Textos na Categoria 'Mundo'

Você Não Pode Enganar Um Burro Com Palha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu sou corrigido, eu vejo um mundo melhor ao meu redor. Mas se eu vejo o sofrimento ao redor, como eu deveria tratá-lo?

Resposta: A nossa vida é uma dualidade. Por um lado, o corpo pertence ao mundo animal, mas, por outro lado, o desejo que estamos desenvolvendo pertence a um nível mais elevado, o nível humano.

Diz-se sobre o mundo que vemos ao nosso redor: “Todos são como animais”. Um ser humano em nosso mundo não é apenas semelhante a um animal, ele é ainda pior. Por natureza, os animais, instintivamente, cuidam de sua própria existência. Eles não têm nenhum desejo por compulsão alimentar, inventando guloseimas, doces e iguarias para si mesmos; grãos ou grama são suficientes para um burro. Dê-lhe pão e ele não vai querer. Da mesma forma, os animais não têm desejo de abusar do sexo; eles agem por instinto, acasalando nas estações designadas pela natureza. Eles não têm palácios; tocas são suficientes para eles. Esta é a existência animal.

Ao contrário deles, os seres humanos têm desejos exorbitantes, de modo que, como resultado do desenvolvimento, eles descobrem que isso os levou a um beco sem saída. Isso é o que revelamos hoje.

Portanto, vendo o sofrimento das pessoas, nós temos que dividir mentalmente a sua existência em duas partes. O que uma pessoa precisa no nível animal para viver uma vida normal e saudável? Ela precisa de um abrigo, alimento, vestuário, família, e outras condições necessárias, mas apenas racionais. Claro, não podemos viver como fazíamos mil gerações atrás. Eu preciso desejar que todos no mundo tenham condições aceitáveis, mas não mais. A lei geral da natureza declara: no nível animal, você deve garantir a sua existência, e todos os seus outros desejos, pensamentos e habilidades, tudo o que você tem além disso, você deve dedicar à ascensão espiritual.

Portanto, se nós estamos falando do mundo no futuro, sobre a vida até o fim da correção, quando este mundo desaparece de nossos sentimentos, o conjunto razoável de coisas necessárias para a existência material deve ser fornecido e tudo mais dado ao desenvolvimento espiritual.

Se hoje, nós tivéssemos organizado nossa vida desta forma, teríamos encontrado que há tudo neste mundo necessário a prover cada um dos sete bilhões de pessoas com condições físicas normais. A maior parte do dia ficaria livre do trabalho material, para estudarmos e realizarmos o nosso trabalho espiritual interno de mudar a nós mesmos. Nisso é que devemos nos esforçar.

Eu ainda não sei como isso pode ser realizado na prática, mas espero muito que sejamos capazes de explicar às pessoas que este é o estilo de vida correto no mundo. Através da crise e explicações, vamos chegar à linha média, a um estado onde o mundo a aceita.

Da Convenção na Itália 30/09/12, Lição 2

A Natureza É Indivisível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que partes conectáveis ​​devem ser destacadas no homem e na natureza? É possível lidar com a divisão do todo em partes, a fim de concentrar os nossos esforços nelas?

Resposta: Em primeiro lugar nós temos que ver a natureza como um sistema totalmente integrado no qual tudo está conectado mutuamente. Não há nenhuma partícula, átomo, força ou campo que não esteja conectado num sistema, não importa se é no nível inanimado da natureza ou nos níveis vegetal, animal ou falante, ou se é consciente ou não. Ela não deve ser dividida em partes.

Nós a dividimos em partes, porque não conseguimos entender e compreender tudo isso, assim como nós dividimos toda a natureza em diferentes ciências. Não há física, química, biologia, zoologia ou todas as outras ciências. É mais conveniente para nós estudar a natureza desta maneira: em algumas descobertas concretas. Isso só mostra a fraqueza do nosso reconhecimento e da nossa consciência.

A própria natureza é totalmente integral e nenhuma parte nela pode ser destaca. Ela está mutuamente conectada.

Mas nós podemos alcançá-la como partes egoístas que estão separadas uma da outra de forma intermitente. Então, nós podemos reconectá-las gradualmente construindo o mosaico original. Mas isso é apenas em relação a nós, uma vez que a própria natureza é integral. Ao criar este mosaico, nós gradualmente descobrimos não apenas as partículas que a compõem, mas os elementos que se conectam, formando assim o quadro geral. Portanto, ao mesmo tempo, esta imagem recebe a sua próxima existência superior. É como se pudéssemos juntar nosso corpo a partir de diferentes órgãos e sistemas, e ele começasse a agir e a vida aparecesse nele.

