Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Cuidado Constante

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu moro em São Petersburgo. O que posso dar ao grupo da Geórgia, enquanto estiver fisicamente presente neste congresso?

Resposta: Esta é uma pergunta muito boa.

Primeiro de tudo você pode dar o seu calor e sua participação física. Você pode deixá-los com a impressão de que muitas pessoas no mundo inteiro estão com eles, que eles não estão sozinhos nas montanhas, eles são a nossa grande família e, juntos, estamos avançando em direção à meta; não podemos fazer isso sem o outro, caso contrário, não alcançaremos a meta. Se o Criador despertou todos nós, isso significa que temos que trabalhar nesse sentido, não podemos separar uma parte de nós e dizer que “vamos lidar com ela mais tarde”. Isso não pode ser feito.

É como crianças numa família: podemos cuidar de uma em detrimento de outra? Você tem que fazer algo com cada criança e a mesma coisa se aplica aqui.

A coisa mais importante para eles entenderem é que nós os vemos, sentimos, estamos olhando para eles, e queremos vê-los cada vez mais forte.

Por um lado, temos que oferecer nossa ajuda e apoio, e por outro lado, mostrar a eles que esperamos que eles se tornem grandes e bem sucedidos. Este é o tipo de impressão que devemos dar a eles e depois devemos manter contato constante com eles.

Este é realmente um grupo bom e sério, e estes são bons estados. A Georgia é uma região muito importante. Por mais estranho que possa parecer, ela influencia todos os outros. Existem poucos lugares no mundo, como os Estados bálticos e a Geórgia, onde a população é de apenas alguns milhões, mas eles são muito sensíveis.

É por isso que temos que ajudar o grupo da Geórgia e mostrar grande preocupação.

Nós temos que entender que a Geórgia, em relação às grandes forças – como a Rússia, Europa e a América – é um ponto bastante delicado. Assim, é aqui em particular que o nosso bom trabalho pode dar resultados em muitos lugares distantes.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

Filtre Tudo Que É Redundante

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas determinaram as leis do grupo a partir de sua própria experiência. A finalidade de criar um grupo é conectar e se tornar como o Criador. O grupo é formado quando pessoas que querem atingir esse estado se juntam, e é claro, o grupo deve entender por que ele existe. Ele inclui novos membros que não entendem ou percebem isso ainda, mas num tempo muito curto, vamos explicar porque existe um grupo, e sem forçar, gradualmente levá-los a este estado.

O grupo deve ser unificado, e não deve haver distorções. Não é uma empresa com gerentes e trabalhadores que são subordinados a eles. Não há tal coisa num grupo que estuda Cabalá; tudo é coletivo.

Nós criamos diferentes comissões que servem e ajudam, apoiam e organizam o grupo, o estudo, as férias, as refeições, etc. Tudo isso deve estar precisamente adaptado à unidade básica de cada indivíduo e do coletivo. Apesar de sermos diferentes, temos de ser totalmente iguais, um é sábio e outro é tolo, não faz diferença. Todos são naturais à medida que são essenciais nessa forma específica.

Imagine um mecanismo com algumas de suas partes se movendo rápido e outras se movendo lentamente, algumas estão se movendo para a direita ou para a esquerda e outras estão girando em torno de um eixo. Todas têm seu próprio papel e o principal é que todas devem fazer o seu melhor para a unidade geral. As outras condições do grupo são criadas como resultado.

A principal condição é a ajuda mútua e é isso que nos leva à conexão entre nós, uma vez que uma única pessoa não tem nada para corrigir. Cada um de nós é um todo absoluto e não há nada corrupto, exceto uma coisa: a conexão com os outros. É por isso que eu não presto atenção ao caráter de uma pessoa, a sua forma externa, a seus hábitos asquerosos, nada. Tudo isso não me diz respeito. Eu uso um “filtro” e não vejo tudo isto; alguém é ruivo, outro é chato e alguém me irrita e me afasta da maneira que quiser, mas eu não me importo. Atrás do meu “filtro” eu tenho que ver uma única coisa: a atitude da pessoa em relação à conexão e unidade, pois esta é a única coisa que temos que corrigir nela. Se ela trabalha nisso, ela é minha amiga, e se não o faz, é um estranho para mim.

