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Sob O Poder Do Temor

Dr. Michael LaitmanRabash, “Artigo 31”: Diz-se: O que o Criador exige de nós? Apenas temor diante Dele.

Isso significa que o Criador (um sistema da natureza superior que possui apenas uma força que se manifesta através do sistema) insere “algo” em nossos pensamentos… isto é, Ele nos faz uma pergunta.

Não há nenhuma outra força no universo, exceto “não há outro além Dele”. Claro, o Criador nunca faria uma criação que fosse contra Ele; no entanto, Ele criou o pensamento (contra Si mesmo) para que apareça o temor Dele…

É como se uma pessoa seguisse o Criador no seu desejo de encontrar e revelá-Lo examinando em que tipos de interações entre nós Ele pode ser encontrado.

Nós não podemos imaginar como isso é fácil. Tudo está bem diante de nós, mas nós olhamos para longe e não vemos o que está ao nosso lado. Não há nada além de uma barreira psicológica. Assim que mudamos e saímos de nós mesmos, nós começamos a sentir o Criador nas conexões entre nós.

Eu me movo em direção aos outros e saio de mim. De repente, revela-se que a força natural que conecta, regula e mantém tudo junto sob a forma de um perfeito equilíbrio existe bem aqui, junto conosco.

Nós somos aqueles que distorcem o equilíbrio e a harmonia de nossas intenções, desejos e relacionamentos egoístas. Nós sentimos que somos nós que estamos estragando o equilíbrio e a harmonia. Então, é claro que o mundo é algo que é criado exclusivamente por nós contra o pano de fundo da perfeição.

A realização se refere a procurar o Criador usando a fé acima da razão. A realização acontece quando encontramos as propriedades que estão além deste nível material, acima de nossas considerações terrenas e contrárias à nossa lógica. Todas as nossas percepções se originam do desejo de receber para o nosso próprio bem. É por isso que não podemos concordar com algo que contradiga este desejo.

Por outro lado, o mundo real está fora de nós; é a nossa percepção externa. Por isso é que a fé acima da razão é uma condição que todos nós temos que finalmente alcançar ao sentir as coisas que acontecem fora de nossas necessidades e aspirações naturais egoístas.

Por causa da questão do pecador, a pessoa tem que concordar repetidamente com o poder do Criador sobre nós. Este processo é chamado de “temor”.

As questões do pecador são o constante elevar das necessidades, demandas e pensamentos sobre as maneiras de agradar a nós mesmos. É um movimento permanente para nós mesmos. É quando nós cuidamos apenas de nós mesmos em todas as possíveis formas e em todos os níveis. As questões dos pecadores nos sãos dadas de propósito para que depois de nos livrarmos delas, começamos novamante a avançar.

E assim por diante, sem fim, nós caímos no egoísmo ao cuidar de nós mesmos em nossos pensamentos e desejos. Então, nós fazemos esforços e subimos novamente. Esse processo continua até que nos cansamos e nos recusamos a cumprir este trabalho. Ele continua até que chegamos a compreender que somente o ambiente pode nos apoiar nesse processo e nos ajudar a aprender a pensar nas outras pessoas.

Se ficássemos no estado de garantia mútua e mantivéssemos o pensamento sobre ajudar uns aos outros, não apenas a nós mesmos, tudo seria muito bom. Por que isso é assim então? Porque nós somos incapazes de pensar nos outros. Nós continuamos a cair em nossos próprios desejos. No entanto, se formos capazes de pensar nos outros e ao mesmo tempo, pedir ao Criador para nos ajudar, Ele irá estender a ajuda para nós já que Ele responde apenas a esses tipos de pensamentos e orações, porque eles são semelhantes às Suas propriedades.

Portanto, assim que começamos a aspirar servir aos outros e a pedir ao Criador para nos conceder assistência, Ele responde imediatamente e nos ajuda, uma vez que nós, o grupo e o Criador estamos na mesma sintonia e num movimento comum. Se fizermos isso por conta própria, sem o Criador, nada vai acontecer. Mesmo se nós estivermos junto com o grupo, não vai acontecer. Deve haver o sistema de um triângulo: eu, o grupo e o Criador.

Essa estrutura deve também ser acompanhada pelo temor. Nós temos que ser cuidadosos e vigilantes para não nos desviarmos do nosso caminho ou perdermos a direção correta. Nosso egoísmo irá nos separar, nos dividir interiormente e sussurrar: “Por favor, esqueça o Criador e o grupo. Nada há de errado em abandoná-los! A principal coisa é também pensar em si mesmo, ou apenas nos outros sem envolver o terceiro elemento.”

Neste ponto, nós precisamos de um apoio tremendo. Quantos mais nós participarmos deste movimento, melhor. A massa geral das pessoas que assegura um avanço absolutamente correto é chamada de 600000 almas.

É um número condicional que sequer é um número, mas um avanço geral que causa o impacto de Zeir Anpin em Malchut. Como Zeir Anpin consiste de seis Sefirot que influenciam Malchut, influenciando um ponto em Malchut com a Luz de Hochma, seu nível multiplica por 600.000.

Assim, ao receber apoio, nós realmente nos tornamos capazes de sentir temor e permanecer constantemente em estado de permanente aspiração para avançar.

Isto explica o significado da frase: “O Criador fez todos O temerem”. Cada estado ruim que a pessoa sente é essencial para mantê-la em seu estado atual.

