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Uma Questão Urgente E Sua Solução

Dr. Michael LaitmanComentário: O método de corrigir as relações entre as pessoas, que é o remédio para todas as doenças, anula toda a medicina moderna.

Meu Comentário: Mas nós não precisamos dela. O atual sistema de saúde não se importa com a pessoa, mas apenas consigo mesmo. A mídia veicula informações que despertam medo, e ninguém se preocupa com as pessoas.

Qual é o verdadeiro problema? A humanidade alcançou por muito tempo um nível tal de seu desenvolvimento que pode prover totalmente todas as suas necessidades. Isto era verdade na década de 70 do século passado, mas tudo chegou a um impasse já que as questões “E agora?” e “Por que devemos continuar vivendo?” surgiram.

Mas o homem não pensava sobre isso e novos problemas tiveram que ser criados, a fim de que ficasse bem claro que vivemos para resolvê-los. Caso contrário, estas questões vão surgir e fazer tanto a elite como os nossos líderes se sentir mal.

Assim, tudo começou a girar em torno da criação de diferentes necessidades imaginárias, e os problemas de saúde não são imaginários. Consequentemente, a medicina tem gradualmente se reconstruído ao criar novos sintomas, de modo que, ao utilizar medicamentos que ajudam a curar certos sintomas, as pessoas vão ficar ocupadas gastando dinheiro com medicamentos e viajando de um lugar para outro, a fim de procurar o tratamento, etc.

Pergunta: Este cenário foi previsto com antecedência? Será que as pessoas conscientemente examinam essa opção com antecedência?

Resposta: Claro. Nós podemos ver a publicidade na TV de produtos que são 99% desnecessários. Sequer temos a necessidade de 1% do que resta, mas só achamos que precisamos deles. Afinal de contas, nós nos acostumamos com a publicidade, somos nutridos por ela, e as ideias que ela vende já se tornaram uma necessidade inerente. Portanto, nós procuramos o que mais podemos comprar. Não podemos mais viver sem essas coisas, como um viciado em drogas que não pode viver sem drogas. Nós estamos acostumados a ser obrigados a assistir comerciais e implementar o que eles anunciam.

Alguns anos atrás eu estava no hospital após um acidente de carro e vi como os pacientes se comportam. Um deles falou constantemente com os médicos como se fossem velhos amigos. Quando eu perguntei por que ele falou com eles dessa maneira ele respondeu com orgulho que tinha 12 operações. É como se quisesse dizer: “Olha, eu sou o seu paciente fiel, eu sou seu!” E, inconscientemente, eles o tratavam como se ele fosse um dos seus: “Ele é um dos nossos”!

Isso significa que ele atingiu o estado em que eles estavam ganhando seu sustento um do outro. É como polícias e ladrões que não conseguem viver um sem o outro. A polícia tem que resolver crimes ou conspirações e, portanto, colaboram com a máfia para que ela lhes dê algumas pistas ou sacrifiquem um de seus cúmplices. A polícia prende a vítima e a apresenta como a sua realização, mas, geralmente, é a máfia que lhes dá a pista.

É o mesmo aqui. Isso se tornou um costume, e é muito interessante observar o belo trabalho do ego desde fora.

A sociedade impõe seus valores em nós e nos alimenta com esses valores como se fosse um jantar de negócios. Eles nos ensinam a amar, a ter filhos, criá-los, construir, jogar jogos sociais, consumir certos medicamentos e a estar conectados de uma certa maneira. É tudo baseado na noção de como preencher o nosso dia com preocupações, trabalho, tarefas, e não nos permitir tempo para pensar no sentido da vida.

Mas a humanidade já se desenvolveu ao ponto onde essa questão se torna vital. A fim de certificar que não nos ocupemos com ela, as autoridades têm-nos negado todo o nosso tempo livre, até o último momento.

O ponto é que a questão sobre o sentido da vida é muito maior. Se uma pessoa não encontra esta resposta, ele se torna tão deprimida que não pode superar isso. Ela não sente prazer em nada: nem na comida, sexo, família, seus filhos, em nada. Por isso, a elite suprime esta pergunta.

Mas chegou a hora de revelar o sentido da vida às massas. Por um lado, é como se estivéssemos jogando no limite. Mas, por outro lado, dizemos coisas agradáveis, tais como: “Vamos viver em unidade, vamos começar a amar um ao outro, de modo que tudo vai ficar bem”.

A sabedoria da Cabalá não se destina a despertar paixões revolucionárias em alguém, nem na elite nem nas pessoas comuns. Ela não chama as pessoas para lutar, mas se oferece para fazer uma revolução suave de forma pacífica. Esta é a verdadeira primavera, quando após uma longa geada, após o vazio interior, o retorno gradual a vida começa.

Pergunta: Será que a elite concordará com isso?

Resposta: Os líderes também vão mudar junto com as massas, uma vez que todos nós mudamos junto. Eles vão começar a perceber que, em primeiro lugar, a situação ambiental não nos permitem permanecer no mesmo nível. Nós podemos ver o que está acontecendo conosco.

Perturbar o equilíbrio ecológico envolve um maior desequilíbrio de toda a terra. Ninguém sabe quantos bilhões de dólares foram investidos este ano e ainda estão sendo investidos, a fim de superar os desastres ambientais no mundo todo.

