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Os Estágios Do Amor Aos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como acontecem as mudanças graduais, de modo que, no final, cheguemos a um estado em que o meu amigo se torne mais importante para mim do que eu? O que eu sinto em cada etapa?

Resposta: Esse tipo de mudança só acontece numa pessoa com a ajuda da Luz que Reforma. Grosso modo, ela pode ser dividida em quatro fases:

1. Nós não sentimos ninguém fora de nós; eles parecem tão “sem vida” para nós. Eles vivem em algum lugar perto de nós, mas não temos nada em comum com eles. Nós nos comunicamos com eles, os abraçamos, cantamos músicas com eles, mas ainda os consideramos como “marionetes” que existem ao nosso lado.

2. Mais tarde, conforme o nível de aflição que nós passamos, desencadeado por nossa preocupação de que não estamos avançando o suficiente, nós começamos a nos preocupar: “O que acontecerá comigo?”. Neste momento, nós continuamos sofrendo e nos esforçando, mas ainda não compreendemos as formas de nos conectar com os outros. Isso não “penetra” nossos ouvidos; são apenas palavras bonitas que eu ouvi um monte de vezes…

A realidade, o processo de aprendizagem, e tudo o que nós fazemos se torna cada vez mais importante para nós, embora nossas preocupações sobre as relações com nossos amigos ainda não sejam muito claras para nós. Nós ainda não sentimos que a nossa conexão nos leva para algum lugar. Parece-nos ser apenas uma espécie de “moralidade” e até mesmo nos faz lembrar os mandamentos religiosos.

3. Depois, nós começamos a negligenciar tudo o que nossos amigos fazem no grupo: conexões, danças, cantos. Não somos capazes de nos comportar dessa maneira. Aos nossos olhos, isso parece muito frívolo; nós concordamos em agir dessa forma só porque isso cria um ambiente bom e agradável e sabemos que temos que inspirar nossos amigos e ficar juntos. Assim, nós nos encontramos nas refeições em conjunto para nos conectar um pouco e talvez até mesmo atrair novas pessoas para nós. Isto é o que nós pensamos.

4. Neste ponto, nós reconhecemos que não importa o que fazemos; isso não funciona para nós. Nós começamos a perceber que neste momento outras pessoas parecem muito mais inteligentes aos nossos olhos. Nós começamos a pensar: “Como é que elas fazem isso?”. Nós começamos a reavaliar a nossa atitude e chegamos à conclusão de que a unidade é importante.

Sem dúvida, isso é o resultado do impacto da Luz, mais do que uma consequência das atividades mútuas entre os amigos. Embora, uma vez que ainda continuamos a participar de atividades conjuntas, a Luz Circundante desça sobre nós. Nós começamos a considerar útil as nossas atividades orientadas para a unidade, mas ainda achando que são puramente teóricas. Nós continuamos sempre falando sobre elas, continuamos lendo e ouvindo sobre o trabalho em grupo mais intensamente do que antes; anteriormente, nós sequer prestávamos atenção aos artigos que descrevem essas coisas. Nós pensávamos que o “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, “O Estudo das Dez Sefirot“, etc., valiam a leitura, mas o artigo “A Última Geração” nos lembrava ideias comunistas.

Aos poucos, sob a influência da Luz Circundante, nós começamos a perceber que temos que trabalhar contra os nossos egos e superá-los. Então, percebemos que superar o nosso egoísmo e se conectar com os nossos amigos é realmente a mesma coisa; é impossível alcançá-lo de forma diferente. É viável apenas enquanto estamos no grupo e exclusivamente através da conexão com os amigos.

Antes, nós nunca valorizávamos as ações externas e as negligenciávamos na medida em que desejávamos que nunca tivessem existido. “Por que temos que nos unir com os outros? ‘Amor ao próximo’ soa repugnante… Você já viu isso acontecer? O que você está falando? Fico envergonhado pelos livros de Cabalá falarem sobre coisas assim…”.

De repente, nós percebemos que o conteúdo interno de nossas ações é totalmente orientado à unidade, à incorporação de nossas partículas internas, em vez dos órgãos corporais. Nós continuamos negligenciando nossas conexões físicas. Se isso não nos leva a juntar os pontos no coração, nós continuamos a desprezar os “truques” e “slogans” como: “Vamos nos unir! Vamos sentar juntos à mesa e conversar!”.

