Textos na Categoria 'Amor'

Quatro Níveis Do Amor

Dr. Michael LaitmanEm seu artigo, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”, Baal HaSulam escreve que o amor consiste em quatro partes, ou seja, que quando uma pessoa começa a sentir que está recebendo “algo”, ela pode dividir esse “algo” em quatro níveis.

Os Cabalistas chamam de “presente” a agradável sensação que nos vem sob a influência da Luz superior. Quando recebemos um presente, começamos a tentar descobrir quem nos deu; exploramos o que é esta qualidade, qual é a razão pela qual Ele nos trata assim, com que intenção e assim por diante. Em outras palavras, nós não conseguimos nada além do presente, mas podemos aprender sobre o Doador examinando seu presente e o impacto que ele produz sobre nós.

Se fossemos presenteados com uma pequena caixa, não seríamos capazes de descobrir muito apenas olhando para ela, mas certamente acharíamos que a pessoa que nos deu nos trata bem.

Por outro lado, se o presente nos penetra e produz uma determinada ação em nós, então podemos descobrir o que o Doador espera de nós e por que Ele modifica nossos estados internos da maneira que Ele faz.

Nós conhecemos nossos estados anteriores e sentimos o nosso estado atual alterado, e a diferença entre eles, em determinadas propriedades e aspectos. Então, podemos perceber o que Ele quer de nós. A partir das diferenças entre o passado e o presente, podemos dizer quem Ele é. De acordo com a ocorrência das mudanças, nós sentimos Suas qualidades positivas. Ele sempre nos muda para melhor, para o positivo, para mais. Ele nos faz crescer, e nós começamos a perceber quais são Suas qualidades e que Ele quer nos elevar a Ele.

Assim, nós somos capazes de distinguir entre os quatro níveis de realização e os quatro mundos.

De Fundamentos da Cabalá 02/12/12

Conhece-te A Ti Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe uma regra: “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”, e nela, o amor por si mesmo não é anulado pelo amor ao próximo. É possível amar o próximo sem amar a si mesmo?

Resposta: Amor pelo seu próximo é impossível sem o amor-próprio! Portanto, o egoísmo não é destruído. Eu sempre tenho que verificar em relação a mim mesmo: eu amo a mim mesmo, e o próximo — só um pouco mais.

Por que mais? Agora você se ama mais do que ama os outros; portanto, com base na regra “ama como a ti mesmo”, você tem que amar os outros um pouco mais do que a si mesmo. Além disso, você precisa observar constantemente, comparar e tirar um exemplo de como você se ama. Assim, você começa a conhecer a si mesmo.

Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

A Centelha Rubra Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós temos que tirar o nosso ponto no coração para fora. Eu não entendo o que isso significa. Se o ponto está em mim, como posso tirá-lo? Eu sinto contentamento, sinto essa satisfação, e a examino como um observador. Este ponto está de alguma forma desconectado de mim?

Resposta: Este é um sentimento entre você e a outra pessoa que é como um ponto realmente luminoso, calmo, quente, vermelho. Não é nem mesmo um ponto, mas uma pequena bola entre você e ela.

Não importa se é um homem ou uma mulher, você não percebe. Não tem nada a ver com o sexo ou a aparência da pessoa, com nada externo. Este ponto simplesmente aparece, e você não olha para essa pessoa, mas para esta pequena bola, que surgiu entre vocês. E você trabalha para ela. É a coisa mais importante para você.

Esta bola representa os desejos de uma pessoa, suas aspirações. De repente você começa a senti-los e começa a trabalhar para eles. Você quer que esta bola cresça. Ela lhe atrai, lhe fascina como uma bola de fogo, e você trabalha para ela.

Pergunta: Mas se ela não me fascina, será que isso significa que sou eu que sinto contentamento?

