Textos na Categoria 'Amor'

Uma “Pílula” Contra Ataques Terroristas E Guerras

Dr. Michael LaitmanEdição Especial: Eventos no Sul de Israel

Amigos, irmãos, temos que encontrar uma solução para os nossos problemas. Para isso precisamos entender sua verdadeira causa. Eles decorrem da lei da natureza que nos desenvolve em certa direção: no sentido da unidade.

Na verdade, isso não é complexo; porém, esta decisão é contrária ao nosso egoísmo, e, portanto, não conseguimos vê-la. Eu não aceito a ideia de que preciso mudar, não entendo o que significa “Ama ao próximo como a si mesmo”. Mas o tempo está passando, e nós teremos que nos voltar para a união, na pior das hipóteses, sob a ameaça real de destruição. Por definição, o povo de Israel tem que ser “como um homem com um coração”. E quando ele começar a compreender o seu destino, todos os problemas vão diminuir, todas as tempestades irão se acalmar.

O mais importante é começar. Afinal, a pessoa obtém a força do ambiente. Portanto, se agirmos juntos, todo mundo vai começar a mudar, ao ser incluído no processo. Nós ensinamos as crianças a ser gentis e simpáticas; reprovamos seus antagonismos e conflitos. É hora dos adultos trabalhar em si mesmos. Esta é uma solução simples: uma “pílula” que é fácil de tomar. Vamos tentar, e os resultados serão imediatos. Por que precisamos de guerras e ataques terroristas? Em vez de guerra, a opinião pública e o trabalho em conjunto devem ser usados, e o Hamas vai se afastar.

Vamos refletir sobre a garantia mútua — não vencer o inimigo externo, mas o interno. E o resto virá. É o povo de Israel que deve iniciar este processo que vai se espalhar para todo o mundo.

Aprender A Sabedoria Do Amor

Dr. Michael LaitmanDiz-se que não há ninguém mais sábio do que o experiente. A pessoa acha que passou por muita coisa e que entende muito. No entanto, a expressão “não há ninguém mais sábio do que o experiente” não se refere à mera compreensão, mas sim ter realmente passado e sentido todos esses estados. Quem sabe quais outros estados ainda estão por vir.

Portanto, muita paciência e perseverança são exigidas de nós, não importa o que aconteça. O principal é se aderir ao ambiente que vai ajudar a pessoa a se segurar em qualquer situação e não deixar o caminho, apressar o tempo, e, assim, transformar todos os problemas que são revelados em ajuda, para o bem.

O mal que se revela é a separação da adesão, do sentimento de que “não há outro além Dele”. Isso é o que a pessoa vê como mal, e não os sentimentos corporais desagradáveis, até que todos os seus órgãos começam a sentir a mesma coisa. Isto significa que a Luz que Reforma lhe traz um sentimento real de prazer do fato de que o “não há outro além Dele” a domina.

Até lá a pessoa tem que passar por vários estados onde se sente perdida e quer desaparecer totalmente desta realidade. Mas, no final, ela atinge estados opostos quando todo o vazio que é revelado se transforma num lugar onde ela consegue valorizar e louvar o controle do Criador, da força de doação.

Então, ela é capaz de se relacionar de forma diferente com todos os estados, relacionamentos, pessoas e valores que antes eram odiosos e causavam-lhe dor. Ela entende que “não há outro além Dele”, e que tudo que acontece é para seu próprio bem. Então ela começa a amá-los, até atingir o amor absoluto.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/11/12

O Criador É Revelado Dentro Da Unidade

Dr. Michael LaitmanO próximo nível depois do amor dos amigos é “amar ao próximo como a si mesmo”. Nós nos conectamos não apenas com o ponto no coração, mas também com todos os outros valores que se complementam como um coro harmonioso. Então, eu começo a amar todos os atributos de todos os amigos, porque eles me complementam e eu os complemento, formando um todo completo.

Através do ponto no coração nós somos capazes de nos conectar a fim de alcançar a equivalência de forma com o Criador. Nós chegamos à equivalência de forma com Ele quando todos os nossos atributos tornam-se completamente conectados, complementares entre si. Portanto, “amar o próximo como a si mesmo” é o nível em que a unidade, isto é, o Criador, revela-se no homem.

