Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Tudo Está Dentro Da Nossa Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que a revelação da verdade se relaciona com a revelação do sistema interligado de almas?

Resposta: É a mesma coisa. A conexão mútua é a verdade. A rede dos nossos laços é chamada de “vaso” (Kli). O Criador imprimiu-Se na matéria do desejo de desfrutar e colocou Seu selo sobre toda a sua espessura. Agora, dentro de mim, há um espaço vazio com uma imagem esculpida.

Esta imagem é composta das conexões entre os desejos, que o Criador preenche se eles forem corrigidos. Neste caso, a rede torna-se Ele. A rede integral destes pontos é chamada de “Malchut do mundo do Infinito”.

Gradualmente, o Criador se oculta e abandona o sistema de almas, o que desencadeia a descida dos mundos. À medida que ele desaparece, as almas sentem uma oposição cada vez maior entre si, a transição para o lado inverso (Sitra Achra), onde a conexão está corrompida, esgotada, e assume uma natureza egoísta. Como resultado, nós nos encontramos no mundo corpóreo, e ao invés do respeito mútuo, em vez do Criador, que nos preenche, nós experimentamos o vazio e o distanciamento mútuo.

Na verdade, eu sempre sinto o Criador. Afinal, não há mais nada para eu sentir, já que há apenas Ele e eu. No entanto, na atual realidade, eu O percebo de acordo com meu estado atual de existência egoísta.

O objetivo do processo é encontrar a verdade, o estado autêntico, depois de termos retirado todas as capas. Tendo encontrando novamente a conexão entre nós, em algum momento eu verei que ela não une as pessoas, mas as almas ou desejos. Está na natureza desta conexão, na sua essência e poder que o Criador seja revelado a nós. Não há outra realidade, mas a conexão mútua e integral. Ela permeia tudo, e nós somos feitos para sentir somente ela. Nós estamos dentro dela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/01/11, “O Criador e Israel Foram ao Exílio”

Os Esforços E Um Achado

Dr. Michael LaitmanNós fazemos muitos esforços e, a cada esforço devemos analisar: “Se eu não fizer isso por mim, quem o fará por mim?”. Devemos fazer todo o possível e discernir onde exatamente devemos nos esforçar: na união com os outros, no local onde ocorreu a quebra.

Devemos tentar restaurar a união dessa quebra, para que ele se torne novamente íntegro, e nós sejamos como um homem com um coração, vivendo na garantia mútua, ou seja, na união perfeita e sistemática. Às vezes, parece-nos que somos capazes de fazer isso, e algumas vezes que não. Nós queremos ajuda, mas não conseguimos pedir por ela, porque ainda não sentimos a real necessidade para isso.

Assim, etapa por etapa, a pessoa abaixa sua cabeça e se prepara para fazer novos esforços. Ela começa a trabalhar repetidamente neste lugar quebrado, a fim de juntá-lo. Ao mesmo tempo, ela sabe que tem que continuar trabalhando até que venha a precisar de ajuda, e sem esse desejo a ajuda não virá.

Mas, ao mesmo tempo, a pessoa tem que acreditar que “não há outro além do Criador”. Então, todo esforço é seguido pelo desespero e uma nova necessidade.

A pessoa tem que passar por todas essas fases, uma após a outra, até acumular um grande desejo, até atingir total desespero em suas próprias forças. É quando ela rompe o portão das lágrimas com o grito ou pedido correto. Todos os seus esforços se unem, estando diante de todas as Luzes que chegam a ela, levando-a ao desespero e deixando-a com a sensação de vazio maior. Ela tentou mas não conseguiu encontrar o que queria, até que, de repente, ficou evidente que ela não tentou, e encontrou. Em outras palavras, a ação em si não é feita por ela, mas pela Luz, que realiza seu desejo e a une com os outros em um único Kli .

