Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Doar Deverá Tornar-se Moda

É claro que nós fomos criados para só sermos capazes de nos preocuparmos com o nosso próprio bem e não temos nenhuma motivação para agir de forma altruísta. Em todos os próximos 125 níveis cada vez mais descobrimos esta verdade que está à espreita no nosso ego, que totalmente nos controla.

A única maneira de romper com isso é com a ajuda da Luz que Reforma, que nos eleva da intenção egoísta para a intenção de doação. Continuamos com o mesmo desejo de desfrutar, mas muda a sua intenção

Isto só é possível sob a influência da Luz. Quando a Luz brilha sobre o desejo, agarra-se à intenção de doar. No momento em que a Luz pára de influenciar o desejo de desfrutar, ele retorna imediatamente para a intenção de agir para seu próprio bem. Tudo depende apenas da intensidade da Luz, que influencia o desejo.

Acontece que toda a nossa vida depende de quanto a Luz que Reforma nos influencia. É por isso que nós temos que chamar a sua maior influência sobre nós. A fim de fazer isso, precisamos de uma deficiência, um desejo. Onde podemos encontrá-lo?

Para isso há uma inclusão mútua. Afinal, nenhum de nós tem um grande desejo de alcançar a doação: nós não entendemos e não vemos qualquer benefício na mesma. Então eu tenho que incorporar no grupo, no ambiente certo, o que me impressiona e me diz sobre a grandeza da doação.

Não importa se os outros não sabem o que estão falando, eu estou impressionado com eles, uma vez que é assim que eu sou construído. Se eu me colocar sob a influência do ambiente que pede doação, mesmo artificialmente, como um jogo, que me impressiona, eu começo a querer doar! Afinal, é o ambiente que inseriu a ideia de que é um atributo grande e valioso para mim.

É como a moda que é anunciada em todos os canais com muita publicidade, colorida com atores famosos que participam da campanha, que me dizem o quão importante é ter esses produtos. Eventualmente eu quero comprar o que eles querem vender, apesar de nenhum dos atores sequer pensarem em comprar esses produtos para si, e os que contrataram os seus serviços simplesmente querem fazer lucro. Todos trabalham apenas para me confundir e, eventualmente, têm sucesso: eu vou sair e comprar o que eles anunciam.

Nós precisamos da mesma coisa, mas devemos organizar este jogo por nós mesmos. Temos de aumentar a importância da doação e nos convencer de que é bom doar! Todos devem vender esta mercadoria a outros.

Estamos primeiramente incluídos nos desejos dos outros e todos adquirem um desejo de alcançar a doação. Segundo, nós trabalhamos juntos para construir o nosso meio ambiente para que ele forneça a cada um a grandeza da doação.

No final, eu recebo um desejo interno de doar tal como o meio ambiente, o grupo que insere a importância desse atributo em mim. É por isso que eu quero! Todo mundo age como se ascendesse e estivesse em doação e é atraído para isso. Estou impressionado com isso e quero atingir a mesma coisa.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 10/10/12, Escritos do Rabash

Viver Para O Corpo Ou Para A Alma?

Dr. Michael LaitmanApós a quebra, sob a influência dos genes informativos (Reshimot), os desejos quebrados passam por diferentes estados, separados da espiritualidade nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Assim, eles entendem gradualmente seu estado até finalmente atingirem o nível humano.

Depois, eles começam a entender que algo os trouxe para o nosso mundo, num estado onde eles se sentem num desejo especial chamado “corpo”. É como se uma partícula do mundo superior fosse lançada para baixo e imergisse em algum líquido no qual ela permaneceu.

Agora a pessoa se depara com um dilema: será que ela deve trabalhar para este mundo, para acrescentar, para benefício do corpo, ou ela deve trabalhar para a alma? Ela tem que escolher uma das opções.

Evidentemente, a escolha não depende da pessoa, mas sim deriva das reencarnações pelas quais ela passou nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, onde ela examinou seu estado. A alma que se aproximou de sua realização é chamada de “alma grande”, e com ela a pessoa já pode decidir agir em benefício da alma e não do corpo.