Nós começamos a mudar nossa atitude em relação à unidade. De repente, percebemos que se trata de conectar “os pontos nos corações” com a ajuda da Luz que Reforma. É por isso que nós temos que ficar no grupo. É diferente de passar o tempo no bar, onde as pessoas se abraçam, cantam e se sentem bem. Aqui, nós também sentamos juntos, podemos beber e nos abraçar, embora a nossa intenção não seja a de unir nossos corpos ou alguns ideais terrenos egoístas, mas sim tentar aproximar os nossos pontos no coração e pedir que a Luz nos impacte e conecte juntos. A Luz nos influencia o suficiente conforme os nossos esforços mútuos e o nosso desejo de nos unir.

É assim que avançamos. Passar por estas etapas é essencial. Como resultado, nós ficamos confiantes de que a nossa presença no grupo e as atividades do grupo são necessárias para conectar os pontos no coração com a ajuda da Luz. A partir deste ponto, nós paramos de negligenciar a unidade. Nós já sabemos que a realização espiritual refere-se à unidade e o nosso avanço se torna mais evidente para nós. Ao mesmo tempo, descobrimos uma nova dificuldade no nosso caminho: Temos que descobrir a forma de separar o nosso “eu” do ponto que contribuímos para a unidade; temos que estar preocupados em dar à “externalidade” mais peso do que ao nosso “eu”. Para isso, nós também precisamos da Luz. No entanto, essa é a próxima fase, que também é composta de quatro subfases.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, O Zohar

As Condições Em Que O Amor É Testado

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que simboliza a percepção da realidade na forma de “Israel, a Torá e o Criador são um”?

Resposta: A percepção de “Israel, a Torá e o Criador são um” é a única realidade verdadeira que existe. Nós, por outro lado, estamos em um estado de ocultação imaginária, em “mundos”, ou seja, em ocultações que existem apenas em relação a nós, para que possamos ser corrigidos.

O anfitrião que se depara com o convidado aceita o desejo do convidado e cria esta ocultação entre eles para que o convidado não sinta o anfitrião e suas boas ações. É porque esse presente paralisa o convidado! O hóspede quer ser como o anfitrião, mas não pode fazer nada enquanto o anfitrião o satisfaz com tudo o que é bom.

Sob tais condições, o convidado não pode dizer ao anfitrião que o ama e quer doar a ele. Mesmo que ele diga essas palavras, elas só serão ditas em agradecimento ao anfitrião por sua bondade para com o hóspede. Não é desta forma que o amor e o relacionamento são testados. O amor é testado quando você está pronto para dar tudo o que tem! Então, fica evidente que você ama e doa.

Assim, o anfitrião concorda com o hóspede, que ele deve ter as condições adequadas para expressar a sua atitude. Caso contrário, o convidado não tem porque receber a bondade do anfitrião, e só vai experimentar tristeza. Em vez de apreciar os refrescos que o anfitrião preparou, ele vai se torturar.

Isto traz grande tristeza ao hóspede, e por isso ele está pronto para restringir seu desejo (restrição I). Mais tarde, um sistema se desenvolve que permite ao convidado se corrigir. É como se ele fosse jogado fora do anfitrião para o outro lado da criação, da realidade, como se ele caísse de um penhasco em um abismo.

Mas ele está feliz com isso, pois ao cair ainda mais, ele começa a descobrir quem ele é. Antes, ele se dissolveu na Luz superior que tomava conta de tudo e cobria tudo. A Luz preencheu o desejo de receber e o desejo nem mesmo entendia o que realmente era. É assim que sente uma pessoa que tem um patrão importante e influente, que ela não pode pensar em nada sozinha, e assim começa a se perder.

Mas a criatura que é jogada fora do Criador para o outro lado da realidade pode agora verificar se o seu desejo era real no mundo de Ein Sof (Infinito) e pode fazer tudo pelo anfitrião, assim como o anfitrião faz por ela. Será que o convidado pode realmente fazer isso e será que ele quer? Aqui é onde começa o seu trabalho.

Primeiro há um longo período de preparação, milhares de anos de nossa história, que por enquanto nem podemos sequer considerar que existíamos com relação ao mundo espiritual. Por enquanto é apenas um processo que ocorre dentro de nós, como um sonho. Como num sonho, 50 anos de nossas vidas passam em cinco minutos. É a mesma coisa conosco, que ao entrar na realidade espiritual, na escada espiritual, olharmos para trás e para todo o caminho que fizemos em nossa vida como parecendo um episódio curto e sem sentido de no máximo um par de dias. A escala dos eventos muda totalmente.