Junto com os problemas ecológicos e climáticos, também vamos encontrar problemas nutricionais, já que poluímos o solo, mesmo no nível dos pensamentos e sentimentos. Mas quando as autoridades começarem a mudar, elas vão ver que tudo tem um limite e é a natureza que nos limita.

Elas vão perceber que temos que adquirir uma percepção totalmente nova, e, em vez de dinheiro, que perdeu seu valor, uma nova moeda vai parecer que está relacionada com a comunicação entre as pessoas.

O dinheiro é um método de conexão que enfatiza o quão grande você é e quão pequeno eu sou em relação a você, e como nós podemos satisfazer as necessidades um do outro. Em hebraico, a palavra “dinheiro” (Kesef) deriva da palavra “cobrir” (Masach), o que significa que eu cubro a diferença entre nós.

Novos métodos de comunicação entre as pessoas vão surgir, em vez de relacionamentos que são baseados no dinheiro. Eles vão se tornar popular, porque a própria sociedade começará a mudar. Se fosse só o ambiente que mudasse, ainda permaneceríamos os mesmos bonecos e as autoridades continuariam a jogar sem parar conosco. Mas, como o mundo inteiro vai mudar, a percepção também vai mudar, e as autoridades vão agir de forma totalmente diferente.

Eu acredito que isso vai acontecer num futuro próximo e espero ver, pelo menos, o início dessa mudança. É para isso que eu estou vivendo.

Nós ajudamos na aceleração do tempo. Nossas ideias fluem de imediato para a sociedade, uma vez que são uma parte integral dela. Assim, nós também temos que acelerar o desenvolvimento da elite.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/02/14

O Trabalho Será Dado Aos Robôs Programados

laitman_568_01Opinião (Bill Gates, magnata americano dos negócios, filantropo, investidor, programador de computador): “Falando em Washington no grupo de pensadores econômicos do American Enterprise Institute, Gates disse que dentro de 20 anos, uma grande quantidade de postos de trabalho vai desaparecer, substituída pelos softwares de automação…

“Gates acredita que os códigos tributários vão precisar mudar para incentivar as empresas a contratar funcionários, incluindo, talvez, eliminando completamente impostos sobre a renda e a folha de pagamento. Ele também não é um fã do aumento do salário mínimo, temendo que ele irá desencorajar os empregadores a contratar trabalhadores nas próprias categorias de trabalhos que estão mais ameaçadas pela automação”.

Meu Comentário: Gates acredita que desta forma as demissões serão impedidas, o desemprego vai se tornar oculto, ou seja, as pessoas vão estar ligadas aos seus empregos, o que impedirá a decomposição da sociedade – o que vemos hoje nos distritos de imigrantes, onde as pessoas vivem em bem-estar.

A Cabalá acredita que é necessário o envolvimento de todos no processo de Educação e Formação Intergal para corrigir a natureza humana. Afinal, isso é o que a lei do nosso desenvolvimento exige de nós.

Jovens Não Compram Mais Carros Ou Casas

Dr, Michael LaitmanNas Notícias (Lifter): “A geração abaixo dos 35 anos raramente compra casas e ainda mais raramente carros. Eles são chamados de “geração de inquilinos”, pessoas que têm medo de pedir dinheiro emprestado.

“Se no passado, pessoas bem sucedidas eram aquelas que possuíam uma casa e um carro, agora em alta estima estão aqueles que investem em experiências e impressões tais como viajar e começar empresas.

“As pessoas não querem prosperidade e estabilidade, mas um horário flexível e a independência financeira e geográfica. Coisas materiais não seguram mais o interesse das pessoas. Por que ter seu próprio carro nos EUA se tem o Uber ou o Lyft (aplicativos para compartilhamento carros)? Em essência, é um carro privado com motorista. E não custa mais para usar os serviços do Uber, do que possuir um carro.

“Por que você compraria uma casa num lugar lindo e iria pra lá de férias, se pode encontrar acomodações em qualquer lugar do mundo através da Airbnb (site comunitário para alugar ou reservar imóveis)? Os jovens americanos de hoje mudam de emprego, em média, uma vez a cada três anos, e você pode se mudar para mais perto do escritório se você estiver alugando, não possuindo. O próprio conceito de propriedade das coisas não é mais relevante”.

Meu Comentário: Os tempos mudam e o desejo com ele, ou melhor, pelo contrário, a mudança do desejo provoca uma mudança na atitude para com o mundo e a vida. A revisão da escala inteira de valores está à frente. A reavaliação pode ser sangrenta ou muito agradável, como um jogo. Depende de como nós percebemos as mudanças necessárias.

O Progresso É Sem Sentido E Impiedoso

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Expert): “Até a década de 1960, a sociedade ocidental tinha alcançado um alto nível de consumo, e as pessoas entendiam que o dinheiro não era a principal medida de felicidade.

“Assim, o conceito de qualidade de vida multidimensional nasceu, que, além da renda, é determinado pela segurança, o acesso ao conhecimento, o desenvolvimento da medicina, a expectativa de vida, as condições ambientais, etc.