A fim de agir em benefício da alma, a pessoa precisa que todo este mundo a ajude a alcançar o temor do Criador. O temor é um vaso espiritual, um desejo de doar. A iluminação de Cima, chamada de “Luz da alma”, é vestida nesse desejo, ou mais precisamente, na intenção que é construída acima dele.

Esta intenção é construída a partir da profundidade do desejo (espessura, Aviut), da Masach (tela) e da Luz de Retorno: que compõem o vaso espiritual de uma pessoa. Claro que isso só é possível de desenvolver a partir deste mundo, quando nós subimos dele até a altura de 125 degraus.

As pessoas que alcançaram esta realização, de acordo com suas Reshimot, se juntam. A Luz superior age em todos igualmente, mas se os genes informativos são revelados, as Reshimot que estão prontas para essa correção se aproximam umas das outras aspirando a se conectar. Como resultado, a pessoa chega a um grupo em nosso mundo.

Mas depois que ela chega a um grupo outra lei começa a agir nela, que lhe permite o livre-arbítrio. Afinal, todas as Reshimot foram realizadas no desejo da pessoa.

Mesmo que se diga, “Eu sou o primeiro e Eu sou o último”, e, “não há outro além Dele”, a preparação para esta revelação, para o reconhecimento da grandeza do objetivo espiritual a partir da escuridão do exílio, isso está totalmente nas mãos da pessoa.

Aqui nada pode ser feito. Se esta carga parece pesada ou leve para a pessoa, depende da altura da meta e quanto a pessoa valoriza a quem ela serve.

Se ela desrespeita o professor, o grupo e o Criador, nada pode ajudá-la. Afinal, estes três componentes são inseparáveis e supremos para a pessoa. Se ela não os valorizar, ela acabará por se desviar do caminho e deixará o desenvolvimento espiritual.

Se ela trabalha nisso, à medida que se esforça o máximo possível para que isso a salve, isso a ajudará a depreciar o seu ego, sua mente corpórea e sua experiência de vida que parece ter algum valor. Isso é revelado como totalmente inútil diante dos novos estados pelos quais ela tem que passar, mas também a capacitará e lhe dará combustível para avançar nesse caminho.

Isso só é possível se a grandeza da meta, o grupo, o professor e o Criador são mais importantes para a pessoa do que seu egoísmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/2012, Escritos do Rabash

A Razão Pela Qual Estamos Aqui Reunidos

Dr. Michael LaitmanO objetivo da sociedade é nos elevar ao nível humano. Isto é possível apenas pela grandeza do Criador, que não vemos em nossa escuridão. Mas é no escuro que nós podemos estabelecer novos valores entre nós que não tenham bases egoístas.

Nós sabemos que esses valores são totalmente injustificados, pois caso contrário eles se originariam do nosso ego. Mas a base espiritual está acima do ego, como a Sefira de Yesod, que está acima da Sefira de Malchut. Portanto, tudo depende da base que nós escolhemos: é apenas pó, que é totalmente inanimado ou pó da terra (Adamah) que já se assemelha (Domeh) ao superior, como um homem (Adão), semelhante ao Criador?

Tudo depende de nossas prioridades e no que consideramos ser importante. Nós começamos jogando com a importância do Criador, do professor, do grupo, do estudo e do objetivo, e isso se torna um jogo mais importante e sério no grupo. É porque em nosso ego, nosso desejo, só vemos escuridão. O ego cresce constantemente, aumentando assim a escuridão. Mas, em cima desta escuridão, nós desenvolvemos a grandeza do nosso objetivo comum, todos no grupo recebem combustível e energia para avançar através da escuridão.

Isso significa que em vez de avançar pela vara que nos empurra por trás, nós escolhemos ser puxados pela frente em direção à grandeza do superior, à grandeza do atributo de doação, da ajuda mútua, da conexão, do amor e de todos os valores supremos que são específicos à natureza do Criador.

É com esta finalidade que o grupo Cabalístico se baseia, e como tal, ele deve manter constantemente seu objetivo, sua base, com mais e mais precisão. Os membros do grupo Cabalístico são heróis em qualidade não em quantidade. Só quem realmente pode avançar neste caminho deve se juntar a ele. Aí reside a nossa força, pois queremos alcançar a maior equivalência possível com a Luz, para crescer em altura e não em largura.