Em outras palavras, se ela ainda não subiu as escadas da grandeza do Criador, ela não tem chance de superar a si mesma. Somente quando a pessoa sente a grandeza do Criador, seu coração se rende. Isso significa que ela já subiu os degraus do temor.

Como a pessoa pode entender que atingiu o estado de temor, o nível correto de excitação, e sabe como cuidar dos outros? Isso acontece quando ela percebe que ao cuidar os outros ela sente a satisfação do Criador. O Kli (vaso) só se torna corrigido quando recebe satisfação. Até então, nós temos que continuar procurando a realização, tanto em quantidade e qualidade para que nossa preocupação, apreensão e temor sejam formulados corretamente e coincidão com o nível que está acima do nosso ego.

Por isso, nós recebemos a grandeza do grupo, a importância dos nossos amigos, como um meio de conexão entre nós, como uma ferramenta de exercício. Isso é feito exclusivamente para sentir a satisfação do Criador no final do processo; a gratificação dentro de nossas dez Sefirot que só podemos sentir juntos na conexão entre nós. Quando nós nos amarramos num nó, nós começamos a nos sentir como uma unidade dentro do unificado.

Naturalmente, a pessoa desaparece quando chega a um estado de conexão global. Ela perde a “individualidade”. De um “eu” individual, ela muda para “nós”, de “nós” para a unidade onde “eu – nós – o Criador” é um todo. Diz-se: “Ele e Seu nome são Um”. O Criador é a Luz e Seu nome é um Kli (vaso).

Portanto, todas estas perguntas e outros inúmeros obstáculos levam a pessoa a sentir a necessidade do Criador, de Sua ajuda.

Em outras palavras, nós não somos capazes de fazer perguntas e sequer conseguimos corrigir erros, uma vez que quando nos deixamos levar, nós cometemos erros que imediatamente nos fazem cair. A fim de cometer erros corretos, nós temos que aspirar a avançar. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal e a Luz para corrigi-la”. Como o mal se manifesta? Onde o podemos detectar e vê-lo?

Acontece que estas palavras não são sobre o mal que existe neste reino material, e não é o mal de nossos relacionamentos mútuos. Nem uma única pessoa no mundo sabe o que o mal feito pelo Criador é na verdade. A maldade que deve ser corrigida se revela em nós apenas quando aspiramos à unidade no caminho certo.

Se nós aspiramos pela unidade e nos esforçamos em nos conectar corretamente no avanço mútuo e se ao compartilhar o temor, nós conseguimos ajudar os outros, não só a nós mesmos, então podemos começar a sentir nossa natureza egoísta, percebemos quão fortemente somos repelidos por ela e quão extensivamente nós odiamos, não só uns aos outros, mas também a nós mesmos. Esta revelação é tão nojenta que a repelimos. Nós paramos de procurar por outras qualidades negativas internas.

Neste momento, ocorre o reconhecimento do mal. O Criador nos avisa antecipadamente que é Ele quem fez a inclinação ao mal e que somos nós que devemos revelá-la ao aspirar por Ele. Então, nós precisamos de um tipo especial de temor. Nós temos que fazer esforços não para nos esquivar deles, e nos controlar, inspecionar e verificar regularmente.

Nós temos que dar uma olhada se nós evitamos inconscientemente a revelação do nosso egoísmo como algo muito desagradável para nós. Pelo contrário, nós temos que apreciar o processo de revelação do mal dentro de nós, uma vez que é uma etapa essencial no nosso avanço. É por isso que temos que estar preparados para lidar com sensações muito desagradáveis e apreciá-las, porque elas estão acompanhando o nosso avanço rumo ao Criador.

Ao mesmo tempo, nós nunca devemos esquecer sobre a grandeza do Criador. Não podemos imaginar o que é a força superior, o que, de fato, existe no universo e não apenas na imagem limitada que sentimos agora. É impossível compreender em que medida a imagem que habita em nossos pensamentos e sensações é artificial.

Os cientistas já descobriram que estamos num estado dormente, que vivemos de ilusões e dentro de uma matriz que cria uma imagem distorcida, um sonho. Nosso egoísmo nos tranca dentro de nós mesmos, razão pela qual consideramos tudo o que acontece como se acontecesse dentro de nós. Somente quando nós saímos e paramos de nos sentar na concha de nós mesmos é que começamos a sentir o mundo real.

Antes que isso aconteça, é muito difícil visualizar o que é a realidade superior. Não é como o nosso universo, nada como o sistema solar e a Terra ou a sua superfície. Nós apenas visualizamos estas coisas como se estivéssemos dormindo, em nossos sonhos.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 19/09/14, Lição 1

Temor Espiritual Não Pode Ser Sem Amor

Dr. Michael LaitmanNo Livro do Zohar, está escrito: Evocar o temor de ambos os lados do amor (durante os períodos de “julgamentos” e períodos de misericórdia e benevolência) é essencial. Durante o tempo de misericórdia e sucesso em Seus Caminhos, é necessário que o temor desperte diante do Criador para se evitar cometer pecados e evitar que nosso amor por Ele “esfrie”.

Não existe tal coisa como o temor da punição. Não há punição alguma. Só para o nosso desejo egoísta parece que estamos sendo punidos por nossos erros.

Semelhante à forma como nós egoístas nos relacionamos neste reino, nós assumimos que há recompensa ou castigo para tudo. Toda a nossa vida se passa entre essas duas categorias e esclarecimentos: “Como eu posso me sentir melhor, como posso me recompensar? Como posso me esconder de punições?”

