Textos na Categoria 'O Criador'

Emitir A Luz Pelo Nosso Desejo

Dr. Michael LaitmanQuando nós olhamos para a nossa vida neste mundo, parece que somos obrigados a passar muitas horas em atividades desnecessárias. A vida está organizada de uma maneira dispendiosa com tantas horas gastas com sono, alimentação, trabalho e família. Uma pessoa fica com algumas pepitas de tempo no final.

Algumas pessoas calculam e descobrem que têm apenas alguns minutos restantes fora de toda a sua vida e não são claras porque vivem suas vidas.

Por outro lado, nós entendemos que toda a nossa vida material é construída de acordo com raízes espirituais. Em nosso mundo não há nada que não tenha sido consequência do mundo superior, uma vez que todos os ramos materiais derivam de suas raízes espirituais mais elevadas.

Mesmo atividades simples em nosso mundo, como sono, trabalho e alimentação, parecem um desperdício de tempo, mas no mundo superior elas têm uma forma espiritual. Aparentemente, o nosso mundo é projetado corretamente, não importa o quão irracional possa parecer para nós. Primeiro nós precisamos tomar isso como uma hipótese, e depois vamos ver.

A nossa vida parece muito curta ou muito longa, confusa e sem qualquer significado, mas ela está aparentemente disposta na melhor forma para alcançar a meta mais elevada. E se assim for, é necessário perguntar: “Onde está essa razão secreta, essa meta correta para a qual devemos lutar? O que exatamente há para se escolher nesta vida e como que mergulhamos nessa análise? ”

Mesmo durante quando estamos no trabalho espiritual estudando, nem sempre somos capazes de nos concentrar corretamente. O que pode ser descrito como o mais importante e necessário? O que pode ser alcançado nessa vida, a fim de torná-la bem sucedida e usar corretamente esta oportunidade que nos foi dada?

Nós chegamos ao ponto mais importante onde todo o nosso trabalho e esforço estão concentrados. Este é o local pelo qual todos nós devemos nos esforçar e buscar: a revelação do Criador. Este é o único local para o qual devemos dirigir nossos esforços, para tentar chegar o mais próximo possível, até que possamos tocá-lo e, assim, começar a construí-lo.

Tem sido escrito que nós criamos o Criador. Nós precisamos construir um vaso, um desejo conjunto dos muitos desejos estranhos e diferentes que são estranhos entre si. A capacidade do vaso é determinada pelo contraste e a conexão de todos os componentes, a qual será revelada a nós como a propriedade de doação que está localizada acima da propriedade de recepção.

O confronto destas duas propriedades, uma contra a outro, é como nós revelamos o Criador. Como está escrito: “O amor cobre todos os crimes”, o qual é construído acima do ódio.

É claro que a coisa mais importante é construir este lugar comum para nós que é combinado de nossos desejos. Por isso, todo mundo tem que saber que tipo de desejo está sendo falado, o que queremos que ele faça, como a pessoa organiza e constrói o desejo correto, como dirigi-lo corretamente, qual será o seu efeito, e o que nós precisamos de sentir dentro dele.

O interessante é que nenhum de nós tem um desejo bom o suficiente para a revelação do Criador! Se ele estivesse presente em nós, nós precisaríamos apenas aumentar o seu tamanho e poder à custa da nossa associação. Mas tudo se baseia exatamente no oposto, que é a anulação do desejo oposto existente dentro de uma pessoa.

Na Cabalá, isso é chamado de tela e Luz Refletida. Nós precisamos construir tais desejos internamente e ver que eles estão contidos neste desejo particular que aparece como oposto, como uma aspiração de doar. Só neste desejo é que somos capazes de nos conectarmos uns com os outros e alcançarmos tal qualidade e força poderosa que começaria a emitir Luz por si só. Portanto, a coisa mais importante é esse lugar comum que devemos alcançar.

Do Convenção de Associação 05/12/14, Lição 2

Já Estamos Em Contato Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não sei como vou suportar as três horas de aula, porque me sinto cansado, pesado e com falta de energia; meu corpo se sente como se estivesse cheio de chumbo. Existe algum tipo de solução rápida para superar o peso do coração?

