Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Igualdade E Contrariedade Tudo Em Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma vez que atingimos o estado do Gmar Tikkun (a correção final), será que a sensação do Criador como o maior vai permanecer porque nos aderimos a Ele num todo e nos tornarmos iguais?

Resposta: O método especial da Cabalá é que na adesão com o Criador os nossos sentimentos de contrariedade a Ele não são perdidos.

Por um lado, nós nos tornamos mais opostos ao Criador, nos distanciamos Dele porque durante a ascensão espiritual nosso egoísmo cresce. Mas, ao mesmo tempo, nos aproximamos mais Dele, acima do nosso egoísmo crescente, e é por isso que nossa oposição a Ele não evapora, não desaparece.

Isto é, no Gmar Tikkun nós descobrimos que somos totalmente opostos ao Criador em nosso desejo, e totalmente iguais, como Ele, em adesão com Ele, em nossa intenção.

Da Lição Virtual 23/12/12

Ficar Impressionado Com A Grandeza Do Criador

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que Tu não Deves Acrescentar Nem Prejudicar na Obra”: Nós devemos entender que, quando uma pessoa quer começar o trabalho de Santidade, deve primeiro saber do que se trata, ou seja, a quem ela quer servir. Isso significa que ela deve primeiro calcular o quão importante é o Rei que ela quer servir como escrava, ou seja, que ela será como “escravos que servem o Rav não com o objetivo de receber uma recompensa”. Mas quem é que lhe dá o desejo de servir ao Rei sem qualquer recompensa? Só a grandeza e a importância do Rei lhe estimula a querer trabalhar sem recompensa alguma. Portanto, todo o seu trabalho é descrever a importância do Rei para si, e agradecer a Ele por ter lhe dado um desejo e um pensamento de tomar alguma parte na espiritualidade.

A importância do Criador é o único motivo que pode nos comprometer com o trabalho real. Existem muitos tipos de despertares, mas todos eles vêm e agem na parte do nosso ego. Somente se tivermos uma inspiração pelo trabalho e ficarmos impressionados com a grandeza do Criador, é que esta motivação vem da parte da doação. A grandeza do superior nos obriga a doar e nos ajuda a alcançar a doação.

Nós temos que dividi-la com precisão em dois. Todos os outros tipos de despertares, mesmo aqueles que vêm do grupo, dos amigos, todos no final influenciam o nosso ego e nos despertam egoisticamente: através da inveja, luxúria e honra, que estão na parte do desejo de receber.

Só a grandeza do Criador, que pedimos a Ele para nos revelar, é que nos motiva. Nós não queremos Seu preenchimento. Nós só queremos ficar impressionados com Sua altura e ver a Sua grandeza. Isso realmente atrai a pessoa.

Nós sabemos que sem um empurrão por trás e sem sermos puxados pela frente, não conseguimos nos mover. Uma vez que somos naturalmente preguiçosos, não queremos nada além do repouso absoluto. Assim é construído o desejo de desfrutar. Só na medida em que vemos certo prazer na frente, podemos sair do nosso lugar de acordo com o prazer que imaginamos. Portanto, nós queremos que o nosso desejo de receber se mova ao ser arrastado pela grandeza do Criador, a grandeza do Rei. Assim, nós certamente avançaremos corretamente.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/12/12

Um Presente Com Um Fundo Duplo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia : A razão é que, embora esse amor seja apenas uma consequência do presente, ainda é muito mais importante do que o presente em si. É como um grande rei que dá um objeto sem importância a uma pessoa. Embora o presente em si não tenha valor, o amor e a atenção do rei o tornam inestimável e precioso. Assim, é completamente separado da matéria, sendo a Luz e o presente, de forma que o trabalho e a distinção permanecem esculpidos na realização apenas com o amor em si, enquanto o presente é aparentemente esquecido pelo coração. Portanto, este aspecto da sabedoria é chamado de “Sabedoria Formativa da Cabalá”. Na verdade, esta parte é a parte mais importante da sabedoria.

Nós estamos falando da sabedoria da Cabalá com a qual eu esclareço e verifico a atitude do Criador para comigo e, consequentemente, estabeleço a minha atitude em relação a Ele.