Resposta: Mas isso não é você dentro de você, você está nesta bola, neste sentimento emergente de amor pelo outro. Você ainda está de pé como um observador e ainda se baseia em seu egoísmo, mas você busca este estado. Ele já é seu, vive em você.

Experimente!

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

Presentes Inesperados Do Criador

Dr. Michael LaitmanNós sempre experimentamos a força superior, a impressão superior sobre nós, como algo incrivelmente agradável, prazerosa, gratificante e muito desejável. Nós experimentamos isso como um presente. Ela vem de forma inesperada, sem qualquer preparação de nossa parte.

Embora trabalhemos duro e nos esforcemos em obtê-la, a sua aparência é sempre surpreendente. E dentro deste presente nós sentimos amor. Este amor, que se manifesta no efeito da Luz sobre nós, provoca em nós um efeito instintivo na Luz de Retorno (Refletida). Portanto, a coisa mais importante é conseguir esse presente, o primeiro impacto da Luz sobre nós.

Este amor é muito mais profundo do que o que o presente em si, uma vez que é medido pela grandeza do doador e não pelo valor do presente. É semelhante em nosso mundo: se eu não me importo com o doador, então eu foco no valor do presente. Suponha que eu receba algo da empresa onde trabalho; naturalmente, eu sou indiferente a ela. Mas se tal presente é dado a mim por uma pessoa especial, então não importa o que ela está me dando. Ela pode me dar uma simples caneta, mas o que importa para mim é o próprio sinal de sua atenção, porque eu meço não pelo valor do presente, mas pela grandeza desta pessoa.

Da mesma forma nós definimos o que sentimos no mundo espiritual. Se já estamos em realização espiritual, então quando sentimos o impacto da Luz sobre nós, nós instintivamente respondemos com amor surgindo de dentro de nós.

Mas, se ainda estamos em nosso mundo, além da sensação do superior, aqui nós temos que cultivar essa qualidade artificialmente. Em outras palavras, devemos fazer um esforço e tentar expressar gratidão, exaltar o Doador aos nossos olhos, mesmo que não o sintamos e, pelo contrário, apenas sintamos o Seu trabalho em nós: de repente nós começamos a compreender mais, a sentir mais e experimentar novas sensações internas.

Isso me conecta com o Doador. Assim como eu sinto que recebo um pequeno efeito positivo na forma de sentimentos ou sabedoria, eu devo imediatamente começar a desenvolver a gratidão dentro de mim. Ela expande a minha sensação do presente. Então, mesmo se o presente for pequeno, vou começar a senti-lo como muito maior, e dentro dele poderei até sentir o próprio Doador.

Portanto, em nosso mundo, em nossos estados, nós devemos responder imediatamente às várias mudanças espirituais positivas em nós de forma correta; embora elas ainda não possam ser muito espirituais, algo já está aparecendo em nossos sentidos e mente. Nós devemos responder com gratidão e exaltar o doador, a doação, aos nossos olhos. Então, ela se desenvolve e expande nossos órgãos de percepção, nossos sentidos.

Ao avançar de tal forma, nós começamos a alcançar gradualmente o Criador, e é por isso que os Seus presentes são valiosos apenas na medida em que podemos segui-los com uma experiência mais profunda Dele. Ou seja, o presente é uma espécie de mediador, uma comunicação entre Ele e eu.

Da Lição Virtual de 02/12/12

Sofrimentos De Amor E Sofrimentos De Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos deverão se esforçar no caminho espiritual?

Resposta: Todos. Afinal, é impossível atravessar o caminho do sofrimento sem esforço, sem fazer esforços, sem construir um vaso, sem o necessário investimento no desenvolvimento de minha deficiência e do meu anseio. Como eu posso sentir a espiritualidade sem tudo isso? Como posso sentir o mundo espiritual? Como posso descobrir o Criador se não estou adaptado a Ele, se eu não adquiro a equivalência de forma com Ele?