Assim, fica claro o quão importante são os meus amigos para mim. O importante é que sem eles sou incapaz de chegar a algum lugar. Somos todos partes de uma criação, nos quebramos e nos sentimos divididos. Todo mundo é egoísta, sente só a si mesmo, e os outros são sentidos apenas na medida em que, de acordo com seus conceitos, podem ajudar ou incomodar a pessoa. Isto significa que os amigos são importantes apenas no trabalho mútuo, e só quando eu constantemente me anulo perante eles sou capaz de me conectar a eles. Esta é a importância do grupo.

A conquista da meta depende do nosso constante desejo a partir do ponto egoísta inicial de cada pessoa, o ponto no coração, através do grupo, da conexão com a revelação do Criador dentro dele. Isto significa a qualidade do Um, Único e Unificado.

O “Criador” é, especificamente, um atributo e não algo que existe pessoalmente. Nós não conseguimos sentir nada na separação. Nós sentimos a manifestação somente na matéria. Assim, quando se fala de certa força, queremos dizer onde e como ela se expressa.

Assim, quando falamos do Criador, queremos falar do atributo de unidade, unicidade, amor, doação, o atributo de abundância, de plenitude que se revela em nós. Caso contrário, não podemos falar de Deus, uma vez que não sabemos como isso pode acontecer externamente a nós.

Portanto, o grupo deve chegar a um estado onde irá demonstrar o atributo do Criador.

Disso surgem muitas conclusões diferentes: “Como fazer um amigo”? Como se relacionar com ele: como superior ou inferior a mim? Como um estudante ou um Rav?

Acontece que todas as respostas estão corretas: também como um igual, também como aluno e também como um Rav. À primeira vista, como ele pode ser igual a mim, se todos nós temos naturezas completamente diferentes!? Ele pode ser igual a mim só numa coisa: eu não sou capaz de alcançar o Criador sem ele e ele não pode sem mim. Parece que desde o início somos parceiros na adversidade.

Depois nós começamos a agir da seguinte maneira: cada um de nós tem que estar acima do amigo, a fim de ajudá-lo, e estar sob o amigo, a fim de saber como receber a inspiração que ele tem, para receber dele o reconhecimento da importância da meta, e ansiar pela unidade. Esse desejo está faltando em cada um de nós e sempre faltará. Só é possível recebê-lo dos outros.

Assim eu trabalho com o amigo: ele é maior que eu, ele é menor do que eu, ele é igual a mim. Então, uma conexão realmente ocorre. O ponto principal deste trabalho é chamado de “Faça-se um Rav e compre um amigo”.

Da Convenção na Geórgia 06/11/12, Lição 2

O Que Eu Valorizo Num Amigo?

Dr. Michael LaitmanAmor dos amigos significa que eu não amo qualquer um deles. Naturalmente, eu quero dominar todos eles, de modo que eles me sirvam e façam o que eu quero. Para que eu preciso deles? Seria melhor se eles não existissem.

Esta é a atitude “normal” para com os outros. Amor dos amigos significa que não importam seus atributos, problemas mentais e físicos ou seus sucessos; o que importa são apenas seus pontos no coração. São estes pontos que eu amo, e não tenho que amar o resto.

Em geral, mesmo o gênero de uma pessoa não importa; nós devemos abandonar e nos afastar das aparências externas, tanto quanto possível. Então, todos os outros fatores de repente começam a se complementar.

Porque não nos complementamos nos pontos do coração, conectamos os pontos e lá entramos num acordo. No momento em que conectamos os pontos no coração, de repente, todos os nossos atributos típicos, que são totalmente diferentes, começam a se conectar como engrenagens. É assim que dois discos no sistema de embreagem do carro se aderem e todo o mecanismo começa a girar em sincronia. Se conectarmos os pontos no coração e subirmos acima de todos os outros atributos, ignorando-os, podemos nos conectar. Como isso acontece? Eu amo e respeito os anseios do amigo pela unidade e anseio pelo Criador. Eu acho que ele é melhor do que eu nisso, que é maior do que eu e que anseia mais do que eu. Assim, eu vejo meus amigos como os “maiores em nossa geração”. Se eu elevo o valor do amigo de acordo com o principal, ignorando seus atributos corporais, fico mais perto dele e “me coloco” abaixo dele. É assim que nos conectamos.