Nós temos que entender que ao nos aproximarmos da integração em nosso reconhecimento da natureza, nós finalmente atingimos a vida nela, que pode ser chamada de única força superior na natureza. Ela tem um plano para o nosso desenvolvimento, seu começo e seu fim. Mas só podemos abordá-la, se constantemente aspirarmos à integralidade.

Nós vamos começar a senti-la gradualmente, pouco a pouco, e depois vamos revelá-la cada vez mais claramente. Eu acho que nós não vamos começar a descobri-la somente depois de reunir todas as partes da natureza numa única imagem; porém, mesmo quando nos aproximamos, nós começamos a ter um vislumbre da imagem completada.

Nós vemos que, à medida que nos aproximamos, começamos a perceber a integralidade e vamos gradualmente atingir seu pensamento superior, não no estado absoluto revelado, mas em etapas.

De KabTV “O Mundo Integral: A Fórmula da Sociedade Integral” 01/07/12

Não Nos Faça Transportá-lo Numa Maca!

Dr. Michael LaitmanSe você não realizar a ação correta durante a descida, você está criando uma dupla Machsom (barreira) diante de você. Você deve superar uma Machsom durante a revelação de um novo vazio, mas você adia e diz que não estava em seu poder fazer isso. Agora, você terá que esperar até que o Criador se volte para você mais uma vez, o que significa que novas condições para corrigir esse fenômeno serão reveladas em você novamente, mas de forma diferente. O Criador muda um anjo, uma força, por outro e dá à pessoa outra chance de avançar.

A pessoa coopera dentro de um sistema pleno onde ela tem que completar a sua parte, que depende exclusivamente dela, para garantir a existência de todo o sistema e avançar em direção à meta. Esse movimento ocorre em todo o sistema, onde cada parte é estimulada e depende das outras, de acordo com a ordem de correção de baixo para cima, na cadeia das Reshimot (genes informativos).

O que vai acontecer à pessoa que não realiza suas Reshimot? Outros terão que fazer seu trabalho. Então, a pessoa prejudica a todos seriamente se não realiza as tarefas que lhe são reveladas. Com isso ela prejudica todo o sistema, todo o grupo. Ela não permite que o grupo avance e o faz trabalhar em correções extras a fim de completar o que ela não pôde fazer. Eles têm que levá-la em suas costas, como numa batalha, quando você tem que levar um soldado gravemente ferido numa maca. É uma situação muito triste para o grupo.

Uma vez que todo o sistema é pleno, e o surgimento das Reshimot determina quem deve atuar primeiro e quem deve atuar depois, e como estamos conectados uns aos outros, todas as nossas ações dependem um do outro e se completam. Por não realizar sua tarefa a tempo, você imediatamente condena a si mesmo e o mundo inteiro, em vez de julgar a si mesmo e o mundo à balança de mérito. Você está em pé sobre a balança inclinando-os para um lado ou para o outro, sendo responsável por todo o mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, Escritos do Baal HaSulam

Você E Eu E Todo O Mundo Também

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos workshops nós nos sentamos juntos e trabalhamos na cooperação entre nós, mas o que eu tenho que sentir durante o dia, quando não estou em interação com os amigos?

Resposta: Imagine que você está sentado com eles, num círculo de dez homens. Como você vai senti-los, como você vai mutuamente cooperar com eles? Por que você faria isso dessa forma? Continue esclarecendo as relações entre vocês e não pare as discussões, já que este é o padrão da alma, que mais tarde vai crescer durante todo o caminho a Ein Sof (Infinito). Isso é tudo. É lá, nas relações que você esclarece, que você descobre todas as dez Sefirot, toda a rede dos mundos; está tudo lá entre vocês.

Tomemos a conexão mútua entre eu e você e o sistema geral, por exemplo. Se nos unirmos, eu irei alcançar Ein Sof, o que significa que não há fronteiras entre nós, que estamos juntos.

Agora existem cinco mundos nos separando: Assiya, Yetzira, Beria, Atzilut e Adam Kadmon. Por ficar mais perto de você, eu vou até os níveis desses mundos até reduzir a distância para zero e entrar no mundo de Ein Sof.

