Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Trocando Desespero Por Antecipação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut “(Garantia Mútua): Com essa responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi libertado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama ao próximo como a ti mesmo” de maneira completa, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, já que ele não se importava mais com a existência de seu próprio corpo, à medida que sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amantes leais, que estavam prontos para prover-lhe

Há dois discernimentos aqui.

Em primeiro lugar, a garantia e a preocupação mútua livra a pessoa de preocupações sobre si mesma. Cada um se apoia no outro e todos se sentem bem. Esta é a “terapia psicológica” para se livrar do medo.

Em segundo lugar, nós realmente nos conectamos para estar conectados com o superior por nós mesmos. Nós queremos a união porque a vemos como uma forma de alcançar este propósito. Nós ansiamos sempre para cima e cada ação que realizamos abaixo deve visar à meta final e não à autossedação. Diferente de um time de futebol que se conecta a fim de ter sucesso, a nossa conexão é para nos elevar. Mesmo que com isso nos livremos de todos os nossos problemas, não é a tranquilidade que estamos procurando. Nós estamos simplesmente mudando os problemas anteriores e os problemas que nos forçam a unir, pelas dificuldades e problemas de uma qualidade diferente que são criados quando nos unimos com o Criador.

Isso é chamado de “medo ou temor superior”, e este é o lugar onde reside o amor. O temor é um vaso, e o amor é o preenchimento. Agora eu temo enfrentar o Criador, não em enfrentar a ameaça de problemas, vergonha, desespero, etc. Eu troco tudo isso pelo temor de estar perto do Criador, pelo desejo de ir a Ele, de estar perto dele em doação. Essa é a minha meta.

Quando é que eu anseio por isso? Quando não importa o que está atrás de mim, contanto que aumente a minha atração para frente.

Assim, nós podemos trocar os problemas corporais pelos problemas espirituais chamados “dores de amor”.

Pergunta: Mas se os amigos me apoiam totalmente, nós não extinguimos o meu principal problema? Eles não ofuscam o meu desejo de se aproximar do Criador?

Resposta: Se eu entro no grupo corretamente, eu adquiro novos temores em vez dos antigos. Ninguém está me prometendo uma vida tranquila; há uma aventura agitada que eu antecipo, semelhante a que os alpinistas, pioneiros e viajantes do mundo experimentam. A preocupação deles é a antecipação; eles estão constantemente avançando em direção a algo melhor; portanto, eu também sinto uma deficiência no caminho espiritual, mas eu antecipo a alegria, e essa antecipação é melhor do que a própria alegria.

Nós sabemos por experiência que o prazer desaparece imediatamente, mas a antecipação pode fazer a pessoa sentir-se viva por muitos anos. Na espiritualidade isso é realmente um preenchimento, uma satisfação, que atraímos com a ajuda da Luz de Retorno, acima do desejo de receber, vestida de doação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/12, “Arvut (Garantia Mútua)”

Para Preencher O Coração Com Amor

Se apesar de tudo, nós derrubarmos todas as classes inventadas e pensarmos apenas em como conectar os corações (desejos) em um só coração (desejo) de amor para que ele cubra todas as deficiências aparentes sob a condição de “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, então vamos revelar o sistema unificado da natureza e sua força de amor, que vai preencher o nosso desejo comum (coração).

De Baal HaSulam, Pri Hacham (Fruto do Sábio), Carta 47, 1927

A Principal Testemunha É Invocada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos manter a união com um amigo quando ele a nega?

Resposta: Não podemos fazer um contrato entre nós se o Criador não for usado como garantia para este contrato. Como podemos nos comprometer uns com os outros se não estamos no controle, mas somos completamente governados de Cima? Como posso prometer algo sério para o futuro e esperar algo de você? Isto é completamente ingênuo.

Nós precisamos chamar o Criador, para que Ele possa ser a testemunha de nosso acordo, e só então o acordo existe.

Com a assinatura do acordo, primeiro nós esclarecemos se você é o dono da propriedade. Se esta terra, a propriedade, e a conta bancária, estão sob a autorização de alguém, e este dono não participa da assinatura deste contrato, qual a razão de assiná-lo?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/12, Escritos do Rabash

Igualdade Para O Objectivo Final

Dr. Michael LaitmanSe o meu objectivo é a conexão, eu vejo tudo no mundo como fragmentos da quebra que se afastou de mim apenas na medida em que serei capaz de recolhê-los e juntá-los novamente. As partículas não têm de ser idênticas de forma a conectarem-se. Pelo contrário, elas têm de ser diferentes!