O Rei é muito astuto: Ele me dá um presente e organiza tudo para que neste presente eu sinta Sua atitude em relação a mim e sinta vergonha, como resultado, uma vez que eu não sinto o mesmo em relação a Ele. Ele cuida para que eu o decifre corretamente, em que “leia” a situação e não apague a vergonha dentro de mim, mas em vez disso, a vergonha vai me ajudar a lembrar Dele. Quando eu recebo o amor Dele, quando sinto a diferença entre a Sua atitude para comigo e a minha atitude para com Ele em minha vergonha, eu agradeço-lhe, embora a vergonha queime como fogo. É esse sentimento que me ajuda a construir a mim mesmo.

Na verdade, a vergonha pode vir a ser a deficiência correta. Se eu não desejo apagá-la, já é a atitude correta, e agora, acima dessa deficiência, eu tenho que construir minha atitude para com o Criador. Isto significa que a pena não deve desaparecer. Pelo contrário, deve crescer, e eu não deveria tentar extingui-la ou encobri-la, mas sim transformá-la em amor, como aquele que sinto do Criador e até mesmo mais do que isso.

Por que mais? Porque o amor é aceito pelo meu ego. Todo mundo precisa me amar. Se eu receber um presente de R$ 20, vou esquecê-lo depois de um tempo curto. Mas se alguém me tira R$ 20, vou me ofender, como se tivesse perdido R$ 200.000. Esta é a abordagem egoísta: eu sempre mereço o presente e o prejuízo é inaceitável. Se alguém diz algo bom sobre mim, eu fico satisfeito até esquecê-lo. Mas se alguém diz algo ruim sobre mim, não vou me acalmar até retribuir-lhe.

Portanto, sentir vergonha diante do Criador dobra o amor e me ajuda a construir um vaso de doação que corresponda ao meu ego. Caso contrário, eu vou ver que apenas receber presentes de amor Dele não é o suficiente para o meu ego. Eu simplesmente devo ter a vergonha, a força que duplica a força do amor, permitindo-me desenvolver uma maior deficiência pela doação e realizá-la.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Uma Boa Ação Se Paga Com Outra

Dr. Michael LaitmanPergunta: No artigo “A Paz”, diz-se: “A loja está aberta e o lojista vende a prazo; o livro está aberto e a mão escreve. E todos os que desejam tomar emprestado podem vir e tomar emprestado, e os cobradores retornam regularmente, dia-a-dia, e recolhem de uma pessoa consciente e inconscientemente”. Qual é o pagamento?

Resposta: E o que é receber? O que você ganha da loja? Você rouba por não saber o que?

Toda sua vida, todos os pensamentos, todos os sentimentos, tudo o que continuamente passa por você, você recebe da loja, do primeiro átomo à última grande realização. Você é criado de certa forma, com um físico específico, qualidades internas, psicológicas, espirituais e mentais, de modo que você se transforme. Você recebe esse conhecimento e condições. Você está num lugar que está envolvido na transformação. Aproxime-se da equivalência com o Criador. Assim, você paga pelo que recebe.

Ou então, a pessoa o faz involuntariamente por de meio de sucessivos e constantes golpes e sofrimento. Mas seu sofrimento não paga nada. Ela só chega à conclusão de que tem que pagar; ela precisa mudar a si mesma. Isso pode levar mais de 100 anos.

Você tem a oportunidade de começar a mudar a si mesmo agora e, portanto, justificar a sua existência, ou seja, o que você recebe da loja. O pagamento é feito de acordo com nossas ações lógicas, destinadas a se tornar como o Criador, que é a maneira que eu mudo o mundo para a equivalência com Ele. Eu mudo não só a minha atitude em relação a tudo, mas também a educação, formação, disseminação, o mundo inteiro, mas, antes de tudo, eu mesmo.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 6

Responsabilidade Por Toda A Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A qual estado interno, emocional, eu devo aspirar em cada situação, como um homem do futuro da civilização?

Resposta: Cada um de nós deve sentir a responsabilidade de certificar-se que esta civilização se realiza espiritualmente, de modo que a humanidade irá cumprir sua missão, tornando-se um lugar da revelação do Criador!

