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Revelando A Unidade Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se atingirmos o objetivo e nos unirmos num Kli mundial comum, que mudanças ocorrerão na Europa?

Resposta: Nós temos que entender que todos os problemas, incluindo a crise com todo o sofrimento, surgen por um motivo: orientar as pessoas a encontrar a raiz da causa, descobrir por que isso está acontecendo. Nós vemos que os cientistas, economistas e políticos não podem fazer nada.
O mundo entrou na fase que a Cabalá mencionou muito tempo atrás. Nós conversamos sobre isso antes do século XXI. Eu ouvi falar disso há vinte anos e não acreditava que poderia acontecer. “Então”, eu pensava, “eles falam. O que eu posso fazer?”.

O mundo entrou numa fase diferente. Hoje, nós estamos num nível completamente diferente. Temos que revelar a unidade da natureza. É por isso que o mundo é global, integral, não só em nós, mas em torno de nós.

Hoje, revelamos a força superior em todos os níveis do desenvolvimento; o nível inanimado da natureza, incluindo o espaço, para não mencionar as camadas mais altas, e a natureza vegetal e animal são um todo. Tudo isto é uma força global e integral de zero até ao infinito, um todo.

Há uma excepção que é um problema. No interior, há o ser humano, o centro do mundo. A ele é dada a liberdade, e ele faz tudo o que gosta, apesar de tudo. Ele é terrivelmente oposto a tudo o resto.

Nós comparamos este ser humano, isto é, toda a humanidade, esta imagem coletiva, ao crescimento de um câncer, porque ele come tudo a sua volta. Ele destrói tudo que vive, e está em contradição com o resto da natureza. O resto da natureza é global, integral, e unido. Nós não somos unidos de forma alguma, nem integral, nem global.

Dizemos que a crise global chegou. O que isso significa? Significa que vocês não combinam com o resto da natureza! Onde está a crise? Está em vocês ou no que os rodeia?

Vocês devem se reconstruir. Vocês representam uma sociedade humana que também deve se tornar global e integral. Como isso pode ser feito? Isso pode ser feito através da união, alcançando a igualdade, a intercpnexão e compreensão mútua. Todo o nosso desenvolvimento nos mostra até que ponto estamos interconectados. Nós não podemos fugir disso.

Olhe o que acontece: um país é boicotado, desconectado de transações financeiras ou qualquer outra coisa, e não pode fazer nada. É isso aí, a vida cessou. Corte-o do resto do mundo e ele não poderá existir. Isso é o quanto o mundo é global. Isso nunca aconteceu antes.

Nossa sociedade é oposta a essa globalização; a atual natureza humana é oposta a ela. É por isso que, obviamente, se removermos essa contradição, vamos ver a força da natureza revelada em sua totalidade.

Nós nos encontraremos totalmente conectados com o mundo inteiro e, além disso, como ilimitados, infinitos. Nós nos sentiremos existindo eternamente em harmonia com todas as outras camadas da natureza.

Isso se aplica não apenas aos países que estão sofrendo com a crise. Nós devemos considerar o nível ao qual nos elevamos e ver todos esses fenômenos da crise como obstáculos a serem superados para alcançarmos a meta mais elevada. Assim como uma pessoa tem crises, no sentido individual, o estado as tem no plano nacional e a sociedade humana em termos globais. Esta é a única maneira de olhar a vida.

Não podemos abordar os governos hoje e falar sobre isso com eles, porque eles são os maiores egoístas e não serão capazes de compreender. No entanto, suas mentes estão mudando. Há uma grande diferença entre o que diziam há cinco anos e o que dizem hoje, porque golpes e punições tornam a pessoa mais sábia e receptiva. É por isso que eu espero que sejamos capazes de conseguir isso.

Além dos materiais que estão sendo preparandos para serem apresentado à UNESCO, às Nações Unidas e outras organizações internacionais, nós estamos conectando muitos cientistas que têm a mesma opinião que a nossa ao nosso trabalho, aqueles que entendem que a natureza humana, a natureza da sociedade humana, deve ser mudada fundamentalmente.