Se existir um positivo num local e um negativo noutro, se existir mais aqui e menos ali, então existe uma conexão entre as partes. Um grande pode dar a alguém que é pequeno, e um pequeno pode receber de um grande. Se ambos forem perfeitamente iguais, o que eles poderão dar um ao outro, como serão capazes de conectar?

É a igualdade que leva à separação! Portanto, como nós podemos atingir a igualdade geral? Aqui começamos a perceber que o conceito de igualdade não se refere a atributos, pensamentos, desejos ou acções idênticas, mas antes é expressa em atingir o objectivo. É pelo objectivo que nós todos nos ligamos e em relação a ele somos todos iguais.

Nós nunca seremos capazes de ser iguais se não nos conectarmos ao Criador e O considerarmos como o nosso objectivo. De acordo com isto, eu começo já a recrutar forças, para encontrar o que é o método de conexão, procurar formas de me conectar com outros; eu examino tudo o que acontece no mundo como uma oportunidade que me é dada a cada momento de forma a elevar-me acima do meu ego, acima das forças de separação, para alcançar a conexão geral.

Nós só podemos nos conectar como iguais quando o Criador está entre nós e é o objectivo de nossa coenxão. Portanto, diz-se que a condição de: “Israel, a Torá e o Criador são um só” determina a direcção correcta para a correcção.

Ao querer conectar e alcançar a igualdade absoluta, mas ao mesmo tempo para que cada um mantenha a sua singularidade e os seus próprios atributos individuais, nós nos conectamos como um corpo. O Criador, a Luz superior, tem de dar a este corpo vida de acordo com a lei de equivalência de forma.

Muitos desejos conectam-se num corpo espiritual, num Partzuf, sob uma Masach (tela), de forma a criar a adesão geral com a Luz. Então, existe o Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) com a Luz na cabeça do Partzuf e é criada a formação chamada “alma” (Neshama). Ao mesmo tempo, todas as partículas individuais mantêm a sua singularidade natural nos seus pensamentos e desejos e operam como órgãos num corpo, à medida que todos fazem o seu trabalho e se conectam com outros de forma a alcançar o objectivo geral, a vida espiritual. Esta vida é equivalência e adesão com a Luz.

Aqui a fórmula “O amor cobrirá todos os pecados” é activada. Os pecados permanecem, as diferenças entre nós são mantidas, e nessa base todos julgam e se justificam a si próprios. Claro, ele acusa os outros, uma vez que “a pessoa julga de acordo com os seus próprios defeitos”. Mas pela conexão nós percebemos que todas as diferenças entre nós nos vão, na verdade, ajudar a alcançar uma conexão maior se conseguirmos preencher a conexão num nível superior ao elevar-nos acima de todas as diferenças entre nós.

Se nós simplesmente apagarmos as diferenças entre nós, não teremos base para a conexão, não teremos nada para dar um ao outro. Todos precisam dar aos outros, aparecendo como seu “negativo” em relação a um “positivo” e recebendo dos outros como um negativo de um positivo.

Isto significa que nós somos todos diferentes! Mas se nós fizermos isso sob um “guarda-chuva de amor”, então todos serão iguais. Quando um bebé sorri para a sua mãe, ela está pronta para lhe dar o mundo inteiro. Diz-se “o amor cobrirá todos os pecados” e se houver amor, então ele conecta-nos todos numa rede. Então conectamo-nos acima de todas as falhas por uma causa e a alcançamos.

Este é o método que nos foi preparado pela Luz, através de muitas acções preliminares. A Luz criou um desejo e trabalha nele reduzindo-o e fazendo-o atravessar todos os degraus, quebrando-o e criando os mundos de BYA de Santidade e de impureza e o “primeiro homem”, Adão, que também está quebrado.

Apenas hoje, nesta nova era em que toda a humanidade se encontra, começamos a correcção do mundo, de modo que em vez de um mundo terrível e aterrorizante, cujas doenças e corrupções crescentes são reveladas dia após dia, veremos diante de nós o mundo de Ein Sof (Infinito).