“Mas como estes diferentes números poderiam ser reunidos? Os cientistas propuseram passar de indicadores objetivos para subjetivos, medidos por pesquisas de opinião pública. Mas eles dependem da medição do estado da pessoa em relação ao estado do seu vizinho, e verifica-se que aqueles que não vivem perto dos ricos são mais felizes.

“Do ponto de vista subjetivo, a qualidade de vida das pessoas no último milênio não tem crescido, mas caiu por causa da diferenciação da população de acordo com o nível de consumo no antigo Egito ou na França medieval, que foi menor do que é agora.

“Isto é, do ponto de vista subjetivo, não há progresso. Além disso, a disseminação de inovações causa desigualdade em termos de consumo, insatisfação e conflito.

“O progresso, ao invés de melhorar a qualidade de vida, a reduz devido à desigualdade crescente e à estagnação e, ao contrário, estabiliza a sociedade. O desenvolvimento é um processo sem sentido, semelhante a um cachorro correndo atrás do próprio rabo, que nada produz além de inveja e sofrimento”.

Meu Comentário: Não podemos parar o progresso. O seu papel é nos conduzir à reflexão sobre a falta de sentido da nossa existência, de modo que, tendo perguntas sobre o sentido da vida, nós avançamos para revelar o Criador.

O Que Vai Acontecer Com O Mundo?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Michael Khazin, economista): “A ideia do sistema de Bretton Woods é uma expansão do território do dólar. Através da expansão do território do dólar é possível imprimir dólares, criando renda adicional que pode ser redistribuída. Se essas nações obedecem as regras gerais do Fundo Monetário Internacional, ela recebem uma quota de dólares adicionais.

Nos anos 70, o território para a expansão foi terminado, embora a expansão continuasse através do fornecimento de empréstimos a particulares e do refinanciamento de dívida privada. No ano de 1990, a União Soviética se desfez e expandiu o território para o dólar à custa das nações socialistas. No ano de 2000, a crise começou, embora a impressão de dólares continuasse através da redução do custo do crédito.

“No ano de 2008, a crise eclodiu novamente, e a impressão de dólares continuou à custa de mudanças na oferta de dinheiro (taxas reduzidas, especificamente o incentivo de empréstimos). Como resultado disso, a atribuição de crédito do mercado monetário era 17 vezes maior do que a atribuição de dinheiro pronto.

“Quando os recursos para a impressão de dinheiro terminaram, os problemas começaram; a demanda privada estava em declínio, mesmo que a economia dos Estados Unidos aparentemente mostrasse crescimento.

Hoje está claro que a bolha nos mercados de ações entrará em colapso; ou seja, o valor dos ativos vai cair e os passivos, ou seja, a dívida, permanecerá. Isto significa falência em massa. A fim de acabar com os passivos, os bancos planejam guerras no Oriente Médio, na qual, por um lado, há petróleo, e, por outro lado, há Israel com a sua bomba atômica.

“Outra possibilidade é um ataque terrorista em massa. Isso é algo que vai possibilitar aos bancos dizer àqueles que têm dinheiro que os riscos têm crescido a tal ponto que eles são forçados a atrasar os pagamentos, pois o sistema de seguro para riscos financeiros foi destruído.

“Há dois cenários: salvar o sistema financeiro global em detrimento da economia americana (esta é a percepção do Partido Democrata dos Estados Unidos), ou salvar a economia americana à custa do sistema financeiro global (esta é a percepção do Partido Republicano). Esta situação causou a derrota do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, e o reforço das forças isolacionistas no Partido Republicano (o mundo não se importa conosco, nós devemos salvar a nós mesmos!).

“Os políticos europeus dependem da CIA, do SNA, e assim por diante, onde cada uma dessas organizações possui provas contra eles. Portanto, esses políticos estão lutando por suas vidas. Os Estados Unidos vão destruí-los, se a Europa tomar medidas de seu interesse e não em interesse de Washington. Neste caso, a Europa se encontra diante de uma guerra civil, como na Ucrânia, e em estado de desintegração. A Rússia tem o seu destino: o estado de inanição.

“Hoje os políticos ativos no governo estão com menos de 65 anos, e não estão familiarizados com a escala desses problemas. E os idosos, como Kissinger, não são mais influentes. Assim, o mundo está à porta no limiar de uma reorganização cruel (territorial, nacional e uma reorganização das elites). Muito provavelmente alguns desses políticos serão derrotados nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, e, em seguida, a situação vai mudar.

Meu Comentário: Nós precisamos produzir novas relações socioeconômicas com base nas condições da “Última Geração” através da educação integral, da unidade de todos numa única sociedade baseada na igualdade plena, trabalhar apenas o que é necessário para suprir as necessidades essenciais da sociedade. Os recursos liberados e o tempo serão encaminhados às universidades públicas envolvidas com a educação da nova geração na humanidade.

Por enquanto, não vemos atualmente a possibilidade de uma transformação gradual e fácil de uma economia de mercado para uma economia comunista, de modo que isso agora depende do sucesso da disseminação da educação integral.