O problema é que eles não têm um método. Não há dúvida de que precisamos estar em equilíbrio global com a natureza, para estar em homeostase com ela. Milhares de cientistas em todo o mundo estão falando sobre isso, mas nós também devemos fazê-lo. Como isso pode ser feito? Nós devemos…? Não há resposta.

Milhões de pessoas ao redor do mundo estão ficando desempregadas. A crise nos levará a um ponto onde produziremos apenas coisas que são necessárias à nossa existência.

É por isso que as pessoas devem entender. Elas devem estudar e transformar a si mesmas em vez de poluir e esgotar a natureza. Eu não preciso de muito para alimentar o meu “animal” para a minha existência normal.

Eu tenho que dedicar o tempo restante, o resto da minha força, para mudar a sociedade humana. Então, vamos sentir a harmonia eterna e total. Isso será muito mais do que o que tentamos alcançar hoje. Portanto, devemos ver a crise como um obstáculo acima do qual nós temos que subir juntos. É por isso que estamos aqui.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Vamos Construir Um Telhado Comum Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanMesmo que sejamos diferentes, nós ainda progredimos de alguma forma como em uma família. É verdade, não é fácil. Digamos que eu tenho uma mãe e pai, minha esposa também tenha, e cada um de nós tem irmãos e irmãs de ambos os lados, seus filhos, os nossos filhos. Temos de levar em consideração o outro, já que somos mutuamente dependentes, tanto na forma positiva quanto na negativa. É por isso que não temos intenção de mudar e reformar o outro.

É compreensível que, se no passado eu conheci uma mulher que possivelmente difere de mim em sua personalidade, mas de acordo com outras considerações, decidimos ficar juntos, então, nesta decisão de estar juntos, nós basicamente aceitamos e concordamos, mesmo sem falar isso, que estaremos levando uma vida compartilhada que nem sempre estará indo bem. Nós teremos que fazer concessões mútuas e concordar com a opinião do outro, parcial ou totalmente, e assim por diante. Mas nós nos conectamos com o outro, não tendo outra escolha, porque queremos criar uma família, aumentar a nossa prole e apoiar um ao outro.

Casais jovens não têm esse tipo de educação, que ensina como se dar bem entre si apesar das diferenças. Mesmo que nós pensemos que escolhemos livremente o parceiro de vida mais adequado para nós, na realidade, nós ainda somos muito diferentes. Para os animais, o acasalamento acontece instintivamente, mas as pessoas, já que seus cálculos estão corrompidos, procuram algo de especial, talvez até mesmo raro, não percebendo que, exatamente por causa disso, terão dificuldades de comunicação.

A falta de educação, compreensão e formação com relação à vida em comum, bem como a incapacidade de se submeter ao outro nos leva a uma crise da instituição familiar. Em nossos dias, mais da metade da população da terra, especialmente os jovens, são solteiros. Eles não estão prontos para se casar e não querem ter filhos porque se sentem incapazes de cuidar de alguém.

Esta crise já se arrasta há décadas, e hoje também somos obrigados a resolver problemas semelhantes entre os países. Afinal, cada um de nós, pelo menos em relação aos países vizinhos, está tanto dando quanto recebendo, assim como um casal. É por isso que é necessário aprender também como fazer concessões a nível internacional para se conectar acima de todas as diferenças e divergências. No entanto, nós também nunca fomos ensinados a fazer isso.

Então, como isso pode realmente ser feito? Qual é a técnica de fazer concessões, pois somente através da concessão que demonstramos a nossa boa intenção?

Por falta de outras opções, nós atualmente nos encontramos na crise que nos ensina as coisas mais urgentes. E as pessoas sentem essa urgência de tal forma (e é aí que reside a nossa esperança) que se recusam a aceitar o “divórcio”, pois o “divórcio” entre os países é a guerra.

Espero que nós percebamos que não temos uma escolha e que devemos exercer a moderação. É por isso que nós criamos a ONU, um lugar onde supostamente todos podem se reunir e discutir a cooperação pacífica, bem como muitas outras organizações que lidam com educação e saúde.