Não devemos tentar mudar algo em nós, exceto a conexão com os outros; isso é muito importante. Nós desperdiçamos muito tempo e energia nisso. Nós devemos parar de lidar com o que é desnecessário, uma vez que só quebramos e danificamos a nós mesmos dessa maneira. Você tem que ficar do jeito que você é, você não deve perder nem um grama de energia nisso, apenas investir na conexão.

Quando isso fica claro, o trabalho torna-se suave e mútuo, torna-se uma refeição, um anseio pela reciprocidade e o amor. Não devemos prestar atenção a qualquer outra coisa. Há apenas uma condição: a conexão entre nós, e o grupo deve constantemente concentrar sua atenção nisso.

Nós temos um longo caminho a percorrer e, no início, muitas distorções, mal-entendidos, irritações, explosões, etc., podem ocorrer. Mas só há uma coisa importante: se a pessoa realmente anseia por unidade. Se ela tenta aumentar esse desejo em si, então eu tomo para mim todos os seus outros problemas e a ajudo.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

As Letras Da Torá Nascem Da Descida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos alcançar um desejo tão forte pela espiritualidade que irá rejeitar todos os outros desejos corporais?

Resposta: Existem “613” desejos em cada um de nós, que devemos dirigir à grandeza e importância da doação, amor, conexão e garantia mútua, de acordo com o nosso entendimento. Tudo o que é externo aos meus próprios interesses, externo aos interesses da minha pele, deve tornar-se mais importante para mim do que os meus desejos egoístas corpóreos.

Se a pessoa divide seus desejos internos e externos desta maneira e dirige-se para fora de seu corpo, é o suficiente para o momento. Nós devemos verificar constantemente a nós mesmos e tentar nos manter na mesma linha de pensamento.

No final, o hábito se torna uma segunda natureza, e pelos esforços que faço, a Luz vem a mim. Então eu faço mais alguns esforços, e um pouco mais de Luz vem. Eu começo a me construir a partir desses momentos, porque “não há correção para uma pessoa, exceto dirigir todos os momentos presentes e futuros, para que eles sejam dedicados e sirvam ao Seu grande nome” (Baal HaSulam, carta 18) um pouco mais cada vez. É a partir de tais saídas (Yetziot em hebraico) (de “Sião”) que a Torá vem de fora, como se diz: “É de Sião que a Torá deve vir”.

Afinal, quando eu sinto que saí da intenção correta, eu sinto uma deficiência para voltar, e então eu exijo a Luz que Reforma, chamada a Torá. Assim, verifica-se que é a partir de Sião, de tais saídas, que a Torá nasce: não das subidas, mas sim das descidas, a partir das saídas da intenção correta.

Assim, eu sempre adiciono uma “letra” após a outra, até que todo o livro da Torá passe por mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash

Há Sempre Um Critério Para O Avanço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos certificar de que estamos firmemente apoiando nossos amigos com nossas intenções? 

Resposta: Devemos constantemente verificar nossa atitude para com o grupo. Não há nada mais que eu possa verificar. O curso correto sem desvio, o ritmo do avanço — todos são medidos com relação à minha atitude para com os amigos. 

Eu não tenho que verificar e examinar milhares de parâmetros e discernimentos, enlouquecendo entre vários medidores e mostradores como num cockpit, onde os olhos devem seguir um monte de instrumentos. Somente com o tempo é que um piloto treinado capta a imagem completa e reconhece um problema. É por esse motivo que os indicadores dos pilotos são analógicos com flechas que apontam e eles não recebem monitores digitais. 

Na espiritualidade é diferente. Lá, apesar os vários discernimentos que agem em você, você tem que trazê-los para a mesma escala, para um critério: para o ambiente. Eu alcanço uma adesão cada dia mais forte com o grupo, até chegar à implantação da adesão, e atinjo o próximo nível e construo a mim mesmo. 

Eu me uno várias vezes ao grupo e entro nele como na arca de Noé. Eu tento me colocar sob a influência dos amigos tão fortemente quanto posso. Ao mesmo tempo, eu posso criticá-los, mas só se isso aumentar a minha devoção a eles. Assim, primeiro eu tenho que determinar o ponto de adesão, como uma gota de sêmen no útero da mãe. 

Em seguida, quando o contato é estabelecido, a “carne” é criada em torno da gota de sêmen, porque o desejo egoísta é constantemente adicionado. Há problemas, críticas e confusões internas, mas eu só me permito abrir essa “caixa de Pandora” se estiver no controle da situação e usá-la para chegar à adesão. 

