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Em Busca Do Livre Arbítrio, Parte 1

laitman_760_1Congênito e Adquirido

Em geral, existem dois conceitos opostos no que diz respeito ao livre arbítrio. O primeiro afirma que a pessoa tem a oportunidade de tomar decisões livres e, assim, dirigir sua vida, dando-lhe um impacto significativo.

O segundo conceito, pelo contrário, atribui tudo a sorte ou a providência, privando a pessoa de qualquer livre arbítrio e declarando a predeterminação dos eventos. Então, qual é o correto?

A minha primeira profissão foi biocibernética, que estuda os sistemas que controlam o corpo humano, asseguram suas funções vitais, e o conduzem a uma determinada tarefa e propósito. Assim, de acordo com a biocibernética, não há livre arbítrio algum. Depois de tudo, o corpo é um complexo sistema biológico com dois tipos de parâmetros:

· Qualidades inatas
· Qualidades adquiridas de fora

Neste contexto, uma pessoa média não tem a menor possibilidade de agir de acordo com sua vontade. Algumas qualidades ela herdou dos pais, algumas foram recebidas de educadores, e outras do ambiente. O seu desenvolvimento é definido por uma combinação destes fatores.

Daí a pergunta é: Será que uma pessoa escolhe outros fatores com os quais será capaz de mudar? E se ela escolhe, o que a guia? Ela não é guiada pelo que já é inerente a ela dentro e fora, ou seja, os genes e seu ambiente? E mesmo se ela recebe algo mais, isso também não depende dela, certo?

Vontade do Céu

Uma pessoa reage de forma previsível ao que está acontecendo e continua em seu caminho. Nós assumimos que ela é capaz de tomar decisões livres com base nas circunstâncias aleatórias. Mas, na verdade, esse não é o caso e não há liberdade em nada.

Nós simplesmente não temos conhecimento suficiente sobre o sistema unificado chamado natureza ou Elokim (Deus). Ele é dividido em subsistemas completamente interligados e não há nada acidental nele. Pelo contrário, tudo é estritamente determinado. Assim, a pessoa é uma criatura da natureza interna e circundante. Ela é incapaz de tomar decisões livres que dependam dela.

Assim, como tratar isso? É possível avaliar suas ações como boas ou ruins? Para dizer a verdade, a resposta é não.

Da mesma forma, não avaliamos falhas de algum dispositivo feito por nós. Se alguma parte nele está quebrada, nós entendemos que isso é causado por um defeito interno ou por fatores externos com os quais ele esteva em contato. Simplesmente não existem quaisquer outras opções.

Portanto, se entendermos e sentirmos o sistema corretamente, veremos que não há razão para punir uma pessoa. Não é por acaso que não há punição no sentido moderno na Torá, mas há apenas correções nela. Uma pessoa deve ser colocada em tais sistemas onde ela vai mudar através de fatores externos e, em seguida, sua vida fluiria de forma diferente.

No entanto, nós estamos confusos e dispersos em uma escala que se estende desde o fatalismo e a crença no destino até a crença no acaso cego. Alguns acreditam que tudo está nas mãos do céu; outros deixam apenas alguns eventos para a vontade do céu.

Na verdade, o céu é um componente desconhecido com o qual tentamos estabelecer algum tipo de relação, a fim de melhorar a nossa vida.

De KabTV “Nova Vida” 28/06/16

Ynet: “Quem Afeta Nossas Vidas?”


O que nos faz escolher um cônjuge ou uma determinada profissão? Não temos qualquer escolha ou é tudo predeterminado?

O Professor Marcus du Sautoy da Universidade de Oxford conduziu um estudo que examinou o tempo que leva para o cérebro tomar uma decisão até ela entrar em vigor. Varreduras de ondas cerebrais mostraram, para sua surpresa, que a decisão de executar uma determinada ação foi feita no cérebro seis segundos antes da consciência da decisão, e ele ter tomado a decisão! Uma das questões que preocupam os cientistas modernos é: será que temos livre arbítrio ou somos resultado de reações neurológicas pré-determinadas.