Após o convidado restringir seu desejo, ele já pode começar a trabalhar e se adaptar ao anfitrião. Ele está pronto para receber do anfitrião na medida em que pode doar a ele por isso. Ele está pronto para estar no escuro e receber tanto a Luz quanto a escuridão. Isso significa que ele não precisa sentir o gosto e as satisfações do anfitrião para seu próprio prazer. Ele recebe essas satisfações apenas para doar e dar alegria ao anfitrião.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Julgar O Mundo À Escala De Mérito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa julgar o mundo inteiro à escala (balança) de mérito?

Resposta: Significa atingir um nível em que estou incorporado em todos os desejos do mundo, em todas as almas, em todas as partes da alma geral, de tal forma que tudo se torna eu. Antes disso, nos níveis anteriores, eu já atingi o final da minha correção pessoal, tendo justificado totalmente a atitude do Criador para comigo no passado, presente e futuro.

Agora eu atinjo o final da correção geral ao incluir todas as almas em mim e estando num único vaso com elas. Isto é chamado julgar o mundo inteiro à escala de mérito e com isso eu realmente atinjo a atitude do Criador para com todos eles. É porque eu estou no final da correção deles e no final da minha correção, e isso se torna a mesma coisa. O que é revelado neste vaso corrigido denomina-se “amor absoluto”.

Até então, tudo o que tenho agora é o meu próprio vaso e eu julgo de acordo com meus sentimentos nele. Então, num certo momento eu posso dizer que o Criador é bom, mas no dia seguinte, quando algo desagradável acontece comigo, eu não justifico mais o Criador. Não consigo me anular e determinar que o Criador é bom, a menos que eu corrija todos os meus vasos. Eu estou constantemente num estilingue, inclinando-me de um lado para o outro a cada vez.

Quando eu me corrijo, eu começo a me incorporar com todos os outros vasos, com todas as pessoas, com sua internalidade. Através deste amor por eles, eu alcanço o amor do Criador. Estas não são apenas belas palavras que me convidam a amar a todos, a fim de usá-los como um meio de conhecer o Criador; eles são meus vasos espirituais!

Eu estou cada vez mais cheio de amor por eles que se expressa por minha capacidade de lhes doar. Maiores desejos se juntam a mim a cada vez, e eu trabalho com todo esse desejo cumulativo.

Suponha que eu tivesse 50 kg de desejo ontem com os quais podia me conectar a 50 pessoas e hoje meu desejo de receber cresceu, e eu sinto melancolia, mas supero esse sentimento e me elevo, e agora tenho 70 kg de desejo. Com isso, eu agora posso me conectar com mais pessoas.

Meu processo de correção ocorre ao me conectar com os outros e doar a eles, através de conexões de amor com mais 20 pessoas. É possível explicar isso de forma simples, embora isso realmente não aconteça tão simplesmente, mas como uma incorporação integral em “círculos”.

Na medida em que me conecto com os outros desta forma, eles se tornam eu e toda a realidade se torna minha. Assim eu vejo a atitude do Criador para com a realidade, uma vez que é a mesma coisa, assim como Sua atitude para comigo. É como julgar sua atitude para comigo de acordo com a sua atitude para com meu bebê. Como eu o amo, sua atitude positiva para com ele é o mesmo que a atitude positiva para comigo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

De Vigia Na Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos manter o amor, que por vezes se manifesta entre nós? Como podemos evitar cair no egoísmo?

Resposta: Só podemos manter o amor por meio da garantia mútua. Para fazer isso, vocês podem organizar uma espécie de tarefa.

No século XVI, em Pádua, Itália, havia um grande grupo Cabalístico do Ramchal, cujas anotações e diários de trabalho espiritual permanecem. Os membros do grupo escreviam uma programação para si: suponha agora que por algumas horas eu apoio a todos, penso em todos; daí você faz, ele faz, e assim por diante, porque em nossas vidas diárias, todo mundo tem que trabalhar, ter um tempo para sua família ou outras atividades onde não pode estar nos pensamentos corretos sobre o grupo. A pessoa tem que dormir, descansar, etc. É por isso que eles concordaram em se manter na intenção correta desta forma, 24 horas por dia.