Diferentes, Mas Iguais

laitman_423_01Pergunta: Todas as pessoas são diferentes por natureza. Uma é sábia e ágil, enquanto outra é preguiçosa e tola. De acordo com o grau de maturidade de uma pessoa, estas características são expressas mais e mais, e, como resultado, a pessoa tem realizações materiais mais elevadas, enquanto que outra não tem dinheiro para comer. A própria natureza criou diferenças como estas numa sociedade. Isso é dado.

Como a sociedade deve se relacionar com o fraco se ela afirma ser socialmente “progressista”? Afinal, os fracos não recebem qualquer pagamento na natureza. A sociedade precisa apoiá-los e assegurar-lhes as necessidades mínimas para a existência?

Resposta: Sim, e, em geral, cabe a nós começar a se relacionar com pessoas totalmente diferentes. Elas devem ser integradas num sistema único de educação que melhora as atitudes sociais de modo a começar a se preocupar com a sociedade em geral, sua florescente e saudável unidade social, a conexão inclusiva entre todos, e a responsabilidade mútua.

Cabe à liderança nacional tomar para si a organização de um sistema como este. A aprendizagem não será limitada pelo tempo. Afinal, o ego desperta mais e mais dentro da pessoa, e deve ser constantemente equilibrado pela educação adequada.

Portanto, se a pessoa estuda regularmente, ela melhora e se encontra numa sociedade que a pressiona e exige sua participação consciente e útil, direcionada a um objetivo na vida social. Portanto, cada pessoa deve ser receber um padrão de vida mínimo que seja suficiente para existir.

Pergunta: O que é esse mínimo? Como seria a minha vida se eu recebesse uma bolsa como essa?

Resposta: Eu recebo apoio suficiente para manter a minha família, para criar e educar meus filhos até eles amadurecerem. De um modo geral, eu vivo com a dignidade da merecida segurança social. Ela vem a mim, porque eu sou parte da sociedade e me preocupo com isso e seu desenvolvimento.

Pode ser que alguém com deficiência seja apenas capaz de se sentar num depósito e trazer ferramentas de lá ou de realizar outros trabalhos simples. A sociedade o coloca num lugar onde ele seja capaz de ser útil. Além disso, ele é educado e educa seus filhos também.

Por tudo isso, a pessoa recebe um “salário mínimo”, mas isso é o suficiente para manter a existência de sua família com respeito e cuidado com todas as suas necessidades.

Agora, suponha que ela tenha um vizinho de sucesso, bem estabelecido e profissional. Ele é muito útil para a sociedade, desenvolve novos dispositivos e tecnologias, ou é um líder no comércio de grande escala. Ele consegue tudo o que precisa para o seu trabalho. Será que ele ainda precisa de algo diferente para sua casa e família que seu vizinho humilde?

Pergunta: A humanidade nunca construiu um sistema social como este. Afinal de contas, de acordo com a nossa natureza, nós queremos sempre mais do que aquilo que temos.

Resposta: É exatamente isso que alcançamos com a educação, que vai ser maciça, permanente, sob pressão, colocando tudo no lugar.

Graças a isso, nós alcançamos a igualdade geral. Esta não seria uma igualdade forçada que já se esgotou no século passado. Pelo contrário, é tal igualdade, onde cada um tem tudo o que precisa para existir em dignidade e para proporcionar uma vida boa, florescente e organizada para seus filhos.

Além disso, em relação ao resto dos impulsos egoístas – inveja, luxúria, honra, e assim por diante – a pessoa vai realizá-los também, mas para o bem da sociedade. O ambiente em si, a atmosfera social encorajadora, vai obrigá-la a agir dessa forma. Ela simplesmente vai ter vergonha de se destacar com suas exigências excessivas, através das quais é como se ela estivesse roubando abertamente dos outros.

Eu repito, numa sociedade como esta, cada um vai se preocupar em viver com dignidade, garantindo o desenvolvimento pessoal e profissional de seus filhos, mas apreciando a si mesmo não de acordo com a sua riqueza, não de acordo com sua fama ou superioridade sobre os outros, mas de acordo com seu investimento na sociedade. Além disso, em geral, a sociedade preserva um padrão uniforme de vida.

De kabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14

Com Respeito Ao Terror, Elevação De Preços E Unificação Da Sociedade, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de um consenso social, graças ao qual é possível resolver todos os nossos problemas?

Resposta: O consenso social simboliza que nós nos tornamos um só corpo. É muito simples! Nós concordamos que o povo de Israel é um povo único, do qual depende o destino do mundo, todos os povos, e até mesmo o humor do Criador, se é possível dizer uma coisa dessas.

O consenso social é o mesmo nível em que é possível levar o povo de Israel que vive na terra de Israel para o conhecimento comum, consciência e emoção. Suponha que hoje estamos de acordo que o preço do iogurte é muito caro. Agora, junto com isso, temos que chegar a um consenso de que só através de nossa conexão e união podemos derrubar o preço de iogurte pela metade.

O iogurte é apenas um exemplo típico. Você pode usar qualquer outra coisa como exemplo. Existem exemplos suficientes de custos elevados em Israel. Mas quem é o culpado por isso? Nós mesmos somos os culpados por não nos conectarmos um com o outro.

Só a educação geral possibilitará determinar que tipo de conexão mútua existe entre nós e realmente perceber esta conexão ao trazer mudanças à sociedade. Por isso, nós convidamos a todos a participar dos nossos círculos de discussão.

