Textos na Categoria 'Amor'

Cabalistas Sobre A Grandeza Do Baal Hasulam, Parte 6

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Há uma condição absoluta durante o compromisso nesta sabedoria: não materialize os assuntos com coisas imaginárias e corporais… Para resgatar os leitores de qualquer materialização, eu compus o livro Talmud Eser Sefirot (O Estudo das Dez Sefirot) pelo Ari, no qual eu recolhi suas principais explicações e as apresentei numa linguagem simples e fácil.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 156

A maioria dos estudantes materializou os assuntos explicados nos livros Cabalísticos e, apesar dos conceitos espirituais estarem acima do tempo e do espaço, eles os descrevem como se manifestando no tempo e espaço. Além disso, eles ficaram confusos pelo fato da matéria ser expressa em termos corporais.

Assim, eu vim com este prefácio para conectar os assuntos e os fundamentos da sabedoria de uma forma concisa, de modo que ele estará prontamente disponível para aqueles que querem estudar esta ciência.
Baal HaSulam, “Prefácio Geral do Livro ‘Panim Meirot uMasbirot’“, Item 1

O Sonho Americano Saindo Pela Culatra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a disseminação da ciência Cabalística nos EUA deve diferir da disseminação em outros países devido à influência do “sonho americano”, que supostamente somos capazes de atingir aqui – o sonho de muito dinheiro, uma boa vida, mulheres bonitas …? Como podemos combater esse estereótipo?

Resposta: Eu acho que os outros países ainda têm fantasias de que seja possível atingir esse “sonho” nos EUA. No entanto, eu creio que tudo isso está se tornando coisa do passado. As pessoas devem acordar do sonho. Eu não acho que esse “sonho” durará muito, tanto para aqueles que vivem nos EUA quanto para aqueles que vivem no exterior.

Olhe como os norte-americanos estão perdendo o respeito em todo o mundo, como as pessoas já não estão mostrando uma boa atitude para com eles e estão, na verdade, começando a desprezá-los. Logo, isso se transformará em ódio. Isso está acontecendo principalmente porque as pessoas não querem tolerar a atitude dos EUA em relação a elas, a atitude de um país que se permite a liberdade de fazer qualquer coisa que desejar.

Portanto, eu não acho que esse “sonho americano” tenha qualquer poder. À medida que a crise se agrava, mais e mais pessoas no mundo revelarão que o “sonho americano”, que já derreteu, foi construído à custa delas, porque os EUA astutamente exploraram o mundo inteiro. E isso vai voltar a eles como um bumerangue muito poderoso.

Conforme nós disseminarmos o método de correção, que reside na união, igualdade, garantia mútua, salvaremos a nós mesmos da culpa e dos golpes, como está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”. Não tentaremos acertar as contas do passado, mas criaremos novos tipos de relacionamentos. O que passou, passou. Não vale a pena sondar o passado.

Se começarmos a acertar as contas do passado, o mundo inteiro se voltará aos EUA com reclamações, porque é assim que o seu sistema econômico foi construído: à custa das outras nações. Somente o método que nos é oferecido pela ciência da Cabalá limpará todas as dívidas até hoje, e daqui para frente começaremos a construir algo novo, sem lembrar de nada do que aconteceu ontem.

Da  Palestra # 2 em Nova Iorque, 12/09/11

Momentos de União: Fotos Da Convenção de Achziv 2011

Fotos da Convenção de Achziv em Israel, realizada nos dias 1 a 3 setembro de 2011.

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Albert Einstein: Por Que O Socialismo?

Opinião (Albert Einstein, “Por que o Socialismo?”, 1949 ): “‘Eu já cheguei ao ponto em que vou indicar sucintamente o que para mim constitui a essência da crise do nosso tempo. Diz respeito à relação do indivíduo com a sociedade. O indivíduo tornou-se mais consciente do que nunca de sua dependência da sociedade. Mas ele não sente esta dependência como um bem positivo, como um laço orgânico, como uma força protetora, mas sim como uma ameaça aos seus direitos naturais, ou mesmo à sua existência econômica. Além disso, sua posição na sociedade é tal que os impulsos egoístas de sua constituição estão constantemente aumentando, enquanto que os seus impulsos sociais, que são por natureza mais fracos, se deterioram progressivamente. Todos os seres humanos, independentemente da sua posição na sociedade, sofrem este processo de deterioração. Inconscientemente prisioneiros do seu próprio egotismo, eles se sentem inseguros, sós e privados do prazer ingênuo, simples e pouco sofisticado da vida. O homem pode encontrar sentido na vida, curta e perigosa como ela é, apenas dedicando-se à sociedade’”.