Assim, o embrião espiritual cresce, ao permitir que todos os seus desejos participem da adesão, acima dos próprios desejos, acima da razão, e em contraste com seus desejos. Por um lado, os desejos estão queimando internamente, opondo-se à anulação, e por outro lado, ele exige esta autoanulação, a adesão.

De acordo com seus poderes, ele equilibra esses dois estados extremos na linha do meio e isso proporciona o crescimento do “corpo”. Isto é porque o “corpo” já é, basicamente, um resultado, uma linha média, Tifferet

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/12, O Zohar

A Força Do Bom Pensamento Está Invadindo O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nossos pensamentos têm poder real?

Resposta: É claro que os pensamentos têm poder; não é por acaso que há conceitos como o “mau olhado” e o “olho bom”. O poder da nossa mente é a força mais poderosa, mais forte do que uma explosão nuclear. Está oculta nas maiores profundidades, nas forças entre os átomos. O poder da mente é o último nível antes da força espiritual.

Mas os pensamentos só se tornam poderosos se eles se conectam. Se cada um de nós pensa sozinho, ele influencia um pouco o sistema, mas apenas no nível corpóreo. No entanto, se começarmos a nos conectar a fim de revelar o poder da doação geral, nós despertamos e nos renovamos; é como se acendêssemos e executássemos toda a rede espiritual de conexões entre nós. Então descobrimos o Criador dentro dela.

Nós não precisamos ter um grande poder da mente. O principal é a qualidade do nosso pensamento para que ele seja correto e nos ajude a revelar a força de doação mútua entre nós, o que significa o Criador. Quando o Criador é revelado, a verdadeira intensidade é revelada. Esta já é toda a Luz de NRNHY e não nosso pequeno mundo.

Nós nos conectamos e queremos estar sob a influência do Criador, para que Ele resida entre nós e nos controle para que possamos estar em harmonia com Ele em ações sincronizadas. Assim como o Criador é um estado constante de doação, nós também queremos sempre estar num estado de doação. Por isso, nós despertamos a rede geral, e na medida em que somos incorporados nela e nos conectamos entre nós, o Criador é revelado.

É um poder imenso, em relação ao qual todas as forças corporais são inúteis. Todo o mundo corporal começa a girar de acordo com este poder interno da humanidade, tudo muda a partir de nossa menor conexão, e o principal é que a conexão é certa.

Nós percebemos que no ano passado o termo “Arvut – garantia mútua” tornou-se muito popular, porque quando nos reunimos como grupo e nos conectamos em pensamentos e ações, esse poder da mente invade o mundo. Se este termo expressa uma ação espiritual, ele influencia toda a rede global e é aceito por todos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/12, Escritos do Rabash

O Poder Do Amor Nos Mantém Em Órbita E Não Nos Deixa Cair

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso verificar se há amor entre amigos no grupo?

Resposta: O amor entre os amigos no grupo pode ser verificado pelo quanto de tempo durante o dia eu estou consciente do caminho, quanto os amigos, devido à nossa conexão e garantia mútua, cuidam para que nenhum de nós caia, mantendo-nos em constante anseio pela meta, em direção ao centro do grupo.

Dentro de tal cuidado pelo outro e na ajuda mútua, o amor é revelado.

Uma Pessoa Que Procura Seus Irmãos

Dr. Michael LaitmanPassa-se um longo tempo antes da pessoa finalmente começar a não apenas ouvir, mas também sentir e reagir internamente à necessidade de apoio e ajuda. E este não é o mesmo apoio e ajuda que ela está acostumada no nosso mundo, quando ela faz alguma coisa e outros podem ajudá-la com isso.

A questão é que o apoio e a ajuda que a pessoa aceita num grupo é totalmente necessária para ela, porque ela atinge o objetivo desejado não apenas com a ajuda dos amigos, mas diretamente neles. É um pouco diferente do que nós imaginamos.

O grupo é aquela alma única que devemos atingir internamente. Então, vamos entender por que o Criador juntou todos nós, cada um com suas características especiais, interna e externamente. Tudo isso é calculado e vem das Reshimot (genes espirituais), que são reveladas em tal sequência e conectadas entre si, de modo que precisamente em sua conexão, podemos alcançar a correção.