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 6

O Nosso Tesouro É O Temor Do Criador

Baal HaSulam, Shamati, artigo 38, O Temor de Deus é o seu tesouro: “os nossos sábios disseram: “Tudo está nas mãos de Deus, senão o temor de Deus”, porque Ele pode dar tudo, exceto o medo”. Isto porque o que o Criador dá é mais amor, e não medo.

Nosso objetivo é alcançar a adesão com o Criador. Adesão é obtida por equivalência de forma. Equivalência de forma é atingida alcançando o amor de Deus, na mesma medida que o Criador faz.

Isso significa que temos de alcançar o amor. O Criador constantemente acrescenta a este amor de Sua parte e, como resultado, sentimos que estamos avançando pelo caminho do sofrimento, porque não acrescentamos nada de nossa parte.

Para chegar a amar, uma pessoa tem de construir o seu vaso espiritual chamado de “temor“, o temor de que ele possa não sentir amor para com o Criador.

A fim de atingir esse medo, uma pessoa precisa da Torá, da Luz que Reforma, das Mitzvot (mandamentos) e da intenção certa para cumpri-las. Caso contrário, ele irá permanecer no plano da natureza inerte. Ele precisa do ambiente para lembrá-lo da intenção certa durante o estudo da Torá e Mitzvot, de modo que os outros o segurem na intenção correta e não o deixem esquecer a bondade do Criador. Portanto, a Torá e Mitzvot não foram dadas a um indivíduo, mas a muitos, e em toda parte ele diz “vocês”, no plural e não no singular .

É impossível avançar sem a intenção de atingir o Criador, o amor por Ele. Esta deve ser a razão com que tudo começa e que obriga todas as ações.

Da preparação para a Lição Diária da Cabala 27/12/12

Renascer A Cada Dia

Estamos na parte inferior da escada espiritual, onde cada nível tem a sua Luz especial, que cresce à medida que subimos em quantidade e qualidade. A sua influência sobre nós muda os nossos atributos com os quais começamos a conhecer a realidade em que nós vivemos A única realidade é o Criador.

Acontece que os níveis de ocultação tornam-se níveis de revelação. Cada nível é feito de duas unidades. A primeira é o anseio da pessoa por alcançar a deficiência correta ao subjugar-se ao ambiente, disposta a aceitar a sua influência, a impressionar-se com a Luz superior e a se elevar acima da razão. Esta constantemente se prepara para a influência da Luz, e isto é chamado trabalhar à noite, no escuro, em elevar MAN, em oração.

A pessoa funciona de acordo com os seus poderes e desconhece o que anseia. Isto significa que Malchut eleva-se a Binah, a Hafetz Hesed, à fé, e o principal para a pessoa é que sua ação traga contentamento ao Criador. Como resultado desta correta e satisfatória ação, a Luz a influencia e muda-a.

Todo o nosso avanço é feito pelo nosso renascer uma e outra vez. Diz-se: ” Cada dia deve ser novo para você”, o que significa que é impossível comparar hoje com ontem. Isto porque todos os dias nasce um novo vaso que tem uma nova base, novas Reshimot (genes espirituais), novos valores, e por isso é completamente diferente do estado anterior. Uma pessoa já entende que as suas ações de ontem foram erros, ações maliciosas ou Mitzvot (mandamentos), e atribui tudo ao Criador que, eventualmente, leva-o à adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 26/12/12,”Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Um Novo Rei No Egito É Uma Coisa Boa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós construímos a prontidão do estudante para perceber a sabedoria da Cabalá no grupo?

Resposta: Através da conexão. Uma pessoa não pode estar pronta para perceber se não está conectada aos amigos. Eles têm que se unir ao elevar a grandeza do professor aos seus olhos, construindo assim a conexão correta. Alguém pequeno só pode receber de alguém grande, do grupo, do professor, do Criador, se ele abaixa a cabeça diante deles. Este é o caminho até a escada espiritual.

Quando os alunos se conectam, eles criam a condição necessária, e se tornam um todo. É um sinal de que cada um se anulou diante dos outros, e considera-se o menor do grupo, pronto para doar aos outros. Estar conectado significa manter todas as condições da sociedade.