Eu devo atingir isso, mas a questão é: por que meios? Através de dificuldades e sofrimentos, ou pelo anseio que desenvolvo em mim. Isso também traz golpes, mas de forma oposta.

De uma forma ou de outra, eu tenho que sentir e passar por uma quantidade de dor e sofrimento, desapego, desejo e anseio. Há um desejo e há um anseio. Assim, o anseio é meu esforço. Foi-me dado o desejo, mas eu tenho que adicionar aceleração a ele. Como? Pelos sofrimentos ou com a ajuda do grupo, isto já é assunto meu.

Nós podemos avançar sob a pressão de coisas muito desagradáveis: guerras, desastres, falências, pragas, etc. Também podemos avançar de forma diferente, sob a influência do ambiente correto. Os obstáculos permanecem e eu ainda tenho que descobrir a espessura do meu desejo, mas eu adoço o caminho pelo meu anseio pelo Criador, ao precisar Dele — sofrimentos de amor em vez de sofrimentos de ódio.

No final, ninguém pode escapar da obra de Deus, mas é possível avançar sob os golpes, sob a carga do “Faraó”, e é possível ansiar pela meta com a ajuda do ambiente. De acordo com o valor absoluto, é a mesma coisa, mas de acordo com o conteúdo, estas são duas coisas totalmente diferentes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, “Cabalá e Filosofia”

Uma Chama Irrompe De Centelhas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas, sem distinção, declaram o princípio do “amai ao próximo como a ti mesmo”, como a coisa mais importante. Todos eles se juntam nisso. Portanto, de onde vem a divisão do Estado judeu?

Resposta: Devido ao exílio, à separação da força espiritual, da consciência da espiritualidade, da força espiritual. O povo simplesmente se esqueceu do principal, e isso foi feito de propósito: como se parte do canal que ele usou para receber o alimento espiritual fosse separado dele.

A pessoa simplesmente não sente que existe outro mundo e que há forças que a dirigem. Ela ficou apenas com os canais que a dirigem de uma forma corpórea, e agora ela só existe neste mundo, vendo que a situação dos outros é idêntica à sua. E os outros fios que conectam estão desativados. De todos os sistemas, resta apenas o sistema operacional do nível inferior do mundo, o qual, do ponto de vista espiritual, não é considerado como existente. Na verdade, ele simplesmente não está lá.

E agora nós temos que unir nossas centelhas espirituais, nossos pontos no coração, que não pertencem a este mundo, a fim de criar a partir deles uma nova realidade espiritual. Isto é o que nos foi confiado. Não é só para nos aproximarmos uns dos outros, como ovelhas num rebanho. Isso não nos daria nada. Nós estamos falando aqui apenas das centelhas que precisamos para subir e nos unir.

Portanto, você precisa pensar e se preocupar apenas com o anseio dos amigos pelo Criador, com as centelhas que estão em cada um deles. Quando nós as conectarmos num todo, então teremos força suficiente para revelar o Criador. Este é todo o nosso trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/12/12, Exílio e Redenção”

Num Pé Só No Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanRabash, “Amor Próprio e Amor pelo Criador”: Há o amor próprio e há o amor pelo Criador. E há a fase de transição, que é o amor pelos outros, e pelo amor dos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador. É por isso que o Rabi Akiva disse: “Amarás o teu amigo como a ti mesmo, esta é a grande regra da Torá”. E como Hillel disse ao convertido que lhe perguntou: “Ensina-me toda a Torá, enquanto eu fico num pé só“. E disse-lhe: “Não faças ao seu amigo o que é odioso para você. O resto é explicação”. Visto que pelo amor pelos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador, e toda a Torá e toda a sabedoria estão no coração da pessoa.

É muito difícil para uma pessoa concordar internamente que o caminho para o Criador passa pelo amor pelos outros (amor ao próximo) e que é verdade que é o mesmo amor, mas em dois vasos diferentes.

