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O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Sentir Amor E Não A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um dos versos do “Cântico dos Cânticos” contém estas palavras: “Eu estou doente de amor”. De quem essa mulher está falando?

Resposta: Se eu me relaciono com a natureza e com toda a realidade de forma amorosa, eu começo a sentir a partir dela calor e uma atitude amorosa. Ela me abraça, acaricia, protege e rodeia com ondas boas e agradáveis que constantemente me suportam.

Desta forma, eu não falo do lado do “homem”, ou seja, uma atitude em relação à natureza com amor, mas do lado da “mulher”, recebendo a atitude em resposta. Em última análise, nós estamos falando de uma pessoa que se sente dando e recebendo.

Aquele que preenche é chamado de um homem. Quem recebe de outro em resposta é chamado de mulher. Acontece que estar em boas relações com o mundo é chamado de um homem, e receber ondas de calor e amor do mundo é chamado de uma mulher.

Pergunta: Não importa se eu sou um homem ou uma mulher?

Resposta: Claro que não. Nós estamos falando de uma pessoa que corrigiu a inclinação ao mal em si mesma e adquiriu a inclinação ao bem através de trabalho em grupo e educação integral.

Agora, ele está sentindo doação e recepção em relação ao conjunto da natureza e toda a humanidade. Esse sentimento lhe traz um sentimento de perfeição e eleva-o acima de todas as desvantagens, de modo que os conceitos de tempo, espaço e movimento desaparecem.

Pergunta: O que significa “Eu estou doente de amor?”

Resposta: Uma nova sensação o prende e preenche de tal forma que ele não sente a si mesmo. Ele sente o amor que o preenche, mas não a si mesmo recebendo esse amor. Ele sobe ao sentimento da natureza geral, sai de si, não existe e não está presente.

Só há um sentimento de amor universal. Esse é o ponto de sua unidade, adesão e conexão superior com a natureza, com o Criador. A fraqueza reside no fato de que o amor governa.

Pergunta: Por que isso é uma doença?

Resposta: Quando algo vem de fora, me preenche e me domina, essa força externa é chamada de doença. Esta é a expressão do amor que vem e me preenche completamente.

Pergunta: Mas é bom estar doente de amor?

Resposta: Exato. Apenas deve-se ressaltar que não há limites. Você está sob essa força externa por sua própria vontade e devido ao trabalho constante que você executa com grandes esforços. Você chegou a este estado, mas, como resultado, está no poder do amor.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

Saltando Sobre A Quebra

Pergunta: Como é que precisamos perceber o Talmud Eser Sefirot, lendo sobre alguns fenômenos, conceitos, nomes dos Partzufim de mundos?

Resposta: O Talmud Eser Sefirot descreve o sistema que cuida e nos gere a partir do mundo de Ein Sof. No mundo de Ein Sof está todo o plano de criação do começo ao fim, e o sistema dos mundos divide isto em etapas, para a ordem seguinte de ações através das quais nós crescemos.

Pergunta: Como é que isto age em nós, como isto nos limpa, assim vamos estar mais ligados ao grupo?

Resposta: O sistema superior trabalha em nós na condição de que você concorda que ele funcione em você, a fim de trazê-lo para a unidade com o Criador, o que significa que você escolhe o caminho da Torá, o caminho da Luz ou o caminho do sofrimento, um dos dois caminhos. [Leia mais →]

Artigo No Jornal Italiano Shalom


O jornal italiano Shalom publicou o meu artigo “Quem É Você Povo de Israel ?”.

Um Poço Para Uma Humanidade Sedenta

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá nos diz que Isaac encontrou dois poços na terra de Grar que haviam sido cavados no tempo de Abraão e tinham sido cobertos posteriormente. Estes poços causaram muitas discussões com os pastores locais e depois de um tempo um novo poço foi escavado que não causou disputas.

Então Avimelech (Abimeleque), o rei da Grar (Gerar), ofereceu a Isaac um acordo. Por que as nações do mundo se tornaram tão boas de repente e querem fazer um acordo com os judeus?

Resposta: É porque Isaac tinha começado suas correções.

Um poço é um buraco no chão, numa terra que está cheia de água. Um buraco que está cheio de água da vida é chamado um poço de vida. A água é a essência do atributo de doação que está escondido na terra, ou seja, no desejo. Em outras palavras, o seu desejo começa a fluir para que você possa receber a água da vida através dele, que é o atributo de doação que traz vida a todos.

Basicamente, a história dos poços nos mostra que se nós começarmos a cumprir nossa missão de organizar a nação de Israel, a fim de corrigir o mundo, é o suficiente. Nós, na verdade, não temos que corrigir o mundo, mas apenas nos corrigir.