Tudo começa e termina aqui, na conexão entre as almas. Isso é tudo. A maravilha é que se você estiver realmente diminuindo a diferença com outra pessoa, sem mentir para si mesmo, então você também está se aproximando de todos os outros bilhões. É exatamente a mesma coisa.

É porque estamos num sistema integral, analógico, e assim todas as conexões se concentrarão na conexão entre você e eu. Todo o sistema irá se exibir entre você e o amigo de quem você deseja se aproximar.

Um sistema analógico é como uma imagem holográfica: cada detalhe nele é feito de todos os outros. Como resultado desta plenitude, você terá que corrigir todo mundo e determinar sua atitude para com todas as almas, a fim de se conectar com o seu amigo mais próximo.

Portanto, não abandone a imagem da união geral; permaneça nela, continue nos workshops e você terá sucesso. É o workshop que lhe oferece trabalho mútuo. Os amigos podem despertá-lo e fazer você ver quão importante é o objetivo, e fornecer a você combustível. Eles o ajudam e você os ajuda. Você quer e tem que justificar o amigo, não importa o que ele pareça a você, e você deve continuar este trabalho, tanto quanto possível, mesmo internamente, com outras pessoas.

Pergunta: Portanto, para que eles existem? Por que eu deveria gastar toda a minha vida num círculo de amigos? Seria possível que os outros fossem apenas interrupções que devo ignorar?

Resposta: Não, você também deve trabalhar com eles, mas de forma diferente. Você tem que aceitar todas as condições externas como correções da alma, as correções das conexões com outras pessoas. Mesmo se você trabalha como um guarda florestal no mato, onde não existem pessoas, você ainda tem que esclarecer suas relações mútuas com a humanidade: “Por que estou fazendo isso?”. Com isso, você está “sentindo” e esclarecendo a sua própria alma.

Em cada situação neste mundo, nós temos que ver a rede pela qual entramos na espiritualidade. Você não pode se afastar de todos e ficar apenas com o grupo. De uma forma ou de outra, nós temos que estar conectados com o mundo inteiro e especialmente em nossos tempos, quando temos que corrigir o mundo inteiro.

Portanto, você tem que trabalhar, tem que casar, tem que estar conectado com o mundo e incluído no sofrimento dele. Então, como se diz, você será recompensado com o conforto do público.

Além disso, se você se voltar às pessoas a fim de levá-las ao método de correção, seja qual for a forma, você está suficientemente incorporado nelas através disso, para que você possa continuar o trabalho interno. É simplesmente uma oportunidade maravilhosa sair de você mesmo e entrar nas massas, a fim de incluí-las mais tarde no processo de correção da conexão entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Perguntas e Respostas

Nós Devemos Crescer Para Alcançar O Remédio

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 4: Isto é o que tem nos sustentado até então, para manter os exércitos e o muro ao redor da sabedoria da verdade, de modo que nenhum estranho ou estrangeiro pudesse romper…

A sabedoria da Cabalá foi ocultada porque todas as nações tiveram que se desenvolver. O mundo inteiro deve avançar até que estivesse totalmente decepcionado com o ego.

Então, quando elas se sentirem impotentes e não puderem continuar, as pessoas vão ver que a atual forma de vida na Terra chegou ao fim. Isso se refere à destruição ecológica e social, e à destruição interna de uma pessoa.

Assim, a sabedoria da Cabalá precisou ser ocultada para permitir que o ego se desenvolvesse e não parasse este processo no meio. É porque ela fala sobre como superar o ego, mas se ele ainda não estiver maduro, não há nada a superar. Assim, é preciso esperar até que ele atinja o seu pleno desenvolvimento. Os Cabalistas determinaram que a fase final começou há 500 anos, nos tempos do ARI, mas um último alinhamento era necessário para que, em nossos dias, isso fosse totalmente claro.

Hoje, o mundo inteiro está começando a reconhecer o fato de que não há lugar para se desenvolver e avançar, e que nenhum dos métodos conhecidos pode nos ajudar a nos desenvolver no caminho certo. Assim, a sabedoria da Cabalá — que, até agora, foi justamente ocultada — está sendo revelada ao mundo.

Pergunta: A quem ela é realmente revelada?