Os outros não existem, mas só nos parece deste modo para que tenhamos a chance de realizar ações a fim de expandir o nosso vaso. Mais tarde, será revelado que não há nada, exceto a pessoa e o Criador.

Ela corrigiu, concertou e conectou a si os desejos que ela antes achava que eram os outros, todo o enorme mundo que a rodeia. Primeiro, ela encontrou cada vez mais conexões neste mundo. Ela viu que está cada vez mais conectada e, no final, entende que tudo isso é seu vaso, e, assim, se conecta com o Criador.

Então, “Do amor pelos outros ao amor pelo Criador” não é apenas um slogan bonito, mas a satisfação do desejo, que é o único lugar onde a pessoa pode revelar o seu mundo superior.

Este caminho é o resultado da “quebra dos vasos”, que ocorreu especialmente para nos permitir expandir nosso sentimento e, ao mesmo tempo, sermos independentes e leais ao Criador para sempre.

“Ama o teu amigo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, que inclui todo o desejo geral onde a Luz é revelada. Nós podemos estudá-lo “num pé só” (resumidamente), o que significa que numa única ação nós podemos adquirir toda a realização. Nós descobrimos que por trás daquilo que nos parece, como os outros, há toda a realidade.

O único problema é perceber isso internamente. Este é todo o nosso trabalho, e, aqui, nós precisamos da garantia mútua, já que podemos ouvir sobre ela por muitos anos antes mesmo de começar a chegar perto dela. Então, mais alguns anos são necessários para se decidir aplicá-la. Assim, muitos anos se passam, e só a garantia mútua, a responsabilidade mútua, a pressão, a inveja, a luxúria, e usando todos os meios que a pessoa tem, podem ajudá-la a se comprometer e internalizar esse princípio tão profundamente quanto possível em seu coração.

Nós temos que medir quão profundamente isso entra em nós e nos leva ao acordo interno e com isso a valorizar o nosso progresso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/12/12

Um Enorme Presente Para O Sofrimento Por Amor

Dr. Michael LaitmanO caminho espiritual é dividido em duas partes.

A primeira parte é bastante difícil, já que não vemos exatamente o que estamos fazendo. Mas isso é precisamente o que nos ajuda a renunciar ao nosso egoísmo. Se pudéssemos ver o que estamos fazendo, o nosso egoísmo participaria desse processo e só aumentaria, e nós nunca seríamos capazes de romper com ele. Portanto, já que só podemos avançar com nossos olhos fechados, isto é, nos separando do nosso egoísmo, afastando-o gradualmente de nós e fazendo a transição para a conexão com os amigos ao sairmos para a propriedade de doação, é claro que isso é difícil para nós.

O nosso caminho baseia-se no fato de que nós atraímos a Luz superior, que nos influencia e corrige. Em outras palavras, eu sou incapaz de me corrigir, eu não posso subir acima do meu egoísmo, não posso fazer nada com ele, mas posso atrair a Luz superior sobre mim.

Portanto, os esforços na sabedoria da Cabalá são muito interessantes e diferem dos esforços no nosso mundo, onde eu afeto diretamente um objeto, uma área, ou as propriedades que gostaria de mudar: aqui é diferente. Se eu quiser mudar alguma coisa, eu tenho que atrair a Luz sobre esse objeto, essa dimensão, ou aquelas propriedades, de modo que a Luz os transforme. Assim, eu estou constantemente abordando apenas a Luz para que ela altere essas propriedades.

Como é que a Luz sabe sobre quais propriedades deve agir?

É muito simples. Se eu estou avançando em direção à propriedade do amor, da doação mútua, à propriedade de conexão com os amigos, se estou tentando me unir com eles, então eu descubro que sou um enorme egoísta que quer explorá-los, que quer apenas o ganho pessoal, e que não dá a menor importância aos demais. Quando eu descubro isso em mim, e isso evoca um enorme sofrimento em mim, eu começo a pedir que a Luz me corrija. Ao revelar o meu egoísmo interior, eu começo a me voltar à Luz e pedir para ela me mudar.