Por isso nos reunimos aqui — para estabelecer uma sociedade onde cada um de nós segue o espírito de doar ao Criador. E para conseguir doar ao Criador, devemos começar a doar ao homem, o que é chamado de “amor ao próximo”. (De “O Propósito da Sociedade”, Rabash)

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/2012, Escritos do Rabash

O Segredo Do Sistema Geral

Dr. Michael LaitmanNós temos que examinar quais as condições e regras e que tipos de conexão devem existir entre nós, para que sintamos de modo geral a conexão mútua como um sistema espiritual. Neste sistema todos se anulam a si mesmos e se conectam com os outros, incorporando-se em seus desejos e impressões, seus pensamentos e objetivos, como se fossem os seus mesmos.

Todos mudam e anulam seu desejo; ele se torna sem forma. “Pessoalmente, eu não preciso de nada. Quero receber os seus desejos e satisfazê-los para você”. Isso significa que estou “vestido” na forma de doação como num novo traje. Meu desejo torna-se matéria-prima, uma massa disforme. Ele tem poder e potencial, mas agora você está me guiando para onde você quer, para o que é bom para você.

Este é um “servo de Deus”; uma pessoa que se dedica ao serviço da doação. Isso nos permite estar mutuamente conectados uns com os outros na rede espiritual onde todos realizam apenas o desejo dos outros.

Então eu descubro que estes não são desejos estranhos. Assim, eu começo a sair de mim mesmo, e imediatamente sinto que há apenas um desejo mútuo coletivo e geral.

Acontece que o sistema é harmonioso, e este desejo especial não é exclusivo da “perna” ou o do “braço”, ou qualquer parte que eu imaginava, mas do todo. Eu descubro que o sistema tem uma mente, uma parte interna. Eu o descubro e recebo instruções dele através de todo o sistema e me conecto a ele numa conexão inversa.

Esta é a conexão com o Criador, mas ela vem depois de eu sentir o “corpo” geral, a harmonia geral da doação mútua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12Escritos do Rabash

Sinta-se Como Um Convidado Bem-Vindo

Dr. Michael LaitmanNem todo mundo consegue atravessar os primeiros estágios da preparação para o caminho espiritual e se manter nela. Muitos deixam o grupo, o caminho espiritual, e o processo de mudança interna. Eles voltam para o mundo exterior e retornam à vida dos latifundiários ao parar o desenvolvimento do ponto no coração, que os torna convidados do Criador – o Anfitrião do Universo.

Como nós sabemos, “a opinião da Torá é oposta à opinião dos latifundiários”. Se a pessoa tem a opinião da Torá, ela sente que é um convidado e o Criador é o anfitrião. Por isso ela quer mudar a si mesma para se parecer com o anfitrião.

Isso é chamado de ter a opinião da Torá, colocar a meta diante dela para estar em doação e, consequentemente, determinar seus estados.

Os primeiros estados, as subidas e descidas que passamos, estão desconectados de nossa mente e sentimentos comuns. A pessoa vê que muda completamente. Pela primeira vez ela começa a sentir que algum domínio estranho a governa. Esta singularidade é típica das mudanças que sentimos no processo do nosso desenvolvimento espiritual interior.

De repente, a pessoa sente que está sob o controle de alguma força estranha. Antes, ela nunca tinha esse sentimento em sua vida cotidiana. Ela sempre via claramente quem queria dominá-la, o que significa que elas eram forças externas. Aqui, no entanto, pela primeira vez ela sente que alguma força desce e a toma, a amarra desde dentro e a controla.

É um sentimento muito especial. Lembro-me do espanto que senti quando senti isso pela primeira vez. É um sentimento muito desagradável e incompreensível até que a pessoa começa a se acostumar com ele e a reconhecer essa ação como obra do Criador sobre si. Então, ela já está preparada para determinar que isso é assim e concorda com isso. Em seguida, ela começa a evocar sozinha este sentimento e a espera-lo, como você espera um encontro e uma conexão com alguém que ama.

Ela começa a valorizar a obra do Criador nela e a esperar que isso deva acontecer a qualquer minuto. Ela aprecia as verdadeiras ações do Criador e não suas qualidades e como elas são sentidas em seu desejo egoísta, que ainda não está corrigido. Isso significa que ela não se importa que estado ela atravessa; o que importa é que o Criador deve agir nela tanto quanto possível.