Nós começamos a nos conectar, e depois de muitos anos passamos pelo endurecimento do coração, que também é chamado de “as dez pragas do Egito”. Primeiro nós podemos pensar, “por que as pragas não começam imediatamente quando chegamos ao Egito”? Mas não é assim; primeiro é bom e agradável se conectar, como era bom e agradável para os filhos de Israel quando se estabeleceram no Egito e recebiam todo o alimento através de seu José, que conectava todos a Yesod.

José é Yesod, que conecta as cinco fases ou os cinco sentidos: Hessed, Gevurah, Tiferet, Netzach e Hod. Rabash costumava dar o exemplo de uma salada que é feita de cinco ingredientes: tomate, pepino, pimentão, cebola e salsa. Se você cortar todos eles e misturá-los, eles vão criar algo novo, que é o resultado da conexão entre eles. É o mesmo com Yesod, que nada tem de seu próprio, mas é o resultado da conexão, de seus atributos. Através dela, os filhos de Israel no Egito adquirem espessura (Aviut) e um desejo cada vez maior. Durante os “sete anos de saciedade”, esta espessura age em favor da conexão entre eles.

Foi no início do exílio no Egito que os filhos de Jacó, juntamente com José, cantaram “Como é bom e agradável que os irmãos se sentam juntos”. Eles sentiram que vale a pena se conectar, pois juntos eles conseguem, juntos eles são fortes. Assim, o Egito nos escraviza através de uma conexão egoísta.

Este é o processo até que uma espessura tão grande é revelada que é impossível fazer algo com ela. Então, Moisés foge do Egito para o deserto. Ele simplesmente não conseguia estar junto com seu ego. Durante os “sete anos de fome”, nós descobrimos que esta escravidão, a adesão aos valores corporais, não está a nosso favor, mas o oposto, nos separa da meta. De repente eu começo a entender onde estou e o que está acontecendo comigo. Eu olho para o meu desejo “animal” que cresceu num corpo gigante pesado, e vejo que este “animal” não é mais meu, que eu estou sob seu controle, sob ele.

Isso é chamado de “um novo rei subiu no Egito que não conhecia José”. É uma coisa boa, uma vez que ele nos mostra a verdade, o nosso verdadeiro estado em comparação com o Criador, e assim nos aproxima de nosso Pai Celestial .

No final, há as dez pragas: nós nos agarramos a nossa unidade e estas pragas nos atingem, a fim de nos separar, pois elas estão todas voltadas contra a conexão.

Se eu estou pronto para subir acima do ego, para vencer o rei do Egito, eu subo acima dessas pragas, a fim de permanecer conectado e unido. Isso é mais importante para mim do que as aflições do Faraó. Por trás das pragas, eu peço ao Criador para nos manter conectados, pois sem esta conexão não seremos capazes de deixar o Egito. Este é o nosso trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Os Golpes Valiosos do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, Item 107: Assim, depois que a pessoa alcança a iluminação da face, de tal forma que cada pecado que cometeu, mesmo os propositais, é transformado e se torna uma Mitzva para ela, esta se alegra com todo o tormento e aflição que já tenha sofrido desde a época em que foi colocada nos dois discernimentos da ocultação da face.

…agora se tornou a causa e a preparação para manter a Mitzva e a recepção da recompensa eterna e maravilhosa por ela.

Disso nós aprendemos que quanto mais eu tenha sofrido, mais sou recompensado agora. Portanto, isso significa que vale a pena sofrer para receber uma recompensa maior mais tarde? Isso é o que parece na nossa linguagem, na nossa percepção egoísta. O passado não é apagado; a correção está em transformá-lo de tristeza em alegria. Em vez de um vaso que sofreu com a escuridão, com a falta e o vazio, com guerras, doenças, dores, ou seja, com a falta de satisfação, nós agora sentimos uma satisfação e nisso sentimos uma recompensa e amor.

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, Item 108: Isso é semelhante a um conto bem conhecido sobre um judeu que era um administrador da casa de certo proprietário. O proprietário o amava muito. Uma vez, o proprietário foi embora, e deixou seu negócio nas mãos de seu substituto, que era um antissemita.