Isto é, eu preparo um enorme desejo não corrigido, revelo-o em mim, e sinto o quão desagradável isso é para mim, quão repulsivo, o quanto não quero existir dentro de mim; é como um câncer que eu quero tirar de mim, e daí eu me dirijo à Luz para que ela realize esta cirurgia em mim.

Assim, nós temos um progresso muito claro em nosso caminho: eu estou me movendo o tempo todo em direção à conexão com os amigos, ao propósito da criação, à propriedade de doação e amor. Eu estou sempre em movimento para exaltar estas propriedades, parâmetros e definições acima de mim mesmo, para torná-los meus valores mais elevados. No final, eu revelo como sou oposto a isso, o quanto não quero isso, como tudo é artificial em mim, e assim por diante. Então, a partir desta amargura, eu grito para a Luz.

Portanto, há um grande problema aqui: as pessoas que não forem capazes de perceber isso e que não forem capazes de sofrer não serão capazes de ir por esse caminho. Além disso, o sofrimento é qualitativo. Uma pessoa sente isso durante a vida normal, mesmo quando tudo está indo muito bem para ela. Este é o sofrimento por amor, quando eu gostaria de me conectar com os amigos, quando eu sei que isso é necessário, mas vejo que não posso. Só este tipo de sofrimento é entendido aqui, nenhum outro!

Não é sobre se eu sei bem o assunto ou não, ou se eu sou um cara inteligente ou impaciente, não! A única coisa que preciso é revelar a minha rejeição da conexão com os outros. Só isso! Doação! Quando eu tenho repulsa pela conexão com os outros, quando de repente começo a desprezá-la, não a quero, é precisamente essa a propriedade que eu preciso agarrar e pedir a sua correção. Este é todo o segredo da Cabalá. Não há mais nada!

Portanto, a primeira parte do nosso caminho é uma revelação gradualmente crescente do mal dentro de nós, e daí, em um único momento, ele se torna corrigido. É por isso que existem duas fases para o nosso avanço.

A primeira fase é quando em poucos anos nós acumulamos um sofrimento enorme, pesado e demorado.

Então, num único momento, ele se torna corrigido, e nós abrimos os olhos e vemos uma imagem completamente nova em torno de nós. Acontece que toda a criação funciona na propriedade de doação e amor: o mundo inteiro funciona dessa maneira, enquanto que para mim, em minhas propriedades egoístas, parecia que ele foi construído em propriedades de egoísmo, conquista, violência, brutalidade, etc.

Isso é semelhante à forma como arduamente um foguete dirige a sua órbita no espaço, mas depois, durante a órbita, na ausência de gravidade, começa uma calma repentina: tudo está quieto, os motores param de trabalhar, e você está no espaço.

Da Lição Virtual 18/11/12

Onde Há Amor, Não Há Espaço Para Perguntas!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que dedicamos toda a nossa atenção para a fábrica de disseminação? Quando é que vamos dedicar a nossa atenção para a parte mais importante, o trabalho espiritual?

Resposta: Nós temos que estar preocupados com a disseminação porque temos que estudar o consumidor: o que é melhor para ele, qual é a melhor maneira de disseminar o material para ele, para servi-lo, e assim por diante. Você se envolve com o mundo exterior e, portanto, tem que resolver milhares de diferentes questões relativas à comunicação e disseminação. No entanto, que perguntas pode haver no grupo se temos amor? Se existe amor, então não há perguntas. Então, o problema é que não há amor. Alcancem o amor e não haverá quaisquer perguntas.

Afinal, as perguntas surgem do egoísmo. “Como devemos organizar tudo? Talvez devamos separar ou talvez nos juntar? Há lugar aqui para as mulheres ou não?”. Quando há uma compreensão do objetivo, que ele é alcançado em conjunto, então não há mais perguntas. É por isso que devemos nos elevar acima do nosso egoísmo, e todas as perguntas naturalmente desaparecerão.

Você está seguindo a orientação do Criador ou do egoísmo? O que dirige você? Você deve estar ciente disso e então tudo vai ser fácil. Eu tenho um monte de problemas com a nossa fábrica mundial de Cabalá, de manhã à noite há reuniões, deliberações, etc. Na minha opinião, quando se trata do grupo, não deve haver qualquer dúvida.

A relação entre os amigos deve ser destinada apenas ao amor. Eu não quero falar com meu amigo sobre outra coisa que não o amor entre nós e a exaltação do Criador, porque precisamente a este respeito, ele é meu amigo. Se não, então não há nada para falar. Tente ser específico. Dessa forma o seu tempo e energia não serão desperdiçados em coisas irrelevantes, tudo vai se mover para frente, e você vai se ver avançando.

Da Lição Virtual 11/11/12

O Ponto De Manifestação Do Livre Arbítrio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que os estados de unidade, amor e cooperação devem ser particularmente importantes para nós?

Resposta: Eles são indispensáveis ​​para nós, porque nós temos que “anunciá-los” aos outros, jogando um jogo que nos permita aperfeiçoar estes estados antes que as aflições nos atinjam por trás. Nós descrevemos uma imagem brilhante e feliz de propósito. Nós ainda não vemos esta imagem, mas podemos fazer o grupo influenciar cada um de nós de modo que todos nós a desejaremos. Com a ajuda da inveja e do orgulho, a pessoa pode ser forçada a avançar antes das aflições a golpearem por trás. Nós realmente queremos ser estimulados desta forma.

É ruim quando o sofrimento nos empurra “por trás”. Nós preferimos o avanço consciente. Nós devemos construir um grupo onde cada membro expressa e compartilha a opinião de que a unidade e a conexão são maravilhosas. Por isso, nós somos aqueles que deliberadamente se aproximam do Criador, avançando em direção a Ele conscientemente.

Pergunta: Então, onde está o “livre arbítrio” aqui? Mesmo que fujamos dos golpes que nos atingem por trás, mesmo que avancemos conscientemente e busquemos a nossa conexão com o Criador, nós ainda agimos como resultado da nossa natureza animal egoísta. Como podemos realmente nos separar dela, agir de forma diferente (não egoísta), e conseguir subir para o nível do Criador, independentemente do nosso egoísmo? Onde está a elevação acima de nossa natureza animal?

O que significa “participação voluntária”? Como podemos escapar dos golpes e aflições, evitar prazeres e superá-los? Por que o estado em que recebemos “golpes” ou somos “motivados por um doce” é considerado animal? Como podemos subir acima do nível animal de desenvolvimento e crescer de forma sensata?

Resposta: Nós finalmente começamos a perceber que o Criador preparou uma condição perfeita para nós: o grupo. O grupo não é apenas um método de transição do amor dos amigos para o amor do Criador, mas é um lugar concreto, onde podemos implementar o livre arbítrio, um lugar onde nós “não dependemos” de nossos amigos. Nós dependemos do Criador; portanto, nós nos relacionamos com Ele de uma forma boa, ao passo que “não dependemos” de nossos amigos no grupo. Assim, este é o ponto onde temos a oportunidade de avançar. Ele se baseia numa atitude correta para com a união entre os amigos, o tipo de relação em que não recebemos nada em troca!

Este é o ponto onde finalmente realizamos a condição especial que o Criador preparou para nós no momento da quebra de toda a criação em muitos fragmentos, concedendo-nos a oportunidade de nos reunir. Só depois de recuperar a união podemos expressar o livre arbítrio sem quaisquer tipos de sensações, sejam boas ou ruins. Só então teremos a chance de subir acima de nossa natureza. Só então!

Da Convenção na Georgia 05/11/12, Lição 1