“O amor de amigos” é a conexão em um todo, em seus pontos de conexão. “Cada um deve ajudar o amigo” nisso. Eu posso fornecer diferentes serviços para os meus amigos no grupo e ajudá-los a resolver os problemas corporais, mas somente se formos verdadeiramente partes de um grupo que tenta conectar os nossos pontos. A sabedoria da Cabalá é muito rigorosa sobre a simples ajuda mútua. Por quê? Uma vez que exige a intenção da pessoa! Aqui eu tenho que esclarecer as coisas profundamente e com precisão para mim mesmo: Para que estou fazendo isso? Não é porque eu sinto pena ou fico desconfortável com alguma coisa, etc. Eu atinjo outro estado: faço alguma coisa porque assim chegamos à unidade, e só por essa razão.

Da Convenção na Geórgia 06/11/12, Lição 2

O Botão Escondido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Esforços internos causam dor. Será que nós podemos dizer que esta dor vem em vez do sofrimento que vem diretamente da natureza na forma de furacões e outros desastres naturais?

Resposta: Em geral, a resposta é sim. Em vez de reconstruir as casas que foram destruídas pelo furacão e receber golpes mais terríveis, nós podemos passar para o trabalho interno e fazer esforços mentais. Os esforços devem ser qualitativos, embora a natureza nos obrigue a mudar para os esforços quantitativos.

Lá, a diferença entre qualidade e quantidade é enorme. Nós sabemos isso das leis da pirâmide, que é dividida em quatro níveis: a natureza inanimada (s), vegetal (v), animal (a) e humana (h). No nível humano nós fazemos esforços propositais.

Mas outras pessoas estão no nível mais baixo. Pense nos esforços que elas têm que fazer em toda a largura da base da pirâmide! Que grande área o desejo cobre, quantas toneladas de concreto e ferro, quantas horas para gastar, quantas doenças sofrer, e que grande falta a ser sentida!

Nós estamos acima desse nível e podemos mudar as dificuldades e sofrimentos de bilhões de pessoas por muitos anos com um clique num botão.

Mas não pense que apertar o botão é mais fácil do que mil anos de trabalho duro. Não é por acaso que o povo de Israel clamou no deserto e esteve disposto a voltar ao trabalho duro no Egito, para trabalhar para o Faraó, só para evitar apertar o botão.

Esta é a essência da decisão que a pessoa tem que fazer, e por isso o nosso mundo não vai desaparecer até o fim da correção.

Ao apertar esse botão você tem que estar ciente e perceber o que está acontecendo, você não pode simplesmente clicar nele e ser surpreendido pelas consequências; na espiritualidade você só aperta o botão depois de conhecer todas as ações que atravessa. Em outras palavras, a forma de redenção já está no exílio.

Você tem que imaginar o processo, caso contrário, não tem escolha, porque escolher significa que você entende o futuro e o escolhe.

Qualitativamente, esse trabalho é mais difícil do que o trabalho normal. Assim, mesmo que eles pudessem fazê-lo, eles gritaram: “Vamos voltar! Vamos mudar esse trabalho pelo tipo anterior de trabalho!”.

Pergunta: Por que os Cabalistas dizem que o caminho da Torá é mais fácil do que o caminho dos sofrimentos?

Resposta: Você está tentando pesar duas coisas diferentes com a mesma balança: um quantum de Luz com bilhões de toneladas de rochas. Eles podem ser comparados? A energia interna da Luz é um bilhão de vezes maior do que o peso físico das rochas. Mas essas coisas são incomparáveis em sua percepção egoísta, em seus sentidos imaginários. Primeiro, nós temos que mudar a nossa escala de valores. Está escrito: “O justo é a base do mundo”. Seu poder e valor são muito maiores do que os de toda a humanidade. Sem ele as pessoas não podem fazer nada, elas não existem na espiritualidade. Então você não pode pesar os dois tipos de esforços com o mesmo instrumento.