Então, dentro deste vaso, uma Luz perfeita é revelada, a qualidade perfeita da doação, o Criador. É assim que a pessoa finalmente atinge o seu “achado”.

Seus esforços, ajuda, desespero e choro – tudo o que ela acumulou nos graus anteriores, finalmente assumem a forma certa. Tudo se funde no desejo e na decisão correta. E tudo isso ocorre em virtude de todas as coisas que a pessoa passou no caminho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá o9/01/11, Escritos do Rabash

Quebra-Cabeça de 613 Dimensões da Alma Integral

Onde está o nosso livre arbítrio, afinal? Não era minha vontade de vir a este mundo, nem eu escolhi a estrutura da minha vida: a família, país, e etnia. Eu sou feito dos genes dos meus pais que definem absolutamente todas as minhas qualidades. Fui criado pelo ambiente onde eu encontrei a mim mesmo: minha casa, o jardim de infância e escola, nenhum dos quais dependeu de mim. Nada em mim é meu!

Quando eu crescer, eu estarei completamente formado, um produto acabado, como uma torta do forno. Mas isso não é tudo! De fato, como a sabedoria da Cabala nos ensina, que estamos todos interligados como rodas dentadas, somos partes de uma alma integral, que foi quebrada em pedaços. É como se nós fossemos um “puzzle”, impresso como uma imagem inteira para depois ser cortado em pequenos fragmentos.

Então, a cada um de nós é atribuído um lugar no qual nos encaixamos com todas as nossas propriedades e atributos, 613 desejos, que fazem que nós dependamos de uma pessoa, a segunda e a terceira, para ligação com elas. Todos dependemos de todos para este enigma ser concluído. E não é apenas um quebra-cabeça tri-dimensional, uma vez que não se conectam por contornos simples: Cada um de nós tem “613” facetas pela qual é adjacente a todas. Imagine como um espaço de 613 dimensões.

Então o que é a liberdade que estamos falando se eu sou apenas um pedaço pequeno no quebra-cabeça totalmente forçados a corresponder a todos os outros em minhas propriedades? Assim, quando o livre arbítrio é discutido, não pertence a uma pessoa per si e sua escolha pessoal e independente. Esta é uma liberdade comum de todos e é determinada por todos nós juntos!

Mesmo que uma pessoa possa fazer algum movimento, ela tem que corresponder com todas as outras partes, todas as outras almas e suas propriedades. Se eu passar em algum sentido, o movimento deve ocorrer em todo o sistema. Agora precisamos saber: O que constitui o meu livre arbítrio afinal?
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Da 4a. parte da Lição Diária da Cabala de 1/7/2011, ,”A Liberdade”

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Ao Atravessar Para A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanFalando sobre atualizar a sabedoria da Cabala, nós devemos levar em consideração que o nosso atual Gilgul (ciclo de vida) está longe de ser o primeiro. Temos passado por múltiplos ciclos, e ninguém sabe exatamente quantos cada um de nós tem. Isto será revelado para nós mais adiante, mas, francamente, não há muita utilidade em rever as nossas encarnações passadas, já que todas estavam ainda nos níveis vegetal ou animal da evolução do desejo de desfrutar.

A nossa evolução aconteceu com base nisso. Primeiro, nós existíamos no nível inanimado de desenvolvimento, seguido do vegetal, quando experimentávamos a realidade como as plantas fazem. Mais adiante, cada um de nós evoluiu para nível animal, percebendo a realidade da mesma forma que os animais.

Assim, nós passamos por várias vidas, até que (como está escrito na Árvore da Vida do ARI e no Estudo das Dez Sefirot, Parte 3, do Baal HaSulam), do nível animal, através dos símios (nível intermediário entre o animal e o homem), nós finalmente alcançamos o nível humano neste mundo. Os seres humanos também são uma espécie animal, mas muito mais evoluídos do que os animais.