Resposta: Ela é gradualmente revelada a todos. Se tomarmos os europeus e os americanos, por exemplo, se eles vissem que chegaram a um beco sem saída e não têm meios para corrigir a crise social e a crise na indústria, comércio, educação e em qualquer outra área, em seguida, graças à nossa disseminação interna e externa, eles finalmente seriam capazes de entender que há um método que pode ajudá-los a superar o ego que os está destruindo e consumindo cruelmente como um tumor canceroso. Este método lhes permitirá lidar com isso e começar a viver a boa vida novamente.

Primeiro, as células do organismo humano geral cresceram separadamente, cada uma segundo a sua própria forma, como brotos que germinam na terra. Foi um processo natural e a sabedoria da Cabalá esperou pacientemente em ocultação que elas crescessem totalmente.

Finalmente, elas cresceram e começaram a se conectar egoisticamente, e esta conexão egoísta muito em breve vai levar à morte, uma vez que elas estão todas conectadas, mas “puxando o cobertor” em sua própria direção. Esta é a natureza do câncer. Como resultado, o estado terminal é revelado, mas, junto com ele, a sabedoria da Cabalá também é revelada imediatamente para permitir a sua recuperação.

O remédio não pode ser revelado a menos que o paciente descubra quão crítica é a sua condição. Aqui deve haver o “reconhecimento do mal”, e o “livre arbítrio” para tomar o remédio ou ignorá-lo. Nós, de nossa parte, precisamos trabalhar, e a humanidade deve sentir que está doente. Este é o processo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 19/09/12, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

“A Terra Tem Vento Suficiente Para Fornecer Energia Ao Mundo”

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da CBS News): “Dois novos estudos dizem que a Terra tem vento mais do que o suficiente para fornecer energia ao mundo inteiro, pelo menos tecnicamente. … A primeira linha no [primeiro] estudo diz tudo: ‘Existe energia suficiente nos ventos da Terra para ser a fonte primária de energia elétrica limpa à medida que a economia global continua a crescer ao longo do século XXI’…

“Os estudos foram conduzidos por duas equipes diferentes de cientistas americanos e publicados em revistas separadas domingo e segunda-feira. Eles calculam que a tecnologia existente na turbina eólica pode produzir centenas de trilhões de watts de potência. Isso é mais de 10 vezes o que o mundo consome agora”.

Meu comentário: Em primeiro lugar, nós temos que estudar todos os efeitos colaterais do calor e das mudanças aéreas criadas pelos moinhos de vento. Depois, eles precisam atrair empresários que lucram com outras fontes de energia, bem como os governos que dependem deles. Claro, sem mudar as pessoas, não vamos ser capazes de abordar a implantação da energia pura e a proteção do ambiente, porque é contrário ao nosso egoísmo pensar sobre algo além de nós mesmos.

Em Uníssono Com O Mundo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: Assim, a paz do mundo e a paz do estado são interdependentes. Por isso, nós necessariamente descobrimos que, mesmo essa parte do Estado, que atualmente está satisfeita com a sua vida, que é hábil e inteligente, ainda tem muito a se preocupar com a segurança de suas vidas, devido às tensões com aqueles que se esforçam em derrubá-la. E se eles entendessem o valor da paz, ficariam felizes em adotar a conduta de vida de última geração, pois “tudo o que um homem tem, ele dará pela sua vida”.

Existe uma condição simples para a boa vida da última geração, que é saber que em toda a terra, em toda a humanidade, tudo está conectado de forma integral e global e ninguém está livre dessa conta geral. Todos estão mutuamente conectados em conexões completas que conhecemos e que não conhecemos: o revelado e o oculto. Há milhões de cordas esticadas entre nós através dos meus pensamentos e desejos e através de tudo em mim. Se eu ainda não as revelei, isso não significa que elas não existem. É claro que elas existem e são reveladas de forma mais clara a cada dia.

A única coisa que eu posso fazer é entender que é assim mesmo, mas o entendimento não é o suficiente: eu preciso chegar à sensação de que eu era capaz de usar corretamente a situação. Deixe-a me limitar quando eu fizer algo errado e me empurre para frente nas iniciativas corretas, de acordo com o sistema geral onde estamos todos conectados uns aos outros.

Se eu não sentir, eu vou perder esta oportunidade: eu vou começar a dizer uma coisa e fazer outra, que é o que realmente está acontecendo hoje.

Bem, primeiro eu tenho que entender isso e explicar aos que me rodeiam. Mas, finalmente, o sistema tem que ser revelado em nós, para que realmente o vejamos em nossos olhos e em nossa visão, de modo que sintamos seus sinais provenientes de coração a coração, de mente a mente.