O caminho espiritual encontra-se acima deste nível. Não há qualquer ajuste de contas egoísta, nem com o sinal de mais nem com o de menos. Lá, não tem nada a ver com recompensas ou retribuições. Na espiritualidade, nós somos os únicos que criam uma escala de recompensas e reembolsos espirituais.

Quando a pessoa recebe a chance de se preocupar com os outros, é uma recompensa. Se por algum motivo ela é incapaz de cuidar dos outros, considera-se que seja um castigo.

A verdadeira realidade só pode ser alcançada quando expomos nossos sensores corporais fora de nós mesmos e começamos a sentir a vida não internamente, mas externamente. Nós temos que reconhecer e senti-la. É por isso que se diz: “Você vai ver o seu mundo enquanto ainda estiver vivo”. No entanto, mover-se nesta direção só se torna possível se conectarmos temor com amor.

Dos artigos do Baal HaSulam e do Rabash e pela nossa própria experiência, nós sabemos que o amor nunca vem sem temor. O verdadeiro temor espiritual não pode ocorrer se não for acompanhado pelo amor. Nós trememos porque estamos com temor de que o nosso amor possa enfraquecer ou que o amor daqueles que se preocupam conosco diminuirá. Nós estamos em perigo, não porque só gostamos de estar juntos como dois egoístas que estão muito contentes por estarem juntos. Em vez disso, nós nos preocupamos que não vamos deixar que o Criador nos ame porque não O agradamos amando ao próximo.

Estas são sensações comuns. Nós as experimentamos somente no nível do temor. O temor é necessário para nos fazer subir acima do nosso egoísmo e trabalhar com ele inversamente.

…A fim de evitar cair na maldade e diminuir nosso amor pelo Criador, nós temos que conectar o temor com amor.

O mesmo acontece no “outro lado do amor”, no momento dos julgamentos rigorosos quando Ele nos julga por nossos atos. O despertar de temor diante do Criador é essencial para que nós não vamos caíamos no estado de julgar a nós mesmos de acordo com critérios egoístas.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 1

Não Devemos Deixar O Amor Esfriar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta no 2: Eu aconselho você a temer que seu amor possa esfriar, mesmo que nossas mentes rejeitem essa possibilidade.

Quando nós estamos apaixonados, parece vai durar para sempre. No entanto, nós sabemos que neste mundo tudo é temporário. Este estado de coisas também se aplica à espiritualidade, uma vez que lá nós também continuamos subindo nas próximas etapas. Assim, é natural que os estados atuais desaparecerão lá também. É por isso que não há nada que seja permanente e por isso qualquer condição será sempre substituída por outra, seja uma ruim com uma boa, ou uma boa com uma ruim.

Ainda assim, faça todos os esforços possíveis para multiplicar o amor. Se há uma maneira de aumentar o amor, mas a pessoa não aproveita, isso é considerado uma “omissão”. É “como se” a pessoa desse um grande presente para um amigo: o amor que se revela no coração de seu amigo no momento de dar é diferente do amor que permanece no coração de seu amigo após o ato de dar acabar.

Em outras palavras, o amor desaparece gradualmente. Ele “esfria” a cada dia na medida em que vai completamente embora e chega a uma fase de esquecimento. É por isso que o beneficiário da doação deve procurar os caminhos para considerar o ato de dar como recorrente e novo a cada dia.

Isto é, nós temos que renovar constantemente a sensação de amor e nunca permitir que os nossos sentimentos esfriem. Tudo acontece dentro de nós. Para manter essa sensação, nós não temos necessariamente que receber novos presentes a cada vez. Esta regra também se aplica a unidade entre nós que deve ser instigada numa base contínua.

Nós chegamos a um estado em que cada um de nós se preocupa com os outros como se eles fossem nossos filhos pequenos, os nossos entes mais próximos e queridos. Assim, nós nos esforçamos em dar a eles tudo o que eles querem. Se conseguirmos fazer isso, vamos fornecer aos outros tudo o que eles realmente precisam, e o Criador se manifestará entre nós como resultado da nossa equivalência com suas propriedades.

Nossa atitude para com o outro e Sua propriedade de amor e doação absoluta vão de alguma forma coincidir. Pelo menos eles vão chegar ao primeiro nível de equivalência entre os 125 degraus. É a questão mais importante para nós. Nós estamos num estado de prontidão permanente e tudo está em nossas mãos.

Nós devemos constantemente pedir ao Criador para dar aos amigos tudo que eles querem, ou seja, correção e revelação. Revelação é a propriedade de doação e amor entre nós. Isso é exatamente o que queremos dizer com o termo temor: um estado de se preocupar com os nossos amigos que é semelhante ao cuidar de nossos filhos de dois lados, pelo julgamento e pelo amor.

Do lado do julgamento, nós devemos realmente nos preocupar que vamos perder a chance como fizeram os alunos do ARI quando ele os convidou a ir à Jerusalém para levar o mundo a um estado de correção. Naquela época, tudo apoiava a força superior para ser revelada a eles, na medida em que a força superior estava pronta para agir neste mundo e corrigi-lo. No entanto, os alunos do Ari encontraram desculpas para não obedecer o convite do seu professor. Alguns deles não apareceram porque suas esposas não quiseram deixá-los ir e outros estavam ocupados.

Isso explica por que temos que manter o estado de temor e nos preocupar que não teremos sucesso. Em cada momento e minuto, nós temos que esclarecer como devemos tratar os outros e apoiar o Kli (vaso) general de uma forma que ele finalmente chegue a certa condição que permitirá que o Criador se revele a nós.