No nível falante deste mundo, nós também passamos por muitas vidas, até atingir nossa condição atual. Agora, nesta encarnação, estamos fazendo um tipo especial de trabalho, a fim de ascender a um nível completamente novo e experimentar uma nova realidade espiritual: a realidade do Criador.

Durante as transições, de nível em nível e de estado para estado, existem fases intermédiárias. Como o ARI descreve, entre os níveis inanimado e vegetal, existem corais que combinam ambas as características: inanimada e vegetal. Entre os níveis vegetal e animal, há uma criatura intermediária, um pequeno animal chamado de “cachorro do campo” que vive na terra e alimenta-se da terra como uma planta, mas cujo corpo se comporta como o de um animal. Entre o animal e o humano, existe o macaco, um mamífero com características humanas rudimentares.

Atualmente, nós estamos na transição entre o ser humano deste mundo, que vive como todos os outros sete bilhões de pessoas, e algo espiritual. Nós não sabemos ainda o que significa este “espiritual”, mas estamos entre estes dois estados.

Pela primeira vez, nestas transições que temos passado desde os níveis inanimado ao vegetal, do vegetal ao animal, e do animal ao falante (humano), ignorando o que aconteceu conosco e vivendo como todas as pessoas neste mundo, nós agora temos de fazer a transição conscientemente, participando dela de forma plena. Seremos nós que decidiremos se isso acontecerá ou não. Apenas o nosso desejo pode fazer com isso aconteça.

Esta evolução depende de nós. Essa transição é única e diferente de qualquer outra, porque somos nós que cultivamos o ser humano em nós, o humano idêntico ao Criador.

Assim, pela primeira vez na nossa história, em toda a nossa evolução, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada para nós. Ela se destina a acompanhar-nos como um manual de instrução, a diretriz principal, um código de leis, uma ciência, com a ajuda da qual completaremos essa transição. Afinal, se não esclarecermos isso para nós mesmos, não a desejaremos e não a estudaremos; não seremos capazes de triunfar.

É por isso que somos chamados de “judeus” (“Ivrim”, da palavra hebraica “Laavor”, atravessar), pois estamos atravessando do estado de humano deste mundo para o nível humano espiritual, semelhante a Adam HaRishon, ou a imagem do Primeiro Homem. Épocas atrás, ele parecia ter sido quebrado em fragmentos, e agora temos que voltar a remontá-lo de novo, suas partes masculina e feminina.

Tudo isso tem que ser implemenatdo em nosso trabalho coletivo. Nós temos todas as ferramentas necessárias para isso, mas cabe a nos esclarecer tudo, aprender o que nos falta para nos transformarmos nesse Humano, e desenvolvê-lo.

Da Lição 2, da Convenção no Deserto de Arava 31/12/10

Sete Bilhões De Centelhas Brilhantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode a leitura do Livro do Zohar nos ajudar a adquirir uma percepção geral e universal? Isso não seria anular a singularidade de cada ser humano?

Resposta: Que singularidade pode haver neste momento? Que ser humano?  Nós estamos falando de sua “besta”, que temos que transformar em um Ser Humano.

Você tem um “burro” (“burro” em hebraico é “Hamor“, da palavra “Homer” – “matéria”), e só há uma centelha espiritual nele. Nós queremos ajudá-lo a extrair essa centelha do “burro” e conectá-la com o resto das centelhas brilhantes, acima do rebanho de “burros”.

Imagine sete bilhões de “burros” e uma centelha brilhante acima de cada um deles. Nós queremos unir essas centelhas e construir a partir delas o Ser Humano, equivalente ao Criador. Só então elas poderão adquirir uma percepção geral da alma coletiva de Adam HaRishon.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/11, “Introdução do  Livro do Zohar”, Artigo “Yitro (Jetro)”

Respire A Vida No Sistema

Pergunta: Para não perder de vista o objetivo espiritual,uma pessoa tem que segurar alguma coisa, ela precisa de pistas,  “migalhas de pão” ao longo do caminho. No que devemos ter fé?