Ninguém será capaz de pensar e contemplar por si mesmo. Todo mundo vai ter que se conectar ao mundo inteiro em seus pensamentos. Em outras palavras, nós precisamos de um coração e uma mente para todos.

A própria vida exige a unidade. Nós estamos nos movendo nessa direção e a alcançaremos de qualquer maneira, se não for agora, então mais tarde. Então, como podemos realizar isso? Será que algum governo global ou alguma polícia global nos ajuda? O que podemos fazer?

Nós precisamos de meios especiais que nos mostrem a conexão entre todos de uma forma emocional e cognitiva, de modo que não vamos apenas olhá-la de lado, mas vamos realmente nos encontrar nela.

Então eu vou automaticamente me preocupar com os outros: se eu penso, eu penso em todos; se eu tomo uma decisão, eu levo todos em conta. Eu vou ser forte e estar intimamente conectado ao geral. Sem isso não há chance de obtermos sucesso.

Pergunta: Você descreveu o estado final, mas não como chegar lá.

Resposta: Isso mesmo. Mesmo agora eu posso usar corretamente o meu bom senso e a minha mente para descrever a mim como as coisas devem ser. Se eu já vejo o sistema geral, como ele me obriga agora? Então, outras condições serão reveladas, mesmo as mais difíceis e estranhas.

Eu ainda tenho que pensar objetivamente no presente: existem certos componentes que estão conectados de certa maneira.

Como eu faço para conectá-los de modo que todos sintam a todos os outros e todos possam levar todos os outros em conta?

Todo mundo conhece completamente a natureza do outro e está ilimitadamente conectado a todos numa variedade de conexões e tem uma mente tão grande que pode levar todo mundo em conta, imediatamente planejar projetos em nome de todos e realizar operações reais, certos de que estas operações são ótimas e que, nas circunstâncias atuais, são as melhores possíveis.

Caso contrário, se todos continuarem conduzindo suas contas pessoais sob as condições da crescente conexão mútua, tudo vai desmoronar como um carro cujas partes vão em todas as direções quando ocorre um acidente.

Portanto, nós temos que ver a imagem da nossa unidade como obrigatória: todo mundo tem a mente de todos e todos têm os sentimentos de todos os outros. Como isso é possível? Essa é uma questão em si. Mas mesmo agora já vemos que a natureza nos apresenta este problema.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/12, “Paz no Mundo”

Um Parafuso Que Provoca A Destruição Do Mundo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo:” E cada indivíduo na sociedade é como uma roda que está ligada a várias outras rodas, colocadas numa máquina. E esta única roda não tem nenhuma liberdade de movimento, por si só, mas continua com o movimento do resto das rodas numa determinada direção para capacitar a máquina a executar sua função geral.

Suponha que você é um parafuso num motor e você quebra. Como resultado, todo o motor quebra junto com você. Assim, o carro e os passageiros dentro são incapazes de se mover, bloqueando a estrada para outros carros com outros passageiros. Tudo isso é só por causa de um pequeno parafuso. Houve tal incidente no exército Inglês, quando o rei perdeu uma batalha por causa de uma ferradura que se soltou do cavalo. O cavalo começou a coxear e isto humilhou os soldados e os levou à sua derrota. Mais tarde, eles descobriram que um prego quebrado foi o motivo para sua derrota e a morte de milhares.

Portanto, qual é o preço de um único parafuso? Vale a pena todos os danos que ele pode causar se quebrar ou não funcionar corretamente. Acontece que você é útil para o mundo de acordo com seu valor, porque nós sofremos por sua causa. No entanto, se você fizer seu trabalho, então alcançaremos o fim da correção. Isso significa que você é precioso para nós, realmente não tem preço, uma vez que tudo depende de você. Em outras palavras, todos valem um mundo inteiro, de acordo com a sua contribuição e de acordo com os danos que podem causar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/09/2012, “Paz no Mundo”

Os Limites Da Integração Egoísta

Dr. Michael LaitmanO homem é uma criatura social, o que significa que ele depende de todos e todo mundo depende dele, mas isso é revelado gradualmente.