Como vemos, parece que o homem não é livre. Nós não escolhemos qual família nascemos ou as habilidades e características que temos. Nossos pais e professores, que nós não escolhamos, ditam nossos valores do mundo e a educação que recebemos. Os meios de comunicação moldam nossas opiniões e as normas para a beleza, e a sociedade dita os códigos de conduta, a fala e, de fato, tudo! Às vezes parece que a pessoa é como o hardware de um computador vazio no qual qualquer software selecionado pode ser instalado através do qual ela vai funcionar e perceber “a si mesma”.

Obrigado pelas Forças da Natureza

Na verdade, uma pessoa não escolhe viver sua vida, mas navega de acordo com um sistema de regras estabelecidas para ela, e incessantemente tenta agradar a sociedade que a rodeia. Ao longo dos anos, o sistema de tomada de decisão de uma pessoa se torna cada vez mais complexo e essa complexidade cria a ilusão da livre escolha.

Em um nível mais interno, nenhum de nós escolheu nascer em um sistema que tem um mecanismo incorporado que nos leva a atingir o máximo prazer com o mínimo esforço. Esse desejo nos maneja a cada momento para fazer uma aritmética simples: perseguir os prazeres da vida e fugir da dor. Mesmo se uma pessoa persegue a dor, é apenas porque isso vai lhe trazer maior prazer.

Portanto, uma grande dúvida surge em ter livre escolha. “No entanto, este conceito, expresso na palavra, “liberdade”, ainda não está claro, e se aprofundarmos no significado dessa palavra, não sobrará quase nada. Antes de procurar a liberdade do indivíduo, você deve assumir que qualquer indivíduo, por si só, tem essa qualidade chamada “liberdade”, o que significa que a pessoa pode agir de acordo com sua própria livre escolha” (Baal HaSulam, “A Liberdade”). Ainda assim a livre escolha deve se aplicar, até certo ponto, já que, caso contrário, o propósito em todo esse caos é chamado de vida?! Certamente não pode ser que estamos condenados a ser marionetes.

Diga-me Com Quem Você Anda e Eu Lhe Direi Quem Você É

Embora a pessoa não possa escolher seus atributos ou o ambiente que nasce, ela pode se ajustar a uma escala de valores de bem e mal. Como? Através de seu ambiente.

Baal HaSulam explica que a sociedade humana é como o solo para um grão de trigo. Assim como o grão de trigo contém todas as propriedades de uma planta de trigo e o solo que o nutre determina o ritmo, a forma e a maneira como ele vai crescer, o mesmo acontece com o material genético de uma pessoa que contém todas as características e tendências dessa pessoa, e o ambiente social, por meio da escala de seus valores, determina como esses atributos serão desenvolvidos. Por exemplo, uma pessoa com uma inclinação para desenhar, que nasce em uma sociedade que não respeita os artistas, provavelmente não vai crescer até ser um pintor.

Assim, ao determinar padrões de bem e mal, a pessoa não tem livre escolha; pelo contrário, a sociedade em que vive determina esses valores. “Por exemplo: eu me sento, me visto, falo, e como. Eu faço tudo isso não porque quero me sentar dessa forma, ou falar dessa maneira, ou se vestir dessa maneira, ou comer dessa maneira, mas porque os outros querem que eu me sente, vista, fale e coma dessa maneira. Tudo segue o desejo e a fantasia da sociedade, não a minha própria vontade. Além disso, na maioria dos casos, eu faço tudo isso contra a minha vontade. Porque eu estaria muito mais confortável me comportando de forma simples, sem qualquer ônus. Mas eu estou acorrentado com grilhões de ferro, em todos os meus movimentos, com as fantasias e costumes dos outros, que compõem a sociedade” (Baal HaSulam, “A Liberdade”).