Resposta: Sabe-se que toda a razão para peso no trabalho é que a pessoa não sente o Criador. Por isso, é simplesmente necessário que eu esteja consciente o tempo todo e tente me lembrar que o Criador retrata todos os sentimentos da minha realidade: tudo o que eu vejo, ouço e percebo através dos meus cinco sentidos, inclusive a minha percepção de mim mesmo e do mundo. Eu recebo tudo Dele.

É o Criador que está dando essa sensação de peso para mim, uma vez que tudo o que eu sinto vem Dele. Se eu não esquecer isso, eu vou estar à procura de como lidar com o estado que recebo do Criador. A principal coisa é não esquecer que, em cada momento, ao sentir a mim mesmo e o mundo circundante, eu tenho contato com o Criador.

Eu tenho contato com o Criador agora! Portanto, eu devo pensar constantemente: “Como Ele está doando para mim e como eu estou doando a Ele? Como eu faço para obter a equivalência com Ele, Sua revelação, e passar deste sentimento de ocultação que não me deixa sentir claramente que estamos conectados e aderidos um ao outro?”.

Mesmo antes, as minhas características começam a alcançar equivalência de forma com o Criador ao sentir este mundo (Olam), que simboliza esconderijo (Alama), ou ocultação; ou seja, quando eu estou sentindo meu corpo e o ambiente, eu estou constantemente em conexão com o Criador. Nó temos que tentar estar em tal sensação que passa pela pele, pelo corpo, pela emoção e intelecto, os pensamentos, e tudo o que há. Tudo o que eu sinto chega até mim do Criador, assim como os pensamentos e desejos que estão mudando dentro de mim.

É por isso que eu nunca perco o contato com o Criador. Então, eu vou ser capaz de procurar como é possível estar conectado com mais força ainda a Ele e como estabelecer uma conexão recíproca, amor e doação mútua.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/12/14

Tudo Está Nas Mãos Do Homem!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a inocência e a justiça de Jó são testadas vez após vez, embora sofrendo, três amigos se aproximam dele para expressar condolências. Eles sugerem que ele tenha feito algo ruim e que tais golpes não podem ter vindo do nada.

Mas Jó não concorda com isso, insistindo em sua inocência. Esses amigos representam a questão que muitas vezes nos perguntamos: Será que eu, pessoalmente, fiz algo ruim para receber punição, ou é outra coisa?

Resposta: A natureza não pergunta se fizemos ou não fizemos algo. Nós imaginamos o destino como o mal seguindo o mal e o bem seguindo o bem. Mas a lei da natureza não age de acordo com essa fórmula. Se inicialmente é dito que “o coração do homem é mau desde a sua juventude”, ele se encontra automaticamente numa conta negativa.

Pergunta: Acontece que o conselho dos amigos de procurar o mal na própria pessoa é errado?

Resposta: Ela não vai encontrá-lo. Ela só vai vir com diferentes fórmulas pelas quais a pessoa deve se comportar, mas não vai explorar a natureza em si. Ela não leva em conta que a lei “ama o próximo como a ti mesmo” se aplica a ela.

Por exemplo, no nosso mundo, existem diferentes leis de comportamento e cultura, tais como a forma de se comportar na família, na sociedade, na natureza, etc. De onde vêm essas leis? Elas são baseadas no conhecimento da natureza, no bem? Não. Normalmente, as pessoas vêm com elas de acordo com seus cálculos, e devemos respeitá-las.

Acontece que, inicialmente, nós estabelecemos relações entre nós de uma forma distorcida e não sabemos de onde vem a má sorte. Como nós chegamos a esse absurdo em que dizemos que o Criador deu, o Criador tomou, o Criador é abençoado, e eu não tenho nada a ver com isso? Eu sinto que sou um santo. Eu aceito este destino, uma vez que vem de Cima e não vejo a minha participação. Como novos infortúnios não surgirão no meu caminho?