É como se nós estivéssemos enfrentando atualmente o Juiz, e como se recebêssemos a última oportunidade, ou fosse concedida a palavra final. Imagine-se neste estado! Visualize que estamos diante do julgamento e que temos que preenchê-lo com amor mútuo. Nós só vamos ser capazes de fazer isso se pedirmos ao Criador para preencher as lacunas entre nós.

Não somos nós que nos aproximamos em nossos corações, mas sim é o Criador que preenche o vazio egoísta entre nós com amor. Quando a distância entre nós é multiplicada pelo amor, uma conexão de grande intensidade emerge. É por isso que a nossa proximidade só acontece devido ao Criador preenchendo os espaços vazios entre nós. Ele nos conecta, coordena e une. É por isso que o nosso trabalho é chamado de obra do Criador (Avodat a-Shem).

Nós só O atraímos para fazer o trabalho de corrigir e reforçar a nossa conexão.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14

A Ocultação Que Precede A Revelação

Dr. Michael LaitmanApenas uma coisa nos falta, necessária em cada estado: revelar que “Não há outro além do Criador”. Em primeiro lugar, esta afirmação é completamente abstrata, porque eu só leio sobre ela num livro.

Mas, mais tarde, ela se torna cada vez mais próxima de mim e eu vejo que “Não há outro além Dele” em tudo o que acontece ao meu redor, em todas as pessoas que conheço e em todos os eventos. O Criador está oculto por trás de tudo isso, Ele e mais ninguém.

“Não há outro além Dele” em meus pensamentos significa que é Ele quem colocou esses pensamentos em mim, e eu só estou sentindo eles. E quando se trata de como eu percebo e reajo a esses pensamentos, também aqui “Não há outro além Dele”.

Será que eu tomo a decisão sobre como reagir? Existe alguma coisa em minha reação que seja do meu próprio eu, ou há apenas “Não há outro além Dele”? Ao me aprofundar cada vez mais nestas questões, eu chego à adesão com Ele.

Se existe realmente “Não há outro além Dele” em qualquer estado, qualquer lugar, qualquer pensamento, ou em qualquer uma das minhas supostas decisões ou ações, isso significa que tudo é determinado pelo Criador. Em essência, eu estou simplesmente descobrindo que Ele decide tudo, e eu só tenho um ponto a partir do qual posso provar que em todos os lugares, em tudo, o Criador é o único agindo. É assim que eu revelo que estou completamente aderido a Ele.

Esforçar-se para se agarrar constantemente a “Não há outro além Dele” e descobrir o Criador em cada um de nossos pensamentos e desejos, no coração e na mente, nos leva à adesão com o Criador. Nada mais é exigido de nós, isso é o mais importante. Nós simplesmente precisamos treinar para essa atitude em toda a nossa vida diária.

Como a pessoa deve trabalhar com ocultação, com o fato de que existe eu, a força superior e a ocultação entre nós? Como eu devo me relacionar com essa ocultação?

Em essência, a ocultação deriva de meus próprios desejos que são destinados a revelar o Criador. Se eles não foram feitos para revelar o Criador, então eu não teria sentido a ocultação dentro deles. De forma geral, eu nem os sentiria como estando relacionados ao Criador.

Há vários desejos, que, no momento, estão adormecidos dentro de mim, sem se manifestar de forma alguma. Mas naqueles desejos em que eu conscientemente sinto a ocultação do Criador, eu tenho a possibilidade de revela-Lo em primeiro lugar, com a condição de trabalhar com eles corretamente. Esta ocultação é o estado que precede a revelação.

Segue-se que a ocultação principal ocorre no próprio princípio “Não há outro além Dele”, forçando-me a atribuir ações para mim ou para os outros. Assim, eu divido a realidade em meu próprio eu e o mundo ao meu redor.

No entanto, se eu atribuísse todas as ações que estão em minha mente, razão, bem como os reinos inanimado, vegetal, animal e humano em volta, ao Criador, então eu sentiria a Shechiná (Divindade) corrigida. Apenas o ponto a partir do qual eu vejo que tudo é feito pelo Criador é chamado de ponto de restrição, o ponto do meu “eu”.

Sem este ponto não há nenhuma criatura, mas tudo o resto, exceto ele, pertence ao Criador. E se dentro de mim eu vejo “Não há outro além Dele”, e tudo ao meu redor “Não há outro além Dele”, então eu revelo que realmente “Não há outro além Dele”. Não é difícil. Nós simplesmente precisamos nos fortalecer mutuamente nesta intenção. Se você concordar, então vamos assinar o contrato de garantia mútua. Não há necessidade de qualquer outra coisa.

Este princípio de “Não há outro além Dele” é a única coisa que você precisa implementar. Nós realizamos muitas ações neste mundo, mas tudo isso é simplesmente para nos ajudar a manter esta intenção “Não há outro além Dele” em qualquer atividade. Não precisamos fazer nada além disso.

Do Workshop de 10/06/14

A Boa Luminescência Do Feriado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos começar a sentir no feriado de Sucot todos os conceitos que você está nos dizendo: ​​as luzes circundantes, a força superior da natureza?

Resposta: Ao estar conosco e participar das lições, atividades e refeições no feriado, a pessoa pode sentir um pouco esse gosto. No entanto, a fim de experimentar o verdadeiro sentimento deste feriado, é necessária uma enorme preparação. Como está escrito: “Prove e veja como o Senhor é bom”.

