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O Que é o Criador?

Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1, “Mesa de perguntas e respostas para o significado dos Mundos”: Questão 27 Maatzil (o Criador ). Qualquer causa é considerada como o Maatzil do grau efetuado. O título Maatzil contém tanto o Hamshacha (desenho) GAR da (Luz) e do Kli (vaso) que recebe o Ohr.

Está claro para nós que o grau superior é chamado de “o Criador” em relação ao mais baixo que ele criou. Mas por que é adicionado aqui o conceito de “o Criador” incluindo não apenas a Luz recebida, mas também o vaso para receber esta Luz, ou seja, meu vaso, o desejo?

Eu recebo a Luz e sinto a minha realidade dentro do meu desejo. Dentro dessa realidade eu sinto o grau superior. Em outras palavras, a sensação em mim é dividida em duas partes: eu e o superior. E tudo isso é chamado de o Criador.

Ou seja, tudo é atingido apenas no interior das sensações do homem, e eu chamo de uma parte especial dentro de mim – o Criador. Portanto, é dito: “De Suas ações saberemos que é Você!”

Podemos falar sobre o Criador (Bo-reh ou “vir e ver”, em hebraico) apenas na medida das nossas próprias correções. Eu chamo de o Criador a parte dentro de mim que eu corrigo para doação, para as propriedades que não são inerentes a minha natureza desde o nascimento.

É por isso que a alma pode ser apenas um ponto, uma gota, ou crescer cada vez mais, mas é sempre parte do superior. Eu sinto a raiz superior, o Criador, dentro da parte em mim que é corrigida para doação e chamo de alma. O Criador já está em mim, não no céu, mas nós estamos falando sobre a propriedade de doação que está acima de mim, acima da minha natureza. Apesar de ter obtido e agora estou trabalhando com ele, eu, contudo, atribuí-lo a um superior.

É por isso que o Criador está sempre dentro de um ser humano, e não em algum lugar do céu. O mesmo vale para o grau superior: Somente aqueles que o alcançam e estão em contato com ele podem falar sobre isso. Ou seja, o grau superior está também em mim, só considero o grau mais elevado para mim.

Na minha percepção, há sempre um grau tão intenso que eu já adquiri e praticamente trabalho com, como se ele pertencesse a mim, e aquele que esta ainda mais alto e brilha para mim “de longe”. Ou seja, ele está em mim, mas de tal forma que não posso usá-lo no momento. Tudo é percebido e sentido apenas dentro de uma pessoa que atinge.

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Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 23/6/11, Talmud Eser Sefirot

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Um Momento de Reflexão

Hoje, o mundo inteiro está em crise, e nós estamos se aproximando lentamente de problemas ainda maiores em todos os lugares e em todas as áreas da vida. Tudo o que temos feito neste mundo foi mal feito porque nós crescemos sobre o domínio do nosso egoísmo. Não podemos esperar o bem de qualquer lugar, porque temos sempre trabalhado apenas para o bem do nosso ego.

Agora, o mal é revelado gradualmente, gota a gota, em diferentes locais e em qualquer oportunidade, de modo a impedir-nos de fugir nossa própria dor. Se a dor se tornar muito forte, não seremos capazes de pensar em outra coisa, exceto como se livrar dela. Nós não estaremos mais interessados ​​na sua causa e efeito. Vamos querer apenas acabar com essa dor.

No entanto, se a dor vem em ondas e todo o tempo ou diminui ou se torna mais grave, deixando-me tempo suficiente para refletir sobre isso, então eu começo a procurar de onde e por que se trata e como se livrar dela. O Criador tem um jogo conosco, e como resultado, encontramos uma solução.

Primeiro de tudo, precisamos estudar a causa, e é na oposição da nossa natureza. Nossas propriedades são opostas ao Criador e, portanto, como Ele se aproxima, nos sentimos mal! E quanto mais próximo Ele se aproxima, pior nos sentimos! É como no caso do ladrão que é melhor manter distância da tesouraria e não dar-lhe uma oportunidade para cometer um crime. O mesmo acontece conosco.