Comentário: As pessoas tendem a pensar que, se o infortúnio acontece com alguém, então, obviamente, ela fez algo de ruim individualmente. E você descreve o sistema, ou seja, olha não no destino individual, mas o destino da sociedade.

Resposta: É difícil considerar o destino de um indivíduo, porque a nossa visão é limitada. Há pecadores notórios, que se sentem bem. E se eu olhar com meus olhos egoístas, eu vejo que as pessoas desfrutam enganando os outros e roubando toda a vida. Elas têm tudo, são até respeitadas, e depois da morte são chamadas de justos. A questão é se ela pode ou não servir de exemplo. Claro que não! A vida individual de uma pessoa não pode ser um exemplo.

Comentário: Se desgraças vêm para uma pessoa, uma após a outra, no final ela vai amaldiçoar o dia em que nasceu. Muitas pessoas sentem que a morte é melhor do que uma vida assim.

Resposta: Esta é uma fuga da responsabilidade, do objetivo, e uma falta de vontade de ouvir. É necessário formar a opinião pública que irá ajudar a pessoa a ouvir que há um objetivo e que ela precisa organizar sua vida. Não é nem um destino cego nem destino. Tudo está nas mãos do homem!

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

Voltar À Origem

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Devarim (Deuteronômio), 32: Os filhos de Ismael possuirão a Terra Santa, onde ela estará vazia por muitos anos. Eles vão obstruir os filhos de Israel, voltando à sua terra.

Pergunta: O primeiro sinal da chegada do Messias é o retorno dos judeus ao seu país. Isso acontece neste momento?

Resposta: Eu acho que atualmente nós estamos vivendo um processo inverso. O processo de segregação do povo de Israel da terra de Israel está em curso. O número de pessoas que abandonam esta terra é maior do que aqueles que voltam. Além disso, as pessoas que vêm para este país fazem isso involuntariamente, ao passo que aqueles que deixam, fazem isso fora de seu livre arbítrio. Eu olho para este processo muito sobriamente.

Talmude Babilônico: Tratado Sinédrio, Folha 98-a: R. Abba também disse: Não pode haver maior (sinal de) redenção manifestada do que a descrita pelo Profeta Yehezkel (Ezequiel) Livro (36: 8): Ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos, e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, pois eles já estão prestes a vir.

Esse trecho é sobre o fato de que as pessoas estão sendo atraídas pela noção de Eretz Israel (Terra de Israel). “Eretz” vem da palavra “Ratzon” (desejo); “Israel” vem de “Yashar-Kel” (direto ao Criador).

Isso significa que a aspiração ao Criador, a força que define cada momento de nossa vida e constantemente nos anima e dirige, prevalece em todos os nossos desejos. Assim, torna-se muito claro que o Criador é a força geral e governante da natureza. Em cada momento de nossa vida, ela nos molda, molda o nosso entorno e o mundo em que vivemos.

Esta força estabelece relações que nos ajudam a entender o nosso propósito: De onde viemos? Qual é a essência de nossa existência? Por que razão nós estamos aqui? Nós começamos a perceber que a cadeia de circunstâncias, condições, prazos e tudo o que já acontece conosco e/ou ocorre no mundo em que vivemos, tem o pensamento superior por trás dele.

Isso é o que significa o retorno à Eretz Israel (Terra de Israel), ou seja, ao desejo que é orientado ao Criador, à revelação da força superior. Neste caso, a força governante surge em nós como o Messias (Mashiach) da palavra “Moshech” (tirar, sair). Este é o poder que nos tira dos níveis inanimado, vegetal e animal para um estado chamado de Homem (Adão), a sensação do Messias.

Pergunta: O que significa “e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel”?

Resposta: O fruto significa o desejo (Ratzon) que se eleva da Terra (Eretz). Esses desejos conduzem a nação ao fruto autêntico, eterno e perfeito, ou seja, atingir o Criador.

De KabTV “O Messias virá?” 14/11/14

Esaú E Jacó: A Batalha Pela Liderança

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá diz que Jacó seguiu o conselho de sua mãe e fingiu ser seu irmão Esaú. Por isso, ele recebeu a bênção de Isaac desonestamente. Que história é essa?