Da Lição de 25/5/12, Escritos do Rabash

Não Adie A Correção Para Amanhã

Em nosso desejo de subir acima do nosso ego, para corresponder à natureza, aos seus atributos de doação e amor, nós precisamos ter cuidado para não adiar a nossa correção para “mais tarde”. Isto é o que o nosso ego no empurra em sua resistência em ser diminuído. Quem adia sua correção de “hoje” para “amanhã” (“Aquilo que muda de hoje para amanhã pra você“), só vai descobrir o seu erro depois de muitos anos de falta de avanço, “E aquele que pode esperar até amanhã vai se perder depois de anos, Deus me livre”.

A razão para essa perda é a negligência em relação aos esforços em amar seus amigos, em relação aos métodos necessários e suficientes para a correção de todo o nosso ego.

Nós devemos entender que uma força enorme se esconde na unidade do grupo e em cada um dos amigos. Afinal, não estamos lidando com os amigos ou um grupo, mas com a grande força da natureza. Cada um de nós está em unidade com ela, apenas que a ilusão deste mundo ao nosso redor e todas as suas partes nos confunde e esconde de nós as grandes forças e atributos da natureza, de seu sistema de governança sobre nós, para que cada um de nós alcance os atributos de doação e amor.

Se conectarmos nossas forças a cada um dos representantes da natureza, então, na reunião dos amigos, em amor e amizade, vamos descobrir as forças que nos transformam para sermos semelhantes e nos tornarmos equivalentes à força superior da natureza.

Do Baal HaSulam , Pri Hacham ( Fruto do Sábio), Carta 13, 1925

Eu Me Conduzo Com A Ajuda De Duas Rédeas

Dr. Michael LaitmanA pessoa precisa se ver como um ponto que recebe tudo de fora. Os amigos e o mundo em geral, e até mesmo o inanimado, vegetal e animal, são todos partes da minha alma. Tudo isso é uma Malchut (reino), um Kli (desejo/vaso), um homem que fica diante do Criador.

Portanto, na medida em que tento conectar o entusiasmo e as impressões que chegam agora até mim a partir dos amigos, não anulá-los, nessa medida eles se tornam reais, pois eu junto partes de minha alma a mim. Então, eu adquiro um novo intelecto e emoções, como resultado da conexão do Kli quebrado.

É proibido extinguir qualquer estado. Nós precisamos nos elevar acima e examiná-lo de um nível superior; esta é a abordagem correta. Portanto, não importa como eu me sinto durante o workshop: bem ou mal, pois de qualquer forma devo me elevar acima de tudo, e esclarecer de onde os sentimentos vêm e porque, e em seguida continuar. Nós precisamos reunir e acumular as impressões mais positivas e negativas, a fim de avançar acima deles.

Eu devo, de antemão, concordar com todos os estados que chegam, já que a minha autoanulação será construída acima de todos esses estados. Tudo o que eu atravesso é necessário para me ensinar a assumir o controle de todos os meus estados, e acima deles para me conectar com os amigos, apesar da minha rejeição. A coisa mais importante para mim deve ser a conexão que vou conduzir aparentemente através de duas rédeas, e todos os meus sentimentos e experiências estarão em segundo plano. O final de um ato está no pensamento inicial. Se a pessoa se comporta desta maneira, ela utiliza corretamente todos os seus discernimentos.

É proibido dexiar que o seu cavalo fuja, seja para a esquerda ou direita. Há um objetivo na frente de você e você precisa constantemente examinar a si mesmo de acordo com ele: se você se desviar para a esquerda, você precisa adicionar da linha certa, e se você se desviar para a direita, você precisa adicionar da esquerda linha. Tudo é determinado apenas pela direção do objetivo, e o objetivo é a unidade. Nós não vemos nenhum outro objetivo na espiritualidade que não seja o ponto de unidade, Arvut (garantia mútua).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

Dar E Receber

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma a entrega da Torá difere do recebimento da Torá em relação ao feriado de Shavuot (Pentecostes)?

Resposta: A Torá foi dada de Cima, e a questão é se vamos recebê-la abaixo. Portanto, o feriado de Shavuot é chamado de “feriado da entrega da Torá”, ou seja, que se você passou pelos estágios iniciais da preparação, é-lhe dada uma oportunidade e você recebe a Torá sob determinadas condições.