Por isso, especialmente agora, em nosso tempo, o Criador é revelado de forma muito lenta e gradualmente, a fim de dar-nos tempo para pensar. Ele é revelado um pouco, e nos sentimos mal. Por exemplo, alguns anos atrás, uma crise estourou, e agora as pessoas dizem que “supostamente” acabou. Mas não acabou, foi dado para nós tempo para pensar e explorar! Em breve, outra crise irá estourar, em vários níveis e tipos. E depois de um período de calma virá.

Assim, o Criador nos ensina e nos dá oportunidades de buscar razões para que, em última análise, nós O revelamos como a fonte de tudo o que acontece. E em relação ao nosso egoísmo, Ele aparece como a fonte de todo mal. Então, vamos entender por que nos sentimos mal: É por causa da nossa oposição ao Criador?

O que podemos fazer para se sentir bem? O Criador é perfeito, e nós temos que mudar apenas nós mesmos. Assim, aos poucos, vamos perceber que temos que corrigir a nós mesmos. A humanidade irá certamente chegar a isto sob os golpes metódicos, periódicos que virão de todas as formas para qualquer nação, a qualquer pessoa, ensinando-nos assim.

No entanto, temos que revelar o método para as pessoas para que aprendam cedo a partir de onde e por que esses golpes vêm. Por isso, vamos facilitar o desenvolvimento de toda a humanidade. Isso é chamado de “trazer a Luz para as nações”, isto é, para pessoas que ainda não entendem por que são atingidas.

Para desenvolver conscientemente, as pessoas precisam descobrir a causa, a necessidade e finalidade dos golpes. Como resultado, todo o curso do desenvolvimento muda muito. Aqueles que possuem o método de correção devem fazer isso para o mundo inteiro.

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Da 1a. parte da Lição Diária de Cabalá de 24/06/2011, Shamati #241

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Um Novo Conto Sobre Chapeuzinho Vermelho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que acontece “nos bastidores” das minhas ações quando durante a leitura do Livro do Zohar eu faço esforços repetidos para retornar à intenção, mas eles me parecem inúteis?

Resposta: Seus esforços determinam suas qualidades de percepção, sua sensibilidade, e então você faz a revelação. Tudo está na sua frente, mas sua falta de sensibilidade não lhe permite revelar o sistema de conexão entre as almas sobre o qual fala O Zohar. Seus esforços e orações constroem os instrumentos de percepção dentro de você para sentir essa imagem.

Pergunta: Eu repetidamente tento construir minha intenção de novo, mas parece que faço os mesmos esforços e sinto a mesma coisa que senti uma semana atrás, como se nada tivesse mudado…

Resposta: Suponha que eu esteja entre músicos. Olhando para eles, eu vejo como eles ouvem cada som e discernem a combinação de diferentes sons, e vejo quão importante isso é para eles. À medida que eu olho para eles, eu aprendo como eles tratam os sons. Então, como resultado de meus esforços, eu me torno mais sensível e começo a senti-los.

Então, eu faço perguntas aos músicos e eles explicam as coisas para mim, mas eu não entendo suas explicações. “Um quarto”, “um quinto”, “glissando”, “forte” – essas palavras não me dizem nada, tal qual a terminologia ilegível do Livro do Zohar.

Mas, eu quero aprendê-las! Por isso eu tento me tornar um pouco mais sensível a elas e senti-las. Então, como nós estamos em um sistema especial, de acordo com meus esforços, desejo, e aspiração, eu começo a sentir. É assim também que a criança se desenvolve: ela quer ser grande e está sempre correndo por toda parte, nunca fica cansada e investiga tudo ao redor.

Nós nos perguntamos: como as crianças podem ver o mesmo desenho animado ou ouvir a mesma história milhares de vezes? Porém, é milhares de vezes para nós porque nós não nos desenvolvemos nem um pouco. Mas, a criança vive naquela história. Quando ela ouve um conto sobre Chapeuzinho Vermelho hoje, para ela é uma história completamente diferente, não igual a de ontem. Você olha para ela e pensa: “Bem, eu vou contar a história para ela. Deixe que ela se sente quietinha, se acalme, e a desfrute…”. Porém, ela ouve uma nova história toda vez! E mesmo que ela também a saiba de cor, quanto ela a repete junto com você ela a revive de novo. É semelhante a como você tem que comer hoje, mesmo que tenha comido ontem. É isso que acontece a ela também!