Nós podemos fazer isso ainda mais facilmente, porque podemos organizar um turno semelhante ao redor do mundo, de acordo com os fusos horários; agora, o grupo neste fuso horário mantém a intenção, depois o próximo, e assim por diante. O oceano não é uma barreira para nós, porque todos os grupos do mundo cuidam constantemente de todos e elevam MAN. Eu estou pronto para participar disso com todos. Vamos fazer de modo que cada grupo possa estar de vigia.

Da Lição Virtual 23/12/12

Quando O Amor É Revelado?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A oração, isso é o que meu coração clama. Muitas vezes você dá o exemplo dos dez Cabalistas que sentiram ódio antes de descobrir o amor. Na verdade, no momento, a oração deles era para se anular mutuamente, e em vez disso foi revelado o amor. Como isso é possível?

Resposta: Essa não era a oração deles. O Criador organizou isso. No Livro do Zohar, diz-se que cada vez, antes do trabalho mútuo, os autores do Livro do Zohar sentiram que o ódio ajudou um ao outro. Eles tiveram que se concentrar juntos na intenção, para subir acima desse ódio, para descobrir o amor dentro deles, e dentro deste novo nível escrever O Livro. Era sempre assim.

Para eles, milhões de razões diferentes surgiram para separá-los da conexão, do grupo, sem mencionar que o ódio nesses níveis é uma armadilha terrível que é colocada lá pelo Criador.

Pergunta: Eu entendo que comigo não é o mesmo ódio. Mas se quando eu sinto forte hostilidade em relação a um amigo, eu preciso me aperceber disso, parar e tentar superar a hostilidade, entender que o Criador está dando isso para mim?

Resposta: Desde o início, você precisa determinar onde isso está em você, reconhecer que não é você. Você é uma engrenagem, onde certos dados foram agora implantados, e você sente isso dentro de você. Assim, você acha que isso é seu. De onde é que este implante veio? Do Criador. Ele implanta em você esses dados de modo que você vai mudar em seu oposto e criar uma conexão com Ele, para que Ele seja revelado especificamente no grupo, em particular no ódio, na alienação.

Se o grupo é indiferente, então é muito difícil trabalhar com ele. Você precisa terminar esta fase o mais rápido possível. O ódio dá uma espécie de despertar, e o estado de indiferença é como se fosse confuso. Comece trabalhando na construção da conexão entre nós, e você vai ver as importantes forças de rejeição.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 6

Um Presente Com Um Fundo Duplo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia : A razão é que, embora esse amor seja apenas uma consequência do presente, ainda é muito mais importante do que o presente em si. É como um grande rei que dá um objeto sem importância a uma pessoa. Embora o presente em si não tenha valor, o amor e a atenção do rei o tornam inestimável e precioso. Assim, é completamente separado da matéria, sendo a Luz e o presente, de forma que o trabalho e a distinção permanecem esculpidos na realização apenas com o amor em si, enquanto o presente é aparentemente esquecido pelo coração. Portanto, este aspecto da sabedoria é chamado de “Sabedoria Formativa da Cabalá”. Na verdade, esta parte é a parte mais importante da sabedoria.

Nós estamos falando da sabedoria da Cabalá com a qual eu esclareço e verifico a atitude do Criador para comigo e, consequentemente, estabeleço a minha atitude em relação a Ele.

O Rei é muito astuto: Ele me dá um presente e organiza tudo para que neste presente eu sinta Sua atitude em relação a mim e sinta vergonha, como resultado, uma vez que eu não sinto o mesmo em relação a Ele. Ele cuida para que eu o decifre corretamente, em que “leia” a situação e não apague a vergonha dentro de mim, mas em vez disso, a vergonha vai me ajudar a lembrar Dele. Quando eu recebo o amor Dele, quando sinto a diferença entre a Sua atitude para comigo e a minha atitude para com Ele em minha vergonha, eu agradeço-lhe, embora a vergonha queime como fogo. É esse sentimento que me ajuda a construir a mim mesmo.