Pergunta: Será que no final todos terão que apertar o botão?

Resposta: Não, nem mesmo todos os filhos de Israel, que significa todos aqueles que anseiam direto ao Criador. Todos participam do aperto do botão, mas é difícil dizer quem terá o papel de liderança no futuro.

Por um lado, uma pessoa não pode avançar sem um líder. Em cada geração deve haver alguém que puxe e leve os outros. Por outro lado, pode haver algo semelhante ao Sinédrio, um grupo de pessoas que estão prontas e são capazes de encontrar a força geral que vai levar as pessoas através da conexão entre elas. Eu não acho que alguém possa dar um prognóstico claro, mas isso não importa. O principal é que estamos avançando. O que é necessário é o que vai acontecer. A falta de conhecimento, neste caso, não é um problema.

De uma forma ou de outra, todos vão participar do processo, e até o fim da correção, até o último aperto, estaremos todos na pirâmide. Só a Luz do fim da correção vai transformar a linha num círculo. Os níveis da escada espiritual não mudam, e só quando toda Malchut entra na correção, atinge Keter e se torna igual a ela, é que todas as formas desaparecem, exceto o círculo.

Pergunta: Este é o botão do amor ao próximo?

Resposta: Sim, mas através do amor ao próximo, nós ansiamos pelo amor do Criador – nós devemos lembrar isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Liberdade Entre O Criador E O Faraó

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam: “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, item 13: Há duas partes na Torá: 1) Mitzvot entre homem e Deus, e 2) Mitzvot entre homem e homem. E ambas visam a mesma coisa: levar a criatura ao propósito final de Dvekut (adesão) com Ele.

As Mitzvot que regem as relações entre as pessoas se resumem ao princípio “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. E as Mitzvot que regem as relações entre o homem e o Criador se resumem ao princípio “Ama o Senhor, teu Deus”. Assim, existem dois níveis no caminho para cumprir a Mitzva do amor: primeiro, a pessoa a cumpre com relação à humanidade, e se tiver êxito, ela alcança o amor completo do Criador.

Por que o processo é dividido em duas partes? A questão é que se não houvesse a quebra dos vasos, que fez com que o meu mundo parecesse estar povoado por muitas pessoas, eu não teria nenhuma base, nenhuma fundação, para realizar as ações de correção, uma vez que estas ações precisam estar ocultas.

Por outro lado, se o Criador é revelado a mim, eu sou subornado, condenado, escravizado, anulado, vendido e privado do livre-arbítrio. Em suma, em tal caso, eu tenho que doar, já que não tenho escolha. Quando eu olho para Ele, eu não tenho outra escolha. Ele me controla, domina, e eu me torno um “anjo”, que não doa como resultado do livre-arbítrio.

Para ter livre arbítrio, eu tenho que estar separado do Criador e aprender como doar através daqueles que não me obrigam a fazê-lo pela força. No entanto, eles me evocam por sofrimentos. Por exemplo, eles me enviam a tempestade Sandy ou o tsunami. Porém, tais desastres não me empurram para as correções, já que eu não sinto que eles vêm diretamente do Criador, e por isso eu mantenho meu livre arbítrio. No geral, nós estamos constantemente num estado de indefinição.

Este mundo foi dado a nós para que possamos ser livres do Criador e por isso há dois tipos de Mitzvot. Há Mitzvot que dizem respeito às relações entre as pessoas, que mantemos sem qualquer obrigação. Na verdade, nós aumentamos o nosso reconhecimento interno de como elas são necessárias e, com o tempo, à medida que nos tornamos experientes, começamos a entender que somos realmente livres nisso.

No momento eu não penso assim. Eu sou empurrado por trás por um pedaço de pau e puxado pela frente pelo ponto no coração. Eu não olho mais para os lados, mas apenas avanço e retrocedo. Isso é livre arbítrio?