Por exemplo, em Genebra, há organizações internacionais que eu nunca sequer percebi que existiam. Há uma comissão sobre frequências de radiodifusão que assegura que cada estação de rádio e televisão no mundo tenha sua própria freqüência e não interfira nas outras. Há um conselho de fabricação de medicamentos, produtos médicos, e serviços, que determina normas neste domínio. Isto nos permite compreender uns aos outros e, assim, um médico, ao enviar seu paciente para tratamento em um país diferente, é capaz de explicar ao seu colega todas as nuances de procedimentos necessários.

Há ainda organizações que monitoram as bandeiras de cada país para que, de repente, não surjam duas bandeiras idênticas. Existem padrões em todos os campos, porque estamos nos tornando tão interligados e próximos uns dos outros que é preciso estabelecer leis para regular todas as áreas da nossa interação.

Assim como o parlamento de cada país, que define as leis para a interação dos seus cidadãos, isso também é feito em uma escala global hoje, para o mundo inteiro. Essas organizações foram criadas há algumas décadas, e sem elas as coisas seriam muito difíceis para nós.

Mas hoje o problema não está no estabelecimento de um lugar para todos. A situação atual nos obriga a construir uma “teto” comum que consiste na compreensão mútua e sensação de que estamos na mesma sala, por assim dizer. Nestas circunstâncias é muito difícil para nós estarmos juntos se não tivermos uma boa conexão entre nós.

Nós devemos sentir não só a proximidade, mas a interdependência que exigirá que todos mudem sua atitude para com os outros. Quer queiramos ou não, somos interdependentes, estamos conectados e unidos em diferentes níveis: alimentação, vestuário, educação, cultura, tecnologia, suprimentos de energia, água e até mesmo ar.

Se a indústria de alguém polui a atmosfera, não temos nada para respirar. Estamos todos familiarizados com o Protocolo de Kyoto que estabelece limites para as emissões de derivados de resíduos e poluição atmosférica.

Eu acho que vale a pena apresentar uma lista de organizações internacionais e as questões com as quais trabalham. Então, nós vamos sentir o escopo de nossa conexão. Parte destas organizações está localizada em Paris, Londres e Nova York, mas a maioria delas está em Genebra.

Isto é muito importante porque dá às pessoas uma idéia de dependência mútua, de tal forma que é difícil de acreditar. É muito maior do que numa família. Em uma família, eu posso parar de falar, discutir e até mesmo me distanciar por algum tempo.

Mas aqui, isso é impossível. Acontece que todos os países existentes já estão dentro de um mosaico único, e ninguém é capaz de sair dele ou se comportar da forma que agrada a si. Vemos que sempre que alguém tenta fazer algum movimento independente, nunca consegue. Depois de algum tempo eles regridem, ou talvez nem sequer vão além das tentativas verbais, nunca chegando a quaisquer ações práticas, porque no nosso tempo isso não é possível.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01//12

É O Serviço Secreto Ou Nós?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que, devido à nossa união, a situação no mundo mudou: tornou-se mais pacífico; há menos terrorismo. Se um funcionário do serviço secreto nos ouvisse, ele diria: “Nós estamos trabalhando de manhã até a noite, neutralizando terroristas, então a situação melhorou por causa de nós não, porque você está se unindo”. O que você pode dizer a esse cético ou é melhor não contrariá-lo?

Resposta: Eu não costumo entrar em qualquer debate com quem quer que seja. Deixe-os falar; isso não importa. Se eles pensam que estão fazendo isso melhor, que assim seja.

Além disso, eu não acho que possamos substituir os serviços de segurança, etc., porque a humanidade está longe de ser capaz de avançar de forma consciente. As pessoas que querem fazer mal devem se deparar com uma ordem pública organizada.

Eu não tenho nada para lhe dizer; ele não percebe e nunca entenderá o que estamos fazendo, se ele não vier para os nossos cursos.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 14, 18/12/11

Montando o Mosaico do Criador

Como resultado da quebra, a única, a alma geral foi dividida em um grande número de almas. Cada pedaço da alma geral é chamada de Adão (homem, humano) e se sente separada das outras peças. Estas peças sentem que elas querem receber já no presente, sua natureza, que é o desejo de receber.