Resposta: Aqui está um exemplo: Cada pessoa sente como se ela fosse um fusível queimado em um sistema elétrico. Isto é o que a vida representa. Ela acha que ela sente as outras, mas na realidade ela sente só as suas propriedas “queimadas”; inanimada, vegetativa e animada em si mesma.

Mas quando começamos a corrigir o sistema, a pessoa começa a experimentar o programa, a força da criação, as correntes que funcionam no sistema corrigido. Agora, seus componentes são ligados entre si e funcionam perfeitamente, de acordo com o plano da criação, que é, na verdade, o Criador. Uma pessoa começa a sentir sua vida no sistema e tudo isso como um todo.

Na verdade, se eu não estiver conectado com as outras pessoas, se eu me sentir isolado do sistema, e se eu só vivo “dentro de mim”, então minha percepção se limita a este mundo, que é a realidade que é projetada sobre a tela interna na parte de trás do meu cérebro como Baal HaSulam descreveu. Parece estar errado, corrompido, e dependente da minha atitude para com o mundo. E só eu sou capaz de fazer uma conexão entre todas as outras.

Se, entretanto, eu sair e ver o mundo externo, eu passo para a verdadeira realidade. Então, eu vejo as pessoas não como corpos, mas como propriedades da doação. Cada uma delas é, essencialmente, corrigida: a fim de reuni-las, eu preciso de uma conexão, a propriedade de doação, e então tudo começa a funcionar corretamente.

Em outras palavras, o sistema geral já está saturado com as conexões corrigidas, e Eu sou a fonte de energia, uma bateria para isso. Sem a minha energia, todo o sistema está na espera. É meu dever se tornar a fonte de energia, e então tudo começa a funcionar novamente.

A pessoa tem que sempre manter essas fotos dentro, como se tudo fosse exatamente dessa forma. Todo mundo vai gradualmente se acostumar com elas, e então de repente os contornos do sistema irão sobressair diante de nós. Na verdade, o hábito se torna uma segunda natureza, que permite que uma pessoa experimente, mesmo que não lidasse com tudo isso antes.
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Da 1a. parte da Lição Diária de 29/12/10, “Qual é a Inundação de água na Obra”

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Uma Realidade Dupla

Quem é Você Adão?

Adão é a alma coletiva, criada pelo Criador como a parte interna na parte externa: o mundo espiritual. Descobrindo AHP, os desejos egoístas, levaram à queda do estado inicial da alma, a GE, que recebeu para a  auto-gratificação.

Isso resultou na quebra da alma, o que cada um de nós carrega a sua parte que precisa ser conectada com todos os outros na ânsia de “amar os outros como eu me amo.” Isso é feito no grupo, o atributo comum de doação.

Adão foi o nome do primeiro homem que, 5770 anos atrás, atingiu o Criador, a propriedade coletiva de doação ( a razão por trás do ano emergente do calendário judaico). Seguindo ele, todo o resto de nós temos que atingir também o Criador dentro de 6000 anos.
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Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 29/8/10 ,”Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”

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O Mundo Através Das Lentes Distorcidas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu acredito quando você diz que todos os problemas são meros efeitos da minha percepção distorcida. Mas o que eu devo fazer se, por enquanto, tudo isso é apenas filosofar para mim, visto que os problemas são reais?

Resposta: Se você se conectasse ao grupo e fosse capaz de receber um senso de segurança, uma garantia deles, você se sentiria tão seguro quanto nos braços de uma mãe. Com o que você se preocuparia se soubesse que está cercado por 600 mil almas que cuidarão de você? Nada de ruim pode acontecer com você, visto que a Shechina (Divindade), o Criador, habita entre elas. Portanto, você só pode se preocupar com uma coisa: como aprender a tratar os outros como trata a si mesmo, e começar a ver que, na realidade, eles são você.