Resposta: Isaac representa a linha esquerda. Esaú e Jacó significam as duas linhas que derivam dele. Nenhum deles pode existir sem o outro.

Jacó era o que estava destinado a receber a bênção, uma vez que foi escolhido para definir e executar todo o processo de correção. Ele é o que forneceu tudo para alcançar o estado corrigido no final do processo.

No entanto, Isaac gerou Esaú, porque é absolutamente impossível avançar sem a sua linha. Em essência, a linha de Esaú é a linha do desejo, do vazio, uma necessidade e exigência a ser cumprida. Em outras palavras, Esaú significa uma sensação de vazio, sofrimento e perseguição.

É por isso que Esaú foi para os campos (campo da vida), o que significa o fundamento da existência humana na capacidade de um sujeito relativamente livre. Sem essa base, a vida humana não tem sentido algum. Sem a qualidade chamada Esaú, a pessoa não pode fazer a transição para o estado chamado Adão (Homem), e assim se mantém no nível animal. Isso explica por que Esaú era o primogênito de Isaac, a quem ele deveria transferir tudo o que tinha.

Por outro lado, para a esposa de Isaac, Rebeca, não era porque o programa da criação era originalmente inerente a Jacó, não a Esaú. Em essência, Jacó não é descendente de Isaac, mas sim de Abraão. Ele é filho de Isaac, mas não seu primogênito.

Esta disposição demonstra vividamente que o programa de criação é um fator auxiliar, ao passo que a matéria da criação é a coisa básica. O mesmo se aplica à natureza. Apesar de Israel (“a cabeça para mim” – Li Rosh) ser a cabeça da humanidade, a humanidade ainda é a matéria básica do desejo que deve levar à unidade, adesão com o Criador.

Pergunta: Será que isso significa que Esaú (um desejo vazio que requer preenchimento, realização) representa o mundo contemporâneo?

Resposta: As forças mais sombrias e fortes devem ser convertidas nas mais iluminadas. O povo judeu é obrigado a levar as massas à fusão com o Criador. O Criador está à espera de Esaú, enquanto Jacó deve cumprir o seu papel.

É uma batalha pela liderança, por qual deles é mais importante. Trata-se de dividir as funções e identificar qual o tipo de conexão com o Criador cada um deles carrega. O combate continua até o último estado, quando a concorrência entre eles se transforma em conectar e prover um ao outro. O egoísmo não pode alcançar este resultado por conta própria.

Na verdade, Jacó realmente não entende por que estava envolvido nesse aborrecimento. Ele era um filhinho da mamãe; ele não tinha desejos imensos, nem necessidades insondáveis como Esaú. Por outro lado, Esaú é enorme, forte e poderoso, mas ao mesmo tempo está infeliz e vazio. Nós temos que entender seu papel nada invejável. Se olharmos para a miserável, infeliz e sofredora humanidade que ganha milhares bilhões de dólares sem qualquer pista sobre o que fazer com isso, é muito difícil invejar as pessoas. Esaú representa as massas em geral que devem ser trazidas à ordem.

Esaú exige uma resposta de Jacó. Os antissemitas mais importantes, tais como Henry Ford, entenderam este fato e escreveram sobre ele. No entanto, os judeus ainda querem fugir para a América e incorporar-se lá. Eles fazem o que for possível para não serem identificados como judeus.

Pergunta: Jacó também fez pequenos esforços para resistir a sua missão, mas sua mãe o obrigou a persegui-la. Na verdade, quem é a “mãe”? Quem empurra o povo judeu a agir como Jacó?

Resposta: Mãe é a qualidade de Bina. É a qualidade de amor e doação que percebe claramente que de outra forma nunca será implantada na escala de toda a humanidade.