Na verdade, a vergonha pode vir a ser a deficiência correta. Se eu não desejo apagá-la, já é a atitude correta, e agora, acima dessa deficiência, eu tenho que construir minha atitude para com o Criador. Isto significa que a pena não deve desaparecer. Pelo contrário, deve crescer, e eu não deveria tentar extingui-la ou encobri-la, mas sim transformá-la em amor, como aquele que sinto do Criador e até mesmo mais do que isso.

Por que mais? Porque o amor é aceito pelo meu ego. Todo mundo precisa me amar. Se eu receber um presente de R$ 20, vou esquecê-lo depois de um tempo curto. Mas se alguém me tira R$ 20, vou me ofender, como se tivesse perdido R$ 200.000. Esta é a abordagem egoísta: eu sempre mereço o presente e o prejuízo é inaceitável. Se alguém diz algo bom sobre mim, eu fico satisfeito até esquecê-lo. Mas se alguém diz algo ruim sobre mim, não vou me acalmar até retribuir-lhe.

Portanto, sentir vergonha diante do Criador dobra o amor e me ajuda a construir um vaso de doação que corresponda ao meu ego. Caso contrário, eu vou ver que apenas receber presentes de amor Dele não é o suficiente para o meu ego. Eu simplesmente devo ter a vergonha, a força que duplica a força do amor, permitindo-me desenvolver uma maior deficiência pela doação e realizá-la.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Busque O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que vai me fazer amar o outro? Por que eu devo amá-lo?

Resposta: Em primeiro lugar, não estamos falando do amor de alguém próximo a você, nem sobre o seu amado, mas sim de alguém que é totalmente “neutro” para você, para começar. Assim, nós começamos a nos conectar por causa de um objetivo espiritual comum que não pode ser alcançado sem uma conexão mútua.

No caminho para alcançar a meta, vocês sentem aversão recíproca, até que esta se torna verdadeiro ódio. Vocês trabalham nesse ódio ao sentir o “endurecimento do coração” a cada vez, por vezes evocando o amor e depois odiando um ao outro novamente. Vocês experimentam subidas e descidas constantes e, além disso, sentem principalmente aversão e ódio.

Vocês estão constantemente tentando entrar no “nicho” de indiferença que lhes permite ao menos manter o quadro externo, apesar de que isso não leva a nada. Este é o pior estado, o estado de “morto”, quando os amigos decidem não se aproximar um do outro porque têm medo de descobrir o ódio. Mas, sem ódio, é impossível avançar para o amor, e só a indiferença permanece.

No final, você decide que entende que não há outra escolha: “Eu tenho que fechar meus olhos, não importa o que e decidir buscar o amor”.

Pergunta: Mas que forças me motivam?

Resposta: Você quer atingir a meta. Este desejo obriga e motiva você se você não está enganando a si mesmo, é claro. Se você está enganando a si mesmo, você simplesmente está perdendo seu tempo. Portanto, faça um exame de consciência: Você quer alcançar a meta, o que significa o Criador, o atributo de doação? Se você quer, então os amigos e o grupo foram preparados para você, invista neles. Se você não fizer isso, vá para casa.

Nós não devemos ceder à rotina, e você não deve aceitar o fato de que amanhã e depois de amanhã tudo vai ser como hoje. O que você espera? A Luz superior está num estado de repouso absoluto, e é só através dos nossos desejos, dos nossos vasos, que podemos mudar a realidade. Nada vai acontecer se não agirmos. Israel não tem “sorte”. Quem segue o caminho de Yashar-El (direto ao Criador) está realmente construindo sua própria “sorte”, a Luz que pinga e derrama do Alto.

Da 4ª parte da Lição diária de Cabalá 16/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Pessoas Precisam dos Escolhidos

Pergunta: Como podemos vencer a atitude das pessoas negativas no processo de disseminação porque elas não gostam dos escolhidos?

Resposta: De fato, as pessoas não gostam dos escolhidos, mas elas precisam deles. Se você chegar às pessoas com amor,como um médico a um paciente, e a aura de cuidado irradia de você, as pessoas não sentirão nenhuma negligência ou arrogância. Elas vão te entender corretamente.

Você tem que tratá-las como seus filhos jovens a quem você ama, e seu amor exige que você esteja abaixo delas. Isso significa que seus desejos governam você. As crianças sentem que têm poder sobre os adultos, que, por um lado, são a autoridade para elas, e por outro lado, têm de proporcionar-lhes tudo. Então, tudo depende de como nos posicionamos.