Seus desejos de receber constituiem o mesmo HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey) só que agora ela está quebrada em fragmentos. Assim, neste HaVaYaH há 4 partes: os níveis inanimado, vegetativo, animado, e falante. Estas partes sentem que elas existem harmoniosamente. Esta é a forma do desejo que tem influência sobre elas após a ruptura. É assim que elas se sentem.

Se o desejo se elevasse ao alto, então o sentimento de existência de cada um dos níveis inanimado, vegetativo, animado desapareceriam. O mundo inanimado desapareceria e seria sentido como parte do desejo, da força, que tem a intenção de usar esse desejo. Esta é a verdadeira forma de existência, não a existência anterior do nível inanimado.

Quando essas partes da alma geral do Adão chegam ao ponto mais baixo, estilhaçado, em seguida, cada parte parece que apenas existe, sem qualquer intenção. Tudo desaparece, é perdido. Não há Masach (tela), nem Tzimtzum (restrição). Não há nada que esteja acima do desejo. Tudo existe dentro dele. E quando a percepção está dentro do desejo, o desejo sente-se como nós sentimos essa realidade diante de nós.

Então, o que devemos fazer? Em suma, precisamos de novo anexar estas peças uma a outra e mudar a sua intenção. Nós não sabemos a onde cada parte pertence, com quem ela precisa se ​​conectar, de que maneira, ou como todas as partes precisam estar conectadas, pois para cada uma delas há um número infinito de possibilidades para se conectar com as outras, e todas estas ligações possíveis devem ser realizadas e transportadas para fora.

Além disso, cada peça é ligada ao resto das peças como uma imagem holográfica uma vez que não há nenhuma parte, mesmo a mais pequena, que não é composta do HaVaYaH e não será ligada através do seu HaVaYaH com o resto do do HaVaYaH. É realmente assim.

Assim, não precisamos de nada além de trazer todas as partes da criação paramais perto e fazer a ligação entre elas. Os cabalistas dizem que você não precisa se ​​preocupar com a junção do lobo com a ovelha, ou da pedra com a flor. Você só precisa se ​​preocupar com a unidade em um nível superior, no nível do discurso, uma vez que consiste em todos os outros níveis que estão abaixo dele, como uma pirâmide.

Você pode fazer uma correção, se você mudar a sua intenção com a ajuda de a Luz que Reforma. Estar no nível superior, uma vez que é só lá que você pode executar uma correção. Uma correcção é efetuada quando há uma mudança de intenção. O resto dos níveis perderam a intenção que eles tinham antes da ruptura. E antes da quebra, eles estavam conectados com o nível de Adão, mas depois eles foram cortados a partir dele.

Adão, em sua forma verdadeira e corrigida, incluí nele todos os níveis inanimado, vegetativo, e animado, que “caíram” como resultado da quebra. Se o homem fosse capaz de corrigir-se, naturalmente, os outros níveis também se juntariam a ele pois esta é a estrutura. Também no estado atual (estilhaçado), uma conexão entre todos existe, mas essa conexão não é boa.

Você traz a Luz que Reforma para o nível superior, e junta a ela todos os níveis que se conectam com. Então, é apenas o homem que precisa ser corrigido, e o resto dos níveis serão corrigidos por si próprios.

Como é possível corrigir o homem? Apenas em seu anseio pela unidade. E a ligação é realizada ao nível do homem. Mas o que acontece com todos os outros níveis? O homem vive entre todo o resto dos níveis da natureza e ele precisa se ​​relacionar com eles de maneira correta e equilibrada, como os comandos da Torá.

Ele deve usar o mundo na medida do necessário para a vida, em prol da defesa e corrigir toda a criação. Esta seria a atitude correta.

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Da 2 ª parte da Lição Diária da Cabala 20/2/12, O Zohar

Material Relacionado:

O Circuito Eletrônico Da Alma Coletiva

 

 

Os Efeitos Benéficos Das Convenções

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos sobre o nosso impacto no mundo, isso não mostra o nosso orgulho?