Esta mãe em particular tem dois filhos, ambos nasceram do amor chamado Bina. Eles só são divididos com a finalidade de mostrar à humanidade o caminho para unir as qualidades de Esaú e de Jacó, e demonstrar como direcionar corretamente essas qualidades. A qualidade chamada Jacó tem que cobrir as qualidades de Esaú com intenção. Se isso acontecer, tudo vai funcionar bem.

Em geral, nenhum dos irmãos pode ser responsabilizado por qualquer coisa. Só com a aquisição de um verdadeiro livre arbítrio é que poderemos implementá-la em vida. Eu diria que atualmente nós estamos passando por esse estado, embora este não seja atual por si só, mas sim começou no tempo do ARI, no século XVI.

No entanto, nós estamos muito atrasados. Olhe para o que está acontecendo no mundo! Nós temos que cumprir a missão de Jacó o mais rapidamente possível. Caso contrário, Esaú vai nos pressionar ainda mais forte. A coisa mais importante é perceber que somos nós que acionamos a pressão por não fazermos nada.

De KabTV “Porção Semanal da Torá” 14/11/14

O Ideal De Amor E Doação

Dr. Michael LaitmanO Criador, o ideal de amor e doação, deve ser constantemente retratado diante de nós de forma clara e precisa. Nós devemos perceber que podemos entender este ideal e revelá-lo em certa medida.

Isto significa que o Criador é algo que nós sentimos fora de nós mesmos. Não há condição para alcançar a criação, e tudo é sentido em nossos desejos e em nossos atributos.

O atributo mais elevado é o de Keter, no qual sentimos o Criador; é o atributo de amor e doação resultante do trabalho das nove Sefirot inferiores.

Assim, nós temos que nos ajustar de acordo com este diapasão, de acordo com a décima Sefira superior e adaptar constantemente todas as outras Sefirot a ela.

Isto não é fácil, já que a intenção correta é atingida no grupo durante o estudo, atraindo a Luz Superior do ponto de Keter e usando todos os outros atributos. Tudo o que nós fazemos neste mundo, ao estabelecer a conexão mútua entre nós, é necessário a fim de nos checarmos constantemente por meio desta conexão.

A parte mais superior de Keter tem que estar separada de nós. Nós temos que purificá-la cada vez mais, para elevá-la e separá-la de nós. Ela tem que se tornar mais transparente em nossos sentimentos.

Assim, há oito Sefirot: Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod, nossos desejos que podem ser corrigidos, e Malchut, que não pode ser corrigida.

A mais Sefira mais elevada – Keter, a Sefira mais inferior Malchut, e tudo o que possamos imaginar entre Malchut e Keter está entre elas como oito Sefirot. É em relação a este sistema que trabalhamos.

Em cada fase de seu desenvolvimento, a pessoa tem que pensar apenas em como pode elevar Keter ao revelar Malchut mais e mais e tentar vê-la como Keter nos oito atributos anteriores.

Keter brilha para baixo, e no final da correção se espalha de uma forma que se funde gradualmente com Malchut com a ajuda do trabalho nas oito Sefirot entre elas por 6.000 anos ou 125 níveis. As oito Sefirot entre Keter e Malchut representam a rede de nossas conexões mútuas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Em Cada Um De Nós Existe Um Jó Tolo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na bem conhecida história de Jó, o sofrimento humano é descrito, o qual, em maior ou menor grau, toca cada um de nós. Jó era (Jó 1:1): …sincero e correto, e o que temia a Deus e evitava o mal. Apesar de tudo, os problemas caíram sobre ele um após o outro.

No final, a notícia mais amarga chegou que uma forte tempestade tinha destruído a sua casa e seus dez filhos foram todos mortos. Quando ele ouviu sobre esses eventos, ele afirmou (Jó 1:21): …Nu saí do ventre da minha mãe e nu deverei voltar para lá; o Senhor deu e o Senhor tomou; abençoado seja o nome do Senhor. A primeira pergunta que aparece para cada um de nós é: “Isto foi o destino?”.

Resposta: Não existem acidentes. Há forças da natureza que atuam e influenciam todas as partes da criação e todas as criaturas em geral, e em partes separadas de substâncias e nas substâncias em geral. Você pode se relacionar com elas como quiser, mas primeiro você conclui que este não é apenas um destino cego, mas um processo que atravessa toda a criação e inclui você.

