Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Um É Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa o conceito de “Um”?

Resposta: “Um” significa que existe uma forma que governa e conecta todos juntos, une e complementa tudo com base no número infinito de propriedades internas que são opostas entre si em todos os sentidos possíveis.

Essa conexão é chamada de “Um”. Ela aponta para o número infinito de partes individuais incluídas nela, a sua forma de conexão e a singularidade de todos nela. Tudo isso está incluído no conceito de “Um”.

“Um” inclui toda a realidade: quando Ele era um todo, mas depois se dividiu em muitas partes, e passou por todas as correções. Tudo o que foi alcançado durante estas correções, todas elas, é chamado de “Um”. Isto significa que Ele inclui absolutamente todos dentro de Si mesmo. Ele não é simplesmente “Um”, mas é Um porque tudo está incluído dentro Dele.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, O Zohar

Um Instantâneo Das Relações Internas

Dr. Michael LaitmanO Partzuf espiritual é a manifestação da atitude (ou desejo) da pessoa que está focada no seu próximo. “O próximo” é alguém que a pessoa percebe dentro de si mesma depois que corrige sua atitude ou é o próprio Criador.

O Partzuf reflete o grau de sua doação e sua “forma”. Todos os Partzufim (Aba, Ima, YESHSUT, Tvuna, Zeir Anpin, Nukva, Atik, Arich Anpin) denotam várias formas de relacionamento e sistemas de conexão.

O Partzuf é um sistema de conexões entre o Criador e a criação. O Criador é chamado de Keter e a criação de Malchut. O resto das Sefirot apoiam as propriedades de doação que vêm do Criador; a tarefa da criação é adquirir (copiar) essas propriedades. Uma forma especial de conexão, que está impressa num instantâneo é chamada de Partzuf . É um tipo único de relação entre a força doadora e o destinatário, ou seja, quer entre duas pessoas, ou entre uma pessoa e o Criador.

Como resultado de Seu desejo geral de dar, o Criador transfere para nós oito efeitos: Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod e Yesod. Nossas propriedades pessoais e o desejo de receber nos permitem perceber Sua doação ao nível da última Sefira (Yesod), que é o lugar de reunião de todas as qualidades de doação; depois de alcançá-la, agimos em conformidade.

Nós sentimos a nós mesmos e os nossos desejos de receber prazer como agradáveis ou desagradáveis. Se nos sentimos mal, isso significa que todo o sistema funciona de uma maneira que não nos permite traçar quem particularmente é responsável pela nossa dor. Parece-nos que todos os nossos sofrimentos são culpa dos outros, e, de repente, descobrimos todo o mundo em torno de nós.

Se a pessoa começa a se corrigir, fazendo um esforço para justificar o Criador, ou tenta amar o seu próximo, e por isso alcança o Criador (ou seja, define as relações corretas com o mundo externo), ela descobre que tudo é previamente organizado exclusivamente para seu próprio benefício. Ela começa a mudar a si mesma, de modo que em cada momento de sua vida pode considerar a todos como maravilhosos, gentis e positivos.

Para isso, a pessoa precisa mudar constantemente; no final, isso a corrigirá. Se quisermos ver o mundo como um lugar perfeito, temos que mudar a nós mesmos perpetuamente e corrigir nosso egoísmo para que ele se adapte a uma nova percepção do mundo. Isso é chamado de “Amar seus amigos”: nós nos esforçamos continuamente para manter relações harmoniosas, amorosas e de carinho com os outros, o que acabará por nos levar ao Criador. Este mecanismo constantemente nos transforma. A pessoa continuamente mudando internamente, mas, ao mesmo tempo, deve manter uma visão dos seus amigos como grande. Se ela consegue agir assim, certamente se corrige.

Esta é a maneira que a pessoa trabalha na estrutura, em seu Partzuf, que a conecta com o Criador. Esta ainda não é perfeita. Portanto, a pessoa não sente uma conexão recíproca dentro desta estrutura, como entre duas pessoas que estão apaixonadas uma pela outra: “Eu sou do meu amado, e Ele se esforça para estar comigo”. No entanto, a pessoa tem que crescer nessa condição.

Veja que grandes possibilidades de trabalho o grupo e o ambiente nos dão. É totalmente suficiente se sempre nos testarmos, perguntando: “O que eu acho deles? Como posso apoiar meus amigos? Como faço para me conectar com eles? Estamos realmente juntos ou não?”.