Não há outro caminho: a correção é exatamente a conexão mútua. Portanto, esse sistema final, que já existia desde o início, está sendo cada vez mais revelado, e nós estamos em algum ponto de sua revelação. Portanto, nós temos que aceitar os amigos como parte totalmente essencial e que sem eles a conexão é impossível no caminho definido para nós. Se não, à medida que o tempo passa, alguém vai se desconectar, cada um de acordo com seu destino.

Enquanto essa oportunidade é dada a mim, “eu procuro meus irmãos”, e nós precisamos nos conectar a eles. E quando eu começo a me conectar com eles, eu vejo o quanto esta questão não é simples, a tal ponto que é revelada a mim como o “exílio do Egito”, a escravidão egoísta. Mas isso só é considerado exílio para quem quer estar conectado com os outros, e descobre forças que se opõem a isso.

Estas são as forças do exílio, porque elas nos perturbam em conseguir amor, conexão, participação mútua e auto-anulação: tudo o que consideramos ser a nossa salvação. Se a pessoa está pronta para trabalhar de tal forma, isso é chamado de discernimento de José, a linha do meio das Dez Sefirot. Este trabalho é feito na fé acima da razão, ou seja, na Sefira Yesod e não em Malchut. E quando a pessoa começa nesse trabalho, ela sente as interferências que vêm como ajuda contrária.

Então, o trabalho nas linhas direita e esquerda é revelado a ela, até que ela finalmente chega à linha média. Tudo existe numa inclinação comum que devemos realizar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, Escritos do Rabash

A Prática Do Amor

Dr. Michael LaitmanEstabelecer as corretas relações mútuas no grupo é a coisa mais importante que precisamos implantar, uma vez que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria muito prática. Nós podemos usar outras sabedorias, mesmo sem compreendê-las. Por exemplo, eu me sento no carro e me é mostrado o que está ao meu redor, que botões apertar e sair. Isto é o que realmente acontece em tudo o que fazemos. Basta conhecer algumas coisas a fim de utilizar diferentes desenvolvimentos científicos. Às vezes, tudo que precisamos é de um pouco de conhecimento básico: por exemplo, entrar e se sentar no trem ou no ônibus irá levá-lo para o seu destino, embora você não tenha ideia de como isso é feito. Eu vou de um lugar para outro, como, bebo e participo de diferentes eventos sem conhecer a base técnica das coisas, assim como um bebê recém-nascido que é levado nos braços dos adultos ou empurrado num carrinho.

Na espiritualidade, no entanto, é diferente. Lá, eu só posso usar certas coisas se as conheço e compreendo. Eu não tenho controle sobre as coisas que ainda não alcancei ou descobri. Eu não posso simplesmente me sentar em algum “transporte espiritual” e ir para algum lugar. Não, eu tenho que saber quem eu sou, o que significa este “transporte”, como ele se move, como operá-lo, de onde para onde eu devo subir nele, como se parece o lugar onde comecei e qual é a natureza do meu destino final, etc. Eu tenho que saber o que está acontecendo, para estar no controle da situação e não apenas “pressionar os botões”. Só se eu realmente puder implantar isso de forma total, tendo dominado tudo, eu posso realizar um determinado ato espiritual. Caso contrário, eu simplesmente não existo no mundo espiritual.

Portanto, nós temos que imediatamente nos perguntar: que meio nos permite descobrir, conhecer e compreender a realidade espiritual e aprender a controlá-la? Os Cabalistas  explicam que tudo em nosso mundo está preparado para isso. Está totalmente pronto apenas para esta missão, para que a partir daqui eu aprenda a trabalhar com o mundo espiritual, viva nele, e o controle plenamente.

A partir deste mundo eu aprendo sobre o mundo superior. Aqui, a ferramenta principal é praticar o amor. Nós podemos chamá-la de prática da conexão, concessão, mas no geral trata-se do amor.

Por quê? Porque é disso que se trata. Agora eu amo a mim mesmo, o meu desejo de receber. Eu desfruto ao preencher e satisfazê-lo. É assim que o Criador me fez, Ele conectou a satisfação com o prazer. O “amor ao próximo” significa que eu não absorvo o prazer, mas sim o sinto Nele e com isso desfruto. É assim que uma mãe também desfruta de cada colherada que consegue colocar na boca de seu bebê…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash

O Desejo Comum Nos Torna Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso preencher o desejo dos amigos se não entendo o que eles querem?

Resposta: Você entende o que eles querem porque eles querem a mesma coisa que você quer. Eles querem chegar à correção, descobrir a força que age na natureza. Esta força é chamada de natureza geral, e toda a criação pertence a ela.