Nos capítulos 66-67 da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam diz que no momento em que a nação de Israel começar a se corrigir, ou seja, se adaptar de acordo com o Criador, a Luz vai imediatamente começar a fluir a partir dela como a água de um poço, e essa Luz vai corrigir todas as outras nações. Desta forma, todo o mundo se tornará um lugar melhor. Afinal de contas, o mundo não pode corrigir a si mesmo, nem pode fazer nada.

Apenas imagine que exista uma nação que controle e gerencie totalmente o mundo, e as outras nações não podem fazer nada e simplesmente esperam que esta nação faça alguma coisa.

O problema está na forma como isso é revelado, e as interrupções podem ser grandes. No momento, nós ainda podemos de alguma forma escapar daqueles que se opõem a Israel. Mas e se essa imagem fosse revelada e, de repente, todo mundo visse que há sete bilhões de pessoas no mundo e há cerca de dez milhões de quem tudo depende?

Eu diria que os sete bilhões são como um corpo que roda no software vida, e este software é o povo judeu. Sua massa não pertence ao verdadeiro corpo do mundo, mas sim ao software, e ele opera num nível diferente.

De um modo geral, o verdadeiro software é meramente um componente virtual no que diz respeito a este assunto. É um esquema, um sistema. Nós podemos dizer que o software da matéria proteica é Israel e a verdadeira matéria proteica é as nações do mundo. Se este software está incorreto, basta imaginar que as doenças e problemas são causados ​​na matéria!

Toda a história da humanidade é basicamente a cooperação contínua entre o mundo e a nação de Israel, assim como duas bobinas na cadeia de DNA. As nações do mundo e a nação de Israel estão em contínua comunicação, contato e esforço entre si. Israel não seria capaz de atingir o estado do terceiro poço sem a pressão das nações do mundo sobre ele. Há aqueles que cavam o desejo e outros que o encobrem. Este desenvolvimento é necessário a fim de alcançar a água da vida, o atributo de Bina.

O primeiro poço refere-se basicamente a Abraão, o segundo a Isaac e o terceiro a Jacó. Quando Jacó se conecta, ele se torna a linha do meio e, assim, nós chegamos à água da vida.

Pergunta: O que isso tem a ver com a vida hoje? Nós temos que descobrir esse poço agora, essa água da vida?

Resposta: Sim. Nós começamos a derramar a doação, e isso só depende da conexão entre nós. A unidade da nação de Israel é a chave de tudo. É a única coisa que pode cavar um poço para o mundo.

Cavar um poço significa mergulhar em nossos desejos. Eles são negativos, ruins, e revelam toda a negatividade que está escondida dentro de uma pessoa, a sua natureza, e sua distância do Criador. Mas nós temos que fazê-lo. Nós temos que criar fortes sentimentos da deficiência da Luz dentro de nós, os atributos de amor e doação. Isso é chamado de um poço vazio ou um buraco. A propósito, há uma diferença entre estes dois conceitos. O que uma pessoa busca depende apenas dela mesma.

Quando cavamos um poço, nós alcançamos o estado, a profundidade em que sentimos a maior dor no que diz respeito ao amor, doação e conexão. Assim, a água, que é a fonte da vida, aparece.

Assim como os animais que sentem onde há água, as pessoas naqueles tempos sentiam onde tinham que escavar e quão profundo, a fim de encontrar água. A propósito, há uma abundância de água no deserto, porque há enormes lagos subterrâneos. Nós só precisamos saber onde cavar e não há nada a temer. Você pode ir a qualquer lugar visto que você sempre vai encontrar água.

Pergunta: Essa busca pessoal é a proximidade e a conexão entre nós?

Resposta: Sim. Ela existe na medida em que fazemos esforços para descobrir o atributo de doação chamado água.

De KabTV “Porção Semanal da Torá” 14/11/14

Existe Amor Em Nosso Mundo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a sabedoria da Cabalá se relaciona com o conceito de amor?

Resposta: De acordo com a sabedoria da Cabalá, existem dois tipos de amor: o amor dos amigos e o amor do Criador. Todos os outros tipos de amor pertencem ao nível fisiológico e por isso, de uma perspectiva Cabalística, são considerados afeto, satisfação mútua, e obrigação de uma pessoa a sua família e filhos, mas não amor.

Amor se refere ao que está acima do nosso nível egoísta e é revelado a uma pessoa quando ela atinge a espiritualidade. Ao restringir o uso de seu ego e subindo acima dele, a pessoa sai de si mesma, entra no grupo e naqueles em torno dela, onde descobre o amor.

A realização do amor é expressa ao se preocupar com aqueles ao seu redor. Além disso, estas são pessoas estranhas para mim, não partes da minha família, não meus parentes, e eu não estou interessado nelas.