A pessoa só pode provar, ver e sentir a Luz superior, ou o Criador, a força global de toda a Criação, após o trabalho de preparação em que ela cria um órgão altruísta especial de percepção dentro de si mesma.

Para perceber qualquer fenômeno natural, é necessário um instrumento adequado especializado, um detector. O Criador é a força de amor e doação. Se dentro de mim também houvesse mesmo um pouco de doação e amor ao próximo, eu seria capaz de sentir e revelar o Criador.

No entanto, se não há amor dentro de mim, isso significa que o Criador está oculto. Não é Ele ocultando-se de mim, mas eu me oculto Dele, como está escrito: “Toda a Terra está cheia da Sua glória”. Esta força preenche toda a realidade, exceto eu. Eu não tenho o poder de amor e doação, e, portanto, sou incapaz de sentir que tal força existe ao meu redor.

Eu sou como um receptor de rádio que não tem a faixa de comprimento de onda necessária e, portanto, não posso captar Sua onda e não sei se Ele existe ou não. Para mim, é como se Ele não existisse.

É para isso que se dedica todo o trabalho de mudar a si mesmo e corrigir sua atitude para com os outros, e com ele eu me sintonizo como um receptor de rádio ao comprimento de onda do Criador, a onda de amor e doação.

É por isso que a sabedoria da Cabalá tem este nome. É a ciência da recepção (Kabbalah), recepção do sinal do Criador. A pessoa não pode alcançar isso instantaneamente. Ela precisa estudar, a fim de primeiro sentir que propriedades ela tem agora e o que ela precisa mudar em si mesma, a fim de alcançar o estado de revelação.

O processo correto é, como está escrito: “Do amor das criaturas ao amor do Criador”. Nós existimos num mundo cheio de rochas, plantas, animais e pessoas, para que possamos exercitar a nossa atitude correta para com eles, de modo a desenvolver dentro da pessoa a sensibilidade a esse comprimento de onda no qual a conexão com o Criador é realizada.

Pergunta: Por que durante o feriado, um sentimento especial aparece e é vivenciado por muitas pessoas?

Resposta: Durante o feriado, há uma pequena Luz geral, espalhando-se entre todos. Isso acontece porque muitas pessoas estão esperando o feriado. Seu desejo age no mundo e gera essa iluminação. No entanto, ainda está muito longe da ação da Luz superior que a Cabalá está falando.

De KabTv: “Uma Nova Vida ” # 440, 02/10/14

Benevolência Sob Raios-X

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Dia da Expiação (Yom Kippur) é o dia mais importante do ano para o povo de Israel. Qual é o significado espiritual deste dia especial? Como devemos nos relacionar com ele, a fim de corresponder às suas raízes espirituais e transferir a nossa vida para um novo grau?

Resposta: O Dia da Expiação (Yom Kippur) não é simplesmente uma tradição. Ele reflete um estado de espírito especial no desenvolvimento de uma pessoa. Não devemos olhar para este dia separadamente, mas como parte do ciclo de todo o ano.

Após a conclusão de um ano, sendo este o ciclo de mudanças internas, nós avaliamos tudo que passamos, o que é chamado de “arrependimento”. Assim, nós decidimos que isso é necessário para se subir a um novo grau, para se começar o ano novo (Rosh Hashaná), para fazer a transição para um novo estado, superior, mais puro e exaltado. Então, nós coroamos o Criador, a força de doação e amor, estabelecendo-O a reinar sobre nós como a propriedade mais sublime.

É quando nós começamos a nos julgar: será que nós estamos realmente na propriedade de doação? Todas as nossas propriedades são divididas em dez partes, dez Sefirot. E nós estamos esclarecendo que desejos nessas dez partes podem ser corrigidos, e quais não podem.

Em essência, a alma de uma pessoa precisa ser corrigida. E a alma é todos os nossos desejos, que ainda estão corrompidos e precisam de correção.

Pergunta: O que exatamente precisa ser corrigido: suas ações ou a alma?

Resposta: Em nosso mundo, as ações são realizadas com mãos e pés, ou através de palavras. Mas a sabedoria da Cabalá explica que o mais importante é a intenção corrigida, que é o verdadeiro desejo de uma pessoa.

Ações sozinhas não são suficientes, porque eu posso realizá-las simplesmente por hábito. Então, é realmente mais difícil para eu não fazê-las do que fazê-las. E estas podem ser as ações que eu de outra forma nunca teria feito na minha vida se não tivesse me acostumado a elas desde a infância.

Neste caso, já não é o cumprimento de um mandamento, mas tradições incutidas na infância que são executadas automaticamente. Para alguém poderia ser difícil realizá-las, mas para outra pessoa, é difícil não fazê-las.

É por isso que não estamos falando de uma ação, mas de uma intenção. Uma ação, afinal de contas, não muda: como a temos feito, assim vamos continuar. Mas, na intenção, na atitude de uma pessoa em relação à ação executada, sempre há mudanças.

A chave é a atitude de uma pessoa para com aqueles que a rodeiam. Afinal, “ama ao próximo como a si mesmo” é a grande lei da Torá. Este é o ponto de vista do qual eu preciso verificar a mim mesmo, a fim de ver o quanto sou capaz de amar o meu próximo.