Aos poucos, a pessoa começa a mudar. Isso é chamado de “a influência do ambiente sobre uma pessoa”. O ambiente vai mudar seu coração, porque não há nenhuma outra força. A pessoa não está pronta para mudar a si mesma e apenas a força do ambiente faz isso.

A televisão deve ajudar a unidade social, tal como fazemos no Canal 66 (em Israel). É necessário trabalhar nisso para criar uma atmosfera acolhedora nas escolas, de modo que não haverá problemas como os que existem agora. De acordo com a opinião de sociólogos, se 10% do total da população começa a organizar algo, eles obrigam todos a participar. De tal maneira, nós podemos trazer consenso a toda a sociedade.

Pergunta: Porém, de que maneira essa chamada para a igualdade difere daquelas tentativas que a humanidade já realizou por muitos anos?

Resposta: Eu sugiro uma ferramenta de trabalho, como uma chave de fenda ou uma chave, através da qual é possível resolver o nosso problema comum e o de todos pessoalmente, na sua raiz, ao se voltar a manter o equilíbrio da natureza.

Ao que parece, todas as abordagens anteriores não tiveram sucesso, pois a condição do mundo está se tornando cada vez pior. Considerando que no presente caso nós estamos começando a entender a lei da existência da sociedade humana, o processo que ela está passando, e os métodos que nos possibilitam aderir a este processo inevitável, de modo que vamos nos sentir cada vez mais em todos os pontos vinda de nosso desenvolvimento.

Isso não se refere à tentativa de convencer o governo a baixar os impostos. A solução se encontra na própria natureza, e exige o nosso equilíbrio. Se não estabelecermos o equilíbrio, todas as nossas várias tentativas de corrigir a situação vão nos custar muito caro e trazer ainda mais perdas e danos num nível mais profundo.

Se não curarmos esta doença em sua raiz agora, através da correção e consolidação da sociedade, então ela vai surgir ainda mais forte em outro lugar. Suponha que nós possamos reunir uma determinada multidão e sair para uma demonstração para tornar o preço do iogurte 50% mais barato e consigamos isso. O capitalista, por outro lado, vai aumentar o preço de outros produtos básicos em 5% e seguirá que não ganhamos nada.

Isto é porque nós não agimos de acordo com a lei da natureza, de acordo com a sua tendência, mas, pelo contrário, agimos de acordo com o nosso entendimento. E quando nós confiamos em nosso intelecto, segue-se que sempre queremos corrigir algo egoisticamente, com o resultado sendo pior. A mesma destruição anterior permanece na natureza e cresce ainda mais. Nós somos, então, forçados a sofrer ainda mais, de modo que, no final, possamos compreender a necessidade da correção da sociedade.

O problema do preço do iogurte não existe por si só, mas sim está nos empurrando para a conexão mútua. Considerando que você está dizendo que pode reduzir o seu preço de outra maneira. Mas, em geral, nós não estamos falando de iogurte, mas do consenso social!

O iogurte é apenas uma desculpa para que possamos nos unir. Nós existimos num sistema global que está interligado, uma pequena aldeia global que é abraçada por uma crise geral.

Havia um slogan muito popular: “O povo exige justiça social!” Hoje é possível alterá-lo para o seguinte: “O povo exige a consolidação social!”.

De uma Conversa, 13/04/14

O Motor Do Progresso Está Morto

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: E a humanidade já se lançou para a extrema direita, como na Alemanha, ou para a extrema esquerda, como na Rússia. Mas, elas não só não aliviam a situação, como têm piorado a doença e a agonia, e as vozes se levantam ao céu, como todos nós sabemos.

Hoje, todos os meios que foram úteis no passado são inválidos. Não faz diferença como nós escolhemos avançar, quais os planos que fazemos, ou com que recomendações ou inovações nós viemos. Por fim, tudo isso só vai aprofundar a crise em que estamos, obrigando-nos a desperdiçar nossas forças em vão, e aumentar a dor e o sofrimento.

Então o que podemos fazer? Um homem sábio tenta identificar todo o processo com antecedência, do início ao fim, em relação a uma determinada meta. Se fizermos isso, vamos certamente evitar a dor e seguir o caminho que ainda vai nos levar ao mesmo resultado.

Por outro lado, enquanto continuarmos adiando a única correção possível, as fases desagradáveis ​​somente serão esticadas e prolongadas. Se nós continuamos a avançar ao longo do plano egoísta corpóreo, nós elevamos o nosso ego cada vez e superamos os maus estados que são revelados. Nosso ego continua a crescer e nós inventamos novas inovações cada vez mais sofisticadas em tecnologia, meios de comunicação ou legislação.

Em vez de um rei, nós temos um parlamento; nós poupamos dinheiro em contas bancárias e damos prioridade a empresas privadas. Por que isso acontece? A fim de dar às pessoas diferentes oportunidades para satisfazer o desejo egoísta e, assim, continuar avançando. Nós estamos em movimento perpétuo, e em cada nível nós descobrimos sua inutilidade, no momento em que não podemos satisfazer as demandas de nosso desejo em desenvolvimento por nós mesmos e ele nos obriga a continuar a desenvolver.