É por isso que ela ora. Ela pede para passar por tantas mudanças quanto possível de acordo com o desejo do Criador, já que tudo o que o Criador faz é para o bem. Assim, seu sacrifício pessoal é medido conforme ela se identifica com as ações do Criador e as espera, sua escravidão voluntária ao Criador, e o poder de sua oração.

Por enquanto estas são apenas as primeiras fases do trabalho espiritual. Então, começa um trabalho mútuo mais controlado com o Criador, na doação mútua. A pessoa já sabe como receber os poderes para isso e como trabalhar com eles mais tarde, como iniciar um diálogo com o Criador. Então, ela começa a trabalhar mesmo com o seu desejo de receber, ao sentir os mesmos gostos que o anfitrião e, sentindo como o Criador saboreia as refeições e como ela mesma a prova.

Todo este caminho começa com subidas e descidas iniciais onde a pessoa se acostuma com o domínio de uma força estranha sobre ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/10/12, Shamati # 21

Cinco Segundos Da Vida Por Dia

Dr. Michael LaitmanOs amigos devem se certificar de que eu não caia e devem pensar constantemente em mim. Eu tenho que pagá-los por isso, porque eles também precisam deste tipo de apoio. Somente se nos preocuparmos uns com os outros, não vamos cair ou esquecer a meta. Nós vamos nos manter juntos.

Nós não temos nenhuma chance de conseguir qualquer coisa se não apoiarmos uns aos outros. Se não fizermos isso, não vamos sair do ego. Esta é a garantia mútua.

Se eu não consigo pensar nos outros, isso significa que eles não pensam em mim. É tanto a causa quanto o efeito que existem simultaneamente sob a condição de nosso pacto mútuo coletivo. Portanto, o Criador reside nele e, cumpre o nosso pacto. Sem isso, nós vamos, sem dúvida, esquecê-lo e começar a ter cálculos estranhos, supondo que avançamos e anos podem se passar sem nos levar a nada.

A pessoa não pode continuar no caminho certo sozinha. Você sabe quantos momentos podemos contar durante todo um dia inteiro em que realmente avançamos: 3 a 5 segundos, no máximo! Eles são tão poucos, porque cada um de nós não tem o apoio externo.

O vaso do meu desejo é externo a mim e eu tenho que me esforçar em anexá-lo a mim. Se nós não agimos desta forma com relação aos outros, nós não agimos corretamente e, portanto, não atraímos a Luz que Reforma, porque ela atua apenas dentro do nosso trabalho mútuo. Ela vem em resposta ao nosso anseio.

Se não houver tais anseios, a Luz em torno de nós espera passivamente. “Sua honra preenche o mundo”, mas nós temos que ativá-la. Nós temos que manter essa condição principal: a garantia mútua que é feita da nossa interdependência coletiva um no outro e da obrigação de todos. Sem isso ninguém pode ter êxito, mesmo se avaliarmos isso de um ponto de vista egoísta, e ainda mais se disser respeito às intenções elevadas.

Da Palestra sobre Trabalho Interno 30/09/12

A Machsom É Uma Barreira Psicológica

Dr. Michael LaitmanA Machsom (Barreira) é um ponto psicológico: até ele eu trabalho só para meu próprio prazer, e depois dele para o prazer do Criador ou do próximo, alguém fora de mim. Isto é o que eu tenho que alcançar.

Esta fronteira, este grau, é chamado de Machsom. Essa fronteira entre o nosso mundo e o mundo espiritual é simplesmente psicológica. Se eu cuido de mim, mesmo que ao mesmo tempo eu esteja aspirando ao Criador, à espiritualidade, mas ainda assim agindo para mim, este meu estado está atualmente abaixo da Machsom e é chamado de “Lo Lishma”. Se eu conseguir pensar apenas no prazer do Criador, de modo que todo o prazer não seja para mim, então, eu, meus desejos e intenções, já estão além da Machsom e este meu estado é chamado de “Lishma”.

A Machsom é um ponto psicológico que eu tenho que atravessar, e daí eu vou estar na espiritualidade, na intenção de doar. Depois, quando estiver fora da Machsom, eu tenho que subir cada vez mais meus desejos e intenções acima da Machsom.