No caminho, no entanto, nós começamos a estabelecer a conexão entre nós, sentimos que estamos livres na resistência entre o Criador e o Faraó. A verdadeira liberdade está oculta neste ponto médio, na mistura entre o bem e o mal (a Klipat Noga). Este é o lugar onde a intenção, ou seja, o homem, nasce. A intenção é o homem.

Assim, as Mitzvot são divididas em duas partes, uma vez que devemos estar num estado de ocultação para ter o livre arbítrio. Portanto, primeiro nós realizamos as Mitzvot entre as pessoas, a fim de, finalmente, manter as Mitzvot entre o homem e o Criador.

A quantidade de Mitzvot é determinada pelos nossos 613 desejos que são divididos em 248 “órgãos” e 365 “ligamentos” na alma de uma pessoa. Nós temos que corrigir todos estes desejos com a intenção “a fim de doar”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, ” Matan Torá (A Entrega da Torá)”

As Letras Da Torá Nascem Da Descida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos alcançar um desejo tão forte pela espiritualidade que irá rejeitar todos os outros desejos corporais?

Resposta: Existem “613” desejos em cada um de nós, que devemos dirigir à grandeza e importância da doação, amor, conexão e garantia mútua, de acordo com o nosso entendimento. Tudo o que é externo aos meus próprios interesses, externo aos interesses da minha pele, deve tornar-se mais importante para mim do que os meus desejos egoístas corpóreos.

Se a pessoa divide seus desejos internos e externos desta maneira e dirige-se para fora de seu corpo, é o suficiente para o momento. Nós devemos verificar constantemente a nós mesmos e tentar nos manter na mesma linha de pensamento.

No final, o hábito se torna uma segunda natureza, e pelos esforços que faço, a Luz vem a mim. Então eu faço mais alguns esforços, e um pouco mais de Luz vem. Eu começo a me construir a partir desses momentos, porque “não há correção para uma pessoa, exceto dirigir todos os momentos presentes e futuros, para que eles sejam dedicados e sirvam ao Seu grande nome” (Baal HaSulam, carta 18) um pouco mais cada vez. É a partir de tais saídas (Yetziot em hebraico) (de “Sião”) que a Torá vem de fora, como se diz: “É de Sião que a Torá deve vir”.

Afinal, quando eu sinto que saí da intenção correta, eu sinto uma deficiência para voltar, e então eu exijo a Luz que Reforma, chamada a Torá. Assim, verifica-se que é a partir de Sião, de tais saídas, que a Torá nasce: não das subidas, mas sim das descidas, a partir das saídas da intenção correta.

Assim, eu sempre adiciono uma “letra” após a outra, até que todo o livro da Torá passe por mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash

O Ego Tende A Proteger “Seu Território”

Dr. Michael LaitmanNão devemos ter medo de suspender alguém, ou até mesmo de tirá-lo totalmente do nosso círculo do grupo mundial, se esse amigo se recusa a seguir nossos princípios e possui opiniões que são diferentes das determinadas pelos Cabalistas.

Cabalistas são pessoas que já estão nos níveis espirituais e que nos puxam em sua direção desde lá. São eles que nós queremos seguir e não qualquer pessoa viva neste mundo que persegue algumas metas próprias e cujo ego está ardendo dentro dela empurrando-a em direção a essas metas.

É muito importante lembrar disso. Na verdade, isso é típico de todos e a única diferença é a questão do grau, mas há muitas pessoas onde o ego desenfreado está ardendo tão forte que as empurra para determinar um novo rumo que elas acham adequado. Se elas não conseguirem se conter, o grupo deve fazê-lo.

Nós podemos encontrar tais pessoas entre aquelas que lidam ativamente com disseminação. Elas estão ardendo de paixão para fazer tudo como bem entenderem e não deixam que os outros participem dos trabalhos, mantendo-os afastados e protegendo “seu território”.

Nós devemos perceber tais tendências como destrutivas ao nosso trabalho. Por um lado, a pessoa deve ser livre para trabalhar e progredir com sucesso. Mas, por outro lado, se ela aspira a fazer esse trabalho sozinha, sem atrair outros a si, sem dar-lhes igualdade de oportunidades ao seu lado no mesmo território, isso gradualmente começará a ter um efeito destrutivo tanto sobre ela quanto sobre os outros.