Tudo está bem na nossa frente; não há nenhuma dúvida de que está orientado diretamente para o Criador. Isso acontece automaticamente, uma vez que Ele está por trás de tudo isso. A pessoa pode estar totalmente confiante deste fato; não há necessidade de verificar. Claro, ela tem que manter a intenção correta para com o Criador, já que a ação final já está incluída no pensamento inicial; por isso nós temos que nos dirigir ao Criador em primeiro lugar. No entanto, temos à nossa disposição uma ferramenta maravilhosa para medir que claramente nos demonstra o que devemos fazer em nosso estado atual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, O Estudo da Dez Sefirot

A Linha Do Meio É O Caminho Direto Para O Criador

Dr. Michael LaitmanO trabalho interno começa quando eu começo a me controlar. Eu tenho que analisar quanto tempo estou na linha direita e quanto tempo na linha de esquerda (Baal HaSulam diz que devemos dedicar 23 horas e meia por dia à linha direita e os restantes 30 minutos à linha esquerda).

Eu tenho que decidir em que linha estou e não ser jogado de um lado para outro pelos estados que surgem. Não pode ser que, enquanto estou de bom humor, vou estar na linha direita e no momento em que isso acaba eu imediatamente caio na linha esquerda. Eu tenho que tentar “despertar a aurora e não que a aurora desperte”.

Isso significa que o nível “humano” começa a partir do trabalho da pessoa sobre si mesma, de suas tentativas em estar acima das duas linhas e manter as duas rédeas em suas mãos. Assim, ela avança corretamente. A principal coisa é o esforço, embora não possamos estimar seu sucesso de acordo com nosso conhecimento.

Se trabalhamos desta forma, chegamos ao reconhecimento de que não conseguimos nos  manter  acima dos estados que nos lançam para cima e para baixo, como bebês indefesos. Uma vez somos cativos da linha esquerda, do Faraó, e outra vez pertencemos à linha direita, ao Criador, mas nós não concordamos com isso; nós queremos ser independentes, de modo que vamos ser capazes de aderir à força superior e nos assemelharmos a ela.

Isto significa que tanto a linha esquerda quanto a linha direita devem fazer parte de nós, de modo que vamos esculpir a nossa imagem a partir delas. Assim, chegamos a uma oração, à medida vemos que não podemos criar sozinhos a linha do meio e que ela não nasce da simples conexão entre as linhas esquerda e direita. Nós precisamos da Luz superior aqui, para vir e mostrar como podemos integrar as duas primeiras linhas, como podemos conectá-las.

Apesar de tudo, isso não é simples, e há a necessidade de uma conexão especial multifacetada, em várias camadas. Os vasos têm que conectar as Luzes em cada célula, em todas as minúsculas partículas. A linha direita, a Luz, determina a conexão correta com a linha esquerda. A linha esquerda fornece a matéria, o desejo, e a linha direita lhe dá sua forma, e assim uma estrutura muito complexa nasce de ambas.

A matéria da linha esquerda é a matéria-prima, como as células-tronco que pertencem aos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza e os níveis humanos, e a Luz que vem da linha direita sabe como fazer diferentes formas de conexão de todos estas células. Como uma forma em que toda a matéria é feita das mesmas partículas de base (eléctrons, prótons, etc.), mas a complexidade da conexão entre elas determina toda a riqueza dos diferentes átomos: 126 elementos da tabela periódica a partir da qual todas as formas da natureza inanimada, vegetal e animal são construídas. Um ser humano já está acima delas, uma vez que inclui o sistema de forças.

Portanto, primeiro temos que entender como é importante a influência do ambiente: o professor, o grupo, o estudo, ou seja, os fatores pelos quais recebemos a Luz que Reforma. Nosso objetivo é subir acima de todos os estados que sentimos. Uma vez que todas as nossas tentativas para ascender acima do nosso humor são finalmente fadadas ao fracasso, nós nos desesperamos com nossas próprias forças e percebemos que precisamos tanto do apoio do grupo quanto da ajuda de Cima. É muito importante ascender acima de nosso estado, acima das duas linhas, uma vez que isso imediatamente coloca a pessoa no ponto de partida no caminho direto para o Criador, na linha média.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/12, Shamati # 212

Duas Raízes Das Quais Uma Árvore Cresce

Se uma pessoa inclui duas raízes,  seu ego, que até agora tem sido simplesmente um ego corporal e agora se transforma em uma verdadeira inclinação para o mal e uma faísca espiritual, isso já é uma preparação para as duas linhas. Sem isso, ela não tem nem mesmo uma linha , uma vez que uma linha indica a existência de uma outra linha, um outro sentido.