A força superior é uma força de doação e amor, e nosso objetivo é nos tornarmos como ela. É por isso que precisamos alcançar o grau de homem, Adão, que significa semelhante (Domeh) ao Criador. Mas como podemos verificar isso? Onde está o médico que me irradiará com Raios X e me dirá exatamente o quanto sou semelhante ao Criador?

Esse médico não existe. Portanto, a pessoa precisa verificar a si mesma por conta própria. Este tipo de máquina de Raios-X requer uma luz especial, que nos abalisa. Esta Luz é chamada de Luz que Reforma.

Se eu estou estudando a verdadeira Torá, ou seja, a sabedoria da Cabalá, graças a ela eu começo a ver a verdade. Eu vejo o quanto sou egoísta, o que é exatamente é ruim em mim, e o que precisa ser corrigido, como se eu brilhasse Raios-X em mim mesmo.

Isso só é visível para mim, e os outros podem não notá-lo. Depois de eu ter me visto na imagem de Raios-X, torna-se claro para mim o que precisa ser corrigido. A Torá organiza esta imagem em que eu só vejo intenções, e apenas ao nível da profundidade que sou capaz de corrigir. Tudo o resto eu não vejo, e pode permanecer até o próximo ano.

Logo após o início do novo ano, eu me encontro nestas sessões de Raios-X, que são chamadas de dez dias de arrependimento. Eu irradio o meu coração, esclarecendo minhas intenções no que diz respeito aos que me cercam em cada ação, e recebo de volta as imagens.

A Cabalá explica que Malchut ascende à Bina e compara-se a ela. Malchut é o nosso desejo egoísta, que se eleva à Bina, o desejo de doação, esclarecendo o quanto difere dela, o quanto estamos longe de cuidar de nossos próximos, das boas relações, e como estamos apenas pensando em nosso próprio benefício.

Pergunta: O que é mostrado nestas imagens de Raios-X?

Resposta: Esta imagem é em preto e branco. Ela mostra o quanto de branco há em você, isto é, as intenções para o benefício de seu próximo. E o preto aponta para as intenções para o seu próprio benefício, que você pode corrigir.

Assim, o escopo do nosso trabalho nos é revelado. Este é um trabalho pessoal que está guardado cada um de nós, mas visa ao que é comum, à doação a todos, e através deles, ao Criador, visto que do amor pelos seres criados chega-se ao amor pelo Criador. O Criador é uma força, integrando todos juntos, e não algo que existe fora. Está escrito: “O Criador habita entre o seu povo”.

Assim, se eu me esforço em unir com todos e quero me transformar num todo com eles, eu revelo o sistema integral global que generaliza a nossa unidade, o qual é chamado de Criador. É assim que ele se revela em nossa percepção.

Portanto, durante o Yom Kippur, nós precisamos nos esforçar em amar o nosso próximo tanto quanto possível e o máximo possível, e mesmo para além do povo de Israel, estendendo-o a toda a humanidade. Esta é a razão pela qual durante o Yom Kippur é costume ler a história sobre o profeta Jonas, a quem o Criador instruíu a conduzir a cidade de Nínive, que simboliza o mundo, à correção.

De KabTV “A Nova Vida”, 30/09/14

Buscar O Diálogo Correto Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante anos nós temos vindo estudar Cabalá. Nós compreendemos o nosso caminho, nos esforçamos pela propriedade de doação, mas, no último momento, surge o medo de como combinar recepção e doação, ou seja, o medo diante da propriedade de doação. Eu entendo que isso deve ser feito não só para mim mesmo, mas em prol do Criador. Como podemos não temer isso?

Resposta: Quem lhe dá esses sentimentos? Quem controla seus sentimentos e sua mente? Quem está dentro de você e faz com que você tenha essas percepções? O Criador. Portanto, fale com Ele, na medida em que Ele aperta o controle em você, e configura seu aparelho sensual e pensante por meio de certa excitação.

Por qual motivo Ele está fazendo isso? Se você começar a se conectar com Seu trabalho e começar a explorar o que Ele faz com você e com que finalidade, você vai começar a sentir o Criador e a si mesmo como parceiros.

Afinal, Ele produz tudo, não em você, mas em seu suposto desejo, que Ele também criou e sobre o qual está trabalhando agora, causando certos distúrbios dentro dele. De acordo com estes distúrbios, você tem que encontrar a resposta correta do que você gostaria que Ele fizesse; ou você concorda que Ele faz algo que deseja, mas ensina a você como se relacionar corretamente com Ele. Comece a buscar o diálogo correto com o Criador.

No entanto, se você começar a fazer isso e não tomá-lo por meio do grupo, não vai ser o Criador, mas apenas as suas conclusões psicológicas, emocionais e mentais. O Criador está dentro do grupo de dez. Este é o problema de todos os psicólogos e outros pesquisadores que não conseguem entender onde Ele esconde.

Pergunta: Você disse que o desejo pela propriedade de doação se manifesta por um momento, e depois nós o perdemos, voltamos a senti-lo por um momento, e o perdemos novamente. A fim de sentir nossa união, nós devemos desejar tudo isso junto em um segundo?

Resposta: Um desejo coletivo de curto prazo não vai nos ajudar. Nós precisamos acumular certo potencial por certo tempo para que a nossa tensão seja correta. Isso é chamado de “mundo, ano, alma” (Olam, Shana, Nefesh). Ou seja, apesar de todas as transformações que estamos vivenciando, se dirigirmos isso corretamente para o objetivo, nos unirmos, encontrarmos o ponto superior entre nós, e nos aderirmos a ele, então nós acumulamos gradualmente a tensão necessária e a revelação do Criador ocorre.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Através Da Tela Do Nosso Mundo

Dr. Michael LaitmanNós temos que seguir uma regra para avançar pela vida de uma forma boa e maravilhosa: existe apenas uma força na natureza, e esta é a força da bondade. Nós temos que descobrir esta força. Nós não chamamos esta força de única e boa, mas nos referimos a ela como “não há outro além Dele”.