Ao contrário das naturezas inanimada, vegetal e animal, nós temos a habilidade, com a ajuda da unidade e da conexão entre nós, de atingir uma conexão comum, graças à qual deixamos de ser a parte nociva da natureza. Através disso, nós neutralizamos os desenvolvimentos ruins. E o mesmo desenvolvimento que deve existir vai passar por cima de nós na direção certa.

Pergunta: Segue-se que a liberdade que nos é dada é expressa numa mudança de atitude em relação ao que está acontecendo?

Resposta: Isto não é apenas uma atitude interna, mas também uma ação. Toda a natureza está unida. E a humanidade dentro desta natureza tornou-se um fator negativo, já que as divergências nos destroem, com cada um construindo a si próprio em detrimento de outros; nós nos odiamos, nos distanciamos uns dos outros e brigamos o tempo todo.

Segue-se que em toda a natureza, somente nós somos prejudiciais, e todos os tipos e catástrofes acontecem conosco. Se continuássemos a nos conectar com unidade, acordo, cooperação e Arvut (garantia mútua), certamente aceitaríamos de forma positiva as forças que nos desenvolvem. A liberdade nos é dada para isso.

Pergunta: Por que especificamente Jó, que era “sincero e correto e que temia a Deus e evitou o mal” é o único que recebeu golpes, tornando-se o símbolo do sofrimento humano para todas as gerações?

Resposta: Se perguntarmos às pessoas que nos rodeiam, todas vão dizer que são sinceras e corretas, como Jó. “Eu sou mau? De maneira nenhuma! Eu sou um cidadão decente e fiel!” É assim que cada um de nós se relaciona consigo mesmo. Ninguém sente o desequilíbrio geral! “Quanto a mim, o mundo inteiro deve queimar. O mais importante é que vai ser bom para mim; eu não vou sentir isso. Eu estou pronto para estar numa ilha isolada no coração do oceano do mundo ardente, e nada me preocupa”.

Foi o que Jó também pensou: “Graças a Deus, eu tenho tudo, então tudo bem”. Ele era sincero e íntegro quando era bom para ele, e quando se tornou ruim, ele também agradeceu ao Criador: “o Senhor deu e o Senhor tomou; abençoado seja o nome do Senhor!” Em última análise, ele percebe o que está acontecendo como a ação do poder superior que ele não pode influenciar de forma alguma. Eu diria que ele é retratado como um tolo. Ele concorda com o que aconteceu e com tudo o que existe, mas ele próprio não faz nada.

Eu acho que a mesma coisa está acontecendo hoje com as pessoas. Pergunte a qualquer um: “Há uma crise?” Sim. “Há mudanças climáticas?” Sim. “É verdade que é perigoso?” Sim. Todos veem que não há trabalho, as pessoas estão doentes, há o divórcio de casais e as crianças vivem na rua. Tudo isso é verdade, mas graças a Deus! Por que “Graças a Deus?” E onde está você? Como você é “sincero e correto”? “Graças a Deus”. Esta é a sua atitude? É assim que deve ser? Portanto, o sofrimento continua para que o povo mude sua atitude perante a vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

A Verdade Acima De Tudo

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 19; 11: Não furtareis; nem mentireis, nem usareis de falsidade com cada um do seu próximo.

“Não furtareis” significa que você não deve tomar sobre si o que não pode corrigir, uma vez que pertence a outra pessoa e não a você. Trata-se da realização do limite da capacidade de uma pessoa de trabalhar a fim de doar.

Você tem que tirar as partes não corrigidas de seus desejos, pois, caso contrário, não será capaz de trabalhar com elas a fim de doar. Portanto, você não tem o direito de cruzar a fronteira (o canto do seu campo), que separa todas as dez Sefirot da décima parte, e você deve determinar que esta parte não é sua. Mesmo que estes sejam seus desejos, se você não pode corrigi-los, eles não podem ser seus.