Mas, no momento em que eu começo a descobri-las como um componente essencial necessário para minha ascensão espiritual, eu percebo que tenho que cuidar delas e amá-las, uma vez que pela correta conexão com elas, eu alcanço o Criador. Então, do amor daqueles a minha volta, eu alcanço o amor do Criador.

Hoje o amor não é nada mais do que ações fisiológicas naturais que também são instintivamente encontradas nos animais. Nos seres humanos, no entanto, o amor não é um instinto e se transformou em quase tudo que você pode imaginar.

Em outras palavras, nós podemos considerá-lo como um esporte, exercício ou lazer, mas não é o amor que a sabedoria da Cabalá se refere. Não tem nada a ver com o sacrifício pessoal por uma ideia sublime, como no sentimento espiritual chamado amor.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, o amor é incorporar os desejos daqueles que são estranhos a mim dentro de mim e se preocupar com o preenchimento desses desejos mais do que meus próprios desejos. Isto se torna o objetivo da minha vida. Eu estou pronto para dedicar toda a minha vida a fim de preencher os desejos dos outros, pois é isso que o Criador espera de mim.

Pergunta: Podem tais relações numa família também ser chamado de amor?

Resposta: Só se eu transcendo a unidade corpórea com a minha família e os considero como estranhos. Se não, a minha relação com eles é em um nível fisiológico normal.

Assim, deve haver uma compreensão rigorosa e divisão entre o conceito espiritual de amor e aquele corpóreo. No nível corpóreo a pergunta: “Você me ama?” significa “Você está pronto para satisfazer meus desejos pessoais”. É a exibição normal do ego. Portanto, hoje nós estamos testemunhando um aumento na incidência de divórcios e separações da família. Mas esta tendência é um sinal da reavaliação dos valores desta geração.

De KabTV “Contos” 23/10/14

O Amor Real E Não Hipnose

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como um sistema integral me ajudará a lidar com o medo? Agora eu só sei que não tenho dinheiro na minha carteira.

Resposta: Em primeiro lugar, é importante estabelecer uma relação adequada com os membros da família, e depois com o ambiente. Uma pessoa depende do ambiente. Tudo o que está em seu apartamento foi obtido através da sociedade.

Cada indivíduo é dependente da sociedade e não pode se desconectar dela. Portanto, vamos ver como podemos nos amarrar à sociedade, para que todos se sintam confortáveis e, ao mesmo tempo, responsáveis. Então, haverá mais confiança.

Nós temos que introduzir a questão da reciprocidade entre o dinheiro e o egoísmo, e a condição de ser atencioso para com os outros. Caso contrário, comeremos uns aos outros, como um câncer come um corpo inteiro.

Tudo isso tem que ser explicado aos poucos, atraindo a evidência de estudiosos e da mídia para que a pessoa aprenda em sua totalidade. Nós estamos falando de sentimentos, aqueles que nos consomem e são impossíveis de neutralizar com dinheiro: medo, preocupação, incerteza.

Pergunta: Por que a sociedade me dá, como pessoa, o calor e a confiança, que eu mesmo não posso alcançar?

Resposta: Confiança, carinho, amor e uma sensação agradável são recebidos de fora e dependem inteiramente do ambiente, e nunca da própria pessoa ou de seus sentimentos internos. Nós podemos influenciar você para poder levá-lo por todos os sentidos, de um extremo ao outro. Nós vamos atender a todos os seus desejos materiais corporais com a cesta ideal de consumo e todas as suas aspirações humanas acima desta cesta. O que mais?

Uma pessoa deve ser capaz de se manter em equilíbrio interno, em harmonia interna, e se sentir bem. Ela pode ser completamente saudável? Sim, e é devido às vibrações positivas que emanam da sociedade. E este é o estado real, não uma ilusão ou hipnose.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/09/14

Feira Internacional Do Livro De Toronto 2014

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O Amor Neutraliza O Ego

Dr. Michael LaitmanA Convenção acabou e nós estamos prestes a voltar aos nossos grupos, a fim de nos conectarmos com outras pessoas. Nós estamos prestes sair deste grande salão e nos separarmos do nosso Grupo de Dez.

É claro, nós devemos manter contato com eles, mas devemos ver que tudo o que é adicionado ao meu Grupo de Dez, ou o que lhe falta, quando eu volto para casa é calculado desde Cima e é realmente com isso que eu deveria trabalhar.

O Criador nos deu tais condições de propósito e eu não deveria sentir pena que não estou ao lado do mesmo pequeno grupo ao qual me acostumei tanto nos últimos dias e com quem quero ficar para sempre. Não! Eu vou trabalhar com o mundo inteiro e com o meu grupo local.

Nós devemos atingir um estado onde há várias pessoas com quem eu possa trabalhar em todos os lugares, seja virtual ou fisicamente. Pode haver diferentes Grupos de Dez na manhã, ao meio-dia e à noite. Isso é apenas o começo e nós nos atemos a um determinado Grupo de Dez para sentir que lá podemos encontrar uma resposta, calor, intimidade e compreensão mútua.

Mas nós podemos sentir o mesmo quase que imediatamente em qualquer outro grupo. Se eu estou cercado de amigos de todo o mundo que estão avançando em direção a um objetivo, eu posso sentar em qualquer grupo e imediatamente sentir que estes são os mesmos amigos.

Não faz diferença se eu conheço bem ou não essas pessoas no mundo corpóreo. Se nós temos um objetivo comum, eu posso me conectar a elas como se as conhecesse há anos. Não faz nenhuma diferença o quão bem nós nos conhecíamo anteriormente.

É muito importante expressar o amor a todos os amigos, para que cada pessoa no grupo, no Grupo de Dez, sinta que é amada. O sentimento de amor neutraliza o ego se a pessoa deseja anular seu ego. Isto é porque o amor dos amigos evoca em mim um sentimento tão tranquilo que eu deixo de me preocupar comigo mesmo.

Então eu posso subir acima do meu ego! Eu estou livre de me preocupar comigo e posso doar e dar o meu amor como um presente para os outros porque já não tenho que pensar em mim mesmo.

É um ponto muito importante. Nós podemos concordar que vamos mostrar intencionalmente o nosso amor a um dos amigos e, assim, libertá-lo de seus problemas e preocupações. Experimentem e vejam como isso funciona bem, mesmo que não trabalhemos dessa maneira de propósito em relação a um dos amigos, cada um de nós ainda deve sentir que o grupo se preocupa consigo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 01/11/14, Lição 4

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 6

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o povo alcançou o nível do Templo, como pode a memória de uma conexão tão elevada desaparecer de repente?

Resposta: O amor passa e o ódio vem. A força da Luz que sustenta esse estado altruísta, esta conexão, desaparece.

Ela foi atingida com a ajuda da Luz, e no momento em que esta deixa de iluminar, a descida e a queda são imediatas e não nos lembramos de nada, como se isso nunca tivesse existido.

Esta é a descida e a queda depois da destruição do Primeiro Templo. Primeiro começa o exílio babilônico e depois Nabucodonosor vem e leva as dez tribos, de modo que apenas duas tribos são deixadas.

Pergunta: Por que ele as leva? Por que essas dez tribos desapareceram?

Resposta: Isso, em princípio, será descoberto no futuro, mas, de qualquer forma, é essencial que elas se dissolvam totalmente na humanidade. Elas carregam sem saber o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, e elas vão voltar. Nestas centelhas foram semeadas as sementes do amor que foram plantadas na humanidade e vão se espalhar por toda a terra, bem como nos babilônios.

Pergunta: Portanto, novamente há um encontro entre Abraão e Nimrod com a Babilônia.

Resposta: Sim, mas não é o mesmo Abraão. Ele caiu ao nível da Babilônia e, portanto, eles podem se conectar a ele. É aí que reside o potencial espiritual nele que gradualmente leva ao desenvolvimento das pessoas e ao desenvolvimento das nações no nível corpóreo normal.

Não é apenas um processo técnico, mas também científico, artístico, pedagógico e literário. Em suma, isso afeta todos os processos da sociedade. As dez tribos colocam em movimento este processo, uma vez que após a queda do nível espiritual, elas ainda têm o desejo de avançar e se desenvolver. Assim, elas desenvolvem toda a humanidade.

Mas elas a desenvolvem de uma forma muito interessante. Nós podemos encontrá-las entre os grandes inquisidores, os grandes líderes religiosos, e entre os grandes cientistas que aparentemente não têm conexão alguma com os judeus. Nós apenas precisamos cavar um pouco mais fundo.

Os babilônios ainda existem de acordo com o princípio simples de “deixem-me viver em paz”. Permitam-me ligar meu aparelho de TV no meu apartamento e me deem algo de comer e pronto, eu não preciso de mais nada.

Esta é a Babilônia. No entanto, os estímulos de invocação que não vão deixar a pessoa chafurdar-se é o resultado das dez tribos que se espalham por todo o mundo.

Não pode ser de outra maneira. De onde surgirá o progresso se não de uma vontade que é visa ascender? A inclinação à ciência, à literatura, à arte e à autoexpressão também decorre do desejo de alcançar o Criador, mas através de um desejo egoísta não focado no amor e na doação além do ego, mas que se expressa pelo amor próprio.

Após a destruição do Primeiro Templo, as dez tribos começaram a fazer o seu trabalho no nível geral aceito e as duas tribos que restaram, que simbolizam a nação de Israel, continuaram a avançar em sua ascensão acima do ego.

De KabTV ” Babilônia Ontem e Hoje”, 03/09/14, Parte 5