Por que dizemos que não há “outro além Dele” que nos maneja, em vez de “há uma única força que nos maneja”?

Porque parece que há muitos fatores, bons e maus, que operam em nós em qualquer momento. Primeiro, parece que eu faço algo para determina-lo por mim mesmo, como faz o meu ambiente, o mundo, os líderes mundiais e a natureza — tudo me afeta.

É realmente por isso se diz que “não há outro além Dele”. Isso significa que devemos prestar atenção e focar em uma só coisa a despeito do que parecem ser muitos fatores que causam a condição em que estamos, incluindo nossos sentimentos e pensamentos do mundo corporal e também em tudo em casa, na família, no nosso ambiente, na sociedade, no trabalho e em nossa visão de mundo. Você de repente pensa na história, no que está acontecendo hoje e, então, de repente quer certos prazeres, ou tem certos pensamentos e alguém confunde você; você tem que ver que por trás de todos estes efeitos que vêm de fora e o que é invocado em você internamente, não há outro além Dele. Você também deve ver que há apenas uma razão, uma fonte, da qual as ordens são emitidas para todas as partes da criação que não têm livre-arbítrio e que são geridas pela mesma força superior que, então, afeta você.

Podem ser seus amigos, seu chefe, sua esposa, seus filhos, sua saúde, a situação política, eventos diferentes no mundo, o tempo e seus sentimentos interiores. Tudo decorre de uma mesma força que opera em tudo através destes fatores e afeta você.

Se você focar o seu coração e sua mente e constantemente tentar ver que só Ele faz isso e não mil outras fontes diferentes que influenciam você — como sua esposa, seus filhos, seu chefe, o tempo, seu sentimento interior e tudo que afeta você externamente — e que Ele está por trás de tudo isso e que você quer constantemente estar encerrado Nele e conectado a Ele, então você gradualmente começará a sentir o sistema que o rodeia que existe entre Ele e você. Este sistema é chamado de “o mundo”, e a força superior que envolve o mundo.

Então você vai começar a sentir e entendê-Lo, porque isso é, na verdade, todos os diferentes fatores do mundo e como eles afetam você, que lhe ajudam a entender por que Ele lhe trata assim. É porque você tem que se relacionar com Ele como o bom que faz o bem não importa o que, acima da dúvida de maneira ideal.

Se uma pessoa tenta ver apenas uma força positiva através de tudo que aparece em sua mente e coração e em tudo o que acontece com ela, essas interferências na verdade lhe revelam a força superior única, o bom e que faz o bem. Assim, ela alcança a revelação do Criador.

Em geral, este é o nosso trabalho. Não há nada mais que isso. A sabedoria da Cabalá nos fala sobre as fases que passamos, como podemos revelar esta força superior e como temos que nos organizar para que seja mais fácil vê-Lo em todos os estados que se revelam a nós e como podemos apoiar os outros e ter consciência do apoio externo, assim como não esquecer este princípio.

Eu posso me encontrar em um estado em que foco a minha vontade e meu poder no Criador, mas, de repente, uma influência mais forte pode aparecer, que é mais forte que o meu poder de estar concentrado Nele, e então eu esqueço que tenho que revelá-Lo, que isso vem Dele, que só Ele é o bom que faz o bem.

De repente começo eu a relacionar todas as situações na vida como se elas fossem independentes e que vêm para mim por si só e não de acordo com o plano geral que é operado por uma força superior e que não há outro além Dele.

Em geral, este é o princípio fundamental do nosso trabalho.

Da Convenção na Colômbia 26/07/14, Lição 1

Novos Horizontes Para Além Da Linha De Chegada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a unificação das pessoas influencia a sua segurança?

Resposta: O poder de unificação que despertamos é uma força coletiva que age e influencia todo o mundo. Toda a natureza inanimada, vegetal e animal e os seres humanos estão no campo deste poder superior que os une e vitaliza todas as partes da realidade.

Portanto, se o povo de Israel começar a se unir, esse poder de unificação será despertado em todas as nações do mundo. É preciso lembrar que o povo judeu deixou a antiga Babilônia onde Abraão queria unir todos os babilônios, que era toda a humanidade naqueles dias. E agora nós temos de terminar este trabalho, pois isso é o que se fala nos livros de Cabalá. Hoje nós estamos na linha de chegada de toda a história.

Pergunta: Muitos acreditam na existência de um poder superior, mas outros não. O que deve ser feito com eles?

Resposta: Não é necessário acreditar num poder superior. É preciso descobri-lo! A sabedoria da Cabalá é uma ciência para revelar o poder superior, o Criador, às criaturas deste mundo. O que nós estamos chamando de descoberta do poder superior significa sentir como ele é estendido entre nós, preenchendo e conectando tudo. Nós podemos sentir como este poder superior conecta todas as partes da criação: a matéria do inanimado, vegetal e animal. Ele gerencia todo o mundo.

Nós não sabemos o que vai acontecer conosco no momento seguinte ou as razões para tudo o que aconteceu no passado ou está acontecendo no presente. Nós não entendemos o que está acontecendo, e só sentimos uma parte muito limitada da realidade. Será que existe algo além do nosso mundo?