Portanto, você quer o que seu amigo quer. Além disso, todo mundo tem diferentes desejos corporais que podem ser conhecidos por nós, todo mundo tem seus próprios desejos mundanos pessoais que nada têm a ver com a espiritualidade. Mas em termos dos desejos e metas sublimes, espirituais, você deve ser claro sobre o que acontece com o amigo, de modo a tentar apoiá-lo.

O apoio é para elevar o ânimo do amigo e dar-lhe esperança e energia, e uma sensação de júbilo em alcançar a meta. Ajude-o de todas as formas possíveis. Evoque nele o sentimento de como a meta e o superior são grandes.

Mostre-lhe como você pode se humilhar perante o grupo, uma vez que é apenas o pequeno que pode receber do grupo, e assim todos devem se rebaixar diante do grupo a fim de receber alguma coisa dele.

Há uma força espiritual no grupo que reside entre nós. O grupo não foi fundado por nós. Apenas nos parece que nos reunimos por nós mesmos e formamos este grupo. Claro que não é verdade! A força superior organiza o grupo para nós; por isso, não pense que nos encontramos apenas por acaso. Tudo é feito pela ação da força geral que nos une.

Portanto, nós temos que entender que, por um lado, há uma força oculta que age entre nós, mas, por outro lado, temos que agir de acordo com ela, a fim de nos aproximarmos gradualmente e começarmos a sentir. Então, nós podemos começar o trabalho mútuo entre nós.

Assim, com as mudanças em nós, aos poucos começamos a nos aproximar da revelação da força superior, ao empregar seus atributos pouco a pouco. Então, nós descobrimos esses atributos em nós e isso significa que nós descobrimos a força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/10/12, Escritos do Rabash

Como Faço Para Copiar A Imagem Da Alma Global Em Mim Mesmo?

Dr. Michael LaitmanA incorporação mútua significa que todos estão incorporados nos outros. Eu restrinjo o meu desejo, o que significa seus padrões, tentando tirar e me incorporar nos padrões que estão nos outros. Eu olho e vejo como todo mundo em volta de mim gosta de coisas diferentes, e eu não senti que tudo isso pode ser agradável.

Se a pessoa permanece indiferente durante a lição, isso significa que ela não pode ser incorporada nos desejos dos outros. Eu vejo que há alguns que estão, na verdade, ardendo e alguns que dormem. Tudo depende da impressão que podemos receber um do outro. Isso é chamado de incorporação mútua; eu tento entrar no outro e fico impressionado com seus desejos.

A fim de fazer isso, eu preciso primeiro me anular, como uma criança pequena, pois caso contrário eu não serei capaz de ser incorporado nos outros. Eu me torno um zero, o ponto preto de Malchut. Agora eu posso entrar no outro e ver o que há dentro dele. Ele é impressionado com alguma coisa e eu quero ser impressionado com ele. Então eu posso absorver seus pensamentos e desejos, tudo o que está nele.

Eu posso formatar meu desejo, que eu restringi e transformei em matéria-prima, e dar-lhe uma forma de acordo com o desejo que está em outra pessoa. Acontece que eu copio e colo em cima de mim tudo o que está em sua alma, e agora minha alma recebe seu desenho interior.

Eu colei uma cópia de sua imagem em cima de mim, assim como você copia dados de um computador para outro, de uma memória para outra. A fim de fazer isso, eu tenho que me anular e preparar um espaço vazio dentro de mim. Então, eu tenho que entrar no outro e pegar os dados dele e transferi-los para mim, para a minha “memória”. Assim, a minha “memória” é preenchida com seus dados. Mas, para fazer isso, primeiro a minha memória deve ser esvaziada, e estar pronta para receber novos dados. Isto é chamado de incorporação mútua.

O que eu alcancei com isso? Eu tinha meus próprios desejos, e, agora, além deles, eu tenho os desejos de outra pessoa. Então, eu me incorporo nos desejos do outro e depois nos de outro. No final, eu vou incluir o mundo inteiro dentro de mim. Mas só se eu me perceber como menor do que todos os outros é que eu vou ser capaz de incluir todos dentro de mim, e com isso me tornar mais sábio do que todos. Eu cresço e me torno maior do que todos, mas tudo isso graças ao fato de que me considero inferior a todos os outros. É assim que funciona.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/12, Talmud Eser Sefirot