“Nem mentireis, nem usareis de falsidade com cada um do seu próximo” significa que você tem que ver a fronteira clara entre os desejos nos quais você trabalha (parte superior da sua alma, GE) e os desejos da parte inferior da alma com os quais você não pode trabalhar a fim de doar, e com relação a que você se restringe e não toca.

Em outras palavras, não importa que relações você tenha com os outros, a verdade está acima dessas relações e seus diferentes resultados. Isto significa que a verdade, o Criador, Seu lugar, Sua grandeza, a lei do mundo e do universo, está acima de tudo e de todos.

Portanto, uma pessoa não pode trabalhar quando a verdade está sob seu controle. Ela tem que se colocar constantemente no âmbito do sistema de valores que não lhe pertencem de forma alguma. Eles sempre devem vir em primeiro lugar, e ela deve aceitá-los acima de todas as suas decisões e soluções.

Pergunta: Se nós falamos sobre a conexão entre as pessoas, há sempre uma força chamada Criador entre nós? Isso significa que ela é independente da conexão real, mas que há uma conexão em prol da unidade?

Resposta: Nós temos que estabelecer uma conexão completa e absoluta entre nós chamada Criador. Se nos concentrarmos nessa conexão, ela gradualmente irá ser revelada entre nós. Esta intenção constante pela revelação máxima do Criador é nosso contínuo movimento para frente, na medida em que aprendemos o método de conexão, unidade e correção, que é a Torá.

Portanto, “nem mentireis, nem usareis de falsidade com cada um do seu próximo”, significa que não pode haver uma conexão entre nós sem o Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Quem Corrige A Décima Parte De Um Desejo?

Dr. Michael LaitmanTorá, “Levítico”, Kedoshim 19:9-10: Quando também fizerdes a colheita da vossa terra, o canto do teu campo não segarás totalmente, nem as espigas caídas colherás da tua sega. Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Um campo significa os desejos materiais de uma pessoa, que ela deve cultivar. Enquanto os corrige, ela os utiliza para a unidade e interação em todo o sistema de interconexão entre todas as pessoas.

“Nem as espigas caídas colherás”, significa que você não é capaz de se corrigir completamente. As primeiras nove Sefirot se corrigem através de nossos esforços, pedidos, interconexão e o trabalho com outros. A décima Sefira não só é impossível de corrigir, mas mesmo pedir isso é impossível. Não podemos pedir para esse egoísmo trabalhar para a doação, uma vez que ele é a nossa fundação que nos separa do Criador.

Suponha que nós temos um desejo de certa espessura. Ele pode absorver as propriedades do Criador até a última seção, até a décima. A décima parte não aceita as propriedades de doação.

Se nós corrigíssemos todas as nove partes, no final chegaríamos a um estado onde haveria apenas um décimo restante, que será corrigido pelo Criador. Este será Seu último ato, que terminará os 6000 anos de nossa correção.

A incapacidade de autocorrigir a décima parte se manifesta em todas as ações proibidas. Nós falamos sobre os desejos em diferentes níveis. Existem desejos no nível inanimado, onde você quer criar desejos no nível vegetal, ao se elevar do solo para o próximo nível, como uma planta.

Há desejos que se tornam do nível animal a partir do vegetal, e esses desejos do nível animal você eleva o nível de MAN. Em todas estas correções, sempre há ações que são proibidas para você, e tudo isto está relacionado com a décima parte.

Mas há momentos em que você pode tomar alguns desejos da décima parte que se chama “remover a parte superior do leite” e movê-los de volta às primeiras nove Sefirot. Portanto, desejos proibitivos são relativos. Isto significa que você não pode usá-los, mas o pobre que passa ao lado de seu campo pode.

É também uma correção. Você deixa o seu desejo proibido aos pobres, e quando o pobre os utiliza, corrige sua décima parte. Você não pode elevar essa parte da propriedade de recepção para a propriedade de doação, mas o pobre pode.

