Pergunta: Hoje, olhamos para o nosso mundo, para a humanidade, e vemos que todos estão gritando. Até mesmo em programas de televisão. Sentam-se a um metro de distância uns dos outros e gritam sem parar. O que as pessoas, a humanidade, deveriam fazer para que ao menos os gritos se transformassem em conversa?
Resposta: Uma pessoa sentada à minha frente deve pegar na minha mão e começar a me persuadir calmamente, em voz baixa, até mesmo em um sussurro, sobre o que deseja.
Pergunta: E nesse caso, ela deveria querer algo para mim?
Resposta: Sim. Ela quer me dizer algo. Sua mensagem deve ser transmitida exatamente dessa forma, dessa maneira, vinda do coração, para que eu possa abrir o meu coração em resposta. E tudo pode fluir de um coração para o outro.
Comentário: Você está descrevendo uma imagem ideal de pessoas sentadas que desejam transmitir calor umas às outras.
Minha Resposta: E nós, os telespectadores, assistimos a isso na televisão e ficamos felizes por terem convidado as pessoas certas, pessoas normais. Gostamos de ouvi-las. Elas falam muito pouco, mas entendemos tudo.
Comentário: Você está falando de um estado ideal, não necessariamente do nosso mundo. Pelo que sei, você não assiste televisão com frequência. Mas basta dar uma olhada.
Resposta: Certamente não assisto a esses programas.
Pergunta: Sim, existem espetáculos assim — ringues, lutas acontecendo. Não é coincidência que bater em alguém agora seja considerado um esporte. E aqui é a mesma coisa; eles estão se atacando verbalmente. Mas a humanidade não chegará a nada com essa gritaria, não é?
Resposta: Não, claro que não.
Comentário: Significa que todos vão provar que estão certos e…
Minha Resposta: Eles não estão provando nada; simplesmente não se ouvem.
Comentário: Sim, exatamente, eles não ouvem.
Minha Resposta: O mais importante para eles é: quando ele está falando, eu estou falando. Só isso.
Pergunta: Quero entender. Continuo fazendo esta pergunta prática o tempo todo: Como se inicia uma conversa? O que é necessário?
Resposta: Muitos mais anos se passarão. O próprio tempo agirá. E, por assim dizer, explicará a ambos os interlocutores, ou a um grupo de pessoas, que isso é inútil, que não vale a pena se envolver nisso. E gradualmente eles perderão a vontade de participar de tais programas de entrevistas.
Então, algum tipo de ponto de virada ocorrerá, e eles deixarão de produzir esses “espetáculos circenses”. É assim que eu vejo. Somente depois disso haverá uma manifestação séria de intenções.
Pergunta: Então, você acha que essa luta vai se esgotar?
Resposta: Isso precisa acontecer.
Pergunta: Isso virá de cima?
Resposta: Certamente, de cima. Não há dúvida alguma sobre isso.
Pergunta: Você acha que não virá de nós?
Resposta: Não, nada de bom pode vir de nós.
Pergunta: Então virá de cima: “Silêncio. Acalmem-se”?
Resposta: Sim, vamos sentar e ficar em silêncio. Esse será o programa.
Pergunta: Então eles já vão ficar desapontados conosco lá de cima? Por que isso aconteceria de repente?
Resposta: Ninguém lá em cima fica desapontado. Com quem devemos ficar desapontados?
Portanto, chegaremos a um formato de programa que será transmitido por meio de sentimentos. Não palavras — sentimentos. Afinal, precisamos fazer algo conosco mesmos.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/12/25
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