações em um único grupo para a recepção da face da Divindade. [Leia mais →]