“Este artigo foi originalmente publicado no primeiro número da Monthly Review (Maio de 1949) …” [a pedido de Paul Sweezy (um famoso economista político marxista norte-americano,  autor da teoria do capitalismo monopolista)].

Parafusos Não, Mas Criadores De Um Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanÉ muito difícil para nós mudar as idéias que formamos ao longo de toda a nossa vida até agora. Na verdade, é simplesmente impossível. De uma forma ou de outra, nós continuamos com nossa percepção antiga, mesmo que pareça que já estamos mudando. Na verdade, nada está se movendo. No entanto, agora temos que mudar nossa antiga perspectiva para uma nova, e essa mudança tem que acontecer em todo o mundo. Então, onde podemos obter essa nova percepção, uma visão integral?

Suponha que amanhã o mundo inteiro queira se transformar numa rede totalmente conectada, onde cada um dedica toda a sua energia para trabalhar para o bem da sociedade (mesmo que hoje ninguém queira ou sinta isso, mas vamos ser sonhadores por um momento). Como é que nós descobriremos como construir este sistema, como devemos estar conectados e interagir uns com os outros?

Como podemos construir tal governo e sociedade, produção e comércio, já que tudo isso deve existir enquanto vivemos no corpo material? Portanto, somos obrigados a organizar todo o sistema de relações que garante a nossa vida na terra, a fim de satisfazer as necessidades dos nossos corpos animados.

Para fazer isso nós precisamos de muitos sistemas, mas como podemos construí-los com as leis da doação, onde cada um é livre e age livremente em direção à doação máxima aos outros, onde cada um sabe o que deve fazer nesta máquina idealmente organizada, onde todas as engrenagens estão girando em harmonia? Isso parece uma utopia. Portanto, como é realmente possível fazer essa transição?

É possível escrever um romance sobre isso, mas como podemos imaginar racionalmente um sistema econômico que seja necessário em tal sociedade, a estrutura judicial e de governo, todo este mecanismo, desde os maiores elementos até os menores parafusos, incluindo o fornecimento de bens, os cuidados aos idosos, famílias, crianças, a construção e a cultura? A organização de tudo isto é muito complexa, porque tudo deve funcionar em “movimento perpétuo”, sem o combustível que estamos acostumados!

Tudo tem que trabalhar com uma fonte diferente de energia: o amor ao próximo. Mas de onde ela vem? Se eu simplesmente a recebo de cima, do jeito que agora eu sinto amor por meus filhos, então eu estarei trabalhando novamente de forma automática, como uma máquina. Então, qual é a diferença? Em vez do amor egoísta, eu serei impulsionado pelo amor ao próximo; então, o que vai mudar?

Portanto, nós temos que construir uma coisa sobre a outra, de modo que trabalhasse sob resistência, ascensão, a sensação de nós mesmos entre dois mundos ou dois desejos, onde cada um sobe contantemente acima de seu egoísmo, que o puxa de volta à terra.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 06/09/11, “A Nação”

Revelando A Shechiná Entre Nós

Dr. Michael LaitmanO Zohar nos revela a Shechiná (a conexão entre nós), ao descrever situações diferentes usando todas as formas, imagens e linguagens possíveis.

Se nós quisermos nos conectar ao que estamos lendo, mesmo sem entender o que estamos lendo, isso significa que queremos conhecer o material aprendido. Nós queremos estar nesta rede que conecta todas as almas, que O Zohar revela. Nós queremos estar entre as almas que aspiram ao Criador na santa Shechiná. “Santa” significa que esta rede atua na doação mútua, na garantia mútua.