Resposta: Não é orgulho. Se olharmos para os estudos científicos sobre a influência do pensamento, sobre a relação entre os mundos inanimado, vegetal e animal, eles revelam padrões e conexões surpreendentes, que antes escapavam do olhar humano, dos pesquisadores.

Hoje, o mundo se tornou integral, em geral, e é por isso que sua integralidade se manifesta em particular. Acontece que as plantas e animais estão conectados uns aos outros, sentem um ao outro e passam a informação para o outro. Além do mais, isso é possível ver e explorar.

As plantas de uma parte da floresta estão conectadas com as plantas em outra parte da floresta. Se você causar dor a um inseto sentado numa folha, a árvore onde esta folha cresce sente compaixão por este erro e envia-o às outras árvores, e os insetos na outra parte da floresta também sentem isso.

Nós vemos uma enorme imagem fechada, que hoje é apoiada pela pesquisa. O mundo está totalmente interconetado.

A maior força é a força do desejo. Portanto, quando as pessoas influenciam a natureza através de ações específicas, então, sem dúvida, são forças enormes. Além disso, isso também é confirmado por diversos estudos científicos, tais como a ocorrência de furacões, que se deve a impactos humanos específicos sobre a natureza.

Mas a questão é que quando nós – um grupo tão diverso, formado por diferentes partes do mundo – nos reunimos em torno de uma ideia, esta ideia tem como objetivo o equilíbrio com a natureza, não contra ela, mas no sentido do equilíbrio, ou seja, apoiados por sua força geral que tem um enorme impacto sobre toda a natureza!

Obviamente, nós não sentimos ou vemos isso. Mas, em geral, isso não é apenas uma contribuição, mas uma mudança em todo o curso da história! É por isso que nossas Convenções são tão benéficas!

Nós não vemos isso por enquanto. Mas quando nós “atravessarmos” este ponto e começarmos a sentir o campo geral no qual estamos dentro, (nós estamos no meio deste campo e da parte mais central de todo o sistema), então vamos ver o quão importante é cada movimento de nossa alma.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 18/03/12

Chefe da OMS: “O Fim Da Medicina Moderna Como A Conhecemos”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Margaret Chan, chefe da Organização Mundial da Saúde): “Margaret Chan, diretora geral da OMS, advertiu que as bactérias estão começando a se tornar tão resistentes aos antibióticos comuns que poderiam trazer “o fim da medicina moderna como a conhecemos”.

“Como resultado, ela afirmou, todos os antibióticos já desenvolvidos estão em risco de se tornar inúteis, tornando impossíveis as operações rotineiras.

“Isso pode incluir muitos medicamentos inovadores desenvolvidos para tratar a tuberculose, a malária, infecções bacterianas e HIV/AIDS, bem como os simples tratamentos para cortes.

“Falando a uma conferência de especialistas em doenças infeccionas, em Copenhague, a Dra. Chan disse que nós poderíamos estar entrando numa ‘era pós-antibiótica’…

“A Dra. Chan disse: “Coisas comuns como inflamação de garganta ou o joelho arranhado de uma criança podem voltar a matar.

“A resistência antimicrobiana está em ascensão na Europa e no resto do mundo. Estamos perdendo nossos antimicrobianos de primeira linha.

“Os tratamentos substitutos são mais caros, mais tóxicos, precisam de tratamentos mais longos, e podem exigir tratamento em unidades de terapia intensiva.

“Para pacientes infectados com alguns patógenos resistentes aos medicamentos, a mortalidade tem se mostrado aumentada em cerca de 50%.

“A era pós-antibiótica significa, com efeito, o fim da medicina moderna como a conhecemos…

“A crise tem sido construída ao longo de décadas, de modo que hoje muitas infecções comuns e potencialmente fatais estão se tornando difíceis ou mesmo impossíveis de se tratar, transformando às vezes uma infecção comum numa infecção com risco de vida”.

