Textos na Categoria 'Amor'

Tudo Sobre A Revelação Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que só a sabedoria da Cabalá tem uma resposta sobre o sentido da vida?

Resposta: Nós procuramos respostas de forma clara e científica e não acreditamos no que alguém escreveu em alguns livros. Eu tenho que alcançar a resposta por mim mesmo. A sabedoria da Cabalá é baseada no na realização exata, como se diz, “um juiz só tem o que seus olhos podem ver”. A realização é o entendimento mais claro que uma pessoa pode ter. Essa é a maneira que deve ser.

Portanto, quando nos envolvemos com o método Cabalístico, adquirimos ferramentas de investigação científica e descobrimos tudo até não temos dúvidas. É através da sabedoria da Cabalá que eu descubro as ferramentas, as oportunidades e os atributos dentro de mim, com os quais posso revelar o Criador, a rede que conecta toda a criação e o mundo superior.

Eu vivo em dois mundos. Meu corpo vive neste mundo e, ao mesmo tempo, eu sinto a realidade superior. Mas só eu a sinto, uma vez que apenas eu a atinjo. Quem quiser sentir a mesma coisa tem que passar pelo mesmo caminho de estudo e exercícios, e assim irá gradualmente atingir a revelação da realidade superior.

Pergunta: Você sempre fala sobre a revelação, a revelação da força que envolve tudo, a força única que opera na natureza. Será que isso significa que há algo que existe agora, mas eu simplesmente não o sinto? O que significa revelar?

Resposta: Há muitos fenômenos que você não conhece nem detecta. Você percebe ou recebe ondas de rádio? Não. Há muitos fenômenos que ocorrem em torno de nós, mas nós não os percebemos ou recebemos. Nós simplesmente temos construído diferentes instrumentos com os quais podemos detectar tais fenômenos. Mas, de acordo com a sabedoria da Cabalá, não podemos construir dispositivos externos. Nós somos os únicos que têm que mudar internamente; porque a nossa percepção, nossa mente e nossos sentimentos são limitados, nós temos que expandi-los. Como nós temos que descobrir a força geral da natureza que se chama Criador, que significa Bo-re, (venha e veja), nós temos que atingir o estado em que vamos vê-Lo, ou seja, revelá-Lo e chegar à realização.

Pergunta: O que eu tenho que fazer quando alcanço a revelação da realidade superior?

Resposta: A revelação em si obriga você, assim como qualquer revelação neste mundo que obriga você a se comportar de maneira diferente, porque você realmente muda de acordo com ela. Então, novos conhecimentos e sentimentos o preenchem.

Pergunta: Mas como a revelação da realidade superior, do Criador, me preenche?

Resposta: Você sente que é preenchido com amor ao próximo. É uma imensa mudança que a pessoa sofre. É porque “ama teu amigo como a ti mesmo”, a lei da garantia mútua, é a lei geral da realidade superior, e nós temos que subir todo o caminho até ela e existir dentro dela.

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 18/ 01/15

O Mundo Futuro Não É O Que Você Pensa Que É

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a força da sorte nos leva para o outro mundo. Que mundo futuro você tem em mente?

Resposta: O mundo futuro significa que eu saio do meu corpo. Em outras palavras, eu subir acima do meu ego. O ego é todos os meus desejos, pensamentos, inclinações e toda a minha consciência egoísta que é chamada de meu corpo, não a minha carne, que é considerado um animal.

Eu devo subir acima de todos esses desejos e pensamentos, e em vez de tentar absorver tudo internamente, eu tenho o desejo de dar ao meu próximo.

Isto significa que a alma deixa o corpo, eu sinto o mundo futuro e encontro um novo desejo de doar, amar e se unir. Tudo isso é chamado de segundo corpo, no qual eu entro e ajo com base nestes novos desejos. Então eu me movo mais e mais até chegar à correção completa.

O mundo futuro significa o mundo vindouro, o meu próximo estado, que eu alcanço como resultado do trabalho sobre mim e minha atitude para com os outros. Eu troco este mundo pelo mundo futuro, trocando o amor por mim mesmo pelo amor ao próximo. Isso significa que eu chego ao outro mundo a partir deste mundo e entro no Jardim do Éden.

Pergunta: Por que isso é chamado de Jardim do Éden?

Resposta: Porque eu estou começando a sentir que estou além de todos os limites, porque não há limites ao doar aos outros. Eu estou numa extensão que pertence totalmente a mim.

Pergunta: O que significa doar a todos?

Resposta: Doar significa fazer o bem por amor a todos.

Pergunta: Por que se uma pessoa quer fazer o bem a todos, ela está no Jardim do Éden?

Resposta: Porque o Jardim do Éden é chamado o lugar onde você pode fazer o que quiser, sem quaisquer restrições. Afinal, você quer dar, e não há limites na doação. Então você sente que tudo é para o bem de todos, tudo é para você e é abundância completa.

Em outras palavras, o mundo futuro é chamado de terra de Israel (Eretz Isra-El), o desejo totalmente dirigido ao Criador. O Criador é uma força global de doação e amor, que inclui toda a criação, incluindo nós. Você tem que desvendá-lo de acordo com a equivalência de propriedades com Ele. Portanto, você é chamado de Isra-El porque quer alcançar o mesmo estado, os mesmos valores do Criador.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/01/15

Um Porão Para O Filho Amado

Dr. Michael LaitmanO que é necessário para se descobrir o bem? Por que alguém que nasce com grande abundância não a aprecia? Você diz aos filhos: “Veja o quanto vocês têm! Quanto eu tenho dado a vocês! Quando eu era criança, não tinha isso”. No entanto, eles rejeitam você e não querem ouvir isso.

Eles não podem apreciar a sua bondade, uma vez que não têm nada com que compará-la. Então, eles não entendem que tipo de gratidão você precisa deles. Eles querem ir ao cinema, podem ir; eles querem um computador, ganham; um novo telefone celular para sair de férias, o que quiserem. Eles têm tudo, e, portanto, também não têm nenhum desejo por nada.

Você lhes diz que quando tinha sua idade, você construía um carro para si mesmo de uma caixa de sapatos e brincava com este carro por dois anos, e eles riem de você. Eles estão certos, porque tudo é medido de acordo com o desejo.

Eles se sentem num determinado nível de saciedade e não se moverão dele em nenhuma direção. Em primeiro lugar a pessoa deve descer para o “menos infinito” para ser capaz de sentir o “mais infinito” posteriormente.

Sobre isso foi dito em “Levítico” 26:26: Quando eu lhes cortar o suprimento de pão, dez mulheres assarão o pão num único forno e repartirão o pão a peso. Vocês comerão, mas não ficarão satisfeitos, ou seja, que nada no mundo muda, exceto a nossa consciência. Mesmo agora, você se encontra em Olam Ein Sof (o Mundo do Infinito), mas, em vez disso, você sente este mundo, porque não tem os Kelim para perceber Ein Sof.

De um lado, há um saco de moedas de ouro, e, do outro lado, há uma montanha de diamantes. Na frente de você está uma mesa posta com várias iguarias, ainda que você esteja morrendo de fome e sofra com o mau cheiro.

Tudo depende do seu Kli de percepção. Você está em Olam Ein Sof, que nunca muda. Tudo depende apenas do desejo, e o desejo é construído acima de um abismo que é constantemente revelado num grau maior.

Por isso, é difícil para os nossos filhos sentirem uma razão para viver, especificamente, porque eles têm tudo. Baal HaSulam conta uma parábola sobre um rei que colocou seu filho num porão por 20 anos e causou-lhe angústia mental mostrando-lhe como todos os outros eram bem sucedidos. Os outros estão sentados num bar ou assistindo a Copa do Mundo, enquanto você está sentado num porão escuro cheio de ratos, amaldiçoando o seu pai.

Isto continuou até que o filho descobriu que seu pai estava agindo com bondade em seu coração e grande amor. Seu pai estava sofrendo porque tinha dado tristeza a seu filho. Enquanto que, se você dá aos seus filhos tudo o que eles querem pela bondade de seu coração, isso significa que você os odeia.

Pergunta: Segue-se que eu devo machucar intencionalmente uma criança, a fim de educá-la?

Resposta: Você a limita porque quer que as coisas sejam boas para ela, e você está disposto a sofrer por fazer isso. Você faz isso por amor a ela, para que ela se beneficie no futuro. Não vai ser bom para ela agora, como seu ego deseja, mas irá beneficiá-la ao longo de sua vida.

Ou você quer se sentir bem com o pensamento do quanto você tem lhe dado. Você pensa consigo mesmo: “Eu não podia pagar nada disso na minha infância, por isso o meu filho deve apreciá-lo”. É isso que você chama de amor?

Amanhã você vai ter que dar-lhe muitas vezes mais porque senão ela não vai sentir que está viva. Você deve construir um “porão” com grande sabedoria e colocar o seu amado filho lá, e você vai sofrer muitas vezes mais do que ele quer. Desta forma, você estará preparando-o para uma vida boa.

Portanto, nós temos um método através do qual é possível avançar no sentido da satisfação, do bem, não por se sentir mal, mas por estar ciente disso. Esta é uma patente muito especial. É necessário apenas entender o princípio e isso é suficiente. Então, não haverá mais necessidade de sofrer. Nós não estamos prontos para percorrer o caminho do sofrimento difícil.

O Criador fez um sistema especial em que é suficiente para nós estarmos cientes do mal que existe em contraste com o bem, a fim de aceitá-lo como uma ferramenta e sentir satisfação com ele. Afinal, não estamos prontos para descer a “menos infinito”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Pílula Contra O Amor

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Theory and Practice): “O amor nem sempre é bom; ele pode causar a dor da perda, provocar violência. Em termos da fisiologia cerebral, o amor é apenas um processo hormonal que pode ser controlado pelo desejo!

“O desejo de se livrar do amor ocorre quando esse sentimento é semelhante a uma doença.

“O amor, que pode unir as pessoas e aproximá-las para dar à luz e criar filhos, é a base da sobrevivência da espécie. Ele ativa: 1) o desejo sexual, 2) a simpatia e 3) a conexão.

1) O desejo sexual nos leva a se unir com potenciais parceiros, 2) a simpatia permite que você escolha o mais adequado dentre eles, 3) a conexão ajuda a criar um relacionamento de longo prazo e nos dá a força para trabalhar até que o dever dos pais seja cumprido.

“O trabalho de cada um dos três sistemas é baseado nos hormônios produzidos pelo corpo. A atração sexual é associada ao estrogênio e testosterona – hormônios sexuais nos homens e mulheres.

“A capacidade de avaliar a atratividade vem do prazer e dos hormônios do estresse (dopamina, serotonina, adrenalina), que nos orientam para o objeto do desejo, causando uma sensação de excitação em sua presença.

“O afeto nasce da ação de neuromoduladores (oxitocina e vasopressina); eles nos inspiram com uma sensação de calma e confiança, facilidade nos relacionamentos.

“Porém, visto que estes três subsistemas operam simultaneamente, nós podemos desejar um parceiro, considerar o outro atrativo, manter um relacionamento contínuo com um terceiro.

“A testosterona cria apego, e a ocitocina liga o apego à atração – de modo que o mais favorito é aquele que está mais próximo.

“Nos primeiros meses, o amor se assemelha ao transtorno obsessivo-compulsivo. Mas um ano depois, os níveis de serotonina voltam ao normal, e a idealização do parceiro desaparece.

“Os hormônios que são responsáveis ​​pela fixação e redução do estresse (vasopressina, ocitocina e dopamina) são produzidos durante o toque, abraço, sexo, amamentação. Eles mantêm os casais juntos, as mães e seus filhos”.

Meu Comentário: A principal coisa é não interferir em um processo natural com comprimidos. A educação em sintonia com as boas relações globais, como a sabedoria da Cabalá nos ensina, vai equilibrar a secreção de hormônios e levar a melhores relacionamentos de amizade, amor e família.

Só Um Sai Para A Luz

M. Wiseman, “Beshalach”: O Senhor ordenou a Moisés: Diga aos filhos de Israel que eles deveriam se virar e voltar ao Egito.

O mandamento de voltar ao Egito foi um teste para os filhos de Israel. Eles se alegravam a cada passo que os levava de volta aos seus torturadores. Aqueles que eram mais fracos puxavam seus cabelos e rasgavam suas roupas, mas Moisés aliviou sua mente e disse: “Eu recebi uma promessa divina de que vocês continuarão livres”.

Eles partiram na viagem de volta e chegaram a um lugar chamado Píton.

Nós nos afastamos do Egito e seguimos Moisés (o ponto no coração) e, de repente, voltamos. Isso é necessário para esclarecer as formas ocultas do Faraó (do ego), que nos ajudam a avançar.

A pessoa que começa a trabalhar espiritualmente primeiro avança e, de repente, descobre descidas internas ainda maiores e atributos ainda mais negativos que sequer percebera antes.

No entanto, ela não parar o movimento para frente, porque a pessoa se move um centímetro para frente e dois centímetros para trás, e, depois, ela acrescenta outro centímetro e avança mais três centímetros para frente, mas é jogada quatro centímetros para trás. Assim, ela avança em ziguezague, mas com uma amplitude crescente.

O movimento para trás é muito desagradável, porque a pessoa começa a descobrir tais atributos dentro de si que sequer suspeitava. Quando ela sai do Egito com o desejo de se tornar mais sociável, amigável, conectada aos outros, de acordo com o princípio “não faça aos outros o que é odioso para você” e “ama teu amigo como a ti mesmo”, ela de repente cai em terríveis sentimentos de ódio e malícia para com os outros.

Primeiro tudo corria bem e de forma consistente ao longo do caminho que ela deve seguir em direção ao Criador, mas, de repente, há tal inversão de marcha! A pessoa não entende o que está acontecendo: será que este método é tão cruel que pretende confundir e tirar proveito dela? Será que ela não está pronta para o trabalho espiritual ou que ele ainda não é para ela? Ela também pode pensar que os professores desejam enganá-la e ela começa a odiá-los.

Ele vê que nada funciona e é atraída de volta para onde estava antes, e é como se voasse para trás; ela não simplesmente volta ao Egito, mas volta a um estado muito pior do que antes.

Ao escapar de seus desejos egoístas e avançar em certo estado de iluminação e expectativa interior de sair da escuridão egoísta do mundo fechado, de seu pequeno desejo para um espaço aberto, ela subitamente cai enquanto se encontra no ápice de sentir-se melhor.

Com relação a isso, está escrito: “Mil entram numa sala e só um sai para ensinar (para a Luz)”, o que significa que, apesar das descidas profundas, ela continua a avançar. Isto significa que nos afastamos do Egito e, assim, voltamos a fim de avançar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 23/04/14

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Estrangeiros São Parte Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 19, 33:34: Quando um estrangeiro viver na terra de vocês, não o maltratem. O estrangeiro residente que viver com vocês será tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês.

Um estrangeiro se refere a qualquer novo desejo que a princípio é naturalmente egoísta, mas está pronto para se juntar a vários desejos corrigidos e obedecê-los.

Trata-se do fato de que nós devemos estar felizes por receber novos desejos que surgem em nós e expandem a alma, permitindo-lhe descobrir o Criador em maior medida.

Portanto, nós devemos ansiar por isso e amar os novos desejos que são revelados em nós, embora, às vezes, eles tragam dissabores e grandes problemas. No entanto, é graças a eles que formatamos a nós mesmos e nos elevamos.

A Torá só fala sobre o desejo. Não existem pessoas e nem o que vemos ao nosso redor na forma de figuras imaginárias que são representadas pelos nossos sentidos não corrigidos. Nós todos somos uma coleção de desejos.

Pergunta: É dito: “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Isso torna o estrangeiro o outro?

Resposta: Sim, você tem que amá-lo de tal forma que ele se torne o outro, já que graças a ele, você sobe mais em direção ao Criador. O Criador envia esses estrangeiros a você de propósito, já que nada é mera coincidência.

Estas são todas as partes de sua alma, assim como a criação é parte de sua alma. Você simplesmente não vê o que é externo a você, já que não pode percebe isso corretamente dentro de você. Mas, na mesma medida em que você desenvolve o senso de amor e doação, e sai de si mesmo na fé acima da razão, o que significa na doação acima da doação, você descobre toda a criação como sua alma.

Não há estrangeiros aqui. Em vez disso, todos se tornam parte integrante da sua alma.

Comentário: Em nosso mundo há o conceito de converter-se ao judaísmo, o qual significa tornar-se judeu.

Resposta: Mesmo que os estrangeiros queiram viver em nosso país sem ser formalmente convertidos, temos que dar-lhes um abrigo, porque há diferentes atributos de proximidade e distanciamento dentro deles.

Havia lugares especiais no templo para os convertidos, tanto para homens como para mulheres. Cada pessoa que vivia fora da fronteira do país podia entrar no templo e viver nele se executasse determinada obra.

Assim como os estrangeiros crescem dentro de você no trabalho interno, os novos desejos que você tem que trabalhar, corrigindo-os e adicionando-os aos desejos corrigidos, do mesmo modo os estrangeiros humanos têm seu trabalho especial.

O Templo é o reflexo preciso da alma. Houve, portanto, a destruição do Primeiro Templo, ou seja, que a alma não suportou a tensão interna a fim de amar e doar e, assim, desceu para o segundo nível, que também foi destruído mais tarde.

O terceiro templo é o fim completo da correção de todos os desejos em nosso mundo e sua conexão num todo único em condições totalmente iguais.

Pergunta: Por que se diz que não vai haver a destruição do terceiro Templo?

Resposta: Porque é o estado do fim completo da correção. Não haverá mais nada para interrompê-lo ou trazer à sua destruição. Todo o ego universal será completamente corrigido.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/04/14

Descobrindo A Força Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os nossos esforços ao longo de nosso desenvolvimento espiritual coincidem com o plano da criação?

Resposta: Sem pedir nossa permissão, esse plano nos ajuda a avançar pelas forças da natureza, assim como os níveis inanimado, vegetal e animal.

Mas, por outro lado, nós recebemos a Torá, a sabedoria da Cabalá, entendemos esse processo e sabemos quais as fases e estados que nos aguardam. Cada um deles é a essência da revelação do mal na natureza humana. Ele acabará por ser revelado, mas a questão é como?

Se ele é revelado sem a minha preparação, eu me torno pior em comparação a todos, e o mesmo vale para todos os outros.

Mas se eu uso a sabedoria da Cabalá, ouço e aceito a ajuda dos professores, sábios e grandes Cabalistas que continuam a nos ensinar, eu descubro o mal de uma forma diferente.

Eu sei que o mal vai aumentar agora, e com os outros, eu me preparo e me concentro para isso com antecedência, para que o ódio não entre em erupção e seja libertado. Ele está fervendo, mas nós estamos no controle e sabemos o porquê e para que isso está acontecendo. Nós trabalhamos em nós mesmos, a fim de contê-lo.

Depois, a inevitável revelação do mal acontece de uma forma diferente, e em contraste com isso, nós descobrimos a força do amor. Está escrito que “o amor cobre todos os pecados”. Assim, nós podemos corrigir todo o mal dentro de nós de uma maneira boa e positiva.

Isso é possível se nós entendemos o que está acontecendo e se cada lado evita cair no ódio. Mas, para fazer isso, nós temos que unir a nação, fortalecer a boa conexão mútua entre as pessoas, ouvir os sábios, e ser bem organizados.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

A Lei Do Amor

Pergunta: Você disse que, sob a doação de Ohr Makif (Luz Circundante) começamos a outorgar a um vácuo vazio, que não sentimos. O que significa doar a um vácuo?

Resposta: Temos que chegar a um ponto que vamos doar sem exigir qualquer recompensa em troca, assim, o ato de doação em si será para nós uma realização, uma recompensa.

Pergunta: Como posso entender que eu realizo um ato de doação?

Resposta: Vamos supor que na frente de você está uma personalidade muito respeitada, ou uma pessoa que é famosa e conhecida em todo o mundo. Você sentirá respeito e admiração, e gostaria de lhe dar um presente. Você sente satisfação, porque, de certa forma, recebe um presente, uma vez que essa pessoa respeitada recebeu um presente de você.

É assim que você tem que trabalhar com todos que ama ou respeita, porque o amor é expresso no presente. Eu quero fazer algo agradável para o outro, uma vez que eu gosto de quando eu dou-lhe algo e ele recebe de mim. A Cabalá é organizada neste princípio. Eu dou ou outorgo ao Criador, mas eu realmente recebo prazer com isso.

Pergunta: Não é relacionado a presentes materiais, mas a relacionamentos?

Resposta: Tente também praticar com os presentes materiais. Mas, claro, o principal é o relacionamento. Se você ama uma pessoa, você olha para as possibilidades de dar-lhe algo. E não porque você quer trazer-lhe prazer, mas porque você aprecia isto. Você se relaciona com ela como uma mãe se relaciona com seu bebê. Ela vai cobri-lo com um cobertor, e depois tirar o cobertor. Ela verificará isso e aquilo. Ela vai vê-lo, e se ele não está sorrindo, ela brincará com ele, então ele sorrirá. Esta é a lei do amor. A lei do amor é a lei de doação! Se eu amo alguém, então, dando a ele me enche de prazer. Ele pega e aprecia isto.

Pergunta: Mas eu preciso saber o que ele quer?

Resposta: Certo, isso significa que você precisa sentir ele. Não tem problema, sinta! Vamos supor que uma pessoa que você ama tem um aniversário amanhã. Você pensa consigo mesmo: “Que presente vou dar-lhe? O que ela quer? Quais são as suas necessidades? Como faço para trazer-lhe alegria?

“Você calcularia: Devo fazê-lo desta ou daquela maneira? Como é que é melhor começar a conhecê-la? Como faço para melhor revelá-la? Como sentir? O que dar para ela?

“Estes cálculos baseiam-se em atingir o Criador. Caso contrário, será egoísta! Porque no momento da doação espiritual, eu outorgo e aprecio. Eu outorgo mais, eu gosto mais. Mas, cada vez, eu tenho que esclarecer o que ela quer e o que mais eu posso outorgar-lhe.

Pergunta: Como alguém sabe? Será um palpite?

Resposta: Não, peça-lhe para dizer-lhe, assim você será capaz de satisfazê-la, e com isso, você mesmo será preenchido com a sua Luz.

[138296]

Da Convenção Em Sochi “Dia Dois” em 14/07/14, Lição 3

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Amor Que É Mais Forte Do Que A Morte

Dr. Michael LaitmanPergunta: No Cântico dos Cânticos, cada frase do Rei Salomão está literalmente cheia de significado alegórico. Por exemplo, a expressão “jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada”. O que significa isso?

Resposta: É uma tentativa de abrir a ocultação, não permitindo que a ligação seja atingida. Caso contrário, o amor não vai chegar à sua altura total. Sem ele, a semente não será abençoada e não haverá nenhuma emanação sem essa ligação.

Comentário: “Eu durmo, mas meu coração está acordado”.

Resposta: Esta é a razão pela qual eles não chegam imediatamente à ligação: não há absolutamente nenhuma necessidade disso. Meu coração está acordado, mas meus desejos e todos os vasos não estão.

Pergunta: Como o amor pode ser despertado?

Resposta: Por diversas atividades: ele bate na porta, ela abre a porta tarde, ele se foi, e ela corre atrás dele, etc. “A canção” termina com o amante supostamente preenchendo o mundo todo. E onde está o seu verdadeiro abraço, conexão e ligação? Supostamente não estão lá. O Cântico dos Cânticos fala sobre tudo, mas este é apenas o início. A descoberta da natureza que existe em perfeição está pronta para um abraço e ligação, e nós estamos diante dessa natureza.

Pergunta: O que é o “beijo”?

Resposta: Existem diferentes tipos de conexões entre os que amam e os seus entes queridos. Isso inclui o abraço, que é dividido num abraço da esquerda e um abraço da direita. Juntos, eles formam o abraço perfeito. Depois, há o beijo, a conexão na boca. Esta conexão ainda não está completa, uma vez que uma ligação completa é a fusão de corpos. Deve haver abraço, beijo e ligação.

Pergunta: Há um ponto de vista especial sobre o “Cântico dos Cânticos”, como uma descrição do amor entre o povo de Israel e o Criador. Como nós devemos olhar para esta história: tanto o amor do homem pelo seu próximo como o amor do homem pelo Criador?

Resposta: Na verdade, essa é a resposta, “do amor das criaturas ao amor do Criador”. O que isso significa? Se eu defino a minha disposição de amar tudo o que me rodeia, no final eu alcanço a mesma disposição em relação a toda a natureza, que é o Criador, a força superior. Toda a natureza está acima de mim; eu estou nela, nós estamos todos nela.

Pergunta: “Porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que o homem desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam”. Que tipo de amor é esse mais forte do que a morte?

Resposta: Todas as nossas propriedades boas e ruins, tudo o que existe na natureza de forças boas e más, o positivo e o negativo, o calor e o frio, pressão e vácuo, tudo fica renovado. A conquista do fim, a realização completa das forças opostas da natureza, o fato de que na natureza há sempre uma contra a outra, é o objetivo de toda a criação.

Isso se chama “Cântico dos Cânticos”. O Cântico é um amor não-egoísta das criações em doação mútua, “Ama o próximo como a ti mesmo”. O Cântico dos Cânticos é a conquista do amor para com o Criador ou do amor para com toda a criação, quando uma pessoa sai de si mesma e, literalmente, se localiza em todos os lugares!

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14