Toda a história humana é a essência da revelação social do homem. Quando ele desceu da árvore passou a viver na sociedade da família ou da tribo e, em seguida, gradualmente expandiu seus limites sociais. Por um lado, o ego que o separava dos outros se desenvolveu nele, e ele obteve uma propriedade — uma casa própria, seu próprio campo, seus próprios camelos, cavalos, ovelhas, servos. Por outro lado, ele se tornou mais dependente dos outros — um indivíduo se tornou ferreiro, outro sapateiro, um terceiro alfaiate, outro fazendeiro e todos eram dependentes entre si no nível humano de trocas de bens e serviços. Isto ocorre, apesar do fato de que o inidíduo realmente não quer dar nada, mas só quer tomar.

Assim, as rodas do mecanismo global começaram a se mover, uma vez que não havia outra escolha, embora ninguém quisesse coordenar suas ações com os outros. Ao longo da história a sociedade se desenvolveu em duas linhas: uma crescente dependência mútua e uma crescente repulsa egoísta. As pessoas se fecharam em muralhas e fronteiras políticas até que este processo irreversível chegou a um beco sem saída, à medida que temos um grande ego, e todos nós dependemos um do outro. Isso é o que é revelado para nós hoje, no final das duas tendências que começaram no passado e que moldaram a humanidade.

Hoje nós não temos escolha: somos totalmente dependentes uns dos outros e odiamos totalmente uns aos outros, embora nenhum aspecto fosse completamente revelado ainda, e ainda temos que descobrir isso. Em geral, ele é revelado pela Luz superior que Reforma quando tentamos nos conectar para que poder subir em direção a ela.

Suponha que nós queremos conectar todo o mundo, qual será o benefício de tal ação? Vendo as vantagens iniciais da conexão, veremos também que estamos muito longe disso, absorvidos no mal. Isto é porque bem e mal são medidos em contraste um com o outro. Portanto, ao ansiar ao bem, à união, nós iremos repetidamente descobrir um novo mal, que é chamado de “guerra de Gog e Magog”: Armageddon…

No conjunto, o nosso mecanismo coletivo geral também está agindo agora, se olharmos para ele, de um nível diferente de esclarecimento. As rodas estão girando e as partes estão funcionando. A questão é se você concorda com as ações deste mecanismo quando elas são reveladas a você. Assim é que devemos analisar a situação, de um nível mais maduro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/09/2012, “Paz no Mundo”

Um Sistema Que Devora A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanNós temos que intensificar a disseminação. Graças à disseminação as pessoas já estão começando a entender a razão da crise. É melhor que elas aprendam isso hoje (ou ontem, na verdade), já que o processo de reconhecimento e compreensão leva tempo. Uma grande massa não vai entender imediatamente o que está acontecendo, não vai ver a solução de imediato, uma vez que terá de compreender que a situação não será resolvida por si só, que o homem é realmente o problema e o único que deve ser corrigido e não o mundo.

Trata-se de uma mudança de percepção: “Eu tenho que mudar a mim mesmo? O que há de errado comigo?”. Fale com as pessoas na rua e tente explicar-lhes isso.

Nós temos que revelar a verdade aos poucos, explicando o conceito de conexão e união. A pessoa assume que é muito ligada àqueles em torno dela e nós temos que levá-la ao mínimo reconhecimento do mal, e ao mesmo tempo não desligá-la, porque ninguém gosta de ouvir essas coisas. Portanto, nós damos explicações objetivas e parecemos estar um pouco distraídos, dando exemplos de outros e levando a pessoa ao reconhecimento inicial, de modo que ela vai começar a sentir: “Sim, há realmente um problema aqui”.

Acontece que nós simplesmente criamos um mundo terrível. Em vez de um sistema de saúde, temos uma fonte de doenças, o sistema de educação ensina crime e prostituição, os bancos roubam e abusam dos clientes, os fabricantes impõem aos consumidores produtos desnecessários que se decompõem rapidamente e que devem ser substituídos em um ano. Em suma, nós criamos sistemas e mecanismos que não estão mais a nosso favor.

É uma crise incomum, que acontece à medida que “dobrar a vara” e perturbamos o equilíbrio. Há décadas atrás, nós criávamos produtos de qualidade e assumíamos que a humanidade prosperaria graças a isso. Mas hoje o “sonho americano” está entrando em colapso. De repente, descobre-se que o sistema age por conta própria, como um tumor canceroso que devora o seu ambiente. Isso ocorre em todos os campos: no comércio e na indústria, na saúde e na educação, tudo está desmoronando. Por quê? Porque o nosso ego terminou sua evolução e tornou-se “redondo e fechado”. Chegou o tempo de repará-lo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/09/12, “Shofar do Messias”