Ao ler O Zohar, e desejando revelar a Shechiná entre nós, nós atraímos a Luz dos estados que estão escondidos de nós por trás das palavras do Zohar, que nos levam de volta à nossa fonte – o Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/08/11, O Zohar

A Fonte De Toda A Destruição

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Shlah Lecha (Envia por Conta Própria)”, Item 17: E os olheiros enviados por Moisés causaram lamentação nas gerações vindouras, porque nesse dia o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, e eles causaram a perda de milhares e de dezenas de milhares entre Israel. E eles se tornaram a causa para a partida da Shechina da terra e do povo de Israel. E é dito sobre aqueles que foram enviados por Josué: “Ele vai devolver a alma de seu Senhor”.

A fonte de destruição em todas as gerações, ou seja, em todas as fases de corrupção e de correções, é a decisão da pessoa em não seguir o caminho espiritual por causa do medo, preguiça, descaso, ou falta de desejo. “Isso é bom, mas não é para mim”, como os olheiros disseram quando voltaram da terra de Israel. Esta é a fonte de todos os males.

Uma questão surge: mas também ocorreram desgraças antes dessa, no Egito e antes de Moisés enviar “os olheiros para a terra de Israel”!. Isso é correto, mas nós estamos falando da batalha final pela terra de Israel, quando os olheiros disseram: “É verdade, é bom lá, mas não é para nós”.

Este ponto é muito importante. Basicamente, a pessoa existe nele o tempo todo. Toda vez nós corrigimos precisamente essa raiz, ao tomar uma decisão que não seja somente boa, mas seja também para nós. Mas o que é boa? A doação. É disso que os olheiros tinham medo: “Será que nós podemos chegar à doação? Eu sou contrário a ela. É o que eu quero? Eu posso dizer à distância que a doação é boa. Mas eu posso me aproximar dela, alcançá-la? Eu não tenho nenhuma energia ou necessidade…”. Desta forma, nós a rejeitamos em vários níveis.

Este é o lugar da correção. Isto significa que em cada momento da nossa vida, nós existimos neste momento crucial onde temos que corrigir “o pecado dos olheiros”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/08/11, O Zohar

O Amor Acima De Todas As Diferenças

Dr. Michael LaitmanEstá escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”. Isso implica que o amor é impossível sem “pecados” e sem se trabalhar neles. Nossas relações mútuas devem ser tratadas com sabedoria, sabendo que as formas de comunicação são sempre compostas de deficiências e satisfação. Desta forma, nós precisamos nos esforçar em amar e não desistir quando descobrimos o ódio ao longo do caminho! É uma coisa muito boa se sabemos e entendemos que essa é uma forma de avançar. Então, nós revelamos a verdade – seguida pelo amor, conforme a força do nosso ódio. O Monte Sinai (a montanha do ódio) se torna o monte santo, o Monte Moriá.

Por isso, a alma foi dividida em tantas partes, em tantas pessoas. Mesmo que você viva em alguma área remota e esteja separado das pessoas, você ainda tem a conexão com alguém, mesmo uma conexão virtual, e isso significa que você pode trabalhar dessa forma também. Afinal, somente os Cabalistas, que têm alcance espiritual, podem trabalhar diretamente em relação ao Criador, enquanto que você ainda precisa de alguma imagem externa que esteja fora de você, de modo que assim ela pudesse repelir você e você estivesse em contato com ela para fazer seus cálculos.

Não pode ser um membro da família, como seus filhos ou sua mulher. Tem que ser uma pessoa que não tenha relação com você em nenhum laço natural pré-existente. Então, você será solicitado a desenvolver formas de conexão com ela que serão preenchidas com ódio e, sobre ele, o amor. Desta forma, nós precisamos alcançar a conexão, a garantia mútua acima de todas as diferenças. O amor só pode ser construído acima do ódio. Leve todos os seus desejos para lá, todas as suas exigências e todos os seus argumentos. Nós devemos aceitar todas essas condições que se revelaram e que ainda não se revelaram como recebidas do Alto!

Deixe as pessoas de todos os estilos de vida e pontos de vista políticos se juntarem (esquerda, direita, religiosos, e laicos), com todos os seus estereótipos e conceitos errados, porque é isso que nós recebemos do Alto. O Criador nos colocou em tais condições para que acima delas nós possamos descobrir a reciprocidade, a conexão e a garantia, mas nós só podemos fazer isso juntos, apoiando um ao outro. Com essa conexão, nós construímos um organismo que pode sobreviver para sempre.