Ou você também pode colocar desta forma: junto com o ego crescente em mim, junto com todos os prazeres crescentes, eu elevo mais alto o ponto da minha Machsom, enquanto que, com base no desejo de sentir prazer, ela se revela como a inclinação ao mal, passo a passo, eu elevo o ponto da Machsom até Ein Sof até que todos os meus desejos realmente sejam para a doação.

O importante não é como você colocou: elevar as intenções acima da Machsom ou elevar a condição da Machsom até Ein Sof; o que importa é que eu estou trabalhando para corrigir a intenção de utilizar os desejos crescentes não para mim, mas para outros/o Criador.

Eu Não Quero Amaldiçoar O Criador!

Dr. Michael LaitmanEm alguns estados, o superior mostra o seu lado inverso de tal maneira para que eu participe. Assim como um pai para um filho, ele me mostra como jogar. Ao se rebaixar ao nível da criança, o pai parece um pouco mais inteligente e mostra ao filho uma pequena diferença entre o que ele é e o que ele deve ser. Este é o lado inverso do superior, não um pai em toda sua altura, mas a diferença entre o estado atual da criança e o estado quando ela subiu um pequeno passo acima.

Nós podemos dizer que o Criador mostra o quadro atual do mundo para a pessoa como a uma criança, ela supera os obstáculos, levando este jogo a sério. No entanto, isto depende da pessoa. Se ela sente que está em ocultação simples, que tudo vem do Criador, como resultado do passado ou como uma pré-condição para o futuro, quando sucessivamente ela vê que não pode ter sucesso, então surge a pergunta: Como ela pode superar isso?

Primeiro de tudo, será que devemos pedir pelo sucesso? Claro que não, porque, então, a pessoa iria usar apenas seu desejo normal, egoísta, e se distanciaria do Criador.

Talvez, eu deveria orar ao Criador para que Ele não enviasse sofrimentos pelos feitos passados ​​ou para a recompensa futura? Não, porque esta oração seria atribuída ao interesse pessoal. Ela não foi projetada para correção.

Em ambos os casos, a pessoa parece dizer ao Criador, “Você me aproximou de você. Você faz brilhar a Luz mais forte em mim agora, e nela, eu me sinto mais fraco, falho e corrupto. Então, tome a sua Luz de volta, para que eu possa me sentir melhor!”.

Na realidade, nós precisamos pedir a correção, “Eu concordo com tudo que você me ensina. Esta não é a questão. Deixe-me experimentar dificuldades e problemas se isso for a favor da correção. Mas isso me dói e eu amaldiçoo Você em meus sentimentos, querendo ou não: o aviso a descoberto do banco, um telefonema da polícia, todos os meus problemas. Por um lado, você faz brilhar um pouco de Luz sobre mim, e eu sinto que você existe, mas, por outro lado, me faz amaldiçoar Você em meus desejos não corrigidos. Eu não peço que você se afaste, privando-me da Sua presença e do sofrimento associado a ela. Eu pergunto outra coisa: Corrija-me! Aproxime-me do sentimento como aquele que carrega somente o bem. Deixe-me sentir que você é o Bom que faz o bem”.

Aqui, surge um problema muito grande: Como a pessoa pode julgar a si mesma de forma imparcial? Afinal de contas, eu deveria perguntar isso não para me sentir bem, mas só para justificá-Lo. Só por isso, meu coração dói. E se não doer, faça-o doer. Eu não me importo com o sofrimento e, em geral, com nenhuma outra coisa, exceto uma: eu não quero condená-Lo. Não se trata do meu sentimento bom. Eu só quero elevá-Lo ao mais alto nível, de modo que a qualidade de doação e amor que você representa se torne da maior valia para mim.

Se a pessoa se esforça por isso, ela já começa a avançar corretamente. É assim que a ocultação simples deve ser sentida, e como a pessoa deve sair dela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam

O Maravilhoso Atributo Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanCada Congresso é certo marco, certo nível em nossa subida para a espiritualidade; nós gradualmente começamos a sentir o que se entende por unidade, conexão, adesão e o que o nosso desenvolvimento exige de nós.