Nós devemos constantemente verificar se há igualdade entre nós e abertura em nossas relações mútuas, de modo que não haverá casos de alguém que tenta manter determinado território para si, determinado nicho, uma direção na qual será intocável. Tudo deve ser aberto a todos e a pessoa deve ficar especialmente feliz quando se dissolve entre os outros por toda a parte, em cada trabalho, em cada meta e sucesso.

Se isso não acontecer, no final essa pessoa causará um grande dano ao grupo, embora por um tempo possa parecer que está fazendo um bom trabalho. Nós devemos ter muito cuidado com ela.

Se a pessoa não consegue trabalhar realmente subjugando-se e apenas finge modéstia, como num teatro, ela causará danos terríveis. Assim, nós devemos ser muito cuidadosos com essa pessoa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, “Conversa Sobre o Grupo”

O Poder Do Amor Nos Mantém Em Órbita E Não Nos Deixa Cair

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso verificar se há amor entre amigos no grupo?

Resposta: O amor entre os amigos no grupo pode ser verificado pelo quanto de tempo durante o dia eu estou consciente do caminho, quanto os amigos, devido à nossa conexão e garantia mútua, cuidam para que nenhum de nós caia, mantendo-nos em constante anseio pela meta, em direção ao centro do grupo.

Dentro de tal cuidado pelo outro e na ajuda mútua, o amor é revelado.

O Coração Não Pode Sobreviver Sem Amor

Dr. Michael LaitmanO coração é o centro de tudo. Não é por acaso que associamos as paixões e desejos humanos com o coração. Nós dizemos, “do fundo do meu coração”, ou “meu coração está sangrando”, “meu coração está derretendo de alegria”, ou “siga seu coração”. O coração pode ser “afável”, “terno”, “apreensivo”, “partido”, etc. Em geral, o coração significa a essência da vida, tanto no sentido material quanto no espiritual. Claro, nós usamos esta palavra simbolicamente. Por si só, o coração é um órgão corporal; ele pode ser implantado ou substituído até mesmo por um dispositivo artificial. Basicamente, o coração é uma “bomba”.

No entanto, é difícil superestimar a importância deste órgão, pois ele denota a ação principal da natureza: o ato de receber e dar. O coração “recolhe” o sangue do corpo inteiro e, em seguida, entrega-o para todos os outros órgãos através da aplicação de pressão; assim, ele fornece alimento a todas as partes do corpo e as limpa de toxinas.

Por todos os meios, o coração não funciona por conta própria. Ele simplesmente não pode bombear o sangue através do corpo inteiro sem os vasos sanguíneos que interagem com o coração, empurrando o sangue para cada célula do organismo. O coração trabalha não porque seja tão forte, mas em vez disso, ele define o ritmo e instiga o impulso original no corpo. Em seguida, vários mecanismos do sistema arterial (que ainda não foram explorados suficientemente bem pela ciência contemporânea) começam a trabalhar em conjunto com o coração. Portanto, o coração não é apenas uma “bomba” corporal; ele coordena também outros sistemas.

Existem vários problemas associados com o trabalho do coração, pois “receber e doar” têm que estar bem equilibrados. A saúde do corpo inteiro depende da harmonia entre estes dois estados, o que torna possível avaliar os componentes físicos e espirituais (internos) de uma pessoa. Se o sistema de recepção e doação está bem equilibrado (semelhante a como ele está sintonizado no coração), a pessoa inerage harmoniosamente  com os outros e mantém relações corretas com seu entorno. Nós podemos receber e dar (da mesma forma como o coração), fornecendo uma colaboração saudável com outras pessoas.

Em outras palavras, no nível interpessoal, nós estamos todos conectados uns com os outros através de nossos “corações”, ou seja, através de nossas qualidades. Idealmente, nós temos que usar nossas qualidades para perseguir um objetivo, que é manter relações harmoniosas com os outros, isto é, dar e receber tudo que for necessário.