Nós não apagamos uma única propriedade ou falta com as quais cada um de nós nasceu. Deixe que cada um venha com todos os seus erros e transgressões. Nós nos preocupamos somente com uma coisa: como nos unir juntos sob um teto, sob a cúpula do “ame ao próximo como a si mesmo”, para que assim o amor possa cobrir todos os pecados.

Eu olho para isso como uma parte do Criador e a criação que me foi dada desde o Alto, onde minha tarefa é simplesmente conectar a todos. O Criador sempre me manda obstáculos, revelando novos graus de ódio, rejeição e desacordos. Mas, acima de tudo isso, eu expando e cultivo o amor, ascendendo assim os degraus da escada espiritual.

Então, sem a destruição (sem o 9 de Av) é impossível alcançar o Dia do Amor (o 15 de Av).

Da Lição de 15/08/11, passagens selecionadas  no Dia do Amor

Sete Bilhões De Membros Da Família

Dr. Michael LaitmanA abordagem da Cabalá é altamente científica. Contudo, não a impomos; nós apenas queremos apontar os factos óbvios do mundo interconectado que são impossíveis de ignorar.

Continuaremos destes factos para as mudanças na natureza humana, porque agora, recebendo uma educação integral, as pessoas começam a pensar em termos de um sistema integral. Anteriormente, elas viam-no e apreendiam-no através do prisma do seu egoísmo, “eu e os outros”, enquanto que agora, uma pessoa começa gradualmente a sentir o mundo através de um prisma que absorve toda a luz visível. Ela não se foca no benefício próprio, mas no bem de toda a humanidade. A sua visão está a tornar-se geral e a sua mente está adquirindo uma forma diferente de pensar. A sua percepção passa através de toda a gente.

Um exemplo pode ser a dona de casa, uma mãe que toma conta dos seus filhos e marido, e da casa, organizando tudo. Ela olha para a vida e para o amanhã não em conexão com a sua personalidade, mas em conexão com sua família. Ela vê a realidade do hoje e do amanhã não como resultado de si mesma, mas como resultado deles.

Se uma pessoa começa a olhar gradualmente para o mundo desta forma, ela sobe para um novo degrau. Um novo sistema de percepção da realidade desenvolve-se nela. Ela não sente a realidade dentro de si mesma de forma pessoal, egoísta, e individual, mas vê como todos a sentem.

Em essência, esta é a regra, “Ame o outro como a si mesmo”. Uma pessoa aproxima-se gradualmente deste estado onde ela está não apenas em confronto com a humanidade e em proximidade com algumas pessoas individuais, mas começa a sentir-se a si mesma dentro deste “pote”, dentro da humanidade, dentro do sistema geral.

Assim, a sua percepção, visão, e forma de pensar e sentir mudam; a sua realidade inteira muda. Ela sai de si mesma e revela uma nova realidade que não sentia antes, uma nova dimensão na sua nova percepção.

Se a humanidade avança em direcção a esta intenção, alcançará o que chamamos o mundo espiritual superior. Isto não é apenas um nome, mas tem tudo a ver com a percepção e a doação, ao invés da recepção para si mesmo.

Além disso, a palavra “doação” não é usada no sentido habitual. É quando eu sinto as coisas em comum com todos nós, e se não me preocupo com todos, não recebo nada para mim mesmo. Hoje, nós começamos a perceber isto, ainda que vagarosamente.

Isso irá custar-nos muita dor e esforço, mas se introduzirmos uma educação global, as pessoas começarão a prestar atenção aos vários exemplos dos filmes, peças de teatro, novelas, programas televisivos e histórias que demonstram que o bem e o mau são considerados apenas em relação à sociedade. Estamos num sistema global onde experienciamos um processo global que é acompanhado por mudanças que nós mesmos conseguimos implementar apenas sob a condição de que comecemos a desenvolver um novo tipo de educação.