Durante os workshops, as aulas, e especialmente durante os Congressos, cada vez, nós avançamos para outro nível que nos faz avançar em direção a uma grande força, a força altruísta da natureza.

De dentro dela, por sua vez, nós começamos a perceber o nosso ego. Nós começamos a compreender o significado de nossa natureza através do nosso controle da nova força de altruísmo e a começar a alcançá-la e revelar o seu sentido contraditório, a profundidade interior da força altruísta. Nós vemos como essas duas forças são grandes e maravilhosas, se usadas corretamente. Ao estudar ambas as forças ao mesmo tempo, com a sua ajuda, nós começamos a ver a profundidade da natureza: seus componentes inanimado, vegetal e animal, e também os próximos níveis da natureza.

Como podemos crescer ainda mais, continuando a desenvolver estas duas forças em equilíbrio? As forças do egoísmo e altruísmo vão continuar a crescer em nós. Mas o que há além do horizonte, isto é, além do nível de “Adão (homem/humano)”?

Vamos supor que nós equilibramos tudo isso dentro de nós e em nosso nível animal chegamos a um estado em que controlamos completamente a nós mesmos, que todas as nossas ações são totalmente equilibradas, racionais, e encontram-se no que chamamos de linha do meio. Existe uma continuação do crescimento?

Aqui nós realmente revelamos o atributo maravilhoso, o equilíbrio dessas duas linhas. Se você atingiu o equilíbrio, então ambas as linhas começam a levá-lo, como as pernas, alternadamente: desta vez a força negativa (egoísmo) cresce, e da próxima vez a força positiva (altruísmo) cresce, e assim alternadamente, como duas pernas, você avança um passo após o outro. Junto com isso, o seu crescimento não é limitado. Tudo depende apenas de você.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

A Dança Que Dura A Eternidade

Dr. Michael LaitmanEu estou muito satisfeito por termos começado a compreender a grandeza da força altruísta através da conexão entre nós, porque, em geral, esta é a única oportunidade para dominá-la. Isso acontece quando estamos juntos no grupo e começamos a tentar, de alguma forma, recriar e cultivar o estado de doação, amor e respeito mútuo entre nós. Quando nós estamos em garantia e união mútua, então, gradualmente, começamos a sentir o que esta adesão pode nos dar e como ela é incomum.

Com base na minha prática, eu acho que a coisa mais importante é sentir algo sobrenatural, especial, o que emerge na pessoa. Dentro dela, o sentimento, a propriedade que não lhe era familiar antes, começa a ser formada. Ela sabe que isso só pode existir dentro da conexão com os outros

Então, essa propriedade pode gradualmente desaparecer, como na névoa, esfriar, dissolver, mas a pessoa ainda mantém o registro das informações desse estado, a chamada Reshimo. Ela ainda vai se esforçar por isso, vai saber, entender e lembrar. No entanto, isso não é suficiente; é preciso agitar esta propriedade constantemente e alimentá-la, como qualquer órgão do corpo que cresce, qualquer propriedade, se cuidarmos dela o tempo todo. Se nós a agitarmos repetidamente, ela mostra as suas novas propriedades, novas conexões; não é como costumava ser. Quando a fazemos surgir da obscuridade onde ela estava perdida, nós descobrimos suas novas dimensões.

É por isso que caminhos, graus e estados inexplorados estão diante de nós. E neste caminho, nós certamente veremos muitas vitórias, subidas, decepções, e o que parece perdas. De tudo isso, com o nosso esforço constante, com certo número de workshops e Convenções, vamos chegar a um ponto em que essa força que se manifestará em nós se tornará tão claramente sentida e alcançada por nós, tanto em nosso poder, que iremos controlá-la. Vamos começar a interagir com ela e senti-la como dois parceiros sentem um ao outro na dança.

Essa ação mútua entre a pessoa, a força de doação e a força de recepção (o homem é a linha do meio), é o estado que eu espero sejamos capazes de alcançar na próxima Convenção, e talvez ainda mais cedo. Tudo depende de quão intensamente nós seremos capazes de desenvolver em nós mesmos os estados que temos vivido e não os esqueçamos. Portanto, tudo está diante de nós.

Da Lição Virtual 23/9/12