Textos na Categoria 'Formação Integral'

Um Estado Feliz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu estou trabalhando na cozinha, descascando vegetais e assim por diante. Eu tenho que imaginar que estou servindo o futuro sistema geral integral antes de começar a trabalhar?

Resposta: Claro. É um tipo de treinamento interno. Eu dou toda a minha energia para o sistema integral, e, ao mesmo tempo, eu sinto que absorvo esse poder geral, e através dele, começo a sentir o novo mundo redondo.

Além disso, o mundo está se tornando integral, já que eu o sinto acima do tempo e espaço, acima das medidas lineares, acima dos três eixos, de acordo com o que vemos o mundo hoje. Eu sinto isso de uma maneira totalmente diferente, assim como em filmes de fantasia que descrevem a formação do tempo e espaço.

Na verdade, eu começo a sentir isso, visto que o mundo é um sentimento interno. Então, eu começo a percebê-lo em outra dimensão, na próxima dimensão. A natureza está nos empurrando para isso. Quando eu descasco essa batata, eu sinto que enquanto eu faço isso, eu estou me aproximando da próxima imagem do mundo.

Isto pode não soar convincente a uma pessoa e pode parecer longe do real, mas se alguém estuda esta abordagem prática no grupo, será capaz de sentir tudo isso num par de aulas. Então, ele não terá problemas.

Se ele está motivado, não corporalmente, mas por adesão à sociedade da qual pode subir graças a sua adesão a ela e à comunicação com ela, então todo o trabalho social vai se tornar uma oportunidade para ele, um estado de felicidade, a fim de subir. Ele verá isso como sua maior recompensa e a maior compensação que existe.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 23/05/12

Eu Quero Que Todo Mundo Se Sinta Bem!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para onde exatamente vai a nossa conexão?

Resposta: A nossa conexão é baseada no fato de que somos todos parte de uma sociedade e queremos torná-la uma sociedade melhor, mais justa, amável e compassiva, que ouve atentamente a cada indivíduo.

Eu quero que todo mundo se sinta bem! Ninguém deve ser despojado de seus bens e não devemos tirar dinheiro dos ricos. Ninguém pode negligenciar nenhuma das camadas mais vulneráveis ​​da sociedade: os pobres, idosos ou mulheres. Não se deve lucrar à custa do outro.

Isso só é possível se primeiro estabelecermos uma sociedade justa baseada na igualdade. A partir dessa perspectiva, vamos tratar a todos como uma família, onde há crianças, idosos e pais com muitas responsabilidades, obrigações e problemas. No entanto, se todos nos sentamos em volta da mesa, entendemos o que a criança precisa, que remédio o avô precisa, e quais devem ser as despesas da casa. Agora nós olhamos para o que resta e dividimos o restante entre nós e vivemos nisso.

Se pudéssemos agir e resolver todos os problemas da sociedade numa atitude amorosa para com todos, ninguém reclamaria porque agimos da forma como agimos. Todo mundo veria que tudo é feito de forma justa, uma vez que o bebê tem certas necessidades e o idoso tem outras necessidades. Isso significa que primeiro temos que atingir a conexão como numa boa família.

Então, mesmo que não tenhamos grandes recursos, eles serão suficientes e ninguém vai sofrer e se sentir privado, que é a principal queixa expressa geralmente pelas pessoas, à medida que sentem que não têm o que os outros têm e o pior, é à minha custa.

Do Workshop em Toronto 20/06/12

Removendo Distrações Picantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que homens e mulheres participam no processo de integralidade?

Resposta: Em princípio, não há diferenças especiais entre homens e mulheres. Obviamente, na sala de aula é preferível proteger os homens de interferências sexuais e ter certeza de que mesmo se eles estiverem sentados juntos num grupo misto, isso não vai distraí-los. Especialmente se eles estão sentados num círculo olhando um para o outro e se comunicando, eles têm que aprender a superar as atrações sexuais e rejeições de seu “animal”, para que eles olhem para cada um no círculo como a fonte do desejo, e que cada um possa se tornar integrado com os outros, acima de seu corpo. Nós precisamos capacitá-los a isso.

Se nós virmos que esse tipo de distúrbio ainda existe, então de antemão teremos que construir um grupo onde este tipo de distúrbio não irá aparecer.

Pergunta: Na segunda fase dos estudos, nos preparamos especialistas, homens e mulheres. A tarefa do homem é mais ou menos entendida. Mas quais tarefas devem ser preparadas para as mulheres?

Resposta: Eu acho que as tarefas mais educativas para crianças, aposentados, e menos para adultos com idade entre 17-50 anos, onde os instrutores do sexo masculino serão mais exigidos e mais adequados.

Claro, isso precisa ocorrer de acordo com a sociedade em que você está envolvido: europeus, asiáticos ou sul-americanos. Pode ser que o ensino seja feito por casais que irão mostrar como eles cooperam com sucesso um com o outro. Desta forma, um bom ambiente será criado no grupo, e não haverá problemas sexuais.

Eles podem exibir a sua cooperação e igualdade absoluta, como dois professores, dois seres humanos, que estão abordando o mundo integral, e querem ser incluídos na humanidade acima de seus corpos, acima dos hormônios e outros tipos de considerações. Então, isso irá influenciar o grupo e eles serão capazes de trabalhar em silêncio e em paz.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 22/05/12

O Método Mais Eficaz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Psicólogos dividem as necessidades das pessoas em valores sensoriais gerais, tais como amizade, uma boa ocupação, etc., e valores instrumentais, como ser meticuloso, alegre, ter senso de humor, força de vontade, tolerância para com os valores dos outros, uma perspectiva ampla, etc.

Assim, verifica-se que grandes conflitos, entre as crianças, por exemplo, ocorrem porque elas não querem ser educadas, ou quando elas falham em fazer algo. De qualquer forma, a grande crise parece ser principalmente em relação aos valores instrumentais.

Resposta: Eu vejo isso como uma incapacidade das pessoas em se conectar. Isto significa diminuir-se em relação aos outros, para compreender os outros, vê-los como maior ou menor do que você, posicionar-se em relação aos outros; quando ser gentil para com eles, a fim de senti-los, para remover alguns de seus próprios “eu”, e olhar para si mesmo e para os outros de fora, é sem dúvida uma ferramenta.

Mas por que deveríamos enfatizar ou apresentar centenas de discernimentos finos de qualidades e atributos quando eles são todos baseados no egoísmo?

Se eu posso rebaixar meu ego, curvar-me e colocar o outro acima de mim, todos os atributos, tais como sensibilidade, compreensão, atenção, tolerância, gentileza, etc. aparecem naturalmente.

Em relação ao outro, há apenas uma perspectiva de acordo com a qual eu sou ser maior ou menor do que ele. Quando nós somos iguais, eu não posso nem ver a que se refere essa igualdade, a que parâmetros. Quanto a ser superior ou inferior, eu percebo este aspecto nitidamente.

Isto significa que uma pessoa deve ser treinada para se relacionar com os outros objetivamente: vamos olhar para uma pessoa de fora. Aqui está ela diante de você: bonita ou feia, preta ou branca, não importa. Cada vez, tente se colocar tanto acima quanto abaixo dela com respeito a determinado atributo, e faça isso tanto quanto você puder.

Ao mesmo tempo, não há intenção de subestimar o outro usando o termo “superior ou inferior”, mas apenas para entender as coisas. Quando eu me coloco acima do outro, eu faço isso para passar algo a ele, a fim de ensinar-lhe algo. Eu sou como um instrumento que o preenche com certas emoções, conhecimentos, etc. Eu o trato como uma criança, enquanto eu sou o adulto, mas um adulto com boas intenções que o trata bem. Eu posso me tornar imediatamente inferior em comparação a ele, e torná-lo superior em relação a mim em tudo. Então, eu me torno a criança em comparação ao adulto, ou o estudante em relação ao professor, que agora pode receber dele. Assim, eu posso ser enriquecido por qualquer um.

É importante dizer que eu nunca vejo a imagem do verdadeiro objetivo do mundo, mas apenas a imagem que o meu ego representa para mim. Por isso, esta imagem é realmente distorcida. Mais tarde, quando eu olho para o passado, vejo o quanto eu estava equivocado. Mas é possível estar equivocado?

Não se equivocar, ou seja, ver o mundo em sua verdadeira forma, só é possível de acordo com a maneira que eu construo a mim mesmo com respeito a este mundo, com respeito a cada pessoa e cada evento: maior ou menor (superior ou inferior), e que no final eu lucre com isso. Assim, eu crio dentro de mim imensas oportunidades para estudar, ensinar os outros, encontrar uma satisfação, e comunicar, na medida em que estou pronto para ouvir e me permitir ser uma fonte.

Este é o método mais prático e eficaz. Ele nos capacita a alcançar a estabilidade quando todos veem o outro ora por cima e ora por baixo, e tornam-se flexíveis, suaves e capazes de gerir a si mesmos. Como resultado desta forma de comunicação, chegamos ao caminho do meio e nos tornamos iguais, encontrando um ponto de equilíbrio objetivo. Para esse estado é que nós devemos levar as pessoas, mostrando-lhes que é possível, de modo que elas vão usar esse método em diferentes tipos de comunicação.

Da “Discussão sobre Formação Integral educação” 23/05/12

Resumindo A Mesa Redonda

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você diria no final da mesa redonda, resumindo seus resultados?

Resposta: Eu diria o seguinte: nós fizemos uma tentativa de nos conectar, de subir acima de nossas diferenças, e tentamos perceber a conexão como um valor superior. Ficou claro para nós que se nos conectarmos, através desta conexão, vamos ser capazes de resolver diferentes problemas. Se continuarmos com os debates em mesas redondas, teremos uma chance de sucesso.

Vamos viver sem conflitos e guerras, de uma forma mais apropriada que todos reconhecerão. Todas as camadas da sociedade podem fazer parte desta conexão. Ninguém será excluído de forma alguma, e esta é a forma mais segura de resolver problemas.

Se continuarmos com as nossas tentativas de conexão através desses debates, poderemos chegar a um consenso geral, à união e compreensão mútua. Os representantes de todas as camadas da sociedade vão se unir, falar e entender melhor uns aos outros. Eles vão tentar se conectar acima de todas as diferenças e não apontar um para o outro, culpando os outros.

Nós nos elevamos a um nível tal, a fim de pensar primeiro na nossa conexão. Depois, a partir desta conexão, como numa família, vamos resolver todos os problemas que cada um de nós tem.

Não há outra abordagem que nos permita chegar a uma distribuição justa de recursos, de modo que ninguém se oponha. Primeiro, nós temos que chegar à cooperação, e assim já poderemos ver o que cada um quer e decidir como todos nós poderemos fazer isso junto. Mas se distribuirmos os recursos sem esta conexão, isso vai trazer guerras terríveis, e depois os mais fortes vão tentar tirar uma fatia maior. Então, nós nunca seremos capazes de viver em paz e harmonia.

Do Workshop em Toronto 20/06/12

Uma Fonte Infinita De Energia

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa deve se obrigar a manter certa rotina ou basta sentir uma inspiração geral para estar em harmonia?

Resposta: Nós temos que entender uma coisa: a pessoa em seu ego linear não pode obrigar a si mesma a fazer alguma coisa. Aquela que está em contato com a sociedade não força a si mesma a fazer nada.

A sociedade a inspira e a dirige para novos desejos. Ela, vendo-os como seus, bem como da sociedade (“nós” e o novo “eu” entre nós), começa a agir em conformidade. Diferentes tipos de desejos “redondos” (circulares, coletivos) surgem nela, que são necessários para toda a sociedade. Ela os realiza com prazer e eles se tornam seus, mas eles são, na verdade, os mesmos desejos que a sociedade precisa.

Então, uma programa de trabalho surge nela naturalmente. Não é difícil seguir uma rotina diária; ela pode até trabalhar 20 horas por dia. Ela tem bastante energia. Ambos os desejos e a energia vêm da sociedade, e este é o lugar onde ela sente a recompensa quando realmente percebe esses desejos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 23/05/12

Ensinar Usando Materiais De Apoio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos oferecer material de apoio para os cursos de educação integral?

Resposta: Eu acho que o curso básico deve ensinar as pessoas a se unir de forma prática. O próximo curso, que prepara instrutores, deve incluir tudo.

Nós precisamos fornecer um instrutor futuro com vários materiais sistemáticos sobre todos os assuntos com uma bibliografia e outros dados. Cada um precisa ter uma pasta da qual possa extrair informações sólidas e convincentes em um dado momento para demonstrar, convencer, falar e ensinar. Ele tem que ser capaz de usar isso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 22/05/12

Simplicidade E Mobilidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que podemos trazer cientistas para o sistema de educação integral?

Resposta: Eu acho que sim, mas o problema é que é muito difícil trabalhar com pessoas bem conhecidas: escolher um horário conveniente para elas, fornecer transporte e criar condições especiais. É por isso que a melhor solução, a mais prática, é fazer clips com elas que estarão acessíveis a professores e poderão ser mostrados na tela sempre que for necessário.

É preferível tornar tudo portátil e fácil. Hoje, você pode colocar qualquer quantidade de informações em um pequeno notebook e usar um pequeno retroprojetor, porque tudo é processado e organizado de forma clara, concreta, com todos os dados sobre as pessoas que você apresenta. Isso é o suficiente.
Da “Discussão sobre Educação Integral” 22/05/12

Mesa Redonda: Um Instrumento Para Integração

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível organizar mesas redondas sérias onde os nossos professores, estudantes e cientistas participem na preparação de nossos especialistas?

Resposta: Tente tudo o que puder. A mesa redonda é a ferramenta para uma ação de integração mútua. Em torno da mesa redonda você cria uma nova força integral que ninguém teve antes e que não é apenas a soma de todos os desejos e pensamentos dos participantes, mas uma força muito maior.

Eles não apenas conversam e chegam a algumas conclusões coletivas. Eles também se anulam emocionalmente, a fim de se conectar com outros, a fim de criar uma única pessoa integral, para criar uma nova personalidade. A emoção que é criada entre eles é uma ferramenta totalmente nova para resolver todos os problemas, dúvidas e fantasias, para tudo.

Você pode conseguir esta nova ferramenta integral em todos os lugares e você vai resolver todas as questões corretamente, uma vez que o mundo é integral, e por isso, você está se colocando em um estado de equilíbrio com a natureza. As pessoas que se juntaram nisso constantemente anseiam por isso. Elas sentem que há uma inspiração especial aqui, uma elevação; é o próximo nível do nosso desenvolvimento, onde você pode realmente separar-se do seu corpo e sentir que existe não no desapego, mas em uma mente e em sentimentos muito mais sublimes do que quando você estava sozinho.

Portanto, traga mais pessoas. Elas instintivamente vão ansiar por esses grupos, por tais oportunidades. Eu acredito que as mesas redondas possam ser transmitidas através de canais de televisão e diferentes canais virtuais. Nós simplesmente devemos cultivá-las.

Da “Discussão sobre Formação Intergal” 22/05/12

Uma Pluma Que Pesa Cem Toneladas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de esforço é o meio para o avanço espiritual? Eu posso ajudar um amigo a se esforçar ou eu roubo o seu trabalho com isso?

Resposta: O esforço é o que está acima das minhas capacidades humanas. Eu não posso ajudar o outro e completar o seu trabalho, mas posso dar um exemplo para ele de modo que será mais fácil para ele se esforçar.

Portanto, eu não roubo o seu trabalho, mas sim o ajudo. Quanto mais ajudarmos uns aos outros dando o exemplo, de modo que será mais fácil para o amigo para se esforçar ainda mais, de forma mais eficiente vamos avançar.

Com isso, podemos trocar o esforço corporal pelo esforço espiritual! Assim, o trabalho corporal parece ser muito difícil e o trabalho espiritual parece ser muito fácil, porque você adiciona o vigor do grupo a ele. O resultado é que você tem que mover uma carga de cem toneladas e a move, mas você tem o auxílio de um milhão de pessoas empurrando a carga com você.

Você não tem que sentir o peso da carga que é de 100 toneladas. Estas 100 toneladas são necessárias apenas para que através delas você alcance a conexão com um milhão de pessoas.

Portanto, não há necessidade de sofrimentos sem sentido; tudo que temos a fazer é entender por que sofremos.

Se você sentir dificuldade, dor, rejeição e tristeza em um determinado lugar, isso significa que o esforço não é o correto. Como se diz: “Tu não me invocaste a mim, ó Jacó”. Se com muito esforço e suor você carrega a carga que lhe foi dada pelo Criador, isso significa que você não está se esforçando corretamente, e esse ônus pertence à outra pessoa e não ao Criador.

O prazer do trabalho é saber para quem estamos nos esforçando.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/06/12, Shamati # 117