Meu comentário: Não é por nada que a crise é chamada de total e global. Ela não é apenas ao redor do globo, mas afeta toda a atividade humana, porque resulta da nossa atitude egoísta em relação à sociedade e o mundo. No entanto, assim que começarmos a tratar a nós mesmos e a natureza com sabedoria, vamos levar todas as questões, incluindo a doença, ao equilíbrio.

“A Economia Chinesa Já Em ‘Pouso Forçado’”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Adrian Mowat, chefe estrategista do JPMorgan Chase & Co para a Ásia e mercados emergentes): “ A economia da China já está no chamado “pouso forçado”, segundo Adrian Mowat…

Se você olhar para os dados da China, você deve parar de debater sobre um pouso forçado…a China está num pouso forçado. As vendas de automóveis estão em queda, a produção de cimento está em baixa, a produção de aço está caindo, as ações da construção estão em queda. Não é mais um debate, é um fato…

“O que você pode esperar é ver um surto na demanda por imóveis que irá limpar o estoque; o que não parece provável”, disse Mowat numa entrevista após a conferência de ontem. “Eu não vejo qualquer evidência de que uma mudança política fará com que a economia volte a acelerar.

Meu comentário: A crise vai afetar o mundo inteiro e não irá diminuir; em vez disso, suas ondas vão nos obrigar a perceber a necessidade de reestruturação interna, uma nova atitude para com nós mesmos, a sociedade e a natureza, por todo o caminho até a plena integração. A Ásia, como o maior e mais enérgico continente, vai sentir a crise mais do que a União Europeia e os Estados Unidos.

Crise: Em Busca De Novas Idéias

Dr. Michael LaitmanOpinião (Valentina Matvienko, Porta Voz do Conselho da Federação Russa): “A cooperação mais próxima dos países da UE com a Rússia poderia ajudar a reanimar a economia da Europa, disse Valentina Matviyenko durante a 14 ª sessão da Associação dos Senados Europeus em Paris.

“Cumprindo o seu discurso no Palácio de Luxemburgo, Matvienko chamou a atual crise econômica global de ‘um fenómeno completamente novo’, que poderia ser resolvido com a ajuda de novas ideias e abordagens. Ela sinalizou a disponibilidade de Moscou em ajudar a Europa a lidar com a crise econômica”.

Meu comentário: É encorajador ouvir sobre as percepções dos tomadores de decisão, mas o problema é que eles não sabem quais as decisões eles precisam tomar.

Refugiados Do Clima

Nas Notícias (de Yahoo News): “Desastres relacionados ao clima deslocaram mais de 42 milhões de pessoas na Ásia nos últimos dois anos…”. A Ásia e o Oceano Pacífico representam a área global de maior propensão a desastres naturais…

“Cerca de 31,8 milhões de pessoas na região foram deslocadas por desastres relacionados ao clima e condições meteorológicas extremas em 2010 – um ano particularmente ruim – incluindo mais de 10 milhões no Paquistão devido a grandes inundações.

“10,7 milhões a mais de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas no ano passado, diz-se, alertando que tais eventos se tornarão mais freqüentes com as mudanças climáticas…

“A Ásia tem seis dos 10 países mais vulneráveis às alterações climáticas, com Bangladesh e a Índia nos dois primeiros lugares numa lista que também inclui Nepal, Filipinas, Afeganistão e Mianmar”.

Meu comentário: Devido à crise, é duvidoso que esses países possam superar os problemas que estamos enfrentando por causa das futuras catástrofes climáticas. A propósito, isso é indicado quase em todos os lugares que as mudanças climáticas estão ameaçando os EUA e a Europa, e especialmente a França e a Inglaterra!

A Única Solução Correta É A Unificação

Dr. Michael LaitmanQuando os países desenvolvidos tornaram-se suficientemente avançada, eles começaram a desenvolver os chamados países do “Terceiro Mundo” (na Ásia e África) e entraram nesses países a fim de estabelecer fábricas e preparar toda infra-estrutura. Mas, a fim de instalar a produção, também é necessário educar as pessoas; portanto, eles começaram a abrir escolas lá. Além disso, os países desenvolvidos começaram a aceitar estudantes internacionais destas regiões em suas universidades. Desse ponto em diante, toda a humanidade tornou-se muito interconectada no nível da prosperidade material, educação, ciência e cultura.