Sem ela, é simplesmente o desejo de receber o que pertence ao nível animal, enquanto o nível humano começa quando duas linhas começam a crescer em uma pessoa, como se diz: “Deus os criou um em contraste com o outro.” Então a terceira linha aparece, que decide entre as duas primeiras linhas, a Luz vem do alto e amarra a esquerda e as linhas da direita de acordo com o trabalho de uma pessoa, e constrói a forma de um ser humano.

Assim, um ser humano é criado quando estes dois elementos aparecem nele: o desejo de receber e em contraste com ele a faísca espiritual. Seu desejo de receber não é apenas um desejo corporal para esta vida que procura formas de usar os outros e para lucrar mais. Ela já dá a Luz as perguntas que uma pessoa tem de acordo com a faísca que acende nela e lhe cobra com a pergunta: “Qual é o sentido da minha vida e o que eu deveria fazer com isso?” Isso significa que o seu desejo já está destinado a reclamar ao Criador na linha de esquerda. [Leia mais →]

Os Fundamentos Do Trabalho Nas Três Linhas

Dr. Michael LaitmanA pessoa tem que fazer esforços, para jogar a fim de se anular o máximo possível, e valorizar o ambiente tanto quanto possível. Como resultado deste jogo, a linha direita é construída nela, onde ela pensa que quer ficar para o resto de sua vida. No momento em que ela atinge “saciedade”, ele separa deste estado e dedica tempo para a linha esquerda.

Na linha esquerda, ela verifica a si mesma: “Será que eu realmente penso assim, e alcançar dessa maneira? Eu realmente sinto o reconhecimento da grandeza do Criador dentro de meus vasos e o reconhecimento desta plenitude? Será que eu realmente atingi tal entendimento e sentimento em meu coração e mente, ou é apenas uma impressão externa como a de um embrião no ventre de sua mãe, que se anula totalmente?”.

Mas eu não quero me anular. Eu recém anulei meus desejos na linha direita e quero sentir a grandeza do Criador diretamente no desejo, que agora descubro na linha esquerda.

Então, eu sinto uma deficiência, mas mantenho essas duas linhas, de modo que elas vão se equilibrar e nenhuma delas vai ser inclinada para manter o equilíbrio. Não há prazo específico para a linha direita ou a linha esquerda, embora se diga que a pessoa deve gastar 23 horas e meia na linha direita e apenas meia hora na linha esquerda.

Nós temos que tentar acrescentar tanto quanto possível à linha direita e esquerda. Nós não devemos decidir que fizemos o suficiente e que agora devemos esperar para que o Criador comece a agir e conclua estas duas linhas para nós.

A pessoa muda constantemente de uma linha para outra, até fazer esforços suficientes, e revelar a terceira linha. Ela provoca esta revelação, elevando uma deficiência a partir da linha esquerda até a linha direita, pedindo que o Criador revele a Sua grandeza em resposta a este pedido. Ela quer revelar a grandeza do Criador, a grandeza da doação, apenas para que esta permita que ela trabalhe com o desejo que foi revelado nela em doação, “acima da razão”.

Seu desejo egoísta se rende à grandeza da doação que é revelada e concorda em trabalhar sob o domínio do Criador. Isto significa que a pessoa constrói sua “cabeça do Partzuf espiritual”, onde ela calcula as coisas que lhe permitem “doar a fim de doar” e “receber a fim de doar”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/10/12, Shamati # 11

Abraçando Enquanto Se Soluça Ferozmente

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada ), Artigo, “O Amor dos Amigos”: Embora a pessoa receba algum pensamento e desejo de que deva abandonar o seu amor-próprio, que chega até ela ao ouvir o que os escritores e os livros dizem, este é um poder muito pequeno, que nem sempre ilumina esta opinião para ela, de modo que ela vai ser capaz de considerá-lo ou usá-lo permanentemente…

Pergunta: O poder dos livros de Cabala é tão pequeno?

Resposta: É claro. Isso não depende dos livros, mas da própria pessoa, ou o que chamamos de “usuário”. Uma pessoa não vai conseguir sozinha, mesmo que tenha a fonte do sagrado Livro do Zohar. Nada vai ajudá-la, porque sozinha, ela não tem nenhum vaso. Seu sucesso não depende dos livros, mas em estabelecer uma atitude para com os outros.

Há duas forças ativas na natureza: o desejo de desfrutar (de receber) e o desejo de doar. O desejo de receber é a criatura e o desejo de doar é o Criador. A criatura está no desejo de receber aqui em nosso mundo. Se ela quer estar no mundo do Criador, ela tem que adquirir o desejo de doar, o que significa mudar para uma segunda natureza.

A fim de fazer isso, dois fatores devem ser ativados:

1. Conexão. Em nosso mundo uma pessoa se conecta com os outros para alcançar a sua segunda natureza.

2. A Luz que Reforma. Ela ilumina apenas em resposta aos esforços da pessoa que quer se conectar com os outros e adquirir a natureza de doação.

Além disso, nós devemos aspirar a doar ao Criador, embora no início não sejamos obrigados a ter tais intenções puras, que virão mais tarde.

Portanto, há o meio necessário em nosso mundo: o grupo, que nos permite construir uma “infra-estrutura” entre nós, os relacionamentos certos, o vaso, embora ainda imperfeito, mas que demonstra o nosso desejo de sermos corrigidos. É claro que descobrimos que não podemos e não queremos nos conectar, que somos repelidos um pelo outro. Nós revelamos a inclinação ao mal e não o sentimento de êxtase da fraternidade e alegria completa: a irmandade.  Pelo contrário, nós temos que nos conectar, clamando ferozmente em relação ao quanto nos odiamos! Abraçamo-nos embora estremeçamos com repulsa.

Isso é muito bom, uma vez que assim você descobre o vaso quebrado. Então, você vai ter motivo para chorar e pedir a ajuda da Luz que Reforma. E ela vem, porque você estuda nos livros dos Cabalistas e quer passar pelos estados que eles passaram.

Assim nós vamos do nível do amor das criaturas ao nível do amor do Criador. Rabi Akiva disse: “Ama o teu amigo como a ti mesmo, é a grande regra da Torá”. Mas este ainda não é o fim do caminho. Quando você alcança o primeiro nível do amor, você se preocupa com o temor: “Será que vou conseguir amar mais? Não vou perder o que já adquiri?”. Você tem que agir “do outro lado”. Afinal, há sempre duas linhas no trabalho espiritual e você está no meio. Então, certifique-se de que seu amor é acompanhado pelo temor. Evoque os atributos do julgamento: é impossível sem eles.

Então, quando você alcançar o temor, você vai adquirir a “linha média”: a totalidade chamada doação ou fé. Este já é o final da obra, a realização do amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12Escritos do Rabash

 

Mudanças Internas: Faixa De Alta Freqüência

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós cumprimos a regra, “Ama o teu amigo como a ti mesmo”?

Resposta: É quando eu deixo de sentir a diferença entre eu e o amigo. Esta é a primeira regra, a qual nós temos que acrescentar o temor e a fé.

Uma mãe, por exemplo, tem um amor instintivo para com seu filho. Isso é suficiente? Não. O amor age nela e se expressa no cuidado pela criança e em constantemente se preocupar com ela.

Assim, o amor não é suficiente, deve haver também o temor, a preocupação com a pessoa amada, e a incorporação com ela, preocupando-se com seus desejos e uma verdadeira preocupação com sua satisfação. Portanto, quando eu sinto temor, eu expresso o meu amor e esta expressão é chamada de “fé”.

O amor é a atitude correta em relação aos outros, mas a meta da criação não é apenas isso.

Nós nos incorporamos com os outros, os preenchemos e criamos um vaso. E do amor ao próximo alcançamos o amor pelo Criador.

Pergunta: Como pode o amor ao próximo nos dar força e fornecer a energia que precisamos? Como pode uma pessoa que está submersa no amor-próprio sentir os desejos dos outros?

Resposta: Com a ajuda da Luz que Corrige. É claro que somente com ela.

Pergunta: Será que isso significa que temos que criar constantemente um desejo que almeje essa direção, para que a Luz no reforme?

Resposta: Sim. Nosso trabalho reside apenas em criar a deficiência pelo amor, pelo respeito mútuo, pela incorporação, querer estar dentro do outro e assumir o seu desejo em vez do meu.

Nesses tipos de ações você evoca a Luz sobre si mesmo.

Primeiro você tem que saber como pode se assemelhar à Luz, à sua natureza. Ela é única, infinita e simples; ela doa e quer fazer o bem a todos. Se você conseguir adquirir esta inclinação de alguma forma, na medida em que você fizer isso, você vai se aproximar da Luz e ela agirá em você. A Luz não muda, mas por sua atração a ela, você aumenta o seu impacto: tanto em sua inclinação ao mal quanto sobre a inclinação ao bem.