Como um Cardume de Peixes

Em seu livro, “Conectados”, os Professores Nicholas Christakis e James Fowler, investigadores seniores da Universidade de Harvard e da Universidade da Califórnia, revelam que é altamente provável que uma pessoa ganhe peso se um amigo próximo ganhar. A decisão de um amigo de um amigo, alguém que ela não conhece, de começar a fumar aumenta as chances de que ela comece a fumar em mais de dez por cento. E há também os lados positivos desse fenômeno. Outro estudo mostrou que a felicidade é contagiosa. Quando uma pessoa está em torno de pessoas felizes, a sua felicidade aumenta.

Os pesquisadores examinaram redes de milhões de pessoas e concluíram como visto no mundo animal: a humanidade se comporta como uma rede social, uma espécie de superorganismo, crescendo e se desenvolvendo onde diferentes fluxos e conteúdos afetam todos os membros da rede. Cientificamente, verifica-se que o nosso ambiente tem uma influência decisiva sobre o nosso desenvolvimento e a nossa tomada de decisão.

Se tudo é Predeterminado, Quem Tem a Capacidade de Escolher?

“O ponto aonde a sabedoria dos cientistas termina é onde a sabedoria da Cabalá começa” (Rav Nachman de Breslav, Likutey Moharan). De acordo com a Cabalá, toda a criação, incluindo o nosso mundo, é parte de um pensamento que gerou a criação, o Pensamento da Criação. Toda criatura, pensamento ou evento criado, ou que aconteceu no passado, existe no presente, ou existirá no futuro, são derivados e descem do pensamento da criação como parte de sua implementação.

O Criador, a força superior, ao contrário de nós, não precisa de tempo para realizar Seus planos. Por isso, quando o pensamento da criação foi feito, ele foi realizado imediatamente. Na verdade, já estamos na fase final do plano operacional da criação, e não só essa fase existe, mas também todas as etapas para alcançar a sua realização. Tudo o que temos a fazer é revelá-la. “Nós não inovamos nada. Nosso único trabalho é iluminar o que está escondido dentro de uma pessoa” (Rabi Menachem Mendel de Kotzk).

Todos nós pensamos que nossos pais se conheceram, se casaram, decidiram ter filhos, e aqui estamos. Mas, de acordo com a sabedoria da Cabalá, o nosso nascimento neste mundo com nossos pais específicos existia em potencial antes do nosso nascimento real, e porque ainda tinha que ser realizado, resultou que a nossa mãe e o nosso pai se encontraram, se casarem, e nos trouxeram ao mundo.

“Contra a sua vontade você nasce, contra a sua vontade você vive, e contra a sua vontade você vai morrer” (Ética dos Pais). Se de acordo com a ciência e a sabedoria da Cabalá, uma pessoa é pré-programada e não tem liberdade de escolha na vida, qual é a razão em viver? Por que a natureza, um sistema tão perfeito e sofisticado, cria essa realidade e a sustenta? Se uma recompensa e um castigo por cada ação que já realizamos não se aplicam, então qual é a razão? Não desanime! De acordo com a sabedoria da Cabalá, a pessoa tem livre escolha em um só lugar…

Do Artigo no Ynet 23/06/16

Quem Faz Uma Escolha?

laitman_236_01Torá, “Deuteronômio”, 6:14 – 6:15: Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós. Porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do Senhor teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra.

Pergunta: O que significa “não seguireis outros deuses”?

Resposta: O fato é que se você segue o egoísmo, você segue o Faraó que representa tudo ao dizer, “Quem é o Criador que eu deveria ouvi-Lo?” Este é o lado oposto do Criador que Ele mesmo exibe na nossa frente e assim podemos entender que a qualidade de amor e doação é maior do que a qualidade do egoísmo.

E assim eles trabalham um contra o outro. Na verdade, o Criador constrói a partir do oposto, e nós existimos em relação a ele.

E o que nós escolhemos? Ele nos deu inclinações orgânicas e naturais para que pudéssemos escolher o Faraó e termos a liberdade de escolha para isso.