Hoje, todos os países do mundo estão unidos por laços muito estreitos. Os norte-americanos dizem brincando que, quando eles querem fazer uma ligação de Nova York a Boston, a primeira chamada passa pela Índia, onde as pessoas se sentam e respondem os telefones e, em seguida, os conecta. Parece que essas linhas de telefone nos conectam de tal forma que nós não nos preocupamos com distâncias, não negligenciamos nenhum país, e nem sequer nos preocupamos que teremos que instalar um cabo de comunicação transcontinental.

Se aprofundarmos esta questão, veremos que todo o planeta está envolvido numa enorme rede de comunicação multifacetada e com muitas camadas. Hoje, é impossível construir ou fabricar alguma coisa se você não tem conhecimento suficiente ou a oportunidade de receber o equipamento mais adequado de qualquer produtor do mundo, ou se você não tem acesso às informações necessárias e aos especialistas. É assim que nosso mundo está construído agora.

Todos estes laços se desenvolveram ao longo do século passado, porém, de repente, nós descobrimos que, por muitas razões, este sistema não está funcionando. Analistas nos campos da ciência, sociologia, política, economia e finanças estão oferecendo suas soluções para este problema, cada um à sua maneira. Mas, no final, só há uma solução simples: este sistema agora exige de nós uma conexão mais interna.

E para continuar o nosso desenvolvimento, nós temos que alcançar uma conexão mais estreita, compreender e aceitar a necessidade da garantia mútua, isto é, o fato de que nós dependemos uns dos outros, que vivemos no planeta Terra e que não existe alternativa senão sentir que somos todos como uma família.

Em outras palavras, o nosso desenvolvimento começou ao comercializarmos o que produzíamos: equipamentos, produtos alimentícios, e assim por diante. Gradualmente, “joint ventures” e bancos internacionais começaram a se formar; as bolsas de valores começaram a se juntar. Eu posso fazer transações na Bolsa de Tóquio e, logo após, nas bolsas de valores na Alemanha, Moscou ou Nova York. Não importa onde e o que eu troco, porque em qualquer lugar tudo é basicamente o mesmo. Eu só analiso onde vale a pena investir e onde não.

Mas o dinheiro é mantido num único lugar, e os bancos só enviam notificações entre si de cada transação através de meios eletrônicos, e isso é suficiente. Nem nos interessa onde o dinheiro é armazenado fisicamente, porque consideramos o ouro como principal o equivalente do seu valor. Talvez o próprio dinheiro seja mantido em um dos países do “Terceiro Mundo”, como um repositório de todas as reservas de ouro, mas o que importa é que a contabilidade rigorosa seja mantida lá.

Como já mencionei, ultimamente nós sentimos que a nossa conexão não pode continuar desta maneira. Isto é especialmente verdade na Europa. Por um lado, ela é o lugar mais desenvolvido, mas, por outro, é o mais desunido. Agora, nós estamos vendo que, devido a esta desconexão, eles são privados da concordância interna, da compreensão e da sensação de que pertencem a um único sistema. Isso dificulta todos os países do mercado global, pois o mercado único não é suficiente. Também é necessário unir todos esses países com laços muito mais apertados, mas isso não é fácil.

A dificuldade é que nós precisamos estar mais próximos uns dos outros em espírito, baseados em nossa compreensão da situação e no reconhecimento do fato de que não podemos existir sem o outro. É por isso que é necessário cultivar nas nações da Europa, o entendimento de que a dependência mútua é necessária.

É claro que esse é o caso, mas o problema é que, embora os tomadores de decisão na política, os cientistas, a classe média e o povo entendam com sua razão a necessidade de mudanças, eles ainda não estão emocionalmente prontos para desistir de suas vidas individuais e características nacionais.

Na verdade, nós acreditamos que isso não é sequer necessário. Uma pessoa não precisa mudar seu comportamento e hábitos que dizem respeito à cultura e tradições nacionais. Ela só se deve superá-los em prol da conexão com as outras pessoas, da garantia mútua.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01/12