De acordo com a forma como isso é descrito, vemos que não basta apenas chegar ao Monte Sinai; nós também temos que descobrir que ele é a montanha do ódio. Isso significa que voltamos da “linha direita” para a “linha esquerda”. Por que eu preciso disso após a fuga do Egito, quando já me separei do ego? Mas a Torá não é dada apenas desse jeito, eu tenho que evocar novamente o “Egito” em mim, a minha inclinação ao mal, enquanto estou diante desta montanha, e conectá-la ao Criador, à Luz que pode me corrigir.

Então, estando diante da Luz, eu vejo as condições que são reveladas no meu ego, vejo que relações eu tenho que estabelecer entre elas, de modo que “a escuridão brilhará como a Luz”, de modo que o ego se assemelhará a Luz vestindo-se totalmente em doação.

Para fazer isso, eu realmente preciso de muitas forças externas de doação, porque não tenho essas forças e nunca as terei. Então, onde posso encontrá-las? Estou pronto para me conectar com todos os amigos nas condições da garantia mútua, e isso me permite conectar com o poder geral de doação, ou seja, a Luz superior, com o Criador. Assim, a condição principal é revelada: se nós a recebermos, vamos avançar em direção à Luz, à vida, e se não, “aqui será o seu local de sepultamento”. Esta é a condição da garantia mútua: eu me anulo somente para me conectar.

Se eu aceito esse meio, ou seja, a garantia mútua, o objetivo da criação, que é a correção mútua de todos os vasos de doação, até a adesão num todo de acordo com o princípio de “Israel, a Torá e o Criador são Um”, então eu aceito o método, a instrução, chamada “Torá”. Então, eu entro no deserto e começo a me corrigir. Cada vez novas partes do Egito, da “linha de esquerda”, são reveladas a mim; cada vez eu encontro pecados, erros e mal dentro de mim e os corrijos, subindo ao nível de Bina.

Quando eu chegar a este nível depois de “quarenta anos no deserto”, eu serei digno de trabalhar com o desejo de receber em “receber a fim de doar”. Este já é o trabalho na Terra de Israel, ou seja, no desejo de que é voltado diretamente ao Criador (Yashar El). Ao cumprir estas correções, eu construo o Templo, um vaso especial para o qual atraio a Luz que Reforma e a Luz da satisfação. Assim eu chego ao meu Gmar Tikkun (o fim da correção).

Então, novos vasos, que não pertencem a Israel, são imediatamente evocados. De onde é que eles vêm? A questão é que eu não levo em conta todos os vasos, porque escolhi e corrigi apenas parte deles, a fim de incluir Malchut em Bina, e não mais do que isso. Agora, quando os desejos da própria Malchut são evocados, eu percebo que o meu Templo está na Terra de Israel, ou seja, em Malchut que juntou à Bina. Mas isso não é suficiente. Nós temos que chegar ao estado em que a Terra de Israel vai se espalhar por todo o mundo, para trazer de volta Malchut do nível de Bina para o seu lugar.

Assim, o Terceiro Templo será construído a partir dos desejos de todo o mundo, que passará pela correção completa. Portanto, é claro que toda a nossa história foi apenas uma preparação para a correção final, que estamos realizando hoje.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/12, Escritos do Rabash

Crescer Dentro E Para Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o elevador pelo qual avançamos ao centro do grupo?

Resposta: Eu subo ao absorver os desejos e aspirações de todos os amigos. Eu me subjugo e elevo os outros, vendo-os como mais importante do que eu, e graças a isso, eu recebo o poder deles.

Este poder me empurra e me permite aderir ao centro do grupo corretamente. Primeiro, ele me ajuda a imaginar este centro, pois estou sempre confuso e continuo perdendo esse conceito. Eu tenho que segurá-lo como a uma mira e constantemente me corrigir.

Nós começamos a partir deste ponto central porque vamos lidar com isso o tempo todo. Nós crescemos apenas na sua base, a partir deste ponto e subindo cada vez mais. O crescimento não representa simplesmente uma altura física, mas uma concentração cada vez maior da conexão interna.

Portanto, nos futuros workshops nós temos que esclarecer o que significa um desejo, um sentimento e uma realização, como eles estão conectados e de que forma, para que possamos atingir nossa raiz neles, o Criador.

Este é um trabalho prático que temos que executar toda a nossa vida e não somente nos workshops. Eu estou constantemente num workshop comigo mesmo: antes da aula, depois da aula, 24 horas por dia, a fim de conectar “Israel, a Torá e o Criador”. Eu tenho que ouvir os amigos, e não apenas quando eles dizem certas palavras, e ouvir o que seu coração diz. Eu recebo todas estas impressões através do centro do grupo, através de todos.