Eu falei sobre isto no Conselho Mundial da Sabedoria em Arousa em 2005. Contudo, ainda vemos que as pessoas não estão prontas para isto, apesar de serem incapazes de fugir, e apesar de já estarem à beira do desastre.

Por exemplo, alguns meses atrás a dívida nacional dos EUA excedeu os recursos totais do país. Por outras palavras, mesmo que eles vendessem tudo o que têm, não seriam capazes de satisfazer as suas obrigações. Se eles reconhecerem o colapso e declararem bancarrota, o mundo cairá logo depois deles. Por isso, o mundo está a pedir: “Continuem a jogar. Continuem a imprimir dinheiro como se tivessem algo com que cobri-lo”.

Estes são jogos que estamos a jogar. Esta não é a economia no sentido antigo, clássico. Nós apenas continuamos a avançar com os nossos olhos fechados, confiando na sorte, mais do que realizando a correcção. Não temos outra alternativa senão uma educação integral e já temos consciência disso.

A economia é a linguagem do nosso egoísmo. As nossas relações são construídas no princípio de “você me dá, e eu lhe dou”, no sistema do ganho máximo à custa dos outros. É precisamente na linguagem da economia que nos comunicamos nas nossas interacções egoístas, porque a economia é a essência da nossa união egoísta.

Nós a construimos de acordo com certas regras, e por causa disso podemos existir. Experienciamos a crise neste sistema, primeiro porque as conexões egoístas entre nós atingiram o último estado, e não é mais possível viver desta forma.

Por isso, sob as circunstâncias, eu apelo às pessoas não apenas como Cabalista, mas como uma pessoa comum que se preocupa com o futuro da humanidade. Eu não preciso de nada para mim mesmo. Eu apenas insto as pessoas a olharem para o que está à frente de cada um de nós em igual medida.

Eu não dou conselhos caseiros. Não sugiro teorias feitas por mim, nem proponho qualquer ciência nova, especial. Primeiro de tudo, eu digo: Sejamos guiados apenas pela ciência, porque ela é igualmente reconhecida por todos.

De uma conversa sobre um novo livro em 11/7/11

Não Há Amor Sem Ódio

Dr. Michael LaitmanQuando nós estamos falando de conceitos espirituais, se não houver o ódio no início, não haverá amor mais tarde. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero, porque a Luz nela leva a pessoa de volta à fonte”.

A fonte boa é o amor. Mas ele não pode ser revelado a menos que o mal, o ódio e a rejeição sejam revelados primeiro. Nós devemos nos acostumar com o fato de que o amor e o ódio são sempre revelados e trabalham juntos.

É por isso que nós descobrimos tanto o ódio quanto o amor na nossa sociedade, e devemos entender que um é impossível sem o outro. Nós não somos anjos perfeitos, mantidos no nível inanimado, mas pessoas com todo o nosso egoísmo cruel.

Na medida em que você anseia sentir amor, você descobrirá apenas um ódio maior. Essa é a única forma de você se tornar digno da “saída do Egito” e chegar ao “Monte Sinai”. A montanha de ódio (“Monte Sinai”) é o resultado do nosso trabalho anterior.

A Torre de Babel é apenas o começo; nada foi revelado lá. Portanto, vinte gerações de Adam HaRishon (Adão) até Abraão, sendo as primeiras gerações de Cabalistas, são chamadas de antepassados. Esta é apenas a preparação inicial, porque um forte desejo não foi revelado lá ainda.

A primeira vez que o desejo foi revelado foi na Babilônia, que é onde a ciência da Cabalá se originou. Já havia uma pequena montanha de ódio lá – “A Torre de Babel”, acima da qual era possível subir. A ciência da Cabalá, a ciência da conexão, nasceu lá, e as pessoas que foram capazes de se conectar também surgiram lá. Portanto, ela é sempre revelada acima ódio.

Portanto, não há necessidade de ter medo do fato de que o mundo hoje está revelando ódio. Nós apenas temos que deixá-lo ser revelado de forma natural e preceder o golpe com um remédio, de modo que o ódio seja revelado com entendimento, de forma consciente. E nós temos que estar confiante no fato de que nós temos as instruções precisas de como usá-lo corretamente.

Da lição de 15/08/11, passagens selecionadas no Dia do Amor