Nas leis deste mundo, ela é refletida pelo facto de que a influência do campo geral é inversamente proporcional ao quadrado da distância. Então, se você diminuir a distância pela metade, a Luz age em você quatro vezes mais forte.

Pergunta: Nós atraímos a Luz durante o estudo. Então, o que eu tenho que fazer durante o dia? Como devo trabalhar com os amigos para construir o desejo certo para a próxima lição?

Resposta: Durante o dia você também atrai a Luz, porque você ainda está em contato com a coisa mais importante. Além disso, você está conectado ao grupo mundial que nunca cessa seus esforços. Por exemplo, existem amigos da Austrália ou da América do Sul que estudam com a gente que estão recebendo a mesma mensagem. Nós somos um vaso e não se trata apenas do seu estudo individual. Claro, você ataria mais Luz durante a lição, mas no geral, nós trabalhamos 24 horas por dia em todo o mundo.

Pergunta: Como podemos atrair a Luz de forma mais eficiente? O que deve fazer cada amigo, não importa onde ele esteja?

Resposta: Nós devemos querer nos corrigir através do amor pelos amigos, nos unir a eles, e, assim, criar um lugar para a revelação do Criador. Com isso, nós Lhe damos grande contentamento; com isso, todo o nosso prazer é o prazer que Ele quer trazer a Suas criaturas.

Pergunta: Nós podemos verificar nossos esforços e obter uma resposta do sistema geral?

Resposta: Se cada um se esforçar, vai começar a sentir mudanças internas diárias, enquanto que agora experimenta algo novo uma ou duas vezes por mês. Mais tarde, as mudanças vão se tornar uma interminável cadeia: entrada – saída, entrada – saída, em poucos segundos.

Naturalmente, sua atitude também vai mudar e você terá um caminho estável e será capaz de resolver as subidas e descidas ao longo de duas linhas, avaliando-as a partir da linha média.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash

Um Radar Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você falou sobre o fato de que estamos constantemente sendo despertados de Cima, mas nós não sentimos isso porque não temos equivalência de forma. O que acontece Acima quando lemos O Livro do Zohar? Nós somos despertados mais fortemente ou nos tornamos mais sensíveis?

Resposta: Se você só lê O Livro do Zohar nada acontece. Você pode lê-lo ou não. Tudo depende de sua intenção. Se a sua intenção evoca uma equivalência de forma, então, conforme você é igual ao nível superior, você é impressionado por ele. Mas se você não está disposto a ser equivalente em forma, se você não abordá-lo, ele não ilumina você.

O nível superior é em um estado fixo e é chamado de Hafetz Hesed (que não quer nada para si). Você pode evocá-lo de modo que ele lhe impressionará se você se esforçar e aumentar o seu desejo. Então, ele ilumina você. Não significa que ele ilumina especialmente para você, mas você é impressionado por ele de acordo com seus vasos, seus desejos renovados.

Mas onde você pode obter novos vasos e desejos? Se você estiver conectado a outros amigos, então entre vocês, vocês criam o vaso espiritual. Nenhum de nós é um vaso que pode absorver a Luz. Deve haver, pelo menos, várias pessoas que queiram se conectar, a fim de anular-se perante as demais, e que isso já significa tornar-se igual ao superior. De acordo com certa equivalência de forma, elas podem sentir uma iluminação mais potente do superior entre elas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, O Zohar

A Prática Do Amor

Dr. Michael LaitmanEstabelecer as corretas relações mútuas no grupo é a coisa mais importante que precisamos implantar, uma vez que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria muito prática. Nós podemos usar outras sabedorias, mesmo sem compreendê-las. Por exemplo, eu me sento no carro e me é mostrado o que está ao meu redor, que botões apertar e sair. Isto é o que realmente acontece em tudo o que fazemos. Basta conhecer algumas coisas a fim de utilizar diferentes desenvolvimentos científicos. Às vezes, tudo que precisamos é de um pouco de conhecimento básico: por exemplo, entrar e se sentar no trem ou no ônibus irá levá-lo para o seu destino, embora você não tenha ideia de como isso é feito. Eu vou de um lugar para outro, como, bebo e participo de diferentes eventos sem conhecer a base técnica das coisas, assim como um bebê recém-nascido que é levado nos braços dos adultos ou empurrado num carrinho.