Hoje, o desejo atingiu certo nível de saciedade e agora nós podemos decidir o que fazer com ele. Não importa com que meios nós tentemos, nada é bem sucedido. A matéria, o desejo de receber, que tem sido a base para o desenvolvimento da sociedade humana por milhares de anos, não é mais frutífero. A competição já não consegue ser o motor do progresso.

Nós estamos em busca de novos rumos, tentando entender o que mais podemos fazer. Mas não encontramos nada. Não há mais oportunidades na indústria, comércio ou ciência. Nós nos satisfazemos e ficamos exauridos.

Claro, nós preferimos acreditar que este é um beco sem saída temporário antes de um novo avanço, mas há um problema fundamental aqui: nós desenvolvemos a sociedade só para usar o poder do nosso ego. Hoje, o ego não funciona mais.

Portanto, não devemos continuar o nosso progresso nas direções que temos desenvolvido até agora. A força egoísta, a base do nosso progresso, se esgotou. Já podemos ver que ela começou a consumir a si mesma.

No passado, uma pessoa queria ter uma família, educar seus filhos, construir uma casa, e ficar rica. Apenas uma ou duas décadas atrás, essas metas e demandas eram claramente compreendidas. Mas hoje, muitas pessoas não são atraídas a isso. Os antigos valores de repente desapareceram. Por isso, é melhor sentar e fumar um baseado, que se tornou praticamente legal, e pronto.

A humanidade perdeu a posse e o pilar de sustentação do ego, que tem sido o nosso motor do progresso ao longo da história. Embora os governos e os meios de comunicação ainda consigam confundir a realidade, não há realmente nenhum outro lugar para podermos avançar.

Se continuarmos a agarrar o pico, afundando-nos cada vez mais na piscina das oportunidades decrescentes, os problemas só vão aumentar. Quanto mais nós continuarmos a avançar por este caminho, mais rápido será o nosso desenvolvimento negativo. O uso errado e excessivo do ego nos dias de hoje acabará por nos mostrar que ele não funciona mais. A inutilidade do amor próprio está agora se tornando evidente.

Nós já vemos mutações comportamentais nas relações entre pessoas e países. Muitos sequer querem pensar racionalmente sobre se isso é bom ou ruim para si, mas simplesmente agem por impulso e preferem não pensar nos resultados. Assim, o comportamento egoísta comum está mudando gradualmente.

Esta é uma fase muito perigosa, pois pode levar a uma explosão em qualquer direção possível. Portanto, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada, e, embora ela seja aparentemente uma coisa artificial, não natural para nós, é realmente a coisa certa e natural.

Se nós já esgotamos o nosso impulso humano egoísta para avançar e desenvolver, então só há uma coisa a fazer: subir ao próximo nível que está acima do amor próprio. Há outra força no mundo além da força de recepção: a força de doação. Então, por que não podemos estabelecer uma nova humanidade com base nesse atributo? Por que não podemos estabelecer as nossas relações sobre ele? Vamos usar a segunda força na natureza. Não podemos continuar a ignorar a doação. Ela tem estado sempre a nossa disposição, mas nós não sentimos necessidade dela porque o ego nos empurrou para frente e considerou a força de doação como redundante.

A força de recepção queimava em nós cada vez mais e nós sequer pensávamos que a doação nos oferece maiores oportunidades para avançar. É porque com a ajuda da doação nós usamos os vasos externos do ambiente, que são os desejos, as realizações, as conexões e a grande mente, a grande força que está fora. Nós nunca pensávamos que poderíamos nos desenvolver ao longo do caminho positivo, com a ajuda da força de doação.

Doação é baseada no benefício mútuo. Ela abre perspectivas infinitas, porque a humanidade pode finalmente unir forças em vez de perde-las em lutas internas, porque, na verdade, é a separação que nos enfraquece. É como um casal rico que se divorcia e seus advogados ficam com todo o seu dinheiro. No final, os dois lados ficam sem nada comparado ao que tinham antes.

Em geral, a concorrência e a ambição nos ajudam a avançar somente se não competimos diretamente entre nós com base no ódio mútuo, mas, em vez disso, fazemos isso no nível conceitual, para o bem da humanidade. Hoje, a competição entre nós é sobre quem é melhor e cuja mercadoria é melhor. Neste tipo de luta cada um quer acabar com a concorrência, que é um estado destrutivo e não construtivo. Em tais casos, não é o bem estar geral que ganha e, portanto, isso é prejudicial para todos nós.

Nós começamos agora um período de competição destrutiva. Como resultado, o ego começa a se consumir e se torna uma doença que destrói as pessoas. No passado, o ego era a força em desenvolvimento, mas agora se tornou uma força destrutiva.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/14, Escritos do Baal HaSulam

Com Respeito Ao Terror, Elevação De Preços E Unificação Da Sociedade, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se queremos baixar os preços, por que os consumidores simplesmente não boicotam os alimentos caros? Por que passar por um percurso tão longo e tortuoso através da unificação da sociedade? Milhares de anos passarão até que mereçamos que os capitalistas se envergonhem por causa da influência da atmosfera geral e concordância da sociedade para estabelecer uma maior igualdade.