Nós precisamos parar de acreditar em nossos olhos e sentidos egoístas, que nos dizem que fora de nós existem outras pessoas. Isso libertará você de todos os seus problemas! Pouco a pouco, usando esse método, você descobrirá a percepção correta da realidade; o mundo se tornará transparente, e por trás de cada objeto, você verá a força que o move.

De repente, você perceberá como tudo se encaixa e se admirará com o quão cego você costumava ser! Que lentes terrivelmente distorcidas você estava usando! Verdade seja dita, tudo depende de sua visão e percepção. Nada muda; eu só sintonizo um pouco a minha visão, alinho os eixos da visão, e uma imagem totalmente nova surge de repente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/10, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora “

A Realidade Sob Anestesia Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu me sinto ameaçado quando nós lemos esses textos. Eu não os entendo. Como eu posso trabalhar com esse sentimento de forma apropriada?

Resposta: Talvez esse seja um bom sentimento. Nós existimos numa realidade que está se desenrolando dentro de nós. Agora mesmo, eu estou falando com “você”, uma parte de minha alma, e com outras pessoas ao redor do mundo, mas todas elas vivem dentro de mim. E, além de mim, existe somente a força superior dividida em múltiplas partes.

Eu devo organizar todos os meus desejos a fim de conectá-los mutuamente, incorporar todos aqueles que parecem estranhos dentro de mim mesmo, e amá-los como a mim mesmo.  Eu preciso me unir com toda a realidade e me tornar um todo com ela. Então, eu verei que tudo isso é meu, e que só há uma Luz que preenche um desejo.

Até lá, eu fico naturalmente confuso e passo por estados muito obscuros. Mas, eles não me assustam. Eu preciso perceber a realidade corretamente, isto é, que eu tenho que começar a sentir que tudo isso está acontecendo dentro de mim. É o meu “eu”, e é só devido a minha divisão interna que eu erroneamente percebo minhas próprias partes como estando fora de mim.

Por exemplo, eu fiz uma cirurgia sob anestesia local. Eu não senti nada, mas no espelho eu via o que o cirurgião estava fazendo: introduzindo uma agulha e cortando uma parte da carne que não parecia pertencer a mim. Eu não a senti como minha por causa da anestesia. Porém, uma vez que eu ainda estava consciente que ela era parte minha, a despeito do fato de que eu não a senti sob a anestesia local, foi interessante para mim olhar o que estava sendo feito com ela.

Em essência, nós estamos em tal realidade. Mas, tão logo essa “anestesia”, o nevoeiro, se dissipa, você começa a experimentar e sentir a realidade como sua, e tudo parece diferente! Então, você vê que está lidando somente com o Criador, o “Bom que faz o Bem”.

Acontece que sua capacidade de sentir o “Bom que faz o Bem” ao invés de uma ameaça, de sentir a eternidade, a perfeição, e a harmonia ao invés do seu estado atual, depende de como você liga todos esses desejos aparentemente estranhos a você.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/10, Beit Shaar HaKavanot

A Pirâmide Invertida

Dr. Michael LaitmanAs almas mais inferiores e externas, as “perversas”, são particularmente as que possuem o desejo mais forte. Quando elas despertarem e aspirarem à bondade, toda a pirâmide virará de baixo para cima.

Elas podem realizar algumas ações simples e de apoio, mas se essas ações forem realizadas com abnegação e de todo o coração, elas deixarão de ser ações mecânicas. Tal pessoa pode não entender o que precisa ser feito, mas ela está disposta a abrir caminho para você. Quando ela faz isso, ela começa a receber tudo que você tem e cresce! De repente, dentro deste pequeno desejo, são revelados os enormes desejos espirituais, a alma.

No mundo espiritual, cada pequena célula, ao conectar-se ao corpo, recebe tudo o que o corpo tem; ela adquire todos os seus desejos e está ciente de tudo que acontece lá.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/10 , “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”