Na espiritualidade, no entanto, é diferente. Lá, eu só posso usar certas coisas se as conheço e compreendo. Eu não tenho controle sobre as coisas que ainda não alcancei ou descobri. Eu não posso simplesmente me sentar em algum “transporte espiritual” e ir para algum lugar. Não, eu tenho que saber quem eu sou, o que significa este “transporte”, como ele se move, como operá-lo, de onde para onde eu devo subir nele, como se parece o lugar onde comecei e qual é a natureza do meu destino final, etc. Eu tenho que saber o que está acontecendo, para estar no controle da situação e não apenas “pressionar os botões”. Só se eu realmente puder implantar isso de forma total, tendo dominado tudo, eu posso realizar um determinado ato espiritual. Caso contrário, eu simplesmente não existo no mundo espiritual.

Portanto, nós temos que imediatamente nos perguntar: que meio nos permite descobrir, conhecer e compreender a realidade espiritual e aprender a controlá-la? Os Cabalistas  explicam que tudo em nosso mundo está preparado para isso. Está totalmente pronto apenas para esta missão, para que a partir daqui eu aprenda a trabalhar com o mundo espiritual, viva nele, e o controle plenamente.

A partir deste mundo eu aprendo sobre o mundo superior. Aqui, a ferramenta principal é praticar o amor. Nós podemos chamá-la de prática da conexão, concessão, mas no geral trata-se do amor.

Por quê? Porque é disso que se trata. Agora eu amo a mim mesmo, o meu desejo de receber. Eu desfruto ao preencher e satisfazê-lo. É assim que o Criador me fez, Ele conectou a satisfação com o prazer. O “amor ao próximo” significa que eu não absorvo o prazer, mas sim o sinto Nele e com isso desfruto. É assim que uma mãe também desfruta de cada colherada que consegue colocar na boca de seu bebê…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash

Ascender À Intenção

Baal HaSulam, Shamati, artigo 42, “O que é a Sigla Elul no Trabalho”: Por esta razão, a um é dada uma forma de escuridão do Alto, e depois vê-se que o trabalho de alguém é na pureza.

Em outras palavras, se uma pessoa pode estar em alegria num estado de escuridão, também, é um sinal de que o trabalho é em pureza, porque é preciso ser feliz e acreditar que de cima lhe foi dada a oportunidade de ser capaz de trabalhar em doação.

Se uma pessoa se sente feliz, acima de todos os seus humores, é um sinal de que ela já está separada do seu desejo de receber e que pode avançar.

Este é sempre o teste: Será que estamos imersos em nosso desejo de receber ou podemos superá-lo de alguma forma? Uma pessoa não pede para estar de bom humor, a fim de continuar seu trabalho. Pelo contrário, ela está feliz com a escuridão, o mau humor e a confusão. Acima de tudo isso, ela está pronta para fazer um esforço leve.

Não importa o humor com que estamos, não vemos isso como importante, mas superamos isso. Se as coisas parecem ruins no vaso de receber, eu posso trabalhar acima na doação, na unidade e no amor de amigos. É um sinal de que estou no caminho certo. Todo o nosso trabalho é em sentir a escuridão no vaso de receber e fazer até mesmo o menor esforço acima dele, ansiando por uma conexão, por doação.

É por isso que nós temos que executar os exercícios certos, jogar jogos com os quais aprendemos. É claro que não é fácil para um aluno novo durante os primeiros anos, mas depois ele começa a sentir a diferença entre o seu sentimento e sua intenção, o que significa entre dois sistemas diferentes.

Ele pode se sentir bem e, em seguida, ele pode se sentir mal, e ele entende que isso não importa, que ele deve funcionar apenas acima desses sentimentos e que vez após vez eles irão fornecer-lhe detalhes diferentes da perceção da realidade, que são necessários na maneira de aprender sobre as diferentes formas de Providência do Criador. Uma pessoa aceita todos os sentimentos, os bons e os maus, como um benefício, a fim de elevar-se acima deles e sempre manter a direção certa para a meta.

Nós temos que fazer constantemente esses esforços como nós tentamos preservar a energia da subida que nos permite usar o tempo e os meios que temos racionalmente, de modo que nós também possamos usá-los durante uma descida. É verdade que é muito difícil, mas pelo menos temos que tentar. Assim, gradualmente, nos desligamos do vaso de receber e passamos para outro tipo de trabalho, que já vive na intenção e não no sentimento.

Da Preparação para a Lição Diária da Cabalá 11/10/12