O Criador nos trata como um sistema corrigido, mas eu não posso vê-lo desta forma. Em vez disso eu o julgo de acordo com as minhas deficiências. Se eu corrigir um pouco o meu defeito egoísta, vou me unir ao conceito corrigido do grupo, como o Criador o vê. A fim de fazer isso não há necessidade de esperar o momento específico do workshop: toda a nossa vida é um workshop chamado trabalho interno, a obra do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

O Que Nasce No Centro Do Grupo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós queremos gerar juntos no centro comum do grupo?

Resposta: Cada vez no centro do grupo, nós geramos a força da conexão, união, garantia, doação, amor e acima do nosso egoísmo, na sua fundação, mas elevando-nos acima dela. Assim, nós criamos a condição para a revelação da Luz superior, um lugar para a revelação do Criador. Ela é chamada de Shechiná, porque Shochen, o Criador, sobe ao trono nela.

O centro do grupo, da perspectiva dos desejos, é a sensação do grau em que queremos conectar todos estes desejos juntos. O homem percebe que todo o mundo depende dele, e por outro lado, ele vê o quanto depende do mundo inteiro. É um sentimento duplo. Num momento, eu me sinto diante de um sistema perfeito; no momento seguinte, eu vejo que o sistema está todo quebrado por causa da falta da minha participação nele.

Nós sempre revelamos duas qualidades opostas. Mas, reconciliando-as através da compensação com a Luz superior, nós chegamos à linha média. Esta linha média inclui em si uma multidão de componentes; não é necessariamente um caminho direto, mas algo no meio entre a linha direita e a linha esquerda. Não é simplesmente a sua média, mas a sua compensação mútua para 100%. Um ladrão 100% e um altruísta filantropo 100% se conectam no ponto médio e usam ambas as qualidades em toda a sua força, não pela metade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/12, “Discussão Sobre o Workshop “

Uma Vida E Uma Oração Comum Para Todos

Dr. Michael LaitmanO centro do grupo é o ponto em que nos tornamos livres de todos os fragmentos da quebra e queremos nos concentrar apenas em nossas centelhas, unindo-as. E quanto mais buscamos unir estas centelhas, mais alto subimos na escada espiritual.

Devido a estes esforços, nós revelamos uma nova profundidade do desejo em nós, e uma Luz maior é revelada na união das centelhas. A conexão das centelhas é a “Reshimo de Hitlabshut“, e a profundidade do desejo, acima do qual queremos nos conectar, é a “Reshimo de Aviut “. Assim, nós começamos a nos conectar em nosso primeiro Partzuf espiritual comum, no qual sentiremos uma só alma.

A primeira vez nós sentiremos a nós mesmos na realidade integral, onde estamos todos conectados, e dentro dela sentiremos a vida espiritual: um por todos. Como se diz: “Não há nenhum outro além do Criador”, um por todos: um pensamento, uma Luz, um sistema unificado. Nós sentiremos a nós mesmos vivos dentro de uma força superior.

Então, nós começaremos a reconhecê-la cada vez mais, distinguindo mais recursos nela, atitudes diferentes em relação a nós, relativo ao tamanho do Partzuf. Mas o primeiro ponto, a partir do qual temos que começar, é o ponto da nossa união, chamado de centro do grupo. Ele é composto de dois elementos: o primeiro é a superação do nosso egoísmo, a Reshimo de Aviut, e o segundo é o nosso desejo de se unir por meio de nossas centelhas, o que determina a Reshimo de Hitlabshut.

Se eu acomodá-los corretamente, um em relação ao outro, isso é chamado de fé acima da razão. Tudo se resume a uma realidade, um único estado. A fé é a centelha de conexão, e o conhecimento é a força do desejo egoísta, acima do qual queremos construir nossa conexão.

Não importa se falhamos em alcançar o desejado e em nos conectar no centro do grupo. O principal é o quanto de esforço nós investimos. A quantidade de esforços determina o sucesso.

Nós nunca alcançaremos o sucesso diretamente através de nossas ações, mas só atrairemos a Luz até nós, de modo que o Criador termina este trabalho para nós! Afinal, “um prisioneiro não pode libertar-se da prisão”; tudo acontece devido a ajuda do Alto, através da oração e da resposta a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”