Mas quando ele aparece? Afinal, se eu sempre corro para o Faraó, estou em liberdade de escolha no que diz respeito ao Criador? O que significa liberdade? E o que a escolha significa? O que são esses estados quando eu tomo decisões de forma independente?

Eu suponho que, se uma coisa é maior do que a outra, do meu ponto de vista, eu sempre escolho aquela que é maior. E se elas são iguais, eu não sei o que escolher. Então, em que sentido eu escolho?

A escolha acontece quando eu ainda não sei qual é o maior e qual deles é menor. Isso significa que não há tal escolha; há trabalho a fim de estudar e analisar o que eu devo escolher, o que é realmente maior.

Quando tentamos fazer isso chegamos a um estado do qual não há escapatória. Então nós temos uma única opção: clamar ao Criador. É quando o Criador faz uma escolha, e não nós.

Portanto, nossa escolha é só nos virar corretamente, de acordo com os princípios Cabalísticos, para a única coisa que existe, controla e preenche tudo, a força superior, e pedir-lhe, pelo menos, alguma revelação mínima, para que ela nos ajude a avançar corretamente pelo menos um passo à frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/04/16

Nova Vida # 739 – Existe Escolha Ou Tudo Está Nas Mãos Do Céu?

Nova Vida # 739 – Existe Escolha Ou Tudo Está Nas Mãos Do Céu?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Onde existe a liberdade de escolha em nossas vidas, a partir do que nós tentamos ser libertados, e o que nos levará a alcançar a verdadeira liberdade?

Resumo

A primeira profissão em que me especializei foi biocibernética. De acordo com a biocibernética, o ser humano é um sistema biológico que não tem escolha com os dados que nasce e os dados absorvidos do ambiente, no decurso da vida. O ser humano pensa que escolhe e decide, assim como uma criança pequena sente que escolhe quando a mãe sai da sala. Mas isso é devido à falta de conhecimento do sistema natural, da divindade. Assim, de acordo com a Torá, não há punições, mas a correção na direção da vida.

Nós somos como componentes de um sistema, totalmente operados. Mas existe uma ação particular na nossa vida que é considerada como sendo uma livre escolha. Quem a realiza se torna uma pessoa livre. Quando investigamos a natureza, vemos que tudo nela está conectado, exceto os seres humanos que são individualistas com a tendência a se separar. A natureza nos obriga a estar ligados, em boa conexão, mas, basicamente, todos fogem para o seu próprio canto. É precisamente o contraste entre a natureza humana e a natureza de todo o sistema que nos possibilita escolher imitar a natureza no auge de nosso desenvolvimento e subir para um novo nível de existência, o nível falante.

A pessoa que chega a este nível é uma pessoa livre; ela inclui duas forças opostas, o egoísmo e o altruísmo, e a ligação entre estas duas forças está dentro dela. A capacidade de escolher é desenvolvida em uma pessoa quando ela ouve sobre essa possibilidade. A partir desse momento, cabe a ela escolher um ambiente adequado para o desenvolvimento. Através da escolha de um ambiente para o desenvolvimento espiritual, a pessoa começa a aprender sobre a sua natureza e a natureza do mundo. A pessoa que realiza a escolha de um ambiente é uma pessoa livre, porque no ambiente certo, ela se torna livre de sua natureza egoísta. Quando percebemos a liberdade de escolha, alcançamos uma vida boa e segura, e infinitas possibilidades estarão abertas para nós.

De KabTV “Nova Vida # 739 – Existe Escolha Ou Tudo Está Nas Mãos Do Céu” 28/06/16

Nova Vida # 738 – Tomada De Decisão

Nova vida # 738 – Tomada De Decisão
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Como podemos tomar as decisões corretas? O que nos motiva a chegar a uma determinada decisão e por que é mais fácil tomar decisões racionais quando temos uma meta importante na vida?

Resumo

As pessoas acham difícil tomar decisões porque geralmente não têm diretrizes claras na vida. Nossa mente nos ajuda a decidir onde não há espaço para as emoções, mas a pessoa deve equilibrar as duas.

A pessoa precisa tomar decisões importantes quando tenta descobrir o sentido da vida e, assim, tem que ouvir a sua voz interior. No auge de seu desenvolvimento, a pessoa tem que chegar a um ponto onde critica suas decisões de cima. Para fazer isso, a sabedoria da Cabalá ensina a pessoa qual é a sua natureza e qual é a natureza do mundo que a cerca, e para onde ela está indo.

De KabTV “Nova Vida # 738 – Tomada De Decisão”, 28/06/16

Quem Acredita Na Liberdade De Escolha?

laitman_546_03Nas Notícias (Society for Personality and Social Psychology): “Diminuir a crença de uma pessoa no livre-arbítrio a fará sentir menos como seu verdadeiro eu, de acordo com pesquisa recente publicada no Social Psychological e Personality Science. Em alguns estudos, pesquisadores da Universidade Texas A&M manipularam as crenças das pessoas no livre-arbítrio para ver como isso afetaria o sentido de autenticidade dos sujeitos, o seu sentido de eu. …

“‘Se você concorda que temos o livre arbítrio ou que somos dominados pela influência social ou outras formas de determinismo, a crença no livre-arbítrio tem consequências verdadeiramente importantes’, diz a principal autora, Elizabeth Seto, estudante de graduação do Departamento de Psicologia da Universidade Texas A&M. …

“‘Nossas descobertas sugerem que parte de ser quem você é, é experimentar uma sensação de agente e sentir como se estivesse no controle das ações e resultados em sua vida’, diz Seto. ‘Se as pessoas forem capazes de experimentar esses sentimentos, podem se aproximar de seu eu verdadeiro ou central'”.

Resposta: A psicologia não é uma ciência. Ela se baseia em experimentos em condições limitadas.

Em primeiro lugar, não há nenhuma pessoa que possa aceitar e viver com o conhecimento de que é gerida. Se pudéssemos chegar a um estado como esse, seria bom.

Pergunta: Será que isso significa que os psicólogos não podem convencer uma pessoa de que ela é controlada?

Resposta: Certamente que não. Eles não podem sequer começar.

Você pode dizer a uma pessoa que todos os tipos de forças externas e internas a governam e, na verdade não a sua. E ela não é a única que escolhe o que fazer porque alguns segundos antes de tomar uma alegada decisão, a informação já foi formada e moldada em seu cérebro e ela apenas expressa o resultado preparado.

A ciência já provou que é assim. Mas uma pessoa não pode concordar com o fato de que ela não toma decisões sobre si mesma, porque vai contra sua natureza egoísta. Isso nega sua identidade, o seu “eu”, a sua liberdade de escolha.

Ela pode concordar intelectualmente, mas no próximo segundo vai esquecer disso de qualquer maneira. Sua natureza apaga esses dados dela automaticamente e ela começa a viver novamente, como de costume, como se tudo coubesse a ela.

Comentário: Os psicólogos dizem que as tentativas de reduzir a crença de uma pessoa na liberdade de escolha aumentam a agressão e dão origem ao engano.

Resposta: Teoricamente sim, mas, na verdade, se falarmos de uma pessoa normal, sã e equilibrada, ela não pode agir de acordo com essa crença e responder negativamente.

Pergunta: Será que isso significa que a pessoa sempre sente que é livre?

Resposta: Sim. Ao ensinar o artigo “A Liberdade” (escrito por Baal HaSulam sobre o livre-arbítrio), vemos que, mesmo quando a pessoa ouve que é gerida, ela concorda, “Sim, sim, sim”, e continua o seu caminho; ela nem sequer pergunta como se tornar livre. Não lhe diz respeito, porque ela precisa se ​​sentir confiante em si mesma.