Assim, todo o seu trabalho é desenvolver a sensibilidade para adquirir novas qualidades de percepção.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/11, O Zohar

Não Se Deixe Ser Subornado Quando Procurar A Verdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós não conseguimos fugir de exigir a verdade, então nós finalmente revelamos que estamos mentindo para nós mesmos?

Resposta: Se a pessoa é capaz de agarrar-se à verdade, então ela tem muita sorte. Nós vemos que há muitas pessoas no mundo que não precisam da verdade e que não perguntam para que estão vivendo.

Em outras, esta pergunta já surge, mas do ponto de vista do, “Para que estou sofrendo?”. Ou seja, esta não é uma pergunta sobre o sentido da vida, mas sobre como encontrar o gosto na vida, agora que você sente um gosto amargo em vez de doce.

E há outras pessoas que não perguntam sobre uma boa vida, mas sobre encontrar a verdade nela. E há pessoas que não perguntam sobre a verdade na vida, mas sobre quem nos deu essa vida, sobre o Criador. Esta pergunta já não é sobre mim, porque eu já não me importo sobre quem sou eu e o que vai acontecer com a minha vida, de uma forma ou de outra. Eu quero vir a conhecê-Lo, atingir o Criador, e existir Nele – na própria fonte, na raiz.

Há muitos níveis nessa atitude, dependendo da exigência da pessoa, de sua sensação e realização. Aqui, tudo depende da raiz da sua alma e do atual ciclo de vida, ou seja, em que estágio de desenvolvimento ela está.

Mas, mesmo que em nosso estado atual ainda não tenhamos recebido a chance de perguntar sobre a verdade, nós podemos desenvolver esses desejos dentro de nós por meio do ambiente, “do professor, do grupo, e  dos livros”, e avançar dessa forma. No entanto, isto não é fácil e requer que você revele o que está no fundo de si mesmo, dentro de seus genes informativos (Reshimot ).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, Escritos do Rabash

O Amor É Uma Rua De Mão Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas que o amor é necessário?

Resposta: Você pode amar comer peixe no almoço, você pode amar o seu filho pequeno, ou pode amar o próximo ou o Criador. As mesmas palavras designam noções completamente diferentes.

Vale a pena enaltecer o amor ao próximo a uma pessoa que ama peixe? Como você pode descrever-lhe o prazer de doar? O que ela vai entender? Que ela tem que dar o peixe para outra pessoa? Isso é amor?

O que significa amar o próximo? Ele tem um significado completamente diferente. Amar o próximo significa anexar o desejo dele ao seu e trabalhar com o seu desejo a fim de satisfazer o desejo dele. Então, nós dois nos fundimos num todo, onde eu o satisfaço e ele me satisfaz.  No que ele se satisfaz? Em seu desejo. Seu desejo em relação ao meu é como Malchut em relação a Zeir Anpin. Eu sou como o Criador, e ele a criação. Este é o meu trabalho.

Assim, o “amor” é a relação entre o Criador e a criação. Somente isso é o amor – a atitude da criação para com o Criador. Se eu posso construir este tipo de atitude para com os outros, ou em outras palavras, se eu adquiro a qualidade do Criador (a qualidade de doação), e por meio dela eu me relaciono com o desejo do próximo como faz o Criador, verifica-se que o Criador está dentro de mim, e eu realizo as ações necessárias em relação ao próximo. Isso significa que eu amo o próximo.

Nós não temos o direito de usar a palavra “amor” em qualquer outro sentido, contexto, ou caso. Caso contrário, nós vamos confundi-la com o nosso “amor por peixe”.

Nós estamos falando sobre como o Criador, a qualidade de doação, se veste em mim. Antes de tudo, nós temos que realizar o princípio: “Não faça aos outros aquilo que você mesmo odeia”. É assim que eu me torno neutro. Depois disso eu tenho que adquirir o desejo dele em vez do meu. O desejo de outra pessoa se torna mais importante para mim e, portanto, ela se torna maior do que eu. Eu estou pronto para fazer tudo por ela, assim como faria para um filho doente em nosso mundo. Eu estou totalmente em “curto-circuito” no seu desejo; isso é o que me faz agir.

É exatamente por isso que eu sou semelhante ao Criador, como Zeir Anpin que recebe um pedido de Malchut. Quanto mais o desejo de outra pessoa é capaz de me fazer doar, maior eu sou do que ela. Este é o amor. Você vê como isso é diferente de nossas noções atuais?