O que ele fez? Pegou o judeu e o golpeou cinco vezes na frente de todos, para humilhá-lo completamente.

Trata-se do ego e do ponto no coração de uma pessoa, sobre como o ego domina a pessoa agora e bate o “ponto no coração” chamado “judeu” (Yehudi), que decorre da raiz hebraica de “unidade” (Yehud). Este ponto pretende se unir com o Criador e sofre porque não consegue fazê-lo. Isto significa que recebe golpes de seu ego.

Após o retorno do proprietário, o judeu foi ter com ele e disse-lhe tudo o que tinha acontecido consigo. Sua ira se acendeu, e ele chamou o substituto e ordenou-lhe que desse prontamente mil moedas ao judeu por cada vez que ele o havia atingido.

O judeu pegou-as e foi para casa. Sua esposa o encontrou chorando. Ela perguntou-lhe ansiosamente, “O que aconteceu entre você e o proprietário?”. Ele disse a ela. Ela perguntou: “Então, por que você está chorando?”. Ele respondeu: “Eu estou chorando porque ele só me bateu cinco vezes. Eu gostaria que ele tivesse me batido pelo menos dez vezes, já que agora eu teria 10 mil moedas”.

Na representação terrena desta história isso parece grosseiro e egoísta, mas nós entendemos que a Torá nos fala sobre o mundo interno de uma pessoa. Quem entende isso interpreta a história corretamente.

“Uma pessoa é um mundo pequeno”, onde existem dois lados opostos: um ponto no coração e o próprio centro. O coração odeia o ponto no coração que anseia pela união com o Criador.

Quanto maior o desejo de receber que é revelado em nós, chamado de coração egoísta cruel, mais forte ele agarra o ponto no coração e não o deixa avançar. O ponto no coração faz várias tentativas para fugir dele e avançar, e por isso sofre com sua dominação e sua própria escravidão, com o exílio torturante. A tensão e a luta entre eles crescem constantemente e o ponto no coração sente cada vez mais dor, já que não consegue se unir com o Criador.

Isso cria um vaso e o preenchimento chega, chamado de “após o retorno do proprietário”. A recompensa é sentida nos mesmos sofrimentos, nos mesmos lugares vazios que foram criados durante o exílio. Isso significa que não é o desejo de receber em si que se torna “para doar”, mas a luta contra ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/12, “Introdução ao Estudo do os Dez Sefirot

Construir Uma Casa Com Os Tijolos Do Nosso Esforço

Dr. Michael LaitmanO desejo de receber em que estamos agora é mau. Ele é muito bom se quisermos aproveitar a vida, e nos ajuda tanto quanto pode. Mas ele se torna mal e cruel se o desejo de doar é evocado em nós, e ele não nos deixa aderir ao Criador, ao nível superior. O desejo de receber coloca uma Machsom (barreira) entre o superior e nós, que não permite passar.

O ponto, a centelha de doação, anseia fortemente se aderir ao Criador. Quanto mais o desejo de receber a domina, mais ela anseia pelo Criador. Quanto mais o domínio do ego é revelado, mais fortemente esse ponto tem que lutar com ele. Assim, a sua intenção pelo Criador cresce e, ao mesmo tempo, a tristeza e a dor também crescem a partir da incapacidade de se aderir ao Criador. Seu sentimento de exílio torna-se maior e mais amargo.

A tensão, a pressão e anseio crescem, e os vasos são formados. Os vasos para alcançar este nível superior não são formados pelo desejo de receber que se transformou no desejo de doar, mas derivam dele. É o resultado dos esforços e dos sofrimentos, da luta entre a centelha de doação de uma pessoa e seu desejo de receber.

A centelha luta para se aderir ao Criador, mas não consegue fazê-lo, uma vez que o desejo de receber a agarra pelos pés e não a deixa se libertar. Então o seu esforço, (pelo qual o desejo de receber é responsável, uma vez que manteve o “ponto no coração” em suas mãos), torna-se o vaso onde a unidade do nível seguinte é revelada.

Isto significa que o desejo de receber em si não se torna esse vaso, ele permanece sempre restrito, mas nós agimos acima dele, através da construção de nosso vaso acima dele, com os blocos do nosso esforço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot