Textos na Categoria 'Amor'

Em Guarda, Em Benefício De Outros

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Se de alguma forma podemos conciliar o texto acima, aqui surge a instrução de Hillel para o estrangeiro que veio até ele e pediu para ser convertido, como se diz na Gemara, “Converta-me para que você  me ensine toda a Torá enquanto estou numa perna só”. Ele lhe disse, “O que você odeia, não faça ao seu amigo”. Esta é a Torá inteira, e o resto significa apenas vá e estude. Nós vemos que ele lhe disse que a Torá inteira é a interpretação do versículo, “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.

Nós só podemos corrigir todo o desejo de receber corrupto com a atitude correta para com o ambiente. Eu tenho todos os meios necessários que me permitem entender exatamente o que estou fazendo, para controlar e ajustar a minha atitude para com os amigos, para obter os sinais corretos deles, verificar-me, e através deles obter todas as forças positivas e negativas que preciso. Em suma, uma pessoa pode corrigir toda a realidade, implementando o princípio de “o que você odeia, não faça ao outro” em tudo o que o Criador criou. Não precisamos de nada além disso.

A condição de Hillel é dividida em duas partes. Uma parte é “negativa”, o que significa que requer autodisciplina para não causar outros danos ou fazer mal a eles. A outra parte exige o contrário: guardar o bem dos outros. Se o outro tem a chance de atingir algo bom e eu o impeço de alcançá-lo de alguma forma, isso significa que eu lhe faço o que acho odioso.

Assim, o princípio de Hillel não apenas se espalha pelas ações que eu inicio quando estou cheio de amor, tentando dar o meu melhor para fazer algo em benefício de outros.

No momento que eu começo a cumprir a condição “o que você odeia, não faça ao seu amigo”, eu imediatamente entro nas questões do mundo espiritual, e tudo se torna mais claro para mim. Eu começo a descobrir a conexão entre as diferentes partes da realidade, a rede geral, e nela, eu descubro o relacionamento mútuo que estudamos no Talmut Eser Sefirot (O Estudo Das Dez Sefirot). Eu aprendo a restringir-me e como me conectar com outras pessoas, para que eu possa influenciar cada estado tanto quanto possa.

Eu descubro minhas conexões com os outros, limito-me a fim de estabelecer as relações corretas com os outros, escolho os atributos que posso usar e estabeleço um equilíbrio de forças, alcançando a união de Israel, a Torá e o Criador.

Assim é como o Hillel realmente exige que eu faça o trabalho espiritual. Não se trata fazer a caridade ou dar algum presente aos outros, mas de cálculos internos a respeito do verdadeiro benefício deles.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Um Caminho Inevitável

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor dos Seres Criados”: A fase imediata após o “ama ao teu amigo como a ti mesmo” é a adesão.

O mandamento do amor ao próximo nos leva ao nível do amor do Criador. É um caminho seguro, com todas as oportunidades, estados e meios que precisamos. É impossível escapar dele por diferentes desculpas, como dizer que não sabíamos ou que não podíamos agir já que todo mundo recebeu o que precisa.

A correção do “ama teu amigo como a ti mesmo” inclui todas as outras correções e é a mais odiosa, porque é oposta à nossa natureza, embora não tenhamos escolha, exceto entender que ela é a nossa única base. Enquanto não descobrirmos a necessidade dessa correção, não poderemos entrar no caminho que conduz à meta.

Pergunta: Como podemos dar satisfação ao superior ao tratar os outros bem?

Resposta: Basicamente, é a mesma coisa. Imagine que todos os seres criados, todas as pessoas são “filhos do Criador”. Isso é o que diz as fontes. Então, se você faz o bem para o filho, você certamente satisfaz o pai.

Uma vez o Criador disse a Jonas, o profeta, que Ele não podia simplesmente abandonar a grande cidade de Nínive, com 250.000 habitantes, apesar de seus pecados. A mensagem é clara: “Se você os tratar com amor e os salvar, você vai me dar satisfação”.

O Criador não tem vaso (Kli) para receber satisfação de nós, de modo que os meios para isso é toda a realidade que se espalha entre nós, entre cada um de nós e o Criador. E nesta realidade as outras pessoas vêm em primeiro lugar.

Portanto, a disseminação do método de correção e a preocupação com o mundo inteiro são as ações mais preciosas que nos foi autorizado realizar e nós temos que nos concentrar nelas. É claro que primeiro nós temos que corrigir a nós mesmos, a fim de saber como nos relacionar com o mundo.

O cálculo é o seguinte: “Eu faço tudo para dar satisfação ao Criador. Eu expresso esse desejo ao me preocupar com o mundo, ou, mais precisamente, ao me preocupar com as pessoas. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza também vão participar de sua correção. A fim de cuidar das pessoas, eu tenho que me corrigir e por isso tenho que começar por me corrigir”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Cobrindo A Lacuna Entre Os Opostos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós já temos um grande grupo mundial, um professor e as fontes primárias. Por que é tão difícil perceber a lei do “ama ao próximo como a si mesmo”?

Resposta: Na verdade, não pode ser tão oneroso ouvir sobre isso, mas o problema é a sua realização. Inicialmente, nós precisamos entender e nos tornar cientes do fato de que as duas partes diferentes, “positiva” e “negativa”, devem estar conectadas entre si. No nível físico da natureza, tudo é mais simples: do nível mais elevado, o Criador obriga vários elementos a se conectarem e, em geral, eles constroem a estrutura atômica.

O que é isso? Por que as partículas não se dispersam? O fato é que existem forças que as obrigam a interagir, apesar da oposição entre si. As forças negativas que as repelem pertencem à matéria do “vaso” (Kli), e estas são as forças de rejeição, ódio, e polaridade. As forças positivas que precisam ficar juntas são as forças do amor. É por isso que se diz: “O amor cobre todas as transgressões”. É o amor que cobre a lacuna entre os opostos.

Nós observamos esses mecanismos em átomos e moléculas, onde as coisas se tornam muito mais complicadas devido aos cálculos das etapas anteriores e posteriores do desenvolvimento, etc. De qualquer maneira, os cálculos são sempre feitos de acordo com o mesmo princípio, tornando-se cada vez mais difícil com o tempo.

Vale a pena ver todo o universo dessa forma. Ninguém nos ensina a amar; nós estamos falando justamente da lei da natureza. Certa vez, Abraão descobriu isso; diz-se que ao olhar para o céu, ele fez perguntas sobre quem criou o mundo e para quê. Ele foi motivado por conflitos crescentes daquela época entre os babilônios. O ódio mútuo foi crescendo e Abraão tentou entender: Por quê? De onde poderia extrair o poder da unidade contra as forças de separação?

Analisando internamente a natureza inanimada, vegetal e animal, ele percebeu que a toda a criação, exceto o homem, está imbuída da lei de unidade que obriga todas as partes da criação a estar juntas. É por isso que elas vivem e se desenvolvem. As pessoas é outra coisa: o confronto entre positivo e negativo está aumentando constantemente nelas. Onde, então, está a força oposta de conexão e o amor no nível humano? Como isso poderia ser posto em ação?

Aparentemente, Abraão entendeu que o Criador confiou este trabalho ao homem. Nós mesmos devemos adicionar esta parte e toda a criação. É por isso que se diz que o Criador começa e o justo termina.

Portanto, se não nós começamos a trabalhar no amor ao próximo, a conexão entre nós é cortada. Por exemplo, na Europa de hoje, o processo de unificação não continua no caminho certo e o continente está dilacerado. A ausência de “adições de unidade” por todos os lados leva ao crescimento da oposição e, por fim, a uma explosão. Essa é a perspectiva da humanidade em todos os níveis, seja na família, educação dos filhos, etc.

É por isso que devemos trabalhar na unificação correta, ou seja, acima do “positivo” e “negativo”. Não toque neles, porque todos vão ficar com suas propriedades inatas. Trabalhe apenas no “o amor cobre todas as transgressões”.

Nós precisamos entender que o positivo e o negativo não podem viver um sem o outro. Teoricamente, não existe Criador sem criatura e não existe criatura sem o Criador. Eles só podem existir em conjunto. Neste caso, os dois opostos sempre se repelem, e, em seguida, a terceira força resolve suas contradições, reforça a sua ligação. Este mecanismo dá origem ao desenvolvimento, à vida.

Por muitos anos, os cientistas têm se esforçado em resolver o mistério do surgimento da vida. De onde é que vêm as células vivas? O que as gerou? Um excesso de amor as gerou. A força que sustenta a natureza inanimada, como resultado de um excesso de amor, começa a desenvolver desejos adicionais e, em seguida, nós exigimos mais. Eu não me contento com a mera existência, eu quero entender, sentir e compreender toda a realidade, e essa necessidade me dá a vida, que começou com os corais e evoluiu para as estruturas mais complexas.

Em última análise, é o Criador, que ilumina um pouco a matéria morta, e ela se torna vegetal. Um pouco mais de Luz, e ela se transforma em animal. Só mais um pouco, e o grau humano emerge.

Assim, cobrindo o positivo e o negativo com amor, eu formo com eles um sistema, um átomo, por exemplo. Se eu adiciono a ele um poder maior de amor, eu afeto fortemente o positivo e o negativo e, assim, causo desequilíbrio. Aparentemente, existe um excedente de energia e, além de salvar o relacionamento, eles “pensam” em algo maior. A centelha que eu trouxe leva-os a procurar; o excesso de força os atrai para frente. Esta é a sua força de vida.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/13, Escritos do Baal HaSulam

A Guerra Heróica Contra A Fraqueza

Dr. Michael LaitmanRabash, “O Que Procurar na Assembleia de Amigos”: …que a pessoa deve fazer um esforço para obter o amor ao próximo. E isso é chamado de “trabalho”, uma vez que ela deve se esforçar acima da razão. Pensando de foma razoável, como é possível julgar o outro a uma escala de mérito quando a razão lhe mostra o verdadeiro rosto de seu amigo, que ele odeia?

Acontece que nós devemos nos esforçar quando não queremos. Eu não sinto nenhuma vontade de trabalhar, não tenho nenhum desejo ou interesse nisso. Caso contrário, não seria considerado esforço. Eu não sou atraído a amar o amigo e a valorizá-lo. Talvez, eu realmente precise procurar esses estados quando o amigo não me interessa, quando não gosto de estar com ele, e sinto que sou contrário a ele. Então, eu posso ver até que ponto eu posso amar o outro e posso verificar se ele me obriga a me esforçar.

Às vezes, durante uma grande Convenção ou um evento especial eu sou impressionado pelo espírito geral que é compartilhado por todos. Então, é claro, eu me sinto bem. No entanto, no momento em que deixo esta influência externa, eu imediatamente caio. Isso significa que eu não desperto sozinho. Eu não sinto como se pensasse no amor dos amigos e na conexão. A grandeza da meta também desaparece, e eu passo certo tempo sem rumo, até que sinto novamente outro despertar de Cima.

No entanto, é durante este tempo que nos sentimos sem vida que devemos nos esforçar, visto que quando sou revivido de Cima, eu não tenho nada a acrescentar de mim mesmo, e sou totalmente operado de Cima. Parece que eu opero por mim mesmo, mas eu sou totalmente operado de Cima e estou sob o domínio do superior. Portanto, tudo o que eu faço não é por minha conta.

Só quando eu não sinto o espírito da vida e me obrigo a me esforçar é considerado por minha conta. Então, isso é chamado de esforço, uma oração, uma intervenção de baixo que atrai a Luz que Reforma. Esta Luz vai me fazer sentir atraído pelo outros, a amar os amigos, e isso já vai ser por minha conta.

Tudo isso é verdade, já que eu causei a intervenção de baixo, em resposta à qual há uma intervenção de Cima, que é a Luz que Corrige que eu atraí. Assim, a minha correção também será minha. Quando eu me sinto distante dos amigos, baixo e indiferente, eu revivo o espírito da vida. O problema é apenas em como me esforçar, como ansiar pelo amor dos amigos em momentos em que me sinto totalmente sem vida.

Assim, como está escrito: “Tudo o que está em seu poder fazer, faça”. Vocês devem pensar nisso, discutir o assunto e consultar um ao outro sobre o que precisa ser feito. Isso é realmente considerado o nosso esforço.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/05/13

Não Deixe Sua Centelha Ser Extinta

Dr. Michael LaitmanRabash, “A Pessoa Sempre Deve Vender As Vigas de Sua Casa”: Cada um deles tinha uma centelha de amor ao próximo, mas a centelha não podia acender a Luz do amor para brilhar em cada um, de modo que todos concordaram que, unindo-se, as centelhas se tornariam uma grande chama. Portanto, agora, também, quando ele está espionando-os, ele deve superar e dizer: “Como todos eles tinham a mesma opinão de que devem andar no caminho do amor ao próximo quando a sociedade foi criada, o mesmo deve ser agora”. E quando todos julgarem seus amigos favoravelmente, todas as centelhas vão acender mais uma vez e novamente haverá uma grande chama.

A meta da criação é alcançar a força de conexão, a força do amor em que todos sentem as deficiências do outro e as preenchem. Mas é impossível fazer isso sozinho, uma vez que a pessoa não tem o poder para isso. Há apenas uma pequena centelha nela que a empurra à meta e nem sequer entende para onde é atraída e por que.

É por isso que devemos nos conectar, de modo que todos receberão o poder da conexão espiritual: o poder do desejo coletivo, o poder de conectar o coração, o poder do amor. É por isso que viemos a este mundo em que nos conectamos fisicamente pelos nossos corpos, por diferentes ações externas. Estas ações físicas atraem a Luz que Reforma sobre nós que conecta nossas pequenas centelhas numa forte chama geral.

Cada um recebe esta força geral e só por isso pode senti-la e usá-la. Esta Luz nos obriga a unir todas as nossas centelhas espirituais e a estarmos inclinados à doação mútua. Então, pela força geral de doação que agora está em cada um de nós, já podemos começar a trabalhar e realizar ações espirituais de doação e ascender.

Acontece que ao utilizar nossos corpos físicos e o trabalho corporal que é o resultado de intenções egoístas, nós evocamos a Luz Circundante que conecta nossas centelhas numa centelha, numa chama, que se torna a força da doação, amor e conexão geral. Assim, cada um recebe esta força. Nós não a dividimos como num saque, mas sim a usamos em conjunto, permanecendo no meio, dentro dela como um todo, como um grupo de dez, por exemplo. Então cada um pode usar esta força e, portanto, começar a realizar ações espirituais e não ações corporais. A primeira etapa é chamada de fase de preparação, e a segunda etapa já é a fase de correção: primeiro “doar para doar”  e depois “receber para doar”.

A pessoa que não atua a fim de se conectar com os amigos num grupo de dez não usa realmente o único meio para alcançar a espiritualidade, o que significa que não está na fase de preparação. A fase de preparação é quando usamos todos os meios que nos foram dados neste mundo, no nível corporal, a fim de alcançar a força de doação, a força de conexão.

A fase de preparação não terminará enquanto o Grupo de Dez não preencher a si mesmo e se tornar como um só homem pela Luz que Reforma. No momento em que nos conectamos e adquirirmos a força geral de conexão que é suficiente para o cumprimento das ações de doação, isso significa que ultrapassamos a Machsom (barreira), a fronteira do mundo espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 29/05/13

É Uma Grande Honra Estar Na Companhia De Pessoas Tão Grandes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso sempre ver os amigos como maiores do que eu?

Resposta: O amigo é grande especialmente porque eu dependo dele! A meta que eu quero alcançar depende dele, e por isso ele é tão importante para mim. Em segundo lugar, ele é grande já que é o Criador que nos aproximou, e deu-lhe a mim como um meio para atingir a meta.

Em terceiro lugar, eu respeito a “parte Divina do Alto” nele, já que o Criador está nele, evocando-o e levando-o em direção à meta. Portanto, é isso que eu respeito, a parte divina e não seus atributos corporais. Aos poucos nós vamos descobrir o que o conceito de um “amigo” realmente significa. Quando começarmos a ver a verdade, vamos ver o que é.

Eu não valorizo o amigo em si, mas a parte Divina dentro dele que lhe dá um grande peso e faz dele o maior em nossa geração. Não é um exagero e não apenas palavras agradáveis. O rabino Yossi Ben Kisma, sem dúvida, via seus alunos como os melhores em sua geração e maiores do que ele.

Para não ver as deficiências do amigo, eu tenho que despertar o amor em mim. Por isso, diz-se que “o amor cobre todos os pecados”. Você não deve considerar quem é mais inteligente, você ou o amigo. O amor deve vir em primeiro lugar.

A lição deve começar quando cada um de nós se vê sentado entre grandes pessoas. Você deve sentir que você é como um bebê que felizmente passou a estar na companhia de grandes Cabalistas, tremendo de emoção diante de sua grandeza. Esta é realmente a maneira como ele se sentiu, e eu não estou exagerando.

Este deve ser o sentimento interior, enquanto externamente podemos mostrar desrespeito e jogar um jogo oposto. Assim como o Criador esconde Seu amor e nos mostra a atitude oposta, nós também podemos mostrar-lhe a atitude externa oposta. Nós vamos aprender depois este jogo, quando ficarmos mais fortes, mas, agora, ainda é muito cedo para jogar este jogo, uma vez que seremos atraídos pelo desrespeito.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, Escritos do Rabash

Não Haverá Obstáculos Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanRabash, “Faça um Rav para Si e Compre um Amigo – 2”: Depois de ter se juntado a um grupo de pessoas que desejam alcançar o grau de amor do Criador, e deseja receber deles a força para trabalhar a fim de doar e ser mobilizado pelas palavras  deles sobre a necessidade da obtenção do amor do Criador, ele deve considerar cada amigo no grupo como maior do que ele. Foi escrito no livro Matan Torah (A Entrega da Torá), que ninguém será impressionado pela sociedade ou receberá a apreciação de alguma coisa, a menos que se refira à sociedade como maior do que si mesmo. Esta é a razão pela qual cada um deve sentir que é o menor de todos eles, uma vez que quem é grande não pode receber de alguém que é menor do que ele, e muito menos ficar impressionado com suas palavras. Pelo contrário, apenas o menor é impressionado ao apreciar o maior.

Esta é a principal lei e regra para abrir o mundo espiritual. Se seguirmos todas as instruções que o Rabash nos dá, não haverá obstáculos ao longo do nosso caminho. Nós temos que estar preparados para seguir essas etapas, já que o mundo precisa delas. O Criador não só nos dá a chance de estabelecer o grupo espiritual por nós mesmos e proporcionar satisfação a Ele, mas Ele também nos dá uma missão muito maior.

Ele nos permite compreender que a única maneira de proporcionar satisfação a Ele é corrigindo o Seu mundo. Portanto, Ele leva este mundo à beira do colapso, para que possamos preparar o mundo para a revelação do Criador, e, assim, proporcionar-Lhe satisfação.

Então, quando nós trabalhamos a fim de nos tornar mais unidos, não podemos esquecer que, no final, nós temos que atrair o mundo inteiro para o grupo e, assim, provocar a completa revelação do Criador às criaturas. Como o Baal HaSulam diz, estes são os “dias do Messias”, o fim da correção.

Portanto, nós temos que levar muito a sério as leis das conexões, autoanulação e autoconcessão, para nos apoiar mutuamente e fortalecer um ao outro, a fim de alcançar o espírito da vida e confiança, e sermos preenchidos com esperança pelo fato de que o mundo inteiro é impressionado pelos outros. A fim de fazer isso, todos devem ver os outros como grandes, e ao serem impressionados por eles, devem dar a eles o poder de trabalhar em nossa conexão e unidade.

Nós temos que pedir que a força de cima nos conecte, e nós vamos fazer um pacto entre nós, a garantia mútua, o apoio mútuo e a impressão, e sermos mutuamente incorporados um no outro até que finalmente cheguemos ao poder coletivo, a pequena força espiritual com a qual nos voltaremos ao grande mundo. Então, veremos que, quando tivermos um poder espiritual coletivo, até mesmo o menor deles, o mundo estará praticamente diante de nós; ele vai estar pronto para receber de nós, uma vez que a Luz vai se derramar através de nós para o mundo todo. Nós teremos sucesso aonde quer que formos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/5/13

Amor Absoluto Acima Do Ódio Fictício

Dr. Michael LaitmanPergunta: Baal HaSulam explica que se os pais tratarem seu filho com amor absoluto, o filho, inevitavelmente, começará a odiá-los, ao invés de retornar o seu amor, já que ele não vai se preocupar que os pais deixem de amá-lo. E sobre o Criador: Será que vamos também começar a odiá-Lo quando descobrirmos o Seu amor absoluto por nós?

Resposta: Nós temos que chegar ao amor absoluto em relação ao Criador em nosso trabalho espiritual, ou seja, independentemente se recebemos prazer ou punição do Criador. O nosso crescimento espiritual é baseado em desenvolver o amor enquanto sentimos um crescente sentimento de repulsa, até que ele atinja o ódio absoluto, ou seja, sentir que o Criador nos odeia mais e mais, enquanto nós desenvolvemos um crescente amor absoluto em relação a Ele, a fim para trabalhar na fé acima da razão.

Assim, nós podemos entender por que o Criador criou em nós um desejo no qual sentimos prazer ou dor. Mas nós temos que nos elevar para um novo sentimento de doação e, assim, a nossa atitude para com o Criador torna-se totalmente independente do seu amor, uma vez que estabelecemos a nossa atitude acima do sentimento de ódio, de acordo com o princípio “o amor cobre todos os pecados”.

Com Os Amigos Sob A “Sucá Da Paz”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial no amor dos amigos que me permite cobrir todos os pecados?

Resposta: O amor dos amigos cobre todos os pecados. Afinal, se nós trabalhamos para conectar nossas centelhas no grupo, então todos os outros desejos se rendem à Luz do amor, apesar do fato de serem tão opostos entre si, de tal forma que realmente se odeiam. Esta Luz age em nós desde Cima, do nível superior, quando ela nos cobre como um cobertor, um guarda-chuva, uma Sucá de paz, e obriga todos a se unir, embora internamente continuemos muito diferentes.

Pergunta: Eu escolho o amigo uma única vez ou de novo todos os dias?

Resposta: Eu não escolho de acordo com critérios corporais. Entretanto, nós não sabemos por que fomos trazidos para um grupo desde Cima, ele e eu. Depende da raiz da alma, da sentença das almas, sobre as quais vamos aprender mais tarde. Porém, como estamos num grupo, temos de cumprir o nosso livre arbítrio e nos conectar num único sistema, num único grupo.

Escolher um amigo significa ser leal a ele, apesar da repulsa e das dúvidas. Eu não deveria sentir qualquer diferença entre eu e ele. A cada momento o pensamento e o desejo mudam em mim e eu tenho que escolhê-lo exatamente da mesma maneira, eu analiso a mim mesmo e a ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, Escritos do Rabash

Amor Como A Lei Da Natureza

Dr. Michael Laitman“Ama ao próximo como a si mesmo”, o rabino Akiva disse que este é um grande princípio da Torá.

Nós devemos entender que um “grande princípio da Torá” é a lei fundamental da natureza que abrange todo o universo. Com uma preparação correta, nós vemos que tudo existe apenas graças a esta lei do ama ao próximo como a si mesmo.

A relação entre qualquer coisa só é possível por meio de um poder especial, o qual permite e até exige que partes diferentes, ou mesmo opostas (sejam elas partículas, campos, elementos de células vivas ou pessoa) se unam. Esta força externa (o plano da criação) as influencia e obriga a se comunicar, e como resultado, as partes não se afastam uma das outra, mas aos poucos se aproximam, construindo em conjunto sistemas mais complexos da natureza inanimada, vegetal, animal e humana, e depois a natureza espiritual.

Tudo isso junto é a regra da Torá, “Amará ao próximo como a si mesmo”. “Torá” é a essência, o sistema, existente entre o Criador e a criatura. E a sua lei é o ama ao próximo como a si mesmo.

O “outro” é aquele que é diametralmente oposto a mim, assim como somos opostos ao Criador. No entanto, a lei do amor atua no sistema obrigando-nos a estabelecer uma conexão, porque não podemos existir sem o outro em todos os níveis.

Esta lei de integração por etapas é realizada sem a participação da criatura, por meio de processos evolutivos na natureza inanimada, vegetal e animal, bem como os níveis semelhantes da natureza humana. Aqui, a lei universal determina tudo, e a criatura está sob a “pressão” do desenvolvimento.

No entanto, no mais alto nível da natureza humana, a criatura começa a adotar e a tomar para si a realização desta lei. Ela descobre que o princípio do amor pelo outro, ou mesmo o oposto, é a lei da vida. Afinal, não haveria nada sem a conexão entre a criatura e o Criador. Ciente da importância da interconexão, definida como “amor ao próximo”, a criatura começa a percebê-la por sua própria vontade, embora no início descubra que todas as outras partes não são como ela, são estranhas e opostas a ela.

Em geral, todo o nosso trabalho é perceber esta lei. Mas, primeiro, é necessário estudá-la, para ver como ela age na criação. Afinal de contas, começando com o Big Bang, todo o nosso desenvolvimento, embora nos pareça como o processo de desintegração e desacordo, é na verdade uma gradual ligação de todas as partes da criação, até que a matéria seja obrigada a realizar a lei fundamental da natureza por sua própria vontade.

Assim, a criatura se identifica com o Criador, e ambos chegarão ao princípio básico: “Ama ao próximo como a si mesmo”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/13, Escritos do Baal HaSulam