Por sua vez, a pessoa pobre que recebe este alimento de você não é capaz de usar sua décima parte dele, e deveria dá-la como uma doação (Maaser) ao Templo ou algo semelhante. É assim que a corrente de nossa interconexão deve trabalhar.

Pergunta: Como se vai sentir que esta é a décima parte com a qual eu não posso trabalhar?

Resposta: Você vai sentir isso quando não tiver mais forças para fazer qualquer coisa. Se você sentir que deu seus 100%, então você só tem um décimo restante.

Trabalhando com a Luz em níveis elevados, a pessoa sente e controla todos os seus desejos e é capaz de ver através de si mesma. Em nosso estado nós ainda não percebemos isso; no entanto, um Cabalista, que está no ambiente espiritual, é capaz de separar claramente as primeiras nove Sefirot da décima. Ele sente o que é possível fazer e o que não é. Isso em primeiro lugar.

Em segundo lugar, ele sente o canto(limite) do seu campo aqui como sua Malchut, seus desejos, sobre os quais não tem controle e, portanto, deixa-os.

Para melhor entender esta ação, imagine que você pediu para uma pessoa no nosso mundo matar o próprio filho, como Abraão foi ordenado a fazer. Uma pessoa normal faz isto? Nunca. Existem certos limites (o canto do campo), que nós não podemos transgredir.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

A Abertura Dos Canais Possibilita Que A Luz Trabalhe

Dr. Michael LaitmanO trabalho espiritual é chamado de servir ao Criador, pois é Ele que realiza todo o trabalho. Eu não trabalho no mundo espiritual; em vez disso, eu só atraio a Luz a trabalhar, ativo algumas conexões, e possibilito que a Luz passe através delas e organize tudo.

Por isso, basta que eu pense na correção. Mesmo uma pessoa aparentemente normal neste mundo atrai a Luz através de seus pensamentos.

Somente o Criador, a Luz, atua e influencia, enquanto nós só corrigimos as conexões, abrimos os canais, e possibilitamos que a Luz trabalhe em todas as partes do sistema. Assim, a disseminação é a única possibilidade de trazer o sistema à correção.

Baal HaSulam escreve que ninguém pode realizar o trabalho no lugar de outra pessoa. “Assim como os rostos não são os mesmos, as opiniões e características não são as mesmas”. Portanto, nós não podemos perder sequer uma única pessoa neste mundo. Se ela viesse a desaparecer, ninguém poderia realizar este trabalho em seu lugar.

Através da nossa disseminação, nós tiramos a pessoa do estrume no qual ela se afunda toda a sua vida. Nós a atraímos para o trabalho real, para o mesmo lugar no sistema geral em que o canal de Luz é aberto para ela.

Depois disso, ela faz a mesma coisa, ativando dentro de si os canais que saem dela. Mas como ela está por trás desta cadeia, tudo o que ela faz passa por mim e eu desfruto toda a sua obra. Assim, quanto mais cresce a quantidade e a qualidade dos alunos, mais o professor sobe.

Pensem em como o grupo pode subir desta maneira. Com sua ajuda, nós podemos organizar circuitos completos que estejam envolvidos com a sabedoria da Cabalá ou a Educação Integral.

Basicamente, nós disseminamos o mesmo princípio, tanto na sabedoria da Cabalá como na Educação Integral: “Não há outro além Dele”, e não há mais nada para disseminar. Toda a sabedoria da Cabalá fala apenas sobre isso. E o método integral também fala sobre a mesma coisa, só que em outras palavras.

Não há diferença entre a Educação Integral e a sabedoria da Cabalá. Em termos simples, se uma pessoa não tem o ponto no coração e não anseia em atingir o mundo superior, nós explicamos tudo a ela nos conceitos deste mundo, falando sobre o sistema integral geral e sobre o mundo como uma única aldeia global.

Aqui nós estamos falando sobre a mesma coisa, só as palavras é que são escolhidas de acordo com o público. Mas, mesmo para essas pessoas, e para os outros, a nossa intenção é a de transmitir o princípio “Não há outro além Dele”.

Do Congresso em Verona 22/11/14, Lição 4