Ao mesmo tempo, o coração por si só não precisa de nada, exceto a energia mínima para fornecer o trabalho normal. Ele não consome o sangue que flui através dele, nem recebe nada específico; ele simplesmente funciona. O “prazer” que ele recebe (se podemos usar esta palavra neste contexto) é o fato de que serve todo o corpo e derrama energia nele.

Este é um bom exemplo de saúde mental/espiritual com comportamento de acordo com os princípios: “Não faça aos outros o que você odeia para si mesmo” e “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. A pessoa tem que considerar as necessidades do seu entorno como suas próprias e fornecer aos outros tudo o que está em seu poder para satisfazer todas suas necessidades externas. É exatamente assim como funciona o coração.

A pesquisa atual afirma que nós estamos intimamente interligados de várias formas diferentes, não excluindo a união das nossas almas. Assim, nós podemos dizer que os sistemas aos quais pertencemos têm influências recíprocas uns sobre os outros. Como resultado, quando temos um colapso nervoso ou mau humor, eles refletem por todos os meios sobre o nosso coração. O nosso coração é muito sensível ao nosso ânimo; o coração pode ficar “doente” não somente como resultado de alguma doença física. Não é por acaso que quando entramos numa situação crítica colocamos nossa mão em nosso coração, uma vez que nosso sistema nervoso instantaneamente afeta o coração e o força a responder.

A partir daqui começa a nossa compreensão do que está acontecendo nos sistemas superiores das relações egoístas entre nós. Até agora, nós estamos usando nossos “corações” exclusivamente para a recepção mercenária que não tem nenhum sinal de doação, ou seja, que nós usamos o coração de uma forma completamente errada, enquanto que tudo o que ele precisa é de harmonia. Além disso, nós podemos influenciar nosso coração físico a partir do nível de nossos desejos e relações corruptas.

Até agora, não estávamos envolvidos nas conexões integrais da comunidade global; isso explica porque o impacto desses mecanismos permaneceu tão fraco. No entanto, em meados do século passado, surgiu uma conexão estreita entre todos nós; no entanto, ainda assim, nós continuamos agindo de forma egoísta em vez de cultivar as nossas relações. Como resultado, interações egoístas erradas impactam sobre os nossos corações físicos. Não há nada de estranho na intensificação dos problemas cardíacos que se tornaram um dos problemas de saúde mais perigosos hoje em dia.

Não é difícil curar o coração, pois ele não é um órgão muito complexo. No entanto, tudo que fazemos agora é “remendá-lo”, usando vários remédios sintomáticos; entretanto, as estatísticas continuam mostrando tendências sombrias. Isso acontece porque ainda não começamos a corrigir as relações entre nós. Somente através da construção do mecanismo correto de recepção e doação no nível humano, o nível mais elevado, somente “bombeando” o sistema com relações corretas e iguais que transmitam harmonia e paz, nós poderemos alterar nossos sistemas corporais, acima de tudo, nosso sistema cardiovascular.

Vale ressaltar que a configuração do nosso coração, sua válvula mitral, o modo de operação e os sistemas relacionados, estão de acordo com nossa estrutura espiritual. No entanto, nós não levamos em conta a totalidade do nosso organismo, mas sim tratamos os sintomas visíveis e não a causa real da doença.

Até mesmo os médicos concordam que “tudo vem da cabeça”, e a “cabeça de tudo” é nossos relacionamentos, pensamentos e desejos. Na espiritualidade, o “coração” é o núcleo de nossos desejos que se originam nas qualidades espirituais de uma pessoa.

Na verdade, a única cura para o coração é o amor. Diz-se: “O amor cobre todos os crimes”. Em outras palavras, se o nosso coração trabalha exclusivamente para doar e se esforça para satisfazer as necessidades externas, significa que “a pessoa trabalha com amor”, seja para o próprio corpo como para o do próximo. Sem dúvida que este tipo de trabalho, por todos os meios, deve resultar numa cura completa. Assim, em vez de “institutos de pesquisa do coração”, eu iria abrir “institutos de amor”. Será sempre o melhor método preventivo.

De KabTV “Uma Nova Vida”, 10/10/12