Portanto, eu deveria sentir dentro de mim que há um poder superior que me controla através de todos os tipos de sistemas, circunstâncias e eventos, tanto externos como internos, em tudo o que eu faço.

Eu tenho que sentir isso, não apenas ouvir isso de alguém. É quando eu sinto que estou com as mãos e pés atados; não importa o que eu fiz, tudo veio de algum lugar, mas não de mim. Eu começo a me esforçar por isso “em algum lugar”. Onde está a fonte de meu comportamento, a fonte do meu futuro, meu destino? Portanto, pelo menos eu saberei como isso funciona na natureza.

Não importa o quanto nós falamos sobre isso, não podemos convencer uma pessoa. É preciso muito trabalho para ela descobrir a sua falta de liberdade. Mas quando ela descobrir isso, ao mesmo tempo vai começar a sentir quem a gerencia e controla. Essa é a revelação do Criador.

Psicólogos, como de costume, estão imersos em suas especulações. E isso, é claro, não vai levar a nada.

Nós precisamos mostrar ao homem que ele não é livre, mas junto com isso, ele deve receber a oportunidade de encontrar o livre arbítrio. Quando ele enxergar toda a imagem e começar a percebê-la corretamente dentro de uma pequena sociedade particular, vai começar a entender para onde ir.

Portanto, a mensagem correta é: a liberdade de escolha existe, mas apenas na escolha da sociedade apropriada.

De KabTV “Nova Vida” 26/06/16

Qual É A Responsabilidade De Uma Pessoa?

Laitman_049_01Pergunta: Por que a pessoa é responsável em se aproximar do Criador, se ela basicamente não é responsável por nada?

Resposta: Uma pessoa não é responsável por nada, exceto a adesão com o Criador, já que ela foi criada para isso. Portanto, todas as suas ações nesse mundo, pelas quais ela não responde ao tentar se aproximar do Criador, são inúteis e dirigidas completamente na direção oposta da meta da criação.

É assim que ela piora a sua situação. Sobre isso é dito: “É preferível se sentar e não fazer nada”.

Da Lição de Cabalá em Russo 20/03/16

Pelo Que Uma Pessoa É Responsável ?

Pergunta: Como os maus pensamentos influenciam a vida, e por que a pessoa é responsável por eles, se eles são enviados para ela pelo Criador?

Resposta: A pessoa não é responsabilizada por qualquer coisa, exceto uma coisa: perceber a oportunidade que lhe foi dada para tornar-se independente e ascender à espiritualidade.

Somente nisto ela tem liberdade de escolha. Em qualquer outro caso, ela é completamente submetida às forças de cima que a influênciam. Realiza suas instruções sem entender que é um fantoche em uma corda.

Pergunta: Fazer as orações dos pais influencia o destino da criança? As crianças são responsáveis ​​pelo que seus pais fizeram?

Resposta: Ninguém é responsável por nada. Uma pessoa não é ainda responsável por aquilo que fez ontem. Desta forma, ela não é responsável pelas ações dos outros. Isto é tudo irrelevante para uma pessoa. Ela só deve voltar ao Criador e discernir as coisas em relação a Ele, porque ela é completamente gerida pelo Criador.

Eu não escondo estas coisas, então as pessoas terão um pouco do sentimento do que a sabedoria da Cabalá fala nitidamente, diretamente, e abertamente.

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Da Lição de Cabalá em russo 20/3/16

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“Não Há Tal Coisa Como Livre Arbítrio”

Laitman_507_03Nas Notícias (Atlantic): “Durante séculos, filósofos e teólogos têm mantido quase unanimemente que a civilização como a conhecemos depende de uma crença generalizada no livre arbítrio, e que perder essa crença poderia ser desastroso. …

“As ciências têm ficado mais ousadas em sua afirmação de que todo o comportamento humano pode ser explicado através das leis exatas de causa e efeito. Essa mudança de percepção é a continuação de uma revolução intelectual que começou cerca de 150 anos atrás, quando Charles Darwin publicou pela primeira vez A Origem das Espécies. …