Resposta: Eu vou sair de acordo com a sabedoria da Cabalá, que explica que o mundo deve avançar em direção à unidade e conexão. E para empurrar o mundo à unificação, os preços os alimentos essenciais para a vida estão subindo em Israel.

Portanto, nós somos forçados a agir por causa do preço elevado do iogurte para as crianças, mas, basicamente, este iogurte é apenas um pretexto para nos empurrar à unidade e conexão entre nós. É assim que funciona a lei geral de toda a criação.

Há uma velha piada sobre como um judeu imigrou para Israel da União Soviética e levou um retrato de Lenin num pesado quadro ouro pela alfândega. O funcionário da alfândega lhe disse que era proibido levar o ouro para fora do país. Mas o judeu respondeu: “Bem, eu estou levando o retrato de Lenin comigo!” E eles o deixaram passar. Quando chegou a Israel, eles lhe perguntaram: “Para que você trouxe o retrato de Lenin?” Então, ele respondeu: “Eu trouxe o ouro”. Isto é, tudo depende do ângulo a partir do qual nós estamos olhando as coisas.

Pergunta: Três anos atrás, houve uma campanha de protesto social para reduzir os preços e um amplo consenso social foi alcançado. Por que isso não foi eficaz?

Resposta: Este consenso social não foi baseado na conexão. Conexão e unidade são as principais coisas que a natureza está exigindo de nós. Só a falta de unidade causa todos os nossos problemas, incluindo o custo de vida, a intifada, doença, divórcio, conflitos com os filhos e os problemas na educação.

Hoje, tornou-se claro que a razão para todos os problemas humanos é a falta de unidade e conexão na sociedade, ou seja, uma boa conexão e unidade, não numa base fascista, mas numa base comunista.

Vocês querem reduzir o custo de vida? Eu tenho um plano para isso: a unidade. Se nos unirmos, os preços vão baixar.

Pergunta: Eu não acredito nisso! Já tentei fazer isso, há três anos. Por que isso não funcionou?

Resposta: Não havia unidade real. Unidade não significa reunir uma multidão com milhares de pessoas, que vão para a praça pública e gritam. Uma unidade como essa é criada para a destruição, não por uma questão de unidade e amor. Isso também cria uma força negativa em vez de uma força positiva. Nós queríamos quebrar os capitalistas, fazer uma revolução, causar um incêndio na nação, mas este não é o método adequado.

A natureza, de acordo com a sua tendência, é atraída à conexão. Nós vemos que o mundo se tornou global, unido no comércio e nas relações internacionais. No momento em que essa conexão é destruída, conflitos e guerras aparecem imediatamente. Em outras palavras, a natureza nos coloca diante da necessidade de unir, e, em particular, antes da unidade e conexão correta.

A tecnologia e as técnicas modernas trabalham em prol da conexão e é apenas a sociedade humana que age no sentido oposto e anseia por uma separação cada vez maior. Cada um está preocupado apenas consigo mesmo e todos os outros não lhe interessam. Tudo deve queimar, já que a principal coisa para ele é que as coisas sejam boas para si mesmo.

A inteligência humana não se desenvolveu em paralelo com a natureza.  A natureza que nos rodeia, o mundo inanimado, vegetal e animal, é mais desenvolvida em relação a integralidade geral e a conexão do que a sociedade humana que vive dentro dessa esfera.

As pessoas não estão em harmonia com a natureza. Por isso separação, conflito e raiva habitam entre nós. É assim que a sociedade humana existe, e, de tal forma, nada nos espera além da destruição total. A única coisa que pode salvar tanto o povo judeu e toda a humanidade em geral é a conexão correta e a cooperação mútua. Só com isso nós podemos corrigir a situação.

Houve um tempo em que isso não acontecia conosco, mas isso é porque nós não ansiávamos por unidade e conexão. Nós saíamos juntos contra alguém, mas não em prol da unidade que temos que alcançar de acordo com o programa da natureza.

A sociedade humana parece ser um tumor cancerígeno no corpo do resto da natureza. É completamente mutilada, como uma podridão, desintegrando o corpo. E é isso que temos de trazer à unidade para que tudo funcione maravilhosamente.

O problema está especificamente nisso, enquanto o preço inflacionado de iogurte é apenas o resultado. Se quisermos que este resultado desapareça e o preço do iogurte seja alguns centavos em vez de alguns dólares, isso é absolutamente possível, e nós só precisamos alcançar a unidade para que isso aconteça. A natureza exige só uma coisa de nós.

Agora, junto com este iogurte, a saúde, a separação na família, a educação dos filhos e a habitação são problemas em Israel e são piores aqui do que em qualquer outro lugar no mundo. Isto porque este é o lugar central onde o equilíbrio deve ser restaurado pela primeira vez.

E o mundo inteiro, que está sofrendo de desequilíbrio, nos culpa por não termos estabilizado o equilíbrio. Eles não podem expressar isso claramente, então simplesmente culpam os judeus por todos os seus problemas.

Assim, a unidade e a conexão dentro da sociedade são os únicos métodos para resolver todos os nossos problemas. E isso não afeta apenas o preço do iogurte, mas tudo em geral, incluindo tufões, tsunamis, a intifada e desastres sociais e naturais. Tudo depende apenas do equilíbrio, e, em particular, do equilíbrio em Israel.