Realização, compreensão, sentir o poder superior e sua descoberta abrem novos horizontes diante de nós.

Pergunta: Onde nós vamos descobrir este poder superior?

Resposta: Nós revelamos o poder superior no centro do nosso círculo, dentro da conexão entre todos os que estão sentados em círculo.

Pergunta: Se esse poder e bondade superior existe, por que ele não acalma todos os terroristas?

Resposta: O objetivo deste poder superior é levar todos nós à semelhança e equivalência com ele e nos transformar em doadores, assim como ele é. Nós temos que estar ligados, unidos, e amar um ao outro. É assim que subimos para o nível do Criador, o doador, o amante. Então nós sentimos a realidade assim como o Criador a sente. Este é o melhor e mais perfeito estado.

Os Cabalistas que descobrem este estado aperfeiçoado dizem que o objetivo da criação é dar prazer às criaturas. E dar prazer só é possível quando elevamos a criação ao nível do próprio Criador.

Portanto, a única coisa que vai nos ajudar agora é disseminar a sabedoria da Cabalá. O povo de Israel deve compreender que condições eles se encontram e o que devem fazer. Este é um povo único que tem a obrigação de se unir, e, através desta unidade, eles vão curar todo o antissemitismo no mundo e se proteger de todos os inimigos.

No momento em que o povo de Israel se unir, esta unidade será estendida ao mundo inteiro e obrigará todos os povos a se unir. O mundo inteiro vai sentir isso inconscientemente e eles vão parar de culpar a nós e, inclusive, começar a nos ajudar. Todos os nossos inimigos anteriores vão se tornar nossos aliados e auxiliares mais próximos.

Tudo isso é necessário para que todos possam participar do nosso círculo, para se conectar ao Canal 66 (canal do BB em Israel). Isso é suficiente. Se uma pessoa quer saber mais e ser integrada de forma mais ativa no processo de correção, para fortalecer a si mesma e acelerar o seu desenvolvimento, existem todos os tipos de possibilidades para isso. Todo o nosso material é aberto a todos e é totalmente gratuito.

Pergunta: Você é otimista? Você acha que vai conseguir tomar essa nova direção?

Resposta: Eu sou muito otimista. Isso exige um trabalho difícil e persistente, mas eu acho que estamos prontos para avançar e melhorar a situação geral.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Um Brinquedo Que Deve Ganhar Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é “a honra do Rei” que uma pessoa pode prejudicar através de seu ego?

Resposta: Quanto a “honra do Rei”, isso significa que eu O aceito como me controlando, organizando e gerenciando toda a minha vida, e tudo o que está dentro de mim e ao meu redor. Tudo o que sinto e penso, tudo o que aparece na minha consciência, vem Dele, de alguma fonte.

Suponha que eu perca a consciência e, depois, comece a recuperar a consciência. Todas as emoções que sinto dentro de mim e o mundo ao meu redor são derivados de uma fonte anterior.

Esta fonte superior molda, forma e me dá a sensação de que existo dentro de um corpo físico, dentro de um contexto, com mãos e os pés, e que um mundo inteiro gira em torno de mim. Mas tudo isso é retratado num único ponto dentro de mim, dentro da minha consciência.

Este ponto, que descreve a sua existência a si mesmo, tem uma fonte espiritual mais elevada chamada de Criador. Ele é chamado de Criador, porque Ele me criou. Além disso, o Criador (Boreh) expressa Bo Reh (venha e veja), porque eu posso vir a Ele e senti-Lo.

O Criador criou dentro de mim algum ponto que sente si mesmo sente como existindo numa forma única, num corpo humano que está vivendo neste mundo, no universo. Mas este ponto tem a possibilidade de expandir sua percepção corretamente, de modo que a partir desta imagem física que ele obtém de cima, do Criador, ele pode alcançá-Lo, a sua fonte.

Isso significa que ele deve aprender como ele é construído, como os processos estão ocorrendo dentro dele que parecem externos e aparentemente acontecendo no mundo a sua volta. A partir disso, ele pode alcançar a Fonte. Mas, em nome disso, ele deve voltar a reunir em seu interior tudo o que parece exterior a ele.

De tudo o que acontece dentro do meu corpo, eu também devo localizar este ponto interno exclusivo, que se conecta desde dentro com a Fonte, com a causa de sua existência, e toda a percepção desta realidade. Este é um estágio mais avançado.

O problema é entender e, principalmente, sentir, que o Criador determina toda a minha realidade, a minha percepção e também do mundo.

Imagine-se como uma espécie de boneco de brinquedo, um pequeno urso com uma mola sob tensão, que é gerido por algum tipo de programa que o faz se mover. Mas ele tem um ponto especial dentro dele de modo que ele sente que existe desta forma. E este ponto é a fonte da alma, pois tudo o resto pertence ao Criador, a fonte mais elevada que me ativa.

Mas este ponto é o Adão em mim, o início do futuro Adão. Todo o resto pertence ao Criador e é gerenciado de cima. Então, a partir deste ponto, é importante que eu comece a entender a minha vida e quem a gerencia. Isso é chamado de “de Seus atos O conheceremos”.

Eu olho para as obras que Ele realiza com o meu ponto, em como Ele forma o meu “eu” e todo este mundo, e a partir disso eu me torno consciente Dele.

Desta forma, eu finalmente alcanço o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, Escritos do Rabash