“Galton lançou um debate que se alastrou durante o século XX sobre a natureza versus criação. As nossas ações são o efeito do desdobramento da nossa genética? Ou o resultado do que foi impresso em nós pelo ambiente? …

“Nas últimas décadas, a investigação sobre o funcionamento interno do cérebro ajudou a resolver o debate natureza-criação e desferiu um novo golpe na ideia do livre arbítrio. Scanners cerebrais nos permitiram espreitar dentro crânio de uma pessoa viva, revelando complexas redes de neurônios e permitindo que os cientistas alcançassem amplo consenso de que essas redes são formadas por ambos, os genes e o ambiente. Mas há também um consenso na comunidade científica de que o disparo de neurônios determina não apenas alguns ou a maioria, mas todos os nossos pensamentos, esperanças, memórias e sonhos. …

“Muitos cientistas dizem que o fisiologista americano Benjamin Libet demonstrou na década de 1980 que não temos livre arbítrio. Já se sabia que a atividade elétrica se acumula no cérebro de uma pessoa antes que ela, por exemplo, mova a mão; Libet mostrou que esse acúmulo ocorre antes que a pessoa tome conscientemente a decisão de mover. A experiência consciente de decidir agir, que nós normalmente associamos com o livre arbítrio, parece ser um acréscimo, uma reconstrução post hoc de eventos que ocorre após o cérebro já iniciar o movimento. …

“O debate natureza-criação do século XX nos preparou para pensarmos em nós mesmos como moldados por influências além do nosso controle. … O desafio colocado pela neurociência é mais radical: ele descreve o cérebro como um sistema físico como outro qualquer, e sugere que não mais desejaremos que ele opere de um modo particular do que desejaremos que o nosso coração bata. A imagem científica contemporânea do comportamento humano é um dos neurônios disparando, fazendo com que outros neurônios disparem, produzindo nossos pensamentos e ações, em uma cadeia ininterrupta que remonta ao nosso nascimento e além. Em princípio, nós somos, portanto, completamente previsíveis. Se pudéssemos compreender a arquitetura e a química do cérebro de qualquer indivíduo bem o suficiente, poderíamos, em teoria, prever a resposta desse indivíduo a um determinado estímulo com 100 por cento de precisão.

“Saul Smilansky, professor de filosofia na Universidade de Haifa, em Israel … chega a uma conclusão dolorosa: ‘Não podemos permitir que as pessoas internalizem a verdade’ sobre o livre arbítrio.

“Smilansky está convencido de que o livre arbítrio não existe no sentido tradicional, e seria muito ruim se a maioria das pessoas percebesse isso.

Resposta: De acordo com a sabedoria da Cabalá não existe livre arbítrio conforme a definição comum. Todas as ações de uma pessoa são inconscientes, e se realizam inconscientemente e só depois compreendidas, e algumas delas nem sempre são bem compreendidas. Muitos textos Cabalísticos, como o artigo do Baal HaSulam “Tu Me Cercastes Por Trás e Pela Frente”, os artigos do Shamati, etc., falam sobre isso. Outra parte da literatura Cabalista descreve o que depende de uma pessoa. Toda a literatura Cabalista é dividida em duas partes: a parte que depende do Criador e a parte que depende da pessoa.

O estudo da Cabalá, na verdade se resume ao estudo e implementação de nosso livre arbítrio, mas nós podemos definir e implementá-lo apenas na medida em que entendemos as ações do Criador e quando os nossos atributos se tornam iguais aos Dele através da adesão a Ele como a um parceiro. O significado de nossas ações está em nosso entendimento e nossa conexão completa entre todas as ações de uma pessoa e as do Criador. Isto é chamado de adesão.

Quando A Ciência Não Tem Respostas, A Sabedoria Da Cabalá Tem!

laitman_214Nas Notícias (Hi-News.ru): “Por que existe algo em vez de nada?