Para cada pessoa, é possível alcançar a boa vida em todo o mundo apenas através da conexão e unidade do povo de Israel. Nós somos instruídos a realizar a grande operação, que determina o destino do mundo. Nós começamos com o preço do iogurte e vamos terminar ao levar o mundo inteiro ao equilíbrio.

De uma Conversa 13/04/14

Usar O Dinheiro Para O Bem Da Sociedade

Dr. Michael LaitmanComentário: Hoje em dia, a maioria das pessoas está em uma situação muito difícil, e a principal preocupação de cada pessoa é o seu sustento. Infelizmente, nem todo mundo tem renda suficiente para atender até mesmo suas necessidades básicas. O assunto do dinheiro desperta muitos medos e outros sentimentos associados com a incapacidade de ganhar.

Resposta: É verdade, mas é necessário compreender que tudo depende de valores existentes. Se dissermos que a humanidade está começando a mudar sua percepção hoje, este é apenas o primeiro estágio que expõe a incapacidade de uma pessoa de satisfazer-se de acordo com os valores anteriores. Estes valores foram criados por pessoas que queriam obter dinheiro e poder no mundo em detrimento de outros, porque o mundo era dominado pelo dinheiro.

Na verdade, o mundo é dominado por algumas dezenas de famílias que ao longo de centenas de anos acumularam poder que as possibilitou controlar o mundo. E todos os governos com que estamos familiarizados são sujeitos a elas.

Estas famílias determinam quais necessidades devem existir entre a população mundial e de que forma. Esses valores são projetados para provocar as pessoas a trabalhar e prover aqueles no controle com mais poder e lucro.

Nós vemos que nos encontramos num estado em que estas regras não valem nada. Se a humanidade descobre que não pode continuar a se desenvolver como anteriormente, esta situação chama-se reconhecimento do mal.

Hoje uma pessoa tornou-se aparentemente mais livre. Por um lado, ela não pertence ao seu dono, mas por outro lado, desejos que se desenvolveram nela a mantém em cativeiro. A ideia é que os desejos de uma pessoa não se desenvolvem no início da vida em direção a algo mais elevado: eu tenho uma carroça, agora quero um carro; eu tenho um carro pequeno, mas agora quero um grandão; eu tenho um carro grande e quero um avião.

Nossos desejos estão se desenvolvendo não apenas quantitativamente mas também qualitativamente. Um carro ou um avião, em vez de uma carroça, não cria algo diferente em princípio. Em vez disso, o desejo anterior foi simplesmente satisfeito e novas necessidades estão sendo sentidas.

Em última análise, nós nos encontramos em uma situação tensa e limitada em muitos aspectos. Em primeiro lugar, dentro da estrutura atual da sociedade, eu não estou preparado para suprir-me com as necessidades para a existência. Em segundo lugar, eu não posso me desenvolver como me desenvolvi no passado. Em terceiro lugar, eu vejo o fim deste desenvolvimento por parte da natureza. Em quarto lugar, sinto que não estou satisfazendo meus novos desejos e necessidades que de repente cresceram em mim porque não pertencem ao nível no qual fiquei decepcionado.

Historicamente, nosso desenvolvimento sempre mudou naturalmente para uma nova fase sob a pressão das circunstâncias. Mas esta forma de desenvolvimento é muito longa e difícil e é acompanhada pelas catástrofes que acontecem regularmente, e nós vemos que esses desastres estão aumentando.

Nós estamos falando de mudanças climáticas na direção do aquecimento ou resfriamento global e são fenômenos com os quais não podemos lidar. A humanidade pode realmente estar numa situação onde apenas um pequeno grupo de pessoas vai chegar à nova fase de desenvolvimento, no melhor dos casos 1 bilhão pessoas, ou até menos.

Não é melhor aprender com o passado, como afirmado no Talmude Babilônico, Tamid 32a: uma pessoa sábia vê o resultado e começar a se desenvolver somente através de novos métodos? Esta é a pergunta. Segue-se que tudo depende de explicar a situação em que estamos para que a humanidade entenda suas causas e em que direção devemos avançar.

Até agora, a humanidade desenvolveu um sistema educativo que é composto por escolas, creches, faculdades e universidades. Não há nenhum lugar onde as pessoas não recebem educação. E mesmo que um terço da população não saiba ler ou escrever, é possível apresentar uma explicação sobre o método de Educação Integral para a maioria da população, e isto será suficiente. Todo mundo vai apenas se juntar, quase inconscientemente, da mesa forma que elas agora vivem.

Para todas aquelas pessoas que podem ser alcançadas, é necessário dar uma explicação e trazê-las a um entendimento de que a solução para o problema está na mudança da pessoa. Mas isto requer esforço e trabalho de sua parte, e uma pessoa deve trabalhar nisso. E o trabalho necessário para assegurar um nível de vida racional não vai levar mais de duas horas por dia.

Todo o resto do tempo a pessoa vai trabalhar para garantir a cobertura “monetária” para si, para a satisfação das novas necessidades que a sociedade cria nela. E para estas necessidades, não existem limites, uma vez que podemos criá-las através de conexões sociais e da participação da pessoa na sociedade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/08/12