Quanto mais eu posso doar a outra pessoa, mais eu forneço-lhe a Luz da correção. Afinal, há a garantia mútua entre nós. Eu não satisfaço seu desejo egoísta, mas revelo dentro dela o desejo de estar em um sistema comigo, de modo que a Shechina reine entre nós. Então, o que devo dar-lhe? Eu lhe dou o meu apoio da garantia mútua, que ela também fornece a mim, ao revelá-lo em seu desejo. Este é o amor.

Ninguém está satisfazendo o egoísmo do outro. Eu não revelo o desejo egoísta na outra pessoa, mas o desejo do apoio mútuo, a fim de revelar o Criador no relacionamento entre nós. O Criador não pode ser revelado em qualquer indivíduo ou apenas na minha atitude para com outra pessoa, a menos que seja fortalecida pela mesma atitude dela. O amor não funciona em uma direção. Ele é uma rua de mão dupla. Ele exige uma rede de conexão por onde os impulsos da doação fluem, uma rede permeada por sentimentos de amor, relações de garantia mútua e reciprocidade que nos fortalecem mutuamente.

Nesse meio tempo, o egoísmo permanece abaixo, sem fazer quaisquer cálculos para satisfazê-lo. Afinal, nós nos elevamos acima dele, conectados por nossa intenção mútua em prol da doação. E quando ele atinge um determinado nível de unidade, criando uma rede acima de nós, nós revelamos o Criador, a qualidade mútua de doação e amor entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

O Mundo Está Preparado Para Ouvir

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é o método que fala da necessidade de união entre cada um de nós de acordo com o plano da Natureza, a força única que controla o universo inteiro, todos nós, toda a criação. Desde os dias da Babilónia antiga, esta ciência tem sido escondida de toda a humanidade. A Cabalá apenas afirma que este ensinamento seria passado através de um pequeno “fluxo”, de professor para discípulo, por milhares de anos, da Babilónia antiga até ao presente, até que o nosso mundo se tornasse uma Babilónia moderna, isto é, um todo.

Isto significa a interconexão completa, independentemente de fronteiras, países, continentes, nações, raças, grupos e religiões que têm emergido ao longo do curso da história. A nossa interdependência tornar-nos-á tão fortes que irá eliminar todas estas barreiras.

Por outro lado, o nosso egoísmo permanecerá e continuará a se desenvolver. Devido a isto, iremos detestar-nos uns aos outros ainda mais. Iremos repelir-nos uns aos outros automaticamente; iremos pensar apenas em nós mesmos inconsciente e instintivamente. Não consideraremos os outros e apenas os usaremos ao máximo para o nosso próprio benefício. Esta será a nossa natureza durante 3700 anos, dizem as fontes Cabalistas.

Chegaremos a um egoísmo enorme, e será natural para nós. Não iremos sequer reparar que é especial, mas apenas que isto somos nós e esta é a nossa vida. Ainda assim, este egoísmo juntamente com a nossa conexão integral extensiva, com a comunicação que desenvolvemos entre nós, irá entretanto tornar-nos novamente na Babilónia.

Além disso, durante a última fase de desenvolvimento, quando esta sociedade de egoismo enorme se tornar global, iremos esgotar praticamente todos os recursos naturais e recursos energéticos: água, minerais, metais, petróleo, carvão e gás. Tudo se aproxima de um fim. Mesmo que queiramos aumentar o nosso potencial egoísta, não será possível.

A sociedade de consumo que se desenvolveu durante o século XX saturou-se, esvaziando a Terra de todos os recursos, e como resultado, não podemos continuar nesta vida, mesmo fisicamente. Atingimos tal confronto entre cada um de nós e com o ambiente que nos força a fazer algo.

A nossa sociedade irá tornar-se diferente – incontrolável. Recentemente, nós vemos revoluções ocorrendo em diferentes países; vemos como a comunicação, a conexão entre as pessoas encoraja-as a exigir mudança social. Contudo, ainda não percebemos como ou porquê isto ocorre: hoje é lá, amanhã pode acontecer aqui ou noutro local. Não vemos onde isto nos leva.

Nesse estado de confusão, sem conseguir perceber a próxima fase, vemos a ciência da Cabalá sendo revelada novamente para o mundo. Lembro-me quando estudava com o meu professor: costumávamos viajar para locais especiais, locais Cabalísticos e sentávamo-nos juntos, um diante do outro. Durante essas tardes e noites, ele tentou dizer-me que viria um tempo quando a Cabalá fosse revelada.

O que significa “revelada”? “Revelada” significa que não é você que começa a falar, mas as pessoas que querem ouvir começam a vir. Não depende de si, mas daquele que irá ouvir.

Vemos que este tempo chegou porque há muitas pessoas de diferentes países, em continentes diferentes, em várias línguas, que querem ouvir o que a natureza, o Criador, nos pedem. Querem saber com o que devemos assemelhar-nos, como devemos mudar a nós próprios, subir a que nível, como entrar numa dimensão inteiramente diferente, perceber o nível geral da natureza, a eternidade, a perfeição, para sentir isto aqui e agora no nosso mundo. É dito na ciência da Cabalá que tais pessoas surgiriam no fim do século XX.

Eu não acreditei nisso, não via estas condições. Contudo, no fim do século passado, milhares de pessoas tornaram-se interessadas em Cabalá, inconscientemente, sentindo instintivamente esta urgência graças aos seus desejos, que se desenvolveram e atingiram a maturidade. Na próxima fase, uma nova dimensão é concebida neste desejo egoísta finalmente maduro.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Uma Criança Esperta Brincando De Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é apenas o desejo que surge “a partir da ausência” em virtude da Luz e que gradualmente atinge o seu estado. No início, ela simplesmente quer desfrutar, mas depois começa a entender que está completamente sob o domínio do desejo.

É assim que o desejo cresce gradualmente, até que percebe a sua total oposição à Luz. A primeira vez ocorre durante a 4ª fase da expansão da Luz Direta, no estado chamado de Malchut do mundo do Infinito.

A criatura não consegue manter esta condição e se restringe. Isso a força a estabelecer uma nova relação com o Criador. Ela se sente obrigada a ser como Ele e se esforça para fazer isso, até que todas as suas tentativas levam à penetração mútua de um no outro, o que é chamado de “quebra dos desejos”.

Parece-nos que a quebra é algo negativo. Mas, na realidade, é o contrário. Devido a ela, a criatura entende sua total incapacidade de ser como o Criador.

Para se tornar um doador e semelhante ao Criador no estado de quebra, falta-lhe apenas esforços. Mais tarde, ele será capaz de chegar à doação e à ascensão a partir de um estado muito pior. No entanto, em primeiro lugar, ele tem que experimentar a realização do mal, da oração, do trabalho, das boas ações, e até que tenha tudo isso, não será capaz de tornar-se igual ao Criador e ser como Ele.

Até que a criatura tenha obtido o vaso espiritual, ou seja, a compreensão, a sensação do próprio esforço, a realização do desejo, é impossível dizer que ela é semelhante ao Criador. A criança não pode ser uma doadora. Ela pode fazer algo pequeno, brincar com seus brinquedos. Mas se ela realmente quer se tornar como um adulto, deve desenvolver uma variedade de sensações em si mesma.

Assim, depois de todo desenvolvimento histórico e espiritual, que nos foi dado como uma preparação pelo Alto, nós descobrimos que dois desejos co-existem dentro de nós: o nosso próprio e um desejo adicional. O ser humano dentro de nós começa com isso. O próprio desejo natural da pessoa a arrasta para os prazeres que ela vê a sua frente. O desejo adicional a arrasta a tipos especiais e espirituais de prazer; no entanto, ela não pode sentir nada além do prazer.

Nós vemos em uma pessoa do nosso mundo o seu corpo material, físico. Não se trata disso, mas do desejo arrastando-a em duas direções. Um deles é direcionado para o que é revelado à pessoa em seus cinco órgãos sensoriais. O outro é chamado “ponto no coração”, e ainda não está claro para a pessoa para onde esse desejo a arrasta e se vale a pena usá-lo.

A partir do momento em que estes dois desejos se manifestam na pessoa, ela é chamada de ser humano. Devido a estes dois estados, ela pode tornar-se semelhante ao Criador (Edome), ou seja, ser chamada de homem (Adão, da palavra “Domeh“ou similar). A pessoa só precisa saber os meios, para aprender a usar esses dois desejos despertados nela.

Um desejo é antigo e é chamado de “rei velho e insensato”; o outro é novo e crescente como uma “criança esperta (inteligente)” Se a pessoa quiser tratá-los corretamente, isto só é possível com a ajuda da força superior. Assim, ela não pode avançar por conta própria e precisa de um mentor.

Tudo é dada pelo Alto: as pessoas são levadas ao lugar certo para estudar; todas as condições necessárias são criadas para elas, de modo que possam aceitar esta orientação e usá-la. Tudo é dada pelo Alto, exceto o esforço que devemos adicionar a nós mesmos! Estes esforços constroem o ser humano.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/06/11, Shamati # 161

A Tela Para Revelar O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas próximas convenções, se desejarmos que o Criador seja revelado, o que devemos pedir?

Resposta: A revelação do Criador é o amor e a doação, que se revelam entre os seres humanos. Dentro desta qualidade nós encontramos sua origem, a força superior que nos criou, e a sentimos dentro de nós.

Assim, o nome do Criador é “Boreh“, ou seja, “Bo – Reh” ou “venha e veja”, descubra. Você descobre o Criador dentro de si, em suas qualidades corrigidas. Elas servem como uma tela, um monitor, onde você pode encontrar o seu mundo.

Da Lição Virtual sobre os Fundamentos da Cabalá 29/05/11

Oferecendo ao mundo uma solução

Pergunta: Milhões de pessoas em todo o mundo desejam crescer espiritualmente. Mas e quanto ao resto?

Resposta: Todo mundo sofre, todo mundo sente-se mal. Veja como cresce o descontentamento em torno do mundo. Não é óbvio que estamos à beira de adversidade? Este processo está acelerarando a uma velocidade impressionante. Recentemente recebi uma carta da Espanha, onde as pessoas comuns estão enfrentando sérios problemas. O desemprego está subindo rapidamente aos céus.

É assim que o Criador está empurrando e fazendo com que todos o encarem. Querendo ou não, as pessoas começam a perguntar: “O que fazemos? Como sair das dificuldades? “Primeiro, evitar dificuldades é a chave: Se uma pessoa não tem nada para comer e sem dinheiro para pagar o aluguel, se ele ou ela não tem necessidades, questões espirituais dificilmente lhes interessam. Mas você pode mostrar-lhes a solução.

Leia o que os analistas escrevem, pesquise onde quiser hoje, ninguém tem soluções para os problemas que o mundo está enfrentando. Pelo menos muito já é evidente. Aqueles que ainda estão no poder, bem como os comentadores políticos têm plena consciência de que chegamos a um beco sem saída. Ninguém tem a coragem de levantar a mão e oferecer uma solução própria. É demasiado óbvio como irrealista e impraticável qualquer coisa que eles possam oferecer. E neste tipo de situação, só podemos falar. Precisamos nos apressar para fazê-lo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

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Quando A Crise Se Torna Insuportável

Aspirar Ao Ponto De Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanNós existimos no campo da Luz (qualidade de amor e doação chamada “Criador”), que preenche todo o espaço que ocupamos; nós só não conseguimos sentir essa Luz. Na sua influência sobre mim, ela é como um campo físico, seja gravitacional, eletromagnético ou eletrostático. Se eu tenho um potencial (carga) espiritual, eu começo a me mover dentro deste campo até o ponto de equilíbrio com ele.

Assim como um elétron se comporta em um campo eletromagnético, a pessoa se comporta em qualquer lugar: ela aspira a um estado de equilíbrio, vivendo no campo de suas sensações. Mas as sensações também são forças! Nós estudamos elas na sabedoria da Cabalá, assim como outros estudam a influência das forças físicas. Exceto que nós não percebemos sua existência em nosso mundo.

Quando o ponto no coração surge na pessoa, ela começa a se mover para um lugar onde possa receber a satisfação que este ponto exige. Essas pessoas “entram” nos nossos grupos ou “de repente nos descobrem” na Internet. Tudo parece muito inesperado para elas…. E é assim que elas começam a estudar a sabedoria da Cabalá.

Da Lição2, Convenção em Madrid, 03/06/11