“Nosso aparecimento nesse universo é um evento muito estranho que palavras não podem expressar. A vaidade de nossas vidas diárias nos faz tomar nossa existência como coisa natural. Mas sempre que tentamos negar isso e pensar profundamente sobre o que está acontecendo, surge a pergunta: por que o universo existe e por que está sujeito a tais leis precisas? Por que algo existe? …. Quanto aos filósofos, eles chegaram a esse princípio antrópico de que o nosso universo particular se manifesta de tal maneira por causa da nossa presença nele como observadores”.

Resposta: A razão para tudo o que existe é o pensamento; ele é primário e dá origem à matéria, o desejo de se preencher. Ele dá ao desejo, à matéria, seus atributos e, consequentemente, a matéria, o desejo, anseia se assemelhar ao pensamento, seu Criador.

Pergunta: A nossa realidade é verdadeira? Como sabemos que o que vemos ao nosso redor é real e não uma grande ilusão criada por uma força invisível? Poderíamos ser produto de uma simulação intencional, que a nossa civilização é uma ilusão e que não somos quem acreditamos ser? O que devemos considerar real?

Resposta: Tudo se manifesta em nossas sensações, em nós, e não há como podermos descobrir o que está além de nós. A Cabalá desenvolve dentro de uma pessoa a capacidade de sentir o que é externo a ela pela fé acima da razão e, portanto, nos permite responder a todas essas perguntas.

Pergunta: Será que temos livre-arbítrio? As nossas ações são geridas ou nós tomamos nossas próprias decisões de nosso próprio livre-arbítrio? A neurociência mostra que o cérebro toma uma decisão antes de entendê-la. A mecânica quântica indica que nós existimos em um universo de probabilidades e qualquer forma de determinismo é basicamente impossível.

Resposta: Não há liberdade de escolha para explorar o caminho do desenvolvimento pretendido e avançar ao longo deste caminho pela força ou conscientemente. (Veja o artigo “A Liberdade” de Baal HaSulam).

Pergunta: Deus existe? Não podemos saber se Deus existe ou não. Não conhecemos o funcionamento interno do universo a fim de fazer afirmações grandiosas sobre a natureza da realidade e sobre o fato de que existe uma força superior nos bastidores.

Resposta: Nós temos que revelar o Criador. Essa é a única maneira de resolver esse problema! O método para a revelação do Criador é chamado de sabedoria da Cabalá.

Pergunta: Existe vida após a morte? Não podemos perguntar aos mortos, por isso só podemos adivinhar. Os materialistas assumem que não há vida após a morte, mas parece impossível provar isso cientificamente.

Resposta: A nossa vida biológica nasce, vive e morre. O elemento eterno é o desejo, que, quando ligado ao corpo biológico, tem que passar por diversas fases e crescer. O desejo cresce atraindo a força que o criou, o Criador. Nós recebemos a vida para revelar o estado superior, para atingir o nível do Criador nessa vida.

Pergunta: Nós podemos perceber algo objetivamente? Nós só podemos observar o ambiente através do filtro dos nossos sentidos, pensamentos e mentes. Tudo o que nós sentimos passou por um filtro com várias camadas de processos fisiológicos e cognitivos. Nossa visão de mundo é subjetiva. A única maneira de verificar isso é através de alguma forma de ver o mundo através da consciência de outra pessoa. Nós só podemos observar o universo através de nossa mente e interpretá-la subjetivamente.

Resposta: A sabedoria da Cabalá desenvolve sentidos em nós que são externos ao nosso corpo, com os quais descobrimos a verdadeira realidade, o mundo superior e a razão para isso, o Criador. Nossos esforços ser resume a unir o estímulo do grupo e atrair a Luz que Corrige, a Luz Circundante (OhrMakif), e ela desenvolve um sentido de percepção na pessoa que é externo ao seu filtro subjetivo egoísta. Isso é chamado de revelação do Criador e do mundo superior a uma pessoa.