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Da Convenção de Novosibirsk de 9/12/12,Lição 6

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O Nosso Tesouro É O Temor Do Criador

Baal HaSulam, Shamati, artigo 38, O Temor de Deus é o seu tesouro: “os nossos sábios disseram: “Tudo está nas mãos de Deus, senão o temor de Deus”, porque Ele pode dar tudo, exceto o medo”. Isto porque o que o Criador dá é mais amor, e não medo.

Nosso objetivo é alcançar a adesão com o Criador. Adesão é obtida por equivalência de forma. Equivalência de forma é atingida alcançando o amor de Deus, na mesma medida que o Criador faz.

Isso significa que temos de alcançar o amor. O Criador constantemente acrescenta a este amor de Sua parte e, como resultado, sentimos que estamos avançando pelo caminho do sofrimento, porque não acrescentamos nada de nossa parte.

Para chegar a amar, uma pessoa tem de construir o seu vaso espiritual chamado de “temor“, o temor de que ele possa não sentir amor para com o Criador.

A fim de atingir esse medo, uma pessoa precisa da Torá, da Luz que Reforma, das Mitzvot (mandamentos) e da intenção certa para cumpri-las. Caso contrário, ele irá permanecer no plano da natureza inerte. Ele precisa do ambiente para lembrá-lo da intenção certa durante o estudo da Torá e Mitzvot, de modo que os outros o segurem na intenção correta e não o deixem esquecer a bondade do Criador. Portanto, a Torá e Mitzvot não foram dadas a um indivíduo, mas a muitos, e em toda parte ele diz “vocês”, no plural e não no singular .

É impossível avançar sem a intenção de atingir o Criador, o amor por Ele. Esta deve ser a razão com que tudo começa e que obriga todas as ações.

Da preparação para a Lição Diária da Cabala 27/12/12

Vendo O Ambiente Com Os Olhos Do Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Carta 50”:A parte principal do agradável futuro que se espera, se Deus quiser, está se aproximando de nós. Assim, eu anseio e espero que vocês estejam perto de mim em corpo e alma. (o que significa que vocês se aproximam de mim e não que eu me aproximo de você, o que é impossível e também inútil).

Como eu lamento aquele último Tishrei, foi um grande momento de boa vontade, mas vocês não estavam perto de mim no momento… Portanto, a dor que senti todo o ano passado por causa disso é indescritível. A razão para isso é o orgulho que penetrou em vocês, e na mesma medida, o ódio infundado entre vocês… Certamente, se vocês odiassem um membro do grupo, é um sinal claro de que vocês não sentem amor absoluto por mim.

Estas palavras foram escritas de acordo com a lei do amor, a lei da adesão, como numa família onde não há pequenos ou grandes, mas sim, que a lei do amor une todos e é igual para todos. Portanto, cada um deve subir acima de sua crítica, de acordo com “Aquele que culpa o outro o faz por suas próprias falhas”. Através dos olhos do amor, ninguém vai parecer inferior aos outros. Se vocês se conectarem de acordo com a lei do amor “acima da razão”, vocês serão capazes de se conectar igualmente com todos corretamente.

Se existem algumas diferenças entre os membros do grupo, é um sinal de falha.

Há momentos bons e maus, e há momentos confortáveis ​​e menos confortáveis. Embora por um lado os Cabalistas estejam acima do tempo, espaço e movimento, e passem por diferentes períodos de acordo com o seu tempo individual, os períodos gerais também os influenciam. Portanto, pode haver períodos gerais bons e ruins.

Há períodos de despertar geral de cima ou períodos onde é mais fácil de ser despertado de baixo. Portanto, nós temos que tentar não perder essas oportunidades que recebemos de cima para conectar o despertar de cima com o despertar de baixo. Caso contrário, vai parecer desrespeito.

Há duas direções de aproximação: cada membro se aproxima, sem qualquer discriminação, e cada aluno se aproxima do professor. Aqui, tudo é analisado de acordo com a nossa imagem, a qual é resultado do nosso orgulho e até que ponto é possível avançar na “fé acima da razão” e entender que é o Criador que nos envia todos esses obstáculos.

Cada um vê tudo do jeito que está autorizado a vê-lo, e nunca vê a verdade, mas por nosso esforço na “fé acima da razão”, nós atraímos a Luz que Reforma, e assim somos